17 Maio 2013

Moody’s sobe nota soberana da Turquia

A Moody’s subiu a nota soberana da Turquia para a categoria de investimento. A agência de notação subiu a nota um escalão para “Baa3”, com perspetiva estável. Para Ancara trata-se de um sinal de confiança após uma década de reformas económicas.
Em reacção, as taxas da dívida caíram para mínimos históricos. Para isso contribuiu também o corte nas taxas de juro anunciado pouco antes pelo Banco Central do país.
A Moody’s justifica a decisão com a forte queda da dívida nos últimos anos e a perspectiva de melhoria no futuro, numa altura em que a economia turca é uma das mais dinâmicas na Europa.
A Fitch Ratings já tinha subido a nota turca em Novembro. A Standar&Poors mantém o país na categoria especulativa.
 
(Fonte: Euronews)

16 Maio 2013

Turquia pede aos EUA e à Europa que recebam refugiados sírios

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdoğan, admitiu pela primeira vez que não consegue suportar os gastos com os 400 mil refugiados sírios que estão no seu país. No encontro desta quarta-feira com o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai pedir ajuda económica e também que a América e a Europa recebam parte da avalanche humana que foge à guerra civil — oito mil pessoas por dia, segundo dados das Nações Unidas.
Os dois líderes reúnem-se em Washington no âmbito da ronda de encontros que estão a anteceder a conferência sobre a Síria que os EUA e a Rússia marcaram para o início de Junho em Genebra, na Suíça. A movimentação diplomática tem sido intensa — com Obama a receber o primeiro-ministro britânico, David Cameron, na terça-feira, dia em que o chefe do Governo israelita esteve em Moscovo — e tem como objectivo chegar a Genebra com a posição concertada de que só as negociações porão fim à guerra síria, que entra no seu terceiro ano, e levar as duas partes em conflito a declararem o cessar-fogo e a aceitarem o diálogo.
A guerra civil síria eclodiu pouco depois das manifestações pró-democracia de Março de 2011. O regime do Presidente Bashar al-Assad reprimiu os protestos e a violência instalou-se, travando-se uma guerra civil que já matou pelo menos 80 mil pessoas. O número foi actualizado na terça-feira pela ONU. Em Janeiro o número estava em 60 mil. Os combates e a escalada da ferocidade desta guerra provocaram o êxodo de 1,3 milhão de pessoas, e o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, dirigido por António Guterres, estima que a meio do ano se chegue ao 1,5 milhões de refugiados. Alguns, poucos, optaram por abandonar o Médio Oriente — o Brasil registou a entrada de 137 sírios que fugiram à guerra. A maioria está instalada em campos de refugiados na Jordânia, no Líbano e na Turquia, estando neste país 400 mil pessoas. Prevê-se, porém, que, se a guerra prosseguir, antes do fim do ano a Turquia tenha um milhão de sírios dentro das suas fronteiras. "Temos uma tarefa maior do que imaginávamos. Infelizmente, os nossos programas ainda estão subfinanciados", disse Guterres em Abril numa cerimónia em que recebeu uma inédita contribuição de 110 milhões de dólares do Kuwait para os refugiados sírios. "Com esta contribuição podemos respirar e mudar substancialmente a situação", disse Guterres. "A comunidade internacional não deve apenas ajudar a pagar a conta, os países devem abrir as portas a estes refugiados", disse Levent Gumrukcu, um dos porta-vozes do Ministério dos Negócios Estrangeiros turco. "Neste sentido, falharam na resposta efectiva [a esta crise humanitária]."
Washington já entregou ajuda no valor de 44 milhões de dólares (34 milhões de euros) a organizações humanitárias que auxiliam os refugiados sírios só na Turquia. A sua contribuição total para os refugiados nos diversos países foi de 150 milhões de dólares (116 milhões de euros). Uma fonte do Departamento de Estado (equivalente a um ministério dos negócios estrangeiros) disse ao jornal The Washington Post que não houve, até agora, um pedido formal da Turquia ou das Nações Unidas para os EUA receberem refugiados sírios. Se esse pedido surgir, disse a mesma fonte, o país estará "pronto para o ter em conta", mas a posição de momento é a de que a maior parte dos refugiados esperam a possibilidade de regressar a casa, preferindo essa opção a viajar para um país distante.
 
(Fonte: Público)

06 Maio 2013

Cavaco Silva renova votos para adesão da Turquia à UE

O Presidente da República renovou hoje os votos para a adesão da Turquia à União Europeia, apesar do "tempo difícil e exigente" que a Europa vive e que obriga a "mais e melhor" para promover o crescimento económico. "A entrada da Turquia na União Europeia - que, como é sabido, Portugal sempre defendeu - enriquecerá a Europa com a sabedoria milenar de um povo com uma longa História, mas será também um elemento essencial para aprofundar o caminho de modernização, de democratização e de desenvolvimento que vem sendo trilhado nos últimos anos", defendeu o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, no banquete que ofereceu esta noite em honra do seu homólogo turco, Abdullah Gül, que iniciou hoje uma visita de Estado a Portugal. Contudo, reconheceu, Portugal e a Europa vivem "um tempo difícil e exigente", com a crise financeira na zona euro a expor "fragilidades e desequilíbrios estruturais nas economias de vários estados-membros" e mostrando "a dificuldade das instituições europeias em responder adequada e atempadamente a uma situação sem precedentes".
 
(Fonte: Expresso)

05 Maio 2013

Presidente da Turquia visita Portugal para reforçar relações económicas

O reforço dos laços económicos bilaterais vai dominar a visita oficial de três dias a Portugal do Presidente da Turquia, Abdullah Gül, que se inicia na segunda-feira a convite do seu homólogo Aníbal Cavaco Silva. "Devido às boas relações entre os dois países, esta visita tem por objectivo reforçá-las. O Presidente Cavaco Silva foi meu convidado numa visita oficial [Maio de 2009] e na ocasião também me convidou. Estou a retribuir, e ao mesmo tempo esperamos melhorar as relações económicas entre os dois países", referiu o chefe de Estado turco em entrevista à Lusa, em Ancara. Abdullah Gül, que recordou "as similitudes entre Lisboa e Istambul" e as "relações históricas desde 1843", quando um embaixador português foi enviado à então capital otomana, é acompanhado na deslocação a Lisboa por dezenas de empresários, representantes dos partidos com assento parlamentar e pelos ministros da Economia, Cultura e Negócios Estrangeiros. "As nossas relações políticas já estão num excelente nível em todos os aspectos, mas no campo da economia julgo que esta visita nos vai ajudar a reforçar os laços económicos. Os dois países possuem muito potencial para concretizar em termos económicos", sugeriu Abdullah Gül durante a entrevista que decorreu no Çankaya Köskü, a residência oficial em Ancara fundada por Mustafa Kemal Ataturk em 1923. "Na minha opinião será a principal prioridade desta visita", reafirmou. A deslocação de Gül a Portugal, a primeira na qualidade de chefe de Estado, tem como pano de fundo a persistente crise económica e financeira que atinge os países do flanco sul da zona euro, situação que tem merecido a atenção de Ancara. "Seguimos a crise económica que a Europa atravessa e avaliamos a situação numa perspectiva realista. De facto, não foi uma surpresa a forma como se iniciou esta crise, porque os critérios de Maastricht incluem uma série de indicadores em termos do peso da dívida e do défice orçamental de cada Estado membro", referiu. Após insistir na existência de "critérios que estão em vigor", o dirigente turco sustentou que diversos Estados membros não cumpriram essas normas, com "países com um peso da dívida que excede em 100% o seu respectivo PIB" ou com défices orçamentais "três vezes superiores" ao limite exigido. "Assim, era inevitável. Sim, existe na Europa uma união monetária, mas apesar da união monetária as políticas financeiras são diferentes. E agora existe este problema", adiantou o chefe de Estado turco, doutorado em Economia pela Universidade de Istambul. O insuficiente reforço das regras em vigor nas instituições e no sistema financeiro e que "não são respeitadas pelos países quando se trata do sistema financeiro" foram ainda considerados factores decisivos para a actual crise europeia. No entanto, Abdullah Gül acredita ser "possível ultrapassar esta crise", que também foi provocada, como sugeriu, por alguma incúria. "De repente, sem se esperar, irrompe a crise. Mesmo que os indicadores estivessem lá, incluindo nos chamados bons velhos tempos, não foram analisados com cuidado, para que fossem tomadas as medidas e as práticas necessárias", afirmou. Apesar de admitir a necessidade de "medidas rígidas" para assegurar "o sucesso a longo prazo", o Presidente turco salienta que muitos países já optaram por "medidas de austeridade, de rigor", e que no futuro poderão reforçar "cada Estado-membro da UE". Nesta perspectiva, não deixa de demonstrar confiança. "Tenho esperança no futuro. Nenhum país será confrontado para sempre com esta crise e após a aplicação das medidas, mesmo que sejam duras, mesmo que sejam medidas de austeridade, surgirá um melhor período logo após a sua aplicação total, e na minha perspectiva é isso que vai acontecer na Europa".
 
(Fonte: Notícias ao Minuto)

24 Abril 2013

Recompensa milionária para o Fenerbahçe eliminar o Benfica

Cinco milhões de dólares (cerca de 3,8 milhões de euros) é quanto o plantel do Fenerbahçe, incluindo o médio português Raul Meireles, vai receber como prémio monetário, caso elimine o Benfica nas meias-finais da Liga Europa, cuja primeira mão se disputa nesta quinta-feira, em Istambul.
De acordo com a imprensa turca desta quarta-feira, os donos do Fenerbahçe decidiram abrir os “cordões à bolsa” e aumentar os prémios de jogo para o seus jogadores, podendo esse montante subir aos 10 milhões de dólares (cerca 7,7 milhões de euros) caso vençam mesmo a competição.
De acordo com imprensa local, a formação da zona asiática de Istambul está praticamente afastada do título nacional e, apesar de ainda estar nas meias-finais da Taça da Turquia, aposta tudo na Liga Europa e na primeira conquista de uma competição do velho continente.
Até hoje, o máximo que o Fenerbahçe alcançou foram os quartos-de-final da Liga dos Campeões, em 2007-08.
 
(Fonte: Público)

Fenerbahçe tenta "novo capítulo" frente ao Benfica

O treinador Aykut Kocaman falou do orgulho e honra em liderar o Fenerbahçe SK na sua primeira meia-final das competições da UEFA, bem como defrontar um adversário do calibre do SL Benfica, mas insistiu que é chegada a hora da equipa turca.
"Este jogo vai ser um novo capítulo na nossa história", disse Kocaman. "Após eliminarmos o Plzeň e chegarmos aos quartos-de-final, disse que havia pouco para escolher entre as equipas ainda em prova. Agora acontece o mesmo e tudo se vai resumir às equipas que estiverem em melhor forma, que forem capazes de obrigar o adversário a cometer erros. Serão essas equipas que vão atingir a final."
As esperanças do Fenerbahçe em ultrapassar o Galatasaray AŞ na liderança da Super League turca sofreram um sério revés no domingo, por culpa da derrota por 2-0 com o Gençlerbirligi SK. Ainda assim, existe a sensação de que quinta-feira trará novas oportunidades.
Kocaman sublinhou o facto de, apesar de o clube de Istambul possuir "vários títulos nacionais" – 18 campeonatos no total –, as conquistas europeias têm-lhe escapado até ao momento. "Se formos a ver a experiência e sucessos recentes, o Benfica está um passo à nossa frente, mas já aqui estivemos", acrescentou o técnico de 47 anos, talvez baseando-se no triunfo sobre a S.S. Lazio, nos quartos-de-final. "Devemos ser agressivos, mas mantendo o equilíbrio em todo o relvado – os adeptos também têm de ser pacientes. Não devemos sofrer golos."
Kocaman, que não vai poder contar com o castigado Caner Erkin, espera um Benfica forte, especialmente nos instantes iniciais. De facto, o seu homólogo, Jorge Jesus, diz que as "águias" aterraram em Istambul com apenas um objectivo em mente: dominar o jogo. "Tentamos sempre atacar de forma perigosa, graças à rapidez dos nossos jogadores", disse Jesus, que não pode contar com o médio Enzo Peréz, castigado. "A nossa mentalidade é tentar marcar em todos os estádios, mesmo fora de casa. Por isso, amanhã não vamos mudar a nossa abordagem." "Estamos a jogar melhor em casa do que fora. Por esse motivo, se é para cometer erros, que seja amanhã, porque em casa somos muito fortes – essa é uma das nossas maiores vantagens. Encontramos sempre maneira de marcar em casa. Seremos capazes de marcar aqui? Vamos jogar para marcar pelo menos um golo." Ao mesmo tempo que destaca o positivismo do líder da Liga portuguesa, Jesus também está ciente da qualidade que Kocaman tem ao seu dispor. "São muito perigosos no ataque, precisamos de estar atentos", avisou. "Todos conhecem o médio brasileiro Cristian, e a qualidade técnica que possui. [Dirk] Kuyt passou pelo Liverpool antes de chegar ao Fenerbahçe e é um jogador de renome, para além de Moussa Sow, que marcou muitos golos aquando da sua passagem pelo Lille – é um avançado muito forte."

(Fonte: UEFA)

23 Abril 2013

Volta à Turquia: José Mendes em 12.º

José Mendes, da NetApp, esteve em bom plano na terceira etapa da Volta à Turquia, a primeira de montanha da presente edição, ao cortar a meta no 12.º lugar, a 39 segundos. Bruno Pires, da Saxo-Tinkoff, foi 24.º (a 2.24 minutos), enquanto o sprinter Manuel Cardoso (Caja Rural) classificou-se no 91.º posto, a 13.09 minutos. Na geral, os Portugueses ocupam, respectivamente, o 12.º (a 49 segundos), 24.º (a 2.34 minutos) e 92.º (a 13.19 minutos) lugares. A grande surpresa da etapa veio do Eritreu Natnael Berhane, da Europcar. Aos 22 anos, o jovem africano, que passa agora a ser também o líder da corrida, conquistou a vitória mais importante da sua carreira, atacando na última subida para fazer a diferença.
 
(Fonte: Record)

08 Abril 2013

Istambul: Tensão no julgamento do caso Ergenekon

Nem a forte presença de forças de segurança demoveu mais de uma centena de manifestantes de tentarem quebrar a barreira policial junto à prisão de Silivri, na Turquia. É aqui que está a decorrer o julgamento de 275 pessoas acusadas de conluio contra o Governo de Ancara.
Os réus fazem parte da chamada rede Ergenekon, uma organização ultra nacionalista que se inspira na doutrina do pai fundador da Turquia moderna, Kemal Atatürk, e estão a ser julgados num tribunal no interior da penitenciária de alta segurança do distrito de Istambul.
Para dispersar os manifestantes, a polícia recorreu a canhões de água e gás lacrimogéneo. O vento forte que se fez sentir empurrou o gás lacrimogéneo para o interior da sala de julgamento, afectando os presentes.
Entre os 275 réus encontra-se o comandante das forças armadas na reforma, Ilker Başbuğ, bem como outras altas patentes militares turcas, e os jornalistas de renome Tuncay Özkan e Mustafa Balbay.
Na sessão do julgamento de 18 de Março o procurador pediu prisão perpétua sem possibilidade de amnistia para 64 dos 275 acusados.
Num outro processo por tentativa de golpe de Estado contra o Governo de Recep Tayyip Erdoğan, cuja sentença foi pronunciada em Setembro do ano passado, a justiça turca aplicou pesadas penas de prisão a mais de 300 oficiais.
 
(Fonte: Euronews)

05 Abril 2013

Parlamento turco aprovou lei de imigração exigida pela União Europeia

O Parlamento turco adoptou esta sexta-feira uma lei que reforça os direitos dos migrantes e candidatos a asilo, exigida há muito pela União Europeia no âmbito do processo de adesão da Turquia. A nova legislação atribui a uma administração específica a gestão dos migrantes, até agora a cargo da polícia num quadro jurídico confuso que era regularmente criticado pelas organizações de defesa dos direitos humanos. Ela prevê nomeadamente o direito de qualquer estrangeiro alvo de uma notificação de expulsão de recorrer da decisão no prazo de 15 dias para um tribunal administrativo e a ter um advogado oficioso. A retenção de estrangeiros em processo de expulsão em centros passa a estar limitada a um prazo máximo de seis meses e o envio para esses centros circunscrito às situações de necessidade, avaliadas mensalmente pelas autoridades, e passível de recurso judicial. A lei estipula que também que os migrantes retidos têm direito a cuidados de saúde gratuitos e a reunir-se com advogados, representantes consulares do país de origem ou do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados. Outra das alterações introduzidas pela nova lei é a eliminação dos dispendiosos procedimentos de renovação da autorização de permanência, ao estipular que a autorização de trabalho é suficiente para autorizar a residência no país. A nova legislação não permite, no entanto, a atribuição do estatuto de refugiado aos candidatos a asilo provenientes de países não-europeus, uma posição cara à Turquia, que receia vir a ter de assumir sozinha grandes fluxos migratórios de países vizinhos como o Iraque ou a Síria. Em vez disso, cria o estatuto de "refugiado condicional", ao abrigo do qual os candidatos a asilo não-europeus podem permanecer na Turquia até se instalarem num país de acolhimento, estatuto que se aplica nomeadamente aos cerca de 200 mil refugiados sírios actualmente em território turco.  
A adopção desta lei, esperada há várias meses pela UE no quadro das negociações de adesão da Turquia iniciadas em 2005, foi saudado pelos comissários para o Alargamento, Stefan Fuele, e dos Assuntos Internos, Cecilia Malmstroem. "Esta lei e as instituições por ela criadas mostram um empenho claro da Turquia em criar um sistema eficaz de gestão das migrações em conformidade com as normas europeias e internacionais", afirmaram os comissários num comunicado conjunto. A Turquia bloqueou durante vários meses a adopção desta legislação, exigindo como contrapartida uma simplificação do sistema de vistos aplicado aos turcos pelos países europeus. "A Comissão está convencida de que, uma vez em vigor, esta lei vai também dar resposta a vários problemas identificados no roteiro da Comissão para a liberalização dos vistos", referiram os comissários.
 
(Fonte: Lusa)

03 Abril 2013

Governo turco cria comité de "sábios" para promover processo de paz


"Uma delegação de sábios foi criada (…). É composta por pessoas conhecidas e apreciadas na Turquia, abertas ao diálogo, são artistas, com uma identidade política, empresários, dirigentes ou especialistas de organizações não-governamentais (ONG) ou de centros de reflexão", afirmou o vice-primeiro-ministro, em declarações aos jornalistas, à margem de uma conferência em Ancara.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, que constituiu a lista das 63 individualidades, vai encontrar-se com o comité de “sábios” na quinta-feira em Istambul. Durante a reunião, o chefe do Governo turco irá debater com as personalidades os princípios da sua missão. “Depois deste encontro, os elementos do comité vão trabalhar e percorrer durante um mês todas as regiões da Turquia, com o objectivo de apresentar, informar e esclarecer a população sobre o processo de resolução” da questão curda, indicou Bulent Arinç. “Vão ser divididos em grupos de trabalho que serão constituídos para cada uma das sete regiões da Turquia. Um presidente, um vice-presidente e um porta-voz foram nomeados”, acrescentou o vice-primeiro-ministro. Entre as personalidades escolhidas para integrar o comité figuram artistas de grande mediatismo como o cantor Orhan Gencebay ou a actriz Hulya Koçyiğit, mas também empresários influentes, como é o caso do antigo representante dos patrões turcos Arzuhan Doğan Yalçindağ, segundo uma lista divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro turco. O grupo integra ainda vários académicos e jornalistas, com uma forte presença das correntes islamo-conservadora, próxima do Governo de Ancara, e liberal.
As autoridades de Ancara estão a discutir há vários meses com o líder rebelde curdo Abdullah Ocalan com o objectivo de acabar com o conflito curdo, que fez cerca de 45 mil mortos em quase três décadas de luta armada. No passado dia 21 de Março, Abdullah Ocalan, de 63 anos, detido na ilha prisão de Imrali desde 1999, assumiu um passo importante no processo de negociações, ao pedir aos rebeldes do PKK para deporem as armas e abandonarem a Turquia. “Chegámos a uma fase em que as armas devem calar-se (…) e os elementos armados devem retirar-se para lá das fronteiras da Turquia”, afirmou então Ocalan numa carta lida por um deputado pró-curdo perante centenas de milhares de pessoas reunidas em Diyarbakir, principal cidade do Curdistão turco. “Este não é um tempo de guerra e luta, mas de alianças e compromissos”, referiu na mesma altura. O anúncio de Ocalan surgiu depois de 2012 ter sido o ano mais sangrento desde o início do século, com 140 soldados e polícias turcos e mais de 500 rebeldes mortos em confrontos no sudeste da Turquia. A rebelião do PKK iniciou-se em 1984 para exigir direitos para os mais de 12 milhões de curdos da Turquia.
 
(Fonte: Lusa)

29 Março 2013

Erdoğan joga ás curdo

O apelo feito na semana passada a partir da prisão pelo líder histórico dos rebeldes curdos para que os combatentes baixem as armas e abandonem a Turquia abre novas perspectivas para a consolidação de Ancara como potência regional e para a afirmação do projecto de poder do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan. Ocalan, detido desde 1999 na ilha-prisão de Imrali, onde passou dez anos em solitária, pediu o fim do conflito armado que matou mais de 40.000 pessoas nos últimos 30 anos, dizendo ser hora de uma luta meramente "democrática e política". O anúncio, dito "histórico" pelo próprio dirigente do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) mas não verdadeiramente inédito, terá sido o culminar de negociações entre Ocalan e Erdoğan, que se fez representar ao longo dos últimos meses em Imrali através do chefe da secreta turca Hakan Fidan. Este avanço, impensável há menos de um ano perante a intensificação dos combates entre o exército turco e o PKK nos dois lados da fronteira com o Iraque, surge com o actual processo de revisão constitucional em Ancara como pano de fundo.
Erdoğan, líder de um partido islâmico moderado, quer rever as bases da república secular proclamada por Mustafa Kemal Atatürk em 1923, dando mais espaço à prática religiosa e retirando poder às forças armadas. Para tal, e perante a oposição do centro-esquerda laico, necessita do voto do partido pró-curdo Paz e Democracia. Em troca, a mais numerosa minoria etnica da Turquia poderá obter novas garantias constitucionais ao nível dos direitos culturais e de cidadania. Actualmente, a lei kemalista consagra o país euro-asiático como uma nação etnicamente homogénea. Tal seria suficiente para satisfazer a maioria dos curdos da Turquia, hoje mais interessados na autonomia do sudeste do país, onde são maioritários, do que num estado independente. A concretizar-se a trégua e uma possível troca de prisioneiros (possivelmente com a inclusão de Ocalan), o primeiro-ministro turco conseguiria ainda desarmadilhar uma crescente ameaça por parte da Síria e do Irão, países suspeitos de instrumentalizar a causa curda na sua oposição à agenda de Ancara para o Médio Oriente. Deste modo, o maior dos povos sem pátria continuaria a sê-lo. Pelo menos, enquanto o Curdistão iraquiano não romper definitivamente com Bagdade. É naquela região do nordeste do Iraque que os curdos gozam hoje de maior autonomia política, bem como de uma relativa prosperidade proporcionada pelo petróleo. Também neste caso, beneficiados por recentes acordos com Ancara, que desde 2012 importa crude daquela região e planeia agora a construção de oleodutos e gasodutos que irão impulsionar as exportações curdas.

(Fonte: Sol)

28 Março 2013

Turquia nega deportação de refugiados sírios

A Turquia nega a deportação de refugiados na sequência dos incidentes no campo de Akcakale, mas testemunhas afirmam ter visto centenas de Sírios a serem transportados em autocarros até à fronteira. O Alto Comissariado para os Refugiados das Nações Unidas declarou estar "muito preocupado" com os relatos que dão conta de "sérios incidentes e de possíveis deportações". A porta-voz de António Guterres explicou que "se aconteceram, as deportações para a Síria são contrárias aos princípios do direito internacional". O Alto Comissariado recorda que "os refugiados têm a responsabilidade de respeitar a lei na Turquia" e encoraja o "sistema de justiça da Turquia a aplicar a lei para punir crimes que sejam cometidos". Quarta-feira registaram-se algumas escaramuças, a que a polícia respondeu com canhões de água. As fontes divergem sobre se os confrontos foram provocados pela morte de uma criança num incêndio numa tenda ou porque os guardas barraram a entrada no campo a cerca de 200 refugiados.

(Fonte: Euronews)

27 Março 2013

Menino português está na Turquia para ser operado a tumor cerebral

Chama-se Diogo Neto, tem três anos de idade e vive em Braga. É uma criança alegre que gosta de fazer o que qualquer menino da sua idade faz. Porém, o Diogo luta contra uma doença terrível que lhe foi diagnosticada há cerca de dois anos: um tumor no tronco cerebral. Depois de ter sido submetido a diversos tratamentos no Hospital de São João, no Porto, o menino bracarense está agora na Turquia para ser submetido a uma intervenção cirúrgica urgente e muito delicada. Vai ser operado por um neurocirurgião, especialista neste tipo de intervenções, em Istambul. O rosto de Diogo Neto saiu do anonimato há alguns dias, quando o treinador de futebol Carlos Carvalhal divulgou no Facebook uma imagem sua com o menino, apelando à solidariedade de todos. Ontem à tarde, o apelo solidário de Carvalhal tinha já mais de cinco mil partilhas naquela rede social. "Este menino é o Diogo Neto, tem três anos e um tumor no tronco cerebral. Precisa de fazer uma cirurgia muito delicada e urgente na Turquia. O montante é significativo mas se muitos puderem contribuir com pouco pode-se chegar a muito.... Salvar a vida deste menino!", escreve o treinador na sua página social. Para ajudar o menino foi aberta uma conta na Caixa Geral de Depósitos (CGD), em nome de Diogo Neto, com o NIB 003507570000533070022. Pouco ou muito o importante neste momento é ajudar a família do Diogo a suportar as elevadas custas inerentes a esta cirurgia que lhe pode salvar a vida. "Hoje são os pais do Diogo, amanhã poderá ser um de nós... Ajudem de alguma forma por favor, nem que seja a reencaminhar esta mensagem. Abraço", escreve ainda Carlos Carvalhal no Facebook. O Diogo e os pais chegaram anteontem à Turquia, onde deverão permanecer pelo menos um mês. Em Braga, o avô contou que a família está sensibilizada com as demonstrações de carinho e o apoio que tem recebido. "O Diogo é um menino muito activo, muito inteligente, muito criativo. É uma criança com muita vida", conta o avô. A mesma fonte revela que o treinador Carlos Carvalhal, que já dirigiu equipas de futebol turcas, é seu amigo e desempenhou um papel importante servindo de ponte entre a família de Diogo e a Turquia. O avô explica ainda que a campanha de solidariedade nasceu precisamente por iniciativa de Carlos Carvalhal, com o consentimento dos pais. À distância, o avô acompanha o desenrolar da situação e aguarda pelo regresso do neto curado.
 
(Fonte: Correio da Manhã)

Allianz vai comprar a maior seguradora turca

A Allianz assegurou a posição de liderança no mercado de seguros turco ao concordar com a compra da Yapi Kredi Sigorta (YKS) por cerca de 1,6 bilhão de liras turcas (833 milhões de dólares). A maior seguradora da Europa disse nesta quarta-feira que vai comprar uma participação de 93,9 por cento na seguradora turca do banco local Yapi Kredi Bank. Após fechar o negócio, o grupo alemão fará uma oferta pública obrigatória para a fatia de 6,1 por cento restantes. A população crescente da Turquia e padrões de vida em ascensão ocasionaram um aumento abrupto na demanda por seguros de carros, propriedades, saúde e de vida, mas a competição de preços entre seguradoras é intensa e muitas sofreram perdas em anos recentes. A aquisição é o maior negócio da Allianz desde 2007 e utiliza mais de dois terços dos cerca de 1 bilhão de euros (1,3 bilhão de dólares) que o grupo separou como orçamento para aquisições. O Yapi Kredi Bank, pertencente ao grupo turco Koç Holding e à italiana UniCredit, disse na terça-feira que negociações sobre a venda da sua unidade de seguros continuavam, após fontes terem dito à Reuters que a Allianz havia concordado em comprá-la.
 
(Fonte: Exame)

26 Março 2013

Futebol Sub-20: Portugal empatou com a Turquia em Istambul

Portugal empatou esta terça-feira com a Turquia 1-1, com um golo de Agostinho Cá no período de compensação, em jogo particular de futebol de sub-20, disputado em Istambul. O golo do jovem jogador do Barcelona só apareceu ao minuto 90+2, anulando a vantagem turca, que durava desde o golo de Ercan Pulgir, aos 56 minutos. A selecção lusa de sub-20 conseguiu melhorar face ao resultado registado no Sábado, que foi uma derrota por 2-1 ante os jovens turcos. Os pupilos de Edgar Borges preparam o Mundial de sub-20, a disputar na Turquia, de 21 de junho a 13 julho. Portugal integrará o grupo B, sediado em Kayseri, juntamente com Cuba, Coreia do Sul e um dos semi-finalistas do campeonato africano do escalão, a decorrer.
 
(Fonte: Sapo)

Badminton: Bruno Carvalho passa 1.ª ronda em Ancara

Os portugueses Bruno Carvalho e Sónia Gonçalves passaram esta terça-feira a primeira ronda do quadro de singulares do Campeonato da Europa de Juniores Turquia'2013 em badminton, que se está a disputar em Ancara.
Bruno Carvalho derrotou, no quadro de 128, o Romeno Adrian Dereli, por 21-18 e 21-4. Quanto a Sónia Gonçalves, passa a fase do quadro de 128 sem jogar, já que a adversária designada, a Norueguesa Cathrine Fossmo, não compareceu.
Em pares mistos, a dupla portuguesa ficou isenta da ronda inicial e joga na ronda de 64 contra os Austríacos Dominik Stipsits e Nathalie Ziesig. O Europeu junior de badminton disputa-se na capital turca até domingo.