google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

04 junho 2010

Embaixador da Turquia defende apuramento de toda a verdade no incidente com navio humanitário

Embaixador da Turquia defende apuramento de toda a verdade no incidente com navio humanitário.
Os embaixadores da Turquia e Israel foram recebidos no parlamento pelo presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros. O incidente com o navio da Frota da Liberdade foi o tema discutido nestes encontros. À saída do encontro com José Ribeiro e Castro, o embaixador de Turquia, Kaya Türkmen, disse que é preciso ir até ao fim para apurar a verdade sobre o que se passou.


(Fonte: RTP)

03 junho 2010

Selecção portuguesa de voleibol joga em Ancara no fim-de-semana

A selecção nacional de voleibol chegou hoje a Ancara, onde no fim-de-semana disputa a 1.ª jornada (dupla) da Liga Europeia.
Juan Diaz divulgou ontem os 12 convocados para os dois jogos e, relativamente aos que na semana passada estiveram na Holanda, na poule de apuramento para o Campeonato da Europa, só existe uma novidade: sai José Vieira e entra Marco Ferreira.

Áustria e Grécia são os outros adversários de Portugal na 'Poule' B.

Lista de convocados:

João José (Friedrichshafen), central
Carlos Fidalgo (Benfica), distribuidor
Flávio Cruz (Sp. Espinho), zona 4
Valdir Sequeira (Piacenza), oposto
André Lopes (Noliko), zona 4
Tiago Violas (Esmoriz), distribuidor
Marco Ferreira (Machico), oposto
João Malveiro (C. da Maia), central
Frederico Siqueira (Averbode), central
Carlos Teixeira (Poitiers), líbero
Rui Santos (F. Bastardo), central
João Fidalgo (V. Guimarães), líbero

(Fonte: Record)

Istambul recebe activistas como heróis


Foto: EPA

O governo turco recebeu esta quinta-feira, em Istambul, 488 activistas que integraram a frota humanitária atacada por comandos israelitas na aproximação à Faixa de Gaza. Com o dedo apontado ao Estado hebraico, Bulent Arınc, vice-primeiro-ministro no Executivo de Recep Tayyip Erdoğan, afirmou que os militantes “enfrentaram a barbárie” e “regressaram com orgulho”. Israel reage: “Aquilo não foi o barco do amor”.
"Deus é grande". A frase perpassou esta quinta-feira os lábios de milhares de Turcos reunidos no aeroporto de Istambul para acolher como heróis os activistas deportados por Israel na sequência da operação militar de segunda-feira. Sobrepujada por bandeiras palestinianas, a multidão entoou outras palavras de ordem. "A Turquia está orgulhosa de vós" e "abaixo Israel" foram algumas das mais ouvidas.
Três aviões equipados com material médico transportaram 488 activistas turcos integrados na "Frota da Liberdade" para Istambul. Outros 35 militantes gregos regressaram a casa a bordo de um C-130 e 31 elementos argelinos da iniciativa de apoio à Faixa de Gaza viajaram de Omã para Argel. Segundo um porta-voz das autoridades israelitas, apenas três activistas oriundos da Irlanda, Itália e Austrália ficaram no Estado hebraico por "razões técnicas".
Os activistas recebidos em Istambul foram encaminhados, momentos após a chegada, para um instituto forense, onde deverão ser submetidos a testes médicos e ouvidos pelas autoridades judiciárias. "Sentimos que era necessário", explicou aos jornalistas o vice-primeiro-ministro turco Bulent Arınç. "Podemos procurar justiça nas leis internacionais e podemos precisar de certas provas para o fazer. É possível que lhes tenham dado alguns medicamentos ou substâncias similares em Israel. Os resultados dos testes vão determiná-lo", acrescentou.

"Hipocrisia"

Na noite de quarta-feira, o primeiro-ministro israelita saiu a terreiro para rejeitar todos os apelos ao levantamento do bloqueio à Faixa de Gaza e ao governo pária do movimento radical Hamas, que administra aquele território desde o conflito fratricida de 2007 contra a Fatah e a Autoridade Palestiniana. Benjamin Netanyahu insistiu no argumento de que o embargo protege Israel de ataques com granadas de morteiro e classificou de "hipocrisia" as críticas desferidas pela comunidade internacional após os acontecimentos do início da semana.
"Aquilo não foi o barco do amor. Foi o barco do ódio. Não se tratou de uma operação pacifista. Foi uma operação terrorista. Israel é vítima de um assalto de hipocrisia internacional", afirmou o "falcão" Netanyahu.
As autoridades israelitas divulgaram um registo de vídeo que mostra um grupo de activistas a agredir os comandos que abordaram o ferry turco "Mavi Marmara", o maior dos seis navios da "Frota da Liberdade", então com 600 pessoas a bordo. O advogado Bülent Yıldırım, presidente da organização humanitária IHH, garante que se tratou de um caso de legítima defesa. E adianta que os activistas atiraram à água várias armas dos operacionais israelitas. Telavive afirma que dois dos sete soldados feridos foram atingidos a tiro.
"Mesmo que tivéssemos usado as armas, isso continuaria a ser legítima defesa", reiterou Yıldırım, citado pela Associated Press.

"Quebrar" o bloqueio "por todos os meios"

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, instou ontem o governo de Netanyahu a "levantar imediatamente" o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, considerando a posição do Estado hebraico "contra-producente, insustentável e imoral". Mas a reacção mais áspera partiu dos países-membros da Liga Árabe, cujos ministros dos Negócios Estrangeiros se propuseram "quebrar" e "desafiar" o embargo "por todos os meios".
Ao cabo de uma reunião de cinco horas, o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, adiantou que o Conselho Ministerial da organização "saudou" também a decisão, por parte do governo egípcio, de abrir o terminal de Rafah por tempo indeterminado. Os ministros encarregaram ainda as delegações árabes na ONU de "exigir, em coordenação com a Turquia, uma reunião do Conselho de Segurança para adoptar uma resolução a obrigar Israel a levantar imediatamente o bloqueio a Gaza".
Em Washington, a administração Obama limita-se a reiterar a vontade de que o governo de Benjamin Netanyahu ponha em marcha o inquérito pedido pela ONU, defendendo que Telavive tem capacidade para fazer uma investigação "credível". "Pensamos que Israel é o melhor colocado para dirigir este inquérito. É perfeitamente capaz de inquirir sobre um caso que implicou as suas forças. Israel pode conduzir um inquérito justo, transparente e credível? A resposta é sim", declarou Philip Crowley, porta-voz do departamento de Estado norte-americano.

(Fonte: RTP)

Nove activistas mortos no ataque israelita são de origem turca

Oito turcos e um cidadão de nacionalidade norte-americana de origem turca foram mortos durante o ataque israelita contra a frota de ajuda humanitária a Gaza. As nacionalidades das vítimas mortais foram averiguadas em exames levados a cabo num instituto forense de Istambul, para onde os corpos foram transportados hoje de madrugada.
Os peritos forenses encontraram ferimentos de bala nos corpos de todas as vítimas. No entanto, disseram que as circunstâncias exactas da morte dos activistas serão clarificadas mediante exames balísticos que podem demorar cerca de um mês.
Ömer Yağmur, da fundação humanitária İHH, ONG que organizou a flotilha para Gaza, identificou o cidadão norte-americano como sendo Furkan Doğan, de 19 anos, originário de Kayseri. Revelou também que Doğan tinha quatro ferimentos de bala na cabeça e um no peito. Os 19 activistas feridos deportados de Israel para um hospital de Ancara, também apresentavam ferimentos de bala, segundo depoimento médico. "Os doentes apresentam de forma geral ferimentos graves no peito, abdómen e costelas. A maioria das patologias foi provocada por ferimentos de bala," disse Metin Doğan aos jornalistas.

(Fonte: Hürriyet)

02 junho 2010

Voleibol: Portugal vai defrontar a Turquia

Juan Diaz já escolheu os 12 jogadores que vão defender as cores de Portugal na Turquia, no arranque da 'poule' B da Liga Europeia 2010.
Para o embate frente aos Turcos, o seleccionador nacional entende que quem estiver melhor fisicamente acabará por vencer, e lembra o desgaste a que a selecção portuguesa tem sido sujeita nos últimos tempos.
“É a nossa terceira semana de viagem. Jogámos na Macedónia, na Holanda e agora vamos à Turquia. Estamos a ser submetidos a um ritmo muito violento, que provoca desgaste físico e mental e é preciso gerir bem esta situação”, salientou.
Portugal parte para a Turquia com 12 jogadores, mas aqueles que não foram convocados vão continuar a ter treinos diários no Pavilhão Desportivo Municipal de Anreade, juntamente com os juniores.
A Liga Europeia é composta por dois grupos, sendo que apenas quatro selecções serão apuradas para a fase final. A Espanha é aquela que já tem presença garantida, em virtude de ser a selecção organizadora, e terá a companhia dos primeiros classificados das duas 'poules', mais o melhor 2.º classificado.

Lista de convocados:

André Lopes – Noliko (Bélgica)

Carlos Fidalgo – Benfica

Carlos Teixeira – Poitiers (França)

Flávio Cruz – SC Espinho

Frederico Siqueira – Averbode (Bélgica)

João José – Friedrichshafen (Alemanha)

João Fidalgo – Vitória de Guimarães

João Malveiro – Castêlo da Maia

Marco Ferreira – Machico

Rui Santos – Fonte Bastardo

Tiago Violas – Esmoriz

Valdir Sequeira – Piacenza (Itália)

(Fonte: Diário Digital)

Turquia faz "guerra diplomática" com Israel e aumenta pressão sobre Obama

Por Jorge Almeida Fernandes in Público.

Ancara e o Hamas são os ganhadores imediatos do incidente da flotilha que, além de isolar o Estado hebraico, põe em causa a abertura americana ao mundo muçulmano.

A Turquia exigiu ontem "a punição" de Israel e subiu a pressão sobre os Estados Unidos, pedindo uma "condenação clara" da operação sangrenta contra a flotilha "Gaza Livre" na madrugada de segunda-feira. A acção abriu uma crise regional que ameaça afectar os equilíbrios actuais, em benefício de Ancara e do Hamas, acentuando o isolamento de Israel e colocando Washington numa posição incómoda.
Ontem à noite, aproximava-se um novo teste. O governo israelita garantiu que impediria o barco irlandês Rachel Corrie de entrar nas águas de Gaza. Faz parte da flotilha mas atrasou-se. O governo irlandês pediu formalmente a Israel que autorizasse a descarga da ajuda humanitária em Gaza. Leva a bordo cem activistas pró-palestinianos, entre eles um Nobel da Paz norte-irlandês.
Juntando-se ao Conselho de Segurança da ONU, a NATO pediu a "libertação imediata" de todos os civis detidos e um inquérito imparcial. O governo israelita tinha uma reunião agendada para ontem à noite, devendo ordenar a abertura de um inquérito sobre a decisão de abordagem da flotilha. No entanto, parte da imprensa exige um inquérito judicial, à imagem do que foi feito sobre a guerra no Líbano em 2006.
Só ao fim de treze horas de reunião, o Conselho de Segurança aprovou uma declaração que condena "os actos que levaram" à morte de nove pessoas. O texto, relativamente moderado em relação a Israel, terá resultado de uma negociação entre Ancara e Washington.
No entanto, horas depois, o MNE turco, Ahmet Davutoğlu, encontrou-se com Hillary Clinton e declarou aos jornalistas: "Para ser franco, não estou muito feliz com a declaração de ontem de Washington. Esperamos uma condenação clara." A Casa Branca reagiu com cautela, pedindo o prévio esclarecimento dos factos.

Turquia e Hamas

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, repetiu a condenação do "massacre sangrento", exigindo que o Estado de "Israel seja punido" e deixando uma ameaça: "Israel não deve abusar da paciência da Turquia." Para lá da retórica, analistas turcos encaram uma "guerra diplomática de longa duração". Saber até onde Ancara irá, é uma incógnita.
Após a anulação de exercícios militares conjuntos, Ancara poderia cancelar o projecto do oleoduto Medstream entre os dois países. "Uma decisão estratégica poderá ser tomada sob instruções do primeiro-ministro", disse o ministro da Energia, Taner Yildiz. No entanto, a venda de dez drones Heron a Ancara não parece ameaçada, pois é desejada pelos militares turcos.
A colisão com a Turquia priva Israel do aliado privilegiado perante os árabes, da sua mediação em relação à Síria, além de inviabilizar o bloqueio da Faixa de Gaza que divide os Israelitas e deixa de contar com o apoio tácito dos países ocidentais.
Significativamente, o Egipto abriu ontem a sua fronteira com a Faixa de Gaza, na passagem de Rafah, "por tempo indefinido", permitindo a entrada e saída de pessoas. É uma consequência directa do incidente da flotilha. Um efeito indirecto, previsto pelos analistas, é o reforço do domínio do Hamas em Gaza.
A Turquia parece em posição de disputar ao Irão a influência sobre Gaza. O seu prestígio na população palestiniana cresceu exponencialmente. O editorialista israelita Nahum Barnea, do Yedioth Ahronoth, tem uma versão mais pessimista: "O eixo Turquia, Síria, Irão, Hamas deverá sair reforçado."
Outra dimensão da crise diz respeito ao "processo de paz" israelo-palestiniano. Neste momento parece mais afastado do que nunca. A prazo, nada está fechado, pois ignoram-se as consequências que Israel vai tirar do seu insustentável isolamento e do risco de deslegitimação do próprio Estado hebraico.

O fardo de Obama

A mais importante declaração política de ontem partiu do director da Mossad, Meir Dagan: "Israel está progressivamente a deixar de ser um trunfo e a tornar-se num fardo para os Estados Unidos." Falando na comissão de Negócios Estrangeiros e Defesa do Knesset (parlamento), informou que a administração Obama estudou um cenário de coerção sobre Israel em matéria de colonatos, que abandonou temporariamente por concluir que isso não levaria à paz.
A reacção cautelosa da Casa Branca na segunda-feira não deve ser interpretada como protecção incondicional de Israel. Na semana passada, assinala o Washington Post, Obama "deixou cair" Israel na conferência sobre o Tratado de Não Proliferação e deu cobertura, ainda que em termos prudentes, à futura conferência sobre o "Médio Oriente sem armas nucleares", a que Israel se opõe.
Se, para Israel, o incidente da flotilha foi uma "ratoeira", que em poucas horas pôs em xeque a sua política, para Obama é uma ameaça equivalente. Se não se demarcar com actos, que credibilidade resta do "discurso do Cairo" e do seu desígnio estratégico de uma abertura ao mundo muçulmano? - interroga-se Stephen Walt, professor de Relações Internacionais em Harvard. "Obama deveria agarrar esta oportunidade para explicar ao povo americano por que é necessária uma nova abordagem do conflito [israelo-palestiniano], que é uma prioridade de segurança nacional para os EUA", no interesse de Israel e no americano. Não é fácil em ano eleitoral.

Israel acelera expulsão de centenas de activistas detidos

As autoridades israelitas continuam hoje a expulsar as centenas de activistas de várias nacionalidades que foram detidos no ataque e captura da frota de embarcações que tentavam chegar com ajuda humanitária a Gaza.
De acordo com a rádio militar israelita, 250 destes activistas estavam a ser deportados, incluindo um grupo de 126 pessoas oriundas na grande maioria de países árabes que teriam chegado esta manhã à Jordânia. Outros 45 tinham já abandonado o país nos últimos dois dias e utros 200 foram transferidos esta manhã de um centro de detenção para o aeroporto perto de Telavive.
Israel reiterou que vai deportar todos os 682 activistas (de 42 nacionalidades) que estavam a bordo das seis embarcações capturadas – os últimos ainda ao longo do dia de hoje – e deixou claro que não permitirá que nenhuns outros barcos se aproximem das suas águas territoriais, mantendo bem cerrado o bloqueio que impõe sobre Gaza desde 2007.
A frota de barcos, turcos e gregos, que tentavam chegar com dez mil toneladas de ajuda à Faixa de Gaza, foi atacada na madrugada de segunda-feira pela marinha israelita, em águas internacionais, incidente que resultou na morte de nove activistas civis a bordo de uma embarcação de bandeira turca.

Perda de amizade
Num tom cada vez mais irado, o primeiro-ministro turco – de cujo país é oriundo o mais numeroso grupo de activistas detidos na frota humanitária – avisou que Israel está em risco de "perder o único amigo que tem na região". Esta chamada de atenção foi feita por Recep Tayyip Erdoğan numa conversa telefónica com o presidnete norte-americano, Barack Obama.
Segundo comunicado emitido por Ancara, os dois líderes conversaram na noite de ontem, ocasião em que Erdoğan sublinhou ainda que o lugar que Israel ocupará no Médio Oriente "vai depender das suas acções futuras".
Já esta manhã, o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, qualificou o ataque de israel à frota humanitária como um acto de "terrorismo de Estado", no seu discurso de abertura de uma conferência sobre investimento na Palestina que decorre na Cisjordânia.

(Fonte: Público)

01 junho 2010

Turquia vai repatriar 20 cidadãos feridos no ataque israelita

A Turquia vai enviar três aviões com equipamento médico para repatriar 20 cidadãos turcos que ficaram feridos no ataque da marinha israelita a um dos barcos que se deslocava com ajuda humanitária para Gaza.
Dois dos aviões, que pertencem ao exército, já partiram da Turquia e o terceiro deverá partir ainda hoje, terça-feira, anunciaram os serviços do primeiro-ministro turco.
Um dos aviões militares deverá deslocar-se para Haifa e os outros dois para Telavive.
Por outro lado, a companhia Turkish Airlines tem três aviões de prevenção prontos para ir buscar cidadãos turcos, refere o comunicado.
Comandos da marinha israelita atacaram seis embarcações, que se encaminhavam com centenas de militantes pro-palestinianos a bordo e toneladas de ajuda humanitária, que pretendiam forçar o bloqueio a Gaza imposto por Israel.
Segundo o exército israelita, nove passageiros morreram e sete soldados israelitas ficaram feridos, dos quais seis foram hospitalizados, durante confrontos no barco turco Mavi Marmara, a maior das seis embarcações que levavam cerca de 750 pessoas.

(Fonte: Jornal de Notícias)

Primeiro-ministro turco acusa Israel de provocar "massacre sangrento"

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, condenou Israel hoje, terça-feira, pela operação militar "sangrenta" contra uma frota humanitária pró-palestiniana, e exortou a comunidade internacional a punir o ataque. "A Turquia não vai deixar passar em branco" o incidente, garante.
O primeiro-ministro turco condenou hoje, terça-feira, no parlamento turco, a operação militar israelita contra a frota humanitária pró-palestiniana. "Condeno o mais veementemente possível este massacre sangrento", disse Recep Tayyip Erdoğan. "Este atropelo a todas as virtudes humanas deve ser absolutamente punido", acrescentou o primeiro-ministro da Turquia, aplaudido pelos deputados.
Para além da condenação do incidente, o discurso de Erdoğan contou com duras críticas ao Estado hebreu. "Israel não devia testar os limites da paciência da Turquia. A nossa amizade é preciosa, mas a nossa inimizade é muito mais violenta".
As relações entre a Turquia e Israel, outrora aliados estratégicos após um acordo de cooperação militar em 1996, estão quase cortadas depois do ataque isrealita de ontem, segunda-feira, contra a frota de ajuda pró-palestianiana em Gaza, na qual se encontrava uma embarcação turca. O governo de Ancara já havia denunciado a operação como sendo "terrorismo de Estado" e retirou o embaixador turco de Israel.
Segundo o exército isrealita, no ataque ao barco turco Mavi Marmara, a maior das embarcações da frota atacada, nove passageiros foram mortos e sete soldados ficaram feridos, seis dos quais estão hospitalizados.
Antes das chuva de críticas dirigadas a Israel, Erdoğan reuniu-se com o chefe dos serviços especiais turcos e com os conselheiros militares. O primeiro-ministro turco acusou a administração israelita de que praticar uma "política falsa e insolente" é "um obstáculo" à paz regional.
"A Turquia não vai deixar passar esta situação em branco", assegurou Erdogan, fazendo um apelo nas entrelinhas aos EUA para que não sejam "cúmplices" dos crimes israelitas. "É preciso acabar com as agressões feitas por Israel. Não há mais como fechar os olhos perante as atrocidades cometidas pelo Estado israelita, que tem de pagar pelas suas acções."
Várias manifestações foram organizadas, depois dos incidentes de ontem, na Turquia, país maioritariamente muçulmano. A imprensa turca denunciou o ataque à frota humanitária como algo que pôs irreparavelmente em perigo as relações turco-israelitas.

(Fonte: Jornal de Notícias)

31 maio 2010

Em Lisboa também houve protestos contra Israel

À hora marcada ainda poucas pessoas estavam junto à embaixada de Israel em Lisboa. Os polícias começavam a montar o aparato: colocavam barreiras de protecção, cortavam o trânsito nas ruas mais próximas. Pouco depois já se desenrolavam faixas e cartazes, os possíveis para um protesto convocado no próprio dia.
Tal como em várias cidades europeias, também em Lisboa houve uma manifestação motivada pelo ataque israelita ao barco que seguia com dez mil toneladas de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. Cerca de 70 pessoas acorreram à zona da embaixada. Um número considerado “positivo para uma convocatória feita em cima da hora”, avançou o Comité de Solidariedade com a Palestina.
Faixas, cartazes, lenços palestinianos e bandeiras enfeitavam as barreiras colocadas pela polícia, enquanto os manifestantes distribuíam folhas de papel com palavras de ordem. A ideia era sempre a mesma: anti-Israel e pró-Palestina. Ao lado, um membro do Colectivo Múmia Abu-Jamal, de kaffiyeh (lenço palestiniano) ao pescoço, gritava as primeiras palavras de ordem: “Israel, Assassino do Povo Palestino.”
Maria José Aragonês não pertence a nenhum dos vários movimentos que marcaram presença na manifestação. Mas ao PÚBLICO disse ter acompanhado o caso com particular interesse. “Logo que soube o que tinha acontecido, enviei um email ao Comité de Solidariedade com a Palestina a perguntar o que é que se ia fazer. Tinha de se organizar alguma coisa já para hoje”, recordou.
“Eu nunca imaginei que isto pudesse acontecer.” Referia-se ao ataque de Israel, mas a frase que tinha começado foi interrompida por gritos, novas palavras de ordem, que Maria José seguiu: “Israel, Assassino do Povo Palestino.”
A partir do primeiro apelo, feito pelo Comité de Solidariedade com a Palestina, a mensagem foi-se espalhando pelos outros movimentos de apoio aos Palestinianos, que ajudaram a organizar o protesto. Também o Partido Comunista Português (PCP) e o Bloco de Esquerda estiveram representados. E até o Sindicato dos Professores da Grande Lisboa e o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) marcaram presença.
Entre as dezenas de manifestantes, um casal francês segurava grandes bandeiras. A dele maior do que a dela. A qual dos movimentos pertencem? "Pertencemos à humanidade. É um grande movimento", apressou-se a mulher, Dine Ratapo, com um sorriso e num Português com sotaque.
O STML tinha uma carta para entregar ao embaixador de Israel. E Francisco Raposo, membro da comissão executiva, queria entregá-la em mão. A polícia não o deixou passar até à embaixada. "Não estava ninguém lá dentro", justificaram os agentes, que colocaram a carta na caixa do correio.
Durante a manifestação, criticou-se o “acto de pirataria de Israel” e o bloqueio da Faixa de Gaza. Exigiu-se o fim da “impunidade do país” e uma “tomada clara de posição por parte do governo português” e também dos partidos. E o Colectivo Múmia Abu-Jamal apelou mesmo ao boicote dos produtos israelitas.
O ministério dos Negócios estrangeiros disse, num comunicado, lamentar profundamente a perda de vidas humanas”, condenar “o uso excessivo de força contra alvos civis” e apelou à instauração de “um inquérito para apurar de forma imparcial as responsabilidades dos acontecimentos”. O governo afirmou ainda estar “preocupado com a situação humanitária de Gaza” e apelou “à total aplicação da resolução 1860 do Conselho de Segurança e ao respeito pelo Direito Humanitário internacional”.
Mas os manifestantes pediram a expulsão do embaixador israelita de Portugal. “Exigimos uma acção do governo português”, reiterou o militante do PCP Pedro Guerreiro. Vários governos retiraram os seus embaixadores de Israel ou reuniram com os embaixadores israelitas. “Não sei o que é que o embaixador de Israel está cá a fazer. Já devia ter sido expulso”, gritou o membro do Fórum para a Paz e para os Direitos Humanos, Mário Tomé. Resposta de quem ouvia: “Boa! Assassinos Para a Rua! Assassinos Para a Rua!”, exigiram, mais alto do que nunca, virados para a embaixada. “E o governo tem de sentir o repúdio do povo português. Eu sinto-me mais Palestiniano do que Português. O nosso Timor de hoje está na Palestina. É preciso mobilizar milhares e milhares”, completou Tomé.

(Fonte: Público)