google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia: Relações Portugal - Turquia
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14 fevereiro 2021

Turquia volta a colocar adesão à U.E. no topo da agenda

O presidente turco, Recep Erdogan, e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Mevlüt Çavusoglu, usaram as suas mais recentes intervenções públicas para sinalizar que a entrada da Turquia na União Europeia regressou à agenda das prioridades do regime. 
Depois de anos em que a União Europeia andou a ‘marcar passo’ com o assunto, a Turquia acabou por desinteressar-se da matéria e disse oficialmente que desistia de aderir. Mas a Turquia está apostada em resolver vários diferendos e em apostar no desenvolvimento da sua economia. Estes dois fatores parecem ter feito redespertar o interesse da Turquia em entrar no agregado dos 27. Em primeiro lugar porque a pandemia aproximou as economias europeias de si próprias – através da necessidade de diminuição das extensões das cadeias de fornecimento – e a Turquia ganhar muito com isso. Desde logo nos setores industriais tradicionais – o que iria colocar mais pressão sobre os têxteis, o calçado e os componentes automóveis portugueses.

(Fonte: Jornal Económico)

05 março 2020

Portugal condena Turquia por "utilização abusiva" de refugiados

O Governo português condenou a "utilização abusiva" de refugiados por parte da Turquia na intenção de abrir fronteiras para pressionar a União Europeia, mas afastou uma intervenção militar comunitária como forma de resposta.

Neste momento, há uma utilização abusiva, por parte da Turquia, da presença no seu território de vários milhões de migrantes e, claramente, o presidente turco a dizer que abria as fronteiras para a Grécia, estava a utilizar a presença desses refugiados na Turquia como arma de arremesso e isso é completamente inaceitável", declarou, esta quinta-feira, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho

Falando à margem da reunião informal dos ministros da Defesa, que decorre na capital croata, em Zagreb, o ministro da Defesa vincou que a pressão turca "não surtirá qualquer tipo de efeito positivo". "Há que ter em conta esta realidade, de a Turquia ter quase quatro milhões de refugiados no seu território, e isso, evidentemente, merece uma atenção especial da UE, uma atenção reforçada em relação ao que tem sido o caso no passado", sustentou João Gomes Cravinho. Questionado sobre uma possível intervenção militar nas fronteiras externas da UE como forma de responder à Turquia, o responsável português rejeitou esta opção, privilegiando antes a via diplomática. "O meu colega grego [ministro da Defesa da Grécia, Nikos Panagiotopoulos], com quem tive ampla oportunidade de falar à margem nos corredores, não pede nenhum apoio militar, pede apoio político", disse João Gomes Cravinho.

Nos últimos dias, a tensão entre Ancara e Bruxelas tem vindo a intensificar-se após a Turquia ter anunciado a abertura de fronteiras para deixar passar migrantes e refugiados para a UE, ameaçando assim falhar os compromissos assumidos com o bloco comunitário. Com a medida, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pretende garantir mais apoio ocidental na questão síria, mas a intenção já foi veemente criticada por líderes de topo da UE, inclusive pela presidente do executivo comunitário.

Apesar de a Bulgária e o Chipre também serem pressionados, é sobretudo a Grécia que enfrenta esta pressão migratória nas suas fronteiras externas com a Turquia, o que levou o país a pedir, no passado domingo, que a agência europeia da guarda costeira, a Frontex, lançasse uma intervenção rápida nas fronteiras externas da Grécia no Mar Egeu. A Bulgária também solicitou apoio europeu para lidar com a chegada de migrantes e refugiados à sua fronteira.

A UE e a Turquia celebraram em 2016 um acordo no âmbito do qual Ancara se comprometia a combater a passagem clandestina de migrantes para território europeu em troca de ajuda financeira. Porém, a Turquia, que acolhe no seu território cerca de quatro milhões de refugiados, na maioria sírios, anunciou ter aberto as fronteiras com a Europa, ameaçando deixar passar migrantes e refugiados numa aparente tentativa de pressionar a Europa a assegurar-lhe um apoio ativo no conflito que a opõe à Rússia e à Síria.

João Gomes Cravinho observou, ainda, que "neste momento há um ambiente de grande tensão e alguma ambiguidade no relacionamento da Turquia com outros membros da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte]", pelo que defendeu "mecanismos para superar" esta situação, desde logo por Ancara ser "um aliado valioso".

TSF

16 dezembro 2015

Portugal ajuda Turquia com 24 milhões de euros

O primeiro-ministro anunciou que Portugal vai contribuir com 24 milhões de euros para ajudar a Turquia no acolhimento aos refugidos, disponibilizar equipas técnicas que possam dar apoio no terreno e está disponível para receber mais refugiados.

"Esse apoio deve ser financeiro, que se estima em 24 milhões de euros, mas deve ser também um apoio mais ativo, quer disponibilizando equipas técnicas no apoio ao acolhimento, avaliação e rastreio das pessoas que pedem auxílio, como também na disponibilidade acrescida de acolher refugiados que agora se encontram na Turquia", afirmou António Costa.

O debate de preparação do Conselho Europeu expôs as divergências entre o PS e os partidos que apoiam no parlamento o Governo de António Costa, particularmente patente nas questões relacionadas com a França, a Síria e a questão turca, com o primeiro-ministro a defender o papel daquele país na crise dos refugiados e a porta-voz do BE a considerar que a Turquia "é parte do problema" do autoproclamado Estado Islâmico. "A Turquia não só ataca o exército curdo, linha de defesa contra o Daesh [acrónimo árabe do grupo Estado Islâmico], como é pela Turquia que circula o petróleo que alimenta o exército do terror. O Daesh ganha 1 a 2 milhões de euros por dia com a venda petróleo que, parte dele, passa pela Turquia", afirmou Catarina Martins, que salientou a importância de asfixiar as fontes de financiamento do autodesignado Estado Islâmico.
A porta-voz do BE argumentou ainda não poder "ignorar a venda de armas europeias, de Estados da União Europeia, ao Daesh, feita em grande medida através da Arábia Saudita", defendendo que "a Europa está a alimentar o terror que diz que quer combater" e manifestando-se contra bombardeamentos na Síria.
António Costa admitiu que existem duplicidades na questão do combate ao terrorismo, do Estado Islâmico e outros, nomeadamente os "offshore" que se mantêm no espaço europeu", mas não só concordou com a aliança com a Turquia como assumiu que a França tem legitimidade para se defender, reconhecendo implicitamente que os bombardeamentos na Síria foram um ato em legítima defesa pelos ataques terroristas em Paris.
"Fazemos parte da coligação internacional que responde ao Daesh e temos de assumir todas as obrigações que daí decorrem e desde logo reconhecemos à França a legitimidade para a invocação das cláusulas do artigo 42 do Tratado de Lisboa", afirmou.
Contudo, o primeiro-ministro sublinhou a necessidade de, neste processo de combate ao terrorismo, serem respeitados os "princípios da liberdade", nomeadamente quanto ao registo de passageiros, muito criticado pelo secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.
"O registo de passageiros não pode ser feito de uma forma que viole garantias consagradas na carta dos direitos fundamentais", disse António Costa.
Jerónimo de Sousa referiu-se a uma deriva securitária e questionou a posição do Governo sobre a "diretiva do registo de identificação indiscriminada de passageiros que sujeita todos os cidadãos ao mesmo nível de controlo e vigilância, retendo-se a informação durante 5 anos, em que é posta à disposição dos serviços de informação".
O líder do PCP referiu-se também à discussão no Conselho do referendo à permanência da Grã-Bretanha na União Europeia, argumentando que será uma "grande operação de condicionamento do povo britânico" e que pode adotar medidas como a "institucionalização da discriminação dos emigrantes".
Na resposta, o primeiro-ministro opôs-se à europeização das questões internas dos países e apesar de sublinhar que Portugal mantém com a Grã-Bretanha a mais antiga aliança diplomática do mundo nunca poderá concordar com medidas que colidam com "liberdades fundamentais da União Europeia, como é a liberdade de circulação e o princípio de não discriminação".
Pelo partido ecologista "Os Verdes", Heloísa Apolónia defendeu que não se pode "cair na hipocrisia" de esquecer as causas da crise migratória e do terrorismo, que é alimentado pelo negócio das armas.
"E quando o terrorismo é combatido com bombardeamentos que massacram e afugentam povos, isso tem de ser discutido quando se discute com justiça a matéria dos refugiados", declarou.
O PS dividiu as suas perguntas em duas intervenções, com Eurico Brilhante Dias a questionar o Governo sobre fundos comunitários e Vitalino Canas a pronunciar-se sobre matérias como o terrorismo e a crise migratória, mas também o referendo na Grã-Bretanha.
Sobre esta matéria, Vitalino Canas disse que todos os Estados-membros devem contribuir para a permanência do país na União e que há propostas positivas que vão nesse sentido, como o aprofundamento do papel dos parlamentos nacionais e da participação dos Estados que não estão na moeda única.

(Fonte: Jornal de Notícias)

05 março 2015

Boas relações com a Turquia podem gerar mais negócios

AEP quer traduzir em resultados económicos a Cimeira Intergovernamental desta semana.
 
Para traduzir em negócios o bom momento por que passam as relações políticas e diplomáticas entre Portugal e a Turquia, como evidenciou a 1.ª Cimeira Intergovernamental entre os dois países que anteontem decorreu em Lisboa, a Associação Empresarial de Portugal (AEP) vai estar no próximo mês em Istambul, em duas frentes: com uma missão empresarial e na maior feira de construção da grande nação euro-asiática, cuja área de exposição chega aos 100 mil metros quadrados.

Com efeito, entre 21 e 25 de Abril, a AEP assegura a participação nacional na 38.ª edição da TurkeyBuild, que costuma atrair à maior cidade turca profissionais da fileira da construção oriundos de todo o país e dos Balcãs, Rússia, Norte de África e Médio Oriente. Paralelamente, terá no terreno uma missão multissectorial, para contactos institucionais e reuniões de negócios, tendo em vista o incremento das exportações portuguesas para aquele mercado, de mais de 74 milhões de consumidores.

Como o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoğlu, deixou claro na conferência de imprensa que se seguiu à Cimeira Intergovernamental desta semana, em Lisboa, há oportunidades a explorar nos sectores agro-alimentar, da construção e imobiliário, dos transportes, da energia (particularmente, renováveis e eficiência energética), da saúde, das indústrias de defesa e do turismo. Na avaliação da AEP, o mercado turco é também interessante para a oferta portuguesa nas áreas dos componentes para a indústria automóvel, tecnologias da informação e comunicação, inovação, serviços financeiros e têxtil.

Mas outras oportunidades há a explorar, tanto mais que, como reconheceu o primeiro-ministro da Turquia, o relacionamento económico com Portugal vai intensificar-se, seja pelo aumento das ligações áreas para Lisboa e Porto da companhia de aviação turca, seja pelos efeitos da cimeira empresarial agendada para Outubro, na qual os governos dos dois países depositam grandes expectativas. Ahmet Davutoğlu antecipou mesmo que o encontro entre empresários "terá seguramente impacto comercial". Por outro lado, na declaração final da cimeira os dois governos reconhecem que "o comércio bilateral de bens está muito aquém do seu potencial".

Segundo o chefe do Governo turco, a cooperação económica com Portugal movimenta actualmente cerca de 1,3 mil milhões de dólares por ano, que poderão chegar, a médio prazo, aos 5.000 milhões. Intencionalmente ou não, referiu que Portugal é o "parceiro europeu que melhor percebe" o seu país.

Passos Coelho, por seu lado, salientou o apoio que Portugal tem dado ao pedido de adesão da Turquia à União Europeia e o facto de estar em causa um "parceiro económico, político e diplomático", com uma "economia dinâmica e com excelentes perspectivas de crescimento".

Na verdade, a economia turca está a crescer acima dos 4% ao ano, segundo os indicadores internacionais mais recentes, e a tendência é para que assim continue. Abrem-se, assim, boas oportunidades às empresas portuguesas que queiram investir naquele mercado, para onde Portugal exporta, sobretudo, pastas celulósicas e papel, máquinas, combustíveis minerais, plásticos e borracha e químicos. Em sentido inverso, vêm, principalmente, materiais têxteis, metais comuns, veículos e material de transporte e maquinaria. Entre as empresas nacionais com operação na Turquia contam-se os grupos Sonae e Onyria, a tecnológica TIMWE, a Inapa e a Ascendum, ao passo que o investimento turco em Portugal é praticamente residual.

Com vultuosos investimentos públicos e privados em curso, uma população jovem (média de idades nos 28 anos) e um mercado que deverá atingir, em 2050, os 100 milhões de consumidores, a Turquia oferece, na avaliação a AEP, um manancial de oportunidades relevante para as empresas portuguesas. Construção, energia, agroa-alimentar e TICE são áreas em que Portugal apresenta algumas vantagens comparativas, que a associação quer tornar tangíveis com estas duas acções. Ambas fazem parte do programa associativo de internacionalização "Business on the way", apoiado pelo Compete, ao abrigo do QREN. As empresas interessadas em participar na missão têm, por isso, acesso a apoios financeiros que podem chegar a 45% dos custos de participação.
 
(Fonte: Económico)

03 março 2015

Turquia quer que Portugal seja seu porta-voz em Bruxelas

 
A Primeira Cimeira Intergovernamental entre Portugal e Turquia terminou hoje em Lisboa com a assinatura de quatro acordos bilaterais nas áreas de Educação, comércio, saúde alimentar e protecção mútua de informação classificada.
No final, os dois primeiros-ministros mostraram satisfação face à intensificação das relações comerciais dos dois países após a visita de Passos Coelho a Ancara, em 2012. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoğlu, elogiou a “fantástica saída limpa do processo de ajustamento” por parte de Portugal e vê um “apetite da comunidade empresarial turca em investir em Portugal”. O governante turco anunciou que, a nível comercial, o objectivo da cooperação bilateral passa por aumentar o volume de negócios dos actuais 1,3 mil milhões de dólares anuais para os três mil milhões numa primeira fase e cinco mil milhões mais tarde.
No mesmo âmbito, Pedro Passos Coelho destacou a importância deste “parceiro económico, político e diplomático”, com uma “economia dinâmica com excelentes perspectivas de crescimento”.
O encontro, decorrido no Palácio das Necessidades, em Lisboa, serviu ainda para o Governo português reforçar o seu apoio à adesão da Turquia à União Europeia, um processo presentemente estagnado que Passos Coelho quer ver recuperado pois considera que a Turquia “pode ser importante para a paz na região e para a segurança internacional”.
No documento final da cimeira, o Governo português reforçou a sua condição de apoiante da adesão europeia da Turquia, comprometendo-se a "partilhar com a Turquia o seu conhecimento e experiência relativo a adequação das suas práticas e legislação interna ao acervo comunitário".
Por sua vez, Ahmet Davutoğlu considerou que “Portugal é o parceiro europeu que melhor percebe a Turquia” e como tal deseja ter no Governo de Lisboa um “porta-voz em Bruxelas”, que saiba defender a causa da adesão turca. O homem que em Agosto de 2014 sucedeu a Recep Tayip Erdoğan, actual Presidente da Turquia, diz que o seu país está prestes a concretizar as reformas exigidas por Bruxelas para que quando “se voltarem a abrir os capítulos de negociação possam ser de imediato encerrados”.
Os dois países mostraram ainda a intenção de promover uma solução diplomática para o conflito da Ucrânia, com base nos acordos de Minsk, e "acordaram em cooperar em assuntos ligados aos Direitos Humanos na Crimeia, em particular face à deterioração da situação do povo tártaro da Crimeia", segundo o documento distribuído pelo gabinete do primeiro-ministro.
A actual situação no Médio Oriente, em especial o caos provocado pelo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, assim como o estatuto de observador da Turquia na CPLP e a sua aposta na diplomacia em África foram outros assuntos debatidos pelos Executivos de Ancara e Lisboa.
Portugal fez-se ainda representar na sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros pelo vice primeiro-ministro e pelos ministros das Finanças, da Defesa, da Educação e Ciência, pelo secretário de Estado dos Assuntos Europeus, para além do anfitrião Rui Machete. Do lado turco estiveram presentes, para além do chefe do Governo, o ministro dos Assuntos Europeus e Negociador Chefe, e os ministros dos Negócios Estrangeiros, das Finanças, da Educação Nacional e da Defesa.

(Fonte: Sol)

Davutoğlu: "Portugal é quem melhor entende a Turquia no processo de adesão à União Europeia"


O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoğlu, disse hoje que Portugal é o país que "melhor entende" a Turquia no longo processo de negociações de adesão à União Europeia (UE), definido como um "objectivo estratégico".
 
"Portugal tem surgido como um porta-voz da Turquia em Bruxelas, parece ser o país que melhor entende a Turquia", considerou Ahmet Davutoğlu durante a conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo português, Pedro Passos Coelho, no final da I Cimeira Intergovernamental Portugal-Turquia, que hoje decorreu em Lisboa.
O dirigente turco voltou a insistir no tema durante o período de perguntas e respostas, quando agradeceu a Passos Coelho a "solidariedade portuguesa" e vincou que a "decisão estratégica" da Turquia é pertencer à UE.
"Portugal sempre demonstrou vontade em que a Turquia faça parte da Europa", salientou. "Sabem da nossa capacidade para promover reformas, o futuro da Europa é o futuro da Turquia. Agradecemos aos amigos da Turquia", adiantou.
As relações próximas entre os dois países foi outro tema que dominou a intervenção do responsável turco, que lidera desde 2014 o Governo islamita-conservador do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), no poder desde 2002.
O responsável turco destacou a reunião "amistosa" de hoje, em que se fez acompanhar por seis ministros, disse que os dois países se "entendem bem", por partilharem "uma tradição comum do Estado, da política, dos laços culturais", e ainda por possuírem "um enorme alcance geográfico e também com uma relação face a geografias mais latas".
O bom momento das relações económicas luso-turcas, com uma reunião empresarial conjunta agendada para Outubro e "seguro impacto comercial", e o reforço das ligações aéreas da companhia aérea turca para Lisboa, e ainda para o Porto, também mereceram destaque na intervenção do chefe do governo turco.
Nesta linha, Davotoğlu aproveitou para felicitar Portugal pela "evolução impressionante da [sua] economia, tendo em consideração a saída do programa de ajustamento".
A celebração do Dia da Língua Portuguesa em Ancara, a crescente presença do seu país na África, Ásia, América Latina, "com 32 embaixadas turcas em África", e o estatuto de país-membro observador da CPLP, foram também recordados pelo primeiro-ministro turco, ex-chefe da diplomacia de Ancara e um dos homens de confiança do Presidente Recep Tayyip Erdoğan, o líder do AKP.
A situação no Iraque, na Síria, a xenofobia e o terrorismo, além da decisiva posição geoestratégica da Turquia, também foi focada, com Davutoğlu a sustentar a necessidade de "paz e estabilidade", quando se parece preparar uma ofensiva contra o grupo Estado Islâmico (EI), que há quase um ano controla a estratégica cidade de Mossul, no norte iraquiano e perto da fronteira do Curdistão turco.
Neste aspeto, referiu-se a uma "missão histórica", mas foi diplomaticamente cauteloso. E, por fim, ao recordar que Portugal e Turquia enfrentam eleições gerais no outono, desejou que se mantenham, e reforcem, as relações entre Lisboa e Ancara.
O primeiro-ministro turco efectuou hoje uma visita oficial a Lisboa para participar na 1ª Cimeira Portugal-Turquia, tendo sido recebido pelo Presidente Cavaco Silva antes de se reunir com o seu homólogo Pedro Passos Coelho no Palácio das Necessidades.
Davutoğlu e Pedro Passos Coelho encontraram-se no final da tarde, antes do início da sessão plenária entre as duas delegações, a nível ministerial, e participaram na assinatura de quatro acordos bilaterais.
 
Fonte: (Notícias ao Minuto)

Cimeira em Lisboa analisa adesão da Turquia à UE

O processo de adesão da Turquia à União Europeia, as situações de tensão na Ucrânia e Médio Oriente, Líbia e o Irão foram os assuntos nesta terça-feira em destaque na reunião bilateral entre os primeiros-ministros de Portugal e Turquia.
Na declaração final conjunta, na sequência da I Cimeira intergovernamental Portugal-Turquia que decorreu no Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, Passos Coelho e Ahmet Davutoğlu sublinharam os “desenvolvimentos positivos” nas relações Portugal-Turquia e trocaram impressões sobre os principais focos de tensão internacionais e regionais, para além de diversas decisões no âmbito da diplomacia económica, a cargo dos dois vice-primeiros-ministros.
Numa referência às negociações de adesão da Turquia à União Europeia (UE), iniciadas em 2005, as duas partes sublinharam a importância da união alfandegária para as duas economias, e a troca contínua de informações sobre o processo de adesão turco.
Na agenda internacional, foram analisadas, ainda, com particular atenção as situações de tensão na Ucrânia, Síria – país com o qual a Turquia tem fronteira - e Líbia, para além da questão do Irão, em particular as negociações em torno do dossier nuclear e diversos cenários no continente africano.
As duas partes reiteraram a “firme condenação do terrorismo em todas as suas formas”, comprometeram-se em prosseguir esforços para resolver a situação na Síria, um conflito muito delicado para Ancara, encorajar o diálogo entre as diversas facções na Líbia, e a aplicação das decisões internacionais no âmbito do processo de paz israelo-palestiniano. Uma concordância natural entre dois parceiros da Aliança Atlântica.
Nesta primeira cimeira intergovernamental foram assinados dois memorandos de entendimento. Um do AICEP e do seu congénere turco e outro no domínio da Educação. Foi igualmente firmado um acordo sobre protecção mútua de informação classificada e um protocolo entre as autoridades de segurança alimentar de ambos os países.
Durante as conversações bilaterais que envolveram os chefes de Governo, os vice-primeiro ministros, os titulares das Finanças, Negócios Estrangeiros, Educação e Defesa foram passados em revista temas da cooperação bilateral. No âmbito das relações económicas foram identificados como prioritários os sectores agro-alimentar, construção civil, transportes, energias, farmacêutico, saúde, indústrias de defesa, turismo e imobiliário.
A promoção da língua portuguesa foi também objecto de análise, em linha com o estatuto de Observador Associado da Turquia na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - CPLP. Do mesmo modo, foi acordado promover o ensino do turco como segunda língua estrangeira opcional nas escolas do ensino secundário portuguesas.
 
(Fonte: Público)

05 fevereiro 2015

Delegação de autarcas turcos no Montijo

Montijo recebeu, no dia 3 de fevereiro, a visita de uma comitiva de autarcas da Turquia. Um dia de multiculturalidade, marcado pelo conhecimento de experiências e práticas do Município do Montijo na área da intervenção social e solidariedade.
Os autarcas turcos foram recebidos no Salão Nobre dos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, que manifestou o seu total apoio a este tipo de intercâmbios.
“São extremamente necessários e resultado de um dever de solidariedade e de concepção do interesse público que valoriza devidamente os benefícios para o Montijo de um projecto de cooperação internacional. Acreditamos que o nosso futuro colectivo passa também pelo estreitamento de relações com outros municípios”, afirmou.
Na sua intervenção o presidente da Câmara Municipal do Montijo abordou, de uma forma generalizada, as políticas sociais da autarquia, realçando a importância de “reinventar os instrumentos da integração e da solidariedade a partir dos problemas concretos das pessoas. A câmara tem, por isso, desenvolvido respostas sociais de proximidade que visam consensos e compromissos para que se consiga actuar e desenvolver projectos em conjugação com os moradores dos bairros”.
A visita da delegação turca ao Montijo estendeu-se durante todo o dia. Na parte da manhã, foi realizada uma apresentação dos projectos sociais do município e, na parte da tarde, os autarcas turcos tiveram oportunidade de contactar in loco com algumas respostas sociais como o Tu Kontas + no Bairro da Caneira, o Roda Livre no Bairro do Esteval, a Loja Social do Montijo e a Cantina Social.
Os autarcas da Turquia colocaram diversas questões relacionadas com as práticas sociais da Câmara, como o funcionamento da habitação social ou a inclusão social de pessoas de diversas etnias.
Esta visita ao Montijo surgiu no âmbito de um projecto da Associação de Municípios da Turquia, apoiado pela União Europeia, que tem como objectivo principal a criação de gabinetes em 12 municípios turcos para apoio à inclusão social de pessoas em situação de pobreza e de exclusão.

04 fevereiro 2015

Paulo Fonseca convidado para a Câmara de Comércio e Indústria Portugal – Turquia

Paulo Fonseca, presidente da Câmara Municipal de Ourém, foi convidado pelo presidente da Câmara de Comércio Portugal – Turquia, Rui Paias Couto, para ocupar o cargo de vice presidente desta associação.
O convite foi aceite e anunciado aos membros da Câmara, na última reunião do executivo.
Para o autarca, este convite é muito honroso e simboliza “o reconhecimento de um trabalho de vários anos na senda da internacionalização do Município de Ourém” concretizada com a “implementação de uma consciência global que hoje é fundamental para os Povos, as empresas e as instituições públicas”.
Segundo informação veiculada no site da Aicep Portugal Global, E.P.E., Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, esta Câmara de Comércio congratula-se com o avanço verificado entre os dois países nos aspetos da cooperação e da diplomacia económica, lembrando a criação da JETS (Joint Economics and Trade Comission) pelo atual vice-Primeiro-ministro Paulo Portas e pelo ministro da Economia turco, em maio de 2013,, aquando da visita oficial do Presidente Abdullah Gul ao nosso país.
“Atualmente, o relacionamento é muito bom”, sublinha o presidente da CCIPT, Rui Couto, argumentando com os números da balança comercial, nomeadamente com a trajetória das exportações portuguesas, que, “duplicaram” no espaço de apenas quatro anos. Com efeito, segundo as estatísticas, os produtos vendidos pelas nossas empresas à Turquia passaram de 267 milhões de euros, em 2010, para 381 milhões de euros, em 2013.
Já a evolução no prato das importações portuguesas foi diferente, tendo passado de 321,7 milhões de euros em 2010 para 290 milhões em 2013.
 
(Fonte: O Ribatejo)

18 dezembro 2014

Turkish Airlines reforça a operação em Portugal em 2015

A companhia aérea turca Turkish Airlines vai reforçar a operação em Portugal a partir da próxima Primavera, com a inauguração da rota entre o Porto e Istambul e o reforço da rota entre Lisboa e aquela mesma cidade turca.
A rota entre o Porto e Istambul, com três voos semanais, vai ser inaugurada no final de Abril e os voos entre a cidade turca e a capital portuguesa vão ser reforçados a partir do final de Março.
Nessa altura, a Turkish Airlines vai passar a disponibilizar 13 voos semanais, em vez dos 10 actuais, entre Lisboa e Istambul. No final de Abril, "ainda será adicionado mais um voo, num total de 14 voos por semana, entre as duas cidades.
 
(Fonte: Dinheiro Digital com Lusa)

27 outubro 2014

Investidores turcos interessados nos portos nacionais

Mais de duas dezenas de empresas portuguesas de vários sectores foram à Turquia na busca de novas oportunidades de negócio.
As concessões portuárias que se prevê serem adjudicadas nos próximos meses em Portugal despertaram o interesse de vários investidores turcos, apurou o Diário Económico junto de fonte do Governo, que não especificou a identidade desses potenciais concorrentes. A abertura para a entrada do investimento turco no sector portuário português está mais consolidada desde que, nas passadas quinta e sexta-feira, o vice primeiro-ministro Paulo Portas fez uma visita diplomática e económica à Turquia. Um dos pontos altos dessa visita foi a assinatura de um acordo de cooperação bilateral, Estado a Estado, para o sector portuário.
Segundo o Diário Económico soube, de entre as áreas de cooperação previstas nesse acordo para o sector portuário, está previsto o estabelecimento de parcerias para a construção, gestão e desenvolvimento dos portos, assim como a construção de navios e iates, manutenção e reparação naval, reciclagem de navios e construção de estaleiros navais.
O acordo sobre o sector dos portos entre Portugal e a Turquia, assinado em Ancara, capital turca, na passada quinta-feira (dia 23), determina ainda a cooperação entre os dois países no âmbito da formação profissional em áreas como segurança marítima; prevenção da poluição marinha; gestão portuária e de frotas; construção, manutenção e reparação naval; e desenvolvimento de sistemas de transporte multimodal entre os dois países.
"Espera-se ainda que este novo instrumento jurídico contribua para reforçar as ligações marítimas directas entre operadores dos dois países", refere um documento governamental sobre este protocolo, a que o Diário Económico teve acesso.
A estreia do investimento turco em Portugal, em montantes de referência, ocorreu precisamente este ano, em Julho, quando o consórcio integrado pela GPH - Global Ports Holding (Global Liman Isletmeleri) ganhou o concurso para a construção e concessão do novo terminal de cruzeiros do porto de Lisboa.
A GPH tem sede em Istambul e gere os três maiores portos comerciais e de cruzeiro da Turquia, servindo mais de 850 mil passageiros por ano e detendo uma quota de mercado de cerca de 50%. Das 55 empresas de cruzeiro que operam no Mediterrâneo, 43 escalam regularmente os portos geridos pela GPH.
A delegação chefiada por Paulo Portas integrou o secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves, assim como a administração da AICEP.
Ocorreram encontros com o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoğlu; com o vice-primeiro-ministro, Ali Babacan; e com os ministros turcos dos Transportes e da Economia, na passada quinta-feira.
Esta missão de Paulo Portas à Turquia foi precedida pela primeira reunião da comissão conjunta entre os dois países, a 27 de Junho. A segunda reunião teve lugar já na passada sexta-feira, na Turquia, liderada por Paulo Portas e pelo ministro turco da Economia, Nihat Zeybecki. Os objectivos passaram por "estimular a relação económica para criar oportunidades para o sector privado, reforçar as exportações, facilitar o investimento e parcerias empresariais, geradoras de emprego", sublinha o documento oficial.
Durante esta visita à Turquia realizou-se também o Fórum Empresarial Portugal-Turquia, em que participaram 24 empresas portuguesas dos sectores industrial, de engenharia, arquitectura, tecnologias de informação, farmacêutica e biotecnologia.
As exportações portuguesas para a Turquia cresceram 7,6% no ano passado, para 382 milhões de euros.
 
(Fonte: Económico)

12 setembro 2014

"Turquia espera que a adesão à UE não demore 50 anos"


O recém empossado ministro turco dos Assuntos Europeus, Volkan Bozkır, veio a Lisboa a convite do seu homólogo e para discutir questões ligadas à adesão à UE.

De forma franca, Bozkır disse ao DN que a Turquia é "teimosa", não desiste da UE mas "espera que a adesão não demore outros 50 anos". O responsável turco reconheceu que, no que toca à adesão de Ancara, o "quadro não é animador" mas isso não significa que a Turquia desista de integrar a União Europeia. Pelo contrário. "Estamos a trabalhar como se todos os capítulos estivessem abertos", assim, quando isso acontecer, a "Turquia está pronta para as negociações".
Volkan Bozkır, falando sobre a Ucrânia e o papel da UE, considerou existirem países da UE que fazem promessas que, na prática e "realisticamente" não podem cumprir mas, entretanto, já enviaram os sinais errados. Aconteceu na Geórgia, quando prometeram apoiar o seu Presidente e depois não o fizeram, "e hoje não se sabe o que pertence ou não à Geórgia". Aconteceu o mesmo com a Ucrânia mas quando esta perdeu a Crimeia "nada se fez". No que toca à Turquia, ela "não é a mesma de há 50 anos". "É uma ilha de estabilidade em termos políticos, económicos e militares" no meio de vizinhos cheios de problemas, diz Bozkır.
 
(Fonte: DN)

Rui Machete reitera apoio de Portugal ao processo de adesão da Turquia à UE

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, reiterou o apoio de Portugal ao processo de adesão da Turquia à União Europeia (UE), num encontro com o novo ministro dos Assuntos da UE turco, Volkan Bozkir. “Debatemos o processo de adesão da Turquia à UE, com a oportunidade de reiterar o apoio de Portugal a esse processo. Somos a favor do ingresso da Turquia na UE, e já o somos há alguns anos”, afirmou Machete durante a conferência de imprensa conjunta no Palácio das Necessidades e antes do almoço de trabalho que conclui a visita oficial do ministro.
Antes, e no decurso de um encontro prévio que se prolongou por mais de uma hora, o ministro português teve oportunidade de defender um novo impulso às negociações de adesão, bloqueadas há vários anos, e a abertura de novos capítulos negociais. “Se foram fixados os objetivos que devem ser atingidos em cada capítulo, acredito que a UE e a Turquia vão progredir mais rapidamente”, afirmou ainda, após sublinhar a importância de ambas as partes se “conhecerem melhor” e “garantir confiança mútua”. “Somos claramente a favor da adesão turca, ajudaremos no que for possível, é um processo complexo e não posso indicar todos os aspetos em que possamos ser úteis, mas esta é a posição de Portugal”, disse.
A nível económico, foi abordado o atual estado da união aduaneira UE-Turquia, com Machete a defender “uma maior articulação entre as posições negociais da Comissão Europeia e as preocupações da Turquia”, de forma a garantir o relacionamento existente entre as duas partes. A parceria transatlântica de comércio e investimento com os EUA foi outro tema em destaque, com o ministro português a sublinhar o interesse de Ancara “em poder participar, ou conhecer com detalhes as negociações, para que o tratado seja estendido até à Turquia quando for estabelecido”.
No âmbito do “bom relacionamento” bilateral entre as duas capitais, o chefe da diplomacia destacou o seu “reforço substancial” a nível político e económico, destacou o trabalhos das comissões mistas — com uma segunda reunião agendada para outubro — e a evolução positiva das relações comerciais com as exportações portuguesas para a Turquia “a aumentarem 17,5% nos últimos cinco anos”.
A situação internacional também foi um dos temas em debate, tendo sido analisada “a difícil situação política e humanitária no Mediterrâneo e Médio Oriente” e a importância do papel da Turquia na resolução destes problemas. O ministro português também expressou a solidariedade do Governo de Lisboa pelo “papel fundamental” assumido pela Turquia “no apoio às vítimas da catástrofe humanitária provocada pelos jihadistas que atuam na Síria e Iraque” e disse que Portugal “encorajou” o reforço das suas fronteiras para impedir o afluxo, através de território turco, de combatentes ocidentais que pretendam alistar-se nas fileiras dos fundamentalistas.
Nas suas declarações, Volkan Bozkır — um dos membros do novo Governo islamita conservador turco do primeiro-ministro e ex-MNE Ahmet Davutoğlu, que tomou posse no início de Setembro após a eleição de Recep Tayyip Erdoğan para a Presidência — disse ter optado por Portugal na primeira deslocação para “receber energias” antes das visitas a Bruxelas e Estrasburgo. “A adesão à UE permanece um alvo estratégico, a Turquia vai prosseguir neste caminho, no futuro e utilizando todos os meios necessários. Foi uma importante mensagem (…) temos que compensar o tempo perdido nos últimos anos e manter esta relação viva”, assinalou.
Numa referência às relações bilaterais, o ministro dos Assuntos da União Europeia turco mostrou-se descontente com a atual dimensão do comércio bilateral. “O volume de negócios é de 1,3 mil milhões de dólares, não representa as potencialidades dos dois países, deverá ser de cinco mil milhões de dólares, e os investimentos económicos estão a crescer”, disse.
Bozkir admitiu, numa referindo-se à UE, a necessidade de recuperar a “confiança mútua” no centro das suas preocupações nas próximas deslocações à sede da UE e ao Parlamento europeu. “Passo a passo, talvez tenhamos um cenário correto antes do final do ano, em vez da atual situação que não traduz a realidade”, prognosticou.
A 1 de Setembro, ao apresentar o seu programa de Governo no Parlamento, Davutoğlu fixou o ano de 2023 como a data para a entrada do seu país na União Europeia, que coincide com as comemorações do primeiro centenário da fundação da República turca por Mustafa Kemal Atatürk.
 
(Fonte: Observador)

26 agosto 2014

Paulo Portas representa Portugal na tomada de posse de Erdoğan

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, vai representar Portugal na cerimónia de posse do Presidente da Turquia, Recep Tayip Erdoğan, na quinta-feira, em Ancara, indicou hoje o seu gabinete.

Erdoğan, chefe de Governo desde 2003, venceu a 10 de agosto, por maioria absoluta, as primeiras eleições presidenciais diretas na Turquia e tomará posse para um mandato de cinco anos, na presença de mais de 80 líderes de países estrangeiros e de organizações internacionais. Em comunicado enviado à Lusa, o gabinete do vice-primeiro-ministro sublinhou que "Portugal e a Turquia têm vindo a reforçar as suas relações a nível diplomático e também no plano económico, tendo as trocas comerciais atingido em 2013 um novo máximo histórico, próximo de 700 milhões de euros".

Além disso, lê-se no documento, "o número de empresas exportadoras para a Turquia tem aumentado continuamente, sendo hoje mais de 640" e estão paralelamente "em curso importantes projectos de investimento turcos em Portugal, bem como de empresas portuguesas na Turquia".

Ao tornar-se o nono chefe de Estado eleito da história da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, de 60 anos, que sucede a Abdullah Gül, emitiu uma mensagem de unidade, declarando querer inaugurar "uma nova era" no país e ser "o Presidente dos 77 milhões de turcos", por meio de "um novo processo de reconciliação social", em que todos os turcos, independentemente da origem ou credo, serão cidadãos iguais do país, e "os conflitos do passado" serão deixados para trás.
 
(Fonte: Notícias ao Minuto)

08 julho 2014

Portugal e Turquia vão cooperar na indústria da defesa

O Parlamento aprovou hoje, com os votos favoráveis do PSD, CDS-PP e PS, o  Acordo entre Portugal e a Turquia sobre a cooperação no domínio da indústria da defesa, documento firmado inicialmente em Novembro de 2013.
PCP, Bloco de Esquerda e "Os Verdes" votaram contra a proposta de resolução, que respeita a um acordo de cooperação que foi assinado inicialmente pelo ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, e pelo seu homólogo turco, Ismet Ylmaz, durante uma visita oficial à Turquia, a convite das autoridades locais.
"O Acordo tem por objectivos estabelecer uma cooperação no âmbito da indústria de defesa, melhorando as capacidades das suas indústrias de defesa através de uma cooperação mais eficaz nas áreas de desenvolvimento, produção, aquisição e manutenção de bens e serviços de defesa e apoio técnico e logístico relevante", diz o texto hoje aprovado.
A investigação conjunta, o desenvolvimento, produção e modernização de peças sobressalentes, instrumentos e equipamento técnico necessários às Forças Armadas, a venda a terceiros através de parcerias comuns e a aquisição de equipamento militar são alguns dos objetivos previstos no acordo.
A Turquia produz actualmente 55% das suas necessidades em termos de indústrias de Defesa, e admite, segundo o ministro da Defesa turco, abrir as portas às capacidades portuguesas nos restantes 45%.

(Fonte: Dinheiro Vivo)

Parlamento aprova acordo com a Turquia na Defesa

O Parlamento aprovou esta terça-feira, com votos favoráveis do PSD, CDS e PS, o acordo entre Portugal e a Turquia sobre cooperação na indústria da defesa. PCP, BE e Verdes votaram contra.
A cooperação será nas áreas da investigação conjunta, o desenvolvimento, produção e modernização de peças sobressalentes, instrumentos e equipamento técnico necessários às Forças Armadas, a venda a terceiros através de parcerias comuns e a aquisição de equipamento militar, entre outros.
O acordo tem como base um documento firmado em Novembro de 2013 e foi assinado inicialmente por José Pedro Aguiar-Branco, e o homólogo turco, Ismet Yılmaz, durante uma visita oficial à Turquia a convite das autoridades locais.
"O Acordo tem por objectivos estabelecer uma cooperação no âmbito da indústria de defesa, melhorando as capacidades das suas indústrias de defesa através de uma cooperação mais eficaz nas áreas de desenvolvimento, produção, aquisição e manutenção de bens e serviços de defesa e apoio técnico e logístico relevante", diz o texto hoje aprovado.
A Turquia produz atualmente 55% das suas necessidades em termos de indústrias de Defesa, e admite, segundo o  ministro turco, abrir as portas às capacidades portuguesas nos restantes 45%.

(Fonte: Diário de Notícias)

27 maio 2014

Braga estreita relações com a Turquia

Aprofundar laços de cooperação e concretizar novas parcerias e investimentos em diversas áreas como o turismo religioso e a dinamização económica é o objectivo da visita de cinco dias que uma delegação turca está a realizar à cidade de Braga.
Presidida por Kadir Sertel Otcu, vice-governador da província de Hatay, na Turquia, a comitiva foi recebida ontem pelo executivo de Ricardo Rio.
“Esta visita serve para fortalecermos o intercâmbio de ideias. Braga e Hatay têm histórias similares e o turismo religioso, tal como a boa gastronomia, são imagens de marca e temos muitas coisas em comum”, salientou Ahmet Saldiran, director de projectos de Hatay, deixando o convite para que os responsáveis bracarenses retribuam a visita à província turca.
Este foi o primeiro dia da visita, no entanto, o responsável mostrou-se encantado com o que foi possível ver. “Estivemos no Bom Jesus, um espaço maravilhoso para o turismo religioso. Em Hatay também temos muitas igrejas, contudo, não possuímos aquela magnífica zona envolvente”, referiu Ahamet Saldiran.
Esta é uma visita que se insere na “política de geminações” do executivo municipal e, segundo Rio, é necessário “rever as geminações existentes e encontrar novas parcerias e ligações internacionais que possibilitem a abertura a novos mercados turísticos e o reforço da cooperação empresarial.
Esta parceria vem no seguimento da presença do Município de Braga na EU-Turkey Town Twinning Conference, realizada em Ancara, em Abril último, com a presença de várias cidades. Na ocasião foram “identificadas diversas afinidades com Hatay”, lembrou Ricardo Rio, salientando o ”intenso programa da visita, com vários contactos de promoção turística e com empresas locais de vários sectores”, prometendo “retribuir a visita, inserida num projecto financiado pela União Europeia, de forma a formalizar a parceria com Hatay”.
Segundo Rio, Braga “nunca aproveitou verdadeiramente as geminações que tinha, nem nunca teve uma visão estratégica das mesmas”, e lembrou a recente visita de responsáveis da cidade francesa de Puteaux, que abriu “oportunidades de colaboração na área da cultura e juventude” e a formalização da geminação com o Rio de Janeiro após “um impasse que se verificou durante o mandato anterior”.
Esta política de parcerias terá um novo fulgor, visto perspectivar-se novas geminações com outras cidades como Tianjin, na China, em que a sua Universidade é “parceira da Universidade do Minho, tendo sido dados passos importantes, nesse sentido por parte da InvestBraga, que fez parte da comitiva do Presidente da República na recente visita àquele território asiático”, adiantou Ricardo Rio.
 

14 maio 2014

O Governo português expressou as suas condolências à Turquia pelo acidente «terrível» que ocorreu na terça-feira numa mina de carvão, causando pelo menos 238 mortos, anunciou esta quarta-feira fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Em declarações à Lusa, a mesma fonte referiu que o ministro Rui Machete enviou uma carta de condolências ao seu homólogo turco, Ahmet Davutoğlu.
Na carta, o governante exprimiu «grande tristeza» pelo «acidente terrível que ocorreu na mina de carvão».
«Neste momento de pesar, o Governo português deseja expressar as suas mais sentidas condolências às autoridades turcas pela perda trágica de vidas humanas», transmitindo ainda às famílias das vítimas e ao povo turco a sua mais profunda solidariedade.
O balanço da explosão na mina de carvão eleva-se a 238 mortos, anunciou hoje o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan, que referiu ainda que cerca de 120 mineiros permanecem presos.
Mais de 360 mineiros foram retirados com vida da mina, onde ocorreu uma explosão que provocou um incêndio.
«As nossas esperanças [de encontrar sobreviventes] diminuem cada vez mais», disse.
O Governo turco decretou três dias de luto nacional, a partir de terça-feira, dia do acidente, um dos piores desastres industriais no país.
As explosões em minas são frequentes na Turquia, em particular nas do sector privado, onde as medidas de segurança não são frequentemente aplicadas.
O acidente mais grave ocorreu em 1992, quando 263 mineiros morreram numa explosão de gás na mina de Zonguldak (norte), zona da maior bacia mineira de carvão na Turquia.
 
(Fonte: TVI24)

07 maio 2013

Cavaco Silva desafia empresas portuguesas a estarem atentas às oportunidades da economia turca

O Presidente da República desafiou hoje as empresas portuguesas a estarem atentas às oportunidades que propiciam as perspectivas "muito positivas" da economia turca, considerando que as parcerias entre empresas dos dois países podem ser particularmente valiosas. "É uma 'ponte cultural', mas também uma 'ponte política económica' entre dois continentes.
Incontornável plataforma comercial de mercadorias e hidrocarbonetos, a Turquia é um país de enorme importância geoestratégica, de grande vitalidade, com uma economia pujante à escala global", afirmou o chefe de Estado, numa intervenção no encerramento do Fórum Empresarial Portugal-Turquia, que decorreu num hotel em Lisboa e contou também com a presença do Presidente turco. Destacando a "trajetória de crescimento muitíssimo expressiva" da economia turca desde 2002, apenas brevemente interrompida pela crise mundial de 2008-2009, Cavaco Silva classificou as perspetivas de médio e longo prazo para a economia turca como "muito positivas".
 
(Fonte: Visão)

06 maio 2013

Cavaco Silva renova votos para adesão da Turquia à UE

O Presidente da República renovou hoje os votos para a adesão da Turquia à União Europeia, apesar do "tempo difícil e exigente" que a Europa vive e que obriga a "mais e melhor" para promover o crescimento económico. "A entrada da Turquia na União Europeia - que, como é sabido, Portugal sempre defendeu - enriquecerá a Europa com a sabedoria milenar de um povo com uma longa História, mas será também um elemento essencial para aprofundar o caminho de modernização, de democratização e de desenvolvimento que vem sendo trilhado nos últimos anos", defendeu o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, no banquete que ofereceu esta noite em honra do seu homólogo turco, Abdullah Gül, que iniciou hoje uma visita de Estado a Portugal. Contudo, reconheceu, Portugal e a Europa vivem "um tempo difícil e exigente", com a crise financeira na zona euro a expor "fragilidades e desequilíbrios estruturais nas economias de vários estados-membros" e mostrando "a dificuldade das instituições europeias em responder adequada e atempadamente a uma situação sem precedentes".
 
(Fonte: Expresso)