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17 abril 2026

Turquia estará a avaliar concessão de auto-estradas e pontes a empresa portuguesa

A Turquia tem vindo a intensificar esforços para captar investidores numa ampla operação de privatização de auto-estradas e pontes estatais, incluindo as emblemáticas travessias do Bósforo, em Istambul. Nas últimas semanas, uma delegação governamental manteve conversações com uma empresa portuguesa, segundo avançou a Reuters.  

Representantes do conselho de privatização, acompanhados pela consultora Ernst & Young — contratada para supervisionar o processo — reuniram-se com potenciais investidores, numa altura em que Ancara avalia a possibilidade de conceder direitos de exploração sobre infraestruturas estratégicas de transporte, em vez de proceder a vendas diretas.  

Na quinta-feira, uma delegação turca encontrou-se com dirigentes da Brisa, maior operadora de auto-estradas em Portugal, para discutir o processo previsto, revelou à Reuters uma fonte próxima da reunião. Entre os ativos em análise estão a Ponte dos Mártires de 15 de Julho e a Ponte Fatih Sultan Mehmet, duas travessias fundamentais do Bósforo que condensam parte significativa do tráfego diário entre a Europa e a Ásia.  

O ministro dos Transportes, Abdulkadir Uraloğlu, declarou no mês passado que o governo não pretende realizar vendas diretas, mas sim lançar concursos para concessões, permitindo que empresas privadas operem estas infraestruturas por períodos definidos. Também o ministro das Finanças e do Tesouro, Mehmet Şimşek, rejeitou rumores de uma privatização total das pontes, sublinhando que não foi aprovado qualquer novo passo nesse sentido.  

Dados oficiais da Direção-Geral de Estradas da Turquia indicam que, em 2025, a Ponte Fatih Sultan Mehmet registou cerca de 239 mil veículos por dia, enquanto a Ponte dos Mártires de 15 de Julho contabilizou aproximadamente 185 mil travessias diárias. No conjunto da rede, foram registadas 1,1 mil milhões de passagens de veículos nesse ano. Destas, 586 milhões ocorreram em vias geridas pelo Estado, enquanto as construídas em regime de parceria público-privada representaram 536 milhões.  

As receitas provenientes destas travessias ascenderam a 1,88 mil milhões de liras (43,17 milhões de dólares), segundo dados do Tesouro.  

(Fonte: Türkiye Today)

02 março 2026

Texhibition: Feira Internacional de Têxteis conecta a Turquia ao mundo

A feira internacional de têxteis e acessórios regressa a Istambul entre os dias 4 e 6 de março, com mais de 500 expositores, num encontro que pretende cruzar inovação, sustentabilidade e novas oportunidades de negócio.


Organizada pela İTKİB Fairs, em nome da Associação de Exportadores Têxteis de Istambul (İTHİB), a Texhibition realiza a sua 9.ª edição no Centro de Exposições de Istambul, reunindo a indústria têxtil turca e os mercados internacionais, com um foco orientado para a exportação.

"A Texhibition tornou-se uma ponte que transporta o poder de produção, a visão de sustentabilidade e a mentalidade inovadora da Turquia para o mundo. E essa ponte está a expandir-se", afirma Fatih Bilici, vice-presidente da İTHİB e presidente do comité da feira.

Esta edição junta mais de 500 expositores e conta receber mais de 25.000 visitantes, incluindo produtores de vestuário, representantes de marcas, retalhistas, plataformas de vendas online, importadores, distribuidores e designers provenientes da União Europeia, Reino Unido, EUA, Norte de África e Médio Oriente.

A organização sublinha o papel do evento na criação de parcerias estratégicas e na identificação de tendências emergentes, dando destaque à sustentabilidade e inovação. "De soluções avançadas de impressão digital a fibras recicladas e processos de produção ambientalmente responsáveis, a feira mostra como a indústria têxtil da Turquia está a alinhar-se ativamente com as tendências de transformação digital", refere a organização da Texhibition.

O certame apresenta um ecossistema variado de produtos, incluindo tecidos, malhas, fios, bordados, acessórios, denim e couro artificial. Entre os expositores estão empresas como Altın Yıldız, Arıkan, Btd Tekstil, Can Tekstil, İskur Boya, Kipaş, Marsala, Mem Textile, Yünsa e Zorluteks, que vão apresentar os seus mais recentes desenvolvimentos.

A programação integra áreas temáticas dedicadas à sustentabilidade, inovação e design. A zona Blue Black Texhibition destaca os avanços no denim sustentável e em tecnologias emergentes, enquanto a Área de Tendências e o Centro de Inovação apresentam materiais avançados, fibras biotecnológicas e soluções baseadas em inteligência artificial. O ReValue Stock Hub promove ainda a reutilização de excedentes têxteis como estratégia de economia circular.

Segundo dados divulgados pela organização da feira, a Turquia mantém uma posição relevante no comércio têxtil global, com cerca de 26 mil milhões de dólares (aproximadamente 22 mil milhões de euros) em exportações combinadas de têxteis e vestuário em 2025 e um volume de produção superior a 73 mil milhões de dólares. As exportações de têxteis e matérias-primas mantiveram um ritmo estável, atingindo 11,4 mil milhões de dólares em 2025, representando 4,2% das exportações do país.

"A Texhibition Istanbul evoluiu para se tornar um ponto de encontro estratégico para a comunidade têxtil internacional. Cada edição reforça a ligação entre a excelência da produção turca e a procura global, enquanto destaca o compromisso do setor com a inovação, a sustentabilidade e a criação de valor a longo prazo. A feira desempenha um papel vital no reforço da posição da Turquia na cadeia de aprovisionamento global e na definição da direção futura da indústria", declara Ahmet Öksüz, presidente da İTHİB.

A edição de março de 2025 recebeu mais de 22 mil visitantes de 106 países. Entre os 6.000 visitantes internacionais, 41,3% foram originários da Europa, destacando-se como a região com a maior representação.

(Fonte: Portugal Têxtil)

12 janeiro 2026

PME turca desenvolve dispositivo de comunicação e desafia investidores


A empresa tem uma solução de partilha de localização e de mensagens sem depender da internet ou da infraestrutura GSM. Chama-se Mona, está disponível para demonstração e precisa de investidores.

A empresa da Turquia propôs-se a construir um ecossistema tecnológico de última geração centrado em inovação, design e comunicação independente, uma solução que permite aos utilizadores a partilha de localização e de mensagens sem depender de internet ou de infraestrutura GSM, mesmo no meio da natureza.

O Nona, assim se designa, é um dispositivo de comunicação de alto desempenho, independente da rede elétrica, projetado para ambientes onde a infraestrutura GSM e de internet está indisponível ou comprometida como, por exemplo, em desastres naturais, ou terrenos montanhosos.

O que acontece é que o Mona cria a sua própria rede descentralizada usando a tecnologia LoRa (Long Range) combinada com um algoritmo Mesh proprietário. Desta forma, conecta-se aos smartphones dos utilizadores via BLE (Bluetooth Low Energy), permitindo o envio de mensagens de texto criptografadas, localizações GPS e dados de identificação médica através do aplicativo móvel, sem a necessidade de um cartão SIM.

O sistema alcança até 10 km de comunicação em linha reta por nó e através do algoritmo Mesh multi-hop, e cada dispositivo Mona atua como um repetidor, estendendo teoricamente a cobertura da rede para mais de 100 km sem qualquer infraestrutura central.

Neste momento, o dispositivo, que de acordo com o fabricante oferece uma solução de comunicação permanente a aproximadamente 1/20 do custo de telefones via satélite, sem taxas de assinatura recorrentes, está disponível para demonstração e o pedido de direitos de propriedade intelectual já foi oficialmente protocolado junto ao Escritório Turco de Patentes e Marcas (TURKPATENT) e aguarda o resultado.

Entretanto, a empresa procura um investidor industrial para apoiar o crescimento estruturado e a industrialização desta solução de integração de hardware avançado. Do potencial investidor, espera que este forneça recursos financeiros para expandir a capacidade produtiva, aprimorar a eficiência da manufatura e fortalecer os processos de compras e da cadeia de abastecimento.

O parceiro ideal contribuirá com expertise no setor, conhecimento operacional e orientação estratégica para apoiar a otimização de processos, a garantia da qualidade e a padronização, em linha com as melhores práticas industriais. Além do investimento de capital, espera-se que o parceiro facilite o acesso a redes industriais, apoie o posicionamento de mercado e contribua para o desenvolvimento de modelos sustentáveis ​​de produção e vendas. A parceria visa acelerar a entrada em novos mercados nacionais e internacionais, apoiar a expansão do portefólio de produtos e viabilizar o planeamento de capacidade a longo prazo.

(Fonte: LinktoLeaders)

08 janeiro 2026

Turquia acelera transição verde e digital


A Associação de Exportadores de Vestuário de Istambul lançou um programa anual para equipar os produtores turcos para as exigências globais de rastreabilidade, produção de baixo carbono e transformação digital, a partir de 2026.

A iniciativa de 12 meses, a cargo da Associação de Exportadores de Vestuário de Istambul (İHKİB), visa reforçar a competitividade do setor do vestuário turco no aprovisionamento global, em resposta aos requisitos internacionais em matéria de sustentabilidade, rastreabilidade e digitalização, avança a Modaes.

O projeto, intitulado “Twin Transition in the Apparel Supply Chain”, é apoiado pela Agência de Desenvolvimento de Istambul (ISTKA) no âmbito do Programa de Apoio Financeiro à Transição Dupla 2025.

Segundo Mustafa Paşahan, vice-presidente da İHKİB, "o setor têxtil da Turquia tem sido um pilar estratégico da nossa economia de exportação. Com este projeto, procuramos reforçar as vantagens existentes do setor, acelerando a transformação verde e digital, e construir capacidades sustentáveis a longo prazo na nossa cadeia de aprovisionamento".

O projeto prevê a expansão do atual Centro de Transformação Digital da İHKİB para um modelo integrado de Serviço de Transformação Digital e Verde, que disponibilizará avaliações operacionais e de maturidade sustentável, planos de ação, orientação técnica e aconselhamento aos produtores. Estão igualmente previstos seminários online, bem como apoio no acesso a financiamento e consultoria para empresas interessadas em fundos europeus e nacionais.

Supervisionado pela İHKİB e implementado em colaboração com a Assembleia de Exportadores Turcos, o programa envolve mais de vinte empresas e conta com a participação de instituições e representantes de marcas globais. Entre as ações previstas está a criação de um Conselho de Transição Dupla, com o objetivo de alinhar o setor às expectativas do mercado e promover estratégias de transformação transversal.

De acordo com o Just Style, em setembro do ano passado, a İHKİB garantiu 37 milhões de euros em financiamento da UE para impulsionar a dupla transição no setor da moda turco.

O projeto culminará numa conferência internacional, "Türkiye in the Twin Transition of the Apparel Supply Chain”, na qual será apresentado o progresso da indústria turca nas áreas da sustentabilidade e da digitalização.

(Fonte:Portugal Têxtil)

12 dezembro 2025

Turquia acolhe novo programa para resíduos têxteis


A Global Fashion Agenda lançou a Circular Fashion Partnership: Türkiye, uma nova iniciativa destinada a acelerar a implementação de um sistema têxtil circular na Turquia, com foco na recolha e reciclagem de resíduos têxteis pós-industriais.

A apresentação do projeto, que é financiado pela H&M Foundation, decorreu durante o Sustainability Talks Istanbul e contou com a participação da parceira nacional Rematters, bem como dos parceiros de implementação Reverse Resources, Closed Loop Fashion e Circle Economy Foundation.

Com arranque previsto para o início de 2026, o programa pretende implementar sistemas de gestão de resíduos nas unidades produtivas, reforçar a rastreabilidade através de ferramentas digitais e estabelecer ligações diretas entre fabricantes e recicladores, promovendo a valorização do desperdício têxtil pós-industrial, revela, em comunicado, a Global Fashion Agenda (GFA). A iniciativa vai igualmente apoiar as empresas na adaptação a novos enquadramentos legislativos e dinamizar a cooperação nacional para uma transformação estrutural.

Segundo a GFA, a Turquia, sendo um dos principais centros de produção de vestuário a nível mundial, apresenta condições privilegiadas para escalar a reciclagem fibra-a-fibra, beneficiando de uma indústria verticalmente integrada, da proximidade ao mercado europeu e da crescente pressão regulatória em torno da redução de resíduos e emissões.

"A Turquia representa uma oportunidade crucial para acelerar a circularidade em larga escala», sublinha Federica Marchionni, CEO da Global Fashion Agenda. "Com a Circular Fashion Partnership: Türkiye, pretendemos promover a colaboração local e desbloquear inovação que possa servir de modelo para a reciclagem têxtil-para-têxtil a nível global. Estas parcerias permitem criar sistemas escaláveis que não só respondem ao desafio dos resíduos têxteis, como também contribuem para as metas climáticas, para o alinhamento regulatório e para a competitividade a longo prazo", acrescenta.

A Circular Fashion Partnership: Türkiye vai apoiar o setor no desenvolvimento de modelos replicáveis de segregação de resíduos, reciclagem têxtil-para-têxtil e rotas nacionais de recuperação, diminuindo a dependência de matérias-primas virgens e o envio para aterro. Este programa vai expandir um modelo já aplicado no Bangladesh, Camboja e Indonésia. Em conjunto, estas iniciativas permitiram rastrear digitalmente mais de 21.000 toneladas de resíduos têxteis e conectar mais de 100 fábricas e 20 marcas internacionais a recicladores locais. Na Turquia, o programa será desenvolvido e gerido por parceiros locais, adaptado às necessidades do país e sustentado pelas melhores práticas recolhidas nas outras regiões.

Ao longo de 2026, a Circular Fashion Partnership: Türkiye irá mobilizar a indústria turca através de várias ações, incluindo avaliações presenciais de gestão de resíduos, formação técnica com recurso ao modelo Train-the-Trainer, sessões de pitching e matchmaking para soluções de reciclagem, além de mesas-redondas e diálogos políticos com os principais intervenientes nacionais.

"Este é um passo vital na nossa missão de apoiar uma transição justa e circular", conclui Federica Marchionni.

(Fonte: Portugal Têxtil)

27 agosto 2025

O comércio eletrónico na Turquia (perspetiva da empresa DHL)



Em 2022, quase 64% da população turca comprou um produto ou serviço online.

No último trimestre de 2022, as transações de comércio eletrónico aumentaram 37% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

Metade de todas as transações de e-commerce na Turquia são realizadas em dispositivos móveis. As aplicações são particularmente populares entre os consumidores locais (mais do que os navegadores móveis) e são utilizadas em 63% das transações de m-commerce.

Principais marketplaces na Turquia (setembro-novembro de 2023), por quota de tráfego:

Trendyol.com: 37.4%
Hepsiburada.com: 22.7%
Amazon.com: 11.4%
Pttavm.com: 2.8%
Aliexpress.com: 2.4%

(Fonte: DHL)



17 março 2025

Texhibition potencia indústria têxtil da Turquia


Com uma nova secção dedicada aos bordados, a feira internacional de tecidos, fios e acessórios têxteis, que tem como objetivo promover a indústria do país, teve um crescimento de 30% no público europeu.

A sétima edição da feira, que teve lugar em Istambul entre 5 e 7 de março, reuniu mais de 500 expositores e recebeu mais de 22 mil visitantes de 106 países da UE, Médio Oriente, Ásia, Norte de África e América do Norte.

Recebeu 6000 visitantes internacionais, e a Europa destaca-se como a região com a maior presença (41,3%), o que corresponde a um aumento de 30% em comparação com a edição anterior. Nike, Asos e Alexander Wang foram algumas das marcas internacionais que passaram pela feira.

Ahmet Öksüz, presidente da Associação de Exportadores de Tecidos de Istambul (İTHİB), destaca a Texhibition não só como uma feira, mas também como "um ator importante na apresentação dos produtos e marcas têxteis turcos". Acrescentou que continuam a trabalhar com o apoio do Ministério do Comércio para que a feira seja incluída nas “feiras de prestígio”, e que "a Texhibition continuará a crescer e a desenvolver-se como uma das mais importantes organizações que moldam o futuro da indústria".

A secção de bordados foi uma novidade nesta edição, que contou com 14 expositores, incluindo a Akspa Tekstil, já repetente na feira. Sezen Buse Ekinci, responsável de marketing e relações internacionais da empresa, para além de especialista em bordados, explicou, em declarações ao Portugal Têxtil, que de ano para ano o número de clientes internacionais que visitam a feira tem crescido: "Há muitos clientes B2B aqui, temos a oportunidade de lhes apresentar os nossos produtos, e é realmente ótimo que tenhamos uma boa organização e repercussão internacional da Texhibition Istanbul. Posso afirmar honestamente que a nossa carteira de clientes está a aumentar graças à Texhibition Istanbul, ano após ano". A Akspa Tekstil exporta 90% do que produz, para países como Portugal, Espanha, França, Alemanha e EUA. Em relação ao mercado português, a responsável clarifica que "estamos a trabalhar com os fabricantes de vestuário que estão a fabricar para as marcas do grupo Inditex".

Por outro lado, para Besim Özek, diretor de estratégia e desenvolvimento comercial da Bossa, empresa turca com 74 anos e especializada em denim, as feiras há 20 anos eram mais focadas na aquisição de novos clientes e na realização de negócios diretos. No entanto, reforça que atualmente "o principal objetivo da feira é socializar", acrescentando que "fazer negócios através da socialização é muito mais importante" e a Bossa tem acompanhado essas mudanças.

O Hefa Group produz, mensalmente, dois milhões de metros de pele artificial nas suas instalações em Ergene, e Erol Peksoy, especialista em exportação da empresa, refere que se sentem sortudos por estarem presentes na Texhibition desde o início, porque "as empresas turcas agora raramente têm oportunidade de entrar, pois a feira está cheia e não há espaço para entrar".

A zona dedicada ao denim, chamada Blue Black Denim, voltou a ter palco para apresentar as novidades das 21 empresas líderes da Turquia, como a Isko e a Kipaş. A organização realça que desde a introdução deste segmento, a Texhibition registou um aumento significativo de visitantes da UE, devido à procura de tecidos de denim turcos.

A feira também evidenciou a integração digital dos têxteis sustentáveis, com a Isik Etiket a apresentar etiquetas têxteis inteligentes, que incluem códigos QR que fornecem informações detalhadas sobre a composição, instruções de cuidados e origem da produção. As etiquetas são feitas de papel reciclado e incorporam sementes, com o objetivo de oferecer uma solução ecológica e sem desperdício, tendo em conta que em vez de descartadas, estas etiquetas de sementes podem ser plantadas no solo.

As vantagens turcas

Sobre as forças da indústria têxtil turca, várias empresas enfatizam a qualidade dos tecidos e a rápida produção e expedição como as grandes vantagens. "Quando os nossos clientes pedem um tecido da China, podem ser produzidos em 12 ou 13 semanas, especificamente em relação a bordados. Mas nós estamos a produzir apenas em 3 semanas, os nossos prazos de entrega são muito rápidos, avançou Sezen Buse Ekinci.

Já Besim Özek indica a qualidade dos designers e a verticalidade do setor como os grandes fatores competitivos em relação aos seus concorrentes que diz ser, na indústria do denim, o Paquistão e o Bangladesh. "Temos tanta sorte por conseguir todos os parceiros da cadeia de valor, desde a semente de algodão à sua produção, o fio, tecido, acessórios, produção de vestuário e marcas. Esta é a nossa maior força nesta altura", remata.

Mustafa Gültepe, presidente da Türkiye Exporters Assembly, sublinha a necessidade das estratégias de longo prazo, enfatizando o investimento em digitalização e produção sustentável para manter a competitividade. "O nosso objetivo é estar entre os três maiores exportadores globais de têxteis. Em 2024, crescemos as exportações têxteis em 20%, atingindo 15 mil milhões de dólares, alcançando 212 países e regiões", afirma o presidente.

A próxima edição da feira turca está agendada para 10 a 12 de setembro.

(Fonte: PortugalTêxtil)

09 setembro 2024

Indústria de têxtil e vestuário turca em dificuldades



O aumento dos custos provocado pela inflação está a afetar as encomendas para exportação e a levar ao encerramento de muitas empresas, com a indústria têxtil e vestuário do país a pedir algum tipo de proteção.

Milhares de empresas turcas, incluindo as que produzem têxteis e vestuário para retalhistas e marcas internacionais, estão a ser pressionadas pela inflação no país, que ultrapassou 75% no início deste ano, a sobrevalorização da lira, aumentos nos preços da energia e diminuição de encomendas.

"Os pedidos estão a diminuir diariamente porque estamos a perder competitividade… e acho que vão diminuir ainda mais", afirma, à Reuters, Doğan Duman, proprietário de uma empresa de confeção no centro da Turquia, em Çorum, que produz casacos para a Zara. A empresa, com 27 anos de atividade, teve de reduzir em cerca de um terço o número de trabalhadores, empregando agora 210 pessoas, e está a trabalhar a 60% da sua capacidade. 

A Turquia é um dos cinco maiores produtores de vestuário do mundo, mas, apesar da vantagem da proximidade com a Europa, que representa o seu principal mercado, Doğan Duman indica que o aumento dos custos com a energia e mão de obra e o câmbio está a deixar o país atrás de rivais como o Vietnam e o Bangladesh. "Tendo em conta a taxa de câmbio da lira atualmente e o aumento esperado do salário mínimo no próximo ano, acho que não seremos capazes de concorrer. Estaremos no ponto de fechar", acredita.

Os negócios e as famílias turcas estão a enfrentar as consequências económicas de aumentos de uma taxa acumulada de 41,5% que começou em junho do ano passado e que começam agora a arrefecer a inflação, que caiu 52% no mês passado.

Com o crédito agora fora do alcance de muitos e a depreciação da lira muito aquém dos aumentos mensais dos preços, as empresas, especialmente as que exportam têxteis e vestuário, estão em dificuldade. Fecharam cerca de 15 mil empresas nos primeiros sete meses deste ano, um aumento de 28% em comparação com 2023, de acordo com a União das Câmaras e Bolsas de Mercadorias da Turquia (TOBB na sigla original), citada pela Reuters.

Outros dados sugerem uma subida do número de empresas em stress. A entidade de monitorização do mercado konkordatotakip.com revela que 982 empresas apresentaram pedidos de proteção judicial nos primeiros oito meses de 2024, quase o dobro do ano passado, sendo que as empresas de construção e têxteis foram as que mais recorreram a este mecanismo para suspender os pagamentos de dívida aos bancos e fornecedores para continuarem as operações e também para iniciarem os procedimentos de insolvência.

Em Çorum, cerca de 500 quilómetros a leste de Istambul, algumas fábricas têm janelas partidas e material espalhado pelo chão. Bülent Demirci, coproprietário de uma fiação com 50 trabalhadores, revela à Reuters que, devido a "uma perspetiva económica inesperada", encerrou a empresa há dois meses. "Tivemos cortes na produção de vez em quando no passado. Mas desta vez é tudo negro", justifica.

O último aumento do salário mínimo no país foi para 17.002 liras (cerca de 465 euros a câmbios atuais) em janeiro, um aumento de 100% em relação ao ano anterior e de 500% face ao final de 2021, quando uma queda histórica da lira abalou a Turquia.

Os preços do gás e da eletricidade subiram cerca de sete e três vezes, respetivamente, desde 2021 para pequenas e médias empresas.

Os custos gerais de produção da Turquia são agora quase 40% mais altos do que em países asiáticos concorrentes em termos de dólares, de acordo com entrevistas com exportadores, que também culpam as barreiras ao financiamento.

Os exportadores têm feito pressão para uma maior desvalorização da moeda, tendo em conta que, no acumulado do ano, a inflação é de 32%, enquanto a lira caiu apenas 13% em relação ao dólar.

A produtora de vestuário 3F Tekstil é uma das empresas que pediu proteção judicial contra pagamentos de dívidas, o que, segundo um responsável que pediu anonimato, ajudou a empresa a sobreviver com um total de 600 funcionários e a continuar a fornecer marcas de moda como a Mango e a H&M. "Mas os nossos fornecedores e aqueles que têm faturas a receber vão sofrer mais neste processo", o que abrange cerca de 10.000 trabalhadores de produtores subcontratados em todo o país, indicou o executivo da 3F Tekstil. "Quando as taxas de juro atingiram 60-70%, as empresas não conseguiram suportar. Não conseguem gerir as suas dívidas", evidencia. "As empresas pagaram pela inflação alta na Turquia", conclui.

(Fonte: Portugal Têxtil)

16 fevereiro 2024

Turquia cresce 10% em visitantes internacionais em 2023 e recebe mais de 90 mil portugueses

No ano passado, a Turquia recebeu 56,7 milhões de visitantes internacionais, um crescimento de 10% face a 2022 e que incluiu mais de 90 mil turistas portugueses, avança a Agência de Desenvolvimento e Promoção Turística da Turquia (TGA), em comunicado.

Segundo a informação divulgada, a Turquia recebeu, em 2023, 92.901 turistas portugueses, número que traduz um crescimento de 24,18% face ao apurado em 2022.

Tal como o total de turistas internacionais, também as receitas turísticas cresceram, no ano passado, na Turquia, numa subida de 17%, com o valor total a chegar aos 50,54 mil milhões de euros, enquanto o gasto médio por noite destes visitantes chegou aos 92 euros.

“O número de visitantes internacionais e as receitas turísticas representam números recordes”, realça a TAG, na informação divulgada.

Depois do sucesso de 2023, a Turquia já estabeleceu metas igualmente ambiciosas para 2024 e espera receber 60 milhões de turistas internacionais e alcançar receitas de 55,85 mil milhões de euros.

Para 2024, a Turquia pretende também diversificar os mercados emissores de turistas para o país, com a TGA a garantir que o país “continuará desenvolvendo as suas atividades nos principais mercados estratégicos e expandindo-se para novos mercados-alvo em 2024”.

(Fonte: Plubituris)

23 janeiro 2024

Siemens Portugal exporta 200 carregadores de veículos elétricos para a Turquia

A Siemens anunciou esta terça-feira que vai exportar carregadores de veículos elétricos "made in" Portugal para a Turquia. A empresa diz ter recebido "uma das maiores encomendas de carregadores rápidos para veículos elétricos por parte da Astor Enerji, uma fabricante de transformadores e produtos para quadros elétricos, que planeia construir estações de carregamento em toda a Turquia. Esta empresa pretende instalar carregadores a cada 200 quilómetros ao longo das autoestradas da Turquia e em vários centros comerciais.

Desde 2020, a fábrica da Siemens em Corroios já produziu mais de 1.900 carregadores, sendo que cerca de 95% da produção foi exportada para países como a Alemanha, França, Itália, Suécia, Espanha, Holanda, Hungria, Roménia, Suíça, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Vietname, Israel, Índia, Brasil, Chile e Colômbia, entre outros.

"O conhecimento combinado da Astor Enerji e da Siemens é um fator importante na rápida implementação do projeto", disse Markus Mildner, CEO da eMobility da Siemens Smart Infrastructure, em comunicado, sublinhando o "contributo para a expansão da infraestrutura de carregamento de veículos elétricos na Turquia". 

Os 200 carregadores rápidos que fazem parte da encomenda foram produzidos em Portugal, na fábrica que a Siemens tem em Corroios. Além dos carregadores, a Siemens irá também fornecer serviços digitais à Astor Enerji, entre os quais software de "back-end" para configurar o controlo e a monitorização dos carregadores, garantindo uma operação otimizada.

"O software permitirá à Astor Enerji utilizar aplicações na nuvem para o sistema de gestão do carregamento, com módulos de pagamento, opções de adesão e preços de energia. Com este software, e através da nuvem, estas estações serão monitorizadas e controladas remotamente", explica a Siemens, dando como exemplo que "99% das falhas podem ser resolvidas online, o que permite minimizar fatores como tempo e custos relacionados com o envio de equipas de manutenção para o terreno".

Por seu lado, Feridun Geçgel, presidente do Conselho de Administração da Astor Energi, afirmou: "Espera-se que o número de veículos elétricos no país atinja os 2,5 milhões em 10 anos. Juntamente com a transição para veículos elétricos, a criação de infraestruturas é de enorme importância. Com a nossa marca - AstorCharge -, demos um passo importante para melhorar a infraestrutura das estações de carregamento de veículos elétricos na Turquia, especialmente no que se refere à instalação de estações de carregamento de corrente contínua, ou seja, de carregamento rápido".

Segundo o responsável, a cooperação com a Siemens oferecerá aos proprietários de veículos elétricos um carregamento seguro, rápido e fácil. Além disso, o presente acordo contribuirá para os objetivos da Turquia em matéria de eficiência energética.

De acordo com as projeções atuais, a infraestrutura de estações de carregamento da Turquia aumentará em cerca de 50% até 2030, altura em que se espera que até dois milhões de carros elétricos estejam a circular no país.

Os carregadores exportados pela Siemens (com uma potência nominal de até 300 kW) reduzem os tempos de carregamento para até 15 minutos e permitem carregar até três veículos em paralelo.

(Fonte: Jornal de Negócios)

28 novembro 2023

Oyak vende 60% da Cimpor por 480 milhões à Taiwan Cement

O fundo turco Oyak, que em 2018 adquiriu a Cimpor por 700 milhões de euros, vai vender duas participações em empresas de cimento à Taiwan Cement, sendo uma delas a cimenteira portuguesa. 

De acordo com a notícia avançada pela agência Bloomberg e confirmada pelo Negócios junto de fonte oficial da Cimpor, a Oyak chegou a um acordo preliminar para vender as duas participações - 60% da Cimpor e 20% da Oyak Denizli Cement - por um total de cerca de 673 milhões de euros.

A venda da Cimpor será feita por 480 milhões de euros, avaliando assim a cimenteira portuguesa em 800 milhões de euros, de acordo com um comunicado da Taiwan Cement, que refere que o valor está ainda sujeito a eventuais ajustes.

Já a venda de 20% da Oyak Denizli Cement será feita por 193,4 milhões de euros.

Com esta operação a Taiwan Cement ficará com a totalidade do capital da Cimpor. É que a empresa e a Oyak tinham já criado uma empresa conjunta, a Cimpor Global Holdings, na qual a primeira detém 40% e a segunda 60%.

Ao Negócios, fonte oficial da Cimpor refere que, "com o objetivo de continuar a expansão da sua estratégia de sustentabilidade a nível global e de forma a expandir o investimento no cimento de baixo carbono em continentes como a Europa, Ásia e África, a Taiwan Cement (TCC) aumentou a sua participação na Cimpor para 100% e passou a deter 60% da Oyak".

Segundo explicou, "a TCC é uma das únicas empresas que tem uma estrutura integrada e internacional, que aplica os seus investimentos em vários setores da área das energias renováveis" e está atualmente "também a procurar oportunidades de investimento em tecnologias de redução de emissões de carbono, baterias elétricas e armazenamento de energia".

Com este acordo, a Cimpor Portugal Holdings passará a ser detida a 100% pela Taiwan Cement. Já a Oyak permanecerá com 40% das operações de cimento na Turquia.

A cimenteira portuguesa diz ainda que "não existirão alterações na estrutura principal de gestão e todos os colaboradores continuarão a fazer parte do caminho para o futuro de tornar a Cimpor uma empresa de excelência no mercado".

(Fonte: Jornal de Negócios)

13 julho 2023

Yilport reclama exclusividade em Leixões


A Yilport insiste na exclusividade do TCL no porto de Leixões, onde se propõe investir entre 500 e mil milhões de euros, adianta Robert Yildirim, o líder do grupo turco.

“Agora temos tido disputas com as autoridades, que reclamam que não temos a exclusividade, mas é claro. Preto no branco. Está escrito. E queremos continuar assim para expandir o porto”, afirma, peremptório, o homem forte da Yilport.

As divergências sobre a exclusividade do TCL na movimentação de contentores no porto de Leixões arrastam-se há anos e terão sido uma das razões do protelamento da construção do novo terminal de -14 metros. Pouco antes de deixar a liderança da APDL, Nuno Araújo afirmou que o assunto estava sanado com um acordo entre as partes, o que abriria caminho ao avanço da transformação do terminal multiusos num novo terminal de contentores.

O CEO e Chairman da Yilport desfaz a ideia de existência de qualquer acordo e, outrossim, mantém, os planos de expansão, apresentados por si, em Leixões, já em 2019 (aquando da assinatura da renegociaçãpo do contrato de concessão), e reafirmados no final de 2021, pelo então co-CEO Nicolas Sartini (na comemoração do recorde dos 700 mil TEU).

“Queremos construir no lado Norte um novo terminal de contentores e carga geral”, afirma Robert Yildirim, “mas estamos com dificuldades. Temos dialogado com os ministros, mas os ministros dos Transportes estão sempre a mudar, e quando explicamos a situação o ministro sai. E quando o apresentamos ao novo ministro, e o fazemos entender, e estamos à beira de conseguir o apoio, muda de novo”.

“Mais de 500 milhões de euros”, podendo chegar aos “mil milhões, é o montante do investimento proposto pela Yilport para Leixões. Para o lado Norte do porto (tendo por base o actual terminal de contentores Norte do TCL), Robert Yildirim fala num terminal “state of the art”, equipado com “pórticos super-post-panamax”, com “dragagens e fundos para trazer os maiores navios do mundo”, mais terraplenos e novas e maiores frentes de cais.

O projecto, diz, já foi actualizado várias vezes – “a versão actual é a melhor” -, mas “ainda não sabemos o que a autoridade portuária nos deixará fazer, em termos de dimensões físicas: localização, terraplenos, cais,…”.

No entretanto, e desde que assumiu o controlo do TCL, a Yilport já investiu “cerca de 50 milhões de euros” na modernização e aumento da capacidade do terminal de contentores. Robert Yildirim refere, a propósito, a instalação dos RTG automatizados, as melhorias no parque de contentores e a adopção do sistema de gestão Navis (que não correu bem, concede, tendo originado protestos dos transportadores rodoviários).

“Hoje o TCL está a trabalhar a 110% da capacidade”, garante.

(Fonte: Transportes e Negócios)

03 julho 2023

Turquia vence no campeonato da inflação

Num ano em que os custos subiram acentuadamente, os atores da indústria da moda inflacionaram os preços, mas esse aumento não tem sido transferido para o consumidor ao mesmo ritmo em todos os países. Mercados como Espanha, Islândia e Noruega mantiveram uma certa estabilidade dos preços, enquanto na Turquia, o aumento dos preços chegou a 31,5%, devido à desvalorização da lira.

De acordo com os dados da Eurostat, a agência de estatística europeia, a Turquia lidera a lista dos mercados mais inflacionistas, seguida pela República Checa, com uma subida de 18,5% dos preços em 2022, e pela Croácia (+7,3%). O top 5 encerra com a Bulgária (+6,7%) e a Estónia (+6,5%).

Em Portugal, os preços (incluindo calçado) subiram 0,8%, sendo que, considerando apenas o vestuário, a inflação foi de 1,1%.

Em Itália o aumento dos preços dos artigos de moda foi de 1,5% e em França de 2,7%. Já em Espanha, os preços do vestuário e calçado mantiveram-se iguais a 2021, na Islândia aumentaram 0,3% e na Noruega cresceram 0,5%.

De acordo com o Eurostat, no conjunto da União Europeia, a inflação do sector foi de 2,9%, em comparação com 1% registado em 2021. Desde 2018, a tendência tem sido de crescimento, tendo 2022 sido o ano mais inflacionista para a União Europeia.

O aumento dos preços na moda, contudo, situa-se bastante abaixo do registado no geral, onde a inflação atingiu 9,2%, em comparação com 2,9% no ano anterior, 0,7% em 2020 e 1,5% em 2019.

Nos EUA, o índice de preços ao consumidor aumentou 5,5% no ano passado, sendo a maior subida dos preços da moda nos últimos cinco anos. Em 2021, os preços do sector registaram um aumento de 2,4% e em 2020 houve uma queda de 4,3%.

(Fonte: Portugal Têxtil)

07 janeiro 2022

Turquia aumenta exportação de vestuário em mais de 20%

A Turquia está a capitalizar a sua posição geográfica junto da Europa e as dificuldades impostas pelo aumento exponencial dos transportes internacionais, a par de uma forte desvalorização da sua moeda. Até novembro exportações de vestuário registaram um aumento da ordem dos 20% em comparação com o ano anterior.

Entre janeiro e novembro de 2021, as exportações de vestuário (incluindo têxteis e roupa) aumentaram 20,1% relação ao ano anterior, para se fixarem nos 54,5 mil milhões de euros, superando os números anteriores à pandemia, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatísticas da Turquia.

Nos primeiros nove meses do ano, as exportações de produtos têxteis cresceram 24,3%, enquanto as de vestuário aumentaram 16,9%, especifica o instituto. Em todos os sectores da economia como um todo, as exportações da Turquia cresceram 20,5% entre janeiro e novembro, para os quase 180 mil milhões de euros.

No geral, a Alemanha é o principal cliente da Turquia, respondendo por 8,2% das exportações, seguida do Reino Unido e dos Estados Unidos, num contexto em que no último ano a lira turca registou uma queda de quase 45% a face ao dólar e a inflação anual atingiu em dezembro um recorde de 36,08%.

O presidente Recep Erdogan continua a defender os seus resultados económicos, mas, segundo noticiou a AFP, “os atuais números têm sido objeto de batalha política, com a oposição e parte da população a acusar o Gabinete Nacional de Estatísticas (Tüik) de subestimar conscientemente a subida dos preços”, e a apontar para afalta de independência do banco central, do qual o presidente turco já demitiu três governadores desde 2019.

Fonte: (Jornal T)

06 janeiro 2022

YILPORT Liscont recebeu hoje 4 novas gruas de cais no Terminal de Contentores de Alcântara

O navio com as 4 novas gruas de cais (Ship-to-Shore Cranes) atracou, no passado Sábado, na YILPORT Liscont, no Terminal de Contentores de Alcântara, em Lisboa. Fabricadas pela empresa Mitsui e carregadas no porto de Oita, no Japão, as 4 novas gruas veem executar parte do investimento de cerca de 120 Milhões de euros, previsto no aditamento ao contrato de concessão do direito de exploração do Terminal de Contentores de Alcântara, celebrado no passado dia 16 de Dezembro de 2021.

Totalmente eléctricas, cada uma das novas gruas permitirão um alcance de 22 fiadas de contentores a bordo dos navios, estando vocacionadas para operar os Ultra-Large Containers Ships, também denominados Super Post Panamax. Com este equipamento o Terminal de Contentores de Alcântara, em Lisboa, pode receber navios de última geração, utilizados nas principais rotas marítimas intercontinentais.

Segundo Diogo Vaz Marecos, administrador, os novos investimentos da YILPORT vão permitir minimizar um conjunto de impactos ambientais, nomeadamente resultantes dos processos de movimentação, da redução generalizada de consumo energético, da substituição do consumo de combustíveis fósseis por energia eléctrica, reduzindo emissões e ruido, adoptar sistemas de aproveitamento de energia regenerada pela própria operação nos pórticos de cais e de parque, que permitem recuperar cerca de 20 a 30% da energia consumida, reduzir emissões de CO2, reduzir os custos de transporte na cadeia logística, com ganhos nas exportações nacionais, entre outros. O responsável salienta ainda que esta aposta vai aumentar a capacidade de recepção de navios de maior dimensão, bem como atrair novos armadores e mais cargas para serem movimentadas em Portugal.

(Fonte: Logística Moderna)

15 julho 2019

Yilport investe 122 milhões de euros e fica em Lisboa até 2038


Memorando de entendimento assinado com Ministério do Mar prevê que os equipamentos sejam a principal fatia do investimento que vai ser integralmente privado. Nos próximos dois anos serão aplicados 44,1 milhões de euros no Terminal de Contentores de Alcântara.

O acordo alcançado entre o Ministério do Mar e concessionário do terminal de contentores de Alcântara com vista à sua ampliação foi convertido num memorando de entendimento, assinado esta tarde pela ministra do mar, Ana Paula Vitorino, e pelo presidente do grupo turco, Robert Yildirim, pondo fim ao longo vazio contratual em que mergulhou aquela concessão depois de terem falhado os acordos negociados em 2008. O memorando prevê um investimento de 122 milhões de euros e prolonga o período de concessão.

(Fonte: Público)

30 janeiro 2019

Investimento turco em Portugal

Atraídos pela segurança do País e pelas condições mais competitivas dos Vistos Gold – que triplicaram num ano –, os empresários turcos estão a tomar posição no litoral e no interior do país, em setores que vão desde o cimento aos frutos secos, passando pelo luxo. 

Há um ano, os investidores turcos nem surgiam nas cinco primeiras posições na lista de Vistos Gold, emitidos em Portugal. No final de outubro, já estavam próximos de entrar no top 3, com 264 autorizações de residência para investimento emitidas, o triplo de há um ano (quando eram 88) e a apenas duas de superar a África do Sul. Segundo os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), até agosto, o investimento da Turquia atraído através destes instrumentos quase triplicou em termos homólogos, para um total de €144,1 milhões.

Vêm em família, movidos pelo passa-palavra de outros investidores que já têm o visto dourado. Convence-os a segurança do país, a imagem de recuperação económica dos últimos anos, o clima social tranquilo, a hospitalidade e algumas semelhanças culturais, além do domínio fácil do inglês e do francês. Procuram investimentos em setores tão distintos como a indústria, o mar, a agricultura e os serviços, da restauração ao turismo, passando pelo comércio de luxo. São cada vez mais mas sempre discretos.

“Têm uma forma mais low-profile de fazer as coisas, tendem a aconselhar-se com três ou quatro fontes, no máximo, e são mais assertivos. Atrai-os um país europeu muito moderno, as pessoas, a comida, o clima de investimento favorável”, resume João Pestana Dias, presidente da Associação Portuguesa de Cooperação com a Turquia – The Trade Connection Portuguese Turkish Network, que surgiu em 2015, para dinamizar os negócios entre os dois países. “Portugal está na moda”, classifica.

Um dos investimentos mais recentes chegou com a bonança dos últimos anos na hotelaria. Em Lisboa, perto do Panteão, em pleno largo da Feira da Ladra, uma casa setecentista recuperada deu lugar ao Casa dell’Arte Club Lisbon. Depois de anos a gerir três pequenas unidades de alojamento de charme, na localidade costeira turca de Torba, a família Büyükkuşoğlu investiu €2 milhões numa club house com três suites e um restaurante (Ninu), onde expõe peças da sua coleção de arte.

As marcas e o capital turco aterraram também numa das zonas mais caras da capital, quando, em 2015, a Terzihan abriu a sua joalharia no cimo da Avenida da Liberdade. No mesmo ano, a CoVii – Computer Vision Interaction, de Vila Nova de Gaia, foi parcialmente comprada pelo grupo Koç/Arçelik, ligado à eletrónica de consumo. Hoje desenvolve software para produtos inovadores, exclusivamente para as subsidiárias do grupo, que detêm marcas como a Grundig.

Além dos euros, o investimento e os negócios trazem cada vez mais pessoas. Em cinco anos, de acordo com as estatísticas do SEF, a população turca residente no país cresceu quase 40%. No final do ano passado, residiam em Portugal 743 turcos, quando, em 2012, eram 537. João Pestana Dias diz que é este o caso de quase todos os portadores de Vistos Gold que conhece. Embora o estatuto só os obrigue a passar parte do tempo no País, eles ficaram a viver e têm os filhos a estudar cá.

Centenário de grandes obras

Com mandato renovado, o regime estabeleceu para 2023, quando se comemoram os 100 anos da República da Turquia, metas ambiciosas em áreas como a energia, saúde, transporte e turismo, algumas das quais implicam obras de grande envergadura. Além do recém-inaugurado aeroporto de Istambul – um dos maiores do mundo, capaz de processar mais de 90 milhões de passageiros por ano e avaliado em 12 mil milhões de dólares –, projeta-se a construção de um novo canal paralelo ao estreito de Bósforo, com 45 quilómetros de extensão, ligando o mar Negro ao de Mármara, avaliado em 16 mil milhões de dólares. Istambul está a ser redesenhada para norte, e está previsto muito investimento em energias renováveis, autoestradas e no setor agrícola, em particular no vinho.

Sustentado no consumo e no gasto público nos últimos anos, o crescimento da economia turca dá, porém, sinais de desaceleração. As preocupações com o nível da inflação e a deterioração da relação diplomática com os EUA empurraram a lira para fortes depreciações, que chegaram a superar os 30% desde o início do ano.

No segundo trimestre, a economia avançou 5,2% em termos homólogos, abaixo dos 7,3% verificados do trimestre anterior, e a agência de notação financeira Moody’s teme que possa contrair durante o próximo ano. A inflação homóloga disparou e ficou em 25,2% em outubro.

Do cimento aos frutos secos

Nos últimos anos, conta-se quase uma mão-cheia de grandes investimentos ou de aquisições turcas em solo nacional. A operação mais recente foi a compra das unidades da Cimpor, em Portugal e Cabo Verde, à brasileira InterCement, conhecida no final de outubro. Por €700 milhões, três fábricas de cimento e duas unidades de moagem devem passar para as mãos da OYAK Cement, detida pelo fundo de pensões das Forças Armadas turcas. Com uma compra abrem-se as portas de dois mercados, o europeu e o africano.

Antes desta operação, tinha sido o setor portuário o alvo preferido do investimento turco. Em 2014, a Global Ports Holding, maioritariamente detida pela turca Global Investment Holdings, ganhou em consórcio a construção e a operação do novo terminal de cruzeiros de Lisboa, em Santa Apolónia, avaliado em €22 milhões, perspetivando agora novos investimentos em hotelaria e turismo. No ano seguinte, a Yilport comprou os sete terminais portuários da Tertir por mais de €335 milhões. Mas há outras empresas, como a Arkas, especialista em transporte naval, com uma ligação mais longa, de mais de 20 anos, ou a farmacêutica Abdi Farma, desde 2010.

Outros empresários têm literalmente os pés mais assentes na terra, em particular no setor agroalimentar do interior do País. A imprensa regional do Alentejo e do Centro dá conta de vários casos de interesse de empresários que procuram ou que compraram terrenos para cultivo de frutos secos, como o pistacho ou a castanha. Em Vila Velha de Ródão, a câmara municipal anunciou, em 2016, a intenção de um “importante grupo empresarial turco” fazer um investimento de €5 milhões, para a “maior produção de frutos secos do País”. Em maio desse ano, é criada a Companhia do Lucriz, em Perais, Ródão, para a cultura, o descasque e a transformação de frutos secos, ligada a Ayse Kececi, de origem turca.

Já em Campo Maior, depois de a Fruits of Life ter comprado a Herdade dos Sanguinos, três empresários turcos (Murat Badem e Zeynep e Omer Erguder) apresentaram, em julho deste ano, a vontade de plantar, processar e vender frutos secos. A fábrica, para processar mil toneladas de nozes por temporada, prevê um investimento de 650 mil euros naquele concelho alentejano.

Balança desequilibrada

Se muita desta produção vier a efetivar-se e sair do país a caminho do mercado turco, ela pode dar uma ajuda no equilíbrio da balança de trocas comerciais, que continua deficitária para Portugal. Nos últimos cinco anos, as exportações de bens têm rondado os €300 milhões a €400 milhões por ano, fixando-se, segundo o INE, em €385,5 milhões no ano passado. Nos últimos três anos, a balança de bens foi desfavorável a Portugal, que importou €663,7 milhões em 2017. E esta trajetória assim deverá continuar em 2018: nos primeiros nove meses do ano, as vendas portuguesas estavam a crescer 10,2% em relação a 2017, mas as importações subiam a um ritmo mais de duas vezes superior, 27%.

Dois terços das exportações portuguesas para a Turquia têm origem nos setores das pastas celulósicas e papel, das máquinas e aparelhos e dos plásticos e borracha (entre os principais vendedores estão a Bosch, a Celbi e a Navigator, a Galp e a Continental). E Portugal importa, em particular, veículos e outro material de transporte, matérias têxteis e metais comuns. No ano passado, depois de quatro anos a crescer, o número de exportadores para a Turquia desceu para 784, segundo a AICEP. Nos serviços, as receitas deixadas por turistas turcos em Portugal triplicaram, em quatro anos, para €21,6 milhões, em 2017, e em dois anos as dormidas subiram 25%, para as 100 mil.

O setor mineiro é outro dos visados pelas companhias turcas. Em fevereiro de 2016, a Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) e a Esanmet, filial da ESAN, empresa turca de exploração mineira com mais de 20 minas, assinaram um contrato para a prospeção e pesquisa de minérios na Faixa Piritosa Ibérica, no Alentejo, um investimento estimado em €7,6 milhões, em três anos. Também oriunda do setor mineiro, a Ozdogu, que fabrica ferro-níquel na Turquia, pediu uma licença de prospeção e pesquisa de cobre, chumbo, zinco, prata e ouro no Baixo Alentejo.

No imobiliário, o grupo KREA recuperou três prédios na Baixa Pombalina e o METEM Group comprou, para recuperar e vender, o prédio onde nasceu Raphael Bordallo Pinheiro, próximo da Avenida da Liberdade. Mais investimento estaria no terreno, sobretudo na área da construção, não fosse a burocracia excessiva, garantem várias fontes. Os potenciais investidores lamentam o tempo que demoram a obter licenças e dizem que esperar um ou dois anos para começarem a construir uma obra, por exemplo, não é praticável. Na Turquia, asseguram, é mais fácil passar do papel para o terreno.

“Queixam-se de alguma burocracia, de lentidão nas decisões dos processos”, confirma João Pestana Dias, que intermediou direta ou indiretamente duas dezenas de negócios nos últimos anos, envolvendo investimentos de €40 milhões. Além do imobiliário, também há interesse em explorações agropecuárias ou, no setor dos serviços, no franchising de lojas – como é o caso da empresa de gelados de Esmirna, que quer abrir uma rede de geladarias em Portugal.

O responsável quer também estender pontes de cá para lá e pôr os empresários portugueses em contacto com um mercado de 80 milhões de consumidores. Há menos de um mês, intermediou o contacto entre duas construtoras portuguesas com dois grandes grupos turcos, a Enka, maior construtora do mercado, e a Yildirim, dona da Yilport, que procuravam o know-how das firmas portuguesas, em África e na América do Sul, para expandir as suas operações. O mesmo responsável está ainda a preparar uma missão à Turquia, em fevereiro, para juntar empresários e líderes portugueses com os turcos, numa viagem cultural e de negócios.

O abrandamento da economia parece não assustá-lo: “A Turquia está com preços altamente competitivos, sobretudo na hotelaria. Tem escala e uma força de trabalho qualificada, além de um clima de investimento muito liberal e reformista.”

(Fonte: Visão/Exame)

31 maio 2016

Portugal foi ultrapassado pela Turquia no ranking de competitividade

Portugal desceu três lugares no índice mundial de competitividade, publicado anualmente pelo IMD World Competitiveness Center, que junta 61 economias de todo o mundo, e foi ultrapassado pela Turquia. 

O estudo divulgado pela escola suíça de gestão IMD Business School mostra igualmente que os Estados Unidos deixaram de ser a economia mundial mais competitiva, tendo sido ultrapassados pela China/Hong Kong, que ocupa agora o primeiro lugar, e pela Suíça. 

O "top 10" dos países mais competitivos integra ainda Singapura, Suécia, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Noruega e Canadá. 

Portugal, que ocupava no ano passado a 36ª posição, escorregou para o 39.º lugar, e foi suplantado pela Turquia, que passou de 40º para 38º país mais competitivo do mundo. Taiwan, Malásia, República da Coreia e Indonésia também sofreram descidas significativas face às posições que ocupavam em 2015, enquanto a China Continental recuou ligeiramente, mantendo-se no 'top 25'. 

O estudo revela que alguns dos avanços mais significativos da Europa aconteceram nos países de leste, nomeadamente na Letónia, Eslováquia e Eslovénia. As economias da Europa ocidental também continuaram a progredir, com os investigadores a realçarem o papel do setor público na recuperação pós-crise financeira.

(Fonte: Jornal de Notícias)

27 maio 2014

Delegação turca visita InvestBraga

O Município de Braga e a InvestBraga recebem uma delegação turca que realiza visita oficial a Braga. 

O encontro terá lugar amanhã, quarta-feira, dia 28 de Maio, pelas 10h30, no Parque de Exposições de Braga.

Com o objectivo de aprofundar laços de cooperação e concretizar novas parcerias e investimentos em diversas áreas, a delegação turca, presidida por Kadir Sertel Otcu, vice-governador da província de Hatay, na Turquia, realiza uma visita de cinco dias à cidade de Braga.

 (Fonte: Local.PT)

29 outubro 2013

Primeira ligação ferroviária submarina intercontinental liga Europa à Ásia no centro de Istambul

Perto de falha sísmica de alto risco, megaprojecto de Erdoğan é afirmação de dez anos no poder a pensar em novos objectivos eleitorais.
 
A primeira ligação ferroviária submarina intercontinental foi inaugurada nesta terça-feira em Istambul. Bastam quatro minutos a cerca de 60 metros de profundidade sob o Bósforo, o estreito que separa a Europa e a Ásia na grande metrópole que é Istambul, e cruza-se de um continente para outro. “Foi um sonho durante 150 anos e finalmente tornou-se realidade”, afirmou o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, na inauguração do primeiro dos seus megaprojectos para a cidade de Istambul.
O novo túnel ferroviário Marmaray, que atravessa o esteito do Bósforo junto ao mar de Mármara, usa tecnologia japonesa resistente a sismos — que permite aos arranha-céus tremer sem quebrar. Essa é uma necessidade imperiosa, pois o túnel fica a menos de 20 quilómetros da falha sísmica onde se tem acumulado mais stress sísmico e onde os cientistas calculam existir 68% de probabilidade de que se venha a registar um sismo de magnitude 7 ou superior nos próximos 30 anos. Aliás, a Turquia, e em especial Istambul, é uma zona de grande risco sísmico.
 
A estrutura mais segura de Istambul?
 
 
A Câmara dos Arquitectos e Engenheiros turcos deu hoje uma conferência de imprensa chamando a atenção para a vulnerabilidade do túnel, que poderá transportar mais de um milhão de pessoas diariamente. “Eu não viajaria nos comboios do Marmaray, e ninguém devia viajar”, afirmou Süleyman Solmaz, porta-voz da organização, citando um engenheiro que trabalhou no projecto durante anos. Kadir Topbaş, presidente da Câmara de Istambul, adianta a edição em inglês do jornal turco Hurriyet, respondeu garantindo que “todas as possibilidades foram levadas seriamente em consideração”, depois de se ter encontrado com o primeiro-ministro japonês, que esteve de visita a Istambul, para ver a inauguração, em que há interesses japoneses em jogo — além da tecnologia nipónica, grande parte da obra foi financiada pelo Banco Japonês para a Cooperação Internacional.
O ministro dos Transportes turco, Binali Yildirim garantiu que o projecto Marmaray é “a estrutura mais segura de Istambul”, com portas estanques para isolar cada secção, e será capaz de suportar um sismo de magnitude 9.
As grandes obras de engenharia, como o túnel Marmaray, são encaradas como uma forma de comemoração da década do partido islamo-conservador de Erdoğan no poder — e também de campanha para as eleições de 2014 (locais em Março e presidenciais em Junho) e 2015 (legislativas). O movimento de contestação do Parque Gezi, em Istambul, foi desencadeado em resposta a um projecto descaracterizador para esta praça do centro da cidade. O espírito de contestação tem continuado — nos últimos dias, mais em Ancara, com protestos em torno das condições favoráveis dadas ao réu no julgamento de um polícia que matou um estudante nos protestos de Junho. Ainda este mês, foi também criado o Partido do Parque Gezi, fundado por artistas e intelectuais.
 
(Fonte: Público)