google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

11 junho 2008

Fatih Terim: "Para nós, o Euro 2008 começa agora"


O Campeonato Europeu de futebol ainda agora vai no adro e já dois dos quatro seleccionadores incluídos no Grupo A passam metade da conferência de imprensa a contornar a palavra “adeus”. Jakob Kuhn, seleccionador anfitrião, sentirá um peso maior sobre as costas, mas Fatih Terim sofre do mesmo mal. Sem qualquer ponto conquistado no primeiro jogo, Suíça e Turquia defrontam-se hoje em Basileia num jogo do tudo ou nada. E nada significa adeus. "Nunca se considera a hipótese derrota", começou por dizer Kuhn, visivelmente agastado com uma série interminável de azares: começou com o internamento da esposa, prolongou-se com a lesão grave de Frei e o pior é que pode não terminado com a derrota frente à República Checa no jogo de abertura da prova. Para os Suíços, o Euro assemelha-se a um enorme pesadelo. Kuhn acabaria por voltar ao assunto para dizer que “derrota” significaria um jogo contra Portugal simplesmente para cumprir calendário. “E nada mais.” Abatido, apelou ao “espírito de equipa” e falou de Frei, a mais recente bandeira do país. “É importante mesmo sem poder jogar. Será um grande apoio e regressará, já prometeu”, disse. Não foi a única vez que falou do futuro. “Tenho uma equipa nova, com futuro. E isso também é óbvio.” Fatih Terim também se queixou da sorte. A começar pela série de lesões que têm parasitado no seu plantel. Da parte da manhã, Emre Belözoğlu, que na véspera sentira uma dor na coxa esquerda, passou pelo hospital de Basileia para fazer exames, que detectaram um “edema de cerca de três centímetros”. “É o Frei na Suíça e o Emre na nossa equipa. Não vai jogar amanhã [hoje] e não sabemos se poderá jogar no último jogo [com a República Checa]”, lamentou o Turco, que aproveitou para desejar as melhoras à esposa de Jakob Kuhn (“nada é mais importante do que a saúde das pessoas de quem gostamos”).
Tuncay, um dos jogadores que sobreviveu a uma série de trocas na equipa que perdeu com Portugal, saiu em defesa do grupo. “Não conseguimos fazer tudo o que queremos porque isto é futebol. Não tem a ver com a pressão”, defendeu o jogador do Middlesbrough, confiante na qualificação. Fatih também. “Acredito”, disse. “A Turquia tem perdido no passado o seu primeiro jogo, mas tem seguido em frente na prova, por isso não há razões para pensar que não o poderemos repetir”, sublinhou o técnico, abrindo boas perspectivas para o encontro com a Suíça. Para quem ainda tiver dúvidas sobre o impacto da derrota no primeiro encontro, Terim repete: “O jogo com Portugal não foi a chave da qualificação. Cometemos erros, jogámos contra uma equipa que os soube explorar, mas não é esse encontro que decide se seguimos em frente ou não. Podemos ganhar ou perder, mas estamos aqui. O facto de a Suíça também ter perdido torna o jogo ainda mais interessante. Para nós, o Euro 2008 começa agora”. Trata-se da “última hipótese”, concluiu Terim. Para a Suíça também.

(Fonte: Público)

Suiça - Turquia: Incidentes no último frente-a-frente não foram esquecidos

"Antes de fazerem a pergunta, digam por favor o nome e o respectivo meio de comunicação." O anúncio não é novo, mas ganha um elemento novo cada vez que uma questão é dirigida a Fatih Terim por um jornalista turco. Como prefixo de cada pergunta, surge - como uma espécie de regra patriótica - o desejo de sucesso para o jogo. Curioso é o facto de muitas das perguntas que se seguem serem corrosivas e de algumas delas morrerem mesmo à nascença, censuradas pelo assessor que se sentou do lado direito do seleccionador turco. Apesar do ambiente pesaroso com que se arrastaram as duas conferências de imprensa, os muitos jornalistas presentes no Estádio St. Jakob, em Basileia, puderam assistir a um outro momento hilariante. Depois de muitos dedos apontados e de todos os ângulos negativistas explorados, alguém confrontou o seleccionador turco com críticas colocadas pelas próprias mães dos jogadores, descontentes com a exibição da equipa no jogo de estreia. Terim procurou manter-se sério e Tuncay baixou a cabeça, enquanto a tradutora de Turco-Inglês (a UEFA coloca à disposição dos jornalistas auriculares com a tradução simultânea em várias línguas) tentava em vão manter uma postura diplomática. A pergunta não foi censurada. E, a custo, Terim respondeu. "As mães dos jogadores... Respeitamos sempre as mães dos jogadores e todas as mães..." O lado sério da conversa estava estampado na primeira página do "briefing" distribuído pela UEFA junto dos jornalistas: Este será o primeiro jogo entre as duas equipas depois dos graves incidentes que ambas protagonizaram em 2005, no encontro de apuramento para o Mundial de 2006. Na primeira mão, a Suíça venceu por 2-0 em Berna. Na segunda, disputada em Istambul, venceu a equipa da casa (4-2), que acabaria afastada pela regra dos golos fora. "A questão tem quase três anos. Esse assunto está resolvido", resumiu Kuhn, referindo-se às cenas de agressões que se seguiram ao segundo encontro. No rescaldo, recorde-se, a Turquia foi condenada a disputar três encontros em campo neutro e à porta fechada. Mais: Alpay Özalan (Turquia) acabou por ser suspenso por seis jogos, Huggel (Suíça) e Belözoğlu (Turquia) por quatro e Balci (Turquia) por dois.

(Fonte: Público)

10 junho 2008

Turquia-Suiça de 2005 acabou em batalha campal

As autoridades policiais suíças estão a preparar uma forte operação visando o Suíça-Turquia do próximo dia 11, referente à 2.ª jornada do Grupo A do Euro 2008. Em causa está um encontro entre as duas formações aquando da fase de qualificação para o Mundial 2006, em Novembro de 2005, que acabou muito mal.
Há três anos, as duas equipas encontraram-se em Istambul e o encontro terminou numa verdadeira batalha campal, com agressões no relvado, perseguições rumo aos balneários e uma série de problemas que envergonharam o mundo do futebol. Por esse motivo, as autoridades estão preocupadas com o que se pode passar nas bancadas e encetaram uma operação de grande dimensão.
No encontro em causa, a contar para o playoff de acesso ao Mundial, a Turquia venceu por 4-2, mas a vaga ficou nas mãos dos helvéticos, que tinham ganho na 1.ª mão por 2-0. Como a coisa correu mal aos Turcos, estes iniciaram, a poucos minutos do apito final, uma verdadeira caça ao homem (ou caça ao Suíço), que redundou em cenas de pancadaria entre jogadores, dirigentes e árbitros, que começou na relva e acabou nos balneários.
A FIFA encetou nessa altura a maior investigação disciplinar de sempre, algo que originou multas para ambas as formações. "Iniciámos um inquérito em Zurique que envolverá entrevistas com mais de 20 pessoas, incluindo os dois técnicos, jogadores, dirigentes e departamento técnico de ambos os países. Em termos de extensão é a mais ampla investigação disciplinar na história da FIFA", disse um porta-voz do organismo máximo do futebol mundial na ocasião. O jogador suíço Stephane Grichting foi mesmo conduzido ao hospital, enquanto o adjunto turco Mehmet Özdilek pediu demissão do cargo por ter sido apanhado pelas câmaras de televisão a agredir vários elementos do staff suíço.

(Fonte: Record)

O que se diz sobre a Turquia

Ler aqui.

09 junho 2008

As mães dos jogadores apoiam a selecção turca

Turquia elogia Portugal

A exibição de Portugal no jogo de estreia do Euro 2008 não deixou dúvidas aos Turcos: a selecção das Quinas é uma das mais fortes deste Campeonato da Europa.
Fatih Terim sublinhou ter ficado desapontado com a derrota, apontando o erro cometido no lance do golo de Pepe como decisivo para o desfecho do resultado. "É um resultado desolador, principalmente pelo que se viu na primeira parte, onde Portugal sentiu algumas dificuldades. No segundo tempo, sofremos um golo numa desatenção dos nossos defesas-centrais. Foi o momento-chave da partida. Não podemos cometer erros destes contra selecções como Portugal", referiu o seleccionador da Turquia, vincando de seguida: "Portugal é uma das selecções mais fortes da Europa e Sábado tivemos essa confirmação".
Já o avançado Nihat felicitou Portugal pela vitória, considerando também "o golo de Pepe decisivo". Segundo o jogador do Villarreal, "o jogo foi equilibrado até aos 15 minutos da segunda parte", altura em que surgiu o primeiro golo de Portugal, mas não tem dúvidas quanto ao valor da Selecção Nacional. "Tem uma equipa muito forte e é favorita a ganhar o Europeu", previu o internacional turco. Nihat afirmou ainda que os próximos dois jogos "terão de ser encarados como finais".

(Fonte: O Jogo)

Um central fora e outro em dúvida para o jogo com a Suiça

A Turquia está com sérios problemas na defesa, pois Gökhan Zan já está definitivamente fora do jogo com a Suíça e o outro central que defrontou Portugal este Sábado, Servet Cetin, está em dúvida para a segunda jornada do Grupo A.
Gökhan lesionou-se nos ligamentos do joelho esquerdo no jogo com a Selecção Nacional e uma reavaliação já feita este Domingo levou os médicos da Turquia a já só pensarem em recuperar o defesa para o jogo com a República Checa, de acordo com um porta-voz referido pela agência Reuters.
O outro central turco que defrontou Portugal também tem uma lesão semelhante, mas Servet ainda pode recuperar da lesão para o jogo de quarta-feira, além de também ter partido um dente na inauguração do Euro 2008.

(Fonte: Mais Futebol)

08 junho 2008

Portugal venceu a Turquia


Portugal venceu, este Sábado, a Turquia por duas bolas a zero no Estádio de Genebra, num jogo da primeira jornada do Grupo A do Euro 2008 de futebol, que decorre na Áustria e na Suíça.
O encontro começou nervoso, com muitos passes falhados e precipitações de ambos os lados, mas, com Deco muito bem a pautar o jogo, Portugal assentou primeiro e criou as primeiras situações de algum perigo, com dois remates de Cristiano Ronaldo.
Apesar de alguma falta de sorte, depois de Cristiano Ronaldo e Nuno Gomes terem atirado a bola aos postes e de o "central" do Real Madrid ter visto anulado um golo por fora-de-jogo, a equipa das “quinas” acabou por mostrar-se mais forte.
Aos 61 minutos, Pepe, eleito o melhor em campo, tabelou com Nuno Gomes e ficou isolado, conseguindo colocar a bola na baliza pela segunda vez, depois do fora-de-jogo.
Na parte final, Scolari fez entrar Raul Meireles e Fernando Meira e a equipa lusa recuou um pouco, mas após um grande susto, num remate turco falhado, Raul Meireles sentenciou, após excelente trabalho de Moutinho, num contra-ataque iniciado por Ronaldo.
Portugal conseguiu assim o primeiro lugar do agrupamento, em igualdade pontual com a República Checa, o adversário de quarta-feira, de novo em Genebra.


No estádio de Genebra, na Suíça, perante 29.106 espectadores (lotação esgotada), as equipas alinharam da seguinte maneira:


Portugal: Ricardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Paulo Ferreira, Petit, João Moutinho, Deco (Fernando Meira, 92), Cristiano Ronaldo, Simão (Raul Meireles, 83) e Nuno Gomes (Nani, 69).


Suplentes: Rui Patrício, Miguel, Bruno Alves, Fernando Meira, Jorge Ribeiro, Miguel Veloso, Raul Meireles, Ricardo Quaresma, Nani, Hugo Almeida e Hélder Postiga).


Turquia: Volkan Demirel, Hamit Altıntop (Semih Sentürk, 76), Gökhan Zan (Emre Aşık, 55), Servet Çetin, Hakan Kadir Balta, Mehmet Aurélio, Emre Belözoğlu, Kazım Kazım, Tuncay Şanlı, Mevlüt Erdinç (Sabri Sarıoğlu, 46) e Nihat Kahveci.

Suplentes: Rüstü Recber, Tolga Zengin, Sabri Sarioglu, Emre Asik, Ugur Boral, Emre Güngör, Ayhan Akman, Tümer Metin, Arda Turan, Mehmet Topal, Gökdeniz Karadeniz e Semih Sentürk).

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Kazım Kazım (04), Gökhan Zan (51) e Sabri Sarıoğlu (73).

(Fonte: TSF)

07 junho 2008

Seleccionador Fathi Terim apostou numa táctica híbrida

O primeiro adversário de Portugal no Euro tem duas caras: uma capaz de jogar um futebol versátil, rápido e dinâmico e outra que parece tolhida pela insegurança, principalmente na defesa, e pela falta de confiança. Logo à noite se descobrirá que Turquia subirá ao Estádio de Genève, onde deverá ter o apoio de muitos dos 80 mil que formam a sua comunidade emigrante na Suíça.
A dupla personalidade revelou-se na qualificação, em que até nem começou mal, mas acabou em dificuldade para se impor à Noruega e garantir o segundo lugar do grupo, atrás da Grécia.
A Turquia é dirigida por Fatih Terim, treinador conhecido por "Imperador" devido aos dotes de liderança. Foi quatro anos técnico do Galatasaray e passou pela Fiorentina e pelo AC Milan (foi ele que exigiu a contratação de Rui Costa). Dá grande importância à valência física e o seu braço-direito é o norte-americano de nascença Scott Piri, que foi o preparador físico da Alemanha no Mundial de 2006 e que, tal como o nutricionista, Megan Margano, foi contratado pela Internet.
Esta selecção, com 22 seguidores do islamismo (só o brasileiro naturalizado Mehmet Aurélio é católico), foi sujeita a renovação e Terim surpreendeu ao deixar de fora o veterano (36 anos) avançado Hakan Şükür (melhor marcador turco de sempre) e o médio-ofensivo do Estugarda Baştürk. Terim explicou ir apostar numa táctica em que Şükür não seria titular e que, por isso, ficaria afectado. O tal esquema é um pouco híbrido, porque as pedras tão depressa se distribuem num 4x3x3 (Tuncay e Mavlut sobem nas faixas) como num 4x1x3x2 (Mavlut junta-se ao miolo e Tuncay aproxima-se de Nihat), como no último teste com a Finlândia. "Parece que jogamos com dois avançados, mas atacamos com mais de cinco", diz o craque Nihat.
A provar as debilidades defensivas aí estão os quatro golos sofridos, na fase de qualificação, na sequência de lançamentos laterais. O guarda-redes Volkan é irregular e pouco fiável, mas brilhou na Liga dos Campeões pelo Fenerbahçe. O suplente é o veterano (35 anos) Rüştü, longe dos tempos em que foi eleito o melhor do Mundial de 2002, quando a Turquia conseguiu um surpreendente terceiro lugar. Os centrais são lentos e inseguros. Servet Çetin é o menos mau, mas o gigante (1,94) Gökhan peca ainda por ser desordenado tacticamente. O lateral-direito Sabri é um médio adaptado e beneficiou da lesão do titular Gökhan Gönül, que falha o Europeu. No lado contrário jogará Hakan Balta, nascido na Alemanha e uma das melhores pedras da equipa.
O miolo é o melhor sector da Turquia, rápido e forte nos passes de rotura. Mehmet Aurélio é um médio-defensivo inteligente (Topal é uma boa alternativa, apesar de jovem), sendo uma das traves-mestras da equipa, juntamente com o canhoto Emre, que em 2002 deu nas vistas no Mundial com o seu futebol ofensivo. Desde que ajudou o Galatasaray a ganhar a Taça UEFA, passaram a chamar-lhe "Maradona do Bósforo", um exagero. Acaba de ser transferido do Newcastle para o Fenerbahçe por 3,5 milhões de euros, sendo acusado de traição pelos 25 milhões de adeptos do seu antigo clube, o Galatasaray. Hamit Altıntop recuperou da fractura num dedo a tempo de oferecer o seu futebol fiável no lado direito, podendo recuar para lateral. Nasceu na Alemanha e tem um forte remate de meia-distância.
Nihat é, aos 28 anos, a grande figura da equipa. Brilhou na Real Sociedad e este ano foi essencial no surpreendente segundo lugar do Villarreal na liga espanhola, onde apontou 18 golos (mais quatro na Taça UEFA). É um avançado completo (pode também jogar nas alas), rápido e explosivo. Tuncay recuperou de uma lesão recente, joga no Middlesbrough e é muito versátil. Chamam-lhe "guerreiro", mas tem técnica. Mevlut joga em França (Sochaux) e é rápido. A alternativa principal é Arda Turan, muito móvel e um dos jovens (21 anos) da equipa.

(Fonte: Público)

Nihat apela à modernidade nos treinos

Nihat, craque da Selecção turca, fez um apelo aos dirigentes e técnicos do seu país: usem a tecnologia no treino. “Ao mais alto nível, os jogos decidem-se cada vez mais nos detalhes. É preciso ter consciência disso. Na Turquia ainda não temos a cultura da perfeição”, disse. “A nossa selecção assenta o seu trabalho no entusiasmo e na capacidade física, negligenciando outros factores. Pela primeira vez estamos a utilizar vídeos para ver os adversários neste Europeu, as outras equipas já o fazem há anos”, prossegue um admirado Nihat Kahveci. “Percebemos, ao ver os vídeos de Portugal, que devemos jogar pelo chão e não por alto com eles” , diz, algo surpreendentemente, o avançado do Villarreal. Por tudo isto, o jogador conclui que Portugal está em vantagem no confronto de hoje. “Eles estiveram nas duas últimas grandes competições e nós não. Dessa forma, deixámos de evoluir o que devíamos ter evoluído.” Fatih Terim está de acordo com o seu atleta: “Temos de progredir de maneira drástica no que diz respeito à construção de jogo. A este nível, o futebol já não é um jogo de recreio da escola, há regras a respeitar, há que jogar coma cabeça e não só com os pés.”

(Fonte: Record)