O secretário da Defesa americano, Robert Gates, criticou hoje o suposto plano da Turquia de enviar tropas do país para o norte do Iraque para combater os rebeldes curdos.
Gates disse à imprensa em Singapura que simpatiza com os turcos e partilha da sua preocupação relativamente aos ataques dos guerrilheiros. No entanto, acredita que "não ocorrerá nenhuma acção militar unilateral através da fronteira e dentro do Iraque".
Há um mês, o Exército turco intensificou as operações contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) perto da fronteira iraquiana. Fontes da província de Sirnak, na fronteira com a Síria e o Iraque, afirmaram que viram um comboio de 100 carros de combate a passar pelo centro da cidade em direcção à fronteira com o Iraque. Na quinta-feira, o chefe do Estado-Maior do Exército, general Yaşar Büyükanıt, disse que tudo estava a postos para uma incursão no norte do Iraque e que os militares apenas aguardavam a ordem do Governo. "Já deixei claro que esta operação é uma necessidade militar", afirmou.
"Centenas de turcos morrem todos os anos em virtude dos actos terroristas curdos, e estivemos a trabalhar com os turcos para tentar ajudá-los a controlar o problema em solo turco", afirmou o secretário da Defesa norte-americano.
No Sábado, o primeiro-ministro do Iraque, Nouri Al-Maliki, pediu à Turquia para respeitar a fronteira do país e ressaltou que o Governo de Bagdad não permitirá que o Curdistão iraquiano se transforme num campo de batalha.
(Fonte: EFE)
03 junho 2007
Americanos criticam o suposto plano da Turquia de invasão do norte do Iraque para combater os rebeldes curdos
02 junho 2007
Cresce a tensão na fronteira entre a Turquia e o Iraque
Cresce a tensão na fronteira entre a Turquia e o Iraque, com o governo da Turquia a considerar um ataque contra uma base de rebeldes curdos no norte do país vizinho.
Hoje, durante uma visita à região autónoma curda, o primeiro-ministro iraquiano Nouri Al-Maliki exortou a Turquia a não realizar uma incursão militar, e disse que o seu governo não permitirá que uma área relativamente pacífica se torne um campo de batalha. Ao mesmo tempo, o comandante líder do grupo rebelde do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Murat Karayilan, disse que as suas forças vão resistir a qualquer ataque militar turco.
Nas últimas semanas, a Turquia tem reunido as suas forças militares na fronteira com o Iraque, ao mesmo tempo que líderes políticos e militares debatem no país a possibilidade de um ataque contra os rebeldes curdos do PKK, que se escondem no Iraque e realizam incursões no sudeste da Turquia.
Especialistas militares disseram que é improvável que um ataque das forças turcas conduza a uma vitória decisiva contra os rebeldes curdos."Ninguém deve esperar que estiquemos os nossos pescoços como ovelhas para serem abatidas diante de um ataque com o objetivo de nos destruir", disse o líder rebelde curdo Karayilan. Apesar do discurso agressivo, a experiente guerrilha curda provavelmente não vai ficar e combater, de acordo com analistas. Pelo contrário, deverá procurar abrigo no complexo de cavernas e penetrar no interior do norte do Iraque, de volta para a sua principal base na montanha Qandil, dificultando a tarefa da Turquia.
Os comandos turcos realizam ocasionalmente incursões através da fronteira com o Iraque em busca de rebeldes curdos, que operam em pequenos grupos, carregam poucos alimentos e conhecem as fontes de água na região. Essas incursões normalmente possuem alcance e tempo limitados.
O primeiro-ministro iraquiano, Al-Maliki, prometeu que a liderança nacional iraquiana e curda estão unidas em não permitir que o Iraque seja usado como base para atingir países vizinhos, e exortou os lados a resolverem os seus problemas pacificamente. "Se há algum problema, não devemos contar com armas e ameaças, ou usar violência ou poder porque isso vai aumentar a tensão e agravar os problemas", disse Al-Maliki durante uma entrevista conjunta com o líder da região autónoma curda, Massoud Barzani, na capital regional Irbil.
Se a Turquia invadir o norte do Iraque, as forças turcas deverão estabelecer uma zona tampão de até 20 km para tentar conter a infiltração de rebeldes curdos, segundo uma fonte do governo turco.
A Turquia tem mais de 1000 tropas no Iraque a monitorizar as actividades dos rebeldes curdos desde a última grande incursão na região há uma década.
01 junho 2007
IVA cobrado no sector turístico e alimentar será reduzido em 2008 de 18% para 8%
O Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) cobrado a todos os serviços turísticos (hotéis e restaurantes) na Turquia, será reduzido em 2008 do seu valor actual de 18% para 8%.
O IVA sobre a maioria dos alimentos também terá uma redução de 18% para 8%, embora a medida não afecte produtos de primeira necessidade como o pão.
Analistas associam esta medida às eleições gerais que serão realizadas no dia 22 de Julho. Vários sectores da economia do país solicitaram uma baixa nos impostos como incentivo às empresas, particularmente na área do turismo.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) já criticou a medida.
Embaixador da Turquia em Portugal reconhece que a Turquia não está preparada para entrar na UE
"Neste momento [a Turquia] não está preparada para entrar [na UE], nem nós preparados para a acolher", disse o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, numa entrevista hoje publicada no Jornal de Notícias.
Durão Barroso referiu ainda que a "atitude mais responsável é continuar as negociações" para ajudar ao progresso da Turquia "no sentido da modernização de um Estado democrático europeu".
Em declarações à agência Lusa, o embaixador turco em Lisboa referiu que as afirmações de Durão Barroso são uma "prova de responsabilidade e realismo" considerando-as "positivas" e "optimistas".
Kaya Türkmen adiantou também estar convencido de que dentro de "alguns anos" a União Europeia e a Turquia acordarão a entrada do país na UE.
O embaixador especificou que a Turquia aponta como data possível de entrada, 2014.
Embaixador da Turquia em Portugal de acordo com Durão Barroso sobre entrada do país na UE
"Neste momento (a Turquia) não está preparada para entrar (na UE), nem nós preparados para a acolher", disse o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, numa entrevista hoje publicada no Jornal de Notícias.
Durão Barroso referiu ainda que a "atitude mais responsável é continuar as negociações" para ajudar ao progresso da Turquia "no sentido da modernização de um Estado democrático europeu".
Em declarações à agência Lusa, o embaixador turco em Lisboa referiu que as afirmações de Durão Barroso são uma "prova de responsabilidade e realismo" considerando-as "positivas" e "optimistas".
Kaya Turkmen adiantou também estar convencido de que dentro de "alguns anos" a União Europeia e a Turquia acordarão a entrada do país na UE.
O embaixador especificou que a Turquia aponta como data possível de entrada, 2014.
Parlamento voltou a aprovar o pacote de reformas vetado pelo presidente
A medida foi proposta pelo partido do governo (AKP), após não ter conseguido eleger o seu candidato e actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Abdullah Gül.
A reforma foi vetada na semana passada pelo actual presidente da República, Ahmet Necdet Sezer, mas o Parlamento acabou por aprovar hoje o pacote de emendas à Constituição, que prevê ainda legislativas de quatro em quatro anos em vez dos actuais cinco.
A eleição do presidente provocou uma crise na Turquia, com milhões de cidadãos nas ruas para defenderem a laicidade, e acabou por levar à antecipação das legislativas para 22 de Julho.
31 maio 2007
Quatro pessoas assassinadas por rebeldes curdos
Quatro pessoas foram assassinadas hoje e outras três ficaram feridas num ataque supostamente perpetrado por um grupo de rebeldes curdos na província turca de Bingöl, no sudeste do país.
As vítimas eram trabalhadores florestais que estavam a destruir árvores, com a permissão das autoridades, nos arredores da aldeia de Çiçekdere, quando foram atacadas por um grupo ligado ao ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Há 15 dias, um grupo de membros do PKK sequestrou, no mesmo local, dois trabalhadores florestais, que foram libertados dias mais tarde.
Os militares turcos estão a realizar operações em grande escala nas províncias do sudeste da Turquia, onde reside grande parte da minoria curda, e ao longo da fronteira com o Iraque.
O Exército aguarda ordens do Governo de Ancara para atravessar a fronteira e entrar no norte do Iraque, para combater os activistas do PKK que actuam nessa região.
O PKK optou pela luta armada em 1984, em nome da independência dos 12 milhões de curdos que vivem na Turquia. Cerca de 35 mil pessoas já foram assassinadas desde então, numa guerra não declarada entre o PKK e as forças de segurança da Turquia. O povo curdo vive na Turquia, Iraque e Síria, constituindo minorias em cada um desses três países.
(Fonte: EFE)
Presidente do Tribunal Constitucional anuncia acção contra o primeiro-ministro
Como chefe do Governo, Erdoğan goza de imunidade, por isso a acção judicial não terá efeito prático algum, mas evidencia as relações cada vez mais tensas entre o presidente e o Tribunal Constitucional, tradicional bastião dos sectores laicos.
Na noite de terça-feira, Erdoğan criticou duramente a decisão do Tribunal Constitucional de estabelecer em 367 o quórum de deputados para iniciar a sessão de votação de escolha presidencial. O primeiro-ministro definiu a decisão como "uma vergonha para a justiça", tomada por "pressão política" e com falta "de base científica". Segundo Tuğcu, a declaração viola a regra que determina de que as decisões do alto Tribunal não podem ser discutidas."Aqueles que devem respeitar a lei e transformar-se num exemplo, estão a obscurecer a sua respeitabilidade com comportamentos como este", disse a presidente do Tribunal Constitucional.
O Partido da Justiça e o Desenvolvimento (AKP, no poder) apresentou como candidato presidencial o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abdullah Gül, que acabou por retirar a sua candidatura devido ao boicote da oposição.
Vaticano favorável à entrada da Turquia na União Europeia
Foram presos 11 suspeitos dos atentados de 2003 em Istambul
A polícia turca prendeu ontem, em Istambul, 11 pessoas suspeitas de ligações à rede terrorista Al-Qaeda. Também apreendeu vários passaportes falsos e documentos ilícitos durante operações simultâneas em quatro bairros dos subúrbios de Istambul.
Estas pessoas são suspeitas de terem planeado os atentados ocorridos em Novembro de 2003 em Istambul. As autoridades da Turquia atribuíram a uma célula turca da Al-Qaeda quatro atentados suicidas contra duas sinagogas, o consulado britânico e o banco britânico HSBC, que provocaram 63 mortos e centenas de feridos. Um tribunal da cidade condenou em Fevereiro sete membros desta célula à prisão perpétua pelo seu envolvimento nos atentados. Também condenou outros 41 suspeitos a penas de três anos e nove meses a 18 anos de prisão.