google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia: Aliança das Civilizações
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10 novembro 2009

ONU apoia formalmente a Aliança das Civilizações

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou hoje uma resolução em que pela primeira vez apoia formalmente a iniciativa da Aliança das Civilizações, liderada pelo ex-presidente português Jorge Sampaio, e o seu propósito de fomentar o diálogo entre as culturas.
Os 192 países que integram a ONU aprovaram por consenso a resolução co-patrocinada por quase uma centena de países, que foi discutida no âmbito de uma reunião dedicada à cultura de paz.
No documento redigido pela Espanha, a Turquia expressa um "apoio continuo à Aliança das Civilizações e anima os seus responsáveis a prosseguir o trabalho mediante diversos projectos práticos nas esferas da juventude, educação, meios de comunicação e migrações".

(Fonte: Lusa/RTP)

08 abril 2009

A aceitação e a "queda" de Rasmussen na Turquia

O novo secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, deslocou a clavícula durante a madrugada de segunda-feira, em Istambul, quando caiu das escadas do hotel onde se encontrava alojado. Foi de imediato transportado de ambulância para as urgências do Hospital de Taksim, onde foi tratado, e voltou ao hotel horas depois.
Rasmussen deslocou-se a Istambul para participar no Fórum Aliança das Civilizações que decorreu nos dias 6 e 7 de Abril.
Já no Fórum Aliança das Civilizações, Rasmussen anunciou uma conferência de imprensa para a hora de almoço na qual explicou o seu "pequeno acidente" e também as razões da sua participação naquela reunião intercultural na condição de secretário-geral da NATO, apesar de só tomar posse a 1 de Agosto.
De salientar que a Turquia se opôs à nomeação de Rasmussen para o cargo devido às polémicas caricaturas de Maomé publicadas na Dinamarca e ao canal de televião curdo Roj que emite a partir da Dinamarca e que possui alegadamente relações com o ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
A Turquia acabou por aceitar a nomeação de Rasmussen após longas conversações e com a mediação de Obama. "O nosso presidente disse 'ok' depois de Obama ter garantido a resolução dos problemas que expressamos", disse o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan. Durante uma conferência de imprensa em Estrasburgo, Rasmussen disse que a Turquia é um membro importante da NATO, actuando como uma ponte entre a Europa e o Médio Oriente. Questionado sobre as preocupações da Turquia relativas à Roj TV e à "crise das caricaturas", Rasmussen disse compreender totalmente as preocupações turcas, afirmando que vai cooperar com a Turquia para o estabelecimento de boas relações com o mundo muçulmano. Sobre a Roj TV, Rasmussen disse que a Dinamarca adoptará as medidas necessárias se existirem provas das ligações desse canal ao PKK e se o tribunal tomar uma decisão nesse sentido. Por seu lado, Erdoğan, à chegada a Ancara, revelou as contrapartidas oferecidas à Turquia: "Uma das contrapartidas é haver um Turco como assistente de Rasmussen e termos os nossos comandantes no comando da NATO". Disse ainda que falou sobre a questão da Roj TV com Obama. Segundo a Turquia, a Roj TV tem ligações muito próximas com o PKK, mas a Dinamarca permite que emita a partir do seu país.
Barack Obama agradeceu à Turquia a aprovação da nomeação de Rasmussen. Ainda em Estrasburgo, agradeceu particularmente à Turquia por ter expressado as suas preocupações, por ter levantado problemas relativos à segurança, e por finalmente ter confiado em Rasmussen.
Entretanto, Olli Rehn, o comissário da União Europeia para o Alargamento, disse a um canal de televisão finlandês que caso a Turquia não aceitasse Rasmussen como secretário-geral da NATO, as suas aspirações à integração na UE estariam comprometidas, o que causou muito mal estar em Ancara. A primeira resposta veio da parte do presidente Gül numa conferência de imprensa em Estrasburgo a seguir ao acordo entre a Turquia e os restantes membros da NATO. "Devo lembrá-lo que este é um assunto da NATO e não da UE". O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ali Babacan, telefonou a Rehn para lhe dar conta do desconforto da Turquia com as suas declarações. "Trata-se de uma reunião da NATO da qual a Turquia é um membro pleno".
Entretanto, Christiane Hohmann, uma porta-voz da Comissão, veio dizer que a NATO e a UE são organismos diferentes e que não poderiam ser associados.

17 janeiro 2008

Turquia e a sua adesão à UE em destaque na Aliança das Civilizações

O primeiro Fórum da Aliança de Civilizações estreou-se na terça-feira em Madrid, quase quatro anos depois dos atentados de 11 de Março, que impulsionaram o presidente do Governo espanhol, José Luiz Rodrigues Zapatero a propor, juntamente com o seu homólogo turco, Tayyip Erdoğan, a criação da Aliança de Civilizações.
Zapatero e Erdogan acabaram por ser os protagonistas do encontro que terminou ontem.
O primeiro-ministro turco garantiu que, caso a Turquia não entre na União Europeia, haverá mais um obstáculo para a paz no mundo. Zapatero afirmou que não existe nenhum conflito de civilizações entre Ocidente e o mundo Islâmico, e acrescentou: "Queremos a Turquia na União Europeia, é uma das decisões de maior relevância para o futuro da Europa e para a estabilidade internacional".
Na cerimónia de abertura do fórum, Jorge Sampaio - Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança de Civilizações - recordou o que motivara a criação da iniciativa em 2005 - uma necessidade de melhorar o entendimento e a cooperação entre nações e culturas que, garante, tem de ir além do debate intelectual, passando por soluções para temas tão polémicos como o ensino da religião nas escolas.
Nos dois dias do encontro organizaram-se diferentes encontros com políticos de 80 países, entre eles Portugal, que se fez representar pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luis Amado.
(Fonte: DN)

Zapatero garante o apoio espanhol à adesão da Turquia à UE


O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, garantiu na segunda-feira ao seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdoğan, que a Espanha "apóia e apoiará" à adesão da Turquia à União Européia (UE), destacando as boas perspectivas de trocas comerciais entre os dois países.

Em declaração conjunta aos jornalistas, sem direito a perguntas, Zapatero e Erdoğan revelaram-se confiantes no "êxito" da Aliança das Civilizações, iniciativa apadrinhada por Espanha e Turquia e liderada pelo ex-presidente português Jorge Sampaio.

O governante turco dedicou grande parte da sua intervenção ao tema do combate ao terrorismo, que considerou "um dos desafios mais importantes" da humanidade e a que só se pode responder "com a cooperação global". Neste quadro, Erdoğan defendeu as investidas do exército turco no norte do Iraque, contra o ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), ao mesmo tempo que rejeitou classificações mais favoráveis da força curda. "Não há terrorismo bom e terrorismo mau. Não pode haver. O terrorismo não pode ter desculpas nem justificações", afirmou.


(Fonte: Lusa)

Erdoğan: "Aliança das Civilizações é antídoto para o terrorismo"

Para o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, a Aliança de Civilizações, cujo primeiro fórum começou na segunda-feira em Madrid, deve servir de "antídoto para o terrorismo", segundo declarações suas numa conferência de imprensa conjunta com José Luis Rodríguez Zapatero.
"O processo da Aliança de Civilizações deve ser coroado de sucesso, e se o conseguirmos, de uma forma ou de outra, estou convencido que teremos encontrado o antídoto para o terrorismo", disse o chefe do Governo turco, acrescentando que o combate ao terrorismo deve ser feito em duas frentes: nacional e internacional.
Erdoğan e Zapatero, os dois ideólogos da Aliança de Civilizações, aproveitaram a véspera do evento para discutir o processo de adesão da Turquia à União Europeia. "A Espanha apoia e apoiará esta adesão", disse o líder do Governo socialista, depois do seu homólogo turco ter declarado aos jornalistas que pretende abordar a questão directamente com o chefe do Estado francês qe se opõe à adesão turca.
(Fonte: DN)

Primeiro-ministro turco e Orhan Pamuk na Aliança das Civilizações

O primeiro Fórum da Aliança das Civilizações, que promete ser um marco da discussão para fomentar o diálogo entre o mundo ocidental e o árabe-islâmico, começou na passada terça-feira em Madrid, com a presença de delegações de mais de 70 países.
O presidente espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, promotor da Aliança de Civilizações que a ONU assumiu em 2005, inaugurou o evento numa sessão com as participações do secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, o alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações, Jorge Sampaio, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, co-patrocinador da iniciativa.
O fórum conta com a participação de cerca de 400 pessoas, entre chefes de Estado e de Governo, ministros dos Negócios Estrangeiros, entre eles o Argentino Jorge Taiana e o Boliviano David Choquehuanca, líderes religiosos, políticos, empresários, jornalistas e representantes do mundo académico. Também marcaram presença os prémios Nobel de Literatura Wole Sovinka e Orhan Pamuk, o escritor Paulo Coelho, como Mensageiro da Paz da ONU, e o presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoe, entre outros.
Zapatero apresentou o Plano Nacional para a Aliança de Civilizações, aprovado pelo Conselho de Ministros na sexta-feira. O plano traduz os objectivos concretos perseguidos pela aliança e "cobre quatro sectores: a juventude, a educação, os meios de comunicação e as migrações". Além disso, inclui o estabelecimento do prémio anual da "capitalidade intercultural" e a criação de um corpo de voluntários da Aliança de Civilizações. O projecto foi desenvolvido pelos governos da Espanha e da Turquia em 2005, e recebeu o apoio formal das Nações Unidas através do então Secretário Geral, Kofi Annan.
(Fonte: ANSA)

26 abril 2007

Embaixador da Turquia em Portugal comenta a escolha de Sampaio para alto representante da Aliança das Civilizações

Jorge Sampaio "reúne todas as condições para que a sua missão permita à Aliança das Civilizações criar uma dinâmica de cooperação entre sociedades e grupos religiosos de todo o mundo," garantiu hoje o embaixador da Turquia em Portugal.
Kaya Türkmen, num comunicado à agência "Lusa", reagia ao anúncio hoje divulgado do convite directo feito ao ex-presidente da República português pelo secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, para ser o primeiro alto representante da organização para a Aliança das Civilizações.
De acordo com o diplomata, a Aliança das Civilizações "deixa para trás fanatismos e visões simplistas das inquestionáveis complexidades existentes [...] É uma contribuição transcendente para que o entendimento na diversidade predomine sobre os fanatismos e intolerâncias," conclui o comunicado de Kaya Türkmen.
Aliança das Civilizações é o nome por que ficou conhecida a proposta apresentada pelo primeiro-ministro espanhol, Jose Luís Rodríguez Zapatero, na assembleia-geral da ONU, a 21 de Setembro de 2004. Visa o contraponto ao "Choque das Civilizações" teorizado pelo politólogo norte-americano Samuel Huntington em 1996, de que seria uma ameaça à paz e estabilidade globais, opondo nomeadamente a sociedade ocidental e a muçulmana. Pelo contrário, uma aliança entre as sociedades ocidental e islâmica terá como principal objectivo a cooperação anti-terrorismo, a correcção das desigualdades económicas e o diálogo cultural. Uma proposta no mesmo sentido fora apresentada anteriormente na ONU pelo então presidente do Irão, o reformista Mohammed Khatami. A proposta de Zapatero foi secundada pelo homólogo turco, Recep Tayyip Erdoğan, contando com o apoio imediato de países da Liga Árabe, Ásia, África e América Latina e, mais tarde, dos Estados Unidos. Fixado o ano oficial da Aliança das Civilizações em 2001, e aprovada a iniciativa pelo anterior secretário-geral da ONU Kofi Annan, foi criado um grupo de trabalho formado por 18 personalidades para entregar um plano de acção no final de 2005. Deste grupo de trabalho fizeram designadamente parte Khatami, o bispo Desmond Tutu, prémio Nobel da Paz sul-africano (1984), e Federico Mayor Zaragoza, director-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (UNESCO). No Outono de 2005, a ONU aprovou uma resolução instando a comunidade internacional a fazer um esforço adicional para a promoção da cultura da paz e do diálogo entre civilizações. Em Abril de 2006, a Aliança das Civilizações abriu um sítio na Internet, em Inglês e Árabe, e em Novembro foi entregue ao secretário-geral da ONU um relatório de um grupo de alto nível que aconselhava a nomeação de um alto representante para dar visibilidade e continuidade ao projecto, supervisionando a aplicação de um conjunto de recomendações, lugar agora incumbido a Jorge Sampaio.
O gabinete do ex-presidente da República português declarou hoje que o alto representante se deverá "debruçar muito em breve" sobre o plano de acção - o conjunto de recomendações do grupo de alto nível - para o ajustar e, depois, o submeter a Ban Ki-moon.

(Fonte: Diário Digital / Lusa)

17 novembro 2006

O conflito israelo-palestiniano na agenda da Aliança das Civilizações

Segundo o plano de acção da Aliança das Civilizações, apresentado em Istambul na segunda-feira ao secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, a resolução do conflito israelo-palestiniano é a chave para a melhoria de relações entre o Islão e o ocidente.
O assunto israelo-palestiniano tornou-se o símbolo chave da divisão entre o ocidente e as sociedades muçulmanas e continua a ser uma das mais sérias ameaças à estabilidade internacional, declarou o grupo multinacional de académicos, políticos e líderes religiosos, no plano de acção da Aliança das Civilizações.
“Enquanto os Palestinianos viverem sob ocupação, expostos a uma frustração e humilhação diárias, e enquanto os Israelitas forem detonados em autocarros e em salões de baile, a ira continuará a ser inflamada por todo o lado”, disse Annan depois de receber o relatório, concordando que todos os esforços para a redução das tensões entre o Islão e o ocidente serão em vão, se não houver uma solução para esse conflito.
“O que está no centro da crescente ruptura entre o ocidente e o mundo islâmico, não são as diferenças de crença religiosa, mas a forma como os crentes se tratam uns aos outros”, disse também Annan. “Devemos começar por reafirmar e demonstrar que o problema não é o Corão ou a Torá ou a Bíblia.”
“A globalização tem propagado doenças antigas em todo o mundo, tais como a violência. Existe a necessidade de uma resposta global a essa ameaça global. A Aliança das Civilizações é essa resposta”, disse o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdoğan na segunda-feira.
Por seu turno, Jose Luis Rodríguez Zapatero disse estar confiante no sucesso da iniciativa. “Algumas pessoas vêem a Aliança das Civilizações como uma utopia [...], mas existem no mundo real alguns exemplos de coexistência pacífica entre pessoas e civilizações,” disse.

15 novembro 2006

Aliança das Civilizações em Istambul

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, e o seu homólogo espanhol, Jose Luis Rodríguez Zapatero, impulsionadores da iniciativa Aliança das Civilizações conduzida pelas Nações Unidas, participaram na segunda-feira, em Istambul, no 4.º encontro do Grupo Internacional de Alto Nível, que lidera a iniciativa, para apresentarem o plano de acção que visa aproximar o mundo islâmico e o ocidente.

Durante uma cerimónia, Erdoğan e Zapatero apresentaram o plano de acção ao secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, também presente no encontro.
Erdoğan e Zapatero irão encontrar-se com Annan uma vez mais em Nova Iorque no final deste ano. O plano de acção contém recomendações e esquemas para aumentar e desenvolver a aliança entre o mundo árabe e o mundo ocidental.
O Grupo Internacional de Alto Nível, responsável pela iniciativa conduzida pelas Nações Unidas, finalizou o plano de acção numa reunião em Istambul durante o passado fim-de-semana.
A iniciativa, proposta por Zapatero na 59.ª Assembleia Geral das Nações Unidas em 2004, e co-patrocionada por Erdoğan, tem como objectivo produzir, no final de 2006, recomendações para serem adoptadas pelos Estados-membros das Nações Unidas.
Annan disse que a iniciativa pretende responder à necessidade de um esforço e compromisso da comunidade internacional no plano institucional e civil, para anular divisões e superar preconceitos, assim como conceitos e percepções erróneos e polarizações, que ameaçam potencialmente a paz mundial. A Aliança das Civilizações terá como objectivo fomentar tratados resultantes da percepção da hostilidade que fomenta a violência, e incrementar a cooperação através da congregação de esforços no sentido de ultrapassar essas divisões.
A iniciativa resultou de um consenso entre nações, culturas e religiões, de que todas as sociedades são independentes, embora interligadas no seu desenvolvimento e segurança e no seu bem estar ambiental, económico e financeiro.
Para conduzir esta iniciativa, o secretário-geral das Nações Unidas, reuniu-se em Setembro de 2005 com os co-patrocinadores da iniciativa e com vários especialistas em relações inter-civilizacionais e inter-culturais que integram um Grupo Internacional de Alto Nível composto por 20 figuras eminentes da vida política, académicos, sociedade civil e líderes religiosos, originários de várias regiões e civilizações.
O Grupo de Alto Nível é co-presidido por Federico Mayor, antigo director geral da UNESCO e presidente da Fundação Cultura da Paz sediada em Madrid, e Mehmet Aydın, ministro turco do Estado. O grupo inclui ainda Sheikha Mozah, consorte do Emir do Estado do Qatar e presidente da Fundação do Qatar para o Desenvolvimento da Educação, Ciências e Comunidade; Mohammad Khatami, antigo presidente do Irão; Moustapha Niasse, antigo primeiro-ministro do Senegal; Andre Azoulay, vencedor do Prémio Nobel da Paz; Desmond Tutu, Nobel da Paz, arcebispo da África do Sul e conselheiro especial do rei de Marrocos; Sarajaldeen Ismael, director da Biblioteca de Alexandria no Egipto, e Hubert Vedrine, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros francês.
Annan pediu ao Grupo de Alto Nível para fortalecer a compreensão mútua, o respeito e a partilha de valores entre pessoas, culturas e civilizações diferentes; para combater a influência de grupos fomentadores de extremismo e para lutar contra o extremismo e a sua ameaça à paz e estabilidade mundial. Também pediu propostas de medidas direccionadas para a juventude do mundo, de forma a serem incutidos valores de moderação e cooperação e promoção da valorização da diversidade.
A Aliança das Civilizações foi recebida pelos líderes europeus e pelo mundo islâmico como uma alternativa construtiva e positiva à hipótese de Huntington do choque de civilizações.
Em Fevereiro de 2005, a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, disse numa carta ao ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Miguel Angel Moratinos, que os Estados Unidos pretendem colaborar com a proposta da Aliança das Civilizações, na esperança de que a iniciativa ajude a promover “reformas democráticas, paz, e estabilidade no Próximo Oriente”.
O Secretário Geral da Liga Árabe, Amr Moussa, também elogiou a iniciativa dizendo tratar-se de “um passo muito importante. É mais positivo discutir sobre uma aliança de civilizações do que sobre choque de civilizações.”
Na véspera da Cimeira Euro-Mediterrânea de Barcelona, em Novembro de 2005, o presidente francês, Jacques Chirac, referindo-se à Aliança das Civilizações, disse: “Trata-se de uma prioridade urgente na conjuntura em que vivemos.”
O presidente russo, Vladimir Putin, tem encorajado encontros de líderes religiosos em Moscovo, para combater aquilo a que ele chamou de “esforços para colocar cristãos e muçulmanos uns contra os outros”, e avisou que um potencial choque de civilizações pode ser desastroso.
Erdoğan também disse: “Juntos estamos a plantar a semente para que uma aliança de civilizações cresça no nosso mundo, e isso será uma ajuda para que sementes de centenas de milhar de alianças de civilizações floresçam.”