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12 dezembro 2025

Turquia acolhe novo programa para resíduos têxteis


A Global Fashion Agenda lançou a Circular Fashion Partnership: Türkiye, uma nova iniciativa destinada a acelerar a implementação de um sistema têxtil circular na Turquia, com foco na recolha e reciclagem de resíduos têxteis pós-industriais.

A apresentação do projeto, que é financiado pela H&M Foundation, decorreu durante o Sustainability Talks Istanbul e contou com a participação da parceira nacional Rematters, bem como dos parceiros de implementação Reverse Resources, Closed Loop Fashion e Circle Economy Foundation.

Com arranque previsto para o início de 2026, o programa pretende implementar sistemas de gestão de resíduos nas unidades produtivas, reforçar a rastreabilidade através de ferramentas digitais e estabelecer ligações diretas entre fabricantes e recicladores, promovendo a valorização do desperdício têxtil pós-industrial, revela, em comunicado, a Global Fashion Agenda (GFA). A iniciativa vai igualmente apoiar as empresas na adaptação a novos enquadramentos legislativos e dinamizar a cooperação nacional para uma transformação estrutural.

Segundo a GFA, a Turquia, sendo um dos principais centros de produção de vestuário a nível mundial, apresenta condições privilegiadas para escalar a reciclagem fibra-a-fibra, beneficiando de uma indústria verticalmente integrada, da proximidade ao mercado europeu e da crescente pressão regulatória em torno da redução de resíduos e emissões.

"A Turquia representa uma oportunidade crucial para acelerar a circularidade em larga escala», sublinha Federica Marchionni, CEO da Global Fashion Agenda. "Com a Circular Fashion Partnership: Türkiye, pretendemos promover a colaboração local e desbloquear inovação que possa servir de modelo para a reciclagem têxtil-para-têxtil a nível global. Estas parcerias permitem criar sistemas escaláveis que não só respondem ao desafio dos resíduos têxteis, como também contribuem para as metas climáticas, para o alinhamento regulatório e para a competitividade a longo prazo", acrescenta.

A Circular Fashion Partnership: Türkiye vai apoiar o setor no desenvolvimento de modelos replicáveis de segregação de resíduos, reciclagem têxtil-para-têxtil e rotas nacionais de recuperação, diminuindo a dependência de matérias-primas virgens e o envio para aterro. Este programa vai expandir um modelo já aplicado no Bangladesh, Camboja e Indonésia. Em conjunto, estas iniciativas permitiram rastrear digitalmente mais de 21.000 toneladas de resíduos têxteis e conectar mais de 100 fábricas e 20 marcas internacionais a recicladores locais. Na Turquia, o programa será desenvolvido e gerido por parceiros locais, adaptado às necessidades do país e sustentado pelas melhores práticas recolhidas nas outras regiões.

Ao longo de 2026, a Circular Fashion Partnership: Türkiye irá mobilizar a indústria turca através de várias ações, incluindo avaliações presenciais de gestão de resíduos, formação técnica com recurso ao modelo Train-the-Trainer, sessões de pitching e matchmaking para soluções de reciclagem, além de mesas-redondas e diálogos políticos com os principais intervenientes nacionais.

"Este é um passo vital na nossa missão de apoiar uma transição justa e circular", conclui Federica Marchionni.

(Fonte: Portugal Têxtil)

26 novembro 2023

O renascimento do vinho turco


A história do vinho na Turquia tem tido muitos altos e baixos. Actualmente, as leis proíbem qualquer publicidade, mas os produtores resistem e o sector dá sinais de uma nova vitalidade.

A história do vinho na Turquia é uma odisseia de persistência e de capacidade de sobrevivência. Tal como as vinhas velhas resistem, espalhadas por diferentes regiões do país, a vontade de fazer vinho revela-se mais forte do que todos os obstáculos. 

Levon Bagis e Umay Çeviker são dois dos maiores conhecedores desta história e, entre outras coisas, com os projectos Yaban e Heritage Vines of Turkey, são também dois dos principais protagonistas do atual renascimento do vinho turco.

(Fonte: Público)


25 novembro 2023

Jovens da Turquia efetuaram voluntariado em Vila Nova de Poiares


O Município de Vila Nova de Poiares acolheu durante os últimos 5 meses duas jovens voluntárias de nacionalidade turca, que estiveram a participar no programa ‘Fit Young and Senior’, promovido pela Câmara Municipal, no âmbito de uma candidatura ao Corpo Europeu de Solidariedade da União Europeia, refere em nota a autarquia.

Na despedida, a vereadora com o pelouro da Educação e Juventude, Maria da Luz Pedroso, recebeu as jovens Aysel Biban e Fatima Kanbay nos Paços do Concelho, acompanhada dos técnicos municipais que as orientaram durante a sua estadia, e entregou como forma de agradecimento uma lembrança do Município a cada uma.

O programa ‘Fit Young and Senior’ visa a promoção da atividade física e hábitos de vida saudável para crianças e seniores do Concelho. Trata-se de um projeto que se destaca pela forte vertente solidária, de inclusão social e respeito pela diversidade, dada a sua génese intergeracional, e que propicia o desenvolvimento pessoal, social e educativo dos voluntários, frisa a autarquia.

Ao longo dos cinco meses em que estiveram em Vila Nova de Poiares as duas jovens turcas desenvolveram voluntariado em atividades não só municipais como o ‘Verão em Atividade’ ou ‘Fit Sénior’, mas também em associações locais como a iCreate, onde a sua “colaboração proporcionou uma abordagem mais centrada na estimulação cognitiva da população sénior”.

“Paralelamente, e no âmbito do programa de voluntariado do Corpo Europeu de Solidariedade realizaram uma atividade semanal junto dos mais jovens, onde se destacavam os valores europeus e a apresentação da sua cultura”, sublinha.

“À semelhança das demais iniciativas realizadas neste âmbito, o balanço foi mais uma vez muito positivo para todos os envolvidos, na medida em que proporcionou um intercâmbio cultural, promovendo o respeito pela diversidade, bem como uma abordagem holística ao estimular a atividade física e cognitiva dos munícipes mais idosos, contribuindo para combater o isolamento social”, realça ainda a edilidade.

“Refira-se que o Município de Vila Nova de Poiares é uma entidade acreditada pela Agência Nacional Erasmus+ Juventude/Desporto e Corpo Europeu de Solidariedade, para o envio de jovens para outros projetos organizados em diversos países da União Europeia. Exemplo disso é a participação, este ano, de um jovem poiarense que, também em regime de voluntaria, participou na reabilitação de um centro para a juventude na Eslovénia”, conclui.

(Fonte: CentroTV)

21 fevereiro 2023

Terminaram oficialmente as buscas por sobreviventes na província de Hatay

A província turca de Hatay foi a mais duramente atingida pelos terramotos de 6 de fevereiro e, esta segunda-feira, sofreu mais dois sismos que provocaram vítimas.

As autoridades turcas deram esta terça-feira por terminadas as buscas por sobreviventes na província de Hatay, a mais duramente atingida pelos terramotos de 6 de fevereiro e que sofreu mais dois tremores na segunda-feira à noite.

Os sismos de magnitude 6,4 e 5,8 da noite passada causaram o colapso de muitos edifícios que já tinham sido gravemente danificados pelos terramotos de há 15 dias.

Seis pessoas morreram em resultado dos colapsos, um número que as autoridades consideram agora definitivo, segundo a agência noticiosa turca oficial Anadolu, enquanto 294 pessoas, 18 das quais gravemente feridas, receberam cuidados médicos.

O número de mortos não foi mais elevado porque desde o primeiro sismo, que causou a morte a pelo menos 42.310 pessoas em toda a Turquia, os edifícios em Antakya e arredores permanecem desocupados e as pessoas têm passado a noite ao ar livre em tendas ou em casas pré-fabricadas que estão a ser montadas.

Pelo menos três das seis vítimas eram pessoas que tinham entrado em edifícios vazios ainda de pé para recuperar os seus pertences, uma prática comum nos dias de hoje, mas muito arriscada como o terramoto de segunda-feira à noite demonstrou.

O novo tremor de terra e o seu tremor secundário, com o seu epicentro a apenas uma dúzia de quilómetros a sul de Antakya, abalaram também edifícios que até agora pareciam intactos, de modo que nenhuma casa pode ser considerada segura de momento, segundo a emissora turca NTV.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdo[an, disse hoje que 139.000 edifícios, incluindo quase meio milhão de casas ou escritórios nas 11 províncias afectadas, foram demolidos ou severamente danificados pelos tremores de terra.

No total, depois de investigar mais de um milhão de edifícios na área, um em cada dez está desmoronado ou tem de ser demolido urgentemente, concluiu o ministro do Urbanismo, Murat Kurum.

A proporção é duas vezes superior nas duas províncias mais afectadas, Kahramanmaras e Hatay, onde um em cada cinco edifícios controlados é destruído.

Hatay, uma província de 1,6 milhões de habitantes com uma agricultura florescente, indústria, artesanato e turismo local, é de longe a mais afetada, com 37.000 edifícios em ruínas.

A capital provincial, Antakya, com quase 400.000 habitantes, está tão destruída que a economia não poderá recuperar a curto prazo, disse Hikmet Çinçin, presidente da câmara de comércio local, à emissora NTV.

Segundo este responsável, das 2.000 pequenas empresas registadas, 1.700 foram arruinadas pelos terramotos, causando um êxodo de sobreviventes que carecem dos serviços necessários para a vida quotidiana.

Duas instalações industriais nas colinas da periferia de Antakya resistiram ao terramoto praticamente incólumes, mas não poderão continuar a funcionar, uma vez que tanto os trabalhadores como os empregados mais instruídos deixaram a área, disse Çinçin.

A indústria local está agora desesperadamente à procura de trabalhadores mas terá de fechar se ninguém ficar para viver numa cidade onde não há electricidade neste momento, concluiu.

O terramoto de 6 de fevereiro, com epicentro em território turco, e ao qual se seguiram várias réplicas, fez pelo menos 44 mil mortos e mais de 100 mil feridos na Turquia e na Síria, números ainda provisórios e que deverão continuar a aumentar.

(Fonte: SIC Notícias)

Pelo menos seis mortos e quase 300 feridos após novo sismo na Turquia


Pelo menos seis pessoas morreram em dois sismos de magnitude 6,4 e 5,8 que atingiram a província turca de Hatay na segunda-feira à noite, noticiaram esta terça-feira os média locais.

Já o Ministério da Saúde turco indicou terem sido identificados até ao momento 294 feridos. O anterior balanço apontava para três mortos e 213 feridos.

O terramoto principal foi registado a sul da cidade de Antakya, na província de Hatay, uma das 11 regiões turcas devastadas há 15 dias por dois sismos que mataram pelo menos 44 mil pessoas, na Turquia e na Síria.

(Fonte: CMTV)

14 fevereiro 2023

“Caos e sofrimento”: O relato de um médico português na Turquia

“Vemos, ouvimos e lemos / Não podemos ignorar.” Assim começa a cantata da paz, escrita por Sophia de Mello Breyner.  Assim nos obriga a sentir a dimensão da tragédia humana, após o devastador terramoto que assolou a Síria e a Turquia, longe de poder ser contabilizada. 

Perante as imagens que nos chegam todos os dias, dividimos as lágrimas e a frequência cardíaca entre a atualização em crescendo do número de mortos e a esperança por cada vida salva, contra as probabilidades. 

O Dr. António Gandra d’Almeida, é o médico responsável da equipa do INEM em missão na Turquia e aceitou partilhar o seu testemunho, apesar do trabalho infindável e das condições adversas.

Onde se encontra a equipa da missão portuguesa na Turquia?

Estamos em Hatay. Estivemos, até domingo, no centro da cidade. Agora, começámos as operações nas zonas mais remotas. 

Quais foram as primeiras impressões à chegada à Turquia?

Caos e sofrimento. As pessoas perderam família, amigos e as suas casas. Não havia elettricidade nem água. As temperaturas são muito baixas. 

Estiveram envolvidos na operação que resgatou com vida uma criança de 10 anos, o pequeno Baran. O que sentiram?

É uma sensação difícil de explicar. Uma explosão de sentimentos muito intensa. O mais importante: o Baran vai ficar bem. Valeu a pena. 

Como é o cenário em termos de assistência médica no terreno e nos hospitais?

Há equipas médicas de emergência a dar apoio no terreno. Os hospitais nacionais de regiões vizinhas também estão a prestar apoio, ainda que por vezes se encontrem a grande distância.

Da sua experiência de cenários de catástrofe, o que podemos esperar nos próximos dias? Ainda se poderá encontrar pessoas com vida entre os escombros?

É cada vez mais improvável encontrar sobreviventes, mas continuamos com esperança e mantemos as operações de busca. Aos poucos, a população está a tentar restabelecer as suas vidas. Vai ser demorado e muito difícil.

Como está a equipa portuguesa? Como têm sido os vossos dias?

Os nossos dias são de muito trabalho e longos. Todos estão a dar o seu melhor. Estamos a fazer os possíveis e impossíveis para ajudar, apoiar e estarmos onde precisam de nós. Estamos bem e muito moralizados.

(Fonte: CNN)

12 fevereiro 2023

Equipa portuguesa resgata criança de dez anos em Hatay


A equipa portuguesa de busca e salvamento que está na Turquia resgatou com vida uma criança de dez anos. Em entrevista à RTP este domingo, o comandante da missão, José Guilherme, diz já ter valido a pena a deslocação a esse país.

O comandante explicou que o alerta sobre a criança foi dado por populares e que a operação de resgate "demorou algumas horas".

"Vamos continuar empenhados na nossa missão, que todos os portugueses nos confiaram, na ajuda a este país", declarou José Guilherme, falando num "orgulho pelos operacionais" que resgataram o menino de dez anos.

(Fonte: RTP)

11 fevereiro 2023

Equipa portuguesa de resgate procura vida nos escombros de Antáquia


Na baixa de Antáquia, junto a um edifício em que o rés-do-chão desapareceu, Orhan Demir e a mulher correm até à equipa portuguesa que está a apoiar operações de busca e salvamento em Antáquia, no sudeste da Turquia, desde quarta-feira.

A mulher pede ajuda, de forma insistente.

Orhan implora à equipa para olharem para dentro daquele prédio destruído, diz que há uma luz ao fundo de um buraco, que haverá alguma forma de lá chegar e que lá estarão a sua irmã e os seus três filhos.

Há um desespero e um sentido de urgência na voz do homem, que se põe em risco e salta logo de seguida para cima de um prédio altamente danificado, tentando mostrar à equipa portuguesa onde poderá estar a sua irmã e sobrinhos.

Pouco mais tarde, Orhan, sentado numa cadeira de plástico, fuma um cigarro, de olhos molhados, enquanto observa o prédio onde estará a sua irmã, junto ao seu, também completamente destruído.

Está em choque.

Chora e conta que, a juntar à irmã e sobrinhos (de oito, dez e 15 anos de idade) que não são encontrados, soma-se agora a morte do marido da sua irmã, que Orhan encontrou morto pelo frio, na noite de sexta-feira, à frente da casa, quando lhe ia entregar uns cobertores.

Orhan Demir apenas diz que vai continuar à espera, a fazer o que tem feito todos os dias, a gritar pelos nomes da sua irmã e dos seus sobrinhos, para o caso de estarem vivos.

"Fico aqui até poder fazer o funeral dos meus sobrinhos e da minha irmã", conta à agência Lusa.

No local, a equipa portuguesa, que se divide entre membros da Proteção Civil, GNR e INEM, vai verificando ruínas, à procura de sinais de vida, com a preciosa ajuda de Red, Agra e Síria, três cães que conseguem entrar dentro dos escombros das casas e ladrar, caso encontrem alguém vivo.

Junto à equipa, uma mulher fala com o tradutor e chora.

A mulher tinha ouvido ruídos da sua casa e acreditava que o seu filho estaria vivo, preso nos escombros.

A equipa fez uma busca extensa à residência, com o recurso aos cães, tiraram fotos e tiveram uma conversa, difícil, mas necessária.

"Havia a angústia de poder estar com vida e precisar de ajuda. Agora, aquela mãe pode, ao menos, começar o processo do luto", disse à Lusa a psicóloga do INEM, Joana Anjos.

A equipa avança por entre os escombros da baixa de Antáquia, uma zona mais pobre daquela cidade de meio milhão de habitantes onde não há qualquer edifício intacto.

Logo de seguida, a equipa pára e toda a gente se cala, outros pedem silêncio.

"Se alguém está vivo, que dê um som! Se alguém está vivo, que dê um som!", gritou um homem, em turco, enquanto toda a gente permanecia calada, imóvel, na expectativa.

Nada se ouviu e a equipa seguiu para a casa onde tinha estado com a mãe. Numa das paredes, grafitaram: "Vd" - sinal de que o edifício tinha sido verificado e que não tinha sido encontrado ninguém com vida.

Noutras ruínas, espalham-se fotos de família, uma mulher feliz a segurar um bebé recém-nascido, uma turma sorridente na escola, momentos de festa familiar, ou um casal a posar para uma fotografia de casamento.

A equipa portuguesa, que trabalha num setor que ainda estava por verificar, é chamada mais à frente.

Vão sempre confirmar, sempre à procura da chance, mesmo que ínfima, de encontrar um sobrevivente, que a prioridade ainda não é desenterrar os mortos, mas encontrar possíveis vivos.

Um militar da GNR recorda à Lusa uma história de uma pessoa que foi encontrada uma hora depois de morrer por outra equipa, de outro país.

Noutra ruela daquela baixa completamente intransitável, um homem aborda a missão portuguesa, pede para encontrarem a sua tia que poderá estar viva, debaixo de uns escombros.

Os cães avançam, mas nenhum deles ladra.

Na rua ao lado, um rapaz pede uma câmara térmica para encontrar uma prima que estaria dentro de outra casa completamente destruída.

É-lhe explicado que os cães já por lá andaram e também não encontraram qualquer sinal de vida.

Passados alguns metros, novamente outro pedido.

"Três vizinhos meus moravam aí. Eu não sei se estão vivos, mas, por favor, usem o cão", pede um homem velho, a chorar.

O cão entra nos escombros, mas também não sinaliza vida.

Pelo caminho, cruzam-se com a equipa portuguesa mineiros do Mar Negro, vestidos de branco, que seguem para as ruínas com as suas picaretas.

No final da operação da manhã, uma senhora, a chorar, chega ao pé da psicóloga do INEM, Joana Anjos, e dá-lhe um abraço.

"Espero que venham, mas como turistas e que todos nós nos possamos juntar, mas já sem desgraças, sem nada destruído", diz a mulher, de nome Sevim, que morava num prédio muito afetado, na baixa de Antáquia.

(Fonte: Mundo ao Minuto/Lusa)

Sismo: "Uma demonstração de solidariedade da Humanidade"

Um dos mais poderosos sismos do século, com magnitude de 7.7, ocorreu na província turca de Kahramanmaraş nas primeiras horas do dia 6 de fevereiro. Cerca de 700 réplicas reverberaram por toda a região após o sismo inicial e uma vasta área de 10 províncias na Turquia, assim como na Síria, estão severamente afetadas. Só na Turquia já ceifou perto de 20 mil vidas e o número continua a aumentar à medida que os esforços de resgate continuam. Cerca de 70 mil pessoas encontram-se feridas. Os socorristas estão numa corrida contra o tempo e um clima adverso para salvar crianças, homens e mulheres que se encontram debaixo dos escombros. Mais de 6 mil edifícios ruíram. Existe um profundo pesar misturado com esperança.

Enquanto enviamos as nossas sentidas condolências às famílias das vítimas e desejamos rápidas melhoras a todos os que se encontram feridos, o que este devastador sismo nos lembra a todos uma e outra vez é o quão vulneráveis somos enquanto seres humanos face a desastres de larga escala, e o quão significativo é poder demonstrar a solidariedade humanitária nas horas mais negras.

Para além dos intensos esforços governamentais e da sociedade civil da Turquia, tendo enviado para o local mais de 60 mil operacionais, que estão ativos nos esforços de socorro, mais de 5 mil membros de equipas internacionais de busca e salvamento de todo o Mundo estão também presentes na zona do terramoto em resposta ao nosso apelo, a avaliar necessidades, a prestar assistência. A UE anunciou que mais de 30 equipas médicas e de busca e salvamento foram mobilizadas por parte de 20 países, incluindo mais de 1.200 elementos e 70 cães de busca. Uma Força Operacional Conjunta portuguesa com 53 pessoas, acompanhadas de equipamento e cães, partiu para a Turquia no dia 8 de fevereiro, numa missão de busca e salvamento. ONGs de Portugal enviaram equipas de busca e salvamento. Agradecemos a resposta imediata e estamos gratos pelo apoio e solidariedade demonstrados pela comunidade internacional.

Pessoas de todo o mundo também uniram as suas mãos para ajudar pessoas que foram resgatadas do terramoto. Estão a ser enviadas doações em géneros para os centros de crise na Turquia para serem distribuídas pelas pessoas necessitadas. A ONU e ONGs estão mobilizadas para ajudar. A autoridade oficial da Turquia para a gestão de desastres e emergência, a AFAD, o Türk Kızılay, sendo a maior organização humanitária na Turquia e parte da Cruz Vermelha Internacional e do Crescente Vermelho, estão a receber e a transferir estas doações.

Apelamos à comunidade internacional para ajudar milhares de famílias atingidas por este desastre, especialmente aqueles que se encontram em áreas onde o acesso é um desafio por vários motivos. Estamos a receber doações em géneros na Embaixada turca em Lisboa e no nosso centro de recolha no Porto, e também através de transferências bancárias. Poderá encontrar toda a informação nas páginas de Facebook e Twitter da Embaixada. Agradecemos ao Governo e ao povo português pelo sentido interesse e caloroso apoio.

Agradecemos também o apelo à sociedade internacional por parte do secretário-geral da ONU, António Guterres, para que se erga pelos povos turco e sírio, reconhecendo a Turquia como um país que generosamente recebeu e protegeu milhões de refugiados e pessoas deslocadas.

A Turquia está também a facilitar a passagem de ajuda para a Síria de forma a ajudar as pessoas afetadas pelo terramoto. Seis caravanas com ajuda da ONU atravessaram a fronteira da Turquia para a Síria no dia 9 de fevereiro, a primeira ajuda internacional que aquelas pessoas tiveram.

Desastres acontecem em todo o mundo, do Japão ao Chile, de Itália ao Haiti, causando sofrimento sob várias formas e magnitudes. O importante no dia seguinte é como nos unimos ao estender uma mão amiga para curar as feridas das pessoas afetadas. Dar uma mão para o salvamento, fazer um contacto visual com a esperança, lembrando-nos da razão pela qual nós, humanos, existimos no mundo. Hoje, é por isso que o povo turco está grato.

Embora nos sintamos gratos pelo apoio demonstrado pela humanidade, apelo humildemente às vossas orações por aqueles que ainda esperam por um salvamento.

Lale Ülker, Embaixadora da Turquia em Portugal

(Fonte: DN)

Sismo: Número de mortos ultrapassa os 24 mil


O número de vítimas mortais provocadas pelo sismo que, na segunda-feira, abalou o sul da Turquia e o norte da Síria subiu, na mais recente atualização para 24.218.

Na Turquia, morreram pelo menos 20.665 pessoas. Na Síria, contabilizando o território controlado pelo governo de Assad e as zonas controladas pelos rebeldes, 3553 pessoas perderam a vida.

Neste momento, há também já cerca de 80 mil feridos confirmados pelas autoridades dos dois países. Para apoiar a população síria afetada pela tragédia, a ONU já anunciou que irá doar 25 milhões de dólares (€23,3M).

Equipas de emergência resgataram este sábado várias pessoas que estiveram soterradas sob escombros, em diferentes cidades da Turquia, durante mais de 120 horas.

As esperanças de encontrar mais sobreviventes vão diminuindo a cada minuto que passa e os trabalhos de resgate já pararam em algumas áreas, com as equipas a começarem a remover os escombros.

Ajuda e equipas de salvamento concentraram-se nas grandes cidades turcas após o terramoto, mas há um grande número de pequenas localidades onde o apoio ainda não chegou, 

O diário turco Hurriyet noticia que muitas das estradas que levam a aldeias rurais da região estão fechadas devido à queda de neve, enquanto o mau estado de muitas estradas de montanha, que já era assim antes do terramoto, complica as comunicações.

Em muitas localidades, as casas tornaram-se inabitáveis e alternativas como as tendas não chegam, sendo que a falta de água e comida também afeta os animais nestas pequenas aldeias agrícolas.

O sismo afetou uma população de 13 milhões de habitantes em 10 províncias turcas, onde o acesso à água ainda está cortado ou restrito, na melhor das hipóteses, e há falta de alimentos e o frio também aumenta o risco de epidemias.

Embora mais de 100 mil socorristas e pessoal de emergência trabalhem na área, a sua enorme dimensão, o elevado grau de destruição, os mais de mil tremores secundários registados e o frio complicam os trabalhos de auxílio às vítimas dos sismos.

O sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter que atingiu o sudeste da Turquia, numa área maior do que a superfície de Portugal, provocou um elevado grau de destruição, incluindo infraestruturas básicas, o que torna difícil a distribuição da ajuda.

(Fonte: Expresso)

10 fevereiro 2023

Equipa de resgate portuguesa a caminho da Turquia



Uma equipa de resgate portuguesa, composta por seis operacionais e dois cães, está a caminho da Turquia para ser integrada nas operações de socorro às vítimas do sismo, ocorrido na madrugada de segunda-feira. 

Os elementos das Associação Portuguesa de Busca e Salvamento são voluntários e contaram com a colaboração das entidades patronais para participar numa missão que se estenderá, pelo menos, pelos próximos sete dias.

Fundamentais para o sucesso da ação de resgate serão as cadelas que integram a comitiva. Tracy, uma pastora belga, terá o seu batismo internacional, mas não será a primeira vez que estará num teatro de operações. Foi esta cadela que, entre outros casos, descobriu o cadáver de Fernando Ferreira, conhecido pela alcunha de "Conde", nas margens do Rio Ave, em Barco, em 2020. A vítima, de 63 anos, atirou-se ao rio, "em pânico, por se ver emboscado".

Encontrar sobreviventes na área mais afetada

Ao JN, Pedro Baptista, da Associação Portuguesa de Busca e Salvamento, explica que, logo após o sismo que afetou a Turquia e a Síria, foi mostrada disponibilidade por parte de vários elementos para participar nas operações de socorro em curso. E acrescenta que, recentemente, a Embaixada da Turquia em Portugal solicitou o seu auxílio.

(Fonte: JN)

07 fevereiro 2023

Dois bombeiros de Albufeira acompanhados de um cão partem hoje para a Turquia

Dois operacionais dos Bombeiros Voluntários de Albufeira, partem esta tarde por volta das 16h30, para a Turquia, para missões de salvamento e resgate na sequência do sismo registado na segunda-feira, que já fez mais de 5.000 vítimas mortais.

A acompanhar os bombeiros algarvios está o Axe, um cão treinado para cenários de busca e salvamento. Os operacionais juntam-se a um grupo espanhol que já está no terreno, sendo uma missão ibérica. Para os dois elementos de Albufeira, será a primeira operação de resgate. 

Ao Algarve Primeiro, o Comandante dos Bombeiros de Albufeira, explicou que os dois operacionais e o cão, vão operar no sul da Turquia, na zona de Adana, uma das zonas mais afetadas pelo terramoto.

Abel Zua explicou que os Bombeiros de Albufeira fazem parte de uma rede de centros de formação designada "Método Arcon", que forma binómios para resgate e salvamento de pessoas soterradas com vida, que tem sede em Málaga, Espanha, e que após a tragédia, disponibilizou ajuda junto da embaixada turca. "Na prática a nossa equipa de dois operacionais, mais um cão, vai juntar-se aos seis operacionais espanhóis que já partiram, sendo no total oito operacionais com quatro cães". O comandante salientou que o objetivo, é tentar localizar "o maior número de vidas que seja possível", durante os próximos dois dias.

Sublinhou ainda, que a corporação tem investido na formação nesta área, com uma equipa de busca e resgate em estruturas colapsadas e uma outra de busca canina, constituída por seis operacionais, certificados com o "Método Arcon": "Estamos a falar de uma formação de alta intensidade quer para o operacional, quer para o cão que decorre ao longo de um mês e meio, sendo um método utilizado, por exemplo, em forças de socorro e militares em mais de 30 países, onde somos exemplo único em Portugal".

Sobre a capacidade de resposta da nossa Proteção Civil, em caso de sismo de magnitude elevada, Abel Zua, considera que o País "evoluiu muito do ponto de vista de recursos, contudo, é preciso promover ações de formação do cidadão, porque até que as estruturas de socorro estejam disponibilizadas, vai levar tempo e aqueles que testemunham ou sobrevivem ao evento, deverão ser os primeiros a saber socorrer as vítimas, a pedir ajuda médica em caso de ferimentos ou como alojar as vítimas pontualmente, enquanto a normalidade não é reposta numa situação de catástrofe", concluiu.

Entretanto, uma equipa de 53 elementos da Proteção Civil, GNR e emergência médica parte na quarta-feira para a Turquia com o mesmo objetivo.

“Nas próximas horas, uma equipa de 53 elementos compostos por elementos da Autoridade Nacional de Emergência de Proteção Civil, por elementos da UEPS (Unidade de Emergência de Proteção e Socorro) da Guarda Nacional Republicana e também por elementos da emergência médica, sairá do nosso país para se juntar aos esforços europeus de cariz humanitário de proteção civil e, muito particularmente no caso do apoio português, no âmbito da busca e do salvamento”, disse hoje o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, à margem de um encontro com autarcas da região Centro em Coimbra.

De acordo com a Agência Lusa, o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Duarte da Costa, explicou tratar-se de uma força conjunta com elementos da estrutura da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção civil, elementos da UEPS da GNR, unidades do Regimento de Sapadores Bombeiros e uma equipa de intervenção médica do INEM para a segurança da própria força.

“Estamos a prever a sair amanhã durante o dia. Já foram encontradas, em parceria com o Mecanismo Europeu, as metodologias que são necessárias para meter a força na Turquia, conjuntamente com outros esforços europeus e outras forças europeias que neste momento se estão a preparar”, explicou.

(Fonte: AlgarvePrimeiro)

18 outubro 2022

Turquia testa em segredo míssil balístico no mar Negro

As forças armadas turcas dispararam esta terça-feira um míssil balístico sobre o mar Negro, num ensaio realizado em segredo e no qual a Turquia testou um projétil de curto alcance de fabrico nacional, indicaram fontes citadas pela agência Bloomberg.

O exército deslocou uma plataforma móvel para um aeroporto situado perto da cidade costeira de Rize, de onde lançou o míssil cerca das 7 horas locais (9 horas em Portugal continental), de acordo com as mesmas fontes consultadas pela Bloomberg e citadas pela agência noticiosa espanhola Europa Press.

(Fonte: JN)

18 março 2022

Maior ponte suspensa do mundo inaugurada em Çanakkale


Com 3563 metros de comprimento, dos quais mais de 2000 num vão central suspenso, foi esta sexta-feira inaugurada a maior ponte suspensa do mundo. Chama-se "Ponte Canakkale 1915" e foi construída no Estreito de Dardanelos, no noroeste da Turquia, encurtando o tempo de passagem entre a Europa e a Ásia para apenas seis minutos (a anterior ligação por ferry demorava cerca de meia hora).

(Fonte: Diário de Notícias)

27 fevereiro 2018

Mais de 2100 sefarditas adquiriram nacionalidade portuguesa

Um total de 2 160 sefarditas, judeus originários da Península Ibérica expulsos de Portugal no século XVI, adquiriram a nacionalidade portuguesa desde 2016, de acordo com dados do Instituto dos Registos e do Notariado.

Desde finais de março de 2015, altura em que entrou em vigor o decreto-lei que permite a concessão de nacionalidade portuguesa a descendentes de sefarditas, que 12 610 membros apresentaram pedidos, 466 nesse ano, 5 100 em 2016 e 7044 no ano passado. Em 2015, não foi atribuída a nacionalidade portuguesa a qualquer dos 466 de geração sefardita que realizaram o pedido.

Nos dois últimos anos, não só aumentou o número de entradas de pedidos de descendentes de sefarditas como o registo de casos em que foi concedida a nacionalidade portuguesa teve um acréscimo considerável.

Em 2016, foram deferidos 431 pedidos de entre os 5 100, enquanto dos 1 730 processos tendentes à atribuição de nacionalidade no ano passado de requerentes daquela comunidade judaica apenas um foi indeferido.

Na repartição por mês do número de requerimentos em 2017, o Instituto dos Registos e Notariado recebeu um máximo de 1 507 em outubro (252 nacionalidades concedidas), 754 em novembro (214), 738 em setembro (377), 640 em março (126) e 620 em janeiro (104). O registo mais baixo reporta-se aos meses de fevereiro e junho, com 332 formulários apresentados.

Os descendentes de sefarditas com naturalização israelita e turca foram a maioria dos que receberam a nacionalidade portuguesa. Em 2016, foi atribuída a nacionalidade portuguesa a 81 naturais de Israel e a 271 da Turquia, enquanto no ano passado os números ficaram em 457 e 968, respetivamente. Significa que, até ao final do ano passado, 538 descendentes de sefarditas naturais de Israel têm a nacionalidade portuguesa e 1 239 são provenientes da Turquia.

A iniciativa legislativa visou reforçar os laços de Portugal com a comunidade judaica e reconhecer a sua herança.

Em Espanha, o Governo legislou igualmente sobre a matéria, igualmente em 2015, e concedeu a nacionalidade espanhola a mais de 5 000 descendentes de sefarditas.

Com a perseguição movida pela Inquisição espanhola aos sefarditas (também conhecidos na época por "marranos"), que começou em 1492, Portugal acolheu-os, mas, a partir de 1459 expulsou os que não se sujeitassem ao batismo católico. A expulsão obrigou a um êxodo para Holanda, Reino Unido, Turquia e norte de África, mais tarde para o Brasil, Argentina, México e Estados Unidos.

(Fonte: Diário de Notícias)

05 fevereiro 2018

De Portugal à Turquia a pé durante 500 dias

De Portugal até à Turquia a pé. Um plano de 500 dias. Dez mil quilómetros através de 17 países e mais de 120 parques naturais. Marie, 29 anos, e Nil, 31, são dois jovens franceses com um projecto: Deux Pas Vers l’Autre.

Começou segunda-feira, 5 de Fevereiro, em Sagres, esta ultracaminhada pelo Sul da Europa. "Depois de termos viajado por todo o mundo, a nossa ideia passa por descobrir o nosso continente, em particular os países e as regiões desconhecidos", explicam os protagonistas, apregoando a "sustentabilidade social, cultural e ambiental", destacando-se à partida o programa "um quilo pelo planeta", em que o casal se propõe recolher lixo pelo caminho (aliviando esse peso sempre que possível e repetindo essa acção as vezes que forem necessárias).

Marie e Nil, que trabalhavam, respectivamente, nas áreas de recursos humanos e fotografia de moda e vídeo, assumem que irão evitar "grandes cidades". "Enquanto alguns óptimos trilhos de caminhada às vezes ditam o nosso caminho, muitas vezes escolhemos desviarmo-nos deles. A Europa que sonhamos descobrir é sobretudo rural, não reconhecida, até mesmo esquecida. Mito ou realidade, também imaginamos que podemos fazer contactos mais facilmente em pequenas localidades", escrevem no blogue onde explicam como preparar uma viagem deste género.

Essa descentralização será parte essencial do plano. "Atravessar essas aldeias também nos proporcionará uma oportunidade para obter água e comida. Mesmo se planearmos passar vários dias em autonomia, organizar pontos de reabastecimento frequentes é essencial. Certificamo-nos que encontraremos aldeias regularmente na nossa rota."

Conscientes de que "não existe um encaixe perfeito entre itinerário, meteorologia e riscos" ("não existe um itinerário infalível"), o plano de viagem cruza-se com a questão da sobrevivência ("porque cada oportunidade é boa para obter água, referenciámos as fontes e os rios") e com o clima ("ajustámos nosso cronograma, evitando os riscos do calor e os picos de calor nas montanhas suíças"). "O ideal é reduzir a dificuldade, e até situações perigosas, ao mínimo sem comprometer as etapas importantes da jornada", que percorrerá Portugal, Espanha, França, Itália, Suíça, Eslovénia, Croácia, Bósnia, Montenegro, Kosovo, Macedónia, Albânia, Grécia, Bulgária, Sérvia, Roménia e Turquia.

(Fonte: Público)

30 outubro 2014

Crise da Rússia chega ao turismo da Turquia

A Turquia teve em Setembro um aumento das chegadas de visitantes estrangeiros em 2% ou 86,3 mil, para 4,352 milhões, porque lhe ‘valeram’ os emissores da Ásia, que compensaram a queda do seu maior emissor este ano, a Rússia.

Dados do Ministério turco da Cultura e da Economia revelam que em Setembro as chegadas da Rússia caíram 10,2% ou cerca de 72,3 mil, a que se somou uma queda também das chegadas da Ucrânia, em 35,4% ou cerca de 37,7 mil.
Estas quedas acarretaram um decréscimo em 9,5% ou cerca de 113,2 mil visitantes residentes nos países da UIS (União de Estados Independentes), que foi compensada principalmente pelo aumento das chegadas dos emissores asiáticos em 23,5% ou 110,4 mil, com realce para o Irão, que foi mesmo o emissor de onde teve o maior aumento em Setembro, em 34,5% ou 47,9 mil.
Igualmente em alta estiveram as chegadas de emissores europeus, com realce para a Alemanha (+4,6% ou mais 28,6 mil), Reino Unido (+10,8% ou mais 10,3 mil), Bulgária (+10,8% ou mais 17,3 mil) e Grécia (+21,9% ou mais 13,4 mil).
O maior emissor em Setembro foi a Alemanha, com 645,9 mil visitantes, seguida da Rússia, que apesar da queda totalizou 637,7 mil, ficando à frente do Reino Unido (400,4 mil), Irão (186,5 mil) e Bulgária (176,7 mil).
O Top10 dos emissores em Setembro inclui ainda a Geórgia, com 163,6 mil (-9,7% ou menos 17,7 mil), a Holanda, com 132,4 mil (-5,1% ou menos 7,1 mil), França, com 90,3 mil (-1,2% ou menos 1,1 mil), Estados Unidos, com 89,6 mil (-3,4% ou menos 3,1 mil), e Suécia, com 84,5 mil (-11,2% ou menos 10,6 mil).
Entre os emissores de onde a Turquia teve maiores aumentos das chegadas em Setembro contaram-se, além do Irão (mais 47,9 mil), Alemanha (mais 28,6 mil), Reino Unido (mais 20,3 mil), Bulgária (mais 17,3 mil) e Grécia (mais 13,4 mil), também a Arábia Saudita, que foi mesmo o emissor com o segundo maior aumento, com mais 35 mil (+240,2%, para 49,6 mil).
Os dez maiores aumentos do mês incluem ainda a Polónia, com mais 9,2 mil (+12,4%, para 83,2 mil), a China, com mais 8,6 mil (+57,1%, para 23,6 mil), a Índia, com mais 4,7 mil (+60,6%, para 12,5 mil), e o Japão, com mais 4,6 mil (+31,3%, para 19,6 mil).
Nos nove meses de Janeiro a Setembro, em que se dilui o impacto da crise Rússia-Ucrânia e da desvalorização do rublo, a Rússia mantém-se o maior emissor para a Turquia com 4,143 milhões de visitantes, em alta de 8,6% ou 328,8 mil, suplantando a Alemanha, que no período homólogo de 2013 era nº 1, mas cujo crescimento este ano é de 3,4% ou 133 mil, para 4,089 milhões.
A lista dos maiores emissores até Setembro inclui ainda o Reino Unido, com 2,219 milhões (+4,5% ou mais 96,5 mil), a Geórgia, com 1,344 milhões (-2,6% ou menos 35,5 mil), o Irão, com 1,297 milhões (+39,6% ou mais 367,7 mil), a Bulgária, com 1,269 milhões (+8,3% ou mais 96,7 mil), a Holanda, com 1,092 milhões (-0,1% ou menos 1,3 mil), França, com 869,1 mil (+0,8% ou mais 6,8 mil), Iraque, com 670,2 mil (+25,3% ou mais 135,4 mil), e a Grécia, com 631,3 mil (+24% ou mais 122,3 mil).
O Irão mantém-se nos nove meses como o emissor com o maior aumento (mais 367,7 mil), seguido da Rússia (mais 328,8 mil), Iraque (mais 135,4 mil), Alemanha (mais 133 mil), Grécia (mais 122,3 mil), Arábia Saudita (mais 104,2 mil ou +56%, para 290,3 mil), Bulgária (mais 96,7 mil), Reino Unido, mais 96,5 mil), Polónia (mais 83,8 mil) e Coreia (mais 47,6 mil ou +33,3%, para 190,5 mil).
A informação do Ministério turco da Cultura e Turismo mostra que o aumento em 6,1% ou 1,733 milhões de visitantes nos primeiros nove meses deste ano, para +30,088 milhões, deveu-se ao aumento em 7,1% ou 1,909 milhões de turistas (que pernoitaram pelo menos uma noite no país), para 28,679 milhões, compensando um decréscimo dos excursionistas (que não fizeram qualquer pernoita) em 11,1% ou 175,6 mil, para 1,408 milhões.
Antalya manteve-se a principal ‘porta de entrada’ na Turquia, com 10,014 milhões de visitantes de Janeiro a Setembro, acima do período homólogo de 2013 em 4,7% ou 453,3 mil, mas foi Istambul que teve o maior aumento, em 12,7% ou 1,015 milhões, para 8,985 milhões.

(Fonte: PressTur)


28 outubro 2014

Dezanove homens presos em mina de carvão

Dezanove homens estão presos numa mina de carvão em Ermenek, província de Karaman, na Turquia, depois de um desabamento provocado por uma inundação.
O governador de Karaman revelou que 25 trabalhadores terão conseguido escapar, enquanto 19 ficaram presos dentro da mina. A operação de salvamento já está em marcha. Os mineiros estão presos numa galeria a cerca de 300 metros da superfície. Os ministros turcos da Energia e dos Transportes, Taner Yildiz e Lutfi Elvan, respectivamente, estão a dirigir-se para o local para acompanhar as operações de resgate.
 
(Fonte: TVI)

24 outubro 2014

Consulados da Turquia evacuados devido a envelope com pó amarelo

A recepção de um envelope com um pó amarelo desencadeou a evacuação, como medida de prevenção, de três consulados da Turquia, o canadiano, o belga e o alemão, informou esta sexta-feira a emissora CNNTürk.
O primeiro a soar o alarme foi o consulado do Canadá, situado no distrito de negócios de Levent de Istambul, que avisou a polícia da chegada de um envelope com um estranho pó amarelo.
A polícia evacuou as dependências do consulado, situado num prédio de escritórios, e iniciou uma investigação na qual participam especialistas do serviço de emergências turco, com trajes especiais de protecção.
Do consulado alemão também chegou uma notícia muito similar e este foi igualmente evacuado, o mesmo acontecendo na delegação belga, assegurou a emissora.
Até ao momento não se sabem mais detalhes sobre a natureza do envio nem qual é a substância dentro dos envelopes.
 
(Fonte: Diário Digital)

28 setembro 2014

Três franceses acusados de terrorismo na Turquia

Três cidadãos franceses detidos na Turquia, depois de viajarem para a Síria, foram acusados hoje de planearem actos terroristas, afirmou hoje o seu advogado.
Os três homens, que foram alvo de um inquérito judicial esta semana, após a sua prisão na Turquia, foram acusados por um juiz de "associação criminosa com o objectivo de planear actos terroristas", disse à AFP o advogado Pierre Dunac.
Do grupo faz parte um homem de 29 anos, de Toulouse, cunhado do 'jihadista' Mohamed Merah, que foi morto pela polícia depois que ter assassinado sete pessoas, incluindo três crianças, em 2012.
 
(Fonte: DN)