google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

06 junho 2007

Duas ex-prostitutas anunciam candidatura ao Parlamento turco

Duas ex-prostitutas anunciaram na passada segunda-feira que vão ser candidatas independentes ao Parlamento turco nas próximas eleições de 22 de Julho.
Em frente a um bordel de Istambul, Ayşe Tükrükçü e Saliha Ermez disseram que irão trabalhar para aliviar o sofrimento das prostitutas. As duas candidatas empunhavam cartazes que diziam: “Nós, como candidatas independentes, convidamos os líderes dos partidos políticos para o bordel.” Tükrükçü disse que os líderes dos quatro partidos que convidaram para verem as condições dos bordéis, não aceitaram o convite. Disse igualmente que vão convidar os líderes de todos os partidos para verem como é que as prostitutas vivem e, se estes não responderem, vão levar as suas amigas e vão visitá-los. “As pessoas que trabalham nos bordéis também são eleitoras. Não são as prostitutas que devem ter vergonha, mas aqueles que as forçam a trabalhar desta forma”, disse, argumentando que a maior parte das prostitutas querem desistir dessa forma de vida, se lhes for dada essa oportunidade. Disse também que recebeu telefonemas de felicitações e que o seu objectivo é fechar todos os bordéis.
Depois do discurso, Tükrükçü e Ermez quiseram entrar no bordel para falarem com as prostitutas mas não foram autorizadas pela polícia.

CHP recorre ao Tribunal Constitucional para anular pacote de reformas

O Partido Republicano do Povo (CHP) recorreu ontem ao Tribunal Constitucional para que este anule a aprovação do Parlamento do pacote de emendas à Constituição, que inclui nomeadamente a eleição presidencial por sufrágio universal.
O CHP, o maior partido da oposição, argumenta que o primeiro artigo do pacote, que reduz o mandato do Parlamento de cinco para quatro anos foi aprovado apenas por 366 deputados, em vez dos necessários 367. Assim sendo, sustenta que todo o pacote deverá ser anulado de acordo com o artigo 175 da Constituição.

05 junho 2007

Ancara pressiona Bruxelas para abrir capítulo da energia


É o braço-de-ferro entre a União Europeia e a Turquia. Ancara quer começar a negociar o capítulo da adesão relativo à energia para o qual se considera pronta.
As questões energéticas foram o grande tema do fórum que reuniu hoje, em Istambul, representantes europeus e turcos. A Europa tenta cativar os dirigentes turcos para que assinem o Tratado Energético, mas Ancara afirma que o país está num período de transição e que precisa de aumentar os investimentos nas infra-estruturas energéticas nacionais, antes de poder aderir à comunidade energética como um parceiro de pleno direito. Além disso, dizem os dirigentes turcos, o capítulo energético ainda não começou a ser discutido com a União.
A Turquia situa-se "numa zona geográfica onde se encontram 70% das reservas mundiais conhecidas de petróleo e gás", insistiu o representante de Ancara. Actualmente, os mais de 1700 quilómetros do oleoduto Baku-Tbilissi-Ceylan permitem trazer, do Mar Cáspio para o Mediterrâneo, o equivalente a um meio milhão de barris de petróleo por dia. Isto, contornando o território da Rússia, o que representa uma vantagem para uma União Europeia necessitada de diversificar as suas fontes de energia e a sua dependência face a Moscovo, principal fornecedor da Europa. Além disso, a Turquia está também determinada a levar a bom porto a construção do gasoduto Nabuco, que, atravessando o país, permitirá encaminhar o gás do Azerbaijão até à Áustria. O projecto, orçado em mais de quatro mil milhões de euros, deverá estar pronto em 2011. A Turquia acredita, pois, ter argumentos suficientes para pressionar a abertura do capítulo da energia, ainda este ano. Alguns analistas estimam que Ancara receia que a União deixe de ter razões para aceitar a adesão da Turquia se esta assinar o Tratado Energético que garante o fornecimento de energia à Europa.

(Fonte: Euronews)

João Gomes Cravinho destacou em Ancara a necessidade de progressos em Chipre

De acordo com a agência de notícias Anatólia, João Gomes Cravinho, disse ontem que podem acontecer progressos em Chipre se houverem conversações entre ambos os lados. "Nós valorizamos a questão de Chipre [...] e acreditamos que contactos intensos podem contribuir para um progresso", acrescentou.
Portugal vai assumir a presidência da União Europeia no dia 1 de Julho.

João Gomes Cravinho esteve em Ancara para ponto da situação das relações entre a UE e a Turquia

O chefe da diplomacia turca, Abdulah Gül, recebeu esta segunda-feira, em Ancara, o seu homólogo alemão, Frank Walter Steinmeier, assim como Olli Renh, o comissário para o alargamento, e João Gomes Cravinho, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, país que vai assumir a presidência da União em Julho.
Durante este encontro com a 'troika' europeia, a Turquia defendeu o direito de responder militarmente aos ataques dos rebeldes curdos, lançados contra o seu território, a partir do norte do Iraque.
Quanto às negociações de adesão da Turquia, suspensas há seis meses por Ancara recusar abrir os seus portos e aeroportos aos navios e aviões cipriotas, os responsáveis europeus garantiram que o processo vai continuar, mas sem avançar datas. Ancara espera recomeçar a negociar três novos capítulos em Junho.

(Fonte: Euronews)

04 junho 2007

Sete soldados turcos foram mortos durante um ataque terrorista do ilegalizado PKK

Foram mortos hoje sete elementos das forças de segurança turcas num ataque perpetrado pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) na província de Tunceli, no leste da Turquia.
Os sete militares eram membros da guarda paramilitar e foram mortos durante um ataque ao posto avançado que defendiam, perto da aldeia de Kocatepe no distrito de Pulumur. De acordo com testemunhos, um homem ter-se-á aproximado num veículo, terá lançado uma bomba e disparado contra as tropas. O atacante foi abatido pelos militares que sobreviveram ao ataque. Alguns testemunhos revelaram que outros membros do grupo terrorista voltaram a disparar, depois do primeiro ataque.
Para além dos sete soldados mortos, ficaram também feridos oito militares neste ataque. Os soldados mortos e feridos, estavam a cumprir o serviço militar a que são obrigados na Turquia.

Foi realizado o primeiro "casamento" homossexual na Turquia

Sibel e Nazlıcan, naturais de Tekirdağ, protagonizaram o primeiro casamento homossexual na Turquia. Embora o casamento não tenha validade legal, pois a Turquia não permite uniões homossexuais, Sibel e Nazlıcan celebraram o seu casamento como qualquer outro casal.
Nazlıcan, mãe de dois filhos de casamentos heterossexuais fracassados, é empregada e cantora no bar onde Sibel é gerente. Sibel diz que se sente homem e afirma que, assim que puder, vai fazer uma cirurgia de mudança de sexo. As duas mulheres pensam realizar um casamento válido perante a lei na Holanda.

03 junho 2007

Alberto João Jardim: "Uma Europa sem a Turquia e sem a Rússia está incompleta"

In O Primeiro de Janeiro

"Para mim, uma Europa sem a Turquia e sem a Rússia, está incompleta. A 'Europa do Atlântico aos Urais' de que falava o General De Gaulle. A cultura europeia que tem de ser a base primeira e fundamental da construção da União, também foi construída a partir da presença islâmica em muitas partes do velho continente. Não admitir a Turquia politicamente laica, mas de raízes islâmicas, é uma discriminação que pode destruir pontes necessárias com outras áreas do globo, nomeadamente sabendo-se da fragilidade energética da Europa. Além de que sou daqueles que não encontro valores hostis no monoteísmo islâmico, à nossa maneira de querermos viver."

Americanos criticam o suposto plano da Turquia de invasão do norte do Iraque para combater os rebeldes curdos

O secretário da Defesa americano, Robert Gates, criticou hoje o suposto plano da Turquia de enviar tropas do país para o norte do Iraque para combater os rebeldes curdos.
Gates disse à imprensa em Singapura que simpatiza com os turcos e partilha da sua preocupação relativamente aos ataques dos guerrilheiros. No entanto, acredita que "não ocorrerá nenhuma acção militar unilateral através da fronteira e dentro do Iraque".
Há um mês, o Exército turco intensificou as operações contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) perto da fronteira iraquiana. Fontes da província de Sirnak, na fronteira com a Síria e o Iraque, afirmaram que viram um comboio de 100 carros de combate a passar pelo centro da cidade em direcção à fronteira com o Iraque. Na quinta-feira, o chefe do Estado-Maior do Exército, general Yaşar Büyükanıt, disse que tudo estava a postos para uma incursão no norte do Iraque e que os militares apenas aguardavam a ordem do Governo. "Já deixei claro que esta operação é uma necessidade militar", afirmou.
"Centenas de turcos morrem todos os anos em virtude dos actos terroristas curdos, e estivemos a trabalhar com os turcos para tentar ajudá-los a controlar o problema em solo turco", afirmou o secretário da Defesa norte-americano.
No Sábado, o primeiro-ministro do Iraque, Nouri Al-Maliki, pediu à Turquia para respeitar a fronteira do país e ressaltou que o Governo de Bagdad não permitirá que o Curdistão iraquiano se transforme num campo de batalha.

(Fonte: EFE)

02 junho 2007

Cresce a tensão na fronteira entre a Turquia e o Iraque

Cresce a tensão na fronteira entre a Turquia e o Iraque, com o governo da Turquia a considerar um ataque contra uma base de rebeldes curdos no norte do país vizinho.
Hoje, durante uma visita à região autónoma curda, o primeiro-ministro iraquiano Nouri Al-Maliki exortou a Turquia a não realizar uma incursão militar, e disse que o seu governo não permitirá que uma área relativamente pacífica se torne um campo de batalha. Ao mesmo tempo, o comandante líder do grupo rebelde do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Murat Karayilan, disse que as suas forças vão resistir a qualquer ataque militar turco.
Nas últimas semanas, a Turquia tem reunido as suas forças militares na fronteira com o Iraque, ao mesmo tempo que líderes políticos e militares debatem no país a possibilidade de um ataque contra os rebeldes curdos do PKK, que se escondem no Iraque e realizam incursões no sudeste da Turquia.
Especialistas militares disseram que é improvável que um ataque das forças turcas conduza a uma vitória decisiva contra os rebeldes curdos."Ninguém deve esperar que estiquemos os nossos pescoços como ovelhas para serem abatidas diante de um ataque com o objetivo de nos destruir", disse o líder rebelde curdo Karayilan. Apesar do discurso agressivo, a experiente guerrilha curda provavelmente não vai ficar e combater, de acordo com analistas. Pelo contrário, deverá procurar abrigo no complexo de cavernas e penetrar no interior do norte do Iraque, de volta para a sua principal base na montanha Qandil, dificultando a tarefa da Turquia.
Os comandos turcos realizam ocasionalmente incursões através da fronteira com o Iraque em busca de rebeldes curdos, que operam em pequenos grupos, carregam poucos alimentos e conhecem as fontes de água na região. Essas incursões normalmente possuem alcance e tempo limitados.
O primeiro-ministro iraquiano, Al-Maliki, prometeu que a liderança nacional iraquiana e curda estão unidas em não permitir que o Iraque seja usado como base para atingir países vizinhos, e exortou os lados a resolverem os seus problemas pacificamente. "Se há algum problema, não devemos contar com armas e ameaças, ou usar violência ou poder porque isso vai aumentar a tensão e agravar os problemas", disse Al-Maliki durante uma entrevista conjunta com o líder da região autónoma curda, Massoud Barzani, na capital regional Irbil.
Se a Turquia invadir o norte do Iraque, as forças turcas deverão estabelecer uma zona tampão de até 20 km para tentar conter a infiltração de rebeldes curdos, segundo uma fonte do governo turco.
A Turquia tem mais de 1000 tropas no Iraque a monitorizar as actividades dos rebeldes curdos desde a última grande incursão na região há uma década.