google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

07 março 2009

Hillary Clinton anuncia visita "próxima" de Obama à Turquia


A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, anunciou hoje em Ancara que o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fará uma visita à Turquia “dentro de mais ou menos um mês” no que deverá relançar o relacionamento destes dois países, tenso praticamente desde o início da guerra no Iraque.
“[Tenho] uma mensagem pessoal do Presidente Barack Obama”, afirmou a chefe da diplomacia norte-americana em conferência de imprensa partilhada com o seu homólogo turco, Ali Babacan, no final da sua própria – e breve – visita à Turquia, onde chegara na noite anterior. Foi, de resto, a derradeira etapa de Clinton num périplo de oito dias pelo Médio Oriente e Europa.
A “mensagem” fora-lhe transmitida quando estava no avião a caminho de Ancara, depois de deixar Bruxelas, indicou Clinton mais tarde, durante uma emissão de televisão do canal estatal turco. O calendário preciso da visita de Obama não foi ainda definido estando os dois países a trabalhar para esse efeito. “Mas anunciá-la-emos muito em breve”, prometeu.
O relacionamento entre os Estados Unidos e a Turquia – descrito por ambos os países como “estratégico” – viveu tempos conturbados durante a administração de George W. Bush, em particular depois do Parlamento turco ter recusado, em 2003, a abertura de uma frente norte de batalha a partir da Turquia para invadir o Iraque. Agora Ancara diz-se disponível a abrir o seu território como rota de saída das tropas norte-americanas naquele país.

(Fonte: Público)

Hillary Clinton de visita à Turquia

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegou hoje à Turquia e reuniu-se com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, na última etapa da sua viagem pelo Oriente Médio e pela Europa.
Segundo o canal de televisão turco "NTV", a agenda de Hillary inclui a tentativa de convencer o Governo de Ancara do envio de tropas de combate ao Afeganistão e da retirada de soldados americanos do Iraque por solo turco.
A chefe da diplomacia dos Estados Unidos visitará depois o mausoléu do fundador da República da Turquia, Mustafa Kemal Atatürk, e posteriormente dará uma entrevista colectiva juntamente com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Ali Babacan.
Depois reunir-se-á com o presidente turco, Abdullah Gül, e deixará a Turquia por volta das 18h (16h de Lisboa).
Outro tema que Hillary tratará nas suas reuniões com as autoridades turcas é a colaboração na luta contra o grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado terrorista pelos EUA, União Europeia e Turquia.
Além disso, a imprensa local publicou que Hillary defenderá o papel da Turquia no processo de paz no Oriente Médio.
Também se discutirá como as boas relações de Ancara com o Irão e a sua condição de aliado estratégico dos Estados Unidos fazem da Turquia um aliado útil para reduzir as tensões e abrir um possível diálogo entre Teerão e Washington.
As autoridades turcas insistirão na questão delicada para Ancara do apoio que Hillary deu a uma resolução do Congresso americano no ano passado a favor do reconhecimento do alegado "genocídio arménio" por parte do Império Otomano em 1915, num momento em que se tentam normalizar as relações entre Turquia e Arménia.
Hillary deve também participar esta manhã na gravação de um popular programa de entrevistas do canal "NTV" dirigido exclusivamente por mulheres e que será transmitido às 20h (18h de Lisboa).

(Fonte: EFE)


05 março 2009

Homem sobrevive a aparatoso acidente



Cem Tokac, 32 anos, foi brutalmente abalroado por um camião de grande porte, em Mersin, no sul da Turquia, mas escapou praticamente ileso.

04 março 2009

Turquia concede 500 mil dólares à União Africana

O embaixador turco na Etiópia, Ali Riza Colak, entregou na passada terça-feira, em Addis Abeba, ao presidente da Comissão da União africana (UA), Jean Ping, 500 mil dólares norte-americanos destinados a reforçar o seu orçamento referente ao ano de 2009.
Fontes diplomáticas na capital etiope informaram que essa contribuição foi concedida no quadro da supervisão da Cimeira sobre a parceria África-Turquia, organizada no ano passado em Istambul. Segundo as mesmas fontes, esse gesto tem por objectivo reforçar as relações entre África, através da sua organização continental (UA), e a Turquia.
Ao proceder à entrega desse montante, o embaixador turco declarou que "através dessa parceria, o Governo turco entende as relações entre a Turquia e a África como uma das prioridades da política externa turca ".
Durante a última Cimeira da UA, em Addis Abeba, o seu Conselho Executivo aprovou um orçamento de 164,2 milhões de dólares para 2009. Esse orçamento, que aumentou 17,3 por cento em relação ao ano transacto, deverá ser financiado pelos Estados membros e pela assistência de parceiros ao desenvolvimento, como a Turquia. No quadro desse orçamento, o Parlamento pana-fricano, um órgão da Comissão da União africana, vai receber 13,4 milhões de dólares, a Comissão africana dos Direitos Humanos e dos povos, 3,6 milhões de dólares e o Tribunal Africano dos Direitos do Homeme dos Povos, 7,6 milhões de dólares.

(Fonte: Angola Press)

"O avião perdeu altitude muito rapidamente"

Segundo o diário holandês De Telegraaf , o avião da Turkish Airlines (THY) que se despenhou durante a aterragem no aeroporto Schiphol em Amesterdão causando a morte a nove pessoas, perdeu altitude muito rapidamente na sua aproximação ao aeroporto.
O voo 1951 partiu de Istambul na quarta-feira de manhã e transportava 135 pessoas, incluindo passageiros e tipulação.
A notícia do De Telegraaf, baseada nos dados do radar da torre de controlo, revela que o avião terá descido 213-244 metros por minuto, passando depois a descer muito mais rápido, a cerca de 410 metros por minuto. De acordo com o radar, o avião estaria a trabalhar muito mais lentamente do que o suposto.
A investigação no local do acidente ainda continua e as primeiras análises do acidente serão apresentadas na quarta-feira, de acordo com um porta-voz das investigações.
O funeral dos quatro elementos da tripulação, incluindo três pilotos, realizou-se no Sábado. Os pilotos foram declarados heróis. O secretário de Estado dos Transportes, Mehmet Habip Soluk, disse que os pilotos morreram para salvar a vida de 126 passageiros. O único passageiro turco que morreu no acidente, Bülent İçgören, foi a enterrar no Domingo. Quatro cidadãos norte-americanos também morreram no acidente. A Boeing divulgou um comunicado dizendo que três dos seus empregados morreram no acidente e que um quarto estava ferido.

Problema num altímetro terá estado na origem da queda de avião em Amesterdão

Um problema no altímetro terá estado na origem da queda do avião da Turkish Airlines, na semana passada, quando se preparava para aterrar no aeroporto de Schiphol, em Amesterdão, anunciaram os investigadores holandeses. O aparelho partiu-se em três ao atingir o solo e nove dos 135 ocupantes perderam a vida.
“Os registos áudio e das caixas negras que estão na nossa posse mostram que ocorreram irregularidades durante a descida do avião”, explicou Peter van Vollenhoeven, director do gabinete de investigação de acidentes aéreos holandeses.
Segundo o responsável, o avião estava a fazer a aproximação à pista em piloto automático e “a uma altitude de 1950 pés, ou seja cerca de 700 metros, o altímetro esquerdo indicou subitamente uma mudança de altitude” que foi transmitida ao sistema de controlo. Acreditando que o aparelho estava quase a tocar no solo, o sistema desligou os dois motores, o que provocou uma acentuada desaceleração e a queda do aparelho.
Vollenhoeven acrescentou que as informações prestadas pela Turkish Airlines mostram que aquele mesmo altímetro já tinha registado problemas em outras duas ocasiões.
O Boeing 737, oriundo de Istambul, despenhou-se na passada quarta-feira num campo agrícola, a apenas três quilómetros do aeroporto. Cinco cidadãos turcos, incluindo o piloto e membros da tripulação, e quatro norte-americanos perderam a vida na queda, que provocou ferimentos em outras 86 pessoas, 28 das quais continuam hospitalizadas.
Os especialistas sublinham que o facto de o aparelho não se ter incendiado quando atingiu o solo evitou um maior número de vítimas mortais.



(Fonte: Público)

Bispos europeus em peregrinação à Turquia

De 3 a 7 de Março, os presidentes das Conferências Episcopais do sudeste da Europa realizam uma peregrinação à Turquia sob o lema “Identidade cristã num mundo multicultural e multi-étnico”.
A iniciativa, na sua nona edição, é promovida pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa, CCEE, por ocasião do Ano Paulino. A partir do modelo do apóstolo Paulo, que há 2000 anos pregava num contexto multicultural e pluri-religioso, os participantes debaterão sobre a identidade cristã hoje, naquela região europeia.
Os trabalhos do Encontro começam em Iskenderum, e serão abertos por Dom Luigi Padovese, presidente da Conferência Episcopal turca, que ilustrará a situação do cristianismo e da Igreja Católica na Turquia. A conclusão em Istambul, dia 7, será marcada pela celebração da Santa Missa, presidida pelo Cardeal Péter Erdő, Primaz da Hungria e Presidente da CCEE, na catedral da cidade.
A peregrinação prevê também etapas em Antioquia, meta de três expedições de Paulo, Seleucia, o antigo porto onde Paulo desembarcou em 43 a.C., e naturalmente Tarso, cidade natal do apóstolo.
Ainda dia 7, os presidentes das Conferências Episcopais serão recebidos pelo Patriarca ecumênico Bartolomeu I, e participarão nas Vésperas ortodoxas.
O grupo terá representantes de oito Conferências Episcopais: Albânia, Bósnia e Herzegóvina, Bulgária, Grécia, Moldávia, Roménia, a Conferência Episcopal internacional Santos Cirilo e Metódio, e a Turquia. Além do presidente da CCEE, participarão também o Cardeal Josip Bozanić, vice-presidente, e o Observador permanente da Santa Sé no Conselho da Europa, Dom Aldo Giordano.

(Fonte: Rádio Vaticano)

01 março 2009

A derradeira viagem

A derradeira viagem

Três pilotos e um assistente de bordo que morreram a bordo do avião da Turkish Airlines (THY) que se despenhou no Aeroporto Schipol de Amesterdão na passada quarta-feira, foram ontem a enterrar como heróis em Istambul. A cerimónia fúnebre decorreu na sede da companhia aérea turca, onde marcaram presença a direcção da Turkish Airlines, pilotos e restante pessoal da companhia, para além de familiares e amigos numa cerimónia transmitida em directo pela televisão.

28 fevereiro 2009

Universidade do Porto acolhe 43 estudantes turcos

Para além de estudantes turcos, brasileiros, espanhóis, italianos, polacos, gregos, franceses, suecos e até afegãos e bengalis estão entre os 1126 estudantes estrangeiros que neste ano lectivo escolheram a Universidade do Porto para completar a sua formação superior, anunciou hoje a instituição. Este número representa um novo máximo de estudantes provenientes de programas de mobilidade internacional - como o conhecido Programa Erasmus - que a Universidade do Porto acolhe num único ano, quebrando o anterior "recorde" de 1075 estabelecido no ano lectivo passado. Como habitualmente, a maior parte destes estudantes provêem de países como o Brasil (490 estudantes), Espanha (167), Itália (128), Polónia (81), Turquia (43) e França (35).
A sessão de boas-vindas aos estudantes estrangeiros que neste segundo semestre vêm para a Universidade do Porto vai realizar-se segunda-feira, às 17h00, no Salão Nobre da Reitoria e contará com a participação do vice-reitor responsável pelo pelouro das Relações Internacionais, António Marques. Este encontro marcará o início de um programa de sete dias de recepção, organizado pela secção local da ESN - Erasmus Student Network, organização composta por estudantes que já participaram em programas de intercâmbio internacionais e que se oferecem para ajudar na integração dos estrangeiros que chegam à instituição. Um passeio pelo centro da cidade, festas nocturnas, uma passagem pelas caves do Vinho do Porto, um cruzeiro pelo rio Douro e visitas ao Estádio do Dragão e Museu de Serralves integram o programa de recepção aos estudantes estrangeiros.


(Fonte: Público)

27 fevereiro 2009

Falar Curdo no Parlamento turco


O líder do Partido da Sociedade Democrática, ou DTP, Ahmet Türk, chocou o país esta semana, ao falar Curdo no Parlamento turco. Numa sessão parlamentar, ele lembrou que no dia 21 de Fevereiro se celebrava o "Dia Internacional da Língua Materna", e depois começou a discursar na sua língua, o Curdo. De imediato, os media reportaram o incidente como notícia de última hora. A TRT 3, o canal público que transmite em directo as sessões parlamentares, parou de imediato a emissão. O presidente do Parlamento, Köksal Toptan, frisou que era contra a Constituição a utilização de outra língua que não o Curdo no Parlamento. Os líderes da oposição criticaram não só Ahmet Türk, mas também o Governo (AKP), que vêem como um colaborador na causa pró-curda.
A opinião pública turca divide-se. Liberais, como Cengiz Çandar ou Oral Çalışlar defendem que Ahmet Türk fez bem em quebrar o tabu. Outros colunistas, tipicamente preocupados com as "fundações do regime," apresentam-se mais críticos. De acordo com Fikret Bila do diário Milliyet, o discurso de Ahmet Türk provou claramente que ele e o seu partido se dedicam a criar "dois povos" na Turquia: um Turco e outro Curdo. Segundo Bila, este foi um ataque grave ao país, que não pode ser tolerado. Esta é a posição mais bem aceite na Turquia. Identidades indesejáveis têm sido despejadas do Parlamento ocasionalmente. Para além dos golpes militares, que o fizeram totalmente, houveram dois momentos dramáticos nos anos 90. No primeiro caso, em 1994, um grupo de deputados curdos, que incluíram a controversa e famosa Leyla Zana, tentaram prestar o seu juramento em Curdo. Foram privados dos seus assentos e condenados a uma pena de prisão. Em 1999, a recém-eleita Merve Kavakçı atreveu-se a entrar no Parlamento com o véu islâmico. Centenas de deputados secularistas protestaram contra a sua presença, e esta foi levada do Parlamento. Merve Kavakçı perdeu a nacionalidade turca.

Há dois símbolos intocáveis na República turca: o secularismo, personificado pelo legado de Atatürk, e a identidade turca simbolizada pela sua língua. Com a passagem do tempo, as reacções aos "atentados" aos alicerces da República turca têm-se tornado menos intempestivas. Ahmet Türk não será "crucificado" por ter falado turco no Parlamento, o que teria sido diferente há 10 anos atrás.
A questão crucial é a seguinte: O que realmente pretende o povo curdo? Pretende fazer parte de uma Turquia democrática que respeite as suas liberdades individuais, ou está convencido de que é um povo totalmente diferente do povo turco e que precisa de um território diferente? Esta é a questão que permanece por responder e que fervilha e inquieta. O partido de Ahmet Türk, o DTP, não convence quanto ao seu real objectivo. Será que o seu plano a longo prazo é a criação de uma nação curda independente? Enquanto esse receio permenecer no ar, as reformas que podem possibilitar mais direitos ao povo curdo estão comprometidas. Talvez se no próximo discurso do DTP se ouvir falar da arte da coexistência étnica o panorama se altere.