google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

08 abril 2009

Patriarca optimista em relação à reabertura de seminário em Istambul


O Patriarca da Igreja Ortodoxa Grega, Bartolomeu I, mostrou-se optimista relativamente à reabertura de um seminário em Istambul, depois do presidente norte-americano Barack Obama ter dito no seu discurso no Parlamento turco que quaisquer passos para a melhoria da liberdade religiosa e dos direitos das minorias - como a reabertura do seminário de Heybeliada – seria um importante sinal para dentro e fora da Turquia.
A União Europeia tem pressionado a Turquia para abrir o seminário localizado numa ilha do mar de Mármara, perto de Istambul, e encerrado há quase quatro décadas. A Turquia tem argumentado que um seminário em Istambul violaria o regime secular do país.
O Estado turco encerrou o Seminário de Heybeliada, Halki em Grego, em 1971, no seguimento de um movimento contra a educação religiosa que também atingiu escolas muçulmanas. As faculdades de teologia islâmica estão desde então sob a alçada das universidades estatais.
"O seminário de Heybeliada não é uma questão de prestígio para nós. A abertura desta escola é fulcral para o nosso Patriarcado levar a cabo a sua missão religiosa", referiu Bartolomeu I em comunicado.

07 abril 2009

Obama apela ao reatamento das relações diplomáticas entre a Turquia e a Arménia

Barack Obama incentivou os ministros dos negócios estrangeiros da Turquia e da Arménia a completarem as conversações para a restauração das relações diplomáticas entre os dois países vizinhos.
Obama entregou esta mensagem pessoalmente ao ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Ali Babacan, e ao ministro dos Negócios Estrangeiros da Arménia, Edward Nalbandian, quando os encontrou numa recepção em Istambul oferecida a todos os convidados presentes no Fórum Aliança das Civilizações.
"À margem do jantar desta noite da Aliança das Civilizações, o presidente encontrou-se com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Turquia e Arménia para elogiar os seus esforços no processo de normalização das relações Turquia-Arménia e para incentivá-los a chegarem rapidamente a um acordo", revelou um elemento da comitiva do presidente Obama.
A Turquia e a Arménia não têm relações diplomáticas e as sua fronteira foi fechada há mais de uma década após a invasão de 20% do território do Azerbaijão por parte da Arménia – o conflito Nagorno-Karabakh.
A Arménia e a Turquia encetaram um processo de normalização das suas relações, incluindo a reabertura da fronteira, quando o presidente turco Abdullah Gül fez uma visita histórica a Yerevan no ano passado para assistir ao jogo de qualificação para o campeonato do mundo de futebol que as equipas dos dois países disputaram.
Obama disse ontem em Ancara que o seu ponto de vista sobre os incidentes de 1915 não se alterarou, mas congratulou-se com o diálogo que está a decorrer entre a Turquia e a Arménia.
A Arménia, apoiada por toda a sua diáspora, tem tentado obter o apoio da comunidade internacional para o reconhecimento do alegado genocídio arménio. Por seu lado, a Turquia tenta convencer a Arménia a aceitar uma investigação histórica dos acontecimentos de 1915.

O encontro de Obama com a oposição e os ecos do seu discurso

Obama encontrou-se ontem com os líderes dos três principais partidos da oposição no Parlamento turco e falou individualmente com cada um deles durante cerca de cinco minutos. Reuniu-se com Deniz Baykal, líder do Partido Republicano do Povo (CHP, kemalista), com Devlet Bahçeli, líder do Partido do Movimento Nacional (MHP, nacionalista) e com o líder do DTP, Ahmet Türk, líder do Partido da Sociedade Democrática (DTP, pró-curdo).
Baykal agradeceu a Obama o encontro com a oposição. "Eu sei a importância da oposição nas democracias. Eu também estive na oposição durante anos", respondeu Obama ao líder do maior partido da oposição. Baykal entregou a Obama dois romances: "Huzur" (Conforto), de Ahmet Hamdi Tanpınar e "Haritada bir Nokta" (Um Ponto no Mapa) de Sait Faik Abasıyanık.

Barack Obama com Deniz Baykal

Durante o encontro entre Bahçeli e Obama, a importância das relações entre os dois países foi mencionada.

Barack Obama com Devlet Bahçeli
Ahmet Türk, revelou que o presidente norte-americano Barack Obama disse ao seu partido que "a violência ou a luta armada não resolverão o problema curdo". "Eu disse-lhe que nós também denunciamos a violência, mas informei-o de que aconteceram mais de 17 000 mortes à margem da lei [no sudeste da Turquia] ao longo dos anos", disse o líder do DTP. Disse ainda que entregou a Obama um dossier que inclui os pontos de vista do DTP para a solução do problema curdo. Também entregou ao Presidente um jogo de botões e um alfinete para Michelle Obama.
Os deputados turcos parecem ter apreciado o "discurso histórico" de Obama no Parlamento. "Falou de democracia, secularismo e de Atatürk. Enviou a mensagem de que Israel e a Palestina são dois estados, algo que nós também defendemos. Definiu o PKK como uma organização terrorista", referiu o líder da bancada do CHP, Onur Öymen. O deputado do DTP por Istambul, Ahmet Tan, mencionou o discurso do presidente Bill Clinton em 1999 e disse não existirem diferenças entre os dois discursos. "Só existe uma diferença de 10 anos. O facto de ter referido a reabertura de uma seminário foi uma surpresa", disse. O deputado do AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento (islamita, no Governo), Seracettin Karayağız, escreveu uma carta a Obama onde aborda os acontecimentos de 1915. "Os Arménios mataram os meus dois tios e muitos familiares meus. Colocaram o meu pai numa prisão. Ambas as partes sofreram grandes perdas durante a guerra, mas não se tratou de um genocídio", escreveu Karayağız na sua carta a Obama.

Libertado suspeito de planear ataque contra Obama

A polícia turca libertou hoje um homem que dizia ter um plano para matar o presidente norte-americano Barack Obama. O suspeito foi detido em Istambul na semana passada depois da polícia ter recebido informações de que planeava atacar Obama durante a sua visita à Turquia.
A polícia libertou hoje o suspeito por considerar que sofre de perturbações mentais. Os Serviços Secretos norte-americanos estão a acompanhar o caso juntamente com as autoridades turcas. Segundo o porta-voz dos Serviços Secretos, o presidente Barack Obama nunca esteve em perigo durante a sua estadia na Turquia. O porta-voz da Casa Branca, que esteve com Obama em Istambul, recusou comentar o caso.

06 abril 2009

Barack Obama sente-se "honrado por estar ao lado da Turquia"


Barack Obama iniciou hoje o primeiro dia da sua "visita histórica" à Turquia, como tem sido apelidada nos meios de comunicação turcos. Começou por visitar o Mausoléu de Mustafa Kemal Atatürk, o fundador da Turquia moderna, onde depositou uma coroa de flores e escreveu palavras de homenagem no Livro de Honra.
Depois, seguiu para o Palácio presidencial onde era aguardado pelo presidente Abdullah Gül. Ouviu o hino nacional do seu país tocado ao vivo pela banda do Exército, e depois entrou com Gül no palácio. Estiveram reunidos durante largos minutos e depois deram uma conferência de imprensa conjunta. Obama enalteceu o papel estratégico da Turquia como aliada fundamental para o diálogo entre o oriente e o ocidente. Foi questionado por uma jornalista sobre a questão do reconhecimento por parte dos EUA do alegado genocídio arménio cometido pelo império otomano em 1915. Respondeu que cabia à Turquia e à Arménia reconciliarem-se com a sua história e resolverem essa questão, e congratulou-se com o facto de estarem a ser desenvolvidos esforços nesse sentido. Abdullah Gül aproveitou para se pronunciar sobre o assunto, dizendo que se trata de uma questão histórica e não política e que a Turquia tem interesse em que uma comissão de historiadores analise e se pronuncie sobre o caso.
O presidente norte-americano dirigiu-se depois para o Parlamento turco, onde se reuniu com os líderes dos três principais partidos da oposição: CHP (Partido Republicano do Povo, kemalista), MHP (Partido do Movimento Nacional, nacionalista) e DSP (Partido da Esquerda Democrática, curdo). Depois, proferiu um discurso no Parlamento com a duração de cerca de 45 minutos, aplaudido várias vezes. Obama abordou diversas temáticas, nomeadamente a crise económica global, a adesão da Turquia à União Europeia, a questão energética, os conflitos no Médio Oriente, o Irão e as armas nucleares e a questão Turquia-Arménia. Referiu igualmente a necessidade de uma melhor comunicação com o mundo muçulmano.
Uma das suas frases mais aplaudidas foi proferida logo no início do seu discurso: "Algumas pessoas têm-me perguntado se eu escolhi continuar a minha viagem até Ancara e Istambul para enviar uma mensagem. A minha resposta é simples: Evet ['sim' em Turco]. A Turquia é um aliado crítico. A Turquia é uma parte importante da Europa. E a Turquia e os Estados Unidos devem permanecer unidos e trabalhar juntos para enfrentarem os desafios do nosso tempo". Salientou a amizade entre os dois países apesar de desavenças pontuais ao longo de sesenta anos e o poder dessa aliança que tornou os dois países e o mundo mais fortes.
Apoiou também a adesão da Turquia à União Europeia e recebeu mais aplausos: "Assim, ao enfrentarmos os desafios do século XXI, devemos procurar a força de uma Europa que é verdadeiramente unida, pacífica e livre. Deixem-me ser claro: os Estados Unidos apoiam veemente a adesão da Turquia à União Europeia. Não falamos como membros da União Europeia, mas como bons amigos da Turquia e da Europa".
Obama felicitou a Turquia pelas reformas que tem levado a cabo no âmbito da adesão à UE, frisando que a Turquia não as adoptou por exigência europeia, mas porque escolheu mudar e tem a capacidade de mudar. Disse também que mais passos têm de ser dados, nomeadamente a reabertura do seminário Halki e o fortalecimento dos direitos das minorias.
Referiu que "as duas democracias são confrontadas com um conjunto de desafios sem precedentes" e definiu-os como sendo "uma crise económica que não tem fronteiras, o extremismo que leva à morte de homens, mulheres e crianças inocentes, o desgaste energético e as mudanças climáticas, a proliferação das armas mais mortíferas e a persistência dos conflitos.
Obama abordou muitos mais assuntos, nomeadamente o facto de a Turquia e os EUA poderem ajudar à paz no Médio Oriente, criticou o uso de armas nucleares, disse que "os EUA buscam um entendimento com o Irão baseado no respeito mútuo" e que "a Turquia e os EUA querem um Irão seguro". Agradeceu também o apoio turco no Afeganistão e enalteceu o papel importante da Turquia como mediadora entre a Síria e Israel. Abordou a questão Turquia-Arménia, dizendo que os EUA apoiam o restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países. Disse também que "os EUA nunca estarão em guerra com o Islão" e que "o respeito mútuo e o interesse para com o Islão não tem a ver só com o combate do terrorismo". Acrescentou que os EUA querem uma relação mais abrangente com o mundo muçulmano e um futuro melhor em todo o mundo: "Somos mais fortes quando trabalhamos juntos", disse. Acrescentou ainda que "a força sozinha não resolve os problemas" e disse ainda sentir-se honrado por estar ao lado da Turquia. No final foi aplaudido e cumprimentado e seguiu com Erdoğan para uma reunião no gabinete do primeiro-ministro turco. Mais tarde, Obama e Erdoğan seguiram juntos para Istambul onde Obama prosseguirá a sua visita à Turquia.

05 abril 2009

Barack Obama já está em Ancara

Chegada de Obama a Ancara

O presidente norte-americano chegou ao Aeroporto Esenboğa, em Ancara, às 21.15 horas (19.15 horas em Lisboa) num avião "Air Force One". Após a aterragem a porta do avião esteve aberta durante cerca de 20 minutos, altura em que Barack Obama desceu rapidamente as escadas. À sua espera estava o ministro da economia, Mehmet Şimşek com a sua esposa norte-americana e o presidente da Câmara de Ancara Melih Gökçek. À mesma hora Erdoğan dava uma conferência de imprensa em Istambul juntamente com José Luis Zapatero no âmbito da Aliança das Civilizações que tem início amanhã. Obama seguiu para o hotel Sheraton.

Turquia e Arménia poderão reatar relações diplomáticas

A Turquia e a Arménia decidiram encetar conversações formais sobre uma série de assuntos, incluindo a abertura de fronteiras, uma medida que poderá reatar as suas relações diplomáticas. O timing do acordo, que talvez seja assinado no dia 16 de Abril, poderá ter a ver com a visita de Obama à Turquia. Ancara estará alegadamente a tentar não só melhorar as relações com Yerevan, como também a convencer Washington a não dar seguimento às promessas de Obama de que iria reconhecer o alegado genocídio arménio.
Não existem actualmente relações diplomáticas entre a Turquia e a Arménia e as fronteiras estão encerradas em virtude da Arménia ter invadido 20 por cento do território do Azerbaijão.
A Arménia tem tentado que a comunidade internacional reconheça o alegado genocídio e deportação forçada de centenas de milhar, ou até mesmo de mais de um milhão, de pessoas de origem arménia que em 1915 viviam no Império Otomano.

Obama defende entrada da Turquia na União Europeia

O Presidente norte-americano, Barack Obama, defendeu hoje a entrada da Turquia na União Europeia, mas a ideia foi imediatamente rejeitada pelo seu homólogo francês, Nicolas Sarkozy, num raro momento de divergência na cimeira UE-EUA, destinada a reforçar os laços transatlânticos fragilizados durante a Administração Bush.
“Os Estados Unidos e a Europa devem aproximar-se dos muçulmanos como irmãos, vizinhos e parceiros na luta contra a injustiça, a intolerância e a violência, forjando uma relação baseada no respeito e interesses mútuos”, declarou Obama durante a cimeira que decorre em Praga. O presidente norte-americano diz, por isso, que a adesão de Ancara seria “um sinal importante” dado pela UE ao mundo muçulmano e “uma garantia de que Turquia continua firmemente ancorada na Europa”. A resposta da França, um dos países que mais entraves tem colocado à adesão turca, não tardou. “Eu trabalho lado a lado com o presidente Obama mas, tratando-se da União Europeia, é aos países europeus que cabe decidir”, declarou Sarkozy, em entrevista à televisão francesa TF1. O Presidente francês recordou que “sempre” se opôs à entrada da Turquia e disse acreditar que “a imensa maioria dos estados-membros partilha a posição francesa”. “A Turquia é um grande país, um aliado da Europa e a um aliado dos Estados Unidos. Queremos que seja um parceiro privilegiado, mas a minha posição não mudou e não vai mudar”.
A Turquia, um dos países que há mais tempo procura entrar para a comunidade europeia, foi formalmente aceite como candidata à adesão em Outubro de 2005. O processo não tem data limite e as negociações têm marcado passo em vários dos capítulos da adesão, em parte também devido à recusa de Ancara em reconhecer o Governo de Chipre. Tanto a França como a Alemanha não escondem a sua oposição à conclusão do processo, insistindo que, em alternativa à adesão, Bruxelas deveria estabelecer uma parceria estratégica com Ancara. Mas o Reino Unido e os Estados Unidos – que têm na Turquia um importante aliado regional – argumentam que a adesão do país é importante para garantir a sua ligação com o ocidente e criar pontes de diálogo com o mundo muçulmano.

(Fonte: Público)

Programa de Obama na Turquia

Com a aproximação da chegada do presidente Obama à Turquia, os habitantes das duas principais cidades turcas tentam planear as suas vidas de acordo com o itinerário do Presidente em Ancara e Istambul, uma vez que muitas estradas vão estar cortadas em ambas as cidades.
O avião de Obama vai aterrar no Aeroporto de Esenboga, em Ancara, às 21.40 horas (hora de Ancara). De acordo com o gabinete de imprensa do primeiro-ministro, no dia seguinte de manhã, Obama vai visitar o mausoléu do fundador da Turquia moderna, Mustafa Kemal Atatürk, e vai assinar o livro de visitas. Uma cerimónia oficial de boas-vindas vai ter lugar no palácio presidencial de Çankaya. Obama vai encontrar-se com o presidente turco, Abdullah Gül, e depois do encontro ambos darão uma conferência de imprensa conjunta. Obama vai discursar no Parlamento e vai encontrar-se individualmente com os líderes dos três principais partidos da oposição: CHP (kemalista), MHP (nacionalista) e DSP (curdo). Incialmente estava previsto um encontro conjunto com os líderes da oposição, mas os líderes do CHP (Partido Republicano do Povo) e do MHP ( Partido do Movimento Nacionalista) não aceitaram. Obama anunciou então o encontro individual com cada um dos três líderes. Obama vai também reunir-se com o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan no seu gabinete. Cerca de 200 convidados vão estar presentes no Parlamento para assistirem ao discurso de Obama que se prevê que terá a duração de cerca de 45 minutos. Entre os convidados constam membros do Exército, juízes, líderes da sociedade civil, representantes de organizações profissionais e presidentes de sindicatos, assim como o presidente da Federação Alevi Bektaşi, Ali Balkız.
Estava previsto o presidente Obama ficar hospedado no hotel Hilton durante a sua estadia em Ancara, mas os empregados do hotel encontram-se em greve. Na passada quinta-feira organizaram um protesto em frente ao hotel entoando palavras de ordem: "Escravos servem Obama", "Não ao abuso do trabalho" e "Trabalhadores do Hilton não são escravos". Assim, Obama ficará alojado no hotel Sheraton.
O presidente norte-americano parte para Istambul na segunda-feira à noite, onde vai participar num jantar, no Çırağan Palace, oferecido aos líderes que irão participar na Aliança das Civilizações. Espera-se que Obama discurse durante o jantar. Na terça-feira, Obama vai visitar Santa Sofia, a Mesquita Azul e o Museu de Arte Islâmica, onde se encontrará com alguns estudantes. Abandonará a Turquia durante a tarde.

Turquia aprovou a nomeação de Rasmussen

O primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen foi nomeado secretário-geral da NATO apesar da resistência turca, resolvida com algumas concessões feitas à Turquia.
"Sinto-me profundamente honrado com a nomeação para secretário-geral da NATO e farei o meu melhor para actuar de acordo com as expectativas e a confiança depositada em mim pelos meus colegas”, afirmou o chefe de Governo dinamarquês, que vai substituir o Holandês Jaap de Hoop Scheffer no próximo dia 1 de Agosto. Já Scheffer, dirigindo-se seu sucessor, afirmou: “Sabe que tem havido várias discussões nas últimas 36 horas, mas o facto de estarmos aqui, um ao lado do outro, significa que se chegou a uma solução também para as preocupações demonstradas pela Turquia. Estamos todos de acordo e é unânime”.
Os líderes da Aliança Atlântica conseguiram convencer o Governo turco, que criticou a atitude de Rasmussen durante a "crise das caricaturas" de Maomé - publicadas por jornais dinamarqueses - e também por não ter proibido as emissões de um canal de televisão curdo a partir do seu país. Após intensas conversações bilaterais e multilaterais, os governantes conseguiram o consenso necessário para que Rasmussen suceda ao actual secretário-geral.
A imprensa turca noticiou que o primeiro-ministro dinamarquês se comprometeu a proibir o canal de televisão curdo que emite a partir da Dinamarca e que a Turquia conseguiu a entrada na Agência Europeia de Armamento.