google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia: Especial EURO 2008
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27 junho 2008

Terim orgulhoso e de saída


Fatih Terim confirmou que deve voltar a trabalhar num clube, isto depois de uma extraordinária campanha da Turquia no EURO 2008 ter terminado numa enorme desilusão frente à Alemanha.

Rumo ao estrangeiro
Terim termina, assim, a sua segunda campanha à frente da Turquia em grandes torneios. A estreia no EURO '96 acabou com três derrotas e sem golos marcados, mas a campanha na Suíça e na Áustria encheu de orgulho o povo turco. Recuperações fantásticas contra a Suíça, a República Checa e a Croácia ficarão para sempre na memória dos adeptos do futebol, bem como a presença inédita nas meias-finais, onde os jogadores turcos só cederam depois do golo de Philip Lahm a quatro minutos do fim. Terim, que foi nomeado para o cargo pela segunda vez em 2005, depois de ter treinado emblemas como o Galatasaray AS, a ACF Fiorentina e o AC Milan, adiantou sobre o seu futuro: "Depois de falar com o presidente [da Federação Turca de Futebol] e com os jogadores, muito provavelmente vou dizer: o meu trabalho está feito e espero que quem vier a seguir consiga fazer desta equipa campeã. Já disse que não vou continuar a trabalhar na Turquia e, como mantenho sempre as minhas promessas, o mais certo é ir trabalhar para o estrangeiro. De qualquer forma, não queria entrar em declarações mais específicas antes de falar com o presidente nos próximos dias".

Muito orgulhoso
O que é certo é que, como Terim referiu na véspera do jogo, "ninguém irá esquecer" o que a Turquia atingiu neste Europeu. "Conseguimos algo que a Turquia não conseguia há 70 ou 80 anos. Os jogadores não se devem sentir mal, porque se é verdade que perdemos e fomos eliminados, este é o nosso 47º dia de trabalho consecutivo enquanto muitos outros estão de férias há muito tempo. Estiveram aqui a servir o país e disse-lhes que estava muito orgulhoso pelo que fizeram. Além disso, desejei-lhes toda a sorte do Mundo para o futuro", afirmou Terim.

Esperança
Acautelar o futuro é, de facto, importante, já que da última vez que a Turquia chegou às meias-finais de uma grande competição - Campeonato do Mundo de 2002 - falhou a presença na fase final do Europeu seguinte. No entanto, Terim acredita que desta vez vai ser diferente: "Acredito que vai ser diferente, tem de ser diferente. O futebol é muito importante na Turquia, tal como em todo o Mundo, mas o nosso país tem 70 milhões de habitantes e todos os seus corações estavam com estes jogadores dentro de campo e sentir isso é muito importante. É por isso que acho que a Turquia tem sempre de estar presente nas fases finais. Pode ser-se primeiro ou último, mas o importante é estar lá. Espero que, no futuro, a Turquia esteja em mais Campeonatos do Mundo e da Europa".

(Fonte: UEFA)

Selecção turca orgulhosa da sua caminhada no Euro


A Turquia mostrou-se orgulhosa, apesar da derrota por 3-2 frente à Alemanha ter terminado com o sonho de chegar à final do EURO 2008. "Perdemos, mas fomos a melhor equipa", confessou Uğur Boral.

"Sinto-me orgulhoso"
Não obstante ter estado muito afectada por lesões e castigos, a equipa de Fatih Terim assumiu o controlo do jogo frente à Alemanha, mas não resistiu ao golo de Philipp Lahm, no último minuto, em Basileia. O extremo do Fenerbahçe SK, Uğur, que inaugurou o marcador para a Turquia, foi o porta-voz da equipa: "Perdemos, mas fomos a melhor equipa em campo", acrescentando: "Sinto-me muito orgulhoso por ter feito parte de uma selecção tão bem-sucedida. O povo turco deve aplaudir estes jogadores pelo que fizeram".

Despedida
Rüştü Reçber não podia estar mais de acordo. "Tenho orgulho em cada um dos meus colegas de equipa", disse. "Toda a gente na Turquia os deve apoiar porque esta equipa pode atingir resultados ainda melhores no futuro". A presença na meia-final significou para o guarda-redes a sua 118ª internacionalização, mas também a última com a camisola da Turquia. Apesar de o seu falhanço ter permitido a Miroslav Klose cabecear para o segundo golo germânico, Rüştü terminou a carreira internacional sem arrependimentos. "Acabo a minha carreira ao serviço da selecção turca, a qual servi com orgulho, glória e honra durante 14 anos", disse. "Gostaria de agradecer a todos os que me ajudaram".

"Aventura fantástica"
O colega de equipa de Rüştü no Beşiktaş JK, Gökhan Zan, estava igualmente desgostoso e desiludido após o apito final. "Jogámos de forma muito apaixonada, fomos bravos e corajosos", disse. "Criou-se um espírito de equipa muito forte entre os jogadores que alinharam e os que estiveram ausentes. Qualquer pessoa se pode alegrar por ter amigos como estes e com tamanho espírito de equipa. Vivemos uma aventura fantástica nos últimos 45, 50 dias. Nunca nos aborrecemos. Queríamos dar mais um passo na nossa caminhada, mas infelizmente não foi possível. Mas acredito que toda a gente na Turquia e também na Europa está orgulhosa de nós".

Exibições discutidas
"Não merecíamos perder", acrescentou. "Se olharmos para as estatísticas, constatamos que tivemos mais posse de bola e mais remates à baliza, mas isso não nos serviu de muito. Estou seguro de que as pessoas na Europa vão falar das nossas exibições durante algum tempo. Fomos uma equipa fantástica e jogámos muito bem. Agora, resta-nos concentrar no futuro. Por um lado estamos felizes, por outro, tristes; felizes porque alcançámos uma meia-final de um Euro pela primeira vez, tristes porque perdemos um desafio em que jogámos tão bem".

Nada inferiores
O médio Ayhan Akman, do Galatasaray AS, realizou o seu primeiro jogo no EURO 2008 frente à Alemanha, tornando-se no 22º dos 23 jogadores convocados por Terim a jogar neste torneio e estava orgulhoso por a Turquia ter deixado tão impressionante cartão de visita antes da fase de qulificação para o Mundial 2010. "Esta noite, provámos que não nos devemos sentir inferiores a outras selecções que estiveram presentes nesta prova", afirmou. "Queríamos chegar à final e vencer, mas apesar de termos sido a melhor equipa, não conseguimos atingir esse objectivo".

(Fonte: UEFA)

Terminou o sonho turco


A Alemanha é a primeira finalista do EURO 2008 depois de ter batido a Turquia, por 3-2, na meia-final disputada em Basileia, no St. Jakob-Park. Os Turcos adiantaram-se no marcador, por intermédio de Uğur Boral, mas Bastian Schweinsteiger e Miroslav Klose operaram a reviravolta para os Germânicos. Semih Şentürk ainda fez o 2-2 a quatro minutos dos 90, mas Lahm confirmou a vitória alemã mesmo ao cair do pano.

Panoramas diferentes
O seleccionador germânico, Joachim Löw, apostou na mesma equipa que afastou Portugal nos quartos-de-final, ao passo que o treinador dos turcos, Fatih Terim, apresentou algumas alterações em relação ao seu habitual “onze” titular, já que se debateu com inúmeros castigos e lesões.

Turquia perigosa
Como seria de esperar, os Alemães entraram decididos em controlar as operações desde o apito inicial. Ainda assim, os Turcos foram os primeiros a criar perigo, primeiro com um remate de Kazım Kazım, aos seis minutos, e depois com um disparo de Hamit Altıntop, que obrigou o guarda-redes Jens Lehmann a aplicar-se para negar o primeiro golo do jogo. Aos 12 minutos, a Turquia esteve muito perto de marcar, após uma bola perdida no lado direito. Kazım Kazım rematou de primeira, após cruzamento de Ayhan Akman, com a bola a embater com estrondo na barra da baliza germânica.

Surpresa geral
Depois de muito ameaçar, a Turquia chegou mesmo ao golo aos 22 minutos, por intermédio de Uğur Boral. O jogador turco aproveitou da melhor forma um cruzamento do lado direito, que ainda embateu na trave. O esférico acabou por sobrar para Boral, que rematou de pronto. Lehmann ainda tocou na bola antes de esta se anichar no fundo das redes, num lance em que não ficou isento de culpas.

Não baixar os braços
Ainda assim, a Alemanha respondeu da melhor forma e chegou à igualdade quatro minutos depois. Lukas Podolski cruzou do lado esquerdo e Bastian Schweinsteiger desviou com êxito para fazer o 1-1. A Turquia não baixou os braços e continuou a criar perigo junto da área alemã. A equipa comandada por Terim ia trocando muito bem a bola no meio-campo e, na altura certa, desenhava lances de apuro para a defensiva contrária. A Alemanha limitava-se a explorar o contra-ataque e, aos 34 minutos, Podolski poderia ter colocado a sua equipa em vantagem, com um remate forte, do lado esquerdo. Contudo, a bola saiu por cima.

Jogo pausado
Após o descanso, Löw apostou na entrada de Torsten Frings para o lugar de Simon Rolfes, que se havia lesionado ainda no primeiro tempo. O conjunto germânico entrou mais afoito na segunda parte, mas a qualidade de jogo caiu relativamente aos primeiros 45 minutos, que foram bastante intensos. Ambas as equipas revelaram mais cautelas após o reatamento e não arriscaram tanto. Aos 73 minutos os alemães poderiam ter desfeito a igualdade, mas o remate de Thomas Hitzlsperger, fora da área, passou a centímetros do alvo, numa das raras ocasiões do segundo tempo.

Emoção no final
Aos 79 minutos, os Alemães conseguiram finalmente colocar-se na frente do marcador, após um cruzamento do lado esquerdo. Miroslav Klose saltou mais alto do que os opositores e, de cabeça, assinou o 2-1 para delírio dos adeptos alemães presentes no St. Jakob-Park. Ainda assim, os Turcos, à imagem do que já tinham feito anteriormente no torneio, chegaram ao empate nos minutos finais. Sabri Sarıoğlu cruzou do lado direito e Semih Şentürk, ao primeiro poste, desviou com sucesso. Estavam decorridos 86 minutos. Só que desta vez coube aos Germânicos operar a reviravolta em cima do minuto 90, graças a um golo de Philipp Lahm.

(Fonte: UEFA)

26 junho 2008

Alemanha e Turquia apelam à amizade e entendimento

Os dois jornais com maior tiragem na Alemanha e na Turquia, o “Bild” e o “Hurriyet”, respectivamente, apelaram aos leitores na edição de ontem para que o encontro entre as duas selecções nas meias-finais do Europeu seja celebrado com amizade. “Não sabemos que equipa vai ganhar hoje [quarta-feira]. Mas nós, os chefes de redacção do ‘Hurriyet’ e do ‘Bild’ sabemos como se devem chamar os vencedores: amizade e bom entendimento”, escrevem Kai Diekmann, do “Bild”, e Ertuğrul Özkök, do “Hurriyet”. Os dois jornalistas acrescentam que a amizade entre a Alemanha e a Turquia deverá estar em primeiro lugar, independentemente da equipa que conseguir marcar presença na final do Europeu. “No Mundial de 2006 assistimos a cenas maravilhosas na Alemanha: os Turcos, envoltos em bandeiras turcas e alemãs, celebrando a equipa da Alemanha. Desejamos que essas imagens se repitam hoje [quarta-feira]: os Alemães e os Turcos a festejarem juntos”, lê-se ainda no texto conjunto. Os jornais realçam ainda o facto de cerca de 2,4 milhões de pessoas originárias da Turquia viverem na Alemanha e de mais de três milhões de alemães escolherem passar as suas férias anualmente na Turquia.

(Fonte: O Jogo)

24 junho 2008

Turcos indomáveis fazem milagres


Os adeptos turcos começam a acreditar em milagres. Sorteada no grupo de Portugal, um dos favoritos ao título à partida para o torneio, da experiente República Checa e da co-anfitriã Suíça, poucos apostariam na selecção comandada por Fatih Terim como uma das surpresas da prova.
Mas depois de três recuperações consecutivas no marcador, a seguinte sempre mais impressionante do que a anterior, a Turquia está entre as quatro melhores selecções da Europa e a um jogo apenas de atingir a sua primeira final de uma grande competição, apesar de se ter estreado no EURO 2008 com uma derrota por 2-0, frente a Portugal. De seguida, deu a volta ao encontro com a Suíça, depois de estar a perder por 1-0, graças a golos de Semih Şentürk e Arda Turan na segunda parte. Frente à República Checa, recuperou de uma situação ainda mais delicada e acabou por vencer 3-2, quando perdia por 2-0 a 15 minutos do apito final, garantindo assim a passagem aos quartos-de-final. Nesta fase da prova, frente à Croácia, o nulo manteve-se até aos últimos instantes do prolongamento, altura em que a Turquia se viu em desvantagem. No entanto, os Turcos responderam com um golo de Semih no último remate do jogo e acabaram por vencer por 3-1 no desempate por grandes penalidades. Mas com lesões e castigos pelo meio a missão da Turquia nas meias-finais, frente à Alemanha, deverá ser ainda mais complicada. Fatih Terim terá de apelar mais uma vez ao indomável espírito da sua equipa. Certamente não será fácil, como não o é qualquer milagre.

Registo em meias-finais

Esta é a estreia dos Turcos em meias-finais de um Campeonato da Europa. Contudo, estiveram presentes nas meias-finais do Mundial de 2002, onde perderam com o Brasil.

Momento-chave
O golo do empate apontado pelo suplente Semih frente à Suíça, ao que se seguiu o tento de Arda Turan que deu a vitória nesse encontro. O triunfo transfigurou a participação da Turquia na prova e deu o mote para recuperações ainda mais notáveis frente à República Checa e à Croácia.

Jogador em destaque
Embora não vá actuar nas meias-finais, devido a lesão, o jogador mais influente tem de ser o ponta-de-lança Nihat Kahveci, que assumiu a braçadeira de capitão da equipa após o afastamento do lesionado Emre Belözoğlu. Algo discreto frente a Portugal, no primeiro jogo, o atacante do Villarreal CF não começou bem o EURO 2008, mas a sua sorte mudou e de forma contundente. Os golos decisivos marcados frente à República Checa, no último jogo da fase de grupos, carimbaram a passagem dos Turcos aos quartos-de-final e o seu trabalho incansável durante os 117 minutos que esteve em campo no jogo ante os Croatas, até sair lesionado, comprovam a sua importância.

Lesões e castigos
Quatro jogadores estão suspensos: Volkan Demirel cumpre o segundo de dois jogos de castigo, enquanto o defesa Emre Aşık e os médios Tuncay Şanlı e Arda Turan também vão falhar o embate com a Alemanha depois de terem visto o segundo cartão amarelo na prova, frente à Croácia. Após a indisponibilidade de Emre Güngör (já ausente da prova), a lesão sofrida por Nihat na partida com a Croácia juntou mais um nome à lista de lesionados, da qual já constavam Servet Çetin (anca e joelho) e Tümer Metin (virilha). Todos eles estão em risco de falhar o desafio das meias-finais.

Tácticas
Depois de apostar no 4-2-3-1, com Mehmet Aurélio e Mehmet Topal a ocuparem o papel de médios de contenção, Fatih Terim alterou o sistema frente à República Checa e mudou para uma frente de ataque com dois jogadores, Semih e Nihat. Mas esta alteração não pareceu nunca produzir os efeitos desejados e o seleccionador turco optou por trocar Semih por Sabri Sarıoğlu, utilizado como médio-direito na segunda parte, regressando assim à táctica inicial. O crescente número de lesões e castigos têm, também, condicionado os planos de Terim. Ayhan Akman é o único jogador de campo que ainda não actuou qualquer minuto neste EURO e, para o embate com a Alemanha, Terim tem apenas neste momento 12 jogadores de campo em perfeitas condições físicas e disponíveis para o encontro, pelo que deverá apostar em Gökdeniz Karadeniz e Kazım Kazım no meio-campo.

Registo no desempate por penalties
A vitória nos penalties sobre a Croácia foi o primeiro desempate deste género que a Turquia disputou numa grande competição.

Reacções• "Nada é impossível. Apenas demora algum tempo a acontecer". - O seleccionador Fatih Terim transmitindo uma mensagem positiva à sua equipa.
• "Agora percebo por que razão nos chamam de 'Turcos Loucos'". - Emre Aşık, referindo-se ao título de um livro de enorme êxito com o mesmo nome.
• "Vai ser um bom jogo para os adeptos neutros assistirem". - Kazım Kazım na antevisão do encontro dos quartos-de-final com a Croácia, o que acabou por se confirmar.

O que escreveu a imprensa• "Vamos para Viena" - título do Hürriyet, depois da vitória por 3-2 sobre a República Checa, que selou a passagem aos quartos-de-final do Ernst-Happel-Stadion, frente à Croácoa.
• "Obrigado pela ajuda, Čech" - título do Akşam, referindo-se ao erro do guarda-redes da República Checa que possibilitou o golo do empate à Turquia.
• "Quem tem mais coração que nós?" - título do Milliyet, elogiando a determinação turca em lutar até ao último minuto frente à Croácia.
• "A Turquia não vos esquecerá!" - título do Sabah, na manhã seguinte à vitória nos quartos-de-final.

(Fonte: UEFA)

Turquia à imagem de Terim


O seleccionador turco, Fatih Terim, acredita que a sua paixão e fé inabalável nas capacidades dos seus pupilos é a principal razão pela qual a Turquia conseguiu superar tantas adversidades e atingir as meias-finais do EURO 2008. "Penso que esta equipa reflecte o meu carácter", afirma Fatih Terim. "Temos uma mistura de fé, desejo, técnica, cultura táctica e bravura. Talvez não tenhamos jogadores conhecidos nos quatro cantos do mundo, mas temos jogadores que mostraram a sua inteligência e a sua vontade. Para mim isto é muito importante - os jogadores têm de suar a camisola".
Provavelmente o treinador do futebol turco que menos esconde as suas emoções em campo, Terim demonstra durante os encontros o mesmo nível de empenho que exige aos seus jogadores. "Levo sempre duas ou três camisas para cada jogo", revelou o técnico de 54 anos. "Quero ver o jogo descontraído, mas muitas vezes vejo-me obrigado a intervir. Concentro-me mesmo muito nos nossos jogos e é por essa razão que no final das partidas a minha camisa está encharcada em suor. E não se esqueçam que a zona entre o banco de suplentes e a linha lateral no Ernst-Happel-Stadion é muito longa".
Contudo, o antigo jogador e treinador do Galatasaray AS consegue manter a cabeça fria junto ao relvado. E tal foi vital na miraculosa recuperação da Turquia no prolongamento do jogo dos quartos-de-final contra a Croácia. "Os jogos começam e acabam com o apito do árbitro", lembrou Terim, que também já orientou o AC Milan e a ACF Fiorentina em Itália. "Às vezes uma equipa marca no primeiro minuto e noutras consegue marcar nos derradeiros instantes. Mas os golos de que se fala sempre mais são os marcados nos minutos finais. Muitos dos meus jogadores deitaram-se no chão após o golo da Croácia. Contudo, disse ao Arda Turan para ir buscar a bola ao fundo da baliza e disse aos nossos defesas para se levantarem e irem para o ataque, apesar de só faltar um minuto. E, como se viu, ainda era possível".
Antes do início do torneio, Terim afirmou que a sua equipa estava na Áustria e Suíça para lembrar às pessoas o seu valor. Agora, acredita que deram um passo mais além. "Ninguém nos vai esquecer", garantiu. Isto apesar de considerar que a Turquia tem sido a selecção mais infeliz do torneio, dados os problemas com castigos e lesões com que se tem deparado. E o seleccionador turco mostra-se convicto que as exibições no EURO 2008 são apenas o início para esta nova geração de jogadores. "Esta equipa tem muita capacidade e estou certo que vão voltar a brilhar no Campeonato do Mundo de 2010 e no EURO 2012, juntamente com outros jogadores que estão agora a surgir", acrescentou.
O encontro das meias-finais contra a Alemanha, quarta-feira, no St. Jakob-Park, em Basileia, colocará a Turquia perante a sua mais "séria" ameaça até ao momento. "É um adversário muito forte", admitiu Terim. "É o jogo mais importante para nós na história dos Campeonatos da Europa. Mas a Alemanha está habituada a disputar este tipo de jogos em grandes competições. Temos muitas baixas na equipa, enquanto eles não têm nenhuma. Mas podem ter a certeza que os nossos jogadores não se vão dar por satisfeitos apenas por já terem chegado até aqui. Quer ganhem ou percam, vão dar o seu melhor. Não temos medo da Alemanha, mas temos respeito".

(Fonte: UEFA)

21 junho 2008

A Turquia está nas meias-finais do Euro 2008


A Turquia vai defrontar a Alemanha nos quartos-de-final do EURO 2008 após ter batido a Croácia por 3-1 no desempate por grandes penalidades, fruto do empate a uma bola registado nos 120 minutos regulamentares. O suplente Ivan Klasnić parecia ter decidido o encontro quando deu vantagem aos Croatas aos 119 minutos, mas Semih Şentürk empatou nos descontos do prolongamento, antes dos falhanços croatas nos penalties decidirem a emocionante partida do Ernst-Happel-Stadion, em Viena.
As duas equipas encaixaram perfeitamente uma na noutra desde o apito inicial, com o primeiro remate digno desse nome a surgir no minuto cinco, quando o Turco Hamit Altıntop tentou a sua sorte de fora da área, mas a bola saiu ao lado. A Croácia respondeu praticamente na jogada seguinte, mas a excelente incursão de Ivan Rakitić pelo lado esquerdo, cuminada com um passe a pedir o toque final de Darijo Srna, foi providencialmente cortada para canto por Hakan Balta. Apesar desses dois lances, o equilíbrio continuou a ser a nota dominante, tornando-se cada vez mais evidente que teria de ser o talento individual a fazer a diferença sobre o colectivo.
E foi, porventura, o jogador mais talentoso em campo a estar na origem da maior ocasião de golo do primeiro tempo, estavam decorridos 19 minutos. Luka Modrić, o "culpado" do pico de emoção em Viena, esgueirou-se pelo lado direito da área turca, antes de cruzar na perfeição para Ivica Olić, que fez o mais difícil, ao acertar na barra quando estava a pouco mais de um metro da linha de golo. O "excesso" de pontaria do avançado croata encerrou quase por completo o capítulo perigo até ao intervalo, excepção feita a um potente remate de longa distância assinado por Mehmet Topal, que chegou a assustar o guarda-redes croata Stipe Pletikosa.
Quem esperava uma segunda parte mais movimentada não demorou muito tempo para perceber que o cenários dos primeiros 45 minutos estava destinado a imperar. O guardião turco Rüştü Reçber ainda proporcionou um momento de emoção aos 50 minutos, quando uma sua hesitação quase resultou num golo de Olić, mas Modrić parecia mesmo ser o único com capacidade para "agitar as águas". A sua deliciosa assistência para Niko Kranjčar, aos 57 minutos, foi concluída com um remate fraco e à figura do guardião Rüştü Reçber.
Revelando quase sempre maior capacidade para chegar à baliza contrária, a Croácia pode queixar-se da falta de inspiração de Rakitić, que, aos 70 minutos, tabelou bem com Olić, antes de disparar muito por cima da barra quando estavam em boa posição. E se a partida já estava "morna", o avançar do cronómetro foi refreando ainda mais o ímpeto das duas equipas, face ao receio de sofrer um potencialmente fatal golo. No entanto, a Croácia esteve prestes a resolver a questão a seis minutos dos 90, quando Rüştü fez a defesa da noite, em resposta a um livre directo cobrado com precisão por Srna. E quando Olić voltou a não conseguir bater Rüştü em cima do minuto 90, na sequência de mais um cruzamento mortífero de Modrić, já não havia forma de evitar o prolongamento.
Tuncay Şanlı obrigou Pletikosa a mostrar toda a sua atenção aos 95 minutos, cinco antes de Semih Şentürk rematar ligeiramente por cima da barra. Os jogadores croatas acusaram mais cedo o cansaço e começaram a sentir dificuldades para fazer face ao domínio turco a meio-campo, com Tuncay a errar por muito pouco o alvo aos 102 minutos. O suplente Ivan Klasnić parecia destinado a ser o herói da partida quando fez o 1-0 para a Croácia aos 119 minutos, cabeceando para golo após um centro de Modrić, mas Semih Şentürk respondeu já em tempo de compensação com um excelente remate de pé esquerdo, dando origem à lotaria dos penalties. E quis o destino que fosse Modrić a tentar e falhar a primeira conversão, atirando para fora, antes de Rakitić fazer o mesmo e Mladen Petrić permitir a defesa de Rüştü. Estavam lançadas a festa turca e o desespero croata.

(Fonte: UEFA)

19 junho 2008

Volkan Demirel suspenso por dois jogos


A UEFA castigou Volkan Demirel com dois jogos de suspensão na sequência da expulsão do guarda-redes frente à República Checa no final da reviravolta épica que colocou a Turquia nos quartos-de-final do Euro 2008.
A Turquia perde assim o seu guarda-redes para o jogo dos quartos-de-final com a Croácia, bem como para a meia-final, se a equipa se apurar. O lugar na baliza deve ser ocupado pelo veterano Rüştü Reçber.
A UEFA aplicou ainda uma multa de 27190 euros à Federação turca, por conduta imprópria dos adeptos, jogadores e "staff" da equipa.

(Fonte: Mais Futebol)

Duas pessoas sofreram um enfarte durante o último jogo da selecção turca

O cardiologista Kaan Kıralı, do Hospital Koşuyolu, em Istambul, recomendou às pessoas com problemas cardíacos que não acompanhem os jogos da selecção turca no Euro 2008, informou nesta quarta-feira o jornal "Sabah". O doutor Kıralı fez essa recomendação em virtude de duas pessoas terem morrido de enfarte durante o jogo entre a República Checa e a Tuquia que esta venceu por 3-2. "Àqueles que não conseguem controlar a emoção, recomendo que procurem outra forma de saber o resultado, sem terem de acompanhar o jogo na televisão", disse o cardiologista turco. Em todo caso, para as pessoas com problemas cardíacos que vão ver o jogo apesar de todas as contra-indicações, o doutor Kıralı recomendou que acompanhem o jogo com um comprimido contra o enfarte sob a língua, para que possam tomá-lo imediatamente caso haja uma crise.

(Fonte: Globo)

18 junho 2008

Erdoğan quis a camisola de Nihat Kahveci

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, mal terminou o jogo da Turquia contra a República Checa fez saber que queria a camisola do jogador Nihat Kahveci e recebeu-a depois das mãos do Ministro do Desporto.

Espírito turco recompensado

Num dos mais dramáticos finais de jogos de Campeonatos da Europa, a Turquia recuperou de uma desvantagem de dois golos e venceu a República Checa, por 3-2, garantindo a qualificação para os quartos-de-final de Viena ante a Croácia.
Reis das reviravoltasFoi a segunda vez que a selecção turca teve de recuperar de um resultado negativo neste torneio e, após 18 jogos, é a única equipa que se pode gabar desse feito. As estatísticas podem dizer muito sobre o evoluir de um jogo de futebol, mas a crença e a coragem são muito difíceis de medir numa formação que nunca se dá como vencida. E enquanto os checos vão continuar a perguntar como foi possível desperdiçar uma vantagem de dois golos, o registo turco de cinco remates nos últimos 15 minutos - incluindo três à baliza e, claro, dois golos - mostra quem é que acabou o jogo mais forte.
Para tornar o dramatismo ainda maior, a Turquia terminou o jogo com o avançado Tuncay Şanlı, que fez mais remates do que qualquer outro jogador, a assumir a posição de guarda-redes, depois da expulsão de Volkan Demirel - apenas o segundo cartão vermelho deste EURO 2008.
A questão de quem se juntaria a Portugal no lote de apurados do Grupo A parecia estar definida ao minuto 74, quando a República Checa vencia por 2-0, graças a golos de Jan Koller e Jaroslav Plašil. No entanto, o tento de Arda Turan, após um cruzamento desviado de Hamit Altintop, lançou a incerteza no jogo de Genebra. Foi a primeira de três assistências para golo feitas pelo lateral-direito turco, muito embora no segundo lance uma intervenção falhada de Petr Čech tenha sido fundamental para o empate, obtido por Nihat Kahveci. E apenas dois minutos depois, o avançado do Villarreal CF isolou-se após excelente passe de Hamit e castigou ainda mais Čech com um golo simplesmente sensacional.
Os checos tinham dominado a primeira parte, conseguindo dez remates, dois dos quais à baliza. A estratégia de cruzar bolas para o gigante Koller deu frutos e a Turquia, apesar de ter tido mais tempo de posse de bola, conseguiu apenas metade dos remates: cinco, um dos quais à baliza de Čech.
A entrada, ao intervalo, do extremo-direito Sabri Sarıoğlu animou o ataque turco e foi a equipa de Fatih Terim que passou a criar mais perigo pelos flancos. No entanto, foram os checos a ampliar a vantagem, contra a corrente de jogo, mas numa análise final não se pode dizer que a vitória lhes tenha sido roubada. Afinal, a Turquia acabou o jogo com mais posse de bola (57 contra 43 por cento), mais cantos (seis contra dois), mais remates (8/5 bem enquadrados e 16/14 para fora) e com os jogadores que mais correram e melhor passaram. Arda foi quem correu mais - 11.34 quilómetros -, conseguindo ainda o melhor registo de passes bem-sucedidos, num total de 86 por cento, enquanto Hamit e o defesa esquerdo Hakan Balta se seguiram nestas duas categorias.

(Fonte: UEFA)

A vitória inesquecível da Turquia


O Campeonato Europeu de Futebol viveu um daqueles momentos que não passa pela cabeça de ninguém, um jogo impróprio para cardíacos, um daqueles momentos de futebol que deixa meio estádio num pranto e a outra metade com uma vontade incontrolável de saltar para a relva e celebrar com os seus heróis.
“Os detalhes são a única coisa que interessa”, disse um dia Oscar Wilde. O Euro ganhou o dia.
O Turquia-República Checa foi morno. O Turquia-República Checa foi o jogo mais quente e entusiasmante do mundo. Os Checos mereciam ter ganho ou não havia como tirar esta vitória aos Turcos? Os melhores guarda-redes do mundo também são humanos ou será que os jogadores é que têm o poder de se transformarem em deuses?
Quando aos 34 minutos o jogador mais alto do Europeu, no alto dos seus 2,02 metros, marcou o primeiro golo da noite, o encontro era apenas isso. Genebra assistia a um jogo frio, sem técnica e onde o único rasgo individual era o efeito centímetros de um jogador que, perto dos Turcos liliputianos, parecia um Gulliver mandão.
No preciso momento em que Grygera recebeu a bola no corredor direito e, lesto, avançou no terreno, percebeu-se que só havia uma coisa a fazer. Faz parte dos manuais. Sempre que uma equipa tiver no seu plantel o jogador mais alto de um torneio e sempre que esse jogador estiver em campo e a ganhar todas as bolas que há para ganhar, é na direcção dele que o jogo tem que continuar a evoluir. E assim foi. O centro nem sequer saiu muito tenso do pé do lateral-direito, mas a bola foi ter direitinha à cabeça rapada. Gunkor e Cetin estavam lá. Era como se não estivessem.
Mas essa história estava ainda no prefácio. As surpresas, os momentos de glória e de desespero estavam todos guardados para uma segunda parte que ficará na história da competição pelos bons e pelos maus momentos – tudo depende da perspectiva. Começou em Fatih Terim, que, sem nada a perder, lançou Sabri e Kazim Kazim para tentar aumentar as probabilidades lá na frente.
A espaços, parecia consegui-lo. A espaços, eram os Checos que queriam mais. Era Koller, que só não marcou porque não tem os pés tão calibrados como a cabeça. Era Plasil, que passou por entre a chuva para gelar metade do estádio (a bola viajou da direita para a zona Koller, mas este encolheu-se e deixou para a segunda vaga). Faltava sensivelmente meia hora para o jogo acabar. E apenas os Turcos acreditavam que o milagre dos golos pudesse bater-lhes à porta novamente.
Como tinha acontecido no Suíça-Turquia – como tem, aliás, acontecido um pouco por todo o Europeu –, voltou a chover. Como tinha acontecido no jogo anterior, Arda Turam voltou a marcar um golo de emergência, transmitindo aos adeptos um sentimento de esperança que se propagou aos seus colegas de equipa. A Turquia estava agora em todo o lado. A República Checa, encolhida, esperava pelo apito final. No centro de Dublin está uma frase do sindicalista Jim Larkin cravada numa pedra. “Os grandes parecem grandes porque estamos de joelhos. Levantemo-nos”.
Entretanto, a Turquia já se reerguera. Os Checos vão à frente? Já não. Centro largo da direita. Esta é de Petr Cech, um dos melhores guarda-redes do mundo. Não, é de Nihat Kahveci, um dos guerreiros da última investida turca. A bola escapou a Cech e quis cair aos pés de quem a merecia. Empate. Vamos estrear as grandes penalidades. Vai um Panenka? E porque não outro Nihat? Até então desesperado, o estádio enlouqueceu com um pontapé demolidor de fora da área. Festa digna de um verdadeiro campeão da Europa nas bancadas.
Pouco depois, Demirel foi expulso (por suposta agressão ao jogador mais alto do Europeu, que se despenhou). Tuncay pegou nas suas luvas, no seu escudo e esperou pelo inimigo. Se o duelo seguisse para penáltis, estaria lá um bravo turco para os deter.

(Fonte: Público)

16 junho 2008

Fatih Terim: "A Europa do futebol não vai esquecer esta Turquia"

O seleccionador da Turquia garantiu este Domingo que a Europa não vai esquecer tão cedo a sua equipa, depois da sensacional reviravolta no jogo com a República Checa (3-2) que abriu as portas dos quartos-de-final à Turquia.
"Envio uma mensagem ao país: saiam para a rua, vão festejar esta vitória, saboreiem o momento", começou por destacar o feliz treinador. "Disse depois da vitória sobre a Suíça que se iam recordar de nós. Volto a dizê-lo hoje. A Europa do futebol vai recordar-se desta equipa", acrescentou o moralizado técnico.
A Turquia esteve a perder por 0-2, em Genebra, mas virou o resultado com três golos nos últimos 15 minutos. "Durante a minha carreira sempre fui um lutador. Nunca baixei os braços, mesmo quando o resultado é desfavorável. Pelos vistos, os meus jogadores gostam de finais de jogos dramáticos", referiu ainda.
Volkan Demirel, guarda-redes da Turquia, foi expulso já no período de descontos depois de empurrar Koller, uma atitude reprovada por Terim. "Não aprovo o que ele fez. Ele tinha de aguentar os nervos. Ele empurrou o Koller e não posso estar de acordo com o que ele fez. O árbitro agiu bem", destacou o seleccionador turco.

Turquia está nos quartos-de-final


A Turquia apurou-se para os quartos-de-final do EURO 2008, ao vencer a República Checa por 3-2. Num jogo que começou nervoso e algo morno, os minutos finais foram verdadeiramente impróprios para cardíacos, com os Turcos a recuperarem sensacionalmente de uma desvantagem de 2-0. Nihat Kahveci foi o herói da partida.
As duas equipas começaram com um ritmo lento, com a ansiedade a tomar conta dos movimentos e a restringir a capacidade ofensiva de ambos os lados. O risco foi praticamente inexistente no primeiro quarto-de-hora. O minuto 16 trouxe os primeiros momentos de emoção, com dois remates de longa distância, um para cada equipa. Primeiro foi Tuncay Şanlı a disparar rente ao poste esquerdo da baliza de Petr Čech. Depois foi Marek Matějovský a obrigar Volkan Demirel a aplicar-se. Aos 22 foi a vez de Marek Jankulovski fugir pela esquerda e centrar para Libor Sionko, que de pronto serviu Jan Koller no meio, mas Servet Çetin cortou no último momento, evitando o golo checo.
Depois do início tenso e bastante táctico, as equipas começaram a abrir mais o seu jogo e a arriscar um pouco nesta fase, embora sem grande clarividência de parte a parte. Mas a República Checa era a melhor formação em campo, pelo que o golo acabou por surgir com naturalidade e pelo homem que estava a dar mais trabalho à defesa turca. Zdeněk Grygera fugiu pela direita e centrou com conta, peso e medida para a cabeça de Jan Koller, que fez o golo, apesar de Demirel ainda ter tocado na bola. Estava feito o primeiro da partida, obrigando a Turquia a subir no terreno. Mas a única coisa que aconteceu foi os checos passarem a ter mais espaço para contra-atacarem, com Koller a alvejar a baliza à mínima oportunidade. Não houve golos até ao intervalo, pelo que o destaque foi para a lesão de Matějovský aos 39 minutos, que obrigou à sua saída para entrada de David Jarolím.
No segundo tempo, Fatih Terim fez sair Semih Şentürk para a entrada de Sabri Sarıoğlu, e o futebol turco mudou por completo. A equipa começou a jogar pelas faixas laterais, em grande velocidade, e a criar problemas à defensiva checa. Aos 53 minutos, Tuncay Şanlı colocou o adversário em sentido, ao acorrer a um centro da esquerda e a cabecear para grande defesa de Čech. Nesta altura estava completamente lançada no ataque. Curiosamente, à passagem da hora de jogo, foi a República Checa a criar um dos melhores lances do jogo, com Koller a correr isolado quase 40 metros, mas a rematar ao lado quando tinha tudo para facturar. Um aviso que se converteria em golo no lance seguinte.
Sionko fugiu pela direita centrou para o segundo poste, onde apareceu Jaroslav Plašil a empurrar com o pé esquerdo para o 2-0. A Turquia, que entrara a todo o gás na etapa complementar, via-se praticamente arredada dos quartos-de-final, ainda com meia-hora para jogar. Em vez de serem os Turcos a reagir, a verdade é que o segundo tento virou a partida, com os Checos a aproximarem-se diversas vezes da baliza contrária com grande perigo. Aos 70 minutos, Jan Polák rematou ao poste esquerdo da baliza de Demirel, mas a emoção ainda não tinha terminado e, aos 74 minutos, Ardan Turan marcou o seu segundo golo na competição, o 2-1, com um remate do lado esquerdo da grande área, que relançou a esperança nas hostes turcas.
Os comandados de Terim lançaram-se numa avalancha ofensiva, com a defesa checa em grandes dificuldades para afastar os inúmeros cruzamentos contrários e o meio-campo a não segurar a bola para lançar contra-golpes. Aos 81 minutos, Servet Çetin falhou por centímetros o cabeceamento na pequena área, após centro da esquerda. Até que aos 87 surgiu o empate, quando poucos o esperavam, e devido a um erro da grande figura dos checos, Petr Čech. Hamit Altıntop centrou da direita, o guardião do Chelsea FC largou a bola e Nihat Kahveci empurrou para a baliza deserta, fazendo o 2-2. Caia o espectro das grandes penalidades nesta partida, mas Nihat acabaria por apurar a Turquia, ao fugir à marcação da defesa contrária, ficando isolado. O jogador não desperdiçou a oportunidade, ao minuto 89, e fez o 3-0.
Nos derradeiros momentos, a República Checa ainda pressionou, mas não conseguiu marcar, apesar da expulsão de Demirel aos 92 minutos, devido a um empurrão a Koller na grande área. Como o jogo estava parado não houve lugar à marcação de penalti, pelo que os turcos passaram aos quartos-de-final, onde vão defrontar a Croácia.

(Fonte: UEFA)

15 junho 2008

Hino da Selecção Turca (Euro 2008)

Turquia vai lutar pela sobrevivência no Euro frente à República Checa


Quando hoje as selecções da República Checa e da Turquia entrarem lado a lado em campo, no Estádio de Genebra, na Suíça, as duas equipas escorraçadas para segundo plano depois dos confrontos com Portugal vão querer evitar algo histórico. São ambas almas gémeas, com um destino traçado sob a mesma régua e esquadro.O drama vai estar lá, nos rostos dos jogadores. A vitória é a única salvação possível. Ou até não. Turquia e República Checa estão iguais em tudo: têm ambas três pontos no Grupo A, marcaram dois golos e sofreram três nos dois encontros já disputados. E caso o jogo acabe empatado, qualquer que seja o número de golos, Turcos e Checos vão disputar o segundo lugar através da marcação de grandes penalidades - o que seria a primeira vez na história dos campeonatos da Europa. Na verdade, a Turquia não estaria a equacionar este cenário caso o golo de Arda frente à Suíça não tivesse existido. Foi um tiro formidável, já nos descontos, que derrotou os Suíços por 2-1. Esta vitória permite aos Turcos empatar com a República Checa e levar o jogo a penáltis. Já os Checos têm a lamentar o golo de Quaresma, sofrido já no tempo de compensação.Mas isto são histórias passadas. Com Portugal já apurado - a selecção de Scolari derrotou a Turquia no jogo inaugural do grupo, por 2-0, e impôs nova derrota à República Checa, por 3-1 -, o segundo lugar permitirá a passagem aos quartos-de-final e confronto já marcado com a Croácia, primeira classificada do Grupo B, à frente deAlemanha, Áustria e Polónia. Com os dados lançados, o avançado turco que derrotou a Suíça, Arda Turan, não se importa de derrotar os checos nos penáltis. "A nossa missão é terminar o jogo nos 90 minutos. Se não conseguirmos, será um momento diferente e interessante no Europeu", contou, apreensivo com o jogo táctico da selecção de Karel Brückner. "Eles jogam com um grau de disciplina muito alto. Nunca desistem das posições tácticas, mas nós temos jogadores com qualidade técnica que podem desarmar esse estilo, essa disciplina. Se nos concentrarmos e mostrarmos do que somos capazes em campo, vamos ganhar o jogo. O mais importante é a maneira como o fazemos", disse, lembrando o jogo anterior com a Suíça. "Começámos bem o encontro, mas a chuva torrencial tornou tudo mais difícil. Nós somos mais tecnicistas, mas tivemos de jogar mais directo devido ao campo estar muito escorregadio", afirmou. E lembrou o recado do seleccionador Terim: "Ele disse, 'Vocês merecem estar nesta competição. E conseguem alcançar esse objectivo. Acredito em todos vocês".

(Fonte: Público)

República Checa quer vencer a Turquia nos 90 minutos

O seleccionador checo, Karel Bruckner, não quer nem pensar na possibilidade de o encontro de hoje frente à Turquia ser resolvido apenas nos penáltis, mostrando-se esperançado que a sua equipa consiga vencer nos 90 minutos regulamentares e garantir, assim, o apuramento para os quartos-de-final do Europeu. "O desempate por grandes penalidades é um último recurso. Falaremos disso depois. Ainda nem falei disso com os jogadores e espero que não tenhamos necessidade de lá chegar para ganharmos", afirmou o veterano técnico na antevisão do embate deste Domingo. A formação checa abdicou do treino no Stade de Genève, palco do encontro, preferindo continuar o trabalho em Seefeld, pois Karel Bruckner considerou que não seria útil uma nova deslocação a Genebra para treinar no estádio que já conhecem, pois foi ali que se realizou o jogo com Portugal. "Não quis fatigar os jogadores com deslocações inúteis. Amanhã, pela primeira vez nesta competição, vamos jogar às 20:45 [19:45 em Lisboa]. Isso dá-me um pouco mais de tempo, que vou tentar aproveitar o melhor possível, particularmente na preparação táctica", adiantou o seleccionador, que se recusou a revelar se vai fazer mudanças na equipa. "Apenas posso dizer que queremos vencer a Turquia e qualificar-nos. Temos de melhorar, tanto a nível defensivo como ofensivo, em relação aos dois jogos anteriores. Temos de estar melhor do que frente a Portugal, isso é certo", concluiu Bruckner.

(Fonte: Record)

12 junho 2008

Hamit Altıntop: "Merecemos a vitória"

O médio turco Hamit Altıntop ficou satisfeito com o triunfo da sua selecção frente à anfitriã Suíça, por 2-1. Para o craque, houve justiça no resultado. "Penso que merecemos esta vitória. Ficamos em boa posição para garantir a qualificação", iniciou, antes de abordar o que aconteceu ao longo dos 90 minutos: "Os Suíços estavam sob uma grande pressão, apesar de terem inaugurado o marcador, o que acabou por dificultar o trabalho deles. E nós aproveitámos..."

(Fonte: Infordesporto)

Fatih Terim: “Esta vitória deu-nos confiança para o próximo jogo”

Fatih Terim, seleccionador da Turquia, considerou no final da partida com a Suíça, que esta vitória trouxe "confiança para o próximo jogo", - o decisivo encontro com a República Checa, no Domingo. "Para nós o Euro começou hoje. Não foi fácil porque a Suíça tem uma equipa muito forte e jogava em casa. Para ser franco, pensei que a chuva que caiu na primeira parte seria uma vantagem para nós, mas não nos adaptámos. Rezei para que a chuva parasse", sintetizou Fatih Terim.
(Fonte: Infordesporto)

Vitória turca ajuda Portugal


A selecção turca ganhou ontem à noite à Suíça, na Basileia, por 2-1. Uma vitória conquistada mesmo à beira do apito final, que garante a qualificação antecipada de Portugal para os "quartos" e em primeiro do Grupo A.
Hakan Yakın, filho de emigrantes turcos, abriu o activo para os helvéticos, que perseguiam o primeiro triunfo em três europeus, mas no segundo tempo Semih Şentürk (57) empatou e, quando poucos esperavam, Arda Turan (92) confirmou a reviravolta, deixando a Suíça em estado de choque.
Na primeira fase da partida, as equipas pareciam mais receosas em ficar em desvantagem do que determinadas a marcar, penalizando a qualidade do desafio.
Depois de três remates perigosos suíços, os Turcos iam marcando na primeira e única oportunidade: o livre na linha final foi desviado por Benaglio para a cabeça de Arda Turan que, involuntariamente, atirou ao poste esquerdo.
A chuva intensa já dificultava a acção das equipas, mas foi assim que os Suíços, melhor adaptados, se adiantaram: Derdiyok cruzou na direita, a bola "travou" na pequena área e Hakan Yakin empurrou-a para o fundo da baliza, fazendo o 1-0.
Dois minutos depois, em lance idêntico, fez o mais difícil e errou o alvo, com a baliza deserta.
As alterações produzidas pela Turquia ao intervalo surtiram efeito, pois, após cruzamento na esquerda de Nihat Kahveci, Semih Şentürk empatou de cabeça, ficando a sensação que Benaglio, que ainda tocou na bola, podia ter feito algo mais.
Na melhor oportunidade para resolver, a Suíça, num contra-ataque de três contra, finalizou com remate de Hakan Yakin que Volkan defendeu, segurando também a recarga à queima-roupa de outro contrário.
Quanto o empate parecia definitivo, em contra-ataque Arda Turan (92) evitou dois adversários e flectiu para o centro, com o remate a tabelar num deles e a fazer um "chapéu" a Benaglio (1-2).
Com Portugal e Suíça com a situação definida - serão primeiros e últimos, respectivamente - Turquia e República Checa vão discutir o segundo lugar, partindo para o desafio com os mesmos três pontos e igual diferença de golos negativa 2-3.

(Fonte: Sic)