Após quase 60 dias de greve, cerca de dois mil trabalhadores da antiga tabaqueira estatal turca, Tekel, prosseguem a sua luta pelos postos de trabalho acampados no centro de Ancara.
No Domingo, 7, milhares de trabalhadores da Tekel, voltaram a encher de protestos as ruas de Ancara. Na quinta-feira, 4, seis centrais sindicais convocaram uma greve nacional de solidariedade que afectou vários sectores de actividade (administração e transportes, sobretudo), no âmbito da qual se realizaram duas grandes manifestações com 20 mil pessoas em Ancara e 15 mil em Izmir.
Nesse mesmo dia, cerca de 200 dos dois mil trabalhadores oriundos de várias regiões, que estão acampados na capital, iniciaram mais uma greve de fome. A abstinência já conduziu vários deles ao hospital gravemente debilitados.
Mas após quase dois meses de uma dramática greve contra a destruição da tabaqueira nacional, o governo do primeiro-ministro liberal, Recep Tayyip Erdoğan, continua surdo às razões gritadas até à exaustão por famílias inteiras, cuja sobrevivência dependia do seu trabalho naquela que foi uma das empresas estatais mais lucrativas do país.
O desmembramento da Tekel começou ainda em 2003, quando o governo decidiu vender a sua divisão de bebidas. Dos mais de 3500 trabalhadores, menos de metade conservou os seus empregos. Hoje, desse sector restam pouco mais de 300 trabalhadores, menos de dez por cento do efectivo anterior à privatização. A maioria das fábricas foi encerrada.
Na altura, porém, o importante sector dos tabacos manteve-se nas mãos do Estado, continuando a garantir emprego a mais de 12 mil trabalhadores directos, em cerca de uma centena de unidades espalhadas por várias regiões.
Mas a avidez dos monopólios transnacionais não tardou a cobiçar o grande mercado turco dos tabacos, e contou para isso com a ajuda do governo de Erdoğan e com a pressão do Fundo Monetário Internacional.
Comprar para fechar
Em 2008, a British American Tobacco (BAT), segundo monopólio mundial, adquiriu a Tekel por 1,72 mil milhões de euros. O objectivo era fechar as fábricas e eliminar um concorrente. Faltava encontrar um expediente para pôr 12 mil trabalhadores na rua.
Erdoğan produziu então um decreto oferecendo um contrato de trabalho precário, por 11 meses, nos serviços da administração do Estado aos trabalhadores das empresas públicas privatizadas.
Todavia, para além da precariedade, os salários serão reduzidos para menos de metade e grande parte dos direitos anteriores não são reconhecidos, designadamente o estatuto de funcionário público. Sindicatos e trabalhadores recusaram. Não podia haver acordo.
Furioso por os trabalhadores terem rejeitado a côdea de pão que lhes estendia, e preferirem "morrer com dignidade a viver na miséria", suportando na rua os rigores de um Inverno glacial há quase 60 dias, Edroğan mudou de táctica e passou à ameaça.
Na semana passada, o primeiro-ministro engrossou a voz, falou de "um movimento ideológico contra o governo", denunciou uma "instrumentalização do conflito", e ameaçou fazer evacuar as ruas da capital pela força.
Desde 2002, várias centenas de empresas públicas foram privatizadas pelos conservadores islâmicos do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, no poder). Na calha estão agora a lotaria nacional, as centrais eléctricas e fábricas de açúcar, entre outras. De todas estas empresas, a Tekel era a mais rentável. O plano é supervisionado pelo FMI com o qual o governo turco negocia desde há um ano um novo empréstimo.
(Fonte: Jornal Avante)
10 fevereiro 2010
Continua a luta dos trabalhadores da Tekel
BCP deixa a Turquia "com pena"
O BCP vai sair da Turquia "com pena" porque o banco não tem os recursos necessários para investir no país, disse hoje o presidente da instituição.
"É com pena nossa [que vendemos a operação na Turquia], mas não temos os recursos necessários para investir na Turquia, o que gostaríamos de fazer", revelou Santos Ferreira.
"A Turquia é um excelente mercado. O BCP tinha 16 sucursais, que é uma dimensão muito pequena para aquele mercado", afirmou Santos Ferreira.
(Fonte: Jornal de Notícias / Lusa)
"É com pena nossa [que vendemos a operação na Turquia], mas não temos os recursos necessários para investir na Turquia, o que gostaríamos de fazer", revelou Santos Ferreira.
"A Turquia é um excelente mercado. O BCP tinha 16 sucursais, que é uma dimensão muito pequena para aquele mercado", afirmou Santos Ferreira.
(Fonte: Jornal de Notícias / Lusa)
02 fevereiro 2010
Turquia autoriza OPA da Cimpor
A autoridade da Concorrência da Turquia, um dos quatro mercados cuja não oposição da concorrência é fundamental para o sucesso da Oferta Pública de Aquisição sobre a Cimpor, já respondeu à CSN. A autoridade turca não se opõe à OPA portuguesa, por considerar que esta eventual aquisição não põe em causa as boas regras de concorrência na Turquia.
(Fonte: Económico)
(Fonte: Económico)
01 fevereiro 2010
Grupo Onyria compra "resort" na Turquia por 25 milhões
O grupo Onyria, proprietário do "resort" Quinta da Marinha, comprou um "resort" de luxo na Turquia por 25 milhões de euros, passando a deter 60% do empreendimento inaugurado em Maio do ano passado pelo grupo turco Yam.
Com a transacção, o grupo Yam fica com 40% do empreendimento, que passará a chamar-se Onyria Claros. Situado na costa do Mar Egeu, a 10 minutos de Éfeso, o "resort" tem um hotel, "spa" e um aldeamento turístico, totalizando 730 quartos e 1420 camas.
O grupo Onyria, do empresário José Carlos Pinto Coelho, também adquiriu no mesmo local, por cinco milhões de euros, um terreno onde irá desenvolver um campo de golfe com 17 buracos, numa área de 140 hectares.
"Este investimento consagra em definitivo a aposta do grupo de Pinto Coelho na internacionalização, depois da participação no empreendimento francês do Château des Vigiers", sublinha a empresa portuguesa em comunicado.
Com a transacção, o grupo Yam fica com 40% do empreendimento, que passará a chamar-se Onyria Claros. Situado na costa do Mar Egeu, a 10 minutos de Éfeso, o "resort" tem um hotel, "spa" e um aldeamento turístico, totalizando 730 quartos e 1420 camas.
O grupo Onyria, do empresário José Carlos Pinto Coelho, também adquiriu no mesmo local, por cinco milhões de euros, um terreno onde irá desenvolver um campo de golfe com 17 buracos, numa área de 140 hectares.
"Este investimento consagra em definitivo a aposta do grupo de Pinto Coelho na internacionalização, depois da participação no empreendimento francês do Château des Vigiers", sublinha a empresa portuguesa em comunicado.
(Fonte: Jornal de Negócios)
31 janeiro 2010
Erdoğan: "Alguns Estados membros da UE não estão a agir de forma honesta"
In Euronews
A Euronews acaba de lançar a versão turca. Nesta ocasião especial, entrevistamos o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, e abordámos questões como as negociações de adesão à União Europeia, as relações com Israel, a questão curda e os acordos assinados com a Arménia.
Euronews: As negociações de adesão à União Europeia são lentas. Bruxelas critica a Turquia por atrasar as reformas e Ancara acusa alguns líderes europeus de barrarem o caminho à Turquia. Actualmente, estão abertos 12 capítulos das negociações, para além disso há oito que estão bloqueados pela Comissão Europeia, cinco por Paris e seis pelos Cipriotas gregos. Restam apenas quatro capítulos para abrir e negociar. O que pensa do futuro das negociações de adesão?
Recep Tayyip Erdoğan: Infelizmente, alguns Estados membros não estão a agir de forma honesta. É aqui que surge o problema. Porque é que eu digo isto? Porque estão a tentar bloquear a Turquia com condições que não existem no acervo comunitário. Isto está errado. Temos de manter em mente que nós, os líderes, somos mortais, as nações não. Uma aproximação negativa de um líder face a outro país pode influenciar negativamente a percepção que o povo desse país tem do seu líder.
Euronews: Refere-se ao presidente francês, Nicolas Sarkozy?
Erdoğan: Sim, o presidente Sarkozy provoca coisas que não são fáceis de compreender. Mas pouco importa o que fazem ou o género de obstáculos que levantam, vamos continuar a avançar com paciência. Haverá de certeza um final. Será o momento em que todos os Estados membros da União Europeia vão dizer: “Nós não aceitamos a Turquia. Não vamos parar até que digam isso. "
Euronews: Pensa que as diferenças religiosas e culturais estão na origem da posição negativa de alguns líderes europeus?
Erdoğan: A União Europeia não se deve transformar num clube cristão. A UE não deve participar numa campanha de islamofobia. Devemos avisar qualquer país que o faça. Por agora, como primeiro-ministro da Turquia, sou um líder que condena abertamente o anti-semitismo e considero-o um crime contra a humanidade. Mas também sou sensível quando se trata de islamofobia. Porque sou muçulmano e nunca poderei tolerar o anti-islamismo. Como muçulmano, vou defender a minha posição sempre que necessário. Ninguém pode associar o islão com o terrorismo. Eu, como muçulmano e primeiro-ministro da República turca, não posso dizer sim a alguém que se atreve a fazê-lo.
Euronews: O que vai acontecer se fracassarem as negociações de reunificação de Chipre? O que espera de Bruxelas e da União Europeia?
Erdoğan: Até agora, a União Europeia também não foi honesta sobre a questão de Chipre. Sessenta e cinco por cento dos Cipriotas turcos disseram sim ao plano Annan. O que é que aconteceu no sul? Setenta e cinco por cento disseram não. Agora, quem é que é honesto neste quadro? O norte de Chipre. A União Europeia tem uma grande responsabilidade no actual bloqueio em Chipre. Foi um erro histórico aceitar Chipre na União Europeia.
Gerhard Schroeder criticou duramente a política da UE ao dizer que “o norte de Chipre foi tratado de forma imoral”. Angela Merkel diz “cometemos um erro ao aceitar o sul de Chipre”. É o que dizem. Agora vemos que defendem o sul de Chipre.
Além disso, chamar Chipre ao sul de Chipre é outro erro político. Porque no norte, há um outro Estado que está em conflito com o sul. E nós, Turquia, reconhecemos o Estado do norte. Não fazemos especulações com esse Estado. Outros talvez. Não é importante para nós.
Os Estados membros da União Europeia devem lembrar-se do erro que cometeram. Vai ficar escrito assim nos livros de história.
Euronews: Pensa ver a ilha de Chipre reunificada nos próximos anos?
Erdoğan: O sul de Chipre sempre evitou uma abordagem directa. Neste ponto, a União Europeia tem de avisar o sul de Chipre. Não é um segredo que o processo de paz foi feito refém.
Euronews: Pensa que será necessário muito mais tempo para resolver a questão?
Erdoğan: Estamos a esforçar-nos para resolver a questão este ano e queremos que seja resolvida sob a égide da ONU. Podemos fazê-lo envolvendo todas as partes. As cinco. Quero dizer o norte e o sul de Chipre, a Turquia, a Grécia e o Reino Unido. Podemos resolver isto juntos.
Há alguns dias, Gordon Brown telefonou-me e perguntou-me o que é que eu queria dizer com “juntos”. Não é um problema para nós. Podemos reunir-nos e falar. O importante nesta questão é ser honesto. Se começamos o processo como Estado garantidor, temos de saber quais são essas garantias.
Esperamos que este dossiê seja resolvido este ano.
Euronews: Sobre a questão curda deu um passo histórico. Preparou um plano, um projecto, para a resolver. Actualmente, como vê esse processo?
Erdoğan: Esse é um dos pontos mais importantes da agenda nos últimos dias. Mas se lhe chamamos questão curda então estamos a minar, a enfraquecer o projecto.
O plano está ligado à unidade nacional, à amizade, não diz respeito só aos Curdos. É uma iniciativa democrática e a questão curda é apenas um dos problemas étnicos. Mas, infelizmente, fomos mal compreendidos pela sociedade ocidental.
Se considerarmos apenas a questão curda, individualmente, estamos a desrespeitar os outros grupos étnicos que fazem parte da Turquia e da nação turca. Este projecto abrange todos e estamos a trabalhar também para outros grupos étnicos.
Euronews: Como vê as relações entre a Turquia e Israel no futuro? Depois de tudo o que aconteceu, ainda pensa que a Turquia pode fazer de mediador entre Israel e a Síria e outros Estados árabes?
Erdoğan: Perder um amigo como a Turquia é algo que tem de levar Israel a reflectir. A forma como trataram o nosso embaixador não tem um equivalente na política internacional. Fizemos o nosso melhor nas relações de Israel com a Síria, mas agora vemos Benjamin Netanyahu que diz que não confia em Erdoğan, mas em Sarkozy. Temos de dar um nome a isto? Trata-se também de falta de experiência diplomática. Porque quando se diz algo do género… como é que eu posso confiar em si se você não confia em mim?
Actualmente, temos importantes acordos a avançar. Como é que seria possível manter esses acordos se há um clima de desconfiança?
Penso que Israel teria uma melhor visão das relações com os vizinhos se fosse uma potência mundial.
Euronews: Recentemente, o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Avigdor Liberman, acusou-o de estar na origem das tensões entre os dois países e acusou-o de anti-semitismo. Agora, quando olha para trás, como é teria gerido este incidente? Sente que poderia tê-lo gerido de forma mais diplomática?
Erdoğan: Estou a dizer a verdade… e continuarei a fazê-lo... A Turquia é um país com muita história e temos de ter cuidado quando se fala a um tal Estado…
Quando civis inocentes são mortos de forma brutal, atingidos por bombas de fósforo, quando infra-estruturas são destruídas por bombas, quando as pessoas são forçadas a viver numa prisão ao ar livre não é possível associar tudo isto com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, simples direitos humanos. Não podemos fechar os olhos a tudo o que se passou.
Euronews: Ancara irritou-se com a interpretação feita pelo Tribunal Constitucional arménio dos protocolos turco-arménios que visam normalizar as relações entre os dois países. Face a estes desenvolvimentos, qual será o impacto da política turca em relação a estes acordos?
Erdoğan: Bem, aparentemente, o início não é o melhor. E depois o que é que estamos a negociar? O que vamos fazer? A Arménia também deve voltar a ter isso em consideração. Porque nós, Turquia, respeitamos os nossos compromissos face aos protocolos. Ambas as partes têm um roteiro. Isto vai avançar. Estamos prontos para isso. Somos sinceros e continuaremos a avançar tal como o fizemos até agora.
A Euronews acaba de lançar a versão turca. Nesta ocasião especial, entrevistamos o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, e abordámos questões como as negociações de adesão à União Europeia, as relações com Israel, a questão curda e os acordos assinados com a Arménia.
Euronews: As negociações de adesão à União Europeia são lentas. Bruxelas critica a Turquia por atrasar as reformas e Ancara acusa alguns líderes europeus de barrarem o caminho à Turquia. Actualmente, estão abertos 12 capítulos das negociações, para além disso há oito que estão bloqueados pela Comissão Europeia, cinco por Paris e seis pelos Cipriotas gregos. Restam apenas quatro capítulos para abrir e negociar. O que pensa do futuro das negociações de adesão?
Recep Tayyip Erdoğan: Infelizmente, alguns Estados membros não estão a agir de forma honesta. É aqui que surge o problema. Porque é que eu digo isto? Porque estão a tentar bloquear a Turquia com condições que não existem no acervo comunitário. Isto está errado. Temos de manter em mente que nós, os líderes, somos mortais, as nações não. Uma aproximação negativa de um líder face a outro país pode influenciar negativamente a percepção que o povo desse país tem do seu líder.
Euronews: Refere-se ao presidente francês, Nicolas Sarkozy?
Erdoğan: Sim, o presidente Sarkozy provoca coisas que não são fáceis de compreender. Mas pouco importa o que fazem ou o género de obstáculos que levantam, vamos continuar a avançar com paciência. Haverá de certeza um final. Será o momento em que todos os Estados membros da União Europeia vão dizer: “Nós não aceitamos a Turquia. Não vamos parar até que digam isso. "
Euronews: Pensa que as diferenças religiosas e culturais estão na origem da posição negativa de alguns líderes europeus?
Erdoğan: A União Europeia não se deve transformar num clube cristão. A UE não deve participar numa campanha de islamofobia. Devemos avisar qualquer país que o faça. Por agora, como primeiro-ministro da Turquia, sou um líder que condena abertamente o anti-semitismo e considero-o um crime contra a humanidade. Mas também sou sensível quando se trata de islamofobia. Porque sou muçulmano e nunca poderei tolerar o anti-islamismo. Como muçulmano, vou defender a minha posição sempre que necessário. Ninguém pode associar o islão com o terrorismo. Eu, como muçulmano e primeiro-ministro da República turca, não posso dizer sim a alguém que se atreve a fazê-lo.
Euronews: O que vai acontecer se fracassarem as negociações de reunificação de Chipre? O que espera de Bruxelas e da União Europeia?
Erdoğan: Até agora, a União Europeia também não foi honesta sobre a questão de Chipre. Sessenta e cinco por cento dos Cipriotas turcos disseram sim ao plano Annan. O que é que aconteceu no sul? Setenta e cinco por cento disseram não. Agora, quem é que é honesto neste quadro? O norte de Chipre. A União Europeia tem uma grande responsabilidade no actual bloqueio em Chipre. Foi um erro histórico aceitar Chipre na União Europeia.
Gerhard Schroeder criticou duramente a política da UE ao dizer que “o norte de Chipre foi tratado de forma imoral”. Angela Merkel diz “cometemos um erro ao aceitar o sul de Chipre”. É o que dizem. Agora vemos que defendem o sul de Chipre.
Além disso, chamar Chipre ao sul de Chipre é outro erro político. Porque no norte, há um outro Estado que está em conflito com o sul. E nós, Turquia, reconhecemos o Estado do norte. Não fazemos especulações com esse Estado. Outros talvez. Não é importante para nós.
Os Estados membros da União Europeia devem lembrar-se do erro que cometeram. Vai ficar escrito assim nos livros de história.
Euronews: Pensa ver a ilha de Chipre reunificada nos próximos anos?
Erdoğan: O sul de Chipre sempre evitou uma abordagem directa. Neste ponto, a União Europeia tem de avisar o sul de Chipre. Não é um segredo que o processo de paz foi feito refém.
Euronews: Pensa que será necessário muito mais tempo para resolver a questão?
Erdoğan: Estamos a esforçar-nos para resolver a questão este ano e queremos que seja resolvida sob a égide da ONU. Podemos fazê-lo envolvendo todas as partes. As cinco. Quero dizer o norte e o sul de Chipre, a Turquia, a Grécia e o Reino Unido. Podemos resolver isto juntos.
Há alguns dias, Gordon Brown telefonou-me e perguntou-me o que é que eu queria dizer com “juntos”. Não é um problema para nós. Podemos reunir-nos e falar. O importante nesta questão é ser honesto. Se começamos o processo como Estado garantidor, temos de saber quais são essas garantias.
Esperamos que este dossiê seja resolvido este ano.
Euronews: Sobre a questão curda deu um passo histórico. Preparou um plano, um projecto, para a resolver. Actualmente, como vê esse processo?
Erdoğan: Esse é um dos pontos mais importantes da agenda nos últimos dias. Mas se lhe chamamos questão curda então estamos a minar, a enfraquecer o projecto.
O plano está ligado à unidade nacional, à amizade, não diz respeito só aos Curdos. É uma iniciativa democrática e a questão curda é apenas um dos problemas étnicos. Mas, infelizmente, fomos mal compreendidos pela sociedade ocidental.
Se considerarmos apenas a questão curda, individualmente, estamos a desrespeitar os outros grupos étnicos que fazem parte da Turquia e da nação turca. Este projecto abrange todos e estamos a trabalhar também para outros grupos étnicos.
Euronews: Como vê as relações entre a Turquia e Israel no futuro? Depois de tudo o que aconteceu, ainda pensa que a Turquia pode fazer de mediador entre Israel e a Síria e outros Estados árabes?
Erdoğan: Perder um amigo como a Turquia é algo que tem de levar Israel a reflectir. A forma como trataram o nosso embaixador não tem um equivalente na política internacional. Fizemos o nosso melhor nas relações de Israel com a Síria, mas agora vemos Benjamin Netanyahu que diz que não confia em Erdoğan, mas em Sarkozy. Temos de dar um nome a isto? Trata-se também de falta de experiência diplomática. Porque quando se diz algo do género… como é que eu posso confiar em si se você não confia em mim?
Actualmente, temos importantes acordos a avançar. Como é que seria possível manter esses acordos se há um clima de desconfiança?
Penso que Israel teria uma melhor visão das relações com os vizinhos se fosse uma potência mundial.
Euronews: Recentemente, o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Avigdor Liberman, acusou-o de estar na origem das tensões entre os dois países e acusou-o de anti-semitismo. Agora, quando olha para trás, como é teria gerido este incidente? Sente que poderia tê-lo gerido de forma mais diplomática?
Erdoğan: Estou a dizer a verdade… e continuarei a fazê-lo... A Turquia é um país com muita história e temos de ter cuidado quando se fala a um tal Estado…
Quando civis inocentes são mortos de forma brutal, atingidos por bombas de fósforo, quando infra-estruturas são destruídas por bombas, quando as pessoas são forçadas a viver numa prisão ao ar livre não é possível associar tudo isto com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, simples direitos humanos. Não podemos fechar os olhos a tudo o que se passou.
Euronews: Ancara irritou-se com a interpretação feita pelo Tribunal Constitucional arménio dos protocolos turco-arménios que visam normalizar as relações entre os dois países. Face a estes desenvolvimentos, qual será o impacto da política turca em relação a estes acordos?
Erdoğan: Bem, aparentemente, o início não é o melhor. E depois o que é que estamos a negociar? O que vamos fazer? A Arménia também deve voltar a ter isso em consideração. Porque nós, Turquia, respeitamos os nossos compromissos face aos protocolos. Ambas as partes têm um roteiro. Isto vai avançar. Estamos prontos para isso. Somos sinceros e continuaremos a avançar tal como o fizemos até agora.
25 janeiro 2010
Euronews inaugura emissões em Turco
O canal internacional de notícias Euronews inaugura no sábado as emissões em Turco, 24 horas por dia, sete dias por semana. De acordo com o comunicado da empresa, para assegurar este novo serviço noticioso foram contratados 30 profissionais.
A versão turca, que estará disponível através da Turksat, é a segunda inaugurada este ano, depois do recente investimento feito em Árabe, que começou a emitir a 14 de Janeiro. A partir de sábado, o canal informativo passa a emitir em nove línguas: Inglês, Francês, Árabe, Alemão, Italiano, Português, Russo, Espanhol e Turco.
Com a presença dos responsáveis da Euronews, a cerimónia de lançamento das emissões em Turco realiza-se no Palácio Dolmabahçe, em Istambul.
O site do serviço informativo turco da Euronews está a funcionar desde sexta-feira.
(Fonte: Euronews)
A versão turca, que estará disponível através da Turksat, é a segunda inaugurada este ano, depois do recente investimento feito em Árabe, que começou a emitir a 14 de Janeiro. A partir de sábado, o canal informativo passa a emitir em nove línguas: Inglês, Francês, Árabe, Alemão, Italiano, Português, Russo, Espanhol e Turco.
Com a presença dos responsáveis da Euronews, a cerimónia de lançamento das emissões em Turco realiza-se no Palácio Dolmabahçe, em Istambul.
O site do serviço informativo turco da Euronews está a funcionar desde sexta-feira.
(Fonte: Euronews)
Turquia junta líderes regionais para debater o Afeganistão
Um encontro entre responsáveis da Turquia, do Afeganistão e do Paquistão, esta segunda-feira, e uma cimeira regional, na terça-feira, vão debater o contexto regional da questão afegã, antecedendo a Conferência de Londres, no próximo dia 28, escreve a Lusa.
A diplomacia turca junta em Istambul os líderes do Afeganistão e do Paquistão para debaterem formas de cooperação na resolução do conflito afegão. Estarão em cima da mesma projectos de reconciliação nacional no Afeganistão e a situação nas turbulentas áreas tribais ao longo da fronteira comum.
No dia seguinte juntar-se-ão a esta cimeira "trilateral" representantes da China, do Irão e dos Estados do Golfo para discutirem formas de contribuir para a resolução do conflito afegão e para a estabilidade do país, em particular através do apoio a projectos de desenvolvimento.
(Fonte: Tvi 24)
A diplomacia turca junta em Istambul os líderes do Afeganistão e do Paquistão para debaterem formas de cooperação na resolução do conflito afegão. Estarão em cima da mesma projectos de reconciliação nacional no Afeganistão e a situação nas turbulentas áreas tribais ao longo da fronteira comum.
No dia seguinte juntar-se-ão a esta cimeira "trilateral" representantes da China, do Irão e dos Estados do Golfo para discutirem formas de contribuir para a resolução do conflito afegão e para a estabilidade do país, em particular através do apoio a projectos de desenvolvimento.
(Fonte: Tvi 24)
22 janeiro 2010
Polícia deteve 120 suspeitos de pertencerem à Al-Qaeda
A polícia turca deteve esta manhã 120 suspeitos de pertencerem à Al-Qaeda, numa operação que se estendeu a 16 províncias, incluindo nestas capturas dois altos comandantes da rede liderada por Osama bin Laden.
As unidades antiterroristas incidiram esta operação – a segunda já desde o início desta semana – especialmente em Ancara, Istambul, Bursa, Malátia, Van, Mersin e Gaziantep, cobrindo praticamente todo o país de norte a sul e de leste a oeste, precisou a agência noticiosa local Anadolu.
Os média turcos avançavam que entre os detidos estão o suposto chefe da Al-Qaeda no país, Serdar Elbasa, conhecido pelo nome de código Abu Zer, e o comandante da rede em Gaziantep, província do sudeste turco fronteiriça à Síria.
A Anadolu detalhava ainda que dos cinco suspeitos detidos nesta província há pelo menos um que recebeu treino num campo no Afeganistão, e que entre outros cinco detidos em Van se encontra um estudante universitário acusado de recrutar combatentes voluntários para o Afeganistão tanto no campus da universidade como através da internet.
Na segunda-feira, as autoridades turcas tinham já detido um grupo de outros 34 alegados membros da Al-Qaeda, numa operação que se centrou então em Adana, no sul do país. Foram deduzidas acusações posteriormente contra 25 deles. Tanto nessa altura como nos raides de hoje a polícia apreendeu explosivos, documentos de identidade e passaportes falsos e uniformes camuflados.
A Al-Qaeda já atacou a Turquia no passado, nomeadamente em Novembro de 2003, quando um grupo de militantes matou 63 pessoas numa série de atentados à bomba em Istambul. Uma célula da organização terrorista foi então desmantelada e os seus membros capturados e condenados pelos ataques.
(Fonte: Público/Notícias da Turquia)
As unidades antiterroristas incidiram esta operação – a segunda já desde o início desta semana – especialmente em Ancara, Istambul, Bursa, Malátia, Van, Mersin e Gaziantep, cobrindo praticamente todo o país de norte a sul e de leste a oeste, precisou a agência noticiosa local Anadolu.
Os média turcos avançavam que entre os detidos estão o suposto chefe da Al-Qaeda no país, Serdar Elbasa, conhecido pelo nome de código Abu Zer, e o comandante da rede em Gaziantep, província do sudeste turco fronteiriça à Síria.
A Anadolu detalhava ainda que dos cinco suspeitos detidos nesta província há pelo menos um que recebeu treino num campo no Afeganistão, e que entre outros cinco detidos em Van se encontra um estudante universitário acusado de recrutar combatentes voluntários para o Afeganistão tanto no campus da universidade como através da internet.
Na segunda-feira, as autoridades turcas tinham já detido um grupo de outros 34 alegados membros da Al-Qaeda, numa operação que se centrou então em Adana, no sul do país. Foram deduzidas acusações posteriormente contra 25 deles. Tanto nessa altura como nos raides de hoje a polícia apreendeu explosivos, documentos de identidade e passaportes falsos e uniformes camuflados.
A Al-Qaeda já atacou a Turquia no passado, nomeadamente em Novembro de 2003, quando um grupo de militantes matou 63 pessoas numa série de atentados à bomba em Istambul. Uma célula da organização terrorista foi então desmantelada e os seus membros capturados e condenados pelos ataques.
(Fonte: Público/Notícias da Turquia)
18 janeiro 2010
Ali Ağca saiu da prisão
Mehmet Ali Ağca, que foi hoje libertado de uma prisão de Ancara, poderá ser convocado pelo exército do seu país para cumprir o serviço militar. Esta perspectiva desagrada de tal modo ao Turco que tentou matar João Paulo II a 13 de Maio de 1981 que, pela voz de um dos seus advogados, declarou-se objector de consciência.
"Ağca está em choque e afirma que não pode empunhar uma arma por causa das suas convicções religiosas e filosóficas", disse Hacı Ali Özhan. O advogado precisou que o gabinete de recrutamento em Malatya, cidade natal de Ağca, quer que este seja examinado por médicos militares logo que deixe a penitenciária.
Özhan, que diz recear pela vida do seu cliente, explicou que o "Ministério da Defesa afirma não ter aprovado o documento" que considera Ağca inapto para o serviço militar. O referido documento data de 2006, quando Ağca foi examinado no hospital militar de Istambul durante os seus oito dias de liberdade, por engano.
Analistas, citados por media internacionais, afirmam acreditar que o exército turco não irá querer nas suas fileiras - até por questões de segurança - um dos mais perigosos terroristas do país. A ameaça de recrutamento poderá ter apenas como objectivo dificultar os projectos que Ağca, de 52 anos, pretende concretizar.
O homem que é conhecido na Turquia como "a maior desgraça do país" foi preso e julgado em Itália pela tentativa de atentado contra o Papa, há 29 anos. A justiça italiana condenou-o a prisão perpétua mas, em 2000, foi perdoado por bom comportamento.
Em 1983, João Paulo II visitou Ali Ağca na sua cela. O Papa terá, então, perdoado ao seu agressor com quem conversou por alguns momentos e com quem orou. Na sequência desta visita, o extremista turco afirmou ter abandonado o islão a favor do cristianismo.
Em 2000, quando a Itália se preparava para libertar Ali Ağca, a Turquia pediu a sua extradição. Foi assim que o antigo membro dos Lobos Cinzentos - grupo de extrema-direita que semeou o terror e a violência na Turquia dos anos 70 - regressou ao seu país para cumprir uma pena de prisão pelo assassínio, em 1979, de Abdi Ipekci, director do jornal Milliyet. Em 1982, a justiça turca tinha condenado Ağca a pena capital por este crime. Em 2002, porém, a pena de morte foi abolida e a sua sentença foi comutada em prisão perpétua. Amnistias subsequentes e o resultado de "misteriosos mecanismos do sistema judicial turco" acabaram por reduzir a sentença a dez anos de prisão.
Özhan e Abuşoğlu, os dois advogados de Ali Ağca, revelaram que o seu cliente tenciona ficar alguns dias em Ancara antes de decidir o que irá fazer da sua vida ou dos conhecimentos que possui.
O único condenado pelo ataque contra Karol Woytila não terá agido só nem tão pouco terá sido o autor moral do atentado. Aliás, o Papa João Paulo II no seu livro "Memória e Identidade" afirma que o atentado foi "uma das últimas convulsões" da luta ideológica do século XX e que Ağca claramente não agiu sozinho. Estas afirmações do Papa polaco reforçam as teorias de que o ex-Lobo Cinzento pode ter sido o instrumento de grupos ou países da ex-Europa de leste a quem incomodava o apoio de João Paulo II à oposição ao regime e a sua frontalidade nas críticas que fazia aos mesmos. O próprio Papa perdoou o envolvimento da Bulgária no ocorrido.
Mas além de poder tornar público o que sabe, Ali Ağca já afirmou que deseja visitar o túmulo do Papa que tentou assassinar, junto do qual deseja rezar. Uma visita ao santuário de Fátima parece estar também entre os projectos deste Turco que tenta ainda adquirir uma nova nacionalidade.
(Fonte: Jornal de Notícias)
"Ağca está em choque e afirma que não pode empunhar uma arma por causa das suas convicções religiosas e filosóficas", disse Hacı Ali Özhan. O advogado precisou que o gabinete de recrutamento em Malatya, cidade natal de Ağca, quer que este seja examinado por médicos militares logo que deixe a penitenciária.
Özhan, que diz recear pela vida do seu cliente, explicou que o "Ministério da Defesa afirma não ter aprovado o documento" que considera Ağca inapto para o serviço militar. O referido documento data de 2006, quando Ağca foi examinado no hospital militar de Istambul durante os seus oito dias de liberdade, por engano.
Analistas, citados por media internacionais, afirmam acreditar que o exército turco não irá querer nas suas fileiras - até por questões de segurança - um dos mais perigosos terroristas do país. A ameaça de recrutamento poderá ter apenas como objectivo dificultar os projectos que Ağca, de 52 anos, pretende concretizar.
O homem que é conhecido na Turquia como "a maior desgraça do país" foi preso e julgado em Itália pela tentativa de atentado contra o Papa, há 29 anos. A justiça italiana condenou-o a prisão perpétua mas, em 2000, foi perdoado por bom comportamento.
Em 1983, João Paulo II visitou Ali Ağca na sua cela. O Papa terá, então, perdoado ao seu agressor com quem conversou por alguns momentos e com quem orou. Na sequência desta visita, o extremista turco afirmou ter abandonado o islão a favor do cristianismo.
Em 2000, quando a Itália se preparava para libertar Ali Ağca, a Turquia pediu a sua extradição. Foi assim que o antigo membro dos Lobos Cinzentos - grupo de extrema-direita que semeou o terror e a violência na Turquia dos anos 70 - regressou ao seu país para cumprir uma pena de prisão pelo assassínio, em 1979, de Abdi Ipekci, director do jornal Milliyet. Em 1982, a justiça turca tinha condenado Ağca a pena capital por este crime. Em 2002, porém, a pena de morte foi abolida e a sua sentença foi comutada em prisão perpétua. Amnistias subsequentes e o resultado de "misteriosos mecanismos do sistema judicial turco" acabaram por reduzir a sentença a dez anos de prisão.
Özhan e Abuşoğlu, os dois advogados de Ali Ağca, revelaram que o seu cliente tenciona ficar alguns dias em Ancara antes de decidir o que irá fazer da sua vida ou dos conhecimentos que possui.
O único condenado pelo ataque contra Karol Woytila não terá agido só nem tão pouco terá sido o autor moral do atentado. Aliás, o Papa João Paulo II no seu livro "Memória e Identidade" afirma que o atentado foi "uma das últimas convulsões" da luta ideológica do século XX e que Ağca claramente não agiu sozinho. Estas afirmações do Papa polaco reforçam as teorias de que o ex-Lobo Cinzento pode ter sido o instrumento de grupos ou países da ex-Europa de leste a quem incomodava o apoio de João Paulo II à oposição ao regime e a sua frontalidade nas críticas que fazia aos mesmos. O próprio Papa perdoou o envolvimento da Bulgária no ocorrido.
Mas além de poder tornar público o que sabe, Ali Ağca já afirmou que deseja visitar o túmulo do Papa que tentou assassinar, junto do qual deseja rezar. Uma visita ao santuário de Fátima parece estar também entre os projectos deste Turco que tenta ainda adquirir uma nova nacionalidade.
(Fonte: Jornal de Notícias)
12 janeiro 2010
Turquia exige pedido de desculpa a Israel
A Turquia exigiu esta terça-feira um pedido de "desculpa" de Israel devido ao modo como tratou segunda-feira o seu embaixador no país e recusou com "veemência" as acusações de anti-semitismo na origem da convocação do diplomata.
O ministério dos Negócios Estrangeiros exigiu, em comunicado, "desculpas" pela forma, que "não está de acordo com os costumes da diplomacia", como foi tratado o embaixador turco Oğuz Celikkol.
"A Turquia espera medidas compensatórias em relação ao comportamento dispensado ao nosso embaixador", adianta o comunicado, emitido depois de o embaixador de Israel na Turquia, Gabby Levy, ter sido convocado ao ministério, onde foi recebido pelo sub-secretário de Estado Feridun Sinirlioğlu, para ouvir os protestos turcos.
Celikkol foi convocado pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Danny Ayalon, depois da difusão na Turquia de um telefilme considerado anti-semita por Israel, precisou uma fonte diplomática turca.
Ayalon recusou apertar a mão do embaixador turco e obrigou-o a esperar muito tempo antes de ser recebido.
(Fonte: Diário Digital / Lusa)
O ministério dos Negócios Estrangeiros exigiu, em comunicado, "desculpas" pela forma, que "não está de acordo com os costumes da diplomacia", como foi tratado o embaixador turco Oğuz Celikkol.
"A Turquia espera medidas compensatórias em relação ao comportamento dispensado ao nosso embaixador", adianta o comunicado, emitido depois de o embaixador de Israel na Turquia, Gabby Levy, ter sido convocado ao ministério, onde foi recebido pelo sub-secretário de Estado Feridun Sinirlioğlu, para ouvir os protestos turcos.
Celikkol foi convocado pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Danny Ayalon, depois da difusão na Turquia de um telefilme considerado anti-semita por Israel, precisou uma fonte diplomática turca.
Ayalon recusou apertar a mão do embaixador turco e obrigou-o a esperar muito tempo antes de ser recebido.
(Fonte: Diário Digital / Lusa)
Subscrever:
Comentários (Atom)

