google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

04 março 2009

Problema num altímetro terá estado na origem da queda de avião em Amesterdão

Um problema no altímetro terá estado na origem da queda do avião da Turkish Airlines, na semana passada, quando se preparava para aterrar no aeroporto de Schiphol, em Amesterdão, anunciaram os investigadores holandeses. O aparelho partiu-se em três ao atingir o solo e nove dos 135 ocupantes perderam a vida.
“Os registos áudio e das caixas negras que estão na nossa posse mostram que ocorreram irregularidades durante a descida do avião”, explicou Peter van Vollenhoeven, director do gabinete de investigação de acidentes aéreos holandeses.
Segundo o responsável, o avião estava a fazer a aproximação à pista em piloto automático e “a uma altitude de 1950 pés, ou seja cerca de 700 metros, o altímetro esquerdo indicou subitamente uma mudança de altitude” que foi transmitida ao sistema de controlo. Acreditando que o aparelho estava quase a tocar no solo, o sistema desligou os dois motores, o que provocou uma acentuada desaceleração e a queda do aparelho.
Vollenhoeven acrescentou que as informações prestadas pela Turkish Airlines mostram que aquele mesmo altímetro já tinha registado problemas em outras duas ocasiões.
O Boeing 737, oriundo de Istambul, despenhou-se na passada quarta-feira num campo agrícola, a apenas três quilómetros do aeroporto. Cinco cidadãos turcos, incluindo o piloto e membros da tripulação, e quatro norte-americanos perderam a vida na queda, que provocou ferimentos em outras 86 pessoas, 28 das quais continuam hospitalizadas.
Os especialistas sublinham que o facto de o aparelho não se ter incendiado quando atingiu o solo evitou um maior número de vítimas mortais.



(Fonte: Público)

Bispos europeus em peregrinação à Turquia

De 3 a 7 de Março, os presidentes das Conferências Episcopais do sudeste da Europa realizam uma peregrinação à Turquia sob o lema “Identidade cristã num mundo multicultural e multi-étnico”.
A iniciativa, na sua nona edição, é promovida pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa, CCEE, por ocasião do Ano Paulino. A partir do modelo do apóstolo Paulo, que há 2000 anos pregava num contexto multicultural e pluri-religioso, os participantes debaterão sobre a identidade cristã hoje, naquela região europeia.
Os trabalhos do Encontro começam em Iskenderum, e serão abertos por Dom Luigi Padovese, presidente da Conferência Episcopal turca, que ilustrará a situação do cristianismo e da Igreja Católica na Turquia. A conclusão em Istambul, dia 7, será marcada pela celebração da Santa Missa, presidida pelo Cardeal Péter Erdő, Primaz da Hungria e Presidente da CCEE, na catedral da cidade.
A peregrinação prevê também etapas em Antioquia, meta de três expedições de Paulo, Seleucia, o antigo porto onde Paulo desembarcou em 43 a.C., e naturalmente Tarso, cidade natal do apóstolo.
Ainda dia 7, os presidentes das Conferências Episcopais serão recebidos pelo Patriarca ecumênico Bartolomeu I, e participarão nas Vésperas ortodoxas.
O grupo terá representantes de oito Conferências Episcopais: Albânia, Bósnia e Herzegóvina, Bulgária, Grécia, Moldávia, Roménia, a Conferência Episcopal internacional Santos Cirilo e Metódio, e a Turquia. Além do presidente da CCEE, participarão também o Cardeal Josip Bozanić, vice-presidente, e o Observador permanente da Santa Sé no Conselho da Europa, Dom Aldo Giordano.

(Fonte: Rádio Vaticano)

01 março 2009

A derradeira viagem

A derradeira viagem

Três pilotos e um assistente de bordo que morreram a bordo do avião da Turkish Airlines (THY) que se despenhou no Aeroporto Schipol de Amesterdão na passada quarta-feira, foram ontem a enterrar como heróis em Istambul. A cerimónia fúnebre decorreu na sede da companhia aérea turca, onde marcaram presença a direcção da Turkish Airlines, pilotos e restante pessoal da companhia, para além de familiares e amigos numa cerimónia transmitida em directo pela televisão.

28 fevereiro 2009

Universidade do Porto acolhe 43 estudantes turcos

Para além de estudantes turcos, brasileiros, espanhóis, italianos, polacos, gregos, franceses, suecos e até afegãos e bengalis estão entre os 1126 estudantes estrangeiros que neste ano lectivo escolheram a Universidade do Porto para completar a sua formação superior, anunciou hoje a instituição. Este número representa um novo máximo de estudantes provenientes de programas de mobilidade internacional - como o conhecido Programa Erasmus - que a Universidade do Porto acolhe num único ano, quebrando o anterior "recorde" de 1075 estabelecido no ano lectivo passado. Como habitualmente, a maior parte destes estudantes provêem de países como o Brasil (490 estudantes), Espanha (167), Itália (128), Polónia (81), Turquia (43) e França (35).
A sessão de boas-vindas aos estudantes estrangeiros que neste segundo semestre vêm para a Universidade do Porto vai realizar-se segunda-feira, às 17h00, no Salão Nobre da Reitoria e contará com a participação do vice-reitor responsável pelo pelouro das Relações Internacionais, António Marques. Este encontro marcará o início de um programa de sete dias de recepção, organizado pela secção local da ESN - Erasmus Student Network, organização composta por estudantes que já participaram em programas de intercâmbio internacionais e que se oferecem para ajudar na integração dos estrangeiros que chegam à instituição. Um passeio pelo centro da cidade, festas nocturnas, uma passagem pelas caves do Vinho do Porto, um cruzeiro pelo rio Douro e visitas ao Estádio do Dragão e Museu de Serralves integram o programa de recepção aos estudantes estrangeiros.


(Fonte: Público)

27 fevereiro 2009

Falar Curdo no Parlamento turco


O líder do Partido da Sociedade Democrática, ou DTP, Ahmet Türk, chocou o país esta semana, ao falar Curdo no Parlamento turco. Numa sessão parlamentar, ele lembrou que no dia 21 de Fevereiro se celebrava o "Dia Internacional da Língua Materna", e depois começou a discursar na sua língua, o Curdo. De imediato, os media reportaram o incidente como notícia de última hora. A TRT 3, o canal público que transmite em directo as sessões parlamentares, parou de imediato a emissão. O presidente do Parlamento, Köksal Toptan, frisou que era contra a Constituição a utilização de outra língua que não o Curdo no Parlamento. Os líderes da oposição criticaram não só Ahmet Türk, mas também o Governo (AKP), que vêem como um colaborador na causa pró-curda.
A opinião pública turca divide-se. Liberais, como Cengiz Çandar ou Oral Çalışlar defendem que Ahmet Türk fez bem em quebrar o tabu. Outros colunistas, tipicamente preocupados com as "fundações do regime," apresentam-se mais críticos. De acordo com Fikret Bila do diário Milliyet, o discurso de Ahmet Türk provou claramente que ele e o seu partido se dedicam a criar "dois povos" na Turquia: um Turco e outro Curdo. Segundo Bila, este foi um ataque grave ao país, que não pode ser tolerado. Esta é a posição mais bem aceite na Turquia. Identidades indesejáveis têm sido despejadas do Parlamento ocasionalmente. Para além dos golpes militares, que o fizeram totalmente, houveram dois momentos dramáticos nos anos 90. No primeiro caso, em 1994, um grupo de deputados curdos, que incluíram a controversa e famosa Leyla Zana, tentaram prestar o seu juramento em Curdo. Foram privados dos seus assentos e condenados a uma pena de prisão. Em 1999, a recém-eleita Merve Kavakçı atreveu-se a entrar no Parlamento com o véu islâmico. Centenas de deputados secularistas protestaram contra a sua presença, e esta foi levada do Parlamento. Merve Kavakçı perdeu a nacionalidade turca.

Há dois símbolos intocáveis na República turca: o secularismo, personificado pelo legado de Atatürk, e a identidade turca simbolizada pela sua língua. Com a passagem do tempo, as reacções aos "atentados" aos alicerces da República turca têm-se tornado menos intempestivas. Ahmet Türk não será "crucificado" por ter falado turco no Parlamento, o que teria sido diferente há 10 anos atrás.
A questão crucial é a seguinte: O que realmente pretende o povo curdo? Pretende fazer parte de uma Turquia democrática que respeite as suas liberdades individuais, ou está convencido de que é um povo totalmente diferente do povo turco e que precisa de um território diferente? Esta é a questão que permanece por responder e que fervilha e inquieta. O partido de Ahmet Türk, o DTP, não convence quanto ao seu real objectivo. Será que o seu plano a longo prazo é a criação de uma nação curda independente? Enquanto esse receio permenecer no ar, as reformas que podem possibilitar mais direitos ao povo curdo estão comprometidas. Talvez se no próximo discurso do DTP se ouvir falar da arte da coexistência étnica o panorama se altere.

Foram reveladas as nacionalidades das vítimas mortais do acidente aéreo com o avião da Turkish Airlines

Foram reveladas as nacionalidades das vítimas mortais do acidente aéreo com o avião da Turkish Airlines

Cinco turcos e quatro americanos morreram até ao momento no desastre aéreo com o avião da Turkish Airlines em Amesterdão. As nacionalidades das vítimas foram tornadas públicas ontem. Entretanto, aumentam as suspeitas de que um problema no motor possa ter causado o acidente.
O voo TK-1951 que partiu de Istambul, despenhou-se num campo lamacento localizado a cerca de 1,5 quilómetros da auto-estrada A9 no aeroporto de Schiphol na quarta-feira de manhã.
Foram reveladas ontem as nacionalidades das vítimas mortais pelas autoridades holandesas. São cinco cidadãos de nacionalidade turca e quatro de nacionalidade americana, sendo que já se sabia que os três pilotos de nacionalidade turca tinham perdido a vida. O presidente da câmara de Haarlemmermeer, Theo Weterings, disse ainda que os nomes das vítimas não serão revelados até os corpos serem totalmente identificados.
Segundo a Agência de notícias Anatolia, dois americanos que trabalham para a Boeing, estão entre os mortos. Tinha sido anteriormente avançado que quatro americanos que trabalhavam para a Boing estavam a bordo do avião. O avião transportava 135 pessoas e não 134 como tinha sido inicialmente avançado, disse também Weterings.
O avião transportava 51 cidadãos turcos, sete americanos, quatro iranianos, dois sírios e um de cada uma das seguintes nacionalidades: alemã, búlgara, finlandesa, italiana, tailandesa e sudanesa. Falta ainda determinar a nacionalidade de dois dos passageiros.
Entretanto, Pieter van Vollenhoven, o chefe das investigações, referiu que o Boeing 737-800 terá caído do céu, o que pode indiciar uma paragem total dos motores. Acrescentou que as análises às caixas negras do avião que estão a decorrer em Paris, deverão estar terminadas hoje mas só serão apresentadas conclusões preliminares na próxima semana. "Esperamos ter conclusões o mais breve possível," disse, acrescentando que as gravações das caixas negras são de alta qualidade.
Sobreviventes disseram que o barulho do motor parece ter parado, e que depois o avião simplesmente caiu sem força. A cauda do avião terá batido primeiro no solo. Testemunhas no solo disseram que o avião caiu cerca de 90 metros.

Gestão após desastre aéreo motiva fortes críticas

O Governo turco e a companhia aérea Turkish Airlines estão a ser alvo de severas críticas pela forma como responderam ao acidente do Boeing 737 no aeroporto de Schiphol, Amesterdão, que resultou em nove mortos e 80 feridos, e também devido ao facto de o avião ter um historial recente de problemas técnicos.
Algumas das críticas ao Ministério dos Transportes de Ancara e à companhia pública turca prendem-se com o facto de ter sido anunciado apressadamente que as 134 pessoas a bordo (127 passageiros e sete tripulantes) tinham sobrevivido. Informação tornada pública, sublinhe-se, quando os socorristas holandeses ainda procediam às operações de resgate.
Por outro lado, o avião teve, por duas vezes, problemas técnicos na semana passada: o primeiro aconteceu no dia 18 e na segunda-feira passada registou-se nova avaria, reparada no próprio dia mas que forçou os pilotos a suspenderem o voo.
O avião, que fazia a ligação entre Istambul e Amesterdão, despenhou-se na quarta-feira a poucos quilómetros do aeroporto, mas, miraculosamente, 125 pessoas foram retiradas dos destroços com vida.

(Fonte: Correio da Manhã)

26 fevereiro 2009

Foram detectadas falhas técnicas no avião da Turkish Airlines uma semana antes do acidente

O avião da Turkish Airlines (THY) que ontem se despenhou em Amesterdão terá sido reparado pelo menos duas vezes na semana que antecedeu o acidente.
O Boeing 737-800 "Tekirdağ" foi para manutenção no dia 18 de Fevereiro devido a uma falha detectada nos flaps. Teve uma segunda falha na passada segunda-feira quando as suas luzes de "Master Caution" (aviso de alarme) acenderam. Os pilotos do Boeing 737-800 adiaram o voo agendado devido a este problema. A falha foi reparada no próprio dia.
A companhia aérea turca (THY) disse em comunicado escrito que o avião fez oito voos bem sucedidos depois de segunda-feira. Disse que o avião também fez vários voos depois de os seus flaps terem sido reparados no dia 28 de Outubro, contrariando as notícias de que estes teriam sido reparados na semana passada. O comunicado acrescenta que este tipo de problemas acontecem às vezes, adiantando que a Turkish Airlines leva a cabo procedimentos de manutenção de acordo com as directrizes do equipamento e com as normas nacionais e internacionais.
A companhia aérea pediu ainda à imprensa para evitar comentários que possam desencadear mal-entendidos na opinião pública.

Durão Barroso envia condolências a Gül

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, enviou uma carta de condolências ao presidente da República da Turquia, Abdullah Gül, após o acidente com o avião da Turkish Airlines em Amesterdão que até ao momento matou nove pessoas e feriu 84.

Discutem-se as causas possíveis do acidente com o avião da Turkish Airlines


Investigadores tentam determinar a causa do acidente com o avião da Turkish Airlines durante a aterragem em Amesterdão.
O acidente matou pelo menos nove pessoas e feriu 84. O avião, um Boeing 737-800 era operado pela principal companhia aérea turca e despenhou-se num campo perto do aeroporto de Amesterdão, partindo-se em três partes.
Os dados do voo e as gravações, recuperados no dia do acidente, serão a chave para determinar as causas do acidente com um tipo de avião que possui um bom registo de segurança, operado por uma companhia aérea igualmente com um bom registo de segurança, e que aconteceu num dos mais modernos aeroportos do mundo.

Este é o quarto acidente de aviação mais grave desde Agosto de 2008, quando um MD-80 da Spanair se despenhou quando levantava voo em Madrid. Os restantes aconteceram no rio Hudson, que teve um final feliz, e em Nova Iorque (Buffalo), a 12 de Fevereiro, com o voo fatal da Continental Airlines.
O facto do avião da Turkish Airlines não se ter incendiado levou alguns peritos a questionarem a quantidade de combustível presente no avião.

Estes são os principais cenários admitidos como causas do acidente que circulam na Turquia:

1) Vórtex ou vórtice: Um Boeing 777, operado pela KLM, estava parado mesmo à frente do avião acidentado da Turkish Airlines. Peritos dizem que o vórtex que o Boeing 777 criou, pode ter interferido na aterragem do avião da Turkish Airlines. Até agora aconteceram 54 acidentes causados por vórtex.

2) Falha no motor: Alguns passageiros disseram que viram fumo a sair do motor localizado no lado esquerdo. Embora ainda não tenha sido confirmado, os media sugerem que o avião solicitou uma aterragem de emergência. Fotos do acidente mostram um dos motores no chão, relativamente longe do avião, mas não está ainda claro se o motor caiu antes ou depois do acidente.

3) Perda de velocidade: O avião pode ter perdido inesperadamente velocidade de voo durante a sua aproximação à pista. São inúmeras as causas possíveis, segundo os peritos, entre as quais a perda de força do motor por falta de combustível, gelo, choque com pássaros ou problemas de controlo.

4) Ventos cruzados, ou seja, a diferença entre a velocidade e a direcção do vento na atmosfera numa relativa pequena distância. É apontada como uma causa possível para o acidente.