google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

11 outubro 2007

Congresso norte-americano reconheceu o genocídio arménio numa primeira votação parlamentar


A Casa Branca declarou-se hoje "desiludida" com uma primeira votação parlamentar reconhecendo o genocídio arménio do início do século XX e manifestou a intenção de prosseguir os esforços para impedir uma aprovação final pelo Congresso.
"Estamos desiludidos com a votação de ontem", quarta-feira, disse um porta-voz da Casa Branca, Scott Stanzel, depois do Congresso norte-americano ter dado um primeiro passo para este reconhecimento e ignorado, quer as advertências ameaçadoras da Turquia, quer a hostilidade do presidente George W. Bush, preocupado com represálias diplomáticas turcas.
Segundo um outro porta-voz, Gordon Johndroe, Bush vai "reafirmar a sua oposição" a este texto, que foi aprovado em comissão e deverá agora ser submetido a votação pelo plenário da Câmara de Representantes.
Bush e a sua administração desenvolveram uma intensa actividade para convencer os parlamentares a renunciar a este projecto e garantem que continuarão a fazê-lo "enquanto esta resolução existir", disse Johndroe.
A comissão dos Negócios Estrangeiros adoptou o texto na quarta-feira, apesar da mobilização da administração.
O texto não terá um carácter vinculativo para o governo, mas provocou a cólera da Turquia.
A administração norte-americana teme que, como resposta, a Turquia deixe de facilitar o trânsito pelo seu território do reabastecimento das missões no Iraque e no Afeganistão e de colocar à disposição dos Estados Unidos a base aérea de Incirlik, placa giratória do reabastecimento norte-americano.
Stanzel reafirmou que a Turquia desempenhava um "papel essencial na guerra contra o terrorismo" e que a adopção do texto pela Câmara, que parece possível, provocaria "danos consideráveis" aos esforços norte-americanos.
A aprovação do texto pela comissão motivou também uma reacção do governo turco, que em comunicado divulgado hoje apelou para que a Câmara de Representantes não dê andamento a um texto "irresponsável" e "susceptível de pôr em perigo" as relações bilaterais.
"Ainda temos esperança de que a Câmara de Representantes tenha suficiente bom-senso para não dar seguimento a esta resolução", afirmou o governo de Ancara.
"Dar seguimento a esta resolução, que colocará em perigo, num período extremamente sensível, uma parceria estratégica desenvolvida ao longo de anos, e relações com um país aliado e amigo, será uma atitude irresponsável", acrescentou o governo da Turquia.

(Fonte: Diário Digital)

Protestos um pouco por toda a Turquia contra os ataques do PKK

Ataque do PKK matou um polícia e feriu cinco pessoas


Um polícia morreu e cinco pessoas ficaram feridas esta quarta-feira num ataque com bomba dentro de uma loja em Diyarbakır, no sudeste da Turquia.
"O ataque foi cometido na loja de um alfaiate, onde estavam polícias. Um agente foi morto e cinco pessoas ficaram feridas, entre elas dois polícias e uma menina de 12 anos", anunciou o governador da cidade.
Uma testemunha tinha dito antes que uma granada tinha sido atirada contra um veículo da polícia.
O atentado terá sido cometido pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e aconteceu após o anúncio do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, de que o seu governo está a preparar um texto para pedir ao Parlamento que autorize o exército turco a conduzir operações militares no Curdistão iraquiano contra os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

(Fonte: AFP)

09 outubro 2007

Abdullah II destaca "papel estratégico" da Turquia no Médio Oriente

O rei Abdullah II da Jordânia destacou hoje o "papel estratégico" da Turquia para resolver os problemas do Médio Oriente, em reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ali Babacan.
O monarca ressaltou "o papel estratégico da Turquia para tratar os assuntos do Médio Oriente, assim como para fomentar a estabilidade e a segurança na região". O rei elogiou os esforços da Turquia para aproximar Israelitas e Palestinianos, a fim de estimular o processo de paz.
Babacan, que realiza uma viagem pela região que já o levou à Síria e Israel, debateu com o rei Abdullah e com o primeiro-ministro da Jordânia, Marouf Bakhit, "meios para apoiar os contínuos esforços internacionais e regionais para assegurar o êxito da conferência para o Médio Oriente". Durante a reunião, o monarca insistiu na necessidade de que a cúpula, prevista para Novembro em Maryland (EUA), represente um "avanço real e tangível" no processo de paz, que deve incluir o reconhecimento dos direitos legítimos e a criação de um Estado palestiniano. O rei pediu aos países vizinhos do Iraque para ajudarem o Governo e o povo iraquiano "a acabar com a violência no país". Babacan expressou ao rei Abdullah a vontade do presidente turco, Abdullah Gül, de estreitar os laços económicos bilaterais com medidas como a assinatura de um acordo para a criação de uma área de livre-comércio entre os dois países.

(Fonte: Efe)

A Turquia chora a morte dos 15 jovens soldados





PKK matou 15 soldados turcos em 48 horas


Os separatistas curdos mataram 15 soldados turcos em 48 horas no leste e sudeste da Turquia, o balanço mais elevado desde 1995. O governo turco reuniu-se para discutir um reforço do dispositivo contra o ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Treze soldados morreram no Domingo num ataque perpetrado pelos rebeldes contra uma unidade em missão na província de Şirnak, na fronteira com o Iraque.
O Exército informou que foi lançada uma operação para encontrar os terroristas em território turco e dirigiram disparos "contra pontos de passagem fora do país", ou seja, o Iraque, onde os membros do PKK se infiltram a partir das suas bases no Curdistão iraquiano.
Este é o saldo mais elevado de vítimas sofrido pelo exército turco em 12 anos, já que, em Junho de 1995, um ataque custou a vida de 15 militares em Şemdinli, na fronteira entre o Irão e o Iraque.
No Sábado outro soldado morreu em confrontos com o PKK em Başkale (leste), também na fronteira com o Irão. A explosão de uma mina na passagem de uma patrulha militar na madrugada desta segunda-feira em Lice, na província de Diyarbakır, elevou o saldo de mortos para 15.
O PKK tem intensificado os seus ataques desde o início deste ano.

(Fonte: AFP)

05 outubro 2007

Pena de prisão de cerca de 19 anos para o assassino do padre católico italiano

O Supremo Tribunal condenou ontem a 18 anos e 10 meses de prisão, o adolescente que matou a tiro o padre católico italiano Andrea Santoro, enquanto este rezava numa igreja em Trabzon, na região do Mar Negro, em Fevereiro de 2006.
Há cerca de um ano, o jovem foi considerado culpado de assassínio premeditado, posse ilegal de arma de fogo e de perigo para a segurança pública, mas a sua família recorreu da sentença. Ontem, o tribunal confirmou a sentença.
Testemunhas dizem que o jovem, na altura com 16 anos, gritou “Deus é grande” ("Allahu Akbar") antes de atirar contra o padre.
O governo turco condenou fortemente o ataque, que coincidiu com o aumento da tensão religiosa em todo o mundo após a publicação de uma caricatura de Maomé num jornal dinamarquês.
O Papa Bento XVI, que visitou a Turquia em Novembro passado, prestou uma homenagem ao padre Santoro durante uma missa no Vaticano.
Alguns políticos da UE, disseram que este caso demonstrou que a Turquia deve fazer mais para proteger os padres cristãos e os missionários no país.
Em Abril deste ano três pessoas foram degoladas numa editora de Bíblias em Malatya. O julgamento ainda está a decorrer.
Na passada quarta-feira, dirigindo-se ao Conselho da Europa em Estrasburgo, o Presidente Abdullah Gül disse que os cristãos podiam praticar a sua fé livremente e com segurança na Turquia. Questionado pelos deputados sobre os ataques aos cristãos no país, Gül disse: “Não existem ataques contra cristãos na Turquia, mas sim crimes políticos, e um deles foi contra um padre cristão. O assassino foi capturado e está a ser julgado por tribunais independentes.”

03 outubro 2007

Presidente turco apresenta ao Conselho da Europa uma Turquia "eurocompatível"


O Presidente turco, Abdullah Gül, apresentou hoje, em Estrasburgo, ao Conselho da Europa, uma nova Turquia "eurocompatível", onde decorrem reformas e os direitos do homem são já direitos de cidadania.
"A Turquia aproxima-se da União Europeia na perspectiva da adesão, o país muda realmente e eu próprio e o meu partido estamos na primeira fila", reiterou o chefe de Estado turco perante a Assembleia Parlamentar (APCE) da organização pan-europeia. "As reformas em matéria dos direitos do homem na Turquia foram largamente aplaudidas na Europa e até no Médio Oriente", assegurou o Presidente, insistindo na "tolerância zero" em relação à tortura e aos maus-tratos, pelos quais a Turquia é regularmente condenada no Tribunal dos Direitos do Homem em Estrasburgo. Quando um parlamentar dinamarquês evocou atentados à liberdade de expressão, Gül declarou que "todas as formas de discriminação foram banidas", insistindo na igualdade de sexos e no direito de reunião e associação. O Presidente turco abordou também as reformas no sector económico e financeiro, antes de sublinhar o "florescimento da vida cultural e artística" no seu país. O presidente da assembleia parlamentar, René van der Linden, acolheu o seu convidado, declarando que a "UE deve manter a sua promessa". "O caminho será longo mas as negociações devem prosseguir com vista a uma adesão, porque se trata de um país europeu e um dos primeiros Estados a aderir ao Conselho da Europa", acrescentou.
Portugal, que exerce a presidência semestral da UE, já advertiu que não tenciona organizar um grande debate sobre a entrada da Turquia na União, mesmo que o chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, queira discutir o assunto na Cimeira europeia de Dezembro. "A França tem todo o direito de querer levantar a questão do alargamento e da Turquia, mas a presidência e os outros Estados membros também têm direito aos seus pontos de vista", declarou recentemente o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Manuel Lobo Antunes. "Toda a gente sabe que a questão do alargamento é mais uma questão política do que geográfica e que não será fácil chegar a uma conclusão absolutamente nítida, absolutamente clara", explicou o governante português ao apresentar, em Julho, as prioridades da Presidência portuguesa em Bruxelas. Portugal apoia a adesão da Turquia quando este país preencher "todas as condições", mas entende que de momento se deve concentrar nas prioridades que pretende alcançar na sua presidência da UE. O presidente francês, que considera que a Turquia não tem lugar na União Europeia porque se situa na Ásia menor, indicou que queria debater as fronteiras da UE e o alargamento na Cimeira europeia de Dezembro, em Lisboa. Se este debate tiver lugar corre-se o risco de se assistir a uma grande divisão entre os 27. O Reino Unido, Espanha, Suécia e Portugal são apoiantes da adesão turca, considerando que este país muçulmano fronteiriço com o Iraque é um aliado estratégico da UE. Outros, como a Áustria ou Chipre, opõem-se à sua adesão, como Sarkozy. Em Outubro de 2005, os 27 abriram oficialmente negociações com Ancara com vista à sua adesão, organizadas em 35 capítulos temáticos. Mas a abertura desses capítulos processa-se a um rítmo muito lento, e mesmo os mais optimistas não acreditam que este país possa aderir à UE antes de 10 ou 15 anos.

(Fonte: Público)

Explosões em Izmir mataram uma pessoa e feriram outras cinco


Duas explosões na cidade de Izmir, a terceira maior cidade da Turquia, provocaram ontem a morte a uma pessoa e feriram gravemente outras cinco, causando muito pânico na cidade.
A primeira explosão, ocorreu às 7.50 horas locais, em Sirinyer, e feriu duas pessoas. Um trabalhador municipal que efectuava limpezas de rotina, perdeu um braço e uma perna. A segunda explosão aconteceu no mesmo local a cerca de 100 metros da primeira, com um intervalo de três horas, e provocou a morte de uma pessoa e ferimentos graves em outras três. A polícia acredita tratar-se de um atentado perpetrado pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Após os atentados, cerca de 100 pessoas manifestaram-se no local gritando palavras de ordem contra o PKK.