google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia: Diplomacia
Mostrar mensagens com a etiqueta Diplomacia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Diplomacia. Mostrar todas as mensagens

20 novembro 2025

COP31 vai realizar-se na Turquia sob presidência da Austrália

A decisão desagradou às ilhas do Pacífico, depois de a Austrália ter promovido a sua candidatura como uma "COP do Pacífico"

A 31.ª Cimeira do Clima das Nações Unidas (COP31) vai realizar-se na Turquia, sob presidência da Austrália, anunciou na quarta-feira o ministro das Alterações Climáticas e Energia australiano, Chris Bowen.

Após dias de negociações, os dois países que disputavam a sede da conferência do próximo ano acordaram uma organização conjunta: a Turquia acolherá o evento e a Austrália organizará a agenda e liderará as negociações até à realização da cimeira, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Em conferência de imprensa, Bowen explicou o acordo com a necessidade de não deixar a cimeira do clima “sem liderança durante 12 meses”, o que aconteceria caso as negociações falhassem dado as regras das COP exigirem um consenso para designar os países anfitriões.

"Seria irresponsável para o multilateralismo num contexto tão difícil. E não queríamos que isso acontecesse. Por isso, era importante chegar a um acordo com a Turquia, a nossa concorrente", acrescentou.

A decisão desagradou às ilhas do Pacífico, depois de a Austrália ter promovido a sua candidatura como uma "COP do Pacífico", em aliança com nações insulares, para destacar a ameaça representada pela subida do nível do mar e dos fenómenos climáticos extremos para estes países.

“Estamos todos descontentes. E desapontados por acabar assim", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Papua Nova Guiné, Justin Tkachenko, à agência noticiosa France-Presse.

Esta quinta-feira o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, declarou que o país vai organizar uma reunião pré-COP no Pacífico, um compromisso para manter as vozes daquelas nações insulares na agenda climática, apesar de a cimeira se realizar fora da região, refere a EFE.

"Isto permitir-nos-á convidar os líderes mundiais para abordar as questões que esta região enfrenta, incluindo a [ameaça à] existência de Estados insulares como Tuvalu e Kiribati [que correm o maior risco de desaparecer devido à subida do nível do mar] e a proteção dos nossos oceanos”, disse Albanese, que felicitou Chris Bowen pelo seu papel nas negociações.

"Este é um excelente resultado", acrescentou.

Assim, a COP de novembro de 2026 deve decorrer em Antalya, cidade turística turca na costa do Mediterrâneo.

A decisão terá de ser aprovada por consenso dos quase 200 países reunidos desde o passado dia 10 na cidade amazónica de Belém, no Brasil, na COP30.

A realização das conferências climáticas da ONU segue um sistema de rotatividade entre cinco blocos regionais, que devem selecionar o país anfitrião por consenso dentro do seu grupo.

Este ano, o Brasil foi escolhido em nome dos países da América Latina e das Caraíbas e a Etiópia já foi designada por África para acolher a conferência de 2027.

Até agora persistia o impasse em relação a 2026 no âmbito do grupo "Europa Ocidental e Outros Estados", que inclui países europeus, Turquia, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Nova Zelândia.

(Fonte: CNN Portugal)

30 junho 2023

Morreu o Embaixador da Turquia em Portugal


Murat Karagöz havia apresentado este ano credenciais ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, passando a ser nomeado oficialmente como Embaixador a 4 de maio.

Dois dias depois, o diplomata publicou um artigo de opinião no DN no qual apontou as "tarefas significativas da Embaixada turca em Lisboa", tendo elogiado o papel de Portugal nas operações de busca e salvamento após os sismos que abalaram a Turquia em fevereiro.

No mesmo artigo, Karagöz anunciou que pela primeira vez em Portugal, a comunidade turca, com cerca de 1500 eleitores registados, poderia votar nas eleições presidenciais e parlamentares da Turquia, que tiveram lugar a 14 de maio, a partir da Embaixada.

"Estamos profundamente consternados com a súbita perda do nosso estimado Embaixador, Sr. Murat Karagöz. Desejamos a misericórdia de Alá ao nosso falecido Embaixador e serenidade à sua enlutada família. Condolências para toda a sua família e entes queridos. Que a sua alma descanse em paz", pode ler-se no Facebook da Embaixada da Turquia em Lisboa.

Ao que o DN apurou, o diplomata morreu subitamente enquanto passava férias na Turquia.

(Fonte: DN)

12 maio 2023

Mudança de poder na Turquia pode não significar o fim dos laços com Putin

Em plena campanha eleitoral e a apenas três semanas da abertura das urnas, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o presidente russo, Vladimir Putin, inauguraram a primeira central nuclear da Turquia numa cerimónia virtual, gesto que aproximou ainda mais os dois vizinhos do Mar Negro.

No mês passado, foi feita a primeira entrega de combustível nuclear na central de Akkuyu, na província de Mersin, que é a primeira do mundo a ser construída, detida e explorada por uma única empresa - a empresa estatal russa de energia atómica Rosatom.

Com isso, a Turquia aumentou a sua dependência energética de Moscovo, numa altura em que os seus aliados da NATO estavam a reduzir esses laços para privar a Rússia de influência contra eles. A presença de Moscovo na Turquia foi reforçada a longo prazo, precisamente no momento em que Erdogan se prepara para participar numa eleição que, segundo algumas sondagens, o poderá afastar do poder.

O reforço dos laços entre Erdogan e Putin causou nervosismo no Ocidente, com alguns a observarem as próximas eleições na expectativa de uma possível saída de Erdogan.

O homem forte turco sabe disso. Quando, em março, o embaixador dos EUA em Ancara, Jeff Flake, visitou o seu principal rival eleitoral, Kemal Kiliçdaroglu, Erdogan atacou-o, chamando à visita do diplomata norte-americano uma "vergonha" e avisando que a Turquia tem de "dar uma lição aos EUA nestas eleições".

As sondagens sugerem uma corrida apertada entre Erdogan e Kiliçdaroglu, com a probabilidade de as eleições de 14 de maio irem a uma segunda volta se nenhum candidato obtiver a maioria dos votos.

Mas os analistas afirmam que, mesmo que Erdogan seja derrotado nas urnas, uma reviravolta na política externa da Turquia não é um dado adquirido. Enquanto figuras próximas da oposição consideram que, em caso de vitória, a Turquia será reorientada para o Ocidente, outros dizem que as questões fundamentais da política externa provavelmente permanecerão inalteradas.

Ao longo das últimas duas décadas, a Turquia de Erdogan reposicionou-se de uma nação secular e orientada para o Ocidente para uma nação mais conservadora e orientada para a religião. Membro da NATO, e com o segundo maior exército da Aliança, reforçou os seus laços com a Rússia e, em 2019, chegou mesmo a comprar-lhe armas, desafiando os EUA. Erdogan tem levantado suspeitas no Ocidente ao continuar a manter laços estreitos com a Rússia, enquanto esta prossegue a sua ofensiva na Ucrânia, e foi uma dor de cabeça para os planos de expansão da NATO ao impedir a adesão da Finlândia e da Suécia.

No entanto, a Turquia também tem sido útil aos seus aliados ocidentais durante o governo de Erdogan. No ano passado, Ancara ajudou a mediar um acordo histórico de exportação de cereais entre a Ucrânia e a Rússia e até forneceu à Ucrânia drones que desempenharam um papel importante contra os ataques russos.

"Penso que há áreas em que vamos assistir a mudanças radicais, se a oposição ganhar, e muitos dos nossos colegas e diplomatas europeus em Ancara estão a perguntar até que ponto a Turquia vai voltar a aproximar-se dos seus aliados ocidentais", disse Onur Isci, professor assistente de relações internacionais na Universidade Bilkent, em Ancara, observando que, se a oposição ganhar, a primeira coisa que vai fazer é reparar as barreiras com o Ocidente.

Limites da viragem da Turquia para o Ocidente

Mas, mesmo que as relações com o Ocidente sejam restabelecidas, haverá limites para o regresso da Turquia àquela esfera, dada a profunda interligação entre as economias turca e russa, especialmente no que respeita à energia.

Segundo Isci, grande parte da política externa de Erdogan tem sido orientada por considerações económicas. E é provável que isso continue no próximo governo.

A Turquia é um parceiro comercial fundamental para a Rússia, bem como um centro para milhares de russos que fugiram após a invasão russa da Ucrânia, investindo dinheiro no sector imobiliário e noutros sectores.

O comércio entre os dois países tem vindo a aumentar e, no mês passado, Putin afirmou que a Rússia estava interessada em aprofundar os seus laços económicos com Ancara, referindo que o comércio bilateral ultrapassou os 57 mil milhões de euros em 2022, de acordo com a agência noticiosa estatal russa TASS. Este facto coloca a Rússia entre os maiores parceiros comerciais da Turquia.

No entanto, a União Europeia, enquanto bloco, continua a ser o maior parceiro comercial da Turquia, com o comércio bilateral a atingir cerca de 200 mil milhões de euros, de acordo com a Comissão Europeia. Entretanto, o comércio com os EUA ascendeu a cerca de 31 mil milhões de euros em 2022, de acordo com o Gabinete dos Censos dos EUA.

A proximidade geográfica da Rússia com a Turquia, bem como os seus interesses económicos em Ancara, provavelmente significa que um líder diferente de Erdogan continuará a manter boas relações com Moscovo, enquanto ancora a Turquia nas suas alianças democráticas ocidentais, perspetivou Murat Somer, professor de ciência política da Universidade Koc, em Istambul, à CNN.

"Em termos de perspetivas do país, este será orientado para o Ocidente democrático", afirmou Somer, salientando que tal não significa o fim total das divergências com os países ocidentais.

Após vários atrasos, a Turquia permitiu este ano que a Finlândia aderisse finalmente à NATO, mas continua a impedir a adesão da Suécia, alegando que este país alberga "organizações terroristas" curdas, referindo-se ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que é considerado um grupo terrorista pela Turquia, pelos EUA e pela UE.

As questões relativas à adesão da Suécia podem, no entanto, ser resolvidas com ou sem Erdogan.

"É muito provável que, independentemente de quem ganhe as eleições, Ancara ratifique a adesão da Suécia em 2023, depois de a nova legislação antiterrorista entrar em vigor na Suécia", antecipou à CNN Nigar Goksel, diretor para a Turquia do International Crisis Group.

A oposição tem feito questão de salientar que, para que a adesão da Suécia seja aprovada, são essenciais "medidas construtivas para eliminar as preocupações da Turquia em matéria de segurança".

Mas enquanto as relações com a UE podem melhorar se a oposição ganhar, o caminho pode ser mais longo e mais difícil com os EUA, dizem os especialistas.

"Quando mencionamos a relação da Turquia com o Ocidente por vezes tomamos os dois extremos do Atlântico como se fossem um só", disse Isci. "A relação da Turquia com os EUA chegou a um beco sem saída e tem vindo a deteriorar-se desde há muito tempo."

Quer Erdogan ou a oposição ganhem, acredita Isci, a Turquia vai tentar "desenredar a sua relação com os EUA e a UE", dada a dependência de Ancara dos seus parceiros comerciais europeus.

(Fonte: CNN Portugal)

09 maio 2023

Portugal acompanha escrutínio na Turquia com atenção



O Governo português irá acompanhar “com muita atenção” as eleições na Turquia esperando que Ancara continue a ser parceiro da União Europeia (UE), e destaca o “papel muito importante” do país para mediar tensões na guerra na Ucrânia.

A posição é do secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Tiago Antunes, que em entrevista à agência Lusa a propósito do Dia da Europa, que hoje se assinala, defende que “a Turquia é um país muitíssimo importante em si mesmo e também no domínio das relações com a UE porque é um país candidato e faz parte de uma União aduaneira com a União Europeia”.

“Portanto, naturalmente, seguimos com muita atenção, com muito interesse, tudo aquilo que se passa na Turquia”, afirma o responsável.

Além disso, continua Tiago Antunes, “nas atuais circunstâncias, é um país absolutamente decisivo, no contexto do conflito na Ucrânia, basta relembrar o papel muito importante que teve na negociação com as Nações Unidas na iniciativa dos cereais do Mar Negro, que garantiu o escoamento de cereais da Ucrânia e a sua mobilização para várias zonas do globo, designadamente no sul global, permitindo evitar situações de fome ou de subnutrição”.

“Todos estes fatores contribuem para que a realidade na Turquia seja algo que, na União Europeia, seguimos com muita atenção e todos os parceiros europeus acompanham com atenção, desejando, naturalmente, que continue a ser um parceiro”, sublinha o secretário de Estado.

O responsável lembra, ainda, aquele que foi um dos maiores desastres naturais da Europa, quando um sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter atingiu em fevereiro passado o sul da Turquia e o norte da vizinha Síria, provocando milhares de vítimas e o desabamento de milhares de edifícios.

“Há um esforço de reconstrução muito grande a fazer”, adianta.

As eleições presidenciais e legislativas na Turquia realizam-se em 14 de maio e serão decisivas para a manutenção, ou não, do Presidente Recep Tayip Erdogan e do seu partido AKP, no poder há duas décadas.

A oposição apresenta uma frente unida de seis partidos que tem um único candidato à Presidência, Kemal Kiliçdaroğlu, líder do maior partido da oposição turca (Partido Republicano do Povo - CHP, social-democrata), apoiado pelo partido esquerdista e pró-curdo HDP.

Perto de 61 milhões de eleitores vão decidir o futuro do país, incluindo mais de três milhões de turcos que vivem fora do seu país, incluindo em Portugal, que votam antecipadamente.

As mais recentes sondagens indicam que o resultado das eleições presidenciais está muito renhido, deixando em aberto uma vitória de Erdogan ou de Kiliçdaroglu, com uma ligeira vantagem para este último.

Se Erdogan vencer, poderá cumprir o seu terceiro mandato consecutivo como Presidente.

(Fonte: Açoriano Oriental)


20 outubro 2022

Inaugurado Centro de Excelência da NATO em Portugal com contributo da Turquia

Já está em funcionamento, mas é esta quinta-feira inaugurado pela ministra da Defesa, Helena Carreiras, o primeiro centro de excelência da NATO em Portugal.

Com financiamento e recursos humanos de quatro países – Portugal, Espanha, Roménia e Turquia –, este centro multinacional faz investigação em três áreas: geografia, meteorologia e oceanografia.

Os responsáveis dos quatros países tentam encontrar e desenvolver novas tecnologias e processos, em interligação com universidades e indústrias. Os investigadores vão aproveitar estas funcionalidades para experimentar, formar e treinar, como explica o diretor do centro, o comandante César Pires Correia.

Além da importância técnica e militar, é também um reconhecimento internacional do trabalho que se faz em Portugal.

O comandante César Pires Correia dá o exemplo de um exercício realizado em setembro, em Tróia, no qual participaram várias indústrias portuguesas e estrangeiras.

(Fonte: RTP)

21 setembro 2022

Turquia condena referendos russos de anexação

A Turquia condenou, esta quarta-feira, os referendos de anexação "ilegítimos" da Rússia em quatro regiões sob o seu controlo na Ucrânia.

"Tal facto consumado ilegítimo não será reconhecido pela comunidade internacional", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco num comunicado.

A Turquia nunca reconheceu a anexação da península da Crimeia, na Ucrânia, por Moscovo, que ocorreu durante os primeiros meses de um conflito latente que eclodiu em 2014 e culminou com a invasão russa em 24 de fevereiro de 2022.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que tem relações com Kiev e Moscovo, tentou abrir negociações e conseguir um cessar-fogo, até agora sem sucesso.

Mas, segundo a Turquia, a decisão russa de organizar em breve referendos sobre a anexação dos territórios conquistados e de mobilizar parcialmente os reservistas marca um agravamento no conflito.

Na terça-feira, Erdogan disse aos líderes mundiais reunidos nas Nações Unidas, em Nova Iorque, que Moscovo e Kiev precisavam de ajuda para encontrar uma "saída digna" da crise.

(Fonte: JN)

29 março 2022

Rússia e Ucrânia: MNE da Turquia vai dar início às negociações de Istambul


O ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Çavusoglu, iniciou hoje de manhã as negociações com os delegados da Ucrânia e da Rússia.

A ronda negocial vai decorrer no Palácio de Dolmabahçe, Istambul, última residência dos sultões no Bósforo e último centro administrativo do antigo Império Otomano e onde a Presidência turca dispõe de um gabinete oficial. 

Inicialmente o encontro vai decorrer na presença do chefe da diplomacia da Turquia e mais tarde os contactos decorrem entre as duas delegações.  

"As duas partes têm preocupações legítimas. É possível alcançar uma solução que seja aceitável para a 'comunidade internacional'", disse hoje o chefe de Estado da Turquia após ter recebido os representantes das duas delegações. 

"Cabe a ambas as partes pôr fim a esta tragédia", insistiu Erdogan, acrescentando que "a extensão do conflito não é do interesse de ninguém".

"O mundo inteiro quer ouvir boas notícias da vossa parte", frisou o chefe de Estado turco.

A Turquia já recebeu no passado dia 10 de março em Antalya, sul do país, a primeira ronda de negociações entre os chefes da diplomacia da Rússia e da Ucrânia, mas o encontro não conseguiu alcançar o cessar-fogo. 

A Turquia, que faz fronteira com os dois países no Mar Negro, tentou desde o início da crise gerir as relações com as duas partes e procurou facilitar a mediação entre Kiev e Moscovo.

Por outro lado, a Turquia está envolvida, com a França e a Grécia, nas negociações sobre a retirada de civis da cidade de Mariupol, assediada pelas forças russas.

Na segunda-feira à noite, após uma reunião do governo turco, o presidente Erdogan argumentou que a Turquia é "o único país" que desde a anexação da Crimeia pela Rússia, em 2014, tem promovido "esforços sinceros" com vista a uma solução para crise através do diálogo.

Por outro lado, esta ronda negocial que vai decorrer em Istambul ocorre depois das primeiras notícias publicadas nos Estados Unidos sobre o eventual envenenamento do "oligarca" Roman Abramovich, com nacionalidade russa, israelita e portuguesa, que está a tentar mediar negociações entre Moscovo e Kiev para pôr fim à guerra na Ucrânia.

De acordo com notícias publicadas na segunda-feira pelo Wall Street Journal, após uma reunião na capital ucraniana no início de março, o bilionário, proprietário do clube de futebol inglês Chelsea, e pelo menos dois membros seniores da equipa de negociadores ucranianos "desenvolveram sintomas" suspeitos.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse no passado domingo que vários empresários russos, incluindo Abramovich, se tinham oferecido para ajudar a Ucrânia.

O Wall Street Journal revelou, na semana passada, que o Presidente ucraniano tinha pedido ao chefe de Estado norte-americano, Joe Biden, para não sancionar Abramovich, argumentando que o magnata pode participar nas negociações de paz.

O bilionário russo não está na lista dos "oligarcas" sancionados por Washington.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, entre a população civil, pelo menos 1.035 mortos, incluindo 90 crianças, e 1.650 feridos, dos quais 118 são menores, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, entre as quais 3,70 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

(Fonte: Notícias ao Minuto)


02 janeiro 2022

Líderes russo e turco discutem exigências de Moscovo à NATO e crise na Ucrânia

O Presidente russo, Vladimir Putin, e o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, cujo país é membro da NATO, discutiram este domingo, por telefone, as exigências feitas por Moscovo à Aliança Atlântica sobre a crise na Ucrânia.

A Presidência turca disse que os dois governantes tinham “discutido medidas para melhorar as relações” entre Ancara e Moscovo.

O Kremlin (Presidência russa) indicou, por sua vez, que os dois líderes tinham “confirmado a intenção de reforçar a parceria mutuamente benéfica entre a Rússia e a Turquia”.

Moscovo adiantou, porém, que Putin e Erdogan tinham “também discutido questões internacionais”, incluindo “as bem conhecidas propostas de estabelecer acordos legalmente formalizados, que garantiriam a segurança da Federação Russa”, bem como “a situação no Cáucaso e as questões da resolução das crises na Síria e na Líbia”.

A Rússia e a Turquia mantêm uma relação de parceria, apesar de interesses divergentes ou concorrentes em vários cenários geopolíticos, como é o caso na Síria e na Líbia, onde são atores importantes.

Os dois países estiveram também na sombra de um recente conflito armado no Cáucaso no enclave Nagorno-Karabakh, palco de disputas entre o Azerbaijão e a Arménia há várias décadas.

As tensões entre Moscovo e Ancara aumentaram recentemente devido à crise na Ucrânia, com Putin a criticar o seu homólogo turco por fornecer ao exército de Kiev ‘drones’ (aparelhos aéreos não tripulados) armados, utilizados contra os separatistas pró-russos no leste ucraniano.

Além disso, num momento em que o Ocidente se preocupa com uma possível intervenção russa na Ucrânia, acusando Moscovo de ter concentrado tropas e veículos blindados perto da zona fronteiriça, Ancara criticou, na semana passada, o Kremlin por fazer exigências “unilaterais” à NATO.

Enquanto negava os planos de invasão da Ucrânia, a Rússia revelou, a 17 de dezembro, propostas de tratados para limitar a influência dos Estados Unidos e da NATO na sua vizinhança.

Os dois textos apresentados preveem a proibição de qualquer expansão desta aliança militar – nomeadamente à Ucrânia – e o estabelecimento de bases militares norte-americanas nos países do antigo espaço soviético.

A questão foi objeto de duas conversas telefónicas, realizadas com um intervalo de menos de um mês, entre Vladimir Putin e o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que ameaça a Rússia com severas medidas de retaliação em caso de uma intervenção militar na Ucrânia.

As propostas de Putin serão igualmente discutidas entre os dois países (Rússia e Estados Unidos) no dia 10 de janeiro, em Genebra.

Segue-se uma reunião do conselho NATO-Rússia (fórum de diálogo criado em 2002), em 12 de janeiro, e um encontro entre Moscovo e a Organização para a Segurança e Cooperação da Europa (OSCE), previsto para o dia seguinte.

Nos últimos anos, a Turquia, que é membro da Aliança Atlântica desde 1952, suscitou fortes críticas por parte da NATO devido à compra do sistema de mísseis antiaéreos russos S-400.

Fonte: (Observador)


05 fevereiro 2016

Turquia fecha fronteira e acusa Rússia de criar novo êxodo de refugiados sírios

A Turquia fechou esta sexta-feira a sua fronteira a sul da cidade turca de Kilis, para onde afluíram milhares de pessoas que fugiam de Aleppo, a maior síria cidade controlada maioritariamente pelos rebeldes sírios, que nos últimos dias tem estado a ser alvo de fortes ataques das forças do regime de Bashar al-Assad e da aviação russa. 

O primeiro-ministro turco Ahmet Davutoğlu acusa a Rússia de estar com os seus bombardeamentos a provocar o êxodo de dezenas de milhares de sírios. 

Os turcos antecipam uma nova crise de refugiados, numa altura em que a Europa ainda tenta resolver o problema daqueles que já abandonaram anteriormente o país. “Atualmente, há 10 mil novos refugiados à espera à porta de Kilis por causa dos bombardeamentos aéreos e dos ataques contra Aleppo. 

Entre 60 mil e 70 mil pessoas estão a deslocar-se a partir dos acampamentos do norte de Aleppo em direção à Turquia”, afirmou o primeiro-ministro turco, em declarações proferidas em Londres. 

A Turquia já acolhe atualmente cerca de 2,5 milhões de sírios no seu território. 

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos também indicou que 40 mil civis deixaram Aleppo desde segunda-feira, que está a ser alvo dos mais intensos bombardeamentos desde o início do conflito. 

As forças governamentais conseguiram cortar a principal linha de fornecimento entre a fronteira da Turquia e Aleppo e os rebeldes podem estar prestes a perder o seu último grande bastião e a guerra com Assad. 

 (Fonte: Expresso)

22 janeiro 2016

Joe Biden acusa Turquia de limitar liberdade de expressão

O vice-presidente dos EUA começou uma curta visita de dois dias à Turquia com um puxão de orelhas ao Governo de Ahmet Davutoglu, dizendo que o país "não está a dar o exemplo que devia dar" à região, ao "intimidar" jornalistas e ao "cercear" a liberdade na Internet. 

"Quanto mais bem-sucedida for a Turquia, mais forte será a mensagem enviada a todo o Médio Oriente e a áreas do mundo que só agora começam a lidar com a noção de liberdade", disse Joe Biden, perante personalidades da sociedade civil da Turquia e deputados. 

O vice-presidente dos EUA chegou à Turquia na noite de quinta-feira, para uma visita que se estende até sábado, depois de ter participado no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça. Para sábado estão marcadas conversas com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e com o primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu. 

Esta sexta-feira, Joe Biden reuniu-se com representantes de organizações não-governamentais, académicos e deputados de três dos quatro partidos com representação parlamentar – o Partido da Justiça e Desenvolvimento (islamita e conservador, no poder), o Partido Democrático do Povo (esquerda e pró-curdo) e o Partido Popular Republicano (centro-esquerda). O Partido Movimento Nacionalista, da extrema-direita, recusou-se a estar presente. 

Apesar de reafirmar o apoio ao Governo turco na luta contra os ataques do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, o vice-presidente dos EUA condenou medidas como a imposição do recolher obrigatório no Sudeste do país, onde os episódios de violência são mais acentuados. "Quando os jornalistas são intimidados ou detidos por fazerem um trabalho crítico, quando a liberdade na Internet é cerceada e as redes sociais como o YouTube ou o Twitter são encerradas, e mais de mil académicos são acusados de traição apenas por terem assinado uma petição, não se está a dar o exemplo que se deveria dar", afirmou o vice-presidente dos EUA. 

Num dia em que também visitou a mulher e o filho do director do jornal Cumhuriyet, Can Dundar,  que foi detido em Novembro do ano passado, Joe Biden insistiu no puxão de orelhas: "Quando não temos capacidade para expressar a nossa opinião, para criticar as políticas, para propor ideias opostas sem medo de sermos intimidados ou punidos, estamos a tirar uma oportunidade ao nosso país."

(Fonte: Público)

28 julho 2015

Situação da Turquia discutida em reunião extraordinária da NATO

Encontro foi solicitado pelo Governo turco, depois de ter lançado ofensivas contra os combatentes do autodenominado Estado Islâmico e também contra os opositores curdos do PKK.
 
Numa reunião solicitada por Ancara, os 28 Estados-membros da NATO discutem, esta terça-feira, a situação na Turquia, depois de o país ter recentemente lançado ofensivas contra o autodenominado Estado Islâmico (Daesh) e também contra os opositores do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão).
 
O encontro extraordinário foi solicitado ao abrigo do artigo 4.º do tratado, que envolve a consulta sobre uma eventual ameça à integridade de um Estado, mas não desencadeia automaticamente qualquer ação militar.
 
Nos últimos dias, na sequência de vários ataques atribuidos ou mesmo reivindicados pelo Daesh e pelo PKK – movimentos ferozmente inimigos entre si –, a Turquia lançou pela primeira vez ofensivas aéreas contra posições do Daesh e deteve, por outro lado, centenas de militantes do partido curdo.
 
Na tentativa de “empurrar” os combatentes do Daesh, com vista à criação de uma zona de segurança ao longo da sua fronteira com a Síria, a Turquia e os EUA acordaram também um plano. Esta estratégia, que representa uma vitória diplomática para a Turquia – que sempre colocou a criação dessa zona de exclusão como condição prévia para se juntar à luta contra o Daesh –, permitirá aos norte-americanos intensificar os raides aéreos sobre a Síria, sobretudo por poderem aceder a bases militares turcas.
 
O que não fica claro, lembra o diário britânico “The Guardian”, são as consequências deste novo cenário para os combatentes curdos que lutam contra o Daesh nas zonas fronteiriças. Durante meses as Unidades de Proteção Popular Curdas (YPD) foram ajudadas pelos meios aéreos norte-americanos, que procuraram fazê-las ganhar terreno.
 
O Governo turco, no entanto, preocupa-se com o sucesso das YPD, temendo o seu reflexo nos separatistas do PKK, a que estão ligados, considerando estar em risco a sua segurança nacional.
 
(Fonte: Expresso)

30 junho 2015

Primeiro-ministro turco propõe assistência à Grécia

O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoğlu, ofereceu hoje a assistência do seu país à Grécia, que está à beira de entrar em incumprimento, afirmando-se pronto a considerar "qualquer proposta de cooperação" com a nação vizinha.

"Queremos uma Grécia forte (...), estamos prontos para ajudar a Grécia a superar esta crise através da cooperação nos setores do turismo, energia e comércio", disse Davutoğlu, num discurso perante os membros do seu partido.
"Vamos contactar a Grécia para organizar uma reunião de alto nível, logo que seja possível, e considerar uma acção conjunta para resolver a crise financeira que atingiu o país", acrescentou.
O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, confirmou hoje que a Grécia não vai pagar até ao final do dia a parcela de 1,6 mil milhões de euros de empréstimo ao Fundo Monetário Internacional, e marcou um referendo para domingo, crucial para a manutenção do país na zona euro.
Os dois copresidentes do principal partido curdo na Turquia, próximos do Syriza, partido do poder na Grécia, reafirmaram terça a sua "solidariedade com o povo grego e o seu governo".
"Acreditamos que, em vez das políticas de austeridade, existem soluções mais razoáveis e aceitáveis", disse Selahattin Demirtaş e Figen Yüksekdağ, do Partido Democrático do Povo.
As relações entre a Turquia e a Grécia continuam difíceis, em particular devido ao conflito no Chipre, dividido desde a intervenção militar turca de Julho e Agosto de 1974, justificada por uma tentativa de golpe de Estado organizado pela junta militar no poder em Atenas, e que pretendia a união com a Grécia.
Apesar das conversações de paz recentes, sob os auspícios das Nações Unidas, ainda não foi encontrada uma resolução.

(Fonte: Notícias ao Minuto)

12 maio 2015

Turquia apela à NATO para agir contra "ameaça significativa" do Estado Islâmico

A Turquia apelou hoje a uma acção determinante dos Estados-membros da NATO contra a ameaça "significativa" que o grupo Estado Islâmico (EI) coloca às suas fronteiras.
O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Çavuşoğlu, referiu que esta questão será um ponto central da reunião dos chefes da diplomacia da NATO em Antalya (oeste da Turquia) na quarta e quinta-feira.
"A Turquia é o único Estado-membro da Aliança a possuir fronteiras com o Daesh" na Síria e no Iraque, sublinhou ao utilizar o termo árabe para designar o EI.
"Não é tolerável que o Daesh esteja nas nossas fronteiras. Isso representa para nós uma ameaça significativa", referiu o ministro turco em conferência de imprensa.
Çavusoglu congratulou-se com o projecto dos Estados Unidos em treinar e equipar a oposição síria, apesar de considerar "que não é suficiente".
"Devemos tomar outras medidas", declarou, antes de sustentar que os ataques aéreos também não podem resolver a situação no terreno.
"Para erradicar o terrorismo devemos atacar as bases do terrorismo", acrescentou sem adiantar pormenores.
O Presidente turco Recep Tayyip Erdoğan sempre insistiu que, na perspetiva de Ancara, a deposição do líder sírio Bachar al-Assad seria a chave para a paz na Síria.
No passado, a Turquia apelou à criação de uma zona de segurança em território sírio para proteger as suas fronteiras, mas a sugestão foi timidamente acolhida pelos aliados ocidentais.
 
(Fonte:dnotícias)

05 março 2015

Boas relações com a Turquia podem gerar mais negócios

AEP quer traduzir em resultados económicos a Cimeira Intergovernamental desta semana.
 
Para traduzir em negócios o bom momento por que passam as relações políticas e diplomáticas entre Portugal e a Turquia, como evidenciou a 1.ª Cimeira Intergovernamental entre os dois países que anteontem decorreu em Lisboa, a Associação Empresarial de Portugal (AEP) vai estar no próximo mês em Istambul, em duas frentes: com uma missão empresarial e na maior feira de construção da grande nação euro-asiática, cuja área de exposição chega aos 100 mil metros quadrados.

Com efeito, entre 21 e 25 de Abril, a AEP assegura a participação nacional na 38.ª edição da TurkeyBuild, que costuma atrair à maior cidade turca profissionais da fileira da construção oriundos de todo o país e dos Balcãs, Rússia, Norte de África e Médio Oriente. Paralelamente, terá no terreno uma missão multissectorial, para contactos institucionais e reuniões de negócios, tendo em vista o incremento das exportações portuguesas para aquele mercado, de mais de 74 milhões de consumidores.

Como o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoğlu, deixou claro na conferência de imprensa que se seguiu à Cimeira Intergovernamental desta semana, em Lisboa, há oportunidades a explorar nos sectores agro-alimentar, da construção e imobiliário, dos transportes, da energia (particularmente, renováveis e eficiência energética), da saúde, das indústrias de defesa e do turismo. Na avaliação da AEP, o mercado turco é também interessante para a oferta portuguesa nas áreas dos componentes para a indústria automóvel, tecnologias da informação e comunicação, inovação, serviços financeiros e têxtil.

Mas outras oportunidades há a explorar, tanto mais que, como reconheceu o primeiro-ministro da Turquia, o relacionamento económico com Portugal vai intensificar-se, seja pelo aumento das ligações áreas para Lisboa e Porto da companhia de aviação turca, seja pelos efeitos da cimeira empresarial agendada para Outubro, na qual os governos dos dois países depositam grandes expectativas. Ahmet Davutoğlu antecipou mesmo que o encontro entre empresários "terá seguramente impacto comercial". Por outro lado, na declaração final da cimeira os dois governos reconhecem que "o comércio bilateral de bens está muito aquém do seu potencial".

Segundo o chefe do Governo turco, a cooperação económica com Portugal movimenta actualmente cerca de 1,3 mil milhões de dólares por ano, que poderão chegar, a médio prazo, aos 5.000 milhões. Intencionalmente ou não, referiu que Portugal é o "parceiro europeu que melhor percebe" o seu país.

Passos Coelho, por seu lado, salientou o apoio que Portugal tem dado ao pedido de adesão da Turquia à União Europeia e o facto de estar em causa um "parceiro económico, político e diplomático", com uma "economia dinâmica e com excelentes perspectivas de crescimento".

Na verdade, a economia turca está a crescer acima dos 4% ao ano, segundo os indicadores internacionais mais recentes, e a tendência é para que assim continue. Abrem-se, assim, boas oportunidades às empresas portuguesas que queiram investir naquele mercado, para onde Portugal exporta, sobretudo, pastas celulósicas e papel, máquinas, combustíveis minerais, plásticos e borracha e químicos. Em sentido inverso, vêm, principalmente, materiais têxteis, metais comuns, veículos e material de transporte e maquinaria. Entre as empresas nacionais com operação na Turquia contam-se os grupos Sonae e Onyria, a tecnológica TIMWE, a Inapa e a Ascendum, ao passo que o investimento turco em Portugal é praticamente residual.

Com vultuosos investimentos públicos e privados em curso, uma população jovem (média de idades nos 28 anos) e um mercado que deverá atingir, em 2050, os 100 milhões de consumidores, a Turquia oferece, na avaliação a AEP, um manancial de oportunidades relevante para as empresas portuguesas. Construção, energia, agroa-alimentar e TICE são áreas em que Portugal apresenta algumas vantagens comparativas, que a associação quer tornar tangíveis com estas duas acções. Ambas fazem parte do programa associativo de internacionalização "Business on the way", apoiado pelo Compete, ao abrigo do QREN. As empresas interessadas em participar na missão têm, por isso, acesso a apoios financeiros que podem chegar a 45% dos custos de participação.
 
(Fonte: Económico)

03 março 2015

Turquia quer que Portugal seja seu porta-voz em Bruxelas

 
A Primeira Cimeira Intergovernamental entre Portugal e Turquia terminou hoje em Lisboa com a assinatura de quatro acordos bilaterais nas áreas de Educação, comércio, saúde alimentar e protecção mútua de informação classificada.
No final, os dois primeiros-ministros mostraram satisfação face à intensificação das relações comerciais dos dois países após a visita de Passos Coelho a Ancara, em 2012. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoğlu, elogiou a “fantástica saída limpa do processo de ajustamento” por parte de Portugal e vê um “apetite da comunidade empresarial turca em investir em Portugal”. O governante turco anunciou que, a nível comercial, o objectivo da cooperação bilateral passa por aumentar o volume de negócios dos actuais 1,3 mil milhões de dólares anuais para os três mil milhões numa primeira fase e cinco mil milhões mais tarde.
No mesmo âmbito, Pedro Passos Coelho destacou a importância deste “parceiro económico, político e diplomático”, com uma “economia dinâmica com excelentes perspectivas de crescimento”.
O encontro, decorrido no Palácio das Necessidades, em Lisboa, serviu ainda para o Governo português reforçar o seu apoio à adesão da Turquia à União Europeia, um processo presentemente estagnado que Passos Coelho quer ver recuperado pois considera que a Turquia “pode ser importante para a paz na região e para a segurança internacional”.
No documento final da cimeira, o Governo português reforçou a sua condição de apoiante da adesão europeia da Turquia, comprometendo-se a "partilhar com a Turquia o seu conhecimento e experiência relativo a adequação das suas práticas e legislação interna ao acervo comunitário".
Por sua vez, Ahmet Davutoğlu considerou que “Portugal é o parceiro europeu que melhor percebe a Turquia” e como tal deseja ter no Governo de Lisboa um “porta-voz em Bruxelas”, que saiba defender a causa da adesão turca. O homem que em Agosto de 2014 sucedeu a Recep Tayip Erdoğan, actual Presidente da Turquia, diz que o seu país está prestes a concretizar as reformas exigidas por Bruxelas para que quando “se voltarem a abrir os capítulos de negociação possam ser de imediato encerrados”.
Os dois países mostraram ainda a intenção de promover uma solução diplomática para o conflito da Ucrânia, com base nos acordos de Minsk, e "acordaram em cooperar em assuntos ligados aos Direitos Humanos na Crimeia, em particular face à deterioração da situação do povo tártaro da Crimeia", segundo o documento distribuído pelo gabinete do primeiro-ministro.
A actual situação no Médio Oriente, em especial o caos provocado pelo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, assim como o estatuto de observador da Turquia na CPLP e a sua aposta na diplomacia em África foram outros assuntos debatidos pelos Executivos de Ancara e Lisboa.
Portugal fez-se ainda representar na sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros pelo vice primeiro-ministro e pelos ministros das Finanças, da Defesa, da Educação e Ciência, pelo secretário de Estado dos Assuntos Europeus, para além do anfitrião Rui Machete. Do lado turco estiveram presentes, para além do chefe do Governo, o ministro dos Assuntos Europeus e Negociador Chefe, e os ministros dos Negócios Estrangeiros, das Finanças, da Educação Nacional e da Defesa.

(Fonte: Sol)

Cimeira em Lisboa analisa adesão da Turquia à UE

O processo de adesão da Turquia à União Europeia, as situações de tensão na Ucrânia e Médio Oriente, Líbia e o Irão foram os assuntos nesta terça-feira em destaque na reunião bilateral entre os primeiros-ministros de Portugal e Turquia.
Na declaração final conjunta, na sequência da I Cimeira intergovernamental Portugal-Turquia que decorreu no Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, Passos Coelho e Ahmet Davutoğlu sublinharam os “desenvolvimentos positivos” nas relações Portugal-Turquia e trocaram impressões sobre os principais focos de tensão internacionais e regionais, para além de diversas decisões no âmbito da diplomacia económica, a cargo dos dois vice-primeiros-ministros.
Numa referência às negociações de adesão da Turquia à União Europeia (UE), iniciadas em 2005, as duas partes sublinharam a importância da união alfandegária para as duas economias, e a troca contínua de informações sobre o processo de adesão turco.
Na agenda internacional, foram analisadas, ainda, com particular atenção as situações de tensão na Ucrânia, Síria – país com o qual a Turquia tem fronteira - e Líbia, para além da questão do Irão, em particular as negociações em torno do dossier nuclear e diversos cenários no continente africano.
As duas partes reiteraram a “firme condenação do terrorismo em todas as suas formas”, comprometeram-se em prosseguir esforços para resolver a situação na Síria, um conflito muito delicado para Ancara, encorajar o diálogo entre as diversas facções na Líbia, e a aplicação das decisões internacionais no âmbito do processo de paz israelo-palestiniano. Uma concordância natural entre dois parceiros da Aliança Atlântica.
Nesta primeira cimeira intergovernamental foram assinados dois memorandos de entendimento. Um do AICEP e do seu congénere turco e outro no domínio da Educação. Foi igualmente firmado um acordo sobre protecção mútua de informação classificada e um protocolo entre as autoridades de segurança alimentar de ambos os países.
Durante as conversações bilaterais que envolveram os chefes de Governo, os vice-primeiro ministros, os titulares das Finanças, Negócios Estrangeiros, Educação e Defesa foram passados em revista temas da cooperação bilateral. No âmbito das relações económicas foram identificados como prioritários os sectores agro-alimentar, construção civil, transportes, energias, farmacêutico, saúde, indústrias de defesa, turismo e imobiliário.
A promoção da língua portuguesa foi também objecto de análise, em linha com o estatuto de Observador Associado da Turquia na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - CPLP. Do mesmo modo, foi acordado promover o ensino do turco como segunda língua estrangeira opcional nas escolas do ensino secundário portuguesas.
 
(Fonte: Público)

06 fevereiro 2015

Turquia ausente da Conferência de Munique

Na capital do estado da Baviera reunem-se políticos, militares e também chefes de Estado e de governo de cerca de 20 países, além de ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros de 60 nações. Este tornou-se um dos mais importantes fóruns sobre segurança mundial. Este ano ao menu está a crise da Ucrânia e a esperança de poderem ser postos frente a frente o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko e o ministro Sergei Lavrov. Sobre a presença do Irão há expectativas de que, paralelamente à conferência, ocorram negociações a respeito do programa nuclear iraniano. A esmorecer a pintura está a recusa da Turquia em participar devido à presença de Israel. Israel e Turquia têm péssimas relações desde que, em 2010, forças israelitas atacaram uma frota turca utilizada por uma ONG para levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Na operação, morreram dez turcos.

(Fonte: Euronews)

24 janeiro 2015

Erdoğan diz que a UE deve aceitar a Turquia se estiver contra a islamofobia

"Pode a Europa digerir uma Turquia cujo povo é islâmico? Poderá acolhê-la como membro? Está contra a islamofobia ou não? Se está contra deve aceitar a Turquia", diz o presidente turco, Erdoğan.

O Presidente da Turquia, Recep Tayip Erdoğan, afirmou hoje que a União Europeia (UE) deve aceitar o seu país como membro se quiser demonstrar que é contra a islamofobia.
Numa conferência de impresa, transmitida em dirceto pela cadeia NTV em Djibouti, onde se encontra em viagem oficial, Erdoğan disse: "Estamos a pôr à prova a Europa. Pode a Europa digerir uma Turquia cujo povo é islâmico? Poderá acolhê-la como membro? Está contra a islamofobia ou não? Se está contra deve aceitar a Turquia. De outro modo, confirmar-se-ia a tese de que a UE é uma união cristã", acrescentou o chefe de Estado turco.
Erdoğan também sublinhou que "não é importante se a UE aceita ou não a Turquia" e que o país "não está a bater à porta a pedir um favor".
O Presidente turco iniciou na quinta-feira uma visita pela África oriental, passando pela Etiópia e Djibouti, mas cancelou a sua viagem à Somália depois da morte do rei Abdullah da Arábia Saudita, em cujo funeral esteve presente na sexta-feira.

(Fonte: DN)

19 dezembro 2014

Turquia pede prisão para o imã rival de Erdoğan

O Ministério Público turco pediu mandado de prisão para o imã Fethullah Gülen, que se tornou o arqui-rival do Presidente Recep Tayyip Erdoğan, e vive nos Estados Unidos desde 1998. Gülen, de 73 anos, é acusado de ser o líder de “uma organização criminosa, que se estrutura nos media, na economia e na burocracia, violando a leis e os regulamentos”.
Este é o passo mais ousado na ofensiva de Erdoğan lançada nos últimos dias contra sectores dos media ligados a Gülen, defensor da modernização do islão, que construiu a sua influência graças a uma rede de escolas e universidades que formaram boa parte da moderna elite turca e tem um especial peso na justiça e na polícia.
A 14 de Dezembro foram presos o director de um important
e jornal diário ligado a Gülen, o Zaman, e o director do grupo de televisão Samanyolu, bem como outras figuras ligada aos media, criticadas pela União Europeia.
Mas nesta semana foram também anulados processos por corrupção iniciados em Dezembro do ano passado contra 53 pessoas, que chegaram a membros do Governo e figuras importantes da administração de Erdoğan. O dinheiro apreendido na casa do filho do ex-ministro do Interior Muammer Güler (cerca de 300 mil euros) e 1,5 milhões de euros descobertos dentro de caixas de sapatos na casa de Süleyman Aslan, ex-director geral do banco Halkbank, confiscados na altura, vão ser-lhes devolvidos – e com pagamento de juros, noticia o jornal turco Hürriyet, na sua edição online em inglês.
Estes processos foram considerados a grande ofensiva dos sectores que apoiam Gülen contra Erdoğan. Agora, está-se a assistir à resposta de Erdoğan, que acusa o ex-aliado de conspirar para o derrubar.
Mas colocar a disputa no plano internacional não será o mais benéfico para Erdoğan. As relações da Turquia com os Estados Unidos, que teriam de extraditar Gülen, já não são as melhores, tanto pelo discurso nacionalista do agora Presidente turco como pelas posições turcas sobre a guerra na Síria, nem sempre as mais satisfatórias para os EUA.
 
(Fonte: Público)   

20 outubro 2014

Turquia cede o mínimo e insiste que os EUA estão a armar curdos “terroristas”

Norte-americanos fazem primeira entrega de armas e munições aos combatentes que defendem a cidade síria de Kobani dos jihadistas.

À Turquia tem-se pedido muito: que autorize a entrada na Síria de combatentes turcos curdos, que permita a passagem pelo seu território de armas para reforçar os curdos que combatem os fundamentalistas do Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, e que deixe a coligação liderada pelos Estados Unidos usar as suas bases aéreas. Para Ancara, os riscos são altos – e daí todas as condições que tem colocado. O anúncio de que vai facilitar a entrada na Síria aos combatentes curdos iraquianos é um primeiro passo, mas também é uma forma de continuar a evitar entrar nesta guerra.
Os curdos que defendem Kobani, cidade síria junto à fronteira com a Turquia, cercada pelo EI por todos os lados menos por Norte, tiveram esta segunda-feira um dia de boas notícias. Primeiro, vieram os “27 fardos” largados por aviões de transporte C-130 norte-americanos: 21 toneladas de armas e munições fornecidas pelas autoridades do Curdistão iraquiano, incluindo armamento antitanques, dizem os curdos no terreno, que esperam novos carregamentos nos próximos dias.
O Presidente norte-americano, Barack Obama, telefonou ao primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, a avisá-lo desta operação, que não implicou a entrada no espaço aéreo turco. Horas depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Çavusoğlu, anunciava que o seu Governo ia “ajudar os peshmerga [combatentes] a passar para Kobani”.
Mas nada disto muda o facto de Ancara ver o YPG (Unidades de Defesa do Povo), a milícia do Partido da União Democrática (PYD, sírio) que defende Kobani, como igual aos seus aliados do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão, turco), que tanto a Turquia como os EUA e Bruxelas consideram um “grupo terrorista”, ou mesmo como igual ao EI.
“Nos últimos dias, começou a surgir a ideia de armar o PYD para combater o ISIL [outro acrónimo de EI]. “Para nós, PYD e PKK são o mesmo, uma organização terrorista”, disse Erdoğan este fim-de-semana. “Seria errado esperar um ‘sim’ como resposta da nossa parte se um país amigo e aliado da NATO nos pede colaboração e admite apoiar uma organização terrorista.”
Entretanto, as autoridades turcas libertaram os últimos curdos sírios dos 250 detidos há duas semanas. O grupo, vindo de Kobani, era acusado de ligações ao PKK, o movimento com o qual Ancara iniciou negociações há dois anos, após um conflito com mais de 30 anos que já fez mais de 40 mil mortos.
“Deixem-me dizer claramente aos nossos aliados turcos que compreendemos os fundamentos da sua oposição e os nossos a qualquer tipo de grupo terrorista, e são particularmente óbvios os desafios que eles enfrentam com o PKK”, afirmou o secretário de Estado norte-americano, John Kerry. Mas os membros do EI “escolheram este campo de batalha [Kobani], atacando um pequeno grupo que, apesar de estarem ligados às pessoas a que os nossos amigos turcos se opõem, estão corajosamente a combater o ISIL”.
Se o PYD e o seu exército são próximos do PKK – e são, muito próximos –, a lógica dita que Washington também se oporia. Mas a Síria e a ameaça dos jihadistas pôs em causa muitas lógicas. Com esta operação de entrega de armas, os EUA admitem pela primeira vez estar a armar directamente o YPG.
UE pressiona Ancara
Não é de agora que a Turquia teme o PYD. Este partido controla desde há muito várias zonas da Síria conquistadas ao regime de Bashar al-Assad. No final do ano passado, anunciou a criação de um governo para três distritos. Esta ambição territorial (que Ancara usa para sustentar a comparação com o EI) é o que mais preocupa um país onde vivem 14 milhões de curdos, muitos dos quais já protestaram violentamente pela ausência de mais ajuda a Kobani, razão que levou também o PKK a ameaçar desistir das negociações de paz.
Permitir a entrada de combatentes curdos iraquianos – Ancara acabou por se render à existência de um Curdistão iraquiano e tem boas relações com os seus líderes – e libertar os sírios são formas de aliviar um pouco a pressão sem ceder em nada no que são as suas linhas vermelhas.
Para mais cooperação, Erdoğan exige que o alvo se alargue do EI ao regime de Assad, que seja imposta uma zona de segurança na Síria junto à fronteira turca para os refugiados (a Turquia recebe pelo menos 1,5 milhões, incluindo quase 200 mil que fugiram de Kobani), a criação de uma zona de exclusão aérea no espaço sírio junto à Turquia para proteger os refugiados e os sírios que combatem Assad (Exército Livre da Síria) e que outros grupos da oposição (não ligados à Al-Qaeda nem ao EI) recebam treino e equipamento.
A pressão é que não vai parar. Já ao fim do dia, a União Europeia pediu a Ancara que “abra a sua fronteira para todos os reabastecimentos para a população de Kobani”. O comunicado, saído de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, não é claro, mas um diplomata ouvido pela AFP diz que o pedido se refere a bens de primeira necessidade, mas também a combatentes e armas.
 
(Fonte: Público)