google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

11 maio 2009

Vinhos do Douro e Porto na Turquia com o Presidente da República

Os vinhos do Douro e do Porto vão integrar a comitiva do Presidente da República na sua visita oficial à Turquia. Do dia 12 ao dia 15 de Maio, estes vinhos vão estar à prova neste país, que está entre os 20 principais destinos do investimento externo nacional.
A promoção feita pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) é uma das apostas a nível económico desta visita, que tem como objectivo o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. Neste sentido, estão previstas várias provas de vinhos destinadas a sectores específicos, como hotelaria e restauração. Apesar de ser um país com forte cariz muçulmano, a Turquia não proíbe o consumo do álcool e, além disso, a importação de Vinhos foi recentemente facilitada, abrindo assim portas a um potencial mercado. O IVDP faz parte da comitiva que vai acompanhar o Presidente da República, constituída por líderes de mais de 30 empresas cujos negócios são considerados os mais promissores para o desenvolvimento de relações económicas entre os dois países.

(Fonte: Notícias de Vila Real)

Abertura de delegação da AICEP em Istambul

O instituto governamental liderado por Basílio Horta aproveitará a viagem presidencial para abrir uma delegação na capital comercial da Turquia.
Não é por acaso que, em Istambul, Cavaco Silva participará num seminário com representantes de empresas dos dois países. E não é por acaso que a Agência para o Investimento e Comércio Externo (AICEP) vai abrir uma delegação, também em Istambul, durante esta visita do Presidente.
É forte a aposta nas relações comerciais. Numa altura em que o Governo turco se vira para África, onde abriu 21 embaixadas, o Chefe do Estado vai mostrar que Portugal pode ser um bom parceiro nesse continente. A ajudar estão o conhecimento e a experiência nas ex-colónias.
É variado o leque de empresários que acompanha o Presidente da República nesta viagem. Do turismo (Amorim, Grupo Pestana), à construção civil (Cimpor, Mota Engil, Martifer) e às novas tecnologias (Critical Software, Compta, PT Inovação), a comitiva empresarial integra também a banca (BCP).
O Millennium tem, nesta altura, 16 balcões na Turquia, mas, de acordo com a Lusa, que cita fonte do banco, "está a avaliar uma eventual alienação da sua participação, que deverá ser decidida ainda este ano". Também a Cimpor conhece bem este mercado, onde tem investidos 720 milhões de euros.
A propósito de uma viagem com tão grande cariz económico, vale a pena conhecer outros números: o saldo comercial entre Portugal e a Turquia é desfavorável para Lisboa em 146 milhões de euros. Citando dados do INE, a Lusa refere que as importações portuguesas com origem na Turquia sofreram um decréscimo de 76 milhões de euros, entre 2007 e 2008, passando dos 443 para os 367 milhões de euros.
No mesmo período, o valor das exportações para o mercado turco também teve uma quebra, ainda que mais ligeira, de 1,8%, cifrando-se em 221 milhões de euros.
De acordo com o AICEP, há 416 empresas nacionais a exportar para a Turquia, mas o peso das exportações para aquele mercado representa apenas 2,2% do total do comércio extracomunitário (liderado por Angola e os EUA).

(Fonte: DN)

Cavaco Silva: "A Europa precisa da Turquia"

O Presidente da República, Cavaco Silva, defende que a União Europeia precisa da Turquia para ser mais forte no cenário internacional, mas sublinha que o povo turco tem uma palavra a dizer no processo de adesão.
No dia em que o chefe de Estado português parte para a Turquia, o jornal "Zaman" publica uma entrevista a Cavaco Silva, realizada na semana passada em Lisboa e disponível na sua versão integral no site do jornal.
"A posição de Portugal tem sido muito consistente sobre a adesão da Turquia. Se queremos uma Europa mais forte no cenário internacional, que tenha uma palavra mais importante a dizer sobre paz, segurança e estabilidade, então a Europa precisa da Turquia", afirma Cavaco Silva.
Cavaco Silva diz mesmo que Portugal quer que todos os obstáculos à abertura de novos capítulos do processo de adesão da Turquia "sejam removidos", mas alerta que terá de haver boa vontade de ambos os lados.
"Se se tornar membro da União, [a Turquia] terá uma influência que sozinha não pode ter na cena internacional. Até um pequeno Estado-membro tem a oportunidade de projectar a sua imagem na política mundial através da União Europeia", sublinha. "Mas a escolha é do povo turco", alertou Cavaco Silva.
O chefe de Estado português recordou que a capital portuguesa conseguiu ter o seu nome na história europeia através do Tratado de Lisboa. "Espero que o Tratado possa ser implementado até ao final deste ano, é muito importante para o funcionamento da UE com 27 membros (...) Mais importante, criará condições para alargamentos futuros, incluindo a adesão da Turquia", considerou.
O Presidente da República salientou que as negociações de adesão "são sempre difíceis" e recordou a experiência portuguesa. "Penso que Portugal beneficiou muito com a adesão, mas a UE também beneficiou muito, devido à nossa relação especial com África, com a América Latina", referiu.
Realçando as semelhanças entre os dois países - ambos podem ser "pontes" entre continentes - Cavaco Silva sublinhou a importância de um aprofundamento das relações económicas entre Portugal e a Turquia. "Não estamos a pensar apenas no mercado turco, mas em outros mercados (...) Os empresários portugueses podiam aprender com os seus parceiros turcos como fazer negócios no Cáucaso e na região da Ásia Central", exemplificou.
Por outro lado, explicou, Portugal tem vantagens em mercados como o africano e latino-americano.
Cavaco Silva aterra hoje em Ancara para uma visita de Estado que se prolonga até sexta-feira e na qual se deslocará também a Istambul e Capadócia.

(Fonte: Lusa/Fim/Expresso)

Cavaco Silva parte hoje para a Turquia com três dezenas de empresários

Três dezenas de empresários portugueses integram a comitiva presidencial da viagem oficial à Turquia na expectativa de trazerem um novo carimbo no passaporte internacional dos seus negócios. A comitiva empresarial integra diferentes sectores de actividade: a saúde com a Bial e a Crioestaminal, as novas tecnologias representadas pela Critical Software, a PT Inovação e a Compta, a construção pela Mota Engil e pela sua subsidiária, a Martifer, o turismo com a Amorim Turismo e o grupo Pestana, as energias renováveis, através da EDP Renováveis, e a banca, representada pelo Banco Comercial Português (BCP). Para alguns empresários e gestores, esta viagem é o primeiro contacto com o país a meio caminho entre a Europa e o Médio Oriente, enquanto outros conhecem bem as particularidades do mercado turco, para onde, de acordo com o AICEP, exportam mais de 400 empresas portuguesas. O BCP, o representante da banca nacional, está na Turquia com 16 balcões Millenium Bank, tendo como públicos-alvo as classes média e alta. De acordo com fonte do banco, "o BCP tem uma posição interessante, mas neste momento está a avaliar uma eventual alienação da sua participação que deverá ser decidida ainda este ano". Em declarações à Lusa, a mesma fonte explicou que "está a ser avaliada a estratégia a seguir. Se decidirmos ficar, vai ser preciso fazer um grande investimento para crescer na Turquia". A cimenteira Cimpor é outra empresa para quem o mercado turco não esconde segredos, onde tem investimentos no valor de 720 milhões de euros, o que, de acordo com fonte da Presidência da República, é "o maior investimento estrangeiro industrial alguma vez realizado na Turquia". O presidente do conselho de administração da Crioestaminal, Raul Santos, parte com a missão de estudar dois contactos de empresas locais para a criação de parcerias na Turquia. "A expectativa é grande, porque já tivemos dois contactos que queremos aprofundar", contou o fundador da Crioestaminal. "A Turquia é um mercado com grande potencial, porque tem uma cultura muito próxima da ocidental e com uma população sete vezes superior à portuguesa", justificou. É a aproximação da cultura turca aos hábitos ocidentais que leva Armindo Monteiro, presidente da Compta, a acreditar que a Turquia pode ser um bom mercado. "Estamos na Qatar e a experiência é que os países muçulmanos recebem muito bem os Portugueses", acrescentou o empresário. Na comitiva vão também viajar o vinho português mais famoso: o Vinho do Porto. De acordo com Vilhena Pereira, "estão previstas várias provas de vinhos destinadas a sectores específicos, como a hotelaria e restauração". O presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) realçou que "apesar de ser um país muçulmano, a Turquia não proíbe o consumo de álcool e a importação foi recentemente facilitada". O programa da visita presidencial inclui um encontro empresarial, em Ancara, e um seminário económico, em Istambul, promovidos pelo AICEP, que abriu recentemente representação em Istambul, e pela União das Câmaras Empresariais Turca. Os empresários que vão acompanhar o chefe de Estado, nesta visita oficial de quatro dias, vão também ter oportunidade de manterem contactos com empresários turcos com vista ao reforço das relações comerciais e de investimento entre os dois países.

(Fonte: Público)

09 maio 2009

Mira Amaral alerta para uma maior dependência da Turquia devido à nova conduta de gás

Mira Amaral admite que a criação da nova conduta de gás a sul vai permitir à Europa libertar-se da dependência russa, mas alerta para a subordinação que vai ser criada em relação à Turquia. Defende que a Alemanha e outros países europeus situados junto ao mar deveriam criar terminais para receber gás proveniente de outros países do mundo.



(Fonte: Antena 1)

07 maio 2009

Presidente Cavaco Silva recebeu alunos Turcos do Programa ERASMUS

No âmbito da próxima Visita de Estado à República da Turquia, o Presidente da República recebeu, no Palácio de Belém, um grupo de estudantes Turcos que se encontram em Portugal a frequentar o Programa ERASMUS.

(Fonte: Presidência)

05 maio 2009

Ataque armado a casamento em aldeia curda do sudeste da Turquia causa 44 mortos

Ataque armado a casamento em aldeia curda do sudeste da Turquia causa 44 mortos (Foto: AFP)
Quarenta e quatro mortos é o balanço final de um violento ataque a uma festa de casamento, ocorrido ontem à noite, em Bilge, uma aldeia remota do sudeste da Turquia, na província de Mardin, junto à fronteira com a Síria. Entre os mortos estão os noivos, bem como seis crianças e 16 mulheres, e o imã, que oficiava a cerimónia.
O massacre ocorreu quando seis homens armados e encapuzados irromperam no salão onde se estava a festejar o casamento, e dispararam sobre os convidados, que na altura rezavam. No local estavam cerca de 200 convivas.
Apesar do ataque ter ocorrido na área onde o PKK, movimento separatista curdo, trava uma guerra sem quartel com o exército turco, todos os indícios apontam para que este massacre tenha sido devido a um mero ajuste de contas, sem qualquer motivação política. A maior parte das vítimas eram Curdas, e algumas pertenciam aos "guardas das aldeias", uma milícia promovida e armada pelo exército turco para ajudar a combater o PKK.

Clãs e tribos
No Sudeste da Turquia, onde a maioria da população é Curda, a sociedade ainda está organizada segundo padrões tradicionais, quase feudais, com o território dividido por clãs, liderados por um aga, que defendem ferozmente a sua tribo. Nesta região rural são frequentes crimes de sangue para repor a honra, reclamar direitos ou vingar alguma afronta, mas é raro sucederem ataques tão violentos e indiscriminados como o de ontem à noite.

A noiva era filha do antigo muhtar, ou chefe da aldeia, um posto administrativo eleito democraticamente, semelhante ao de presidente de Junta de Freguesia, mas nessa região geralmente ocupado por um chefe tribal local. Segundo declarações de habitantes da aldeia aos média turcos, uma rivalidade dividia algumas famílias locais, e uma delas estava contra o casamento, o que terá originado o ajuste de contas.

Testemunhas e feridos deram conta, ontem à noite, no hospital de Mardin, de uma "carnificina indescritível", um "banho de sangue". Duas crianças contaram a repórteres como escaparam da morte ao esconder-se debaixo de parentes que tinham sido atingidos.

As autoridades turcas cercaram logo a aldeia, e cortaram todas as estradas na região, impedindo o acesso de jornalistas ao local. O ministro do Interior turco anunciou esta manhã que "oito suspeitos foram já detidos. Tudo indica que o ataque tenha sido causado por uma rivalidade local, e nada faz suspeitar de um ataque terrorista".

Vários ministros turcos, entre os quais Atalay, e os ministros da Justiça, Sadullah Ergin, e da Agricultura Mehdi Eker, visitarão a aldeia hoje, onde desde manhã cedo uma máquina escavadora começara a abrir campas no cemitério local para enterrar as varias dezenas de cadáveres.

(Fonte: Expresso)




Nota: o balanço final de vítimas mortais neste massacre foi de 44 mortos e não 46 conforme noticiou a RTP.

03 maio 2009

Duas jovens representam Portugal nas Olimpíadas da Língua Turca



Portugal está representado pelo segundo ano consecutivo num concurso que envolve 715 participantes. As provas decorrem entre 27 de Maio e 10 de Junho, em Istambul e Ancara.
No ano passado os Portugueses levaram para Portugal medalhas e menções honrosas.

(Fonte: RTP)

01 maio 2009

Distúrbios em Istambul no 1º de Maio

As celebrações do dia 1º de Maio na cidade turca de Istambul começaram hoje com confrontos entre a Polícia e manifestantes de esquerda.
Representantes dos principais sindicatos dirigiram-se para a praça Taksim, um local emblemático da história recente do país.
Tal como em anos anteriores, a praça foi alvo de fortes medidas de segurança e viveram-se momentos bastantes tensos, apesar de mais calmos que em anos anteriores.
A Polícia estabeleceu barreiras, além de cortar o trânsito e suspender o transporte público para evitar que outros grupos de esquerda se unissem aos sindicatos.
As forças de segurança utilizaram gás lacrimogéneo e jactos de água para dispersar os manifestantes. Alguns deles ficaram levemente feridos e outros foram detidos.
Nas ruas que cercam a conhecida praça, manifestantes mascarados atiraram pedras à polícia e atacaram caixas e instituições bancárias.
No dia 1° de Maio de 1977, 34 pessoas foram assassinadas quando atiradores não identificados abriram fogo contra as 750 mil pessoas que se reuniram na praça Taksim.
A partir do golpe de Estado de 1980 foram proibidas as manifestações nesse local para evitar que se repetissem os incidentes de 1977.
Durante as duas últimas manifestações do 1º de maio, a repressão policial foi muito violenta e culminou com centenas de detidos e uma pessoa morta por causa do elevado nível de gás lacrimogéneo inalado.
Este ano, pela primeira vez, o Governo declarou o 1º de Maio como feriado nacional sob a designação de "Dia do Trabalho e da Solidariedade" e o Governo Civil de Istambul permitiu a presença de "um número razoável" de representantes dos sindicatos em Taksim, mas sem especificar nada mais.

(Fonte: EFE)

29 abril 2009

Três mortos e oito feridos em tiroteio em Istambul

Moradores de um bairro de classe média-alta de Istambul foram acordados na madrugada de segunda-feira com um tiroteio entre as forças de segurança e o dirigente de um grupo de extrema-esquerda.
Três mortos, oito feridos e um valente susto para os residentes de Bostanci - bairro de classe média-alta de Istambul - pouco habituados a tiroteio em plena madrugada. O confronto ocorreu quando a polícia se preparava para prender um dos líderes do grupo de extrema-esquerda Comando Revolucionário e foi recebida a tiro.
Helicópteros, carros blindados e centenas de polícias acabaram por ser envolvidos no tiroteio - que terá durado cinco horas - de que resultou a morte de um agente, a do activista e a de um transeunte, este atingido na cabeça. Entre os feridos estão sete polícias e um civil, um repórter de imagem de uma televisão turca, também ele surpreendido pela operação.
A operação no bairro Bostanci, situado no lado asiático da cidade turca, foi uma das 60 que a polícia realizou durante a noite de Domingo para segunda, revelou uma fonte governamental. De acordo com esta mesma fonte, as operações policiais decorreram sem incidentes e saldaram-se pela detenção de 40 suspeitos, 12 dos quais com ligações ao Comando Revolucionário, um grupo com ligações ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, separatista).
Em Istambul, porém, a situação foi bem menos pacífica. A polícia lançou granadas de gás lacrimogéneo para o interior do edifício de apartamentos, esperando que todos os moradores abandonassem o prédio, incluindo um líder extremista que seria detido de imediato. Fortemente armado, o activista optou por responder às forças de segurança, lançando contra estas engenhos explosivos que feriram vários agentes. E o tiroteio, que prosseguiu até à eliminação do radical, acabaria por vitimar um transeunte e um polícia.
"Sou um combatente e lutarei até ao fim", afirmou o activista, em conversa com a polícia via rádio. E acrescentou: "Provavelmente irei ser morto mas a nossa luta contra o fascismo e o terrorismo irá continuar tal como no passado".
Besir Atalay, ministro do Interior turco, num encontro com a imprensa horas mais tarde, identificou o activista como sendo Orhan Yilmazkaya, um dos três líderes do grupo Comando Revolucionário. O ministro revelou ainda que este grupo atacou alvos militares e a sede, em Istambul, do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, no Governo). Por seu lado, o governador de Istambul, Muammer Güler, explicava que o grupo estava a preparar "para breve, um ataque espectacular. Apreendemos imensas armas, bombas e granadas".
"Fiquei em estado de choque, nem percebi o que estava a acontecer", disse Ilhan Kandaz, repórter de imagem da televisão turca NTV, apanhado no meio do tiroteio e ferido levemente numa orelha.
As operações policiais destinavam-se a prevenir um qualquer ataque no próximo dia 1 de Maio, que o Governo turco - sob pressão dos sindicatos - declarou, na semana passada, ser feriado nacional este ano.

(Fonte: Diário de Notícias)