google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

26 fevereiro 2008

Selecção Nacional de Futsal está na Turquia


A Selecção Nacional de futsal partiu esta segunda-feira para a Turquia, onde vai disputar a primeira fase de apuramento para o Campeonato do Mundo Brasil-2008. Orlando Duarte foi a voz da ambição reinante no seio da comitiva. "Temos capacidade para derrotar qualquer equipa", disse o seleccionador. "Queremos marcar presença nas fases finais das grandes competições e continuar a fazer aumentar o nível do futsal português. Acredito que se estivermos ao nosso nível, conseguiremos ultrapassar esta fase inicial de qualificação", afiançou Orlando Duarte, identificando os principais adversários da equipa das quinas: "A Eslováquia e a Letónia serão, à partida, os adversários mais complicados, mas depois daquilo que fizemos nos últimos anos, esta Selecção tem capacidade para derrotar qualquer equipa. Contamos, obviamente, vencer os três jogos".
Portugal defronta a Letónia (28 de Março), Eslováquia (29 de Março) e Turquia (2 de Abril), sendo que apenas o primeiro classificado garantirá a presença no "play-off" decisivo de qualificação.

(Fonte: A Bola)

24 fevereiro 2008

Exército turco atacou acampamento do PKK no norte do Iraque

Cerca de cinco mil soldados turcos com o apoio de 60 tanques atacaram Sábado à noite o acampamento do grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em Haftanin (norte do Iraque), informou hoje a agência pró-curda "Firat". A emissora de televisão da Turquia "NTV" acrescentou que aviões turcos bombardearam as posições do PKK ao longo da fronteira. A base de Haftanin encontra-se na zona oeste da fronteira turco-iraquiano, perto da passagem fronteiriça de Habur, por onde os veículos pesados do Exército turco começaram a penetrar em território iraquiano durante a noite da última quinta-feira. Até agora, a maioria dos combates tinha sido registada na zona leste da fronteira, em torno dos acampamentos dos rebeldes curdos em Zap e Hakurk. O comandante Bahoz Erdal das Forças de Defesa Popular (HPG), o braço militar do PKK, disse em entrevista à agência "Firat" que os soldados turcos tinham-se concentrado nos primeiros dias da operação em tomar o acampamento de Zap, mas "não conseguiram" por causa da resistência do grupo. Além disso, acusou o presidente do Iraque, o Curdo Jalal Talabani, de ser o artífice da operação contra o PKK no Iraque e de ter "convidado" o Exército turco a chegar até as montanhas Kandil, onde se encontra o quartel-general da organização armada curda. O PKK afirma ter matado 23 soldados turcos, dos quais o Exército turco só reconhece sete.
(Fonte: EFE)

PKK ameaça retaliar em território turco


A operação que o Exército turco está a lançar no norte do Iraque deverá durar duas semanas, segundo informações da imprensa. O alvo do ataque, o ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) já ameaçou retaliar em território turco e as autoridades do Curdistão iraquiano culparam os Estados Unidos e apelaram à "resistência geral", caso haja vítimas civis. Ontem, além de bombardeamentos da aviação e da artilharia, houve combates entre forças terrestres, envolvendo militares turcos e rebeldes do PKK. Os Turcos penetraram vários quilómetros em território iraquiano e destruíram alvos locais, incluindo pontes. Segundo o balanço turco, os confrontos já provocaram a morte de 79 guerrilheiros do PKK e sete militares turcos. Ontem, em Istambul, houve uma pequena manifestação contra esta acção militar, na qual participaram algumas centenas de militantes do Partido para uma Sociedade Democrática (DTP), formação pró-curda com assento no parlamento de Ancara. Entretanto, os rebeldes ameaçam retaliar: "Se a Turquia prossegue estes ataques, vamos organizar operações de guerrilha nas cidades turcas, sem visarmos as populações civis", disse, citado pela AFP, o porta-voz do PKK, Ahmad Danis. A envergadura desta operação militar revelou-se muito maior do que inicialmente se pensava. Estão envolvidas duas brigadas de infantaria, com 10 mil homens, com apoio de 3 mil tropas especiais. Os rebeldes têm, no Curdistão iraquiano, quatro mil guerrilheiros, segundo afirmam os militares turcos. O Governo do Curdistão iraquiano (um aliado dos Estados Unidos na região) reagiu ontem com alarme, acusando Washington de ter dado permissão à Turquia para lançar esta operação. No caso de haver vítimas civis, os curdos dizem ter dado ordens "para a resistência geral" e efectuado "todos os preparativos necessários". O Governo regional exige a "retirada imediata dos Turcos". O Curdistão iraquiano é uma das maiores regiões de produção petrolífera no Iraque, mas os combates não afectaram as exportações de 300 mil barris diários para o porto de Ceyhan, na Turquia.

(Fonte: Notícias da Turquia / DN)

23 fevereiro 2008

Dez mil soldados turcos permanecem em território iraquiano

Ancara informou ontem oficialmente Bagdade que 10.000 soldados turcos entraram quinta-feira em território iraquiano, mas assegurou que o objectivo da operação era exclusivamente atacar o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
De acordo com a Presidência turca, o presidente do Iraque, Jalal Talabani, foi informado sobre a incursão militar da Turquia numa conversa telefónica com o homólogo turco, Abdullah Gül, que aproveitou a ocasião para o convidar a deslocar-se a Ancara.
O chefe de Estado turco também aproveitou o telefonema para informar Talabani de que está empenhado no "desenvolvimento das relações com o Iraque em todos os domínios".
Entretanto, a incursão do Exército turco no norte do Iraque é vista com preocupação pela UE e pelo Governo alemão. O Alto Representante para a Política Externa da UE, Javier Solana, considerou que a ofensiva turca não era a forma mais apropriada para lidar com os problemas do terrorismo curdo.
"Compreendemos as preocupações turcas, mas esta acção não é, na nossa opinião, a melhor resposta, afirmou Solana, defendendo que a "integridade territorial do Iraque é muito importante".
A Comissão Europeia também apelou à Turquia para evitar "qualquer acção militar desproporcionada". "Seguimos a situação de perto", comentou a porta-voz da Comissão, Cristina Nagy.
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, Martin Jager, também reagiu à operação militar turca, considerando que esta poderia "pôr em risco a estabilidade da região" e apelou a Ancara para respeitar o direito internacional.

(Fonte: Jornal de Notícias)

22 fevereiro 2008

O Presidente turco aprovou o véu islâmico nas universidades

O presidente turco Abdullah Gül aprovou uma polémica emenda constitucional que permite a utilização do véu islâmico nas universidades, informou hoje o seu gabinete.
O principal partido da oposição, o Partido Republicano do Povo (CHP), tinha prometido levar a lei ao Tribunal Constitucional argumentando que é contrária aos princípios do Estado laico. Por outro lado, os responsáveis das universidades, numa declaração conjunta, advertiram no início de Fevereiro que o uso do véu pode levar a confrontos nas universidades e ao boicote de alguns professores.

Presidente turco diz que Fidel "ganhou o coração do povo turco"

O presidente da Turquia, Abdullah Gül, disse hoje que o líder cubano Fidel Castro "ganhou o coração do povo turco" durante os anos em que esteve à frente do Governo de Cuba.
"Devido à admiração que o senhor despertou em Cuba e na política internacional durante quase meio século e, especialmente, desde a visita que fez à Turquia em 1996 por ocasião da Conferência Habitat, ganhou o coração do povo turco".
Em nota enviada a Cuba e divulgada pela Presidência da República, Gül desejou também a Fidel saúde para que possa "continuar a servir o seu povo".
(Fonte: EFE)

Ban Ki-Moon apela ao respeito pela fronteira turco-iraquiana

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, pediu para que seja respeitada a fronteira turco-iraquiana, informou na sesta sexta-feira a sua assessoria de imprensa, depois do lançamento de uma vasta operação turca no norte do Iraque.
"O secretário-geral está preocupado com a escalada da tensão ao longo da fronteira turco-iraquiana. Apesar de estar consciente das preocupações da Turquia, reitera o seu apelo à moderação e respeito pela fronteira internacional entre a Turquia e Iraque", afirma um comunicado.
(Fonte: AFP)

Sobre o PKK


De raiz marxista-leninista, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) é criado em 1978. Lança a luta armada contra o poder central turco em 1984, sob a bandeira da criação de um Estado curdo independente no sudeste da Anatólia – tornando a questão curda no principal problema da Turquia. De acordo com um balanço oficial, a violência ligada ao conflito já fez mais de 37 mil mortos. Em 2006, com um cessar-fogo unilateral, o PKK intensifica as suas operações contra o Exército. As autoridades turcas responsabilizam o PKK por vários atentados à bomba em Istambul e em estâncias balneares do oeste turco, apesar da organização rejeitar a acusação, evocando a acção de uma ala radical que escapa ao seu controlo. Nos anos 90, a organização recua nas exigências de um Estado curdo independente, reivindicando antes mais autonomia para a população curda. O partido sofre um duro golpe em 1999, com a detenção do seu líder Abdullah Ocalan, no Quénia, e posterior condenação à morte (comutada por prisão perpétua). É então que o PKK renuncia à independência e declara unilateralmente um cessar-fogo que nunca é, todavia, reconhecido por Ancara. O movimento toma algumas medidas para mudar a sua imagem – entre elas várias tentativas de mudança de nome. É dissolvido em 2002, para tornar-se no Kadek (Congresso para a Democracia e Liberdade do Curdistão), posteriormente em Kongra-Gel mas, em 2005, decide regressar à designação original. Apela a Ancara que o envolva no processo político, que conceda mais direitos culturais aos cerca de 15 milhões de curdos no país e que liberte os membros do PKK detidos. É então que estalam algumas divisões no seio do partido. À semelhança dos Estados Unidos e da União Europeia, a Turquia classifica o PKK de organização terrorista, recusando-se por isso a qualquer negociação e dando apenas amnistia a alguns dos seus membros. Em 2004, o PKK retoma a campanha de violência, reavivada nos últimos tempos apesar de várias tentativas de cessar-fogo. O braço militar do PKK está instalado no Curdistão iraquiano, enquanto que a ala política é representada por políticos curdos no exílio em países da Europa Ocidental, particularmente a Bélgica. O principal comandante militar é, actualmente, Murat Karayilan, que encarna a ala dura do PKK, também ela no norte do Iraque. A Turquia acredita que o PKK tem, actualmente, milhares de guerrilheiros nas montanhas Kandil, no norte do Iraque, uma área que partilha com a Pejak – organização “irmã” do PKK.

(Fonte: Sic)

Tropas turcas entraram no norte do Iraque

Tropas turcas entraram quinta-feira no norte do Iraque para capturar rebeldes curdos separatistas que ali estão entrincheirados, anunciou hoje o Exército turco num comunicado.
A operação terrestre foi precedida de ataques aéreos e de artilharia do Exército turco contra campos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em território iraquiano próximo da fronteira com a Turquia, que ocorreram na quinta-feira entre as 10h00 locais e as 18h00 locais (8h00 e 16h00 em Lisboa).
"Depois desta ofensiva com sucesso, uma operação terrestre do outro lado da fronteira, apoiada por forças aéreas, foi lançada quinta-feira às 19h00 locais (17h00 em Lisboa)", indica o comunicado.
(Fonte: Lusa / Sic)

19 fevereiro 2008

Líder cipriota-turco saúda independência do Kosovo


O líder cipriota-turco saudou a independência do Kosovo e apelou à União Europeia (UE) para não repetir o erro cometido em Chipre em 2004, causa do "sofrimento" da sua comunidade, que se encontra sob bloqueio internacional.
Numa intervenção em Lefkosha, Mehmet Talat sublinhou a "influência positiva" da independência da província meridional sérvia para a "segurança e cooperação nos Balcãs", considerada "da maior importância para a estabilidade mundial".
"Nenhum povo pode ser forçado a viver sob as leis de outro", frisou, numa alusão clara à independência unilateral proclamada pela República Turca de Chipre do Norte (RTCN) em 1983, na sequência da invasão militar turca da ilha, em 1974, para impedir a sua anexação à Grécia, como pretendiam golpistas cipriotas-gregos.
"A vontade dos albano-kosovares tem de ser respeitada e o novo estado ajudado", sublinhou.
Neste sentido, adiantou que "a UE não deverá repetir o erro cometido em Chipre" quando, em 2004, e na sequência do "chumbo" cipriota-grego à reunificação insular, aprovada pela esmagadores maioria dos cipriotas-turcos (Plano Annan-5), só permitiu a adesão da República de Chipre, deixando de fora a RTCN.
"Seria muito adequado que a UE usasse a política do alargamento como um instrumento para resolver este problema", afirmou, insinuando o reconhecimento, finalmente, da plena soberania da RTCN e a sua adesão, como novo país, à comunidade.
Talat saudou os líderes albano-kosovares e as suas políticas, que "ganharam a consideração e o apoio mundial, no processo conducente ao respeito e à independência".
"Também os cipriotas-turcos preservam a sua identidade, apesar de passarem por grande sofrimento para viverem em liberdade", mesmo sob bloqueio internacional, recordou.
Talat concluiu que os cipriotas-turcos "continuarão a lutar pela sua causa justa".
(Fonte: Lusa / RTP)