14 fevereiro 2021
Turquia volta a colocar adesão à U.E. no topo da agenda
05 março 2020
Portugal condena Turquia por "utilização abusiva" de refugiados
O Governo português condenou a "utilização abusiva" de refugiados por parte da Turquia na intenção de abrir fronteiras para pressionar a União Europeia, mas afastou uma intervenção militar comunitária como forma de resposta.
Neste momento, há uma utilização abusiva, por parte da Turquia, da presença no seu território de vários milhões de migrantes e, claramente, o presidente turco a dizer que abria as fronteiras para a Grécia, estava a utilizar a presença desses refugiados na Turquia como arma de arremesso e isso é completamente inaceitável", declarou, esta quinta-feira, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho
Falando à margem da reunião informal dos ministros da Defesa, que decorre na capital croata, em Zagreb, o ministro da Defesa vincou que a pressão turca "não surtirá qualquer tipo de efeito positivo". "Há que ter em conta esta realidade, de a Turquia ter quase quatro milhões de refugiados no seu território, e isso, evidentemente, merece uma atenção especial da UE, uma atenção reforçada em relação ao que tem sido o caso no passado", sustentou João Gomes Cravinho. Questionado sobre uma possível intervenção militar nas fronteiras externas da UE como forma de responder à Turquia, o responsável português rejeitou esta opção, privilegiando antes a via diplomática. "O meu colega grego [ministro da Defesa da Grécia, Nikos Panagiotopoulos], com quem tive ampla oportunidade de falar à margem nos corredores, não pede nenhum apoio militar, pede apoio político", disse João Gomes Cravinho.
Nos últimos dias, a tensão entre Ancara e Bruxelas tem vindo a intensificar-se após a Turquia ter anunciado a abertura de fronteiras para deixar passar migrantes e refugiados para a UE, ameaçando assim falhar os compromissos assumidos com o bloco comunitário. Com a medida, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pretende garantir mais apoio ocidental na questão síria, mas a intenção já foi veemente criticada por líderes de topo da UE, inclusive pela presidente do executivo comunitário.
Apesar de a Bulgária e o Chipre também serem pressionados, é sobretudo a Grécia que enfrenta esta pressão migratória nas suas fronteiras externas com a Turquia, o que levou o país a pedir, no passado domingo, que a agência europeia da guarda costeira, a Frontex, lançasse uma intervenção rápida nas fronteiras externas da Grécia no Mar Egeu. A Bulgária também solicitou apoio europeu para lidar com a chegada de migrantes e refugiados à sua fronteira.
A UE e a Turquia celebraram em 2016 um acordo no âmbito do qual Ancara se comprometia a combater a passagem clandestina de migrantes para território europeu em troca de ajuda financeira. Porém, a Turquia, que acolhe no seu território cerca de quatro milhões de refugiados, na maioria sírios, anunciou ter aberto as fronteiras com a Europa, ameaçando deixar passar migrantes e refugiados numa aparente tentativa de pressionar a Europa a assegurar-lhe um apoio ativo no conflito que a opõe à Rússia e à Síria.
João Gomes Cravinho observou, ainda, que "neste momento há um ambiente de grande tensão e alguma ambiguidade no relacionamento da Turquia com outros membros da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte]", pelo que defendeu "mecanismos para superar" esta situação, desde logo por Ancara ser "um aliado valioso".
TSF
16 dezembro 2015
Portugal ajuda Turquia com 24 milhões de euros
05 março 2015
Boas relações com a Turquia podem gerar mais negócios
Com efeito, entre 21 e 25 de Abril, a AEP assegura a participação nacional na 38.ª edição da TurkeyBuild, que costuma atrair à maior cidade turca profissionais da fileira da construção oriundos de todo o país e dos Balcãs, Rússia, Norte de África e Médio Oriente. Paralelamente, terá no terreno uma missão multissectorial, para contactos institucionais e reuniões de negócios, tendo em vista o incremento das exportações portuguesas para aquele mercado, de mais de 74 milhões de consumidores.
Como o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoğlu, deixou claro na conferência de imprensa que se seguiu à Cimeira Intergovernamental desta semana, em Lisboa, há oportunidades a explorar nos sectores agro-alimentar, da construção e imobiliário, dos transportes, da energia (particularmente, renováveis e eficiência energética), da saúde, das indústrias de defesa e do turismo. Na avaliação da AEP, o mercado turco é também interessante para a oferta portuguesa nas áreas dos componentes para a indústria automóvel, tecnologias da informação e comunicação, inovação, serviços financeiros e têxtil.
Mas outras oportunidades há a explorar, tanto mais que, como reconheceu o primeiro-ministro da Turquia, o relacionamento económico com Portugal vai intensificar-se, seja pelo aumento das ligações áreas para Lisboa e Porto da companhia de aviação turca, seja pelos efeitos da cimeira empresarial agendada para Outubro, na qual os governos dos dois países depositam grandes expectativas. Ahmet Davutoğlu antecipou mesmo que o encontro entre empresários "terá seguramente impacto comercial". Por outro lado, na declaração final da cimeira os dois governos reconhecem que "o comércio bilateral de bens está muito aquém do seu potencial".
Segundo o chefe do Governo turco, a cooperação económica com Portugal movimenta actualmente cerca de 1,3 mil milhões de dólares por ano, que poderão chegar, a médio prazo, aos 5.000 milhões. Intencionalmente ou não, referiu que Portugal é o "parceiro europeu que melhor percebe" o seu país.
Passos Coelho, por seu lado, salientou o apoio que Portugal tem dado ao pedido de adesão da Turquia à União Europeia e o facto de estar em causa um "parceiro económico, político e diplomático", com uma "economia dinâmica e com excelentes perspectivas de crescimento".
Na verdade, a economia turca está a crescer acima dos 4% ao ano, segundo os indicadores internacionais mais recentes, e a tendência é para que assim continue. Abrem-se, assim, boas oportunidades às empresas portuguesas que queiram investir naquele mercado, para onde Portugal exporta, sobretudo, pastas celulósicas e papel, máquinas, combustíveis minerais, plásticos e borracha e químicos. Em sentido inverso, vêm, principalmente, materiais têxteis, metais comuns, veículos e material de transporte e maquinaria. Entre as empresas nacionais com operação na Turquia contam-se os grupos Sonae e Onyria, a tecnológica TIMWE, a Inapa e a Ascendum, ao passo que o investimento turco em Portugal é praticamente residual.
Com vultuosos investimentos públicos e privados em curso, uma população jovem (média de idades nos 28 anos) e um mercado que deverá atingir, em 2050, os 100 milhões de consumidores, a Turquia oferece, na avaliação a AEP, um manancial de oportunidades relevante para as empresas portuguesas. Construção, energia, agroa-alimentar e TICE são áreas em que Portugal apresenta algumas vantagens comparativas, que a associação quer tornar tangíveis com estas duas acções. Ambas fazem parte do programa associativo de internacionalização "Business on the way", apoiado pelo Compete, ao abrigo do QREN. As empresas interessadas em participar na missão têm, por isso, acesso a apoios financeiros que podem chegar a 45% dos custos de participação.
03 março 2015
Turquia quer que Portugal seja seu porta-voz em Bruxelas
Davutoğlu: "Portugal é quem melhor entende a Turquia no processo de adesão à União Europeia"
O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoğlu, disse hoje que Portugal é o país que "melhor entende" a Turquia no longo processo de negociações de adesão à União Europeia (UE), definido como um "objectivo estratégico".
Cimeira em Lisboa analisa adesão da Turquia à UE
05 fevereiro 2015
Delegação de autarcas turcos no Montijo
Os autarcas turcos foram recebidos no Salão Nobre dos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, que manifestou o seu total apoio a este tipo de intercâmbios.
04 fevereiro 2015
Paulo Fonseca convidado para a Câmara de Comércio e Indústria Portugal – Turquia
18 dezembro 2014
Turkish Airlines reforça a operação em Portugal em 2015
27 outubro 2014
Investidores turcos interessados nos portos nacionais
A estreia do investimento turco em Portugal, em montantes de referência, ocorreu precisamente este ano, em Julho, quando o consórcio integrado pela GPH - Global Ports Holding (Global Liman Isletmeleri) ganhou o concurso para a construção e concessão do novo terminal de cruzeiros do porto de Lisboa.
12 setembro 2014
"Turquia espera que a adesão à UE não demore 50 anos"
Rui Machete reitera apoio de Portugal ao processo de adesão da Turquia à UE
26 agosto 2014
Paulo Portas representa Portugal na tomada de posse de Erdoğan
08 julho 2014
Portugal e Turquia vão cooperar na indústria da defesa
Parlamento aprova acordo com a Turquia na Defesa
O acordo tem como base um documento firmado em Novembro de 2013 e foi assinado inicialmente por José Pedro Aguiar-Branco, e o homólogo turco, Ismet Yılmaz, durante uma visita oficial à Turquia a convite das autoridades locais.
"O Acordo tem por objectivos estabelecer uma cooperação no âmbito da indústria de defesa, melhorando as capacidades das suas indústrias de defesa através de uma cooperação mais eficaz nas áreas de desenvolvimento, produção, aquisição e manutenção de bens e serviços de defesa e apoio técnico e logístico relevante", diz o texto hoje aprovado.
A Turquia produz atualmente 55% das suas necessidades em termos de indústrias de Defesa, e admite, segundo o ministro turco, abrir as portas às capacidades portuguesas nos restantes 45%.
(Fonte: Diário de Notícias)
27 maio 2014
Braga estreita relações com a Turquia
Presidida por Kadir Sertel Otcu, vice-governador da província de Hatay, na Turquia, a comitiva foi recebida ontem pelo executivo de Ricardo Rio.
“Esta visita serve para fortalecermos o intercâmbio de ideias. Braga e Hatay têm histórias similares e o turismo religioso, tal como a boa gastronomia, são imagens de marca e temos muitas coisas em comum”, salientou Ahmet Saldiran, director de projectos de Hatay, deixando o convite para que os responsáveis bracarenses retribuam a visita à província turca.
Este foi o primeiro dia da visita, no entanto, o responsável mostrou-se encantado com o que foi possível ver. “Estivemos no Bom Jesus, um espaço maravilhoso para o turismo religioso. Em Hatay também temos muitas igrejas, contudo, não possuímos aquela magnífica zona envolvente”, referiu Ahamet Saldiran.
Esta é uma visita que se insere na “política de geminações” do executivo municipal e, segundo Rio, é necessário “rever as geminações existentes e encontrar novas parcerias e ligações internacionais que possibilitem a abertura a novos mercados turísticos e o reforço da cooperação empresarial.
Esta parceria vem no seguimento da presença do Município de Braga na EU-Turkey Town Twinning Conference, realizada em Ancara, em Abril último, com a presença de várias cidades. Na ocasião foram “identificadas diversas afinidades com Hatay”, lembrou Ricardo Rio, salientando o ”intenso programa da visita, com vários contactos de promoção turística e com empresas locais de vários sectores”, prometendo “retribuir a visita, inserida num projecto financiado pela União Europeia, de forma a formalizar a parceria com Hatay”.
Segundo Rio, Braga “nunca aproveitou verdadeiramente as geminações que tinha, nem nunca teve uma visão estratégica das mesmas”, e lembrou a recente visita de responsáveis da cidade francesa de Puteaux, que abriu “oportunidades de colaboração na área da cultura e juventude” e a formalização da geminação com o Rio de Janeiro após “um impasse que se verificou durante o mandato anterior”.
Esta política de parcerias terá um novo fulgor, visto perspectivar-se novas geminações com outras cidades como Tianjin, na China, em que a sua Universidade é “parceira da Universidade do Minho, tendo sido dados passos importantes, nesse sentido por parte da InvestBraga, que fez parte da comitiva do Presidente da República na recente visita àquele território asiático”, adiantou Ricardo Rio.
14 maio 2014
Em declarações à Lusa, a mesma fonte referiu que o ministro Rui Machete enviou uma carta de condolências ao seu homólogo turco, Ahmet Davutoğlu.
Na carta, o governante exprimiu «grande tristeza» pelo «acidente terrível que ocorreu na mina de carvão».
«Neste momento de pesar, o Governo português deseja expressar as suas mais sentidas condolências às autoridades turcas pela perda trágica de vidas humanas», transmitindo ainda às famílias das vítimas e ao povo turco a sua mais profunda solidariedade.
O balanço da explosão na mina de carvão eleva-se a 238 mortos, anunciou hoje o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan, que referiu ainda que cerca de 120 mineiros permanecem presos.
Mais de 360 mineiros foram retirados com vida da mina, onde ocorreu uma explosão que provocou um incêndio.
«As nossas esperanças [de encontrar sobreviventes] diminuem cada vez mais», disse.
O Governo turco decretou três dias de luto nacional, a partir de terça-feira, dia do acidente, um dos piores desastres industriais no país.
As explosões em minas são frequentes na Turquia, em particular nas do sector privado, onde as medidas de segurança não são frequentemente aplicadas.
O acidente mais grave ocorreu em 1992, quando 263 mineiros morreram numa explosão de gás na mina de Zonguldak (norte), zona da maior bacia mineira de carvão na Turquia.



