google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

04 abril 2012

Síria: Portugal e Turquia em sintonia

Paulo Portas sublinhou terça-feira a sintonia entre Portugal e a Turquia quanto à necessidade de se "criar condições para o início de um diálogo" com a Síria para pôr fim à violência "inaceitável" perpetrada pelo regime de Bashar Al-Assad. "No caso da Síria, quer Portugal quer a Turquia têm uma única prioridade: parar a repressão e a violência, permitir condições para a ajuda humanitária e criar condições para o início de um diálogo," referiu hoje o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros (MENE) português, Paulo Portas.
O MENE português falava à margem de um encontro em Ancara, Turquia, com o ministro turco da para os Assuntos Europeus, Eğemen Bağış, um dos pontos da agenda de hoje da visita oficial de Portas a este país, marcado por uma série de encontros com ministros do Governo do primeiro-ministro Erdoğan, incluindo o seu homólogo, com o presidente Abdullah Gül e o presidente da União das Câmaras Empresariais turca (TOBB).

(Fonte: Diário Digital / Lusa)

Pavimentos de cortiça portugueses em diversos projectos na Turquia


Ant Yapi Antrium em Istambul.


Haagen Dazs Café em Istambul.

A Wicanders é uma empresa portuguesa do Grupo Amorim, líder mundial na produção e distribuição de revestimentos de cortiça e cortiça com madeira. Possui duas unidades industriais no concelho de Santa Maria da Feira. O conforto térmico, acústico e anti-vibração, propriedades de pavimentos de cortiça, em conjunto com a aparência moderna e distinta de madeira, fazem da linha Woodcomfort, da Wicanders, uma das mais procuradas.
Na Turquia, uma série de projectos importantes têm solicitado esta linha de produtos, tanto pelo seu design de ponta e ampla gama de olhares e acabamentos, como pelos seus benefícios ambientais decorrentes da utilização da cortiça.
Em Istambul, maior cidade da Turquia, quatro projectos foram recentemente realizados utilizando Woodcomfort: Titanic Hotel, Pierre Loti Hotel, restaurante Kahvesi e loja de roupa e calçado americana da marca Kenneth Cole, onde foi pavimentada uma área total de 200 m2. Também no Haagen Dazs Café e no complexo Ant Yapi Antrium foram utilizados revestimentos de cortiça Wicanders, mas respectivamente da gama Floating Wicanders e Acousticork.
Em Antalya, o Mob Mobilya Dekorasyon A.Ş, projectou o Sensimar Hotel, onde uma série de produtos Woodcomfort foram instalados, numa área total de 7000m2.

(Fonte: Wicanders)

Beşiktaş: A saída de Carlos Carvalhal


Teoria da conspiração (ou não), a imprensa turca de hoje, em concreto o jornal Hurriyet, dá conta da forte possibilidade de ter havido uma espécie de golpe de Estado no Beşiktaş. Isto para explicar o 'timming' da saída de Carlos Carvalhal. E as razões, algumas obscuras, que terão estado por detrás da decisão da nova direcção em prescindir dos serviços do técnico português.
Como cabeça do polvo surge o nome de Tayfur Havutçu, o substituto de Carvalhal no comando técnico da quipa. Será, no entanto, necessário recuar um pouco, alguns meses, e recordar o que se passou no verão. Detido no início da temporada no âmbito de uma investigação sobre manipulação de resultados na 1.ª Divisão, Tayfur Havutçu seria substituído no comando do clube de Istambul por Carlos Carvalhal, inicialmente contratado para o cargo de director desportivo.
Detido preventivamente desde Julho e posteriormente libertado em Dezembro, Tayfur Havutçu regressaria ao Beşiktaş no final do ano para exercer as funções que Carlos Carvalhal quase não chegou a desempenhar, já se percebeu, as de director desportivo.
E o que o escreve a edição de hoje do Hurriyet é que coincidência, ou talvez não, a verdade é que desde que o treinador turco regressou ao clube, os desempenhos do Beşiktaş caíram a pique, bastando, para tal, olhar para os resultados no campeonato desde Dezembro: 16 jogos, seis vitórias, três empates e sete derrotas – às quais se juntam ainda a eliminação da Taça da Turquia e da Liga Europa.
A publicação deixa ainda no ar a hipótese de Tayfur Havutçu ter minado, pacientemente, o balneário, precipitando, logicamente, a saída de Carlos Carvalhal. Teoria da conspiração?

(Fonte: A Bola)

AICEP promove "ABC Mercado: Turquia"



Em 2011, e pela primeira vez, o volume de negócios entre Portugal e a Turquia ultrapassou os mil milhões de dólares.
Principal elo de ligação entre o Ocidente e o Oriente na Europa, a Turquia tem-se regido em termos de política económica pelo processo de adesão à União Europeia, com as implicações que daí decorrem: uma maior abertura ao exterior, uma mais exigente disciplina fiscal, um aumento das privatizações e uma maior transparência na despesa pública e nas reformas em curso.
Em 2010, a economia turca foi a que mais cresceu a nível europeu (+8,9 por cento do PIB), tendo continuado a registar, em 2011, um forte crescimento económico (7,8 por cento), impulsionado essencialmente pelo aumento da procura interna e do investimento. O peso das importações turcas tem vindo a aumentar em função do desenvolvimento económico do país. Assim, em 2011, as exportações portuguesas para a Turquia registaram um aumento de 20,4 por cento face a 2010, sendo que os sectores do plástico, das máquinas eléctricas, do papel e do equipamento de telecomunicações dominaram as importações turcas provenientes de Portugal.
Da análise e do cruzamento feito entre a procura turca e a oferta portuguesa, identificam-se como boas oportunidades de negócio na Turquia para as empresas portuguesas os sectores da construção, da energia, do turismo, o têxtil, automóvel, das tecnologias de informação, os bens de luxo, entre outros.
Com o objectivo de fornecer mais informação acerca das oportunidades de negócio neste mercado, a AICEP ( Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) promove o "ABC Mercado Turquia – Oportunidades de Negócio em Dois Continentes", a realizar nos dias 11 e 12 de Abril de 2012, respectivamente no auditório da DRE-Norte, no Porto e no auditório da AICEP, em Lisboa.
Esta acção contará com a participação, do Responsável pelo Centro de Negócios em Istambul, Dr. João Mota Pinto, especialista deste mercado, que dará a conhecer um atractivo conjunto de oportunidades que as empresas portuguesas podem encontrar naquele importante país europeu.
As empresas interessadas podem inscrever-se até às 18H00, do próximo dia 9 de Abril.

(Fonte: Portugal Global)

Razões para um julgamento histórico


No dia 12 de Setembro de 1980, o general Kenan Evren anunciou que o Exército turco tomou o poder de madrugada para preservar a integridade territorial e a unidade nacional, afastar a ameaça de uma guerra civil fratricida e restaurar a autoridade do Estado.
O golpe de Estado deu-se num contexto económico, social e político muito negativo. O desemprego e a inflação dispararam. Entre 1970 e 1980, a Turquia teve 11 governos diferentes. A nível social, as greves multiplicavam-se, assim como os confrontos violentos entre os grupos de extrema direita e extrema esquerda.
O golpe de Estado foi planificado com muita antecedência: já em Janeiro de 1980, os militares preveniram o Governo que não hesitariam intervir se as coisas não mudassem.
Tal como sucedeu em 1960 e em 1971, o Exército tomou as rédeas do poder, dissolveu a Assembleia Nacional e proibiu todos os partidos políticos.
O general Evren assumiu a presidência da República em 82, e devolveu o poder a um Governo civil sob tutela militar no ano seguinte, mantendo-se como chefe do Estado até 1989.
Depois de 1990, o Exército apresentou-se como uma protecção contra o islamismo: em Fevereiro de 1997, provocou de novo a queda do governo islamita de Necmettin Erbakan. Mas a influência diminuiu consideravelmente desde a chegada ao poder do AKP, em 2002.
Durante mais de 30 anos, o general Evren estava protegido pela imunidade, mas em 2010, o Governo turco mudou a Constituição abrindo a via para este processo, inimaginável há poucos anos.
Desde 2008, multiplicam-se os processos contra civis e militares acusados de pertencer à organização ultranacionalista Ergenekon, suspeita de conspiração contra o AKP.
Na semana passada, o antigo chefe das Forças Armadas, Ilker Başbuğ foi acusado de conspiração e de terrorismo por um tribunal de Istambul.
Para muitos, na Turquia, a investigação das alegadas conspirações não passa de uma caça às bruxas, mas o importante apoio popular ao Governo dá força ao chefe do executivo, Recep Tayyip Erdoğan, contra a instituição militar.
A diminuição do peso do Exército na vida política turca é uma das condições da União Europeia para a adesão.

(Fonte: Euronews)

Começou hoje o julgamento dos líderes do golpe militar de 1980


Começou hoje em Ancara o julgamento histórico dos generais que conduziram o golpe militar de 1980 na Turquia.
Kenan Evren, actualmente com 94 anos, é acusado de “crimes contra o Estado”. O ex-general, que foi presidente da Turquia nos anos 80, é julgado juntamente com outro membro da antiga junta militar, o ex-comandante da força aérea Tahsin Şahinkaya, hoje com 87 anos. A idade avançada e o estado de saúde dos dois homens faz com que não assistam ao início de um processo.
Afirmando defender os princípios do Estado laico instaurado por Atatürk, o Exército tomou o poder por três vezes, em 1960, 1971 e 1980, derrubando ainda o primeiro Governo islamita, em 1997.
O golpe de 12 de Setembro de 1980 foi o mais sangrento, com centenas de milhar de detenções, cinquenta execuções e dezenas de mortos nas prisões, vítimas de tortura.
No exterior do tribunal de Ancara, centenas de manifestantes reclamavam justiça para as vítimas do golpe militar.
Uma mulher explica que o pai e o marido “foram detidos e torturados” e acrescenta que a família “sofreu a tragédia, juntamente com eles, e é por isso que hoje se apresenta como parte lesada [no processo] e pede que sejam responsabilizados”.
O processo foi tornado possível depois do referendo de 2010, que levantou a imunidade que protegia os militares golpistas.

(Fonte: Euronews)

Paulo Portas garantiu receber os empresários e investimentos turcos de "braços abertos"


O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, garantiu hoje que vai receber "de braços abertos" os empresários e os investimentos turcos, convidando-os a visitar o país.
"Convidamo-vos a ir a Portugal. Vamos receber-vos de braços abertos. Nós vamos recuperar [economicamente]. Vamos fazer mais economia juntos," instou Paulo Portas perante um auditório composto maioritariamente por empresários dos dois países. O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros passou em revista o perfil de Portugal, sobretudo a nível económico, durante a intervenção que proferiu num seminário económico organizado pela TUKSON, a Confederação de Empresários e Industriais da Turquia, e durante a qual teve ao seu lado o ministro do Desenvolvimento turco, Cevdet Yılmaz.
Tendo começado por referir o exemplo da Turquia, que há dez anos precisou de empréstimos do FMI para recuperar a sua economia e cresceu nos últimos dois anos cerca de nove por cento ao ano, Paulo Portas falou depois do caso português para sublinhar que no país existem condições de estabilidade política e consensos sociais que permitem perspectivar uma inversão da actual situação de crise.

(Fonte: Lusa/Visão)

Balança comercial entre Portugal e Turquia inverte tendência de anos com saldo positivo em 2011

Portugal inverteu em 2011 a tendência dos anos anteriores e conseguiu um saldo positivo na balança comercial com a Turquia, de cerca de 180 milhões de euros, assente, sobretudo, na quebra de quase 68 por cento nas importações.
De acordo com dados da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio de Portugal), que constam da publicação "Relações Económicas Portugal-Turquia", divulgada em Janeiro deste ano, as exportações para a Turquia cresceram 14 por cento em 2011, comparando o período entre Janeiro e Novembro com o período homólogo de 2010.
Nesse período de 2011 as exportações portuguesas representaram um mercado de 276 milhões de euros, acima dos 242 milhões registados no mesmo período em 2010.
Já as importações decresceram quase 68 por cento entre Janeiro e Novembro de 2011 quando comparadas com o mesmo período no ano anterior. No ano passado as importações totalizaram, nesse período, um valor ligeiramente superior a 95 milhões de euros, quando em 2010 o registo tinha ficado bastante próximo dos 300 milhões de euros.
De acordo com a AICEP, estes números fazem da Turquia o 18.º cliente das importações portuguesas - com 0,71 por cento do total exportado por Portugal - e o 42.º fornecedor - com 0,18 por cento das importações. Em 2010 a Turquia tinha ficado em 16.º lugar na lista dos principais importadores de produtos portugueses e em 25.º na lista dos fornecedores.
Já Portugal ocupou em 2011 na lista dos melhores clientes turcos a 48.ª posição, com uma quota de mercado de 0,33 por cento, quando em 2010 tinha ocupado a 44.ª posição, com uma quota de mercado de 0,41 por cento. Quanto à lista de melhores fornecedores à Turquia, Portugal foi em 2011 o 50.º, com uma quota de mercado de 0,25 por cento, melhorando em relação a 2010, quando ocupou o 52.º posto, apesar de a quota de mercado de 0,27 por cento, ligeiramente superior à do ano seguinte.
Citando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o AICEP acrescenta que em 2010 o número de empresas portuguesas exportadoras a operar na Turquia era de 542, menos sete por cento que em 2008.
Por outro lado, o número de empresas importadoras portuguesas a operar com o mercado turco em 2010 foi de 1466, igualmente menos sete por cento que em 2008.
Quanto ao investimento externo, no período entre Janeiro e Outubro de 2011, Portugal ocupou o 36.º posto na lista dos principais receptores de investimento turco, enquanto era o 22.º mais importante investidor estrangeiro na Turquia.
Em termos de valores, a Turquia investiu em Portugal nesse período de 2011 626 milhões de euros, uma verba bastante superior aos 134 milhões com que os Turcos fecharam o ano de 2010 no que diz respeito ao investimento em Portugal.
Em sentido inverso, e num contexto de crise económica e programa de ajuda financeira, Portugal na Turquia entre Janeiro e Outubro de 2011 mais de 7,6 milhões de euros, bastante abaixo dos quase 71 mil milhões que Portugal investiu em todo o ano de 2010.
O turismo, um dos sectores que a AICEP apresenta como sendo de elevado potencial para as empresas portuguesas que procurem oportunidades de investimento no mercado, ao lado da energia, do meio ambiente e automóvel, representou para os cofres nacionais um encaixe de cerca de 4,5 milhões de euros no período entre Janeiro e Outubro de 2011, abaixo dos 5,1 milhões de euros com que Portugal fechou o balanço de 2010.

(Fonte: Lusa/RTP)

Portugal e Turquia de acordo sobre necessidade de diálogo com a Síria



Paulo Portas sublinhou terça-feira a sintonia entre Portugal e a Turquia quanto à necessidade de se "criar condições para o início de um diálogo" com a Síria para pôr fim à violência "inaceitável" perpetrada pelo regime de Bashar Al-Assad.
"No caso da Síria, quer Portugal quer a Turquia têm uma única prioridade: parar a repressão e a violência, permitir condições para a ajuda humanitária e criar condições para o início de um diálogo", referiu ontem o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas.
Paulo Portas falava à margem de um encontro em Ancara com o ministro turco da União Europeia, Egemen Bağış, um dos pontos da agenda de ontem da visita oficial de Portas a este país, marcado por encontros com o seu homólogo, com o presidente Abdullah Gül e com o presidente da União das Câmaras Empresariais turca (TOBB).
Paulo Portas frisou que cada "minuto, hora ou dia que passa sem um acordo internacional [para a Síria] há mais gente que morre, refugiada, ferida".
"Isso é absolutamente inaceitável, é preciso passar das palavras aos actos. Portugal confia no plano Koffi Anan, a Síria disse que o aceitava, mostrem-nos que é verdade," exigiu Portas.
Já no passado domingo, quando Paulo Portas participou na conferência "Amigos da Síria", que decorreu em Istambul e reuniu representantes de mais de 70 países, Paulo Portas tinha instado o regime sírio a "aplicar imediatamente" o plano de saída para a crise apresentado pelo mediador internacional para o conflito, Koffi Anan, e a acabar com a violência contra o seu próprio povo.
O plano do enviado especial da ONU e da Liga Árabe preconiza o fim da violência, a entrega de ajuda humanitária às zonas atingidas pelos combates e a libertação de pessoas detidas arbitrariamente. Damasco disse aceitar a iniciativa, mas nada fez para lhe dar seguimento.
Mais de nove mil pessoas foram mortas na Síria desde o início do levantamento contra o regime do presidente Bashar Al-Assad, a 15 de Março de 2011, de acordo com dados da ONU.
Paulo Portas falou ainda do Irão, outro interesse comum na cena internacional para Portugal e Turquia, para dizer que "há perspectivas de um regresso às negociações" e que a União Europeia terá nesse processo "um papel importante".
"Se for possível, como é desejável, obter nessas negociações uma clarificação sobre o programa nuclear do Irão, isso beneficiará a estabilidade de toda a região e também beneficiará a confiança do ponto de vista económico", reiterou o chefe da diplomacia portuguesa.

(Fonte: Lusa/Sol)

Empresários apresentam na Turquia um Portugal em busca de investimento

Empresários portugueses e turcos encontram-se hoje em Istambul numa iniciativa para estimular as trocas comerciais bilaterais, na qual Portugal vai ter de lutar contra o desconhecimento turco da economia lusa para tentar captar investimento externo para exportações e privatizações.
As reuniões decorrem no âmbito de um seminário empresarial organizado pela TUSKON (Câmara de Comércio e Indústria da Turquia), o primeiro ponto na agenda do último dia da viagem oficial do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que terá uma vertente vincadamente económica.
Os cerca de 20 empresários portugueses que integram a comitiva liderada por Portas tentam uma “operação de charme” junto dos empresários turcos, com o aumento das exportações e o programa de privatizações na agenda.
Portas disse na terça-feira à agência Lusa que “toda a máquina diplomática foi posta ao serviço destas empresas nesta viagem”, que representa uma oportunidade para, num contexto de crise económica e financeira generalizada na Europa, atrair investimento daquela que em 2010 era já a 17.ª maior economia mundial, segundo dados da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio de Portugal).
“Esta viagem permitiu-nos aumentar a visibilidade da economia portuguesa, inclusivamente do tema das exportações, mas também o investimento turco em Portugal e apresentar o programa de privatizações português aos investidores turcos. Acredito que, com tempo, irão sair negócios concretos e operações novas,” disse à Lusa o presidente da AICEP, Pedro Reis, que acompanha a delegação de empresários portugueses na deslocação à Turquia.

Interesse em mercados mais vastos

A aproximação entre os dois países que se tenta em Istambul poderá servir não só para estabelecer uma “ponte” entre Portugal e a Turquia, mas também “estendê-la” a outros mercados que estes países conhecem bem.
No caso turco, referiu Pedro Reis, o interesse é não só pelo mercado nacional, mas também pelo acesso aos mercados da América Latina e de África, com os quais Portugal tem relações privilegiadas.
Já no caso português, os empresários procuram expandir-se para os mercados do Turquemenistão, Azerbaijão e Cazaquistão, vizinhos da Turquia. Chegar até lá, passa, sobretudo, por saber “vender” Portugal.
Para Pedro Reis, o “momento muito importante de crescimento económico da Turquia, com uma economia privada muito robusta”, explica que na comitiva de empresários portugueses haja empresas com áreas de actuação tão diversas como a construção, as tecnologias de informação, ou o turismo, “algumas delas já a actuar no mercado turco, outras à procura de parceiros”.
As exportações turcas para Portugal andaram na ordem dos 100 milhões de euros no ano transacto. Já as exportações em sentido inverso - de Portugal para a Turquia - “andaram na ordem dos 300 milhões de euros”, o que, do ponto de vista do presidente da AICEP, dá margem de progressão aos empresários lusos.
Depois do seminário da TUSKON, no qual Paulo Portas fará uma intervenção, o chefe da diplomacia portuguesa segue para um encontro com o presidente do DEIK (Conselho para as Relações Económicas Externas), o qual depois convida toda a comitiva para um almoço.
O programa da visita oficial de Paulo Portas à Turquia termina com uma intervenção num encontro da TUSIAD (Associação das Empresas Turcas), na qual se espera que aborde a economia portuguesa e o programa de privatizações.

(Fonte: Lusa/Público)