google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

15 agosto 2009

Há uma "oportunidade histórica" para a "questão curda"

Eram 19h30 locais, a 15 de Agosto de 1984, quando 30 rebeldes das Hêzên Rizgariya Kurdistan (HRK - Forças de Libertação do Curdistão) entraram em Eruh, povoação de 4000 habitantes nas montanhas do sudeste da Turquia. Divididos em três grupos, apoderaram-se de uma guarnição militar e mataram um soldado. Ocuparam uma mesquita e, por um dos altifalantes do templo, anunciaram a sua presença. Antes de recuarem para os seus refúgios, alardeando o feito de terra em terra, proclamaram na praça central o "início da guerra de libertação curda".
Vinte e cinco anos depois deste primeiro ataque do braço armado do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), espera-se que o seu fundador revele hoje um "roteiro" para solucionar um conflito que já causou 30 mil a 40 mil mortos. As propostas de Abdullah Öcalan, a cumprir uma pena perpétua desde a sua captura em 1999, deverão ser lidas pelos seus advogados durante o 1.º Festival de Arte e Cultura em Eruh - localidade agora governada pelo Partido para uma Sociedade Democrática (DTP), "braço político" do PKK.
Segundo o diário turco "Today's Zaman", o roteiro de Öcalan poderá incluir "expressões que se aproximam de um pedido de desculpas" e até "uma autocrítica". Composto por quatro capítulos ("Introdução, Princípios, Um Modelo de Solução e Princípios de Paz"), reivindica mais direitos e mais autonomia, cessar-fogo e uma amnistia, uma revisão constitucional e uma "comissão da verdade".
O que hoje será conhecido começou com um pedido de Öcalan aos seus advogados para contactarem intelectuais, escritores e organizações da sociedade civil. De 86 horas de reuniões (gravadas) com 55 personalidades saíram várias recomendações, que o chefe do PKK prometeu incluir na sua redacção final.
O Governo turco, por seu lado, acelerou uma "iniciativa para resolver a questão curda" e, embora as suas ideias sejam ainda vagas, sobressai a vontade de levantar as restrições à expressão da identidade curda, oferecer uma amnistia aos "militantes de base" do PKK e aumentar os incentivos económicos nas áreas de maioria curda.

Contactos indirectos?
O que levou o único prisioneiro da fortaleza de İmralı, no mar de Mármara, e o Governo a procurar uma saída para a mais longa insurreição curda na Turquia? Para Şahin Alpay, professor de Ciência Política na Universidade de Bahçeşehir, em Istambul, são quatro as principais razões. "Os militaristas em ambos os campos compreenderam que não há solução militar; Ancara reconheceu que a política de negação da identidade curda já não é sustentável; os Curdos do Iraque perceberam que precisam do apoio da Turquia (contra os Árabes) quando os Americanos se retirarem; todos (incluindo os EUA e a União Europeia) querem estabilidade para construir e operar os pipelines que atravessarão as regiões curdas da Turquia e do Iraque", especificou, numa entrevista ao Público por e-mail.
Convencido de que o Governo de Ancara não só tem "algum apoio dos militares" como está a "negociar indirectamente com o PKK e Öcalan", o veterano analista Alpay acredita que será possível abrir o caminho da paz. "Öcalan detém uma substancial influência e, embora os principais partidos da oposição [ultranacionalista], CHP e MHP, tenham uma atitude muito negativa, a maioria da opinião pública [na Turquia] é favorável a medidas para pôr fim às hostilidades - a minha previsão é a de que os partidos que se opõem à iniciativa do Governo serão duramente penalizados nas eleições parlamentares de 2011".
O académico Henri Barkey, do Carnegie Endowment for International Peace, em Washington, autor de "Turkey's Kurdish Question", avalia assim o que será a reacção na Turquia às propostas do PKK: "Vão ignorar o roteiro e fingir que nunca aconteceu, mas se contiver elementos de valor, o AKP [Partido da Justiça e Desenvolvimento, no Governo] vai usá-los, sem dizer que são as ideias de Öcalan."
As autoridades turcas "vão (e devem) apelar ao PKK para pôr fim à luta armada", afirmou Barkey ao Público, por correio electrónico. Inquirido sobre quais as linhas vermelhas que não podem ser ultrapassadas, o antigo conselheiro do Departamento de Estado americano respondeu: "O Governo não pode ser visto a dialogar com Öcalan e não pode concordar em discutir uma federação ou autonomia - o resto é semântica".
Numa entrevista à Rádio Europa Livre, Barkey adiantou: um dos principais problemas é a revisão da Constituição, de modo a que "a definição de cidadania seja mais inclusiva" para os Curdos. Öcalan quer, alegadamente, um regresso à de 1921, que dava amplos poderes a parlamentos provinciais, nos campos da educação, saúde ou desenvolvimento económico.
Rever a Constituição, explica Barkey, "é ir contra a própria definição do Estado turco, tal como concebida por Mustafa Kemal Atatürk, e há muitas pessoas para quem tudo o que o fundador disse é sacrossanto, imutável e intocável." O maior obstáculo, diz Barkey, poderá ser o Tribunal Constitucional (TC). Mesmo que o Governo consiga aprovar a sua iniciativa no Parlamento, onde o AKP tem maioria absoluta e o apoio de outros partidos, os juízes do TC, "que não é um organismo independente, mas muito ideológico", poderão chumbar o que foi aceite pelos deputados.
Ainda que isso possa acontecer, Barkey admite que os militares, cujas opiniões influenciam os veredictos do TC, "concluíram que jamais poderão vencer a guerra contra o PKK, ou os Curdos." Há outro factor que este professor na Universidade de Lehigh salientou ao Público: "Nos últimos anos, o DTP aproximou-se ainda mais do PKK. Os Curdos sempre se envolveram em política e raramente sob uma bandeira que destruísse a sua identidade curda - os deputados curdos do DTP são tão nacionalistas como os do AKP."

O ponto de viragem
Os sinais mais fortes de mudança na Turquia surgiram em 2005 quando o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan, reconheceu, na província de Diyarbakır, no Sudeste, que o Estado cometeu "erros" na sua relação com os Curdos, salientou Amberin Zaman, do German Marshall Fund dos EUA.
Seguiram-se contactos secretos entre o chefe dos serviços de espionagem, Emre Taner, e o governo regional curdo no Norte do Iraque, para convencer os rebeldes do PKK, entrincheirados nas montanhas que separam o Iraque do Irão, a depor as armas. Esta diligência falhou devido aos entraves colocados pelos "falcões" no Exército turco e no PKK.
Outro sinal foi a decisão da administração Bush, em 2007, de partilhar em tempo real dados recolhidos por satélite sobre as actividades do PKK, permitindo que aviões de guerra turcos bombardeassem as suas bases no Norte do Iraque.
"Isso mudou, dramaticamente, o equilíbrio de forças", vincou Amberin, correspondente da revista "The Economist" em Ancara. "O PKK foi obrigado a ficar na defensiva e sofreu pesadas perdas. Dissipou-se a percepção de que os EUA favoreciam os Curdos iraquianos em detrimento da Turquia (devido à recusa de Ancara em abrir o seu território a uma segunda frente contra Saddam Hussein em 2003)."
A nomeação, em Agosto de 2008, do general İlker Başbuğ como chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Turcas (TSK) foi outro sinal. Em 15 de Abril último, o general usou a expressão "povos da Turquia" e não "Turcos".
Falou dos Curdos e da necessidade de rever a lei para que membros do PKK possam entregar as armas e deixar as montanhas. Considerou que "um terrorista também é um ser humano". Curdos e Turcos definiram este discurso como "histórico".
O Exército tem mantido o silêncio à medida que o Governo vai procurando apoios para a sua iniciativa. A imprensa turca vê nisto uma estratégia: se o plano resultar, o Exército vai recolher os louros; se falhar, juntar-se-á à oposição contra o AKP.
Outro sinal vital: numa recente entrevista a um jornal turco, Murat Karayilan, o principal comandante militar do PKK, disse que a independência já não está na agenda da organização. Mostrou-se disponível para negociar através de "terceiras partes" - alusão implícita ao DTP -, "se fosse necessário". Posteriormente, o líder do DTP, Ahmet Türk, lamentou um ataque do PKK contra soldados e deixou um aviso: "Os que procuram uma solução devem tirar o dedo do gatilho".
Foi uma rara manifestação de independência do líder do DTP (o PKK costuma assassinar os críticos), notou Amberin Zaman, e Erdoğan recompensou-o com um primeiro encontro, no dia 5 de Agosto, no Parlamento.
Em todo este processo, uma das figuras mais optimistas é o Presidente Abdullah Gül. "Encontraremos uma solução", declarou ao jornal "Sabah". "Esta questão [curda] é a mais importante questão na Turquia. Não enterremos as cabeças na areia. Temos aqui uma oportunidade histórica."

(Fonte: Público)

14 agosto 2009

Öcalan ainda não terminou plano para resolver conflito curdo

O líder histórico do grupo armado curdo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Abdullah Öcalan, não divulgará o seu plano para a solução do conflito curdo no dia 15 de Agosto, como estava previsto, porque ainda não terminou a elaboração do plano.
Öcalan planeava anunciar o plano nessa data por marcar o 25º aniversário do primeiro ataque armado do PKK.
Ömer Güneş, um dos advogados de Öcalan, disse em entrevista colectiva perto de Istambul, após visitar Öcalan na ilha-prisão de Imrali, que o líder do PKK terminará a sua proposta "em dois dias".
Güneş acrescentou que "com toda probabilidade" o plano será divulgado na próxima quarta-feira, para quando está prevista a visita semanal dos advogados do líder curdo, capturado em 1998 por agentes turcos no Quénia.
O PKK, fundado em 1978 por Öcalan, iniciou a sua luta armada em 15 de Agosto de 1984 com o assassinato de dois polícias turcos. É considerado um grupo terrorista pela Turquia, Estados Unidos e União Europeia (UE).
A proposta de Öcalan era esperada com grande expectativa na Turquia, onde o Governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan também prepara uma iniciativa para uma solução pacífica do conflito curdo, que nos últimos 25 anos matou cerca de 40 mil pessoas.

(Fonte: EFE)

Frederico Gil nas meias-finais do "challenger" de Istambul

O tenista português Frederico Gil, primeiro cabeça-de-série e 89.º do "ranking" mundial, qualificou-se hoje para as meias-finais do "challenger" de Istambul, na Turquia, ao vencer o Cazaque Mikhail Kukushkin.
Gil superou Kukushkin, 164.º da hierarquia mundial, por 6-2 e 6-4 e vai discutir o acesso à final com o Alemão Florian Mayer, 129.º e quatro pré-designado, que bateu o Turco Marsel Ilhan, 242.º, por um duplo 6-4. O melhor tenista luso no "ranking" está também na final de pares, variante em que faz dupla com o Sueco Filipe Prpic, marcada para Sábado. O "challenger" de Istambul está dotado com 50.000 dólares (cerca de 35.000 euros) em prémios monetários.

(Fonte: Público)

12 agosto 2009

Intelectuais defendem diálogo para resolver o problema

Mais de 150 intelectuais turcos assinaram um manifesto dirigido ao Parlamento no qual defendem a via do diálogo para solucionar o conflito curdo do sudeste do país.
Académicos, artistas, escritores e jornalistas assinaram um documento onde sustentam que devem ser dados "passos para encontrar uma solução justa, democrática e pacífica para o problema curdo".
O texto, assinado por 162 intelectuais, surge dias depois do Governo de Recep Tayyip Erdoğan ter anunciado que iria realizar uma ronda de contactos com os principais partidos políticos e actores sociais para iniciar um processo de solução do conflito.
Desde 1984, o PKK encetou uma luta armada para reivindicar a independência do povo curdo em relação à Turquia. O conflito já causou 40 mil mortos desde então.

(Fonte: Correio da Manhã)

Frederico Gil avança na Turquia

Frederico Gil, o Português mais bem classificado no "ranking" mundial (88.º), assegurou esta quarta-feira o apuramento para os quartos-de-final do torneio "challenger" de Istambul (Turquia), derrotando o Francês Alexandre Sidorenko, por 6-2 e 6-4.
Depois de vencer na jornada inaugural o atleta da "casa" Korhan Ural Ateş, por duplo 6-0, Frederico Gil voltou assim a confirmar o estatuto de primeiro cabeça-de-série deste torneio. Agora, o Português aguarda pelo desfecho do encontro entre o Cazaque Mikhail Kukushkin (164.º do mundo) e o Dinamarquês Frederic Nielsen (331.º) para saber com quem vai discutir a passagem às meias-finais.

(Fonte: A Bola)

11 agosto 2009

Protesto de mulheres curdas em Ancara

Protesto de mulheres curdas em AncaraMulheres curdas manifestaram-se no centro de Ancara no dia 11 de Agosto exibindo cartazes a favor da paz e do líder do PKK, Abdullah Öcalan, a cumprir prisão perpétua numa ilha no Mar de Mármara (İmralı). Num dos cartazes pode ler-se: "Silenciem as armas e deixem as duas partes conversar".

Protesto de mulheres curdas em Ancara Em outros cartazes lê-se: "Não a uma solução sem Öcalan!",

Protesto de mulheres curdas em Ancara"Ouçam İmralı" e...

Protesto de mulheres curdas em Ancara"A solução está em İmralı".

(Fonte: AP)

Turquia assegura que vai resolver problema de escassez de água no Iraque

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Ahmet Davutoğlu, assegurou hoje em Bagdad aos responsáveis iraquianos, que o seu país fará tudo o que puder para atenuar a escassez de água que afecta o Iraque, como consequência da diminuição do nível dos rios Tigre e Eufrates. Davutoğlu, que chegou esta manhã a Bagdad, afirmou em entrevista colectiva com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano, Hoshyar Zebari, que a Turquia injectou recentemente quantidades adicionais de água nos dois rios, que nascem na Turquia e desembocam no Iraque. Segundo Zebari, as autoridades turcas forneceram uma contribuição adicional aos rios de 500 metros cúbicos por segundo.O ministro turco destacou, além disso, que o seu país aumentará esta quantidade no futuro, mas não precisou datas.
O Iraque sofre de escassez de água desde a construção de várias represas com fins agrícolas e energéticos, nos dois últimos anos, na Turquia.
O ministro turco também fez referência ao recente aumento da violência no Iraque e descreveu os atentados perpetrados contra xiitas em Bagdad e Mossul, nos quais morreram dezenas de civis, como "acções brutais".
Durante a sua visita ao Iraque, Davutoğlu deverá reunir-se com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, para tratar vários assuntos de interesse comum, como a situação da segurança no Iraque.

(Fonte: EFE)

10 agosto 2009

Grantur anuncia promoção para o circuito “Turquia para todos”

A Grantur anunciou uma promoção para o circuito “Turquia para todos”, de sete noites, com preços desde 790 euros por pessoa, em duplo.
O circuito prevê estadia livre em Istambul com possibilidade de fazer excursão opcional ou passeio no Bósforo, estadia em Ancara com visita ao Museu das Civilizações da Anatólia, tour da cidade, com paragem pelo mausoléu de Atatürk, estadia na Capadócia com visitas na região, nomeadamente ao vale de Göreme, com as suas igrejas, vale Vermelho, vale de Üçhisar, visita a uma cidade subterrânea e a centros de artesanato.
O programa prevê ainda alojamento em Konya, a antiga capital do império Seljúcida, com visita ao Museu de Mevlana, e em Pamukkale, com as suas piscinas termais de origem calcária.
O circuito inclui ainda visita a Éfeso, cujo tempo foi considerado uma das maravilhas do Mundo Antigo, com visitas e alojamento em Kuşadası, antes de regressar a Lisboa.
O circuito contempla alojamento em hotéis de categoria quatro estrelas e guia em Português.
Os preços são de 790 euros para a partida de 7 de Setembro, 825 euros para a partida de 31 de Agosto e de 875 euros para a partida de 17 de Agosto.

(Fonte: PressTur)

06 agosto 2009

Greenpeace contra construção de central nuclear na Turquia

A Greenpeace está contra a construção de uma central nuclear na Turquia.
Ancara anunciou a assinatura de um acordo com a Rússia para a construção de quatro reactores nucleares.
Os activistas da organização ambientalista reuniram-se na capital turca para dizer “não” ao projecto.
Korol Diker, responsável da Greenpeace, chamou a atenção para os perigos do nuclear:
“A energia nucelar já foi testada e o teste foi Chernobyl. A Turquia não deve depender dos combustíveis fósseis mas o acordo para a construção de uma central nuclear deve ser cancelado para que o país não se torne numa panela de pressão”.
O projecto nuclear na Turquia foi adiado várias vezes. Segundo Moscovo, a proposta russa inclui a construção de quatro reactores que deverão começar a produzir energia a partir de 2016. A electricidade será vendida a um preço fixo até 2030 e depois a preços de mercado. Os custos de construção elevam-se a quase 15 mil milhões de euros.

(Fonte: Euronews)

Rússia e Turquia assinam acordos de cooperação no sector do petróleo e do gás

O primeiro-ministro russo Vladimir Putin e o seu homólogo turco Recep Tayyip Erdoğan assinaram hoje na capital turca protocolos de cooperação no sector do petróleo e do gás natural, que prevêem o desenvolvimento do oleoduto 'South Stream'.
Em conferência de imprensa, Tayyip Erdoğan disse que a Turquia deu permissão à Rússia para prosseguir em águas territoriais turcas os trabalhos exploratórios da construção do oleoduto 'South Stream', através do qual a Rússia visa manter a posição dominante no fornecimento de gás natural ao mercado europeu.
Os dois primeiros-ministros assinaram os acordos na presença do chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, durante uma visita de um dia de Putin à Turquia.

(Fonte: Jornal de Notícias)