12 Setembro 2014

"Turquia espera que a adesão à UE não demore 50 anos"

O recém empossado ministro turco dos Assuntos Europeus, Volkan Bozkır, veio a Lisboa a convite do seu homólogo e para discutir questões ligadas à adesão à UE.
De forma franca, Bozkır disse ao DN que a Turquia é "teimosa", não desiste da UE mas "espera que a adesão não demore outros 50 anos". O responsável turco reconheceu que, no que toca à adesão de Ancara, o "quadro não é animador" mas isso não significa que a Turquia desista de integrar a União Europeia. Pelo contrário. "Estamos a trabalhar como se todos os capítulos estivessem abertos", assim, quando isso acontecer, a "Turquia está pronta para as negociações".
Volkan Bozkır, falando sobre a Ucrânia e o papel da UE, considerou existirem países da UE que fazem promessas que, na prática e "realisticamente" não podem cumprir mas, entretanto, já enviaram os sinais errados. Aconteceu na Geórgia, quando prometeram apoiar o seu Presidente e depois não o fizeram, "e hoje não se sabe o que pertence ou não à Geórgia". Aconteceu o mesmo com a Ucrânia mas quando esta perdeu a Crimeia "nada se fez". No que toca à Turquia, ela "não é a mesma de há 50 anos". "É uma ilha de estabilidade em termos políticos, económicos e militares" no meio de vizinhos cheios de problemas, diz Bozkır.
 
(Fonte: DN)

Rui Machete reitera apoio de Portugal ao processo de adesão da Turquia à UE

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, reiterou o apoio de Portugal ao processo de adesão da Turquia à União Europeia (UE), num encontro com o novo ministro dos Assuntos da UE turco, Volkan Bozkir. “Debatemos o processo de adesão da Turquia à UE, com a oportunidade de reiterar o apoio de Portugal a esse processo. Somos a favor do ingresso da Turquia na UE, e já o somos há alguns anos”, afirmou Machete durante a conferência de imprensa conjunta no Palácio das Necessidades e antes do almoço de trabalho que conclui a visita oficial do ministro.
Antes, e no decurso de um encontro prévio que se prolongou por mais de uma hora, o ministro português teve oportunidade de defender um novo impulso às negociações de adesão, bloqueadas há vários anos, e a abertura de novos capítulos negociais. “Se foram fixados os objetivos que devem ser atingidos em cada capítulo, acredito que a UE e a Turquia vão progredir mais rapidamente”, afirmou ainda, após sublinhar a importância de ambas as partes se “conhecerem melhor” e “garantir confiança mútua”. “Somos claramente a favor da adesão turca, ajudaremos no que for possível, é um processo complexo e não posso indicar todos os aspetos em que possamos ser úteis, mas esta é a posição de Portugal”, disse.
A nível económico, foi abordado o atual estado da união aduaneira UE-Turquia, com Machete a defender “uma maior articulação entre as posições negociais da Comissão Europeia e as preocupações da Turquia”, de forma a garantir o relacionamento existente entre as duas partes. A parceria transatlântica de comércio e investimento com os EUA foi outro tema em destaque, com o ministro português a sublinhar o interesse de Ancara “em poder participar, ou conhecer com detalhes as negociações, para que o tratado seja estendido até à Turquia quando for estabelecido”.
No âmbito do “bom relacionamento” bilateral entre as duas capitais, o chefe da diplomacia destacou o seu “reforço substancial” a nível político e económico, destacou o trabalhos das comissões mistas — com uma segunda reunião agendada para outubro — e a evolução positiva das relações comerciais com as exportações portuguesas para a Turquia “a aumentarem 17,5% nos últimos cinco anos”.
A situação internacional também foi um dos temas em debate, tendo sido analisada “a difícil situação política e humanitária no Mediterrâneo e Médio Oriente” e a importância do papel da Turquia na resolução destes problemas. O ministro português também expressou a solidariedade do Governo de Lisboa pelo “papel fundamental” assumido pela Turquia “no apoio às vítimas da catástrofe humanitária provocada pelos jihadistas que atuam na Síria e Iraque” e disse que Portugal “encorajou” o reforço das suas fronteiras para impedir o afluxo, através de território turco, de combatentes ocidentais que pretendam alistar-se nas fileiras dos fundamentalistas.
Nas suas declarações, Volkan Bozkır — um dos membros do novo Governo islamita conservador turco do primeiro-ministro e ex-MNE Ahmet Davutoğlu, que tomou posse no início de Setembro após a eleição de Recep Tayyip Erdoğan para a Presidência — disse ter optado por Portugal na primeira deslocação para “receber energias” antes das visitas a Bruxelas e Estrasburgo. “A adesão à UE permanece um alvo estratégico, a Turquia vai prosseguir neste caminho, no futuro e utilizando todos os meios necessários. Foi uma importante mensagem (…) temos que compensar o tempo perdido nos últimos anos e manter esta relação viva”, assinalou.
Numa referência às relações bilaterais, o ministro dos Assuntos da União Europeia turco mostrou-se descontente com a atual dimensão do comércio bilateral. “O volume de negócios é de 1,3 mil milhões de dólares, não representa as potencialidades dos dois países, deverá ser de cinco mil milhões de dólares, e os investimentos económicos estão a crescer”, disse.
Bozkir admitiu, numa referindo-se à UE, a necessidade de recuperar a “confiança mútua” no centro das suas preocupações nas próximas deslocações à sede da UE e ao Parlamento europeu. “Passo a passo, talvez tenhamos um cenário correto antes do final do ano, em vez da atual situação que não traduz a realidade”, prognosticou.
A 1 de Setembro, ao apresentar o seu programa de Governo no Parlamento, Davutoğlu fixou o ano de 2023 como a data para a entrada do seu país na União Europeia, que coincide com as comemorações do primeiro centenário da fundação da República turca por Mustafa Kemal Atatürk.
 
(Fonte: Observador)

03 Setembro 2014

Polícia turco que matou manifestante nos protestos de 2013 condenado a sete anos de prisão

Um tribunal de Ancara condenou hoje a sete anos e nove meses de prisão um agente da polícia que atingiu a tiro na cabeça um manifestante durante os amplos protestos antigovernamentais em 2013.
O agente Ahmet Sahbaz foi considerado culpado de assassinato pela morte de Ethem Sarisülük, um trabalhador de 27 anos que foi atingido à queima-roupa durante um protesto em Ancara em 1 de Junho de 2013.  A vítima faleceu após mais de duas semanas em estado de morte cerebral.
O tribunal estabeleceu inicialmente uma pena de prisão perpétua por um delito de assassinato em primeiro grau, que foi de seguida reduzida para sete anos e nove meses, ao considerar como atenuantes a possibilidade de o polícia não ter morto o manifestante de forma intencional, e pelo facto de o disparo ter sido efetuado sob uma forte provocação.
A leitura do veredicto por “assassinato possivelmente intencional” motivou fortes protestos na sala onde decorreu o julgamento, rodeado por fortes medidas de segurança.
Os familiares do manifestante exprimiram a sua decepção, pronunciaram-se por uma condenação mais severa e anunciaram que vão recorrer da sentença.
Sarisülük foi uma das 14 vítimas mortais, incluindo dois polícias, dos protestos iniciados no parque Gezi em Istambul no final de Maio de 2013.
A vaga de manifestações foi desencadeada pelos planos do Governo em eliminar essa zona verde da cidade para construir um centro comercial e um museu.
Os protestos depressa assumiram uma forte componente política com acusações de “deriva autoritária” do então primeiro-ministro islamita conservador Recep Tayyip Erdoğan, eleito Presidente da Turquia em 10 de Agosto.
 
(Fonte: Jornal da Madeira)

01 Setembro 2014

Primeiro-ministro turco fixa 2023 como data de adesão à UE

O novo primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davotuğlu, estabeleceu hoje 2023 como data limite para a entrada do país na União Europeia (UE) e assegurou que a solução do conflito com a minoria curda será uma prioridade do seu Governo.
"O objectivo é coroar o 100.º aniversário a nossa República com a integração na UE", disse o chefe do Governo ao apresentar o programa do executivo no Parlamento, dominado pelo islamita-conservador Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) e que no próximo sábado deverá legitimar o novo gabinete.
Em 2023 assinalam-se os 100 anos da fundação da Turquia moderna, na sequência do colapso do Império otomano no final da I Guerra Mundial.
Davutoğlu, o ex-responsável pela diplomacia de Ancara que substituiu na chefia do governo Recep Tayyip Erdoğan, o novo Presidente do país, prometeu que a adesão à UE permanece um dos objectivos da Turquia, apesar dos atrasos e obstáculos nas negociações que decorrem desde 2005, e cuja responsabilidade atribuiu a Bruxelas.
Nesta perspetiva, anunciou que entre 2014 e 2017 vai ser aplicado um programa nacional de medidas para preparar a entrada do país euroasiático no clube europeu.
O primeiro-ministro também insistiu na ideia da construção de uma "nova Turquia", emitida por Erdoğan no seu discurso da vitória após a eleição para a Presidência em 10 de Agosto.
Uma renovação do país que, como assegurou, implica a aprovação de uma nova Constituição, que será "democrática".
Entre as prioridades do seu Governo, Davutoğlu destacou o processo negocial destinado a terminar com 30 anos de conflito armado com a minoria curda, definindo-o como uma iniciativa "de abertura democrática, unidade nacional e irmandade".
No decurso do mandato de Erdoğan, que chefiava o executivo desde 2003, a Turquia e a guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) iniciaram contactos diretos e em Março de 2013 foi iniciado um processo de paz que as duas partes afirmam pretender aprofundar.
Outro ponto central do programa do Governo reside no prosseguimento do combate ao "Estado paralelo", que segundo as autoridades turcas foi erguido pela confraria religiosa de Fethullah Gülen, autoexilado nos Estados Unidos no final da década de 1990, e que ainda manterá uma importante influência no sistema judicial e nas forças de segurança.
"O combate dentro da lei contra aqueles que ameacem a democracia vai prosseguir", advertiu o primeiro-ministro, que tem prometido "tolerância zero" a quem manifestar mais lealdade a Gülen que ao Estado turco.
A resolução do conflito palestiniano, a crise com a vizinha Síria, a divisão de Chipre e o desenvolvimento das relações com a Rússia, incluindo a situação na Ucrânia, vão também permanecer como prioridades para o novo executivo de Ancara.
Na área económica, Davutoğlu decidiu manter a mesma equipa e a mesma estratégia adoptada por Erdoğan, com o objectivo de colocar a Turquia entre as dez economias mais poderosas do mundo em 2023.
 
(Fonte: Notícias ao Minuto)

26 Agosto 2014

Paulo Portas representa Portugal na tomada de posse de Erdoğan

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, vai representar Portugal na cerimónia de posse do Presidente da Turquia, Recep Tayip Erdoğan, na quinta-feira, em Ancara, indicou hoje o seu gabinete.
Erdogan, chefe de Governo desde 2003, venceu a 10 de agosto, por maioria absoluta, as primeiras eleições presidenciais diretas na Turquia e tomará posse para um mandato de cinco anos, na presença de mais de 80 líderes de países estrangeiros e de organizações internacionais.       

Em comunicado enviado à Lusa, o gabinete do vice-primeiro-ministro sublinhou que "Portugal e a Turquia têm vindo a reforçar as suas relações a nível diplomático e também no plano económico, tendo as trocas comerciais atingido em 2013 um novo máximo histórico, próximo de 700 milhões de euros".
Além disso, lê-se no documento, "o número de empresas exportadoras para a Turquia tem aumentado continuamente, sendo hoje mais de 640" e estão paralelamente "em curso importantes projectos de investimento turcos em Portugal, bem como de empresas portuguesas na Turquia".
Ao tornar-se o nono chefe de Estado eleito da história da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, de 60 anos, que sucede a Abdullah Gül, emitiu uma mensagem de unidade, declarando querer inaugurar "uma nova era" no país e ser "o Presidente dos 77 milhões de turcos", por meio de "um novo processo de reconciliação social", em que todos os turcos, independentemente da origem ou credo, serão cidadãos iguais do país, e "os conflitos do passado" serão deixados para trás.
 
(Fonte: Notícias ao Minuto)

08 Julho 2014

Parlamento aprova acordo com a Turquia na Defesa

O Parlamento aprovou esta terça-feira, com votos favoráveis do PSD, CDS e PS, o acordo entre Portugal e a Turquia sobre cooperação na indústria da defesa. PCP, BE e Verdes votaram contra.
A cooperação será nas áreas da investigação conjunta, o desenvolvimento, produção e modernização de peças sobressalentes, instrumentos e equipamento técnico necessários às Forças Armadas, a venda a terceiros através de parcerias comuns e a aquisição de equipamento militar, entre outros.
O acordo tem como base um documento firmado em Novembro de 2013 e foi assinado inicialmente por José Pedro Aguiar-Branco, e o homólogo turco, Ismet Yılmaz, durante uma visita oficial à Turquia a convite das autoridades locais.
"O Acordo tem por objectivos estabelecer uma cooperação no âmbito da indústria de defesa, melhorando as capacidades das suas indústrias de defesa através de uma cooperação mais eficaz nas áreas de desenvolvimento, produção, aquisição e manutenção de bens e serviços de defesa e apoio técnico e logístico relevante", diz o texto hoje aprovado.
A Turquia produz atualmente 55% das suas necessidades em termos de indústrias de Defesa, e admite, segundo o  ministro turco, abrir as portas às capacidades portuguesas nos restantes 45%.

(Fonte: Diário de Notícias)

27 Junho 2014

Portugal e Turquia com novas parceiras à vista em 2015

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse esta sexta-feira que Portugal e a Turquia deverão ter já no próximo ano novas parcerias em áreas que poderão passar pelo turismo, energia, tecnologias de informação, educação e saúde.
Paulo Portas foi o anfitrião da primeira Comissão Conjunta Económica e Comercial Portugal-Turquia, que decorreu na manhã desta sexta-feira em Lisboa, e avançou que "esta foi apenas a primeira comissão" e que vai liderar em Outubro a ida à Turquia de uma delegação, que vai integrar empresas de diversos sectores.
"Estamos a trabalhar arduamente a nossa relação económica para criar oportunidades para o sector privado, para reforçar as exportações, o investimento e as parcerias e criar crescimento e empregos", disse Paulo Portas, sublinhando as oportunidades das empresas dos dois países e a necessidade de estas se conhecerem melhor.
 
(Fonte: Correio da Manhã)

08 Junho 2014

Economista turco Daron Acemoğlu analisa os problemas estruturais da sociedade portuguesa


O polémico economista do MIT veio a Lisboa chamar a atenção para os problemas estruturais da sociedade portuguesa. Em entrevista ao Expresso sublinhou que não é o momento certo para estender o tapete a um disparo do consumo.
"Portugal era um retardatário em termos de capital humano, a sua força de trabalho não era suficientemente educada. Agora está a recuperar o atraso. O segundo problema é que muitos aspectos da economia portuguesa são muito arcaicos", diz Daron Acemoğlu, economista do Massachusetts Institute of Technology em Cambridge, Boston, nos Estados Unidos.
Para este turco de 46 anos com dupla nacionalidade, esses são os dois problemas estruturais mais importantes da economia portuguesa que estão associados a problemas institucionais da sociedade portuguesa, que levam a que a economia não esteja orientada "para criar emprego, e especialmente emprego de elevada produtividade", sublinhou em entrevista ao Expresso, no âmbito de uma iniciativa do semanário com o Deutsche Bank e a Universidade Católica intitulada "Como tornar Portugal mais próspero?".
Refere, ainda, que a boa adaptação realizada pela economia portuguesa na pós-crise financeira se baseia ainda "nos pontos fortes que já tinha" - nos sectores que já eram base da sua especialização internacional, como o turismo, a agricultura, o calçado e o vestuário. Mas que não está a criar novos pontos fortes. "As reformas que foram realizadas nos últimos três anos vão na direção certa, mas não vejo que a sociedade portuguesa como um todo tenha realmente noção da gravidade da situação e da urgência das reformas".
Acemoğlu, co-autor do best seller "Porque as Nações Falham" (editado em 2012 em inglês pela Crown Business), concluiu da investigação realizada com James Robinson, da Universidade de Harvard, que as sociedades precisam do que os dois académicos designam por "instituições inclusivas" em que as classes médias têm um papel decisivo.
Na entrevista ao Expresso afirma que tem uma visão positiva sobre os três anos de ajustamento do programa da troika e que a questão do sector público tem de ser resolvida: "O que posso dizer é que o sector público no seu conjunto é muito grande e ineficiente em Portugal. Tem de ser incluído no debate saber que partes da administração pública são necessárias e quais não são". Duvida, também, que, "agora, seja o momento certo de estender o tapete para um grande disparo do consumo".

(Fonte: Expresso)

03 Junho 2014

Equipa de Hóquei Feminino da Turquia em competição no Parque da Cidade do Porto

A 25 de Maio o Sport Club do Porto sagrou-se tricampeão nacional feminino, feito inédito na modalidade em Portugal.
O EuroHockey Club Champions Challenge III B feminino vai reunir seis equipas de sexta-feira a segunda-feira (6 a 9 de Junho) no Parque da Cidade do Porto, em organização do Sport Club do Porto. Além do tricampeão nacional de hóquei em campo, vão competir as formações do Sport Athletique Merignacais (França), Eagles HC (Gibraltar), HC Imittos (Grécia), Hawks HC (Gibraltar) e Abant Izzet Baysal Universitesi SK (Turquia).
A competição desenrola-se em dois grupos com jogos a partir das 15:00, sendo que a final de segunda-feira decorre às 10h00.
                       

02 Junho 2014

Lisboa acolhe assembleia geral da Associação Europeia para a Preservação do Património Judaico com presença da Turquia

Portugal recebe, pela primeira vez, uma assembleia geral da Associação Europeia para a Preservação do Património Judaico (AEPJ), organismo europeu que tutela a THE EUROPEAN ROUTE OF JEWISH HERITAGE, rota cultural do Conselho da Europa. O evento irá ser organizado pela Rede de Judiarias de Portugal, membro associado desta instituição desde Dezembro de 2013.
Estarão presentes em Lisboa, de 6 a 8 de Junho, mais de 40 representantes oriundos de cerca de 14 países. As reuniões decorrerão no edifício da Câmara Municipal de Lisboa, que oferece uma recepção no Salão Nobre às 19h do próximo dia 7 de Junho, e incidirão na valorização patrimonial da herança judaica na Europa. Jorge Martins, autor de Portugal e os Judeus, apresentará previamente a história judaica de Lisboa e o contributo dos judeus portugueses para o desenvolvimento do país e do mundo.
Integrarão os participantes diversas personalidades tais como alcaides e autarcas de diversas cidades espanholas, o Presidente da Associação de Museus Judaicos da Europa, dirigentes da Federação de Comunidades Judaicas Italianas, o Presidente da AEPJ, o luxemburguês François Moyse, responsáveis culturais e comunitários de Áustria, Croácia, França, Eslovénia, Inglaterra, Sérvia, Turquia, Alemanha, bem como das portuguesas Comunidade Israelita de Lisboa e Comunidade Judaica de Belmonte.
“Portugal era um dos seis países do continente que não integrava uma das mais importantes rotas culturais do Conselho da Europa. Passa agora a fazê-lo através dos conteúdos apresentados pela Rede de Judiarias de Portugal – Rotas de Sefarad”, refere o comunicado da associação.
 
(Fonte: Publituris)

Três engenheiros turcos mortos em atentado bombista suicida no Afeganistão

Três engenheiros turcos morreram hoje no leste do Afeganistão, na sequência de um atentado contra o veículo em que seguiam.
O ataque ocorreu em Benegah, na província de Nangarhar, quando um bombista suicida se fez explodir a bordo de um riquexó, disse o porta-voz do governador provincial, Ahmad Zia Abdulzai
Diversas pessoas ficaram feridas no atentado, mas ainda não foi adiantado um número exacto.
 
(Fonte:Destak)

31 Maio 2014

VII Congresso Internacional da Sociedade Portuguesa de Hidrologia Médica com convidado turco

Estes são alguns dos temas que vão ser abordados no VII Congresso Internacional da Sociedade Portuguesa de Hidrologia Médica, sob o tema “Iter aqua in Europa”, que decorre de 5 a 7 de junho, nas Termas do Luso. A sessão de abertura decorrerá dia 5 de Junho, pelas 16h00.
“Embora pouco divulgada, a Medicina Hidrológica é extremamente eficaz no combate às doenças crónicas, perturbações funcionais e doenças da civilização, como o stress e a ansiedade, sendo uma especialidade reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Com este congresso, vamos demonstrar que os tratamentos termais contribuem para a diminuição do consumo de fármacos e para o bem-estar geral da população.”, refere Teresa Vieira, Presidente da Associação de Termas de Portugal.
O VII Congresso Internacional da Sociedade Portuguesa de Hidrologia Médica é presidido pelo Dr. Pedro Cantista, Presidente da Sociedade Portuguesa de Hidrologia Médica, recentemente eleito no Japão Presidente da ISMH – International Society of Medical Hydrology. Entre os oradores vão marca presença especialistas nacionais como Frederico Teixeira, Luís Cardoso de Oliveira, António José dos Santos Silva, Albano Saraiva, Celso Gomes, Sérgio Franco, Paula Padrão, entre outros e vários convidados internacionais: Mufit Zeky Karagulle, da Turquia; Christian François Roques, de França; Francisco Maraver, de Espanha; Marco Vitale vindo de Itália e o polaco Jacek Chojnowski, Thierry Dubois, presidente do CNETh – Thermes et cures thermales en France e o Prof. de Direito Alcestre Santuari, cuja actividade se centra na defesa da circulação de doentes da União Europeia.
 
(Fonte: Local.Pt)

28 Maio 2014

Turismo português na Turquia baixou 8,2% nos primeiros quatro meses de 2014

A Turquia recebeu 10.119 turistas portugueses no primeiro quadrimestre deste ano, -8,2% ou menos 903 que no período homólogo de 2013, mas ainda +5,1% ou mais 495 que há dois anos, de acordo com os dados do Ministério turco da Cultura e do Turismo.
A evolução no quadrimestre foi, relativamente a 2013, melhor que no mês de Abril, em que houve um decréscimo do número de visitantes portugueses em 9,7% ou 457, para 4.276, que também é um menor que o de Abril de 2012, em 3% ou 133.
Dados do Aeroporto de Lisboa, indicam que a Turkish Airlines, única companhia com voos regulares directos entre Portugal (Lisboa) e a Turquia (Istambul) somou 11,6 mil passageiros em Abril, +40,4% ou mais 3,3 mil que há um ano, e no quadrimestre teve um aumento em 17,6% ou 53 mil, para 35,4 mil.
Os dados do Ministério turco mostram que nos primeiros quatro meses a Turquia recebeu sete milhões de visitantes, +5,1% ou mais 337,7 mil que há um ano, pelo aumento do número de turistas (visitantes que pernoitaram pelo menos uma noite) em 6,3% ou 404,8 mil, para 6,855 milhões, o qual compensou o decréscimo dos excursionistas (que não pernoitam no destino) em 31,2% ou 67,1 mil, para 147,9 mil.
Os maiores emissores foram a Alemanha, com 887,6 mil, abaixo do primeiro quadrimestre de 3,3% ou 30,2 mil, e o Irão, que com um aumento em 51,7% ou 171,3 mil, para 503,8 mil, foi o ‘seguro’ do crescimento no quadrimestre.
A Geórgia foi o terceiro emissor, com 462 mil, em ligeira quebra de 0,9% ou 4,2 mil, à frente da Bulgária, com 440,4 mil, +5,5% ou mais 22,9 mil que há um ano, e da Rússia, com 423,6 mil, +6,9% ou mais 27,5 mil.
O conjunto dos restantes mercados emissores teve um aumento médio em 5,1%, que significou mais 337,7 mil, para 4,28 milhões.
Neste lote destacam-se o Reino Unido, com 275,1 mil (+8,9% ou mais 22,5 mil), Grécia, com 249,4 mil (+23,5% ou mais 47,5 mil), Holanda, com 233,9 mil (+6,3% ou mais 13,8 mil), Iraque, com 217 mil (+41% ou mais 63,1 mil), França, com 209,4 mil (-0,6% ou menos 1,2 mil).
 
(Fonte: PressTur)

27 Maio 2014

Braga estreita relações com a Turquia

Aprofundar laços de cooperação e concretizar novas parcerias e investimentos em diversas áreas como o turismo religioso e a dinamização económica é o objectivo da visita de cinco dias que uma delegação turca está a realizar à cidade de Braga.
Presidida por Kadir Sertel Otcu, vice-governador da província de Hatay, na Turquia, a comitiva foi recebida ontem pelo executivo de Ricardo Rio.
“Esta visita serve para fortalecermos o intercâmbio de ideias. Braga e Hatay têm histórias similares e o turismo religioso, tal como a boa gastronomia, são imagens de marca e temos muitas coisas em comum”, salientou Ahmet Saldiran, director de projectos de Hatay, deixando o convite para que os responsáveis bracarenses retribuam a visita à província turca.
Este foi o primeiro dia da visita, no entanto, o responsável mostrou-se encantado com o que foi possível ver. “Estivemos no Bom Jesus, um espaço maravilhoso para o turismo religioso. Em Hatay também temos muitas igrejas, contudo, não possuímos aquela magnífica zona envolvente”, referiu Ahamet Saldiran.
Esta é uma visita que se insere na “política de geminações” do executivo municipal e, segundo Rio, é necessário “rever as geminações existentes e encontrar novas parcerias e ligações internacionais que possibilitem a abertura a novos mercados turísticos e o reforço da cooperação empresarial.
Esta parceria vem no seguimento da presença do Município de Braga na EU-Turkey Town Twinning Conference, realizada em Ancara, em Abril último, com a presença de várias cidades. Na ocasião foram “identificadas diversas afinidades com Hatay”, lembrou Ricardo Rio, salientando o ”intenso programa da visita, com vários contactos de promoção turística e com empresas locais de vários sectores”, prometendo “retribuir a visita, inserida num projecto financiado pela União Europeia, de forma a formalizar a parceria com Hatay”.
Segundo Rio, Braga “nunca aproveitou verdadeiramente as geminações que tinha, nem nunca teve uma visão estratégica das mesmas”, e lembrou a recente visita de responsáveis da cidade francesa de Puteaux, que abriu “oportunidades de colaboração na área da cultura e juventude” e a formalização da geminação com o Rio de Janeiro após “um impasse que se verificou durante o mandato anterior”.
Esta política de parcerias terá um novo fulgor, visto perspectivar-se novas geminações com outras cidades como Tianjin, na China, em que a sua Universidade é “parceira da Universidade do Minho, tendo sido dados passos importantes, nesse sentido por parte da InvestBraga, que fez parte da comitiva do Presidente da República na recente visita àquele território asiático”, adiantou Ricardo Rio.
 

23 Maio 2014

Altitude Software espera ter em 2014 melhor ano de sempre na Turquia

A tecnológica portuguesa, especializada em centros de contacto, está neste mercado há cerca de dois anos e o negócio próspera a cada mês que passa, impulsionado pelo crescimento dos centros de contacto e pela “excelência” dos parceiros que tem no terreno.
A entrada da Altitude Software no mercado turco fez-se através de uma parceria com a Alotech, uma pequena, mas muito reputada, empresa de engenharia especializada na integração de sistemas, encontrada numa feira de negócios. Um outro acordo de âmbito mundial, estabelecido entre a Altitude Software e a Alcatel Lucent Entrepises, deu projeção à presença da tecnológica neste mercado.
Atualmente, as soluções da portuguesa são comercializadas na Turquia através destas duas empresas. “Temos os parceiros certos para este mercado, que é um mercado exigente, um mercado stressante, com o qual é preciso saber lidar”, salienta Rogério Neiva, vincando a importância de uma economia em crescimento, que precisa e exige serviços modernos.
Um desses serviços é os centros de contacto, um dos setores que mais tem evoluído e crescido e no qual operam grandes empresas. Existem atualmente, neste país, para cima de mil infraestruturas do género, que dão emprego a mais de 50 mil pessoas.
Para vencer neste mercado, junto fundamentalmente das grandes empresas, que são quem compra as suas soluções, a tecnológica portuguesa tem como principal argumento o Altitude uCI (Unified Customer Interaction), cuja última versão – 8 – foi recentemente lançada e já está em utilização em 1100 centros de contacto em todo o mundo. Ao incluir centenas de novas funcionalidades, a Altitude uCI8 inova em quatro áreas fundamentais: decisões informadas em tempo real; interações unificadas com as redes sociais; processos de negócio multimédia e campanhas inteligentes.
A Altitude uCI é uma suite de soluções de software que permite a gestão unificada, em tempo-real, de operações e serviços empresariais de serviço ao cliente, help desk, cobranças, televendas e inquéritos, entre outros.
Segundo Rogério Neiva, a Turquia tem, na Alotech e na Alcatel Lucent, “distribuidores de excelência”, pelo que uma eventual presença física nem sequer foi objeto de discussão. O envolvimento da tecnológica com os parceiros, que, na prática, são os distribuidores das suas soluções, é de tal ordem que é normal estes enviarem colaboradores seus para receberem formação específica em Portugal.
Criada em 1993 com o nome de Easyphone, a Altitude Software, fornecedor de soluções de software multi-plataforma, é hoje uma empresa fortemente internacionalizada, realizando cerca de 90% das suas vendas no mercado global.
Com sede em Lisboa, onde se encontra o seu centro de investigação e desenvolvimento, a tecnológica tem presença direta em 16 países em quatro continentes, a saber: Espanha, França, Bélgica, Reino Unido, Suécia, Alemanha, Brasil, México, Colômbia, Argentina, Canadá, Emiratos Árabes Unidos, Israel, Índia e Filipinas. Emprega cerca de 300 pessoas a nível mundial, com mais de 150 colaboradores altamente qualificados, em Portugal. A equipa reúne 20 nacionalidades.
A Altitude Software tem cerca de 1100 clientes (utilizando 300 mil licenças) de todas as dimensões em 80 países, apoiados diretamente ou através de uma vasta rede de parceiros. Esta rede conta com cerca de 160 membros, que disponibilizam soluções para centros de contacto com recurso aos produtos e serviços da Altitude. Siemens, NextiraOne, Teledata, Orange Business Services, Wipro Infotech, Fujitsu Services e Spanlink são alguns desses parceiros.
Como fornecedor de soluções de software multi-plataforma, a Altitude Software estabeleceu parcerias de desenvolvimento com um conjunto de fornecedores de infraestruturas e sistemas empresariais, como a Alcatel-Lucent, Avaya, Cisco, Microsoft, Oracle e SAP.
 
(Fonte: Oje)

19 Maio 2014

Sensores da mina turca alertaram dias antes para alta concentração de gás tóxico

Os sensores da mina de carvão turca onde morreram 301 mineiros na semana passada alertaram, dois dias antes do acidente, para uma concentração pouco habitual de monóxido de carbono, informou, esta segunda-feira, o diário "Hürriyet".
O registo dos sensores, ao qual foi possível aceder através dos computadores apreendidos pela investigação ao acidente da semana passada, mostra um nível muito alto de monóxido de carbono dois dias antes da tragédia causada por uma explosão e pelo incêndio que se seguiu.
No entanto, a direcção da mina não tomou qualquer medida, segundo vários meios turcos.
A polícia turca deteve até agora 25 pessoas, entre as quais altos responsáveis da Soma Holding, a empresa gestora da mina de carvão de Soma, na zona ocidental do país.
Os detidos são suspeitos de homicídio "por negligência e descuidado" no mais grave acidente mineiro da história da Turquia.
Após serem interrogados, 15 dos detidos foram deixados em liberdade enquanto aguardam os próximos passos do processo, sendo possível que, esta segunda-feira, haja mais detenções, informou a imprensa local.
Entre os detidos há alguns altos dirigentes da empresa, nomeadamente o diretor geral, Ramazan Doğru, ou o director de operações, Akın Çelik.
Doğru e Çelik realizaram na semana passada uma polémica conferência de imprensa, juntamente com Alp Gürkan, o proprietário do grupo, na qual rejeitaram qualquer responsabilidade pelo acidente.
Can Gürkan, filho do proprietário da exploração também estará detido, segundo os media.
"Eu não sou responsável, os responsáveis são os especialistas em segurança laboral. Sinto-me muito mal pelo que aconteceu. Foram tomadas todas as medidas", disse Çelik, na sua primeira declaração judicial, segundo o diário Hürriyet.
O procurador responsável pelo caso, Bekir Sahiner, declarou à imprensa na noite de domingo que a tragédia ocorreu devido à queima de carvão dentro da exploração, devido ao incêndio inicial, o que libertou o monóxido de carbono que acabou com a vida dos trabalhadores.
Segundo o Hürriyet, há outros indícios de que a administração da mina ignorou repetidos avisos sobre as precárias condições de segurança, informa o diário.
Um sobrevivente do desastre afirma que duas semanas antes da tragédia ouviu um electricista advertir de forma insistente um dos supervisores sobre o mau estado de uns cabos elétricos, cujas faíscas poderiam provocar "um desastre".