google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

21 maio 2009

Lula da Silva afirmou na Turquia que o FMI não deve interferir na política interna dos países

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje, em Istambul, o Fundo Monetário Internacional (FMI) por tentar marcar as directrizes da economia de diversos Estados e afirmou, nesse sentido, que o seu país conseguiu ser independente.
"Não há problema que o FMI conceda empréstimos, o que não deveria fazer é intrometer-se nas políticas internas dos países aos quais empresta", afirmou Lula, durante uma entrevista concedida à rede "NTV" da Turquia, onde se encontra em visita oficial.
Questionado sobre a experiência brasileira com o FMI, Lula disse que, quando o seu Governo decidiu cancelar a sua dívida devolvendo os empréstimos concedidos, primeiro deparou-se com a incredulidade e certa rejeição da instituição financeira, mas depois o exemplo foi seguido por outros países. "O Brasil aprendeu a ser um país independente. Não estamos subordinados a nenhum país, nem queremos enfrentamentos, só queremos tratar com os outros Estados de igual para igual", disse o presidente.
Por isso, Lula acrescentou que mantém grandes expectativas no novo presidente americano, Barack Obama, e em que ele seja capaz de mudar a "relação imperial" dos Estados Unidos com a América Latina.
No entanto, o presidente brasileiro disse que, embora proceda das fileiras ideológicas do socialismo, prefere definir-se como um "pragmático", em vez de socialista. "Um presidente não pode ser radical, porque deve governar para todos os Brasileiros", acrescentou.
Lula disse também que, nos seus pouco mais de seis anos de Governo, foram criados 10 milhões de postos de trabalho no Brasil e 20 milhões de pessoas pobres passaram a fazer parte da classe média, graças à melhoria das condições de vida, entre outras conquistas.
Segundo Lula, países como Brasil, Turquia, China e Índia, todos eles membros do Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e os principais emergentes), têm "um grande potencial", mas devem preocupar-se com o desenvolvimento social.
Lula chegou na quarta-feira a Istambul, onde foi recebido pelo primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan.
O presidente brasileiro participa hoje num Fórum Económico Turquia-Brasil, organizado em Istambul pelo Conselho de Relações Económicas Externas da Turquia (DEIK, em Turco).
Amanhã, Lula irá a Ancara, onde se reunirá com o presidente turco, Abdullah Gül; com o presidente do Parlamento, Koksal Toptan; e com Erdoğan.
Após participar na inauguração do Centro de Estudos Latino-Americanos na Universidade de Ancara e num jantar oficial oferecido pelo presidente Gül, Lula voltará ao Brasil.

(Fonte: EFE)

19 maio 2009

CDS opõe-se à entrada da Turquia na União Europeia

O candidato do CDS-PP às eleições europeias discorda do Presidente da República e defende que a Turquia deveria ter apenas um relacionamento especial com a UE.

Defende a entrada da Turquia para a União Europeia como fez o Presidente da República? (Público)

Nuno Melo: "Neste ponto tenho uma opinião diferente do Presidente da República. Tenho reservas à adesão da Turquia. Há o argumento territorial: a Turquia só é Europa numa pequena parte; o demográfico, já que a Turquia seria transformada no maior país da União Europeia; e o da identidade. A da Europa é judaico-cristã, que é secular. Já a identidade da Turquia é profundamente muçulmana. Depois há uma questão estratégica: faz sentido que a União Europeia tenha fronteiras até ao mundo árabe muito instável, perigoso, dificilmente controlável, com o que isso significaria com a entrada de pessoas na União Europeia? Nada disto invalida que a Turquia não mereça um estatuto especialíssimo no relacionamento com a UE."

(Fonte: Público)

Istambul pronta para a "grande final"

O secretário-geral da Federação Turca de Futebol, Metin Kazancıoğlu, prevê uma "grande final", numa altura em que FC Shakhtar Donetsk e Werder Bremen se preparam para o encontro decisivo da Taça UEFA, na quarta-feira, em Istambul, na Turquia.

"Prazer"
Trata-se da última final nos 38 anos da competição, antes do início da UEFA Europa League na próxima temporada e Kazancıoğlu acredita que o bem conhecido ambiente do Estádio Şükrü Saraçoğlu irá assegurar um encerramento em grande estilo. "É um prazer para nós que o derradeiro encontro da Taça UEFA se realize na Turquia, no Estádio Şükrü Saraçoğlu, do Fenerbahçe, pois será relembrada por isso mesmo", disse Kazancıoğlu ao uefa.com. "Todos se lembrarão que a última final da Taça UEFA se realizou em Istambul e isso é positivo".

"Grande ambiente"
"Existe um grande ambiente no Şükrü Saraçoğlu. Os adeptos do Fenerbahçe apoiam a sua equipa até ao apito final nos seus jogos e creio que a final será jogada num ambiente semelhante aos dos jogos da Liga turca. Os bilhetes destinados ao mercado turco estão esgotados, pelo que os Turcos que irão ao jogo, juntamente com os adeptos dos dois finalistas, vão experienciar uma grande final. Somos um país de futebol. Todos adormecem e acordam a pensar em futebol. Os Turcos adoram-no e vão apoiar a melhor equipa, à espera que vença".

Progresso
Trata-se da segunda final realizada em Istambul no espaço de cinco épocas e segue-se ao emocionante triunfo do Liverpool FC sobre o AC Milan no encontro decisivo da UEFA Champions League de 2005/06, realizado no Estádio Atatürk Olimpiyat. A Turquia também acolheu, em Antalya, o Campeonato da Europa de Sub-17 e receber a final da Taça UEFA é mais um sinal do progresso que o futebol do país tem conhecido nos últimos anos.

"Ganhar embalagem"
"O futebol turco ganhou embalagem, particularmente desde a década de 1990", indicou Kazancıoğlu. "Os estatutos da Federação Turca de Futebol, juntamente com o aumento dos recursos financeiros, levaram à melhoria dos estádios. Como os recintos se tornaram mais satisfatórios, houve um maior número de pessoas a assistir aos jogos. Todos os investimentos feitos pelos clubes contribuíram para a melhoria do futebol".

"Ambição"
Isto, por seu turno, levou a uma significativa melhoria da selecção, que chegou às meias-finais do UEFA EURO 2008™. "A nossa primeira participação no Campeonato da Europa foi em 1996. Depois, em 2000, chegámos aos quartos-de-final. Seguiu-se o terceiro lugar no Mundial de 2002 e o sucesso na Taça das Confederações mostrou que estamos no caminho certo. Isso foi ainda mais evidente no Euro 2008. Fomos empolgantes, lutámos até ao final e marcámos alguns dos nossos golos nos últimos minutos e, mesmo, últimos segundos. Isto foi um indicador da nossa ambição. Estávamos empenhados e, como resultado disso, tivemos sucesso. Acredito fortemente que continuaremos assim".

"Festival de futebol"
Primeiro, no entanto, todos os olhos estarão colocados no Estádio Şükrü Saraçoğlu e Kazancıoğlu está orgulhoso em receber o mundo do futebol em Istambul. "Gostaria de dar as boas-vindas aos adeptos dos dois países que se apuraram. Istambul é uma cidade muito bonita, com importantes atracções históricas e culturais. Esta final será mesmo um festival de futebol".

(Fonte: Uefa.com)

17 maio 2009

Couceiro goleia penúltimo classificado

O Gaziantepspor, orientado pelo Português José Couceiro, venceu hoje o Kocaelispor por 5-2, em jogo da 32.ª jornada da Liga turca.
Com este resultado, a formação orientada por Couceiro ascende ao sétimo posto da classificação com 45 pontos, beneficiando da derrota (1-0) do Kayserispor no terreno do Istanbul Büyükşehir. No topo da tabela, o Beşiktaş venceu 3-1 no reduto do Ankaragücü e retomou a liderança, ocupada provisoriamente pelo Sivasspor depois da vitória (2-1) de ontem sobre o Hacettepespor.


(Fonte: A Bola)

As duas caras da moderna Turquia

No avião que segue de Istambul para Ancara viajam duas mulheres que simbolizam a Turquia actual: uma oculta o corpo enquanto amamenta um bebé recém-nascido; outra exibe os seios sem pudor numa blusa desabotoada.
O futuro do Estado, explica Can Paker, presidente da Turkish Economic and Social Studies Foundation "dependerá muito da capacidade de conciliar dois principais blocos: o secular e o de orientação islâmica". A Turquia, que Cavaco Silva visitou esta semana, "está numa encruzilhada há mais de 100 anos, mas uma coisa é certa, não se vai desviar do caminho para o Ocidente, porque este faz parte do seu ADN", acrescenta Paker, presidente e director-geral da Henkel Turkey e administrador da poderosa Sabanci Holding. Foi uma aula de política o que Paker deu a um grupo de jornalistas convidados pela Delegação da Comissão Europeia na Turquia para discutir, em Istambul e em Ancara, o processo de adesão da Sublime Porta à UE. "Este país foi estabelecido por uma burocracia civil-militar", explica. "O núcleo era uma elite e o resto camponeses. A população rural tornou-se uma classe média que se foi desenvolvendo ao mesmo tempo que a classe média da elite. O que se assiste actualmente é a uma luta de classes, não de género marxista, mas entre duas classes médias apostadas em beneficiar da prosperidade económica. "O duelo islamismo versus secularismo é, sobretudo, uma fachada", comenta Paker. Com o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, pró-islamita) a dominar o Parlamento, o Governo e a Presidência da República, o poder dos militares (a velha classe média) está a diminuir, porque aumentaram as pressões da sociedade civil e da União Europeia. O AKP, a nova classe média, "sabe que não se pode desviar da Europa" porque isso significará "o regresso da velha elite" que, neste momento, se encontra "em muito mau estado", frisa Paker. O Partido Republicano do Povo (CHP), de Deniz Baykal, "deixou de ter qualidades para deter o poder - não tem uma política económica, não tem perspectivas de política externa, só existe como protector do secularismo - é o seu argumento exclusivo. A única oposição que a Turquia enfrenta é a da União Europeia e das ONG. O AKP não enfrentará adversários enquanto satisfizer a nova classe média", que não tem vergonha nem medo de assumir religião e tradições.
Hakan Altinay, director da Open Society Foundation, admitiu que "há uma guerra cultural entre seculares e religiosos", mas, para a Europa, "os secularistas são agora o lado mau, enquanto o AKP está no campo dos bons". Apesar de todos os cidadãos "ainda não terem direitos iguais, de haver suspeitas de favorecimentos ilícitos e de outras falhas", Altinay salienta que algumas das reformas adoptadas por pressão da UE nunca pensou vê-las concretizadas no seu tempo de vida. Exemplos: a abolição da pena de morte e prisão perpétua para crimes de honra; uma televisão e uma rádio, escolas e universidades em língua curda; um chefe de Estado (Abdullah Gül) eleito apesar de um ultimato dos militares; uma mulher com veú islâmico no palácio presidencial (a primeira-dama); a exigência de estudos superiores para ingressar na polícia e no exército. Conclusão de Altinay: "A Turquia torna-se uma sociedade melhor à medida que se aproxima mais dos valores da União Europeia".

Moderna e europeia

Hugh Pope, analista do Think Tank International Crisis Group, realça que "a Turquia já é uma sociedade modernizada mas aspira a mais: quer ser europeia". Não lhe interessa ser um Estado árabe. "E não se pode voltar ao faz-de-conta: a Turquia fazer de conta que entra; a UE fazer de conta que aceita". Este ano é decisivo. Dilek Kurban, professora de Direito na Universidade de Boğaziçi, constata que "a UE está a discutir a sua identidade através do processo de adesão da Turquia. O que é ser europeu? Interessante, porque os muçulmanos já lá estão e não vão desaparecer". Embora critique o AKP por não ter ainda eliminado a discriminação de que continuam a ser alvo as minorias, incluindo os muçulmanos alevitas, como ela, Kurban reconhece que já foi percorrido algum caminho. A televisão curda, por exemplo, "foi uma boa ideia, apesar de ter chegado com dez anos de atraso", o que permitiu aos separatistas do PKK fazer a sua propaganda através de emissoras no exterior.

Que civilização?

Paker, Altinay, Pope e Kurban depositam agora grandes esperanças na revisão da Constituição, que garantirá mais direitos e liberdades, e no desfecho do processo Ergenekon - nome de uma organização clandestina, que incluiria generais, juízes, políticos e jornalistas, alegadamente envolvida numa conspiração para derrubar o Governo. "Nos anos 90, estas pessoas, ligadas ao Exército, matavam nacionalistas curdos e agora estão na cadeia", diz Hugh. "Eu acredito que será investigado o que se passou no Sudeste da Anatólia, que valas comuns serão abertas e que os responsáveis serão castigados", confia Kurban. Na sede do CHP, o partido criado por Mustafa Kemal Atatürk, a decepção é visível no rosto envelhecido de Onur Öymen, o vice-presidente, de voz e mãos trémulas. "Não podemos defender os nossos valores desde que o AKP governa sozinho [foi um terramoto político a primeira vitória eleitoral que dispensou uma coligação], por isso pedimos ajuda aos nossos amigos europeus para travar as ameaças ao secularismo. A Turquia não pode entrar na UE se não for uma república secular." Sobre o caso Ergenekon, denuncia escutas ilegais e detenções sem culpa formada. "Este é o mais grave processo em curso na Turquia", queixa-se. "Ninguém sabe quando e como vai acabar." Öymen não parece ver nada de positivo nas políticas do AKP: acusa-o de limitar a liberdade de imprensa, critica a aproximação à Arménia (porque "hostilizou o aliado Azerbaijão") e condena as boas relações com o Irão, o Sudão e o Hamas. Opõe-se também à participação da Turquia na Aliança das Civilizações. "Que civilização?", interroga. "Não fazemos parte da mesma, ou deixámos de ser europeus para ser islâmicos?"

(Fonte: Público)

16 maio 2009

Turismo de Estado na Turquia

Cavaco Silva terminou esta sexta-feira visita à Turquia. Último dia foi dedicado à ímpar paisagem da Capadócia

A primeira-dama ficava angustiada de cada vez que, nas várias conversas em família sobre a Turquia, alguém mencionava a palavra Capadócia. Sempre teve o desejo de conhecer aquele templo de uma civilização milenar, onde abundam vales pontuados por torres de pedras.
O marido e Presidente da República, Cavaco Silva, fez-lhe a vontade e, seis anos volvidos da primeira visita do casal àquele país, levou Maria a conhecer as ímpares formações rochosas da antiga província romana, em Nevşehir.
O sol não deu tréguas. Antes de entrar numa das centenas de "cavernas" formadas no séc. IV por um povo que se protegia assim dos ataques do inimigo, o chefe de Estado luso tirou a gravata vermelha, que fazia "pendant" com o casaco da mulher. Acto contínuo: os engravatados da comitiva sentiram-se autorizados a imitá-lo. Do outro lado da rua, Peter, louro polaco de visita à Turquia com os pais, perguntava: "Quem é que está aí?". Informámo-lo. Não conhecia. "De Portugal só conheço os clubes de futebol (pena o F.C. Porto não ter ganho aquele jogo contra o Manchester...), o vinho e o clima, ameno". A partir de ontem ficou a conhecer também o Presidente da República.
Já sem o casaco, o casal Cavaco Silva iniciou a subida até à Dark Church, trocando em Francês as dúvidas sobre aquela paisagem lunar que serviu de cenário ao filme "Guerra das Estrelas". A segurança distraiu-se e um rebanho de turistas espanhóis furou o perímetro. "Somos Espanhóis! Espanha!", atirou uma cidadã de sangue quente. "Portugal!", ripostou, pronta, a primeira-dama. Mas o grupo de turistas não ficou satisfeito com este Portugal-Espanha em vocábulos e um dos homens cometeu a ousadia de tentar beijar Maria Cavaco Silva. Que demonstrou ter grandes reflexos: ergueu o braço e afastou o "invasor". "Cuidado...", alertou, dirigindo-se ao segurança pessoal.
"Eles cozinhavam nestas casas? Havia chaminés?", pergunta depois ao guia a primeira-dama. "Não havia chaminés, uma vez que os odores eram absorvidos pela pedra". Começa, então, a procissão do "cuidado com a cabeça", a comitiva agacha-se para caber nos reentrâncias que não terão mais de um metro de altura, e desagua mesmo em frente a três simpáticos londrinos, derretidos com o calor e com o espectáculo. "Estamos com muita sorte. Há três dias, cruzámo-nos com o governador da Anatólia, hoje [ontem] com o Presidente português. Se ficarmos mais uns dias ainda cumprimentamos o Obama", gracejou Margaret, antiga jornalista na reforma.
Passo lesto até à Dark Church, o mesmo (e baixo) problema de acesso ao local-símbolo desta região formada por meia dúzia de cidadelas e vilas, que dista 700 quilómetros de Istambul. Há muitos anos, foram "erguidas" na pedra quatro igrejas, que funcionavam como "escolas da fé", explicou, depois, aos jornalistas, o Presidente da República. "Senti-me a fazer uma viagem no tempo", confessou ainda.
O mesmo não poderá dizer a esmagadora maioria dos Portugueses, sem orçamento para poder sentir o ar abafado das cavernas onde viviam os cristãos em fuga e tirar fotografias com vista para as chamadas "chaminés de fada", formações rochosas que se assemelham a cogumelos. "Não está ao alcance de todos os Portugueses, mas há muitos Portugueses que visitam a Turquia", assegurou o chefe de Estado, torneando, desta forma, uma pergunta directa sobre os mais recentes números negros do PIB e do desemprego. "Tenho-os na minha algibeira, mas na algibeira do casaco". O casaco tinha ficado na camioneta.
Tempo ainda para ficarmos a saber que a primeira-dama não conseguiu levar um "souvenir" para os dois netos e que só comprou uma lembrança para a neta de 13 anos, prestes a celebrar mais um aniversário. "Faço um balanço positivo desta visita", afirmou Maria Cavaco Silva. E o que lhe pareceu o facto de a sua congénere turca usar um véu a tapar a cabeça? "Isso é um problema da primeira-dama, não meu. Eles discutem muito isso, mas eu como visitante e mulher do Presidente não vou comentar".
Enquanto isso, Cavaco esperava, braços cruzados, que os holofotes mediáticos se virassem de novo para ele. Os jornalistas turcos já estavam com os microfones em riste.

(Fonte: Jornal de Notícias)

Gripe A H1N1: Turquia confirma os primeiros casos

A Turquia seguiu-se hoje à Índia, confirmando os primeiros casos de Gripe A H1N1, todos envolvendo passageiros que chegaram ao país vindos dos Estados Unidos.
São agora 38 os países com casos confirmados desta nova estirpe de gripe. Segundo a Organização Mundial de Saúde, há 8451 casos em todo o mundo, e 72 mortes, a maioria no México.

Os dois primeiros casos identificados na Turquia são de um casal: um homem norte-americano e a sua mulher iraquiana. Estavam de regresso dos EUA e viajavam para o Iraque, mas pararam em Istambul, e foi aí que se detectou que o jovem de 26 anos tinha febre alta. A mulher, perceberam depois as autoridades, também está infectada. O casal foi colocado em quarentena e quase todas as pessoas que viajaram no mesmo voo estão a ser seguidas.

(Fonte: Público)

Turquia confirmou o primeiro caso de Gripe A H1N1

A Turquia confirmou o primeiro caso de gripe A H1N1 no país num Norte-americano que chegou ao aeroporto internacional de Istambul vindo dos Estados Unidos e pretendia viajar para o Iraque, anunciou hoje o Governo de Ancara.
O homem infectado entrou quinta-feira passada na Turquia através do aeroporto de Istambul procedente dos Estados Unidos e após uma escala em Amesterdão, Holanda, indicou o Ministério turco da Saúde. Foi sujeito a análises clínicas depois de "câmaras térmicas" lhe terem detectado uma febre alta.
"O doente foi hospitalizado [em Istambul] e mantido em quarentena juntamente com a sua família, composta por seis pessoas. O seu estado é satisfatório", afirmou o ministro turco da Saúde. Os passageiros do avião em que o homem viajou e outras pessoas com quem esteve "em contacto" estão a ser seguidas por médicos do ministério da Saúde, acrescentou .
A Turquia instalou 27 câmaras térmicas nas suas fronteiras e aeroportos para detectar viajantes com eventuais sintomas de gripe A H1N1.
O novo vírus da gripe já contaminou mais de 7500 pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.

(Fonte: Expresso/Lusa)

15 maio 2009

Anibal e Maria Cavaco Silva admiram maravilhas da região da Capadócia


O Presidente da República terminou a deslocação oficial à Turquia com um passeio pela região da Capadócia. Cavaco Silva cumpriu assim no final da visita de Estado o sonho da sua mulher de conhecer um dos principais destinos turísticos turcos.
A região da Capadócia é uma região lendária e uma das principais atracções turísticas da Turquia, pelo que há muito despertava o interesse do casal presidencial.
"Vim uma vez à Turquia e lembro-me que andávamos por aqui e às vezes punha o nariz em baixo e dizia: ‘Eu queria era estar na Capadócia. Eu queria era ir à Capadócia'. Dessa vez não foi possível mas o meu marido fixou que eu tinha essa fixação na Capadócia. A minha filha já dizia: ‘Ó mãe, cala-te com a Capadócia'", confidenciou aos jornalistas Maria Cavaco Silva.
"Visitar a Capadócia era desde há muito tempo um sonho da minha mulher. E depois de ler alguns livros sobre a Capadócia, eu próprio comecei a sentir-me atraído por esta parte da Turquia", concedeu Cavaco Silva, considerando que "é de facto extraordinária".
A Capadócia é património da Humanidade. Trata-se de uma região onde se cruzam séculos de história, com uma paisagem que mistura a beleza natural com a obra do homem, onde despontam capelas escavadas pelos primeiros cristãos nas rochas.
"Mas o que espanta mais é como homens e mulheres do século IV construíram aldeias e vilas escavando estas rochas para salvar a sua vida perante os ataques dos inimigos mas também para defender a religião", sublinhou o Presidente da República, que teve ainda tempo de apreciar frescos pintados há centenas de anos.
No final da visita, o casal presidencial dava a experiência como gratificante, tendo Maria Cavaco Silva admitido que foi excedida a "expectativa, porque lia os livros, via as fotografias, mas não é a mesma coisa".
Com a visita a rematar a deslocação de Estado à Turquia, o Presidente Cavaco Silva e a primeira dama tornam a Portugal deixando a promessa de um regresso ao país.

(Fonte: RTP)

Cavaco Silva 'despede-se' da Turquia cumprindo o sonho da mulher: visitar a Capadócia

Cavaco Silva 'despede-se' da Turquia cumprindo o sonho da mulher: visitar a Capadócia Foto: Presidência

O Presidente da República terminou hoje a sua visita de Estado à Turquia com uma breve deslocação à região da Capadócia, um dos principais destinos turísticos do país, cumprindo assim um sonho da mulher, Maria Cavaco Silva.
"Visitar a Capadócia era desde há muito tempo um sonho da minha mulher e, depois de ler alguns livros sobre a Capadócia, eu próprio comecei a sentir-me atraído por uma visita a esta parte da Turquia", afirmou, depois de visitar o museu ao ar livre e a Igreja Tokali.
Elogiando a paisagem da região - constituída por rochas de origem vulcânica formadas há mais de dois milhões de anos -, o chefe de Estado chamou a atenção para as casas que foram construídas nestas rochas durante vários séculos como forma de defesa dos cristãos contra os ataques romanos e árabes.
"O que espanta mais é como homens e mulheres no século IV construíram aldeias, vilas, escavando estas rochas para salvar a sua vida perante os ataques dos inimigos mas também para defender a religião", salientou.
No final desta sua visita de quatro dias à Turquia, Cavaco Silva voltou a deixar um desafio para uma maior cooperação económica entre os dois países, nomeadamente no sector do turismo.
"Tenho a informação que muitos Portugueses visitam a Capadócia (...) Gostaria que mais Turcos visitassem Portugal", apelou, lembrando que a Turquia recebe mais de 20 milhões de turistas por ano e Portugal metade desse valor.
Depois de almoçar com o Governador da província de Nevşehir, o Presidente da República termina a visita com um passeio pelos vales Zelve Pasabag, Red Valley e Pigeon Valley, regressando a meio da tarde a Lisboa.

(Fonte: Expresso/Lusa)