google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia: Lula da Silva na Turquia
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23 maio 2009

Brasília-Istambul, uma parceria comercial

O fluxo comercial Brasília-Istambul é o principal objectivo do presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), António Rocha, que integra a missão oficial do Governo brasileiro na Turquia. A participação de Rocha à frente da delegação de empresários, sob liderança da Confederação Nacional da Indústria (CNI), é vista como a tentativa de iniciar os negócios bilaterais. Até ao momento, a balança comercial não tem registo de vendas das indústrias brasileiras ou turcas.
“Mantemos o interesse nesta parceria comercial. A viagem tem um cunho muito importante do ponto de vista político e económico. A Turquia consiste no principal elo para um mercado consumidor. Além disso, o país tem forte vocação para o turismo e abre-se para os setores de biocombustíveis e alimentos”, avaliou Rocha.
A visita oficial à Turquia é parte do roteiro que a delegação brasileira cumpre na Arábia Saudita e China. A última parte da viagem, iniciada ontem (21), em Istambul, tem a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Rocha, um facto importante ocorreu com a decisão da China de abrir as portas para as compras de carnes de frango e miudezas, principais produtos da pauta de exportação do Distrito Federal.
O programa oficial em Istambul, preparado pelo Ministério das Relações Externas em acordo com o Governo da Turquia, envolveu um seminário sobre o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios entre os dois países. Durante o encontro, as lideranças empresariais e governamentais do Brasil e da Turquia apresentaram as áreas de interesses bilaterais.
Um dos pontos destacados na reunião foi a integração das cadeias produtivas. Rocha avaliou que o País representa “uma ponte” para os mercados no Oriente e no Ocidente. Além disso, buscou-se mostrar o Brasil como destino para os turistas turcos. A Turquia tem um PIB superior a US$ 800 bilhões e renda per capita de US$ 10 mil. A localização deste país como polo de irradiação e penetração para os mercados da Ásia Central, do Cáucaso, do Oriente Médio e principalmente para a União Europeia.
A Turquia é o 16º PIB do mundo. No ano passado, ela importou US$ 204 bilhões de todo o mundo. Porém, somente 0,4% provenientes do Brasil, indicando enorme margem para a ampliação das exportações brasileiras para esse mercado. O comércio Brasil-Turquia, segundo dados do Governo federal, apresentou crescimento vertiginoso desde 2001. Em 2008, as exportações brasileiras para o País atingiram a cifra recorde de US$ 816 milhões.
As importações brasileiras provenientes da Turquia também registaram sua maior cifra em 2008 (US$ 337 milhões), resultando em superávit de US$ 478 milhões a favor do Brasil e em corrente de comércio bilateral de US$ 1,1 bilhão. Levantamentos preliminares de inteligência comercial apontam os sectores de infra-estrutura, alimentos, petroquímica, energia, mineração, auto-peças, automóvel, siderurgia e papel e celulose como sendo os mais promissores.

Uma janela para o DF

O presidente da Fibra explicou que o DF pode tornar-se um importante parceiro das indústrias da Turquia. Segundo Rocha, ao mesmo tempo que a capital brasileira se abre para receber investimentos estrangeiros, tem uma localização privilegiada na região Centro-Oeste, com renda per capita de R$ 37,6 mil e a oitava economia do Brasil. “Além disso, o DF dispõe de linhas de crédito e tem um mercado consumidor bastante atraente aos investimentos internacionais”, enfatizou Rocha.
Outro ponto destacado é a localização da capital brasileira, entroncamento de diversas rodovias e ferrovias, capaz de escoar a produção para portos situados nos estados das regiões Nordeste e Sudeste do País. O presidente da Fibra destacou também oportunidades que estão em curso nos sectores de construção civil, tecnologia da informação e fármacos.
“O GDF lidera projectos como a Cidade Aeroportuária e o Sector Noroeste. E, numa outra frente, a Fibra alinhava o projecto do Parque Tecnológico Capital Digital. Estes empreendimentos são suficientes para atrair empresas internacionais”, assegurou Rocha.

(Fonte: Revista Brasília em Dia)

Discurso de Lula da Silva durante jantar oferecido por Abdullah Gül

Discurso de Lula da Silva durante jantar oferecido por Abdullah Gül

Discurso do Presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o jantar oferecido pelo Presidente da Turquia, Abdullah Gül, em Ancara, Turquia, na sexta-feira, dia 22 de Maio de 2009:

"Excelentíssimo senhor presidente, Abdullah Gül, da República da Turquia, Senhora Hayrünissa, Minha mulher, Marisa Letícia, Altas autoridades da Turquia, Ministros que me acompanham nesta viagem, Celso Amorim, Miguel Jorge, Franklin Martins, Senhoras e senhores integrantes do corpo diplomático, Senhoras e senhores, em especial, quero cumprimentar os embaixadores da Turquia no Brasil e do Brasil na Turquia e os outros embaixadores que não (incompreensível) nos prestigiando nesta noite. Completamos hoje três dias desta que é a primeira viagem de um presidente brasileiro à Turquia. Depois de visitar Istambul, cidade de grande beleza natural e fascínio histórico, tivemos hoje em Ancara um dia de intenso trabalho. Pude constar como é que a capital reúne a marca das civilizações da Antiguidade e o selo da Turquia moderna. Revitalizada por Mustafa Kemal Atatürk, Ancara constitui a síntese deste país, elo por excelência entre o Ocidente e o Oriente. O Brasil, já como nação independente, no século 19, foi atraído por esta civilização. Em 1875, o Imperador Dom Pedro II visitou Istambul. O Império Otomano e a monarquia brasileira haviam firmado, em 1858, o primeiro tratado bilateral regulando comércio e navegação. Em 1927, estabelecemos relações diplomáticas e, em 1931, o Brasil abriu Legação em Ancara, após a instalação da Legação turca no Rio de Janeiro, em 1928. Os laços entre os dois países são antigos e vêm-se fortalecendo ao longo dos anos. Ganham agora maior intensidade. Em 2004, o ministro Celso Amorim realizou a primeira visita oficial de um chanceler brasileiro à Turquia. A visita de Vossa Excelência a Brasília em 2006, quando estabelecemos a Comissão Bilateral de Alto Nível, muito contribuiu para a aproximação entre nossos países. Senhor Presidente,Durante nossas conversações - e as que mantive com o Primeiro-Ministro Erdogan - pudemos passar em revista as relações entre nossos países e avaliar conjuntamente as promissoras perspectivas que se abrem. A cooperação econômica avança. Nosso comércio bilateral superou pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão em 2008. Importante delegação de empresários brasileiros me acompanha à Turquia e participou em Istambul de exitoso Seminário Empresarial. Além dos investimentos diretos, avançamos no campo da energia, como demonstram os contratos celebrados entre a Petrobras e a TPAO. Nossas duas empresas exploram promissoras jazidas de petróleo na costa de Sinop e de gás natural em Kirklareli.O Brasil está pronto a cooperar com a Turquia para a diversificação de sua matriz energética. Na área dos biocombustíveis, detemos avançada tecnologia, sobretudo para a produção do etanol. A produção de biocombustíveis, a partir da biomassa, tem grande potencial na Turquia, país que possui solos férteis e grande incidência solar. O início das operações regulares da Turkish Airlines, ligando Istambul a São Paulo, aproximará ainda mais nossos países. Essa iniciativa estimulará o turismo e será favorecida pela instalação de Consulados-Gerais de nossos países em Istambul e em São Paulo. Senhor Presidente,A Turquia promoveu recentemente, em Istambul, memorável reunião da Aliança das Civilizações, projeto nascido de iniciativa conjunta de seu governo e da Espanha, à qual o Brasil se associou desde a primeira hora. A repercussão internacional desse evento, organizado com competência pelo governo turco foi extraordinária. O Brasil sediará a próxima edição da Conferência no Rio de Janeiro, em 2010. Agradeço, desde já, a generosa oferta de poder compartilhar a valiosa experiência da Turquia em sua organização.Senhor Presidente,Nosso diálogo está rodeado de valores e percepções comuns sobre questões da atualidade: a democracia, o respeito aos direitos humanos, a promoção da justiça social, o fortalecimento do multilateralismo.Compartilhamos a necessidade de encontrar uma saída negociada para o Oriente Médio. Pautamos nossa atuação pelo engajamento da promoção da paz. Favorecemos iniciativas que possam levar israelenses e palestinos a um acordo definitivo, baseado no reconhecimento de um Estado Palestino digno (incompreensível) com Israel. A Turquia tem credenciais para desempenhar papel central nesse conflito, inclusive no que tange à reconciliação em lugares interpalestinos.Turquia e Brasil são igualmente importantes economias e possuem peso e influência crescentes na cena internacional. Participamos do G20 e de outros foros internacionais. Na recente Cúpula de Londres, reafirmamos a disposição de trabalhar conjuntamente pela retomada do crescimento econômico, com sustentabilidade financeira. Para tanto, temos de democratizar o FMI e o Banco Mundial. Somente por meio do diálogo entre as nações desenvolvidas e em desenvolvimento, poderemos alcançar soluções abrangentes e duradouras, que apontem para uma nova ordem internacional mais justa e democrática. O combate à fome e à pobreza deve constituir a prioridade na construção dessa nova ordem. A eliminação das distorções no comércio internacional e a rápida conclusão das negociações da Rodada de Doha da OMC são essenciais, em especial para o países mais pobres. O Brasil também defende a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que reflita a atual realidade internacional, com a adequada participação dos países em desenvolvimento, inclusive entre os membros permanentes. Somente assim o Conselho assegurará a legitimidade e a eficácia necessárias. Senhor Presidente,Retorno hoje ao Brasil profundamente enriquecido por esses dias que passei neste país amigo. Não posso deixar de expressar minha gratidão pela generosa assistência que o povo e o governo da Turquia demonstraram quando tivemos que retirar grande número de brasileiros ameaçados pela Guerra (incompreensível). Levo a lembrança dos contatos proveitosos que pude ter com Vossa Excelência, com o Primeiro-Ministro Erdogan e com o grande número de interlocutores que pude encontrar. Levo também a recordação de uma grande nação, que preza os valores da democracia, e de um povo muito parecido com o povo brasileiro na sua alegria e generosidade. Quero pedir a todos os convidados que levantemos um brinde ao presidente Abudullah".

(Fonte: Agência Brasileira de Notícias)

22 maio 2009

Lula fecha visita à Turquia em busca de relançar elo centenário

Brasil e Turquia aproveitaram uma cúpula bilateral de dois dias para relançar uma relação comercial centenária, mas cujo verdadeiro potencial está ainda por ser alcançado e que pretende abrir novas via de colaboração em sectores como o energético, aeronáutico, automóvel e têxtil.

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Ancara terminou hoje com a decisiva aposta dos dois países em relançar uma relação iniciada há 151 anos, quando foi assinado um acordo entre o Império do Brasil e o Império Otomano. Num gesto simbólico, o chefe de Estado turco, Abdullah Gül, presenteou Lula com uma cópia do documento e destacou que a sua visita, a primeira de um presidente brasileiro à Turquia, abre uma nova página na relação dos dois países. Uma etapa em que a energia tem papel essencial e na qual é peça fundamental o acordo assinado hoje entre a Petrobras e a Corporação de Petróleo Turca, com o objectivo de realizar prospecções no Mar Negro, no valor de 800 milhões de euros. A importância do convénio foi destacada pelos dois presidentes, que compartilharam optimismo perante a possibilidade de encontrar jazidas de petróleo. Fora isso, concordaram ao expressar interesse em cooperar em novas tecnologias energéticas e na produção de etanol e biodiesel. Nesse sentido, Gül ressaltou o sucesso do Brasil na produção de combustíveis ecológicos e apostou em trabalhar também nessa linha. Lula, por sua vez, garantiu que o seu país não empregará cultivos turcos para gerar esses combustíveis, mas propôs que ambos os países invistam na produção de biodiesel e etanol em nações africanas. Outro aspecto em que Gül e Lula concordaram foi sobre a necessidade da abertura de conexões aéreas directas entre São Paulo e Istambul, ao considerarem as duas cidades portas de entrada para os mercados locais. As duas delegações de empresários e políticos que participaram nos encontros desses dois dias manifestaram decepção com o ainda reduzido volume da balança comercial entre Turquia e Brasil.A pesar de em 2008 ter chegado à cifra de US$ 1,8 bilhão, 400% mais que em 1999, os analistas consideraram que a quantidade está muito abaixo do potencial económico das relações comerciais turco-brasileiras. A esse respeito, o presidente Lula indicou que a actual crise económica está a criar oportunidades para encontrar novos parceiros e definiu a sua visita à Turquia como parte de uma estratégia nesse sentido. Durante os encontros oficiais em Ancara, foi debatido também a reactivação da comissão conjunta turco-brasileira criada há dez anos. Lula defendeu que esse grupo de trabalho se reúna pelo menos uma vez a cada dois anos e também a criação de uma câmara de comércio conjunta. O Brasil, como terceiro produtor aeronáutico do mundo, mostrou também desejo de fabricar aviões juntamente com a Turquia. No âmbito financeiro, a Turquia destacou a posição do Brasil sobre o Fundo Monetário Internacional (FMI), uma vez que Ancara mantém há décadas uma política que segue as recomendações desse órgão. Lula destacou ontem que o FMI foi criado para emprestar dinheiro aos países que necessitem, mas que o que não deveria ser feito "é se intrometer nas políticas internas dos países a quem empresta"."Isso é impensável", criticou o presidente brasileiro, que disse considerar que Ancara não terá grandes dificuldades para alcançar um novo acordo com o FMI. Gül lembrou que Turquia e Brasil não têm problemas políticos e que compartilham pontos de vista similares. Ao se despedir do país, Lula enviou uma mensagem aos empresários turcos: "A Turquia, com 72, e o Brasil, com 190 milhões de habitantes, são dois países emergentes com muito ainda por construir. Portanto, que o façamos juntos".

(Fonte: EFE)

Declaração conjunta por ocasião da visita do presidente Lula à Turquia

Comunicado conjunto divulgado no término da visita do presidente Lula à Turquia, no período de 21 a 22 de Maio de 2009:

"Declaração conjunta - visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à república da Turquia - 21 a 22 de Maio de 2009. A convite de Sua Excelência o presidente Abdullah Gül, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma visita oficial à república da Turquia, nos dias 21 e 22 de Maio de 2009, a primeira ao mais alto nível de um chefe de Estado brasileiro. A visita insere-se no contexto da determinação dos dois chefes de Estado de intensificar e aprofundar os históricos laços de amizade e de cooperação entre o Brasil e a Turquia.
2. Os dois presidentes reafirmaram os valores que o Brasil e a Turquia compartilham quanto ao respeito pelo direito internacional, pelos princípios democráticos, pela garantia da paz e segurança internacionais, defesa dos direitos humanos e promoção do desenvolvimento com justiça social.
3. Durante a visita, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Abdullah Gül discutiram formas de aprofundar o relacionamento bilateral em distintas áreas e passaram em revista os principais temas de interesse comum da agenda global.
4. Os dois chefes de Estado enfatizaram a sua determinação de alçar a cooperação bilateral ao mais elevado patamar. Neste sentido, destacaram a importância dos trabalhos da comissão conjunta de alto nível, estabelecida em 2006, sob a co-presidência dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países, como mecanismo de coordenação e de promoção das relações bilaterais, tanto na esfera do aprofundamento do diálogo político, como na dinamização do relacionamento nos sectores económico, comercial, financeiro, científico e tecnológico, cultural, bem como nas áreas de defesa e turismo.
5. Durante as conversas, foi concedida atenção especial ao comércio e à cooperação económica. Os dois presidentes registaram com satisfação o contínuo aumento da corrente comercial bilateral e decidiram envidar esforços para que o relacionamento se desenvolva de forma a reflectir as dimensões e o dinamismo das economias do Brasil e da Turquia, dois membros do G-20.
6. Os dois presidentes encorajaram as suas respectivas instituições a intensificar o trabalho relativo ao incremento do comércio e investimentos, particularmente nos setores automóvel, de energia e da indústria de defesa. Nesse sentido, destacaram a necessidade de a comissão económica conjunta e o conselho empresarial bilateral funcionarem activamente.
7. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Abdullah Gül saudaram a realização, em Istambul, no contexto da visita, do Seminário Económico Brasil-Turquia, com expressiva participação de empresários de diversos setores dos dois países. No seu pronunciamento no referido seminário, o presidente Lula destacou o interesse em dinamizar os investimentos mútuos e o comércio bilateral.
8. Os dois chefes de Estado expressaram o seu agrado quanto à cooperação já existente entre os dois países na área de energia. Expressaram a sua satisfação com a parceria entre a Turkish Petroleum Company (TPAO) e a Petrobrás, consolidada com a assinatura, no contexto da visita, de novos contratos entre as duas empresas, relativos à prospecção de petróleo na zona económica turca no mar Negro. Durante a visita do presidente Lula, também foram discutidas energias renováveis, área prioritária para os governos de ambos os países.
9. Os dois presidentes acolheram com satisfação a inauguração, em Abril de 2009, de voos regulares da companhia aérea Turkish Airlines, no eixo Istambul-São Paulo e reafirmaram a sua importância para estimular os fluxos de comércio e turismo entre os dois países. Nesse contexto, o presidente Lula saudou a decisão da Turquia de abrir um consulado geral em São Paulo e comunicou a disposição de reciprocar o gesto mediante a instalação de um consulado geral em Istambul.
10. Os dois presidentes reiteraram também o compromisso de estimular as relações nas áreas da ciência e cultura entre o Brasil e a Turquia. Com esse espírito, saudaram a inauguração do centro de estudos latino-americanos estabelecido na Universidade de Ancara. Os dois chefes de Estado discutiram ainda a possibilidade de organizar reciprocamente semanas do Brasil na Turquia e da Turquia no Brasil, de forma a promover uma maior visibilidade mútua e propiciar maior interacção cultural entre os povos do Brasil e da Turquia.
11. Os dois líderes também abordaram as relações entre a Turquia e o Mercosul e reiteraram o seu apoio ao êxito das negociações do acordo de livre comércio Mercosul-Turquia. O presidente Gül expressou a expectativa no apoio do Brasil ao estabelecimento de um mecanismo de diálogo político entre a Turquia e o Mercosul.
12. O presidente Lula cumprimentou o presidente Abdullah Gül pelo êxito da organização pela Turquia, do segundo fórum da Aliança das Civilizações, realizado em Istambul, nos dias 6 e 7 de Abril de 2009. Ao sublinhar a importância do trabalho da Aliança das Civilizações, os dois presidentes destacaram o significado das conclusões do fórum de Istambul e expressaram a sua convicção de que a terceira edição do fórum, a realizar-se no Brasil, em 2010, constituirá um passo significativo para a consecução dos objectivos da Aliança, assim como para a sua expansão em sentido universalizante.
13. Os dois líderes também compartilharam opiniões sobre os grandes desafios internacionais. Ao discutir a necessidade de resposta global à actual crise económica, enfatizaram a importância do fortalecimento do G-20 como uma plataforma altamente representativa que inclui importantes países desenvolvidos e economias emergentes. Expressaram acolher, com satisfação, as decisões e iniciativas adoptadas na cúpula do G-20, realizada em Londres, em Abril último, e reiteraram o compromisso de trabalhar conjuntamente com outros líderes do G-20 para recuperar a estabilidade económica e financeira internacional.
14. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Abdullah Gül reafirmaram também o empenho dos seus governos em prol do fortalecimento do multilateralismo. Sublinharam, nesse contexto, a necessidade de avançar no processo de reforma do conselho de segurança das Nações Unidas, de forma a torná-lo mais eficaz e representantivo. Recordaram a necessidade de que o Conselho reflicta mais acuradamente as realidades internacionais contemporâneas, em particular por meio de uma mais ampla representação de países em desenvolvimento. Os dois presidentes reiteraram também o seu compromisso com a conclusão positiva da cimeira de Doha.
15. Os dois líderes analisaram com especial interesse a situação no oriente médio, no quadro do engajamento mútuo na promoção da paz, da estabilidade e do desenvolvimento na região. Sublinharam a necessidade de avanço no processo negociador do conflito israelo-palestiniano que conduza à criação de um Estado palestino, convivendo em harmonia e segurança com o Estado de Israel.
16. Os presidentes Lula e Gül, ao discutirem os efeitos da mudança do clima, convergiram quanto à necessidade de ampla cooperação em âmbito global, com base na convenção-quadro das Nações Unidas sobre mudança do clima (UNFCCC) e o seu protocolo de Quioto, reconhecendo as respectivas capacidades dos países e reafirmando os princípios consagrados na UNFCCC, inclusive o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, dos Estados.
17. Os dois presidentes expressaram especial satisfação com os entendimentos alcançados durante a visita e reiteraram o empenho de aprofundar e diversificar os laços de amizade entre os governos e os povos do Brasil e da Turquia".

(Fonte: Agência brasileira de notícias)

Vendedor é chamado de 'Turco' no Brasil, diz Lula, na Turquia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou empresários surpresos nesta quinta-feira ao dizer que, no Brasil, todo o vendedor de roupa ou de qualquer outro produto que passe de casa em casa é conhecido como “Turco”. “No Brasil, tem uma coisa interessante”, disse Lula num seminário em Istambul. “Aparece alguém vendendo algo na porta de um Brasileiro, e ele diz que é um Turco.”Lula prosseguiu: “Não sei se é o Turco nascido em Istambul ou no tempo do Império Otomano, nascido na Arábia Saudita ou no Líbano”, disse. A plateia não reagiu. Turcos não são árabes nem falam a mesma língua. A presença de Turcos no Brasil é quase insignificante e as pessoas vindas do Líbano e Síria ganharam esse nome porque usaram passaportes do Império Otomano.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

Petrobras vai explorar águas turcas

Na presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Abudullah Gül, a Petrobras assinou acordo com a estatal turca Turkish Petroleum Corporation (TPAO), ratificando o contrato para cessão da sonda Leiv Eiriksson, que vai operar no Mar Negro, local pouco explorado, considerado como a última fronteira do petróleo no mundo. O contrato havia sido originalmente assinado no fim de Abril entre a estatal e a Petrobras Oil & Gas.
Esses investimentos estão contemplados no planeamento estratégico da companhia, que prevê investimentos de US$ 15,9 bilhões no segmento internacional nos próximos cinco anos.
As negociações começaram em 2006 e já consumiram US$ 130 milhões no estudos de dois blocos. Mais US$ 630 milhões serão gastos no aluguer por três anos da sonda norueguesa Leiv Eiriksson, que deve chegar em Dezembro e ser cedida por seis meses à TPAO, que pagará um sexto do valor. Até ao fim do próximo ano, devem ser gastos mais US$ 250 milhões, o que eleva o orçamento do projecto ao patamar de US$ 1 bilhão de dólares.
A estatal turca poderá fazer uso do equipamento para perfuração de um dos poços da Petrobras no Mar Negro, com a possibilidade de extensão para poços adicionais, após a perfuração do poço Sinop, do qual a Petrobras é operadora. A previsão é de que as operações de perfuração sejam iniciadas no primeiro trimestre de 2010.
A opção dos Turcos pela Petrobras deve-se à tecnologia da empresa brasileira na exploração em águas profundas. A estimativa é de que o petróleo esteja a cerca de 1000 metros de profundidade e a 230 kms da costa.
Em entrevista no Palácio Presidencial, Lula disse que a necessidade de investir na camada pré-sal no Brasil não é motivo para a Petrobras deixar de buscar parcerias a fim de prospectar petróleo em outras regiões do mundo. "Estamos avançando porque nosso investimento em pesquisa passou de US$ 500 milhões para US$ 2 bilhões", disse, observando que a existência de petróleo no pré-sal é mais um motivo para os investimentos em outras regiões continuarem. O presidente ainda destacou que, se houver possibilidade do país se associar com outras empresas pelo mundo, isso será feito. "Queremos ser a primeira de petróleo. Ficamos muito tempo sem fazer investimento", afirmou.

(Fonte: Monitor Mercantil)