"Nestas eleições também vai haver uma surpresa", disse. "Nós vamos surpreeender o povo e o CHP vai obter maioria no Parlamento.” Baykal defendeu que o seu partido vai acabar com os impostos especiais sobre os combustíveis e com os exames de acesso às universidades. Criticou o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan e os negócios do seu genro no norte do Iraque, que receberam ampla cobertura nos media turcos. Defendeu ainda que vai haver um consenso relativamente à eleição do próximo presidente, negando a possibilidade de nova crise por falta de quórum parlamentar.
05 julho 2007
Baykal diz que o seu partido vai surpreender o povo e vai vencer as eleições
"Nestas eleições também vai haver uma surpresa", disse. "Nós vamos surpreeender o povo e o CHP vai obter maioria no Parlamento.” Baykal defendeu que o seu partido vai acabar com os impostos especiais sobre os combustíveis e com os exames de acesso às universidades. Criticou o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan e os negócios do seu genro no norte do Iraque, que receberam ampla cobertura nos media turcos. Defendeu ainda que vai haver um consenso relativamente à eleição do próximo presidente, negando a possibilidade de nova crise por falta de quórum parlamentar.
04 julho 2007
Libertados quatro dos indiciados no assassínio de Hrant Dink
Depois da primeira sessão do julgamento do assassínio do jornalista turco-arménio Hrant Dink, foram libertados quatro dos indiciados no crime.
O tribunal decidiu a libertação de Salih Hacisalihoğlu, Osman Altay, Irfan Ozkan e Veysel Toprak, por inexistência de provas.
03 julho 2007
Massoud Barzani: "Intervenção militar no Curdistão iraquiano levará a uma guerra devastadora na região"
Um ataque contra os curdos no Iraque seria uma "catástrofe" e levaria a uma "guerra devastadora na região". O aviso de Massoud Barzani, líder do partido democrático do Curdistão, segue-se à ameaça de Ancara de lançar uma operação militar no Iraque contra os rebeldes curdos. A Turquia, como os Estados Unidos, considera o PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, uma organização terrorista.
Euronews: Existe, no Curdistão, receio de uma intervenção turca nos assuntos iraquianos? Barzani: Ouvimos de tempos a tempos ameaças turcas, mas nós pensamos que a melhor solução é o diálogo.
Euronews: Uma eventual intervenção vai ser um problema acrescido nas actuais divisões no Iraque?
Barzani: Evidentemente, uma intervenção militar turca no Iraque será uma catástrofe para toda a região, para a Turquia, para o Iraque e para todos os outros países.
Euronews: Como seria essa catástrofe?
Barzani: Será o despoletar de uma guerra devastadora para a toda região.
Euronews: Que atingirá outros países?
Barzani: Pode propagar-se a outros países.
Euronews: Em países com população curda ou para além destes?
Barzani: Haverá uma forte reacção da parte dos iraquianos e sobretudo no Curdistão.
Euronews: Os curdos estão mais preocupados que os outros povos ou a preocupação é sentida em todo o Iraque?
Barzani: Todo o Iraque está preocupado porque isto significa uma violação da soberania do país.
EuroNews: Como vê a possível adesão da Turquia à União Europeia?
Barzani: Espero que a Turquia adira à União nas mesmas condições que os Europeus.
EuroNews: Condições europeias, porquê?
Barzani: Porque isso ajudará a propagação da realidade democrática na Turquia.
Pode ler a entrevista na íntegra aqui.
02 julho 2007
Um dos acusados do assasínio de Hrant Dink acusou a polícia turca
"Sim, foi a polícia que nos comandou, porque o Estado não nos defende", declarou um dos acusados no julgamento que começou hoje em Istambul.
Trata-se do julgamento do assassínio de Hrant Dink, o jornalista turco de origem arménia que morreu no passado mês de Janeiro, em resultado dos disparos de um jovem ultranacionalista, após ter publicado um artigo no qual exigia ao governo de Ancara o reconhecimento do genocídio arménio.
"As nossas suspeitas confirmaram-se. Estamos perante uma situação semelhante ao caso Semdinli", disse a advogada da família Dink. Temos de acabar com o controlo da justiça", acrescentou.
No total, são 18 os acusados do assassínio de Hrant Dink, o director do jornal Agos, um semanário crítico do governo turco e sobretudo da poderosa instituição militar. A maior parte dos acusados são adolescentes. Embora não existam provas, muitos acreditam que estes não terão agido sozinhos, mas instruídos pelas forças de segurança.
Centenas de Turcos manifestaram-se hoje à porta do tribunal reclamando transparência. Este processo está longe de se tratar de um simples julgamento de um assassínio, e constitui uma prova crucial para avaliar a independência do sistema judicial turco.
Começou o julgamento do assassínio de Hrant Dink
Teve início aquele que deverá ser o julgamento do ano na Turquia. No banco dos réus está Oğun Samast, o assassino do jornalista de origem arménia Hrant Dink.
Trata-se de um verdadeiro teste às bases democráticas do país, tal como foram instituídas por Kemal Atatürk, o pai da Turquia moderna.
Fethiye Çetin, a advogada da família de Hrant Dink, teme que o julgamento não decorra de forma justa, pois afirma tratar-se de "um problema do aparelho judiciário turco". O que aconteceu durante a investigação é um sinal claro" desta falta de transparência", acrescenta. Çetin conclui que "é preciso acabar com todo o controlo sobre o sistema legal, já que esse é o seu maior problema".
Detestado pelos nacionalistas turcos, Dink foi assassinado à entrada da sede do jornal Agos, em Istambul, no dia 19 de Janeiro. Hrant Dink, director de redacção do semanário, teimava em dizer que o massacre levado a cabo pelo império otomano contra civis arménios em 1915, foi um genocídio. Consideração que lhe valeu uma condenação, em 2005, por insulto à identidade turca.
A justiça que hoje julga o jovem de 17 anos originário de Trabzon, que o matou, e mais 17 suspeitos é a mesma que o condenou há dois anos. O assassínio de Dink provocou, no entanto, uma verdadeira onda de manifestações contra os meios ultranacionalistas. Só no seu funeral estiveram presentes 100 mil turcos. Esta manhã perto de mil pessoas manifestaram-se à frente do tribunal, em Istambul, por um julgamento justo.
(Fonte: Euronews)
Embaixador da Turquia em Portugal tem "plena confiança" na presidência portuguesa da UE
Em declarações à agência Lusa, o embaixador da Turquia em Lisboa apelou ao governo português para fazer "regressar ao bom caminho" o processo negocial para a adesão do seu país, e sublinhou a "plena confiança" na próxima presidência da União Europeia (UE). "Gostaríamos que o processo avançasse ao mesmo ritmo a que vão sendo cumpridas as exigências comunitárias por parte da Turquia, sem interferência de considerações de natureza política por parte dos 27", acentuou Kaya Türkmen, garantindo que as autoridades do seu país "têm feito o trabalho de casa" para pleno cumprimento do "acquis" comunitário até 2013, segundo um calendário estabelecido em Abril.
Insistindo na necessidade de "encarrilar" o processo turco, Kaya Türkmen saudou a posição assumida quinta-feira na capital belga pelo secretário de Estado dos Assuntos Europeus português, Manuel Lobo Antunes, segundo o qual "as negociações têm como única meta a adesão" da Turquia.
01 julho 2007
Sócrates quer manter as negociações com a Turquia
"Temos, em primeiro lugar, de ser fiéis ao que nos comprometemos", disse José Sócrates, na véspera de assumir a presidência da UE, durante um encontro com a imprensa estrangeira em Portugal.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, está contra a adesão da Turquia à UE e apelou ao lançamento de um debate sobre as fronteiras do bloco europeu.
Dos 35 capítulos para a adesão que a Turquia começou a negociar em Outubro de 2005, um primeiro foi fechado em Junho de 2006, um segundo aberto em Março passado mas, de um conjunto de outros três, a abrir no passado dia 25, o referente à Política Económica e Monetária foi vetado pela França.
30 junho 2007
A adesão da Turquia à UE e a presidência portuguesa
Pesquisa revela que a Turquia é o país mais anti-americano do mundo
As posições pró-americanas na Turquia, diminuíram de 12% no ano passado para 9% neste ano, enquanto que em 2002, antes da guerra do Iraque, representavam 53%.
A maioria dos Turcos é favorável à retirada das tropas americanas do Iraque, tal como acontece em 39 dos 47 países sondados na pesquisa.
A principal motivação desta queda de popularidade sem precedentes dos Estados Unidos na Turquia é devida, segundo os autores da pesquisa, ao facto dos Turcos entenderem a guerra no Iraque como "uma agressão contra os muçulmanos". A isso, pode-se acrescentar também, a relutância dos Estados Unidos, no último ano, em eliminar as bases do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) no norte do Iraque.
"Alarmante", foi assim comentada por analistas turcos, a queda da popularidade da União Europeia registada pela mesma pesquisa. Apenas 27% dos Turcos têm hoje uma opinião favorável em relação à UE. Essa posição favorável era de 80% há cinco anos, e há dois já se situava abaixo do 50%. Nesse período de tempo, as opiniões claramente desfavoráveis à UE tornaram-se a maioria, com cerca de 58%.
A pesquisa regista também uma queda nas opiniões favoráveis ao Irão. A popularidade do Irão caiu dos 53% no ano passado para 28% neste ano.
Apenas 10% dos Turcos têm uma opinião favorável às políticas do presidente russo Vladimir Puti, enquanto que as opiniões favoráveis a Osama Bin Laden representam 5%.
A conclusão da Pew é que "os Turcos se sentem cada vez mais isolados no mundo".
(Fonte: ANSA)
29 junho 2007
Turquia poderá atacar bases do PKK no norte do Iraque
"Estamos de acordo sobre o que tem de ser feito", frisou o ministro dos Negócios Estrangeiros em declarações à cadeia televisiva CNN-Turk, em resposta aos insistentes apelos das forças armadas para uma incursão transfronteiriça contra os "santuários" do PKK no Curdistão iraquiano.
"Todos os planos estão concluídos, contemplando do melhor, ao pior dos cenários", indicou Gül.
O diário Radikal acentua que, de acordo com Gül, a Turquia passará ao ataque se os Estados Unidos, ou o governo de Bagdad não actuarem de imediato contra o PKK, considerado uma organização terrorista por Ancara, Washington e União Europeia (UE).
"Infelizmente, a cooperação com os Estados Unidos nesta matéria não corresponde às expectativas", lamentou o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, adiantando: "Se Washington e Bagdad nada fizerem, tomaremos nós a iniciativa e passaremos à acção".
O chefe do Estado-Maior turco, general das Forças Armadas, Yaşar Büyükanıt, tem insistido desde Abril no imperativo de uma incursão militar contra o PKK na região autónoma do Curdistão iraquiano, onde a organização, segundo Ancara, goza de plena liberdade de movimentos e da possibilidade de aprovisionar tanto armas, como explosivos para perpetrar atentados na Turquia.
Até agora, Ancara tem privilegiado a diplomacia junto de Washington e Bagdad.
A tensão interna na Turquia, contra o PKK, está ao rubro desde o recrudescimento das operações do PKK no sudeste da Anatólia, onde a maioria curda reivindica a independência, que culminou com um atentado suicida em Ancara (no passado mês de Maio), saldado em oito mortos.
Em Lisboa, o embaixador da Turquia, Kaya Türkmen, falando à Agência Lusa insistiu em que "qualquer país tem de combater o terrorismo e, portanto, se vier a ser necessária uma incursão militar turca no norte do Iraque para acabar com as bases do PKK, será feita, não há dúvida, mesmo que isso nos complique a vida".
"É sempre complicado quando um país entra pelo território do vizinho para aí atacar os terroristas. Mas se a vida dos turcos correr perigo, teremos de ir lá, se a situação for muito grave não haverá alternativa", disse ainda.
E concluiu: "O ideal seria podermos contar com a colaboração internacional nesta matéria. Os Estados Unidos têm a liderança no Iraque e se pudéssemos trabalhar com Washington, com a UE e com o executivo de Bagdad seria ideal".
O conflito entre o PKK e o poder central de Ancara, que se arrasta desde 1984, já fez mais de 37.000 mortos. O líder da organização, Abdullah Ocalan, cumpre prisão perpétua numa prisão de alta segurança na Turquia.
(Fonte: Portugal Diário)