O Presidente português diz que há condições para o aumento das trocas comerciais entre Portugal e Turquia, e aproveitou também para apelar a um maior investimento em Portugal, “um país moderno e estável”, que pode abrir outros mercados aos empresários turcos, nomeadamente devido aos "laços privilegiados em regiões onde a Turquia pretende ganhar margem de mercado como África, incluindo Angola e Moçambique". Cavaco Silva sublinhou que "Portugal oferece a possibilidade da constituição de parcerias vantajosas para os dois países". No campo do turismo, afirmou que, actualmente, a Turquia constitui um destino de férias de eleição dos Portugueses e que espera que os Turcos venham visitar o seu país.
13 maio 2009
Cavaco Silva lembra vantagens de Portugal durante jantar em Ancara
O Presidente português diz que há condições para o aumento das trocas comerciais entre Portugal e Turquia, e aproveitou também para apelar a um maior investimento em Portugal, “um país moderno e estável”, que pode abrir outros mercados aos empresários turcos, nomeadamente devido aos "laços privilegiados em regiões onde a Turquia pretende ganhar margem de mercado como África, incluindo Angola e Moçambique". Cavaco Silva sublinhou que "Portugal oferece a possibilidade da constituição de parcerias vantajosas para os dois países". No campo do turismo, afirmou que, actualmente, a Turquia constitui um destino de férias de eleição dos Portugueses e que espera que os Turcos venham visitar o seu país.
Cavaco Silva lembra a importância de Portugal para a Turquia
Foi a imagem de um Portugal moderno e estável, com uma classe empreendedora, que o Presidente da República, Cavaco Silva, quis passar aos Turcos no banquete oferecido pelo presidente Abdullah Gül.
"Com laços privilegiados em regiões onde a Turquia pretende ganhar margem de mercado como África, incluíndo Angola e Moçambique, Portugal oferece a possibilidade da constituição de parcerias vantajosas para os dois países", sublinhou Cavaco Silva.
O Presidente da República referiu ainda que Portugal é um bom sítio para passar férias. "A Turquia é já um dos destinos turísticos de eleição dos portugueses e espero que estas iniciativas estimulem a curiosidade do povo turco pelo meu país", afirmou. É o desejo do presidente Cavaco Silva que, na terça-feira no parlamento de Ancara, se apresentou como um amigo do povo turco. (Fonte: TSF)
O alento de Cavaco Silva à Turquia
Cumpre bem o seu papel Cavaco Silva ao alentar as esperanças da Turquia na adesão à União Europeia, mas as negociações entre Ancara e Bruxelas vão arrastar-se muito mais do que os sete anos que Portugal precisou para entrar na CEE e não existe qualquer garantia de que venham a ser bem sucedidas. As conversações encetadas em Outubro de 2005 não culminarão num acordo em 2013, conforme pretendera inicialmente o primeiro-ministo Recep Erdoğan, e a persistente oposição na França, na Alemanha, na Áustria e na Grécia à entrada da Turquia compromete a eventual adesão turca que, em último recurso, poderá ser vetada por qualquer destes Estados. Apenas um dos 35 capítulos do processo formal de negociações foi concluído ("Ciência e Pesquisa"), outros oito entretanto abertos estão congelados e até a discussão do dossiê "energia" está em causa devido ao veto do Chipre.
Um estendal de bloqueios
Na ilha dividida desde 1974, a eleição do presidente Demetris Christofias deu a partir do ano passado novo ímpeto às negociações com o seu homólogo turco Mehmet Ali Talat para criação de um Estado federal, mas os resultados foram nulos até agora. A vitória de nacionalistas de direita nas eleições legislativas do mês passado no norte de Chipre, seguida da decisão do Tribunal Europeu de Justiça que obriga a União Europeia a reconhecer os direitos de Cipriotas gregos sobre propriedades em disputa na zona turca, paralisou as negociações. O impasse em Chipre voltou ao ponto em que se encontrava quando o acordo de reunificação proposto pela ONU foi rejeitado em 2004 pelos Cipriotas gregos. Os Cipriotas turcos continuam a interditar o tráfego de navios e aviões cipriotas gregos, enquanto Ancara rejeita o estatuto de Chipre como Estado membro da União Europeia e continua a ser o único país a reconhecer a República Turca do Norte de Chipre. As reformas promovidas pelo governo turco nas áreas dos direitos humanos, estatuto das mulheres e da minoria curda são ainda insuficientes para satisfazer os critérios da União Europeia e persiste a tensão entre os militares, Erdoğan e o presidente Abdullah Gül, eleito em 2007 pelo Partido da Justiça e do Desenvolvimento. Em Julho do ano passado a interdição do Partido da Justiça e do Desenvolvimento - no poder desde Março de 2003 - por alegado crime de subversão do estatuto laico do Estado, chumbou no Tribunal Constitucional pela diferença de apenas um voto (seis dos onze juízes votaram pela dissolução, aquém, portanto, da maioria necessária de sete votos) tendo sido assim evitada "in extremis" uma crise institucional. O processo aberto em Outubro de 2008 contra a rede militar clandestina ultra-nacionalista Ergenekon, acusada de terrorismo e conspiração, continua, por sua vez, a inquinar as relações entre as forças armadas e os islamitas.
Um desenvolvimento positivo
Além da progressiva normalização das relações com a Grécia, a perspectiva do estabelecimento de relações diplomáticas entre a Turquia e a Arménia, apesar das reticências do Arzebaijão que teme perder o apoio de Ancara para recuperar os territórios perdidos para Erevan na guerra de 1991-1994, é o desenvolvimento mais prometedor para sustentar as aspirações turcas a uma integração europeia. O desanuviamento entre Turcos e Arménios contribuiu para que a Turquia, bem como o Arzebaijão e a Geórgia, acedesse na semana passada a participar no gasoduto Nabucco, mas Ancara, apesar de ter desistido das exigências de um desconto de 15 % na compra do gás que passe pelo seu território, faz depender a efectiva participação no projecto da abertura a curto prazo do dossiê energético nas negociações com Bruxelas. A viabilidade do gasoduto de 3300 quilómetros para transporte de gás do Cáspio via Turquia, Bulgária, Roménia e Hungria para a Áustria, orçado em cerca de oito mil milhões de euros, depende ainda da garantia de acesso a fornecimentos do Turquemenistão - além das vendas em menor escala do Cazaquistão e Uzbequistão - e eventuais complicações políticas em Ancara ou no Cáucaso podem adiar o início dos trabalhos de construção previsto para 2011. A Turquia adquire 63 % do gás natural que consome à Rússia e tal como a União Europeia, dependente de Moscovo para 40 % das importações, tem particular interesse na concretização do Nabucco o que limita a sua capacidade negocial frente a Bruxelas.
Um apoio bem necessário
O apoio de Portugal às aspirações europeias da Turquia, reiterado por Cavaco Silva, é deveras importante porque vai ao arrepio dos temores religiosos e demográficos de Alemães ou Franceses e sublinha a importância estratégica turca no Médio Oriente e no Mar Negro. O alento que o presidente leva à Turquia assume, ainda, grande significado conjuntural dado que em Dezembro a União Europeia terá de fazer o ponto da situação nas negociações com Ancara que estão, para efeito práticos, bloqueadas. Será um alento bem necessário, mas, de facto, a eventual adesão turca dificilmente se concretizará mesmo no final da próxima década e serão necessárias grandes mudanças no xadrez internacional para ultrapassar a obstinada oposição de Alemães, Franceses, Austríacos e Gregos à integração de um Estado que de imediato se tornaria no maior país da União.
(Fonte: Jornal de Negócios)
PR destaca importância estratégica da Turquia
Cavaco Silva passou o dia de ontem a explicar porque é que a União Europeia precisa da Turquia. Fê-lo em três momentos diferentes. O primeiro foi quando o Presidente turco respondeu a Merkel e a Sarkozy, acusando-os de "falta de visão". "Os políticos chegam, falam, passam e às vezes por falta de visão dizem coisas diferentes". No Domingo, os líderes da Alemanha e da França tinham-se manifestado contra a adesão plena da Turquia à União Europeia (UE). Ontem, Abdullah Gül, o chefe de Estado turco, fez questão de sublinhar que Ancara só depende da decisão jurídica da Comissão e do Conselho europeus. Nessa altura, coube ao Presidente português sublinhar que também tem ouvido boas notícias, tendo em conta que a República Checa já ratificou o Tratado de Lisboa. Falta apenas o referendo na Irlanda, acrescentou Cavaco, fazendo notar que o Tratado cria condições mais favoráveis para o alargamento. Mas o chefe de Estado havia de voltar ao tema, poucas horas depois, quando falou na Grande Assembleia Nacional. Foi aí que sublinhou a acrescida importância estratégica na adesão da Turquia. E destacou dois factores: o contributo decisivo que Ancara pode dar para uma política energética comum e a garantia de uma projecção acrescida da política externa da UE. Pelos meios de defesa de que dispõe, pela influência de que goza na vizinhança da União e pelo respeito aos valores do projecto europeu que advém do facto de a Turquia ser uma grande nação muçulmana e democrática. Com isto, Cavaco mostrava também que a questão religiosa por vezes levantada por a Turquia ser um país maioritariamente muçulmano é entendida por Portugal como uma não-questão. "A Europa precisa da Turquia", resumia o Presidente da República, para travar combates como a segurança, as alterações climáticas ou a crise económica. A entrada da Turquia na UE voltou a ser o tema central do discurso que fez à noite, no banquete oferecido pelo Presidente Adbullah Gül, onde desejou que a adesão seja tão breve quanto possível. Admitindo que o processo "é complexo e exigente", Cavaco aconselhou a que perante os obstáculos, prevaleça a visão estratégica que define os construtores do futuro. Num dia politicamente muito preenchido, que incluiu ainda uma audiência ao líder da oposição ao governo de Recep Erdoğan, o discurso na Grande Assembleia Nacional acabou por ser o ponto alto do dia. O staff de Belém lembrou mais do que uma vez aos jornalistas que o último a discursar aqui foi Barack Obama. Antes dele, essa honra só tinha sido concedida a Bill Clinton e aos líderes da Autoridade Palestiniana e de Israel. Tal como fez ontem Cavaco, também Obama tinha vindo dizer aos deputados turcos que a América apoia o desejo da Turquia de entrar na União Europeia. Aplaudido quando disse aos deputados turcos que os gostava de ter na mesa das decisões europeias, o Presidente da República garantiu que se sentia em casa: "As semelhanças que encontrei entre nós fazem com que me pergunte se realmente saí do meu País."
Cavaco Silva dá novo empurrão à entrada da Turquia na UE
O primeiro dia da visita do presidente da República à Turquia ficou marcado pela palavra que, por estes dias, as autoridades turcas mais gostam de ouvir: adesão. Dos ganhos que aquela nação de maioria muçulmana pode obter e das vantagens que essa integração constitui para a Europa. "Eu não tenho dúvidas de que a Turquia tem argumentos [para convencer os países opositores]", considerou, ontem de manhã, Cavaco Silva, na conferência de Imprensa conjunta com o seu homólogo, Abdullah Gül. À tarde, num discurso de 22 minutos na Assembleia Nacional (privilégio que só esteve ao alcance de seis chefes de Estado nos últimos 20 anos), voltou a dramatizar a relevância da consolidação do que é, por enquanto e apenas, uma forte possibilidade. "Com a adesão da Turquia […] a UE ganha uma acrescida importância estratégica". Os deputados turcos que estavam presentes (menos de metade dos 550 que compõem o hemiciclo) rejubilaram.
Horas depois, durante o banquete com Abdullah Gül, Cavaco voltou ao assunto: "Não ignoramos que o processo é complexo e exigente. Mas não deixemos que as dificuldades nos façam perder de vista o objectivo. Isso obriga a que, perante os obstáculos, prevaleça a visão estratégica que define os construtores do futuro".
Ora, foi exactamente contra "a falta de visão" dos países opositores que o presidente turco se insurgira de manhã. "O processo de adesão já dura há alguns anos. E esses países que hoje contestam a nossa entrada também estiveram representados no momento em que nos foi reconhecido o estatuto de candidato à adesão", aventou, para rematar. "Os políticos falam, mas os políticos passam. E os políticos, às vezes, dizem coisas diferentes do que defendem por falta de visão". Recorde-se que, anteontem, Merkel e Sarkozy voltaram a manifestar-se contra a integração plena da Turquia na UE, defendendo um regime intermédio, através da constituição de uma associação privilegiada.
O presidente turco deixou, todavia, uma promessa: "Vamos continuar as nossas reformas. E até admitimos abrir alguns dossiês", afiançou, sem os nomear. Para poder juntar-se ao clube dos 27, a Turquia tem que cumprir os chamados critérios de Copenhaga, que prevêem uma série de alterações internas ao nível das reformas legislativas, constitucionais e na justiça.
Combate ao proteccionismo
Já Cavaco Silva lembrou que durante os sete anos que Portugal demorou a integrar a União Europeia também houve "algumas desconfianças" por parte de outros estados e que só resta aos turcos ser persistentes. E destacou alguns sinais positivos que estão a ser dados: a Suécia, o próximo país a assumir a presidência da UE, está ao lado dos turcos e, se tudo correr de feição, a Irlanda aprovará o Tratado de Lisboa no final do ano, o que poderá forçar os 27 a tomar uma posição comum e definitiva.
Sim, porque assinalou depois o seu homólogo, a data da adesão da Turquia "depende muito da performance" do país, mas sobretudo do "interesse" que os parceiros europeus tenham na sua real entrada para o clube. Ou seja: nós queremos muito, mas se vocês não quiserem nada podemos ter um problema.
Noutro registo, o presidente da República defendeu que "a economia de mercado é a melhor via para somar a liberdade ao progresso económico e social". Por isso apelou à necessidade de que o "Estado e as instituições competentes assumam as suas responsabilidades em matéria de regulação e de supervisão e que os valores e os princípios éticos estejam bem presentes no funcionamento dos mercados financeiros". É neste quadro, acrescentou, que devem combater-se as tentações proteccionistas: "O proteccionismo não é possível. O proteccionismo apenas conduziria a uma crise maior". Episódios da visita Salvas e gritos na parada
Na tradicional revista às tropas, destacou-se o registo barulhento com que os Turcos se expressam. Além das 21 salvas de morteiro como música de fundo dos dois hinos, a cerimónia teve outra curiosidade. A forma gutural do cumprimento entre soldados. "Merhaba asker?" (como estão soldados?), pergunta o líder. "Sağol!" (obrigado), respondem eles. Tudo isto aos berros. Paranóia securitária
Em matéria de segurança, os Turcos concentram o que de pior têm Árabes e Norte-americanos. Se por um acaso quiser entrar, fora de uma comitiva oficial, na Assembleia Nacional da Turquia, peça ajuda a Alá. Sacam-nos os documentos todos, revistam-nos, riem-se, revistam-nos de novo, riem-se e mandam-nos ficar quietos. Num Inglês que parece Turco. Depois perguntam ao chefe (que tem uma sala só para ele, o que lhe permite estender as pernas por cima da mesa) e fica tudo na mesma. Valeu a comitiva de empresários portugueses que estava a chegar. Isso sim, verdadeira diplomacia económica. Um Parlamento cor-de-laranja
Dificilmente Cavaco se sentiria melhor. Discursou na Assembleia Nacional turca, honra destinada a muitos poucos, e, ainda por cima, fê-lo num espaço decorado a cor-de-laranja. "Assim é que devia ser sempre", ironizou um deputado do PSD presente na comitiva. Mas nem metade dos 550 parlamentares (dos quais apenas 50 são mulheres) esteve no plenário para ouvir o presidente português.
Cavaco Silva no caldeirão turco
A visita de Cavaco Silva acontece num momento em que se vive uma grave crise política na Turquia. O partido islamita moderado no poder, o AKP, teve uma grande queda eleitoral nas autárquicas de Março passado, que beneficiou essencialmente o Partido Saadet, dos islamitas radicais. Outro derrotado das autárquicas foi o principal partido da oposição, o CHP, Partido Republicano do Povo, laico, fundado por Atartürk, o pai da República turca. Estes resultados deixaram marcas, e o primeiro-ministro, Erdoğan, foi obrigado a anunciar no início do mês uma profunda remodelação no seu Governo. Foi no meio deste caldeirão que Cavaco deixou Ancara a caminho de Istambul, num dia que curiosamente começou com uma homenagem a Atartürk e acabou com uma audiência ao líder do Partido Republicano do Povo, Deniz Baykal.
Maria Cavaco Silva transforma-se quando entra numa sala de aula cheia de alunos. Deixa de ser a mulher do Presidente da República, abandona a pose protocolar, despe o casaco, levanta-se, anda entre as carteiras, conversa com rapazes e raparigas. É a partir desse momento a professora com uma longa carreira docente. Foi o que aconteceu ontem à tarde na Universidade de Ancara, depois da assinatura de um protocolo com o Instituto Camões para o desenvolvimento de estudos portugueses e apoio ao único leitor de Português da Faculdade de Línguas, História e Geografia. Maria Cavaco Silva foi assistir à aula de Português dada por Tiago Paixão, ouviu poemas da boca de estudantes turcos, falou e riu com eles e emocionou-se por estar ali, em Ancara, numa aula de Português. E ainda mais quando um jovem lhe leu na língua de Camões o poema ‘De Repente’, de um poeta turco.
Maria Cavaco Silva assistiu a aula de Português na Universidade de Ancara
Esta jornada cultural de Cavaco Silva já se adivinhava, sobretudo depois da passagem, ontem, de Maria Cavaco Silva pela Universidade de Ancara, onde uma turma aprende Português há três meses."É a maior alegria que eu posso ter: ver jovens na outra ponta da Europa a tentar aprender a minha língua, a língua de grandes poetas", afirmou Maria Cavaco Silva.
(Fonte: Rádio Renascença)
12 maio 2009
Cavaco Silva: Apoio inequívoco à adesão da Turquia à UE
O Presidente português defendeu que a saída para a crise está na economia de mercado. Cavaco pediu também ao Governo e ao povo turcos que se empenhem no processo de reformas e de adaptação à legislação comunitária para uma futura adesão à União Europeia.
O chefe de Estado português fez votos para que as dificuldades que impedem um avanço nas negociações sejam rapidamente ultrapassadas.
"Com a adesão da Turquia a União Europeia ganha importância estratégica", sublinha Cavaco Silva
(Fonte: Antena 1)
Na Assembleia Nacional Turca Cavaco Silva defendeu a economia de mercado como solução para a crise
No primeiro dia da visita àquele país de maioria muçulmana, e discursando num palco onde muito poucos chefes de Estado estiveram, o presidente da República apelou, ainda, à necessidade de que o "Estado e as instituições competentes assumam as suas responsabilidades em matéria de regulação e de supervisão e que os valores e os princípios éticos estejam bem presentes no funcionamento dos mercados financeiros".
É neste quadro, acrescentou Cavaco Silva, que devem combater-se as tentações proteccionistas: "O proteccionismo não é possível, quando os desafios são incontornavelmente globais", afiançou. "O proteccionismo apenas conduziria a uma crise maior, quando estamos perante o resultado da interdependência de estados".
Cavaco Silva dedicou uma boa parte da intervenção ao assunto que tem marcado esta visita: a adesão da Tuquia à União Europeia, em relação à qual tem demonstrado grande entusiasmo. "Com a adesão da Turquia [...] a União Europeia ganha uma acrescida importância estratégica", sobretudo em sectores como a energia e a política externa. "Se a União Europeia que desejamos precisa da Turquia, a Turquia precisa, também ela, da União Europeia", garantiu.
