google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia: Portugal na Turquia
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17 abril 2026

Turquia estará a avaliar concessão de auto-estradas e pontes a empresa portuguesa

A Turquia tem vindo a intensificar esforços para captar investidores numa ampla operação de privatização de auto-estradas e pontes estatais, incluindo as emblemáticas travessias do Bósforo, em Istambul. Nas últimas semanas, uma delegação governamental manteve conversações com uma empresa portuguesa, segundo avançou a Reuters.  

Representantes do conselho de privatização, acompanhados pela consultora Ernst & Young — contratada para supervisionar o processo — reuniram-se com potenciais investidores, numa altura em que Ancara avalia a possibilidade de conceder direitos de exploração sobre infraestruturas estratégicas de transporte, em vez de proceder a vendas diretas.  

Na quinta-feira, uma delegação turca encontrou-se com dirigentes da Brisa, maior operadora de auto-estradas em Portugal, para discutir o processo previsto, revelou à Reuters uma fonte próxima da reunião. Entre os ativos em análise estão a Ponte dos Mártires de 15 de Julho e a Ponte Fatih Sultan Mehmet, duas travessias fundamentais do Bósforo que condensam parte significativa do tráfego diário entre a Europa e a Ásia.  

O ministro dos Transportes, Abdulkadir Uraloğlu, declarou no mês passado que o governo não pretende realizar vendas diretas, mas sim lançar concursos para concessões, permitindo que empresas privadas operem estas infraestruturas por períodos definidos. Também o ministro das Finanças e do Tesouro, Mehmet Şimşek, rejeitou rumores de uma privatização total das pontes, sublinhando que não foi aprovado qualquer novo passo nesse sentido.  

Dados oficiais da Direção-Geral de Estradas da Turquia indicam que, em 2025, a Ponte Fatih Sultan Mehmet registou cerca de 239 mil veículos por dia, enquanto a Ponte dos Mártires de 15 de Julho contabilizou aproximadamente 185 mil travessias diárias. No conjunto da rede, foram registadas 1,1 mil milhões de passagens de veículos nesse ano. Destas, 586 milhões ocorreram em vias geridas pelo Estado, enquanto as construídas em regime de parceria público-privada representaram 536 milhões.  

As receitas provenientes destas travessias ascenderam a 1,88 mil milhões de liras (43,17 milhões de dólares), segundo dados do Tesouro.  

(Fonte: Türkiye Today)

30 novembro 2025

Associação Cultural Proeza Altruista em formação Erasmus+ na Turquia

A Associação Cultural Proeza Altruista, com sede na Madeira, proporcionou a cinco dos seus colaboradores a oportunidade de realizar uma formação internacional na Pixie Academy, em Dalaman, Turquia. Esta foi uma iniciativa inserida no programa Erasmus+ de Educação de Adultos, financiado pela União Europeia.

A formação decorreu entre os dias 16 a 22 de Novembro, num total de 7 dias de formação intensiva, no âmbito do projecto 'Proeza melhora a saúde mental'.

Segundo nota à imprensa, esta mobilidade teve como principal objectivo "desenvolver competências nos participantes na área da saúde mental e da resiliência, dotando-os de ferramentas práticas para melhor compreender, gerir e promover o bem-estar psicológico, tanto em contexto pessoal como comunitário. Ao longo da formação, foram trabalhados temas como gestão do stress, prevenção do burnout, autoconhecimento, empatia, comunicação positiva e estratégias de apoio emocional, sempre com enfoque na realidade da educação de adultos".

Agora, estes formandos vão colocar em prática os seus conhecimentos, desenvolvendo acções de formação dirigidas à população em geral. O objectivo é "capacitar a comunidade para reconhecer sinais de mal-estar emocional, desenvolver estratégias de auto-cuidado e fortalecer a resiliência individual e colectiva, contribuindo assim para uma sociedade mais informada, solidária e emocionalmente saudável".

O projecto 'Proeza melhora a saúde mental' reforça o compromisso da Associação Cultural Proeza Altruista com a promoção da saúde mental, a inclusão e a aprendizagem ao longo da vida, valorizando o impacto local de experiências de formação internacional.

(Fonte: Diário de Notícias)

08 abril 2025

Casa São José participa em formação sobre 'cyberbullying' na Turquia


Seis colaboradores da Casa São José - Centro Social e Paroquial do Carmo, participaram numa formação na cidade de Dalaman, na Turquia. Este programa de mobilidade decorreu entre 1 e 7 de Abril, no âmbito do programa Erasmus+ em parceria com a associação Raquel Lombardi.  A formação, promovida pela Pixie Academy, teve como tema central o combate ao 'cyberbullying', um problema crescente a nível global que afecta crianças, jovens e adultos e que exige atenção especial das instituições sociais.

O curso abordou diversos aspetos relacionados com o 'cyberbullying', como agressões 'on-line', os impactos psicológicos e sociais nas vítimas, e os desafios no que diz respeito à proteção de dados e segurança digital. Além disso, os participantes tiveram oportunidade de explorar programas de prevenção e educação, regulamentos legais e políticas institucionais, além de aprender como prestar apoio eficaz às vítimas de 'cyberbullying'. A formação também incluiu módulos sobre habilidades de comunicação e empatia, essenciais para lidar com situações de 'bullying' digital.

No final do curso, todos os participantes receberam os seus certificados, "reafirmando o compromisso da Casa São José em promover a formação contínua de seus colaboradores e a implementação de práticas educativas que agreguem valor e protecção à comunidade", refere em comunicado à imprensa.

(Fonte: DN)

16 fevereiro 2024

Turquia cresce 10% em visitantes internacionais em 2023 e recebe mais de 90 mil portugueses

No ano passado, a Turquia recebeu 56,7 milhões de visitantes internacionais, um crescimento de 10% face a 2022 e que incluiu mais de 90 mil turistas portugueses, avança a Agência de Desenvolvimento e Promoção Turística da Turquia (TGA), em comunicado.

Segundo a informação divulgada, a Turquia recebeu, em 2023, 92.901 turistas portugueses, número que traduz um crescimento de 24,18% face ao apurado em 2022.

Tal como o total de turistas internacionais, também as receitas turísticas cresceram, no ano passado, na Turquia, numa subida de 17%, com o valor total a chegar aos 50,54 mil milhões de euros, enquanto o gasto médio por noite destes visitantes chegou aos 92 euros.

“O número de visitantes internacionais e as receitas turísticas representam números recordes”, realça a TAG, na informação divulgada.

Depois do sucesso de 2023, a Turquia já estabeleceu metas igualmente ambiciosas para 2024 e espera receber 60 milhões de turistas internacionais e alcançar receitas de 55,85 mil milhões de euros.

Para 2024, a Turquia pretende também diversificar os mercados emissores de turistas para o país, com a TGA a garantir que o país “continuará desenvolvendo as suas atividades nos principais mercados estratégicos e expandindo-se para novos mercados-alvo em 2024”.

(Fonte: Plubituris)

23 janeiro 2024

Siemens Portugal exporta 200 carregadores de veículos elétricos para a Turquia

A Siemens anunciou esta terça-feira que vai exportar carregadores de veículos elétricos "made in" Portugal para a Turquia. A empresa diz ter recebido "uma das maiores encomendas de carregadores rápidos para veículos elétricos por parte da Astor Enerji, uma fabricante de transformadores e produtos para quadros elétricos, que planeia construir estações de carregamento em toda a Turquia. Esta empresa pretende instalar carregadores a cada 200 quilómetros ao longo das autoestradas da Turquia e em vários centros comerciais.

Desde 2020, a fábrica da Siemens em Corroios já produziu mais de 1.900 carregadores, sendo que cerca de 95% da produção foi exportada para países como a Alemanha, França, Itália, Suécia, Espanha, Holanda, Hungria, Roménia, Suíça, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Vietname, Israel, Índia, Brasil, Chile e Colômbia, entre outros.

"O conhecimento combinado da Astor Enerji e da Siemens é um fator importante na rápida implementação do projeto", disse Markus Mildner, CEO da eMobility da Siemens Smart Infrastructure, em comunicado, sublinhando o "contributo para a expansão da infraestrutura de carregamento de veículos elétricos na Turquia". 

Os 200 carregadores rápidos que fazem parte da encomenda foram produzidos em Portugal, na fábrica que a Siemens tem em Corroios. Além dos carregadores, a Siemens irá também fornecer serviços digitais à Astor Enerji, entre os quais software de "back-end" para configurar o controlo e a monitorização dos carregadores, garantindo uma operação otimizada.

"O software permitirá à Astor Enerji utilizar aplicações na nuvem para o sistema de gestão do carregamento, com módulos de pagamento, opções de adesão e preços de energia. Com este software, e através da nuvem, estas estações serão monitorizadas e controladas remotamente", explica a Siemens, dando como exemplo que "99% das falhas podem ser resolvidas online, o que permite minimizar fatores como tempo e custos relacionados com o envio de equipas de manutenção para o terreno".

Por seu lado, Feridun Geçgel, presidente do Conselho de Administração da Astor Energi, afirmou: "Espera-se que o número de veículos elétricos no país atinja os 2,5 milhões em 10 anos. Juntamente com a transição para veículos elétricos, a criação de infraestruturas é de enorme importância. Com a nossa marca - AstorCharge -, demos um passo importante para melhorar a infraestrutura das estações de carregamento de veículos elétricos na Turquia, especialmente no que se refere à instalação de estações de carregamento de corrente contínua, ou seja, de carregamento rápido".

Segundo o responsável, a cooperação com a Siemens oferecerá aos proprietários de veículos elétricos um carregamento seguro, rápido e fácil. Além disso, o presente acordo contribuirá para os objetivos da Turquia em matéria de eficiência energética.

De acordo com as projeções atuais, a infraestrutura de estações de carregamento da Turquia aumentará em cerca de 50% até 2030, altura em que se espera que até dois milhões de carros elétricos estejam a circular no país.

Os carregadores exportados pela Siemens (com uma potência nominal de até 300 kW) reduzem os tempos de carregamento para até 15 minutos e permitem carregar até três veículos em paralelo.

(Fonte: Jornal de Negócios)

28 novembro 2023

Oyak vende 60% da Cimpor por 480 milhões à Taiwan Cement

O fundo turco Oyak, que em 2018 adquiriu a Cimpor por 700 milhões de euros, vai vender duas participações em empresas de cimento à Taiwan Cement, sendo uma delas a cimenteira portuguesa. 

De acordo com a notícia avançada pela agência Bloomberg e confirmada pelo Negócios junto de fonte oficial da Cimpor, a Oyak chegou a um acordo preliminar para vender as duas participações - 60% da Cimpor e 20% da Oyak Denizli Cement - por um total de cerca de 673 milhões de euros.

A venda da Cimpor será feita por 480 milhões de euros, avaliando assim a cimenteira portuguesa em 800 milhões de euros, de acordo com um comunicado da Taiwan Cement, que refere que o valor está ainda sujeito a eventuais ajustes.

Já a venda de 20% da Oyak Denizli Cement será feita por 193,4 milhões de euros.

Com esta operação a Taiwan Cement ficará com a totalidade do capital da Cimpor. É que a empresa e a Oyak tinham já criado uma empresa conjunta, a Cimpor Global Holdings, na qual a primeira detém 40% e a segunda 60%.

Ao Negócios, fonte oficial da Cimpor refere que, "com o objetivo de continuar a expansão da sua estratégia de sustentabilidade a nível global e de forma a expandir o investimento no cimento de baixo carbono em continentes como a Europa, Ásia e África, a Taiwan Cement (TCC) aumentou a sua participação na Cimpor para 100% e passou a deter 60% da Oyak".

Segundo explicou, "a TCC é uma das únicas empresas que tem uma estrutura integrada e internacional, que aplica os seus investimentos em vários setores da área das energias renováveis" e está atualmente "também a procurar oportunidades de investimento em tecnologias de redução de emissões de carbono, baterias elétricas e armazenamento de energia".

Com este acordo, a Cimpor Portugal Holdings passará a ser detida a 100% pela Taiwan Cement. Já a Oyak permanecerá com 40% das operações de cimento na Turquia.

A cimenteira portuguesa diz ainda que "não existirão alterações na estrutura principal de gestão e todos os colaboradores continuarão a fazer parte do caminho para o futuro de tornar a Cimpor uma empresa de excelência no mercado".

(Fonte: Jornal de Negócios)

17 outubro 2023

Ivo Vieira assina por clube turco


O Pendikspor, clube da Liga turca, anunciou esta terça-feira a contratação de Ivo Vieira como novo treinador.

"Bem vindo Ivo Vieira! O nosso clube chegou a acordo com o treinador português Ivo Vieira", escreveu o clube, 18.º no campeonato, nas redes sociais.

(Fonte: Record)

04 outubro 2023

100% ModaPortugal apresenta projeto de internacionalização

Os detalhes do projeto, que está aprovado desde junho e prevê o apoio à participação de empresas de confeção, vestuário e moda em feiras profissionais até 2024, serão revelados a 7 de outubro na ModaLisboa.

Première Vision Manufacturing e The Source, no private label, Pitti Bimbo, Playtime Paris e CIFF Kids, no segmento de moda de criança, e Pitti Uomo, Roma Fashion Week, Neonyt, Momad, Project Tokyo e Colombiamoda são apenas algumas das feiras previstas no 100% ModaPortugal 2023-2024.

Este novo projeto, que é uma continuação do realizado entre 2021 e junho de 2023, será apresentado no próximo dia 7 de outubro, às 20h, no Pátio da Galé, num evento na ModaLisboa.

Promovido pelo CENIT em parceria com a ANIVEC, o projeto de internacionalização prevê a abordagem direta a sete mercados: Itália, França, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Países Baixos, Dinamarca, Turquia, EUA, Colômbia e Japão.

Para além do apoio à realização de feiras, o projeto prevê ainda a organização de três missões empresariais – ao Reino Unido, Dinamarca e Japão –, a participação em feiras digitais e adesão a marketplaces, assim como iniciativas no âmbito da economia digital, incluindo a definição de estratégias de comunicação digital e gestão das redes sociais ou a criação de sites de comércio eletrónico.

O 100% ModaPortugal 2023-2024 começou a 16 de dezembro de 2022 e, de acordo com Marlene Oliveira, head of international unit no CENIT, em «seis meses executámos 26% do orçamento destinado ao apoio às empresas». Quase 90 empresas já aderiram ao projeto, que marcou presença em cerca de 30 feiras, incluindo a Pitti Uomo, a Pitti Bimbo, a Neonyt, a Project Las Vegas e a Momad.

"O facto de termos tido cada vez mais adesão, de as empresas estarem cada vez mais a procurar-nos para fazerem feiras ou projetos digitais connosco, demonstra que estamos no rumo certo", acredita Luís Figueiredo, presidente do CENIT.

"Neste projeto, que foi já aprovado para os próximos dois anos, temos uma verba um pouco mais alargada, que nos vai permitir fazer muito mais e melhor do que aquilo que temos vindo a fazer com meios mais limitados. Estamos muito confiantes que as empresas vão aproveitar este apoio para se internacionalizarem cada vez mais e atingirem novos mercados", conclui.

Equipa do INEM chegou a Portugal após 6 dias de viagem

Chegaram a Portugal, na passada quinta-feira dia 28 de setembro, os últimos elementos do INEM que estiveram presentes na Turquia a participar num exercício europeu de proteção civil na cidade de Çanakkale. Estes 10 elementos chegaram após seis dias de viagem desde a Turquia às instalações de Cascais, onde se encontra armazenado todo o material do PTEMT. Uma viagem de seis dias, mais de 5.000 km por nove países europeus.

Para estes elementos, a missão apenas só chegou ao final após seis dias do exercício EU MED MODEX TUK 23 ter terminado. Os 10 elementos, onde se englobavam profissionais do Gabinete de Logística e Operações (GLO), Enfermeiros e TEPHs, trouxeram todo o material usado durante o exercício por terra, num dos camiões onde é transportada a estrutura e material do PTEMT.

Toda esta logística e operacionalidade foi elogiada pelas diversas organizações internacionais presentes no exercício na Turquia, algo que inclusivamente ficou patente pelas diversas publicações usadas nas redes sociais do EU MODEX e no Youtube.

Ainda na Turquia, dois elementos do PTEMT, o médico Carlos Raposo e enfermeiro Rui Rocha, foram entrevistados pela agência de notícias turca AA. Nesta entrevista Rui Rocha falou da sua experiência durante a missão do INEM englobada na resposta ao sismo que afetou aquele país em fevereiro deste ano.

(Fonte: INEM)

21 setembro 2023

INEM participa em exercício de proteção civil na Turquia



O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) encontra-se a participar num exercício europeu de proteção civil na cidade de Çanakkale, na Turquia. Entre os dias 18 e 22 de setembro, várias equipas europeias encontram-se a simular a resposta do Mecanismo Europeu de Proteção Civil a um cenário de terramoto naquela região turca. O INEM está presente com 32 profissionais e com o seu Módulo de Emergência Médica – Emergency Medical Team (EMT).

O exercício EU MED MODEX TUK 23, financiado pela União Europeia, tem como finalidade preparar equipas médicas de diferentes países, enquadradas na cooperação europeia de resposta internacional a situações de emergência e catástrofe, proporcionando um ambiente de treino realista.

A equipa do INEM é composta por 32 profissionais entre Médicos, Enfermeiros, Psicólogos, Técnicos de Emergência Pré-hospitalar, Logísticos, Técnicos de Informática e Farmacêuticos. O EMT do INEM (PT-EMT) é um EMT Tipo 1, fixo, com capacidade de raio-x, certificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 2019.

O cenário do exercício simula que no dia 16 de setembro de 2023, às 00h34, a província de Çanakkale, localizada no noroeste da Turquia, foi atingida por um terremoto de magnitude 7,4 na escala Richter. Dois hospitais da região foram gravemente danificados e por isso procuram-se alternativas para a transferência e tratamento dos pacientes. Em toda a província de Çanakkale, mais de 13 mil edifícios foram gravemente danificados ou desabaram e quase 470 mil pessoas foram afetadas. Cerca de 2.000 pessoas necessitam de tratamento no local, enquanto mais de 27.000 pessoas necessitam de abrigo temporário.

Este exercício constitui uma excelente oportunidade para testar a interoperabilidade e a capacidade do PT-EMT de trabalhar em estreita articulação com as Autoridades de Saúde locais, bem como com outras equipas provenientes de outros estados em resposta a cenários de acidente grave ou catástrofe. Estão presentes no exercício para além da equipa portuguesa, participantes da Turquia, Roménia, Alemanha, Estónia, Polónia, Azerbaijão, Finlândia, representantes da OMS, da Directorate-General for European Civil Protection and Humanitarian Aid Operations ( DG ECHO) da União Europeia e da United Nations Disaster Assessment and Coordination (UNDAC), no total mais de 250 especialistas.

(Fonte: INEM)

07 setembro 2023

Danilo Pereira pode rumar ao Fenerbahçe

Danilo Pereira pode deixar o PSG nas próximas horas. O defesa/médio português pode ser emprestado ao Fenerbahce SK. De acordo com o diário Fanatik, o clube turco está a negociar a contratação do internacional português e pretende garantir o jogador com um empréstimo de uma temporada, com opção de compra.

Danilo Pereira é um dos capitães do PSG e está há quatro temporadas no clube parisiense, depois de ter sido contratado ao FC Porto, em 2020/21, por cerca de 16 milhões de euros.

Na última temporada, Danilo Pereira fez 44 jogos. Nesta época participou em três encontros pelo PSG.

(Fonte: Bola na Rede)

01 setembro 2023

Rúben Ribeiro regressou ao futebol português


Depois de três épocas ao serviço do Hatayspor, na Turquia, clube no qual cumpriu 88 jogos e apontou três golos, Rúben Ribeiro regressa ao futebol português para vestir as cores do emblema flaviense.

Numa nota publicada nas redes sociais, o emblema transmontano destacou as "várias épocas de grande qualidade em Portugal", com passagens por Gil Vicente, Sporting, Rio Ave, Boavista, Paços de Ferreira, Beira-Mar, Penafiel e Leixões.

Além-fronteiras, o centrocampista passou, também, pelo Al Ain, nos Emirados Árabes Unidos.

Já em solo flaviense, Rúben Ribeiro mostrou-se feliz com o novo desafio, garantindo que veio para "ajudar a conquistar os objetivos do clube", elogiando a forma como foi acolhido e os adeptos transmontanos.

"Não há nada melhor [do que ser] bem recebido e desejado. Sei que [o clube] tem uma massa adepta exigente, mas eu gosto e é mais um desafio na minha carreira. Espero que com a ajuda de todos os meus colegas e o staff [cheguemos] a bom porto", frisou o jogador em declarações aos órgãos de comunicação do clube.

(Fonte: O Jogo)

12 maio 2023

Dirigente do AKP: Vamos vencer as eleições mas respeitamos qualquer resultado


O dirigente do AKP em Ancara assegurou em entrevista à Lusa que os resultados eleitorais de domingo serão respeitados pelo partido no poder, mas previu que nas legislativas e presidenciais de domingo a oposição será novamente derrotada.

“Respeitaremos a vontade da nação. Obedeceremos aos resultados, mas a aliança da oposição não aceitará a sua derrota e caminhará na lama. Não legitimarão os resultados para arruinar o processo eleitoral. E tentarão atuar em diversos cenários”, indicou Murat Alparslan, 49 anos, que concorre na terceira posição nas listas do partido.

“Acreditamos que vamos vencer as eleições legislativas e presidenciais. E que venceremos as presidenciais na primeira volta”, arriscou.

Numa observação final ao duplo escrutínio de 14 de maio, o dirigente local do AKP recordou que as eleições na Turquia registam geralmente elevada participação, com a presença de observadores nacionais e estrangeiros.

As eleições presidenciais e legislativas de domingo na Turquia serão decisivas para a manutenção, ou não, do Presidente Recep Tayip Erdogan e do seu partido AKP, no poder há duas décadas.

A oposição apresenta uma frente unida de seis partidos que tem um único candidato à Presidência, Kemal Kiliçdaroglu, apoiado pelo partido esquerdista e pró-curdo HDP.

Perto de 61 milhões de eleitores vão decidir o futuro do país, incluindo mais de três milhões de turcos que vivem fora do seu país, incluindo em Portugal, que votam antecipadamente.

Murat Alparslan falou à Lusa na sede de campanha para o 1.º distrito de Ancara, situada num amplo recinto no centro com construções pré-fabricadas e onde se concentram as equipas de apoio aos deputados.

Ao ser questionado sobre as alegadas conspirações internas e externas dirigidas contra o Estado e o partido no poder e denunciadas regulamente pelos media que controlam, considerou que não constituem uma surpresa.

“Tentaram que a Turquia ficasse controlada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), e com esse objetivo pretendem afastar Erdogan, porque caso contrário o FMI não poderá controlar o destino da Turquia”, alegou.

“O país é suficientemente inteligente para enfrentar estas armadilhas contra si e contra Erdogan, e quando se livrar destas armadilhas solucionará os seus principais problemas. A grande vantagem de Erdogan consiste em aglutinar junto de si um partido forte e os seus membros, e manter uma forte empatia com a nação”, defendeu à Lusa.

Numa abordagem à “questão curda”, em particular o colapso das inéditas conversações promovidas pelo AKP com o proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), mas que colapsaram em 2015, Murat Alparslan recordou que todas as minorias étnicas e religiosas “desempenharam uma função essencial na construção da Turquia”, rejeitando por isso que sejam consideradas como minorias.

“Não temos problemas com minorias étnicas e religiosas e não temos um problema com os curdos, antes com os grupos terroristas. A maioria da população curda é prejudicada pelos grupos terroristas”, assinalou.

Ainda numa referência ao malogrado processo de paz, iniciado em 2012, sustentou que Erdogan e o Estado atuaram com brandura face aos curdos, “com o objetivo de terminar um prolongado banho de sangue e o funeral de mártires”.

Neste processo, acusa os “grupos terroristas” de aproveitamento da situação.

“Por isso, o Estado e Erdogan deram um murro com um punho de ferro na mesa. A luta contra o terrorismo e os grupos terroristas vai prosseguir até ao fim. No nosso grupo de deputados e no Governo do AKP existem mais curdos que no CHP”, a principal força da oposição, assinalou.

(Fonte: Lusa/Observador)

04 maio 2023

Terramoto: UNICEF Portugal relembra que a consignação de 0,5% do IRS irá reverter 100% a favor das vítimas

Três meses depois dos terramotos na Síria e na Turquia, ainda há vítimas por resgatar dos escombros e cerca de 18 milhões de pessoas dependem de ajuda humanitária. Os sismos pararam, mas é tempo de reconstrução. A UNICEF Portugal destina a consignação dos 0,5% do IRS relativo a 2022 para ajudar as vítimas dos terramotos ocorridos a 6 de fevereiro passado na Turquia e na Síria.

De acordo com dados recentes divulgados pela UNICEF, só na Turquia, mais de 2,4 milhões de pessoas encontram-se alojadas em abrigos temporários (tendas e contentores) com acesso limitado a serviços básicos como água, saneamento e serviços médicos. Já na Síria, desde o início dos terramotos mais de 97 mil famílias foram deslocadas e 3,7 milhões de crianças, mulheres grávidas e lactantes foram afetadas e necessitam urgentemente de água, abrigo, alimentos e assistência médica e psicossocial de emergência.

Beatriz Imperatori, Diretora Executiva da UNICEF Portugal, salienta que "a situação em algumas regiões da Turquia e Síria é absolutamente crítica. As nossas equipas têm encontrado e lidado com situações de urgência humanitária que envolvem milhões de desalojados, especialmente mulheres e crianças, que são sempre as que mais sofrem nestes cenários de absoluta devastação”. A responsável sublinha ainda que “tendo em conta a dimensão da catástrofe nos dois países, e a guerra civil que dura há mais de uma década na Síria, a reconstrução demorará tempo, o que torna ainda mais urgente o regresso progressivo à normalidade para todas estas crianças”.

A UNICEF Portugal convida todos os portugueses a apoiarem as crianças e famílias da Síria e da Turquia, optando pela consignação de 0,5% do seu IRS à UNICEF, através do Número de Identificação Fiscal 500883823. O prazo para entrega do IRS de 2023, referente aos rendimentos do ano de 2022, é dia 30 de junho.

A consignação do IRS permite encaminhar uma parte do imposto que seria a favor do Estado português para uma entidade ou associação à escolha, sem qualquer custo associado. Através deste mecanismo, o Estado abdica de 0,5% do seu IRS e envia o respetivo montante para a entidade beneficiária escolhida. De destacar que o reembolso do contribuinte não é afetado com este processo, sendo certo que não receberá menos, nem pagará mais por ter decidido avançar com a consignação.

A UNICEF está na região, sendo responsável pelos sectores da Água e Saneamento, Educação e colíder no setor da Proteção Infantil.

Todas as informações relativas ao processo de consignação de 0,5% do IRS à UNICEF Portugal disponíveis em https://irs.unicef.pt. A UNICEF Portugal agradece antecipadamente a colaboração de todos neste importante apoio às vítimas dos terramotos na Turquia e Síria.

(Fonte: UNICEF)

20 abril 2023

Missão portuguesa pós-sismo liderada pelo Instituto Superior Técnico: uma questão de vontade política e não de legalidade #6

A presente missão de avaliação e reconhecimento pós-sismo na Turquia, tem como propósitos compreender melhor o que falhou em termos técnicos, sociais e políticos, bem como coligir o que se destaca pela positiva e possa servir de aprendizagem ao nosso país. Tem também um objetivo que é o de comunicar, informar o cidadão, por forma a incentivar a mudança de mentalidades e atitudes.

Em Ancara, foi-nos possível ter uma reunião com o Ministério da Saúde da Turquia, para perceber como se conseguiu que o Estado turco exigisse, na última década, que fossem instalados sistemas de isolamento base em hospitais novos que fossem construídos.

Depois do sismo de 1999 e, novamente, da destruição que causou, o Estado turco percebeu que teria de tomar alguma atitude e decisões relativamente à falta de capacidade de resposta dos hospitais perante um sismo.

Em 2007, um aluno de doutoramento turco no Japão, tomou conhecimento destes sistemas de proteção sísmica. Tendo avaliado o potencial da sua aplicação, em conjunto com os seus professores, envidou esforços para que o isolamento sísmico fosse considerado no projeto de hospitais. Um dos seus professores convidou então o ministro da Saúde turco a visitar os hospitais japoneses que possuíam isolamento de base e ver o potencial dessa tecnologia para melhorar o comportamento sísmico destes edifícios. A partir daí os laços estreitaram-se e o conhecimento foi passado para a Turquia.

Desde 2013, o Ministério da Saúde turco tem vindo então a exigir que os novos hospitais públicos com mais de 100 camas, que sejam construídos nas zonas de mais elevado risco (nível 1 e 2), possuam um sistema de isolamento de base e sensores de monitorização do edifício. Na Turquia, tal como em Portugal, os regulamentos técnicos de projeto e construção não obrigam à utilização de isolamento de base. Os edifícios, tal como cá, são construídos para a estrutura não colapsar por completo e para que as pessoas possam evacuar os edifícios após o sismo. No entanto, e particularmente em caso de hospitais, isso não é suficiente, uma vez que os elementos não-estruturais, como equipamentos médicos, sistemas de AVAC, tubagens, paredes divisórias, revestimentos, entre inúmeros componentes e equipamentos que possibilitam o funcionamento de um hospital, podem ser danificados. Para que isso não aconteça, e apesar do regulamento não exigir a utilização de sistemas de isolamento de base nestes edifícios, o Ministério da Saúde turco passou a exigi-la. Imediatamente após a ocorrência de um sismo, a solicitação de cuidados médicos vai disparar. Se não existirem hospitais operacionais, como poderão ser as pessoas socorridas? Como se observou na Turquia, hospitais com isolamento de base permitem dar uma resposta rápida e eficiente à sua população e não perder, em alguns segundos, todo o investimento feito no edifício, nos equipamentos médicos, etc.

O custo dos sistemas de isolamento de base nos hospitais turcos já construídos rondou os 7%-10% do custo do edifício. No entanto, informações sobre edifícios com isolamento de base em Itália e Portugal apontam para valores inferiores. Na avaliação dos custos também é preciso ter em conta outras questões: i) este sistema pode, em alguns casos, permitir poupanças a outros níveis, como por exemplo na estrutura acima do sistema de isolamento, e/ou mais lugares de estacionamento devido a haver menos necessidade de paredes estruturais em caves abaixo do sistema de isolamento, e ii) dado que o custo de todos os equipamentos médicos de um hospital pode ser da ordem de grandeza do custo do edifício, o custo relativo do isolamento de base é residual face ao investimento global (e note-se que protege não só o edifício e as pessoas, mas também os equipamentos médicos, ou seja, protege todo o investimento). Assim, o acréscimo de custo, em termos relativos, de um hospital com isolamento sísmico face a outros sem isolamento, será provavelmente inferior a 5%, sendo mais expectáveis valores da ordem de 2% a 3%. Mas muitíssimo mais importante é: quanto custa a perda total de um hospital numa situação de Emergência, ou seja, quando ele é mais preciso? E as vidas que não pode salvar por ficar inoperacional após um sismo?

Atualmente estão a ser construídos cerca de 65 hospitais nas zonas de risco sísmico mais elevado da Turquia. Todos incluem isolamento de base e um sistema de monitorização por decisão do Governo. E em Portugal, como vai ser?

Mesmo em casos como o do Hospital de Lisboa Oriental em que o projeto, sem isolamento de base, está feito e a obra adjudicada, e em que a alteração desta situação pode implicar outros custos (indemnizações, elaboração de novo projeto), o que está em causa é de tal forma importante, que vale a pena pagar esses custos adicionais.

Nota: Os autores agradecem ao Ministério da Saúde da Turquia, em Ancara, por os ter recebido.

Esta é uma missão não-governamental composta por membros da academia, da Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica e de empresas, que se juntou a colegas da Turquia.

Autores:

Mónica Amaral Ferreira e Mário Lopes - Instituto Superior Técnico

Xavier Romão - Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Miguel Sério Lourenço - JSJ Structural Engineering

Cristina Oliveira - Escola Superior de Tecnologia do Barreiro do Instituto Politécnico de Setúbal

Paulo Pimenta - Pretensa Lda.

(Fonte: Expresso)

15 abril 2023

Missão portuguesa pós-sismo liderada pelo Instituto Superior Técnico: resiliência sísmica #1

A missão portuguesa de reconhecimento dos danos após os sismos que ocorreram na Turquia e Síria, a 6 de fevereiro, encontra-se desde dia 12 de abril a percorrer as áreas mais atingidas da Turquia. Tomadas de decisão que podem conduzir a que a resiliência sísmica de um país não aumente poderão ter impactos económicos e sociais significativos a curto e médio/longo prazo

A produção de aço é uma das principais indústrias da Turquia. Iskenderun, localizada a 120 quilómetros do epicentro, é uma dessas cidades industriais, com um importante terminal portuário no Mediterrâneo. Na sequência do sismo, os danos nas vias e o incêndio que deflagrou no terminal de contentores levaram ao encerramento deste porto, por tempo indeterminado, até que todas as condições básicas de operação estejam repostas.

Se ocorrer um sismo em Portugal, com magnitude semelhante ou superior à dos sismos de 6 de fevereiro, o terminal portuário de Sines poderá ficar igualmente paralisado por tempo indeterminado. O contributo desta infraestrutura para a competitividade da economia portuguesa é fundamental, pois além de albergar o mais importante terminal de gás natural liquefeito em território nacional, é o único porto português de águas profundas que permite exportar para todo o mundo.

Iskenderun, é também conhecida pelas suas praias, sendo uma zona onde muitas pessoas compram as suas casas. Na sequência dos sismos, foram observados diversos danos nos edifícios residenciais dessa zona, muitos associados a práticas construtivas inapropriadas (queda de paredes de fachada por deficiente fixação, entre outros), não sendo também de excluir a possibilidade de alguns desses danos terem sido intensificados devido à existência de solos de fundação inadequados.

Apesar dos danos observados em Iskenderun serem muito frequentes após um sismo, é possível observar pontos positivos na cidade de Osmaniye. Esta cidade fica a cerca de 20 quilómetros da povoação de Pazarcik, onde se localizou o epicentro do primeiro sismo (com magnitude 7.7), segundo a Proteção Civil Turca (AFAD), e possui um hospital construído com sistema de isolamento de base. Este tipo de sistema consiste em apoiar os pilares e paredes estruturais em aparelhos que separam a estrutura das fundações, reduzindo, assim, a intensidade das acelerações que o solo transfere para a estrutura.

Este sistema protege o edifício, os seus ocupantes e todos os equipamentos médicos do seu interior. A construção de hospitais com este sistema permite, assim, que estas infraestruturas essenciais fiquem totalmente operacionais após a ocorrência de um sismo. As vantagens de construir um hospital com isolamento de base foram confirmadas em Osmaniye. O hospital, acabado de ser construído, pôde ser posto ao serviço da comunidade imediatamente após o evento.

Durante a missão, foi possível observar todo o sistema de isolamento de base do edifício, desde os aparelhos de isolamento sísmico, os sistemas que permitem acomodar os deslocamentos relativos entre a estrutura isolada e outras infraestruturas não isoladas, até aos sistemas especiais para as instalações técnicas acomodarem os deslocamentos. O sistema de isolamento sísmico cumpriu a sua função como previsto; o edifício estava totalmente operacional e em pleno funcionamento. Sem dúvida que se trata de um sistema eficaz para garantir uma qualidade e segurança das construções, algo de extrema importância numa estrutura como um hospital, que se pretende em funcionamento sem interrupções durante e após um sismo. Este hospital foi também um elemento fulcral na assistência humanitária à população por ser a única estrutura capaz de assegurar alimentação a 40 mil pessoas no imediato e, atualmente, serve ainda 30 mil pessoas. Outros hospitais do mesmo tipo serviram até como abrigo temporário às populações.

As estratégias e políticas públicas de prevenção e preparação para a ocorrência de um sismo devem ter como um dos objetivos o aumento da resiliência das infraestruturas que possam vir a ser afetadas.

Esta é uma missão não-governamental composta por membros da academia, da Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica e de empresas, que se juntou a colegas da Turquia. Os autores deste artigo são:

Mónica Amaral Ferreira e Mário Lopes - Instituto Superior Técnico;

Cristina Oliveira - Escola Superior de Tecnologia do Barreiro do Instituto Politécnico de Setúbal;

Xavier Romão - Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto;

Paulo Pimenta - Pretensa Lda.;

Miguel Lourenço - JSJ Structural Engineering.

(Fonte: Expresso)

14 fevereiro 2023

“Caos e sofrimento”: O relato de um médico português na Turquia

“Vemos, ouvimos e lemos / Não podemos ignorar.” Assim começa a cantata da paz, escrita por Sophia de Mello Breyner.  Assim nos obriga a sentir a dimensão da tragédia humana, após o devastador terramoto que assolou a Síria e a Turquia, longe de poder ser contabilizada. 

Perante as imagens que nos chegam todos os dias, dividimos as lágrimas e a frequência cardíaca entre a atualização em crescendo do número de mortos e a esperança por cada vida salva, contra as probabilidades. 

O Dr. António Gandra d’Almeida, é o médico responsável da equipa do INEM em missão na Turquia e aceitou partilhar o seu testemunho, apesar do trabalho infindável e das condições adversas.

Onde se encontra a equipa da missão portuguesa na Turquia?

Estamos em Hatay. Estivemos, até domingo, no centro da cidade. Agora, começámos as operações nas zonas mais remotas. 

Quais foram as primeiras impressões à chegada à Turquia?

Caos e sofrimento. As pessoas perderam família, amigos e as suas casas. Não havia elettricidade nem água. As temperaturas são muito baixas. 

Estiveram envolvidos na operação que resgatou com vida uma criança de 10 anos, o pequeno Baran. O que sentiram?

É uma sensação difícil de explicar. Uma explosão de sentimentos muito intensa. O mais importante: o Baran vai ficar bem. Valeu a pena. 

Como é o cenário em termos de assistência médica no terreno e nos hospitais?

Há equipas médicas de emergência a dar apoio no terreno. Os hospitais nacionais de regiões vizinhas também estão a prestar apoio, ainda que por vezes se encontrem a grande distância.

Da sua experiência de cenários de catástrofe, o que podemos esperar nos próximos dias? Ainda se poderá encontrar pessoas com vida entre os escombros?

É cada vez mais improvável encontrar sobreviventes, mas continuamos com esperança e mantemos as operações de busca. Aos poucos, a população está a tentar restabelecer as suas vidas. Vai ser demorado e muito difícil.

Como está a equipa portuguesa? Como têm sido os vossos dias?

Os nossos dias são de muito trabalho e longos. Todos estão a dar o seu melhor. Estamos a fazer os possíveis e impossíveis para ajudar, apoiar e estarmos onde precisam de nós. Estamos bem e muito moralizados.

(Fonte: CNN)

12 fevereiro 2023

Equipa portuguesa resgata criança de dez anos em Hatay


A equipa portuguesa de busca e salvamento que está na Turquia resgatou com vida uma criança de dez anos. Em entrevista à RTP este domingo, o comandante da missão, José Guilherme, diz já ter valido a pena a deslocação a esse país.

O comandante explicou que o alerta sobre a criança foi dado por populares e que a operação de resgate "demorou algumas horas".

"Vamos continuar empenhados na nossa missão, que todos os portugueses nos confiaram, na ajuda a este país", declarou José Guilherme, falando num "orgulho pelos operacionais" que resgataram o menino de dez anos.

(Fonte: RTP)

11 fevereiro 2023

Equipa portuguesa de resgate procura vida nos escombros de Antáquia


Na baixa de Antáquia, junto a um edifício em que o rés-do-chão desapareceu, Orhan Demir e a mulher correm até à equipa portuguesa que está a apoiar operações de busca e salvamento em Antáquia, no sudeste da Turquia, desde quarta-feira.

A mulher pede ajuda, de forma insistente.

Orhan implora à equipa para olharem para dentro daquele prédio destruído, diz que há uma luz ao fundo de um buraco, que haverá alguma forma de lá chegar e que lá estarão a sua irmã e os seus três filhos.

Há um desespero e um sentido de urgência na voz do homem, que se põe em risco e salta logo de seguida para cima de um prédio altamente danificado, tentando mostrar à equipa portuguesa onde poderá estar a sua irmã e sobrinhos.

Pouco mais tarde, Orhan, sentado numa cadeira de plástico, fuma um cigarro, de olhos molhados, enquanto observa o prédio onde estará a sua irmã, junto ao seu, também completamente destruído.

Está em choque.

Chora e conta que, a juntar à irmã e sobrinhos (de oito, dez e 15 anos de idade) que não são encontrados, soma-se agora a morte do marido da sua irmã, que Orhan encontrou morto pelo frio, na noite de sexta-feira, à frente da casa, quando lhe ia entregar uns cobertores.

Orhan Demir apenas diz que vai continuar à espera, a fazer o que tem feito todos os dias, a gritar pelos nomes da sua irmã e dos seus sobrinhos, para o caso de estarem vivos.

"Fico aqui até poder fazer o funeral dos meus sobrinhos e da minha irmã", conta à agência Lusa.

No local, a equipa portuguesa, que se divide entre membros da Proteção Civil, GNR e INEM, vai verificando ruínas, à procura de sinais de vida, com a preciosa ajuda de Red, Agra e Síria, três cães que conseguem entrar dentro dos escombros das casas e ladrar, caso encontrem alguém vivo.

Junto à equipa, uma mulher fala com o tradutor e chora.

A mulher tinha ouvido ruídos da sua casa e acreditava que o seu filho estaria vivo, preso nos escombros.

A equipa fez uma busca extensa à residência, com o recurso aos cães, tiraram fotos e tiveram uma conversa, difícil, mas necessária.

"Havia a angústia de poder estar com vida e precisar de ajuda. Agora, aquela mãe pode, ao menos, começar o processo do luto", disse à Lusa a psicóloga do INEM, Joana Anjos.

A equipa avança por entre os escombros da baixa de Antáquia, uma zona mais pobre daquela cidade de meio milhão de habitantes onde não há qualquer edifício intacto.

Logo de seguida, a equipa pára e toda a gente se cala, outros pedem silêncio.

"Se alguém está vivo, que dê um som! Se alguém está vivo, que dê um som!", gritou um homem, em turco, enquanto toda a gente permanecia calada, imóvel, na expectativa.

Nada se ouviu e a equipa seguiu para a casa onde tinha estado com a mãe. Numa das paredes, grafitaram: "Vd" - sinal de que o edifício tinha sido verificado e que não tinha sido encontrado ninguém com vida.

Noutras ruínas, espalham-se fotos de família, uma mulher feliz a segurar um bebé recém-nascido, uma turma sorridente na escola, momentos de festa familiar, ou um casal a posar para uma fotografia de casamento.

A equipa portuguesa, que trabalha num setor que ainda estava por verificar, é chamada mais à frente.

Vão sempre confirmar, sempre à procura da chance, mesmo que ínfima, de encontrar um sobrevivente, que a prioridade ainda não é desenterrar os mortos, mas encontrar possíveis vivos.

Um militar da GNR recorda à Lusa uma história de uma pessoa que foi encontrada uma hora depois de morrer por outra equipa, de outro país.

Noutra ruela daquela baixa completamente intransitável, um homem aborda a missão portuguesa, pede para encontrarem a sua tia que poderá estar viva, debaixo de uns escombros.

Os cães avançam, mas nenhum deles ladra.

Na rua ao lado, um rapaz pede uma câmara térmica para encontrar uma prima que estaria dentro de outra casa completamente destruída.

É-lhe explicado que os cães já por lá andaram e também não encontraram qualquer sinal de vida.

Passados alguns metros, novamente outro pedido.

"Três vizinhos meus moravam aí. Eu não sei se estão vivos, mas, por favor, usem o cão", pede um homem velho, a chorar.

O cão entra nos escombros, mas também não sinaliza vida.

Pelo caminho, cruzam-se com a equipa portuguesa mineiros do Mar Negro, vestidos de branco, que seguem para as ruínas com as suas picaretas.

No final da operação da manhã, uma senhora, a chorar, chega ao pé da psicóloga do INEM, Joana Anjos, e dá-lhe um abraço.

"Espero que venham, mas como turistas e que todos nós nos possamos juntar, mas já sem desgraças, sem nada destruído", diz a mulher, de nome Sevim, que morava num prédio muito afetado, na baixa de Antáquia.

(Fonte: Mundo ao Minuto/Lusa)

07 fevereiro 2023

Ajuda chega de todo o mundo e Portugal vai enviar equipa de 53 operacionais nas “próximas horas”

Vários países estão a enviar ajuda e pessoal especializado, como engenheiros estruturais, soldados e socorristas, para a Turquia e Síria para resgatar sobreviventes dos sismos que atingiram os dois países na segunda-feira.

A União Europeia (UE) mobilizou equipas de busca e salvamento para ajudar a Turquia, enquanto o sistema de satélites Copernicus foi ativado para fornecer serviços de mapeamento de emergência. Pelo menos 13 países-membros da UE ofereceram assistência.

Uma equipa de 53 elementos da Proteção Civil, GNR e emergência médica de Portugal parte na quarta-feira para a Turquia para apoiar os esforços de busca e salvamento das vítimas. Além dos 53 elementos, Portugal enviará também equipamento de busca e salvamento, mas não equipamento pesado.

A Grécia vai enviar para a Turquia uma equipa com 21 socorristas, dois cães de busca e um veículo especial de resgate, além de um engenheiro estrutural, cinco médicos e especialistas em planeamento sísmico.

A agência de proteção civil THW da Alemanha está a enviar hoje uma equipa de resgate de 50 membros para a Turquia. Uma equipa do grupo International Search and Rescue Germany, com 42 especialistas e sete cães, já está a caminho de Kirikhan, perto da fronteira com a Síria. A Alemanha também está a preparar entregas de geradores de emergência, tendas, cobertores e equipamentos de tratamento de água.

Os Estados Unidos estão a coordenar a assistência imediata à Turquia, incluindo equipas para apoiar os esforços de busca e resgate. Da Califórnia, partirão cerca de 100 bombeiros e engenheiros estruturais do condado de Los Angeles, juntamente com seis cães de busca.

Equipas de resgate do Ministério de Emergências da Rússia foram enviadas para a Síria, onde militares russos deslocados naquele país já enviaram 10 unidades com 300 pessoas para ajudar na remoção de escombros e busca por sobreviventes. Os militares russos estabeleceram pontos para distribuir assistência humanitária.

O Reino Unido vai enviar 76 especialistas em busca e resgate com equipamentos e cães, bem como uma equipa médica de emergência, para a Turquia. O Reino Unido também diz que está em contacto com a ONU para enviar apoio às vítimas na Síria.

A França irá a enviar equipas de resgate para a Turquia e a Jordânia enviará ajuda de emergência à Síria e à Turquia por determinação do rei Abdullah II.

A Índia também vai enviar 100 equipas de busca e resgate da sua Força de Resposta a Desastres Naturais para a Turquia, bem como cães de busca e equipamentos necessários para o socorro das vítimas e equipas médicas, paramédicos e medicamentos essenciais.

A Coreia do Sul enviará uma equipa de busca e resgate com 60 especialistas em resgate, 50 soldados e ainda meios médicos para a Turquia, enquanto Taiwan enviará 130 membros do grupo de resgate, cinco cães de busca e 13 toneladas de equipamentos para a Turquia. O ministro do Interior, Lin Yu-chang, disse que o primeiro grupo partiu na noite de segunda-feira e outro foi hoje enviado. Taiwan disse anteriormente que doaria 200 mil dólares (186 mil euros).

O ministro dos Negócios Estrangeiros do México disse que o país enviará equipamentos e especialistas em resgate à Turquia, assim como o Egito prometeu ajuda humanitária urgente ao país.

A Síria, devastada por uma guerra há quase 12 anos, pediu que as Nações Unidas e os seus membros ajudem nos esforços de resgate, serviços de saúde, abrigo e ajuda alimentar. Tanto o território controlado pelo Governo como a região controlada pela oposição foram atingidos pelos terramotos.

O Comité Internacional da Cruz Vermelha enviou material cirúrgico suficiente para tratar 100 pessoas a um dos hospitais públicos da cidade síria de Aleppo. Mais equipamentos médicos estão a caminho de Aleppo, Latakia e Tartus. A Cruz Vermelha também está a doar alimentos enlatados, cobertores, colchões e outros itens essenciais para distribuição nos muitos abrigos que estão a ser montados nas áreas afetadas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros palestiniano, Riad Malki, disse que a Autoridade Palestiniana enviará duas missões humanitárias para ajudar na Síria e na Turquia. As missões de socorro incluirão defesa civil e equipas médicas.

A Cruz Vermelha da China vai doar ao Crescente Vermelho Turco e ao Crescente Vermelho Sírio 200.000 dólares (186.000 euros) a cada uma das instituições de assistência humanitária.

(Fonte: Expresso)