google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

03 agosto 2008

Exército turco mata oito rebeldes curdos no sudeste da Turquia

Oito rebeldes curdos foram mortos em confrontos com as forças de segurança no sudeste da Turquia, anunciou o Exército turco neste Domingo.
Estes membros do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) foram mortos na manhã de Sábado numa região montanhosa da província de Şırnak, perto da fronteira com o Iraque, destacou o Exército em comunicado.
Os combates começaram depois do assassinato de cinco curdos, membros de uma milícia pro-governamental, na noite passada na mesma província.
Os serviços de segurança também encontraram Sábado uma bomba composta por 15 quilos de produtos químicos e diesel numa área montanhosa da província de Bingöl (leste), segundo o comunicado do Exército.

(Fonte: AFP)

Vinte e sete recém-nascidos morrem em 15 dias em hospital público na Turquia

Vinte e sete recém-nascidos morreram nos 15 últimos dias num hospital público de Ancara, anunciou a chefe da equipa médica deste estabelecimento, citada pela agência de notícias Anatólia.
Enquanto os médicos atribuíram as mortes a diversas causas, um sindicato denunciou as péssimas condições de higiene no estabelecimento.
A direcção do hospital, que tinha anunciado que um terço das mortes tinha sido provocada por doenças infecciosas, anunciou em entrevista colectiva que os resultados dos testes efectuados não mostraram sinais de infecção. Os recém-nascidos, todos prematuros, morreram por outras causas, como hipertensão, insuficiência cardíaca ou complicações pós-parto, afirmou o chefe da maternidade, citado pela agência Anatólia. "Os testes não indicaram qualquer anomalia", declarou Uğur Dilmen, destacando que 47 dos 504 bebés tratados no hospital em Julho morreram. Ele descartou que a negligência dos médicos possa ter sido uma das causas das mortes. O hospital é um dos mais frequentados de Ancara e trata vários casos complicados, recebendo recém-nascidos procedentes de todo o país, ressaltou Dilmen. O sindicato dos trabalhadores das profissões médicas SES, que disse ter sido informado por alguns de seus membros funcionários do hospital, confirmou as 27 mortes, mas afirmou que todas elas foram registadas em apenas três dias desta semana, entre quinta-feira e Sábado. Para a secção do SES em Ancara, a propagação das doenças deve-se às péssimas condições de higiene dentro do hospital, onde obras estão em andamento e onde o número de pacientes é muito superior à capacidade do estabelecimento. "A sala de parto foi deslocada para um edifício que não satisfaz as condições de higiene, o que favorece as contaminações", explicou à AFP Ibrahim Kara, um representante do SES. O sindicato também criticou a superlotação do estabelecimento. "Houve casos de duas ou três mulheres à espera na mesma maca antes de dar à luz, e de três recém-nascidos colocados na mesma incubadora", afirmou Kara.

(Fonte: AFP)

02 agosto 2008

Separatistas curdos ligados a duplo atentado em Istambul foram detidos

Os dois atentados à bomba que causaram 17 mortos no passado Domingo, dia 27 de Julho, em Istambul, foram realizados por extremistas separatistas curdos, declarou hoje o ministro do Interior turco, Beşir Atalay, anunciando que alguns dos autores já foram detidos. "Foi um acto desumano da sangrenta organização separatista terrorista", declarou aos jornalistas Atalay, utilizando a designação habitual das autoridades turcas para o Partidos dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Dez suspeitos foram interrogados e entregues às autoridades judiciais antes de expirar o prazo legal de quatro dias de prisão sob custódia, afirmou o ministro. Aqueles suspeitos constituem a maioria dos que estiveram implicados nos atentados de Domingo passado, entre os quais os "que participaram pessoalmente", disse. Segundo Atalay, a polícia turca considera o caso resolvido e as descobertas feitas "não deixam lugar à dúvida" sobre a identidade dos autores dos atentados.
Duas bombas colocadas em contentores de lixo explodiram a 27 de Julho com dez minutos de intervalo numa rua de peões muito frequentada do bairro de Güngören, na parte europeia de Istambul. Dezassete pessoas morreram, incluindo cinco crianças e uma mulher grávida. Dos 154 feridos nos atentados, 27 continuavam hoje hospitalizados, mas nenhum corria risco de vida, declarou o ministro do Interior turco.
Durante o inquérito, a polícia descobriu que a explosão de uma bomba que feriu dez pessoas em Junho numa outra zona de Istambul era obra das mesmas pessoas que realizaram os atentados de 27 de Julho, afirmou Atalay.

Crise política

No dia do atentado o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, tinha acusado implicitamente os rebeldes curdos de serem os responsáveis pelo atentado. Erdoğan recusou-se a pronunciar o nome do PKK, por considerar que isso seria “propaganda” para os rebeldes, mas durante a visita a Güngören, bairro residencial de classe média na margem europeia da cidade, os populares gritaram insistentemente: “Abaixo o PKK”.

O atentado surge num momento de tensão no país, numa altura em que o Tribunal Constitucional começa a analisar um pedido para dissolução do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), no poder desde 2002, acusado de actividades anti-laicas.

A eventual dissolução criaria uma grave crise política no país, podendo forçar a realização de eleições antecipadas às quais Erdoğan poderá não ser autorizado a concorrer se a instância judicial der também provimento ao pedido para suspender os dirigentes da formação conservadora, nascida nos meandros do movimento islamista turco. Contudo, Erdoğan sublinha que o atentado em Istambul veio minimizar a crise política. “O nosso problema não é se o AKP é ou não fechado. O nosso problema actual é garantir a unidade para que o nosso país avance numa direcção diferente”, afirmou.

Os rebeldes curdos lutam, desde 1984, pela instauração de um estado curdo no sudeste do país, onde são maioritários, e no seu historial contam com vários ataques armados e atentados, além das ofensivas contra o Exército turco. Ilegalizado na Turquia, o PKK é considerado uma organização terrorista pela União Europeia e Estados Unidos. Contudo, um dos ataques mais sangrentos registados no país foi atribuído à células da Al-Qaeda na região. Em Novembro de 2003, as explosões visaram duas sinagogas, o consulado britânico e a delegação do banco britânico HSBC de Istambul, a grande metrópole da Turquia, matando 63 pessoas.

(Fonte: Público)

31 julho 2008

Partido no poder escapa com aviso

Ao fim de três dias de deliberações, o Tribunal Constitucional turco decidiu ontem não dar provimento à queixa contra o partido no poder (Justiça e Desenvolvimento, AKP), acusado de "actividades anti-seculares". Com a decisão, os juízes evitam a dissolução do partido conservador islâmico. A eventual interdição da força política teria agravado a crise no país, com cenários imprevisíveis e, no mínimo, eleições antecipadas.
Na realidade, o AKP escapou por um triz da interdição. Dos 11 juízes do Tribunal Constitucional, seis votaram a favor da encerramento, menos um voto do que era necessário (maioria qualificada, sete).
Mesmo os cinco votos favoráveis consideraram que o partido tem "actividades anti-seculares", embora não em extensão que justifique abolir a formação. "Espero que o partido avalie o resultado e receba a mensagem que precisa de ouvir", ameaçou o presidente do Tribunal, Haşim Kılıç, que foi um dos que votaram a favor da penalização monetária.
Apesar do puxão de orelhas e da redução para metade dos financiamentos estatais, o AKP reagiu ontem com evidente alívio. O presidente do Parlamento, Köksal Toptan, membro do AKP, afirmou que a decisão teria impacto muito favorável na redução das tensões políticas. Segundo a CNNTürk, quando a decisão foi anunciada, houve aplausos na sede do AKP, na capital, Ancara.
A queixa não abrangia apenas o partido, mas também 71 políticos ligados ao movimento islâmico, incluindo o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan e o presidente Abdullah Gül, além de cinco ministros e 30 deputados. Todos arriscavam uma interdição de cinco anos de actividade política. Seria o equivalente à decapitação da elite no poder.
O AKP governa desde 2002 e define-se como conservador, embora tenha origens no movimento islâmico. No contexto da república secular fundada por Kemal Atatürk, em 1923, este partido é olhado com grande desconfiança pelos chamados kemalistas, que dominam a magistratura, o exército e os media. Uma iniciativa do Governo contra a lei que proíbe o uso de véu islâmico nos edifícios públicos foi a gota de água que esgotou a paciência dos republicanos. Os militares já estavam descontentes com as hesitações do Governo em permitir invadir o Iraque para perseguir separatistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
A tentativa de dissolver o partido no poder ocorreu numa altura de crise. No Domingo, explodiram duas bombas em Istambul, a maior cidade do país, matando 17 pessoas. O atentado foi atribuído ao PKK. E, nas últimas semanas, a Turquia foi abalada pelo escândalo Ergenekon, baptizado com o nome da rede ultranacionalista que visava desestabilizar o país para forçar os militares a fazerem um golpe de Estado.
Os dirigentes do AKP esperavam a decisão de dissolução e, no Domingo, os líderes encontraram-se num apartamento, em Ancara. Esta reunião juntou o primeiro-ministro e o presidente e produziu intensa especulação na imprensa turca.
Fontes do AKP têm tentado passar a ideia de que foi discutido o atentado de Istambul, mas a reunião começou antes das explosões. Erdoğan e Gül falaram de cenários da dissolução do partido, escreve o influente Hürriyet. Cenários que por enquanto não será necessário concretizar.

(Fonte: DN)

Igreja na Turquia pede democracia

“Não há alternativas à democracia.” Foi o que declarou D. Luigi Padovese, vigário apostólico de Anatólia e presidente da Conferência Episcopal Turca, no dia seguinte ao massacre (17 mortos) que aconteceu no Domingo passado em Istambul, após a explosão de duas bombas.
Em declarações publicadas por "L'Osservatore Romano", o bispo fala de “sentimentos de apreensão” e recorda que o Tribunal Constitucional turco reuniu-se para decidir sobre a proibição ao partido do governo, AKP, acusado de querer introduzir a lei islâmica no pais laico de maioria muçulmana.
“Estamos à espera da sentença do Tribunal Constitucional", afirmou o prelado. "Estas bombas têm um carácter muito evidente, o de desestabilizar uma situação que já é bastante inquieta. Está claro que um dia antes da sentença, isso se interpreta assim. O apelo que podemos lançar vale menos que nada. Inclusive porque não somos uma realidade tão representativa. O apelo é para o prevalecimento da democracia dentro deste país”, reconhece.
Segundo D. Padovese, os problemas que há “estão ligados a posições de poder. Existe a necessidade de salvaguardar a laicidade e ao mesmo tempo o direito a dar a essa laicidade uma expressão democrática. Uma democracia representa sempre riscos, mas não há alternativas à democracia. Até agora, a situação da Turquia permaneceu nesta imobilidade precisamente pelas forças de poder que se opõem”, concluiu.
A decisão do Tribunal Constitucional da Turquia, tornada pública na passada quarta-feira, foi a de não ilegalizar o partido do Governo, apesar de o ter penalizado com a retirada de ajudas públicas.

(Fonte: Zenit)

29 julho 2008

Turquia enterra as 17 vítimas dos atentados de Istambul


Autoridades e parentes das vítimas dos atentados ocorridos no Domingo em Istambul, participaram no funeral colectivo das vítimas na segunda-feira.
Dezassete pessoas morreram e 150 ficaram feridas nos ataques. Os atentados foram atribuídos aos rebeldes curdos que negaram a autoria.

(Fonte: Globo)

28 julho 2008

Dezassete mortos e mais de 150 feridos em duplo atentado em Istambul

A explosão de duas bombas matou no Domingo 17 pessoas e feriu mais de 150 no bairro periférico de Güngören, em Istambul
O número de mortos foi confirmado pelo governador civil de Istambul que afirmou tratar-se de um atentado terrorista.
O primeiro engenho, de acordo com a cadeia televisiva turca NTV, deflagrou numa cabina telefónica situada numa movimentada artéria daquele bairro.
Dez minutos depois, o segundo provocou uma forte onda de choque nas imediações e causou mais vítimas devido à aproximação das pessoas que se começavam a juntar para ver o que se tinha passado.
Um grande número de viaturas de bombeiros e ambulâncias juntou-se no local, fechado por um cordão policial.
O atentado não foi reivindicado, mas as autoridades não têm dificuldades em atribuir a culpa ao grupo separatista PKK, que integra a lista de organizações terroristas da Europa e dos Estados Unidos.
O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) tem estado sob a mira do Exército turco no norte do Iraque e este duplo atentado é visto como uma retaliação, já que a organização anunciou uma campanha de terror nas principais cidades turcas.

(Fonte: Visão Online)

24 julho 2008

Duas crianças morreram vítimas de explosão de mina no sudeste da Turquia

Duas crianças morreram e outras duas ficaram gravemente feridas devido à explosão de uma mina na província de Diyarbakır, no sudeste da Turquia, informou nesta quinta-feira (24) a agência "Doğan".
O governador de Lice, Ömer Kalaylı, disse que as crianças que morreram, de 10 e 12 anos, accionaram o mecanismo detonador da mina nas cercanias da aldeia onde viviam.
O estado das duas crianças feridas no mesmo incidente é crítico, segundo a mesma fonte.
O ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) utiliza frequentemente as minas na região contra as forças de segurança turcas.

(Fonte: Globo)

23 julho 2008

Chipre: negociações para a reunificação da ilha retomadas em Setembro

Os líderes grego e turco da ilha dividida de Chipre vão começar as conversações de paz em Setembro, adiantou hoje em entrevista à CNN Turquia o chefe cipriota turco Mehmet Ali Talat. 

As negociações têm como objectivo pôr fim a um conflito que se arrasta há décadas e que impede a parte turca da ilha dividida de se juntar à União Europeia. 

No início deste mês, o Presidente cipriota grego, Demetris Christofias, tinha já indicado que os líderes cipriotas turco e grego iriam decidir no dia 25 de Julho reatar as negociações directas de reunificação.

“Elas [as negociações] vão começar em Setembro”, afirmou Talat quando questionado acerca da data e da eventualidade das negociações. 

A ilha do Mediterrâneo ficou dividida depois da invasão turca de 1974 em resposta a um breve golpe de Estado de inspiração grega. 

O sul da ilha, controlado pela parte grega, está integrado na União Europeia, ao passo que a parte norte está de fora do grupo dos 27. 

As negociações de paz pela reunificação da ilha estão empatadas há quatro anos e desde a sua eleição, em Fevereiro, que Christofias já manteve vários encontros com Talat a fim de retomar as conversações.

Christofias é encarado como mais conciliador que o seu predecessor Tassos Papadopoulos. 

Quer os Gregos quer os Turcos concordam com uma federação comunal de duas zonas mas diferem na maneira de o fazer.

(Fonte: Público / Reuters)

Fernando Meira assina pelo Galatasaray


O futebolista internacional português Fernando Meira, que esta semana deixou os Alemães do Estugarda, vai "virar uma nova página" na carreira e representar o Galatasaray, anunciou hoje o clube turco no seu site. "Virei uma nova página na minha carreira ao assinar por este prestigiado clube", afirmou Fernando Meira, de 30 anos, que aceitou um contrato para representar os Turcos por três épocas, mais uma de opção. Meira, que vai auferir cerca de 1,2 milhões de euros anuais, afirmou conhecer bem as aspirações do Galatasaray, "não só a nível interno como a nível europeu", onde os Turcos vão disputar a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. "O meu objectivo antes de me mudar para o Galatasaray era assinar um contrato de longa duração com um clube de alto nível", referiu o jogador, que deverá formar dupla com Servet Çetin no centro da defesa do clube de Istambul. Fernando Meira traçou ainda como objectivos "vencer o campeonato turco e representar Portugal no Campeonato do Mundo de 2010". O central português, que também pode alinhar no meio-campo, iniciou a sua carreira no Vitória de Guimarães em 1995/96, tendo sido depois transferido para o Benfica em 2000, chegando a envergar a braçadeira de "capitão". Em Janeiro de 2002, transferiu-se para o Estugarda, por 7,5 milhões de euros, tendo conquistado a Bundesliga em 2006/07 e somado dois golos nos 176 jogos realizados no campeonato alemão. Haldun Ustunel, administrador do Galatasaray, afirmou que o clube continua a estudar a aquisição de mais reforços, mas descartou o interesse na contratação do Francês Sjibril Cisse e no Argentino Hernan Crespo. "Estamos a trabalhar no sentido de contratar jogadores que trabalhem para os objectivos da equipa", referiu Haldun Ustunel, acrescentando que "o Galatasary acordou com todas as exigências de Meira". O presidente do clube turco, Adnan Polat, obrigado a encurtar as suas férias devido à contratação do Português, considerou que Fernando Meira "é um jogador importante, que irá representar o Galatasaray por muitos anos".

(Fonte: Público)