google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

14 fevereiro 2008

Manifestação contra o véu islâmico


Tradução: "A Turquia é Laica e Vai Continuar Laica"


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Ancara, 9 de Fevereiro de 2008 - Momentos do dispersar da manifestação contra o fim da proibição do véu islâmico nas universidades da Turquia. Nesta manifestação, foram detectadas e desactivadas duas bombas.

10 fevereiro 2008

Nova votação parlamentar voltou a aprovar o véu islâmico nas universidades mas a contestação continua



O Parlamento turco aprovou ontem por 411 votos a favor e 103 contra uma alteração à Constituição que põe fim à interdição do véu islâmico nas universidades do país. A decisão assinala uma mudança relevante no plano político e social na Turquia e surge num momento em que questões semelhantes se colocam em vários países europeus.

Ontem, em Ancara, votaram a favor o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), partido islamita no poder, e o Partido de Acção Nacionalista (MHP), conservador. A principal formação a votar contra foi o Partido Republicano do Povo (CHP), criado por Kemal Atatürk, o fundador da Turquia moderna. A votação no Parlamento de Ancara permite a revogação de legislação restritiva adoptada no início dos anos 90, mas que não era rigorosamente aplicada nos anos mais recentes. Um dos argumentos para a mudança foi a de que o carácter da lei afastava as crentes femininas do ensino superior. Mas, várias sondagens têm indicado que, por um lado, se dois terços dos turcos são favoráveis ao fim da interdição, por outro, a principal causa que barra o acesso feminino ao ensino superior são as provas de admissão e não o uso do véu. A decisão do Parlamento tem agora de ser ratificada pelo Presidente Abdullah Gül, um muçulmano conservador cuja mulher é também uma muçulmana devota que se apresenta sempre de véu em público. Sendo Gül um membro do AKP, não há dúvidas sobre o caminho que irá seguir. Em sentido contrário, o CHP já anunciou que vai pedir a anulação ao Tribunal Constitucional, com o argumento de que está em causa a natureza laica da República e de que este é apenas um primeiro passo para a instauração de um regime islâmico. Também o poder judicial pode desencadear mecanismos que bloqueiem esta mudança, tendo os tribunais capacidade para suscitar acções contra os partidos políticos, instrumento que poderão utilizar contra as formações que a votaram favoravelmente, consideravam ontem os analistas. Quinta-feira, o novo presidente do Supremo Tribunal, Hasan Gerçeker, no discurso da sua tomada de posse, avisou que "as reformas legais e constitucionais" não devem ser usadas "para debilitar a laicidade". Para este jurista, o que está em causa "não é o simples problema do véu", é a possibilidade de "um retorno a um sistema marcado pela superstição".

Enquanto o Parlamento votava, depois de na véspera ter discutido a questão durante mais de 12 horas, numa praça próxima manifestavam-se contra a reforma perto de cem mil pessoas, segundo estimativa da polícia. No passado fim-de-semana, outra manifestação junto ao mausoléu de Atatürk criticara a mudança.

As forças armadas turcas, que se assumem declaradamente como garante da natureza laica do regime, não se envolveram neste processo depois de, em Abril de 2007, o chefe de estado-maior general Yasar Büyükanıt ter divulgado uma nota em que lembrava aquela faceta. A dimensão política determinante da nota do general Büyükanıt é que a sua divulgação se verificou após o candidato presidencial do AKP, Abdullah Gül, falhar a eleição para o cargo numa primeira votação no Parlamento. Na época, a candidatura de Gül à Presidência, quando o AKP já detinha o Governo, era classificada nos sectores seculares como um passo na estratégia dos círculos islamitas de transformação da natureza do Estado. Gül acabaria por ser eleito depois da dissolução do Parlamento e de eleições em que o AKP emergiu como claro vencedor.


(Fonte: Diário de Notícias)

08 fevereiro 2008

Erdoğan visitou o local do incêndio que vitimou nove Turcos na Alemanha


O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, apelou ontem para a manutenção da amizade entre a Turquia e a Alemanha, durante uma visita às ruinas do prédio onde, Domingo, morreram nove cidadãos turcos, num incêndio, em Ludwigshafen. "Espero que a dor provocada pelos mortos e feridos sirva para um recomeço em paz", disse o chefe do Governo turco, apelando também aos meios de comunicação do seu país para que tenham ponderação, antes de falarem em fogo posto. Erdoğan lembrou que os quatro especialistas que estão na Alemanha a investigar também as causas do incêndio "cooperam estreitamente" com as autoridades germânicas, que concordaram com a sua vinda. O primeiro-ministro turco sublinhou ainda que o seu país "tem responsabilidades pelos cidadãos que vivem no estrangeiro e, por isso, está a acompanhar atentamente" o que se passou em Ludwigshafen. Ainda na Turquia, Erdoğan tinha afirmado, no princípio da semana, que o seu país "não quer que haja um novo Solingen", em alusão ao fogo posto por quatro neonazis num prédio daquela cidade renana, em 1993, em que morreram cinco cidadãos turcos, duas mulheres e três meninas. Os investigadores alemães prosseguiram as pesquisas no prédio em ruínas da Danziger Platz, em Ludwigshafen, para apurar o que atiçou o fogo que causou a morte de nove pessoas e feriu mais 60, das quais oito ainda estavam hospitalizadas com lesões graves. Entretanto, o bebé que foi atirado pela janela durante o incêndio, teve ontem alta e, segundo a família, está bem. A criança foi lançada do terceiro andar por um tio porque, explicou Kamil Kaplan, era a única hipóptese de sobreviver. Apesar da queda, o tio teve razão. A criança salvou-se.


(Fonte: Jornal de Notícias)

O véu islâmico foi aprovado mas o debate está longe do fim


A primeira sessão parlamentar que discutiu e aprovou a suspensão da proibição do véu nas universidades reacendeu o debate na Turquia entre apoiantes e opositores da medida. O debate parlamentar, que terminou na madrugada desta quinta-feira, 7, foi tenso e esteve cercado de manifestações do lado de fora da assembleia.
A proposta, que consiste em emendar dois artigos da Constituição e um da Lei de Educação Superior, foi aprovada por 404 votos a favor, 92 contra, dois em branco e 1 inválido, embora o resultado seja provisório até à votação definitiva em segunda instância, que ocorrerá no Sábado.
Os favoráveis à modificação constitucional, o Partido da Justiça e o Desenvolvimento (AKP, no governo) e o Partido da Acção Nacionalista (MHP), juntamente com o pró-curdo Partido da Sociedade Democrática (DTP), votaram a favor da proposta. Já os laicos Partido Republicano do Povo (CHP) e Partido da Esquerda Democrática (DSP) posicionaram-se contra a medida.
A oposição dos laicos foi tão forte que o presidente da assembleia foi obrigado a interromper a sessão num dado momento porque um deputado do DSP se negava a passar a palavra aos parlamentares rivais.
Ufuk Uras, deputado independente, votou em branco, dizendo que defende "o direito à educação das meninas com véu e dos jovens com camisas de Che Guevara ou com piercings". Advertiu relativamente aos riscos da aliança "turco-islâmica" entre islamitas moderados do AKP e ultranacionalistas do MHP.
Uma pesquisa divulgada na terça-feira por vários jornais indicou que 64,9% dos turcos aprovam a suspensão da proibição do véu e só 27,6% se opõem. A maioria (57%) acredita que se trata de uma questão de "democracia, liberdade de consciência e liberdade religiosa" e, por outro lado, 26,3% consideram a medida um "ataque contra o laicismo e o regime republicano".

(Fonte: Efe / Estadão)

07 fevereiro 2008

Parlamento turco aprovou o uso do véu islâmico nas universidades

O parlamento turco aprovou na noite de quarta para quinta-feira, numa votação final, uma polémica revisão constitucional que legaliza o uso do véu nas universidades, anunciou o vice-presidente da Assembleia, Nevzat Pakdil.
Na votação final, realizada por voto secreto, 404 votaram "Sim" e 92 "Não", o que supera os dois terços necessários (367 sobre 550) para uma modificação da Constituição, disse.
A emenda chave do projecto de revisão constitucional declara que "ninguém pode ser privado do seu direito à educação superior", numa referência às jovens turcas que usam o véu islâmico.
No total, o longo e conturbado debate em torno de um tema que suscitou fortes tensões políticas no país, durou mais de 13 horas.
Uma segunda votação está prevista para Sábado, para concluir a revisão proposta pelo Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, de raízes islâmicas, no Governo) e pelo partido da oposição nacionalista MHP.
O projecto provocou um forte movimento de resistência nos meios laicos turcos, bem como da oposição social-democrata, que afirmam que tal medida corrói os princípios laicos da Constituição da Turquia, país maioritariamente muçulmano, e que pode levar as mulheres com véu a exercer funções públicas e frequentar escolas, o que actualmente é estritamente proibido.
(Fonte: Diário Digital)

05 fevereiro 2008

Turquia confirma novos ataques ao PKK

As Forças Armadas turcas anunciaram que a sua aviação bombardeou ontem bases de rebeldes separatistas curdos do PKK situadas no norte do Iraque. "Os aviões turcos bombardearam maciçamente a partir das 3.00 horas (menos duas em Portugal) cerca de 70 alvos (...) antes de voltarem às 15.15 horas às suas bases", indicou um comunicado divulgado no sítio na internet das Forças Armadas. Precisou que os alvos se encontravam distribuidos pelas zonas de Avasin-Basyan e de Qhakurk.
Desde meados de Dezembro que as Forças Armadas turcas têm realizado uma série de ataques aéreos contra posições do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque, assim como operações terrestres limitadas no território iraquiano. A Turquia garante que o seu único objectivo é eliminar rebeldes do PKK, cujo número é calculado em cerca de 4.000 nas zonas montanhosas do norte do Iraque.
A última incursão dos aviões turcos no Curdistão iraquiano tinha sido a 18 de Janeiro.
(Fonte: Jornal de Notícias)

04 fevereiro 2008

Nove turcos morrem em incêndio na Alemanha




Pelo menos nove pessoas morreram, entre elas cinco crianças, num incêndio registado no Domingo num prédio residencial no centro da localidade alemã de Ludwigshafen, ao sudoeste do país. Todas as vítimas mortais eram de nacionalidade turca.
Os bombeiros resgataram oito corpos do edifício, que ficou completamente destruído, enquanto que uma nona pessoa morreu em resultado de ferimentos pouco depois de ser levada a um hospital.
O fogo e o fumo causaram ferimentos de diversas intensidades em outras 60 pessoas, das quais vinte estão internadas em diferentes centros médicos.
As causas do incêndio, que começou no Domingo à tarde, ainda são desconhecidas. As chamas alastraram com rapidez pelas escadas do edifício, uma construção de madeira que favoreceu a propagação do fogo.
Os bombeiros disseram que várias pessoas se atiraram das janelas de suas casas e caíram nos colchões de salvamento que tinham sido colocados pelas forças de resgate.
Duas crianças pequenas foram atiradas pelos seus pais e puderam ser salvas ao serem acolhidas por agentes da polícia.
Os dois primeiros corpos, de uma mulher e uma criança que ainda não foram identificados, foram recuperados no começo da noite no andar superior, enquanto que os restantes foram retirados na madrugada de hoje dos escombros do edifício.
Entre os feridos estão um bebé, vários polícias que ajudaram nos trabalhos de resgate e um bombeiro.
A polícia informou que nas casas incendiadas moravam oficialmente 52 pessoas e que os dois prédios adjacentes foram evacuados.

(Fonte: EFE / G1)

02 fevereiro 2008

Grande manifestação em Ancara contra o véu islâmico nas universidades


Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Ancara contra um projecto de levantamento da proibição do véu islâmico nas universidades, apresentado pelo Governo turco como uma reforma necessária no caminho para a adesão à União Europeia.
Entoando palavras de ordem "A Turquia é laica e continuará", "Demissão do governo" e "Somos todos soldados de Atatürk" e com bandeiras turcas, os manifestantes concentraram-se no mausoléu do fundador da República turca laica, Mustafa Kemal Atatürk.
Respondendo ao apelo de 35 associações, muitas das quais feministas, cerca de 100.000 pessoas criticaram o projecto apresentado sexta-feira no Parlamento pelo Governo de inspiração islamita.
O texto, que deverá ser votado na próxima semana, prevê o fim da proibição de uso do lenço islâmico nas universidades da Turquia, país com um regime rigorosamente laico.
"Estou muito irritada, não contra as mulheres com véu, mas contra os que querem tapar com um véu os valores da República", comentou a romancista Sevgi Özel, que se encontrava entre os manifestantes.
O projecto é criticado nos meios secularistas, particularmente numerosos nas forças armadas, magistratura e administração das universidades.
O chefe da diplomacia turca, Ali Babacan, justificou hoje o projecto como uma reforma necessária na via de adesão à UE e considerou que a polémica à sua volta prejudica a Turquia. "As polémicas nos últimos dias na Turquia infelizmente prejudicam a imagem da Turquia no estrangeiro", declarou o ministro à imprensa. "A Turquia é um país que deve avançar no domínio dos direitos e das liberdades. A Turquia é um país que tem a obrigação de fazer reformas políticas para chegar a uma adesão plena à União Europeia", adiantou.
O Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, no poder), considera que a proibição do véu islâmico na universidade viola a liberdade de consciência e o direito à educação das jovens afastadas das universidades por o usarem.
O AKP e o Partido de Acção Nacionalista (MHP), que apoia a reforma, dispõem no Parlamento da maioria de dois terços necessária à aprovação do texto.
Centenas de milhar de pessoas participaram na última Primavera em manifestações nas principais cidades da Turquia contra o Governo e a favor do laicismo.

(Fonte: Notícias da Turquia / Diário Digital)


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31 janeiro 2008

Tiago Targino vai jogar no Manisaspor


O Vitória de Guimarães acordou esta quinta-feira, com os Turcos do Manisaspor, o empréstimo de Tiago Targino até final da temporada.
As negociações entre os dois clubes tiveram início na passada terça-feira, dia em que o avançado recebeu "luz verde" para viajar para a Turquia, mas só esta manhã ficaram definidos os últimos detalhes da transferência. O avançado, de 21 anos, prepara-se assim para iniciar a sua primeira experiência no futebol estrangeiro.

(Fonte: A Bola)

Explosão em Istambul causou 22 mortos e 115 feridos


Até ao momento, 22 pessoas morreram e 115 ficaram feridas numa explosão que ocorreu esta manhã numa fábrica clandestina de fogo de artifício, em Istambul.
O governador civil de Istambul, Müammer Guler, revelou que houve um incêndio de pequenas proporções no quarto andar do prédio minutos antes da explosão, e que oito dos mortos eram curiosos que observavam o incêndio.
O prédio de cinco andares, localizado em Davutpaşa, também albergava oficinas têxteis e desabou parcialmente em resultado da explosão. Construções vizinhas foram também danificadas.