google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

24 abril 2007

Abdullah Gül é o candidato do Governo à presidência da República


O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, acabou de confirmar há escassos minutos que o ministro dos Negócios Estrangeiros do seu Governo, Abdullah Gül, será o candidato do partido do Governo (AKP) às eleições presidenciais.
"Depois de todas as nossas consultas e discussões para o 11.º presidente, o nosso caro ministro dos Negócios Estrangeiros, Abdullah Gül, foi proposto para a presidência," disse Erdoğan há poucos minutos na Grande Assembleia Nacional turca, onde o AKP possui uma larga maioria.
Será esse Parlamento que irá eleger o novo presidente turco, numa série de votos que terão início no próximo dia 27. O novo presidente iniciará funções no dia 16 de Maio.
Veremos como é que os secularistas turcos irão reagir a esta notícia, uma vez que a mulher de Gül usa véu islâmico. De referir que nenhum homem na Turquia pode integrar as Forças Armadas turcas se a sua mulher usar véu islâmico. O presidente da República é o representante maior das Forças Armadas turcas a par do guardião do secularismo, uma entidade militar separada do Governo que "policia" o secularismo e que actualmente está representada no chefe do Estado-Maior general das Forças Armadas, o General Yaşar Büyükanıt.

22 abril 2007

Konyaspor de Neca empata em casa com penúltimo classificado

O Konyaspor não foi além, este sábado, de um empate em casa do penúltimo classificado da liga turca. Com o Português Neca em campo durante os 90 minutos, como se tornou habitual desde que chegou ao futebol local, o Konyaspor chegou a sofrer mas conseguiu o empate.
Logo aos 17 minutos o Ercyesspor colocou-se em vantagem através de um golo de Lazarov conseguido na marcação de uma grande penalidade. Apesar do muito domínio exercido sobre o adversário, o Konyaspor só chegou ao empate aos 67 minutos, por Erman Özgür.
Com este resultado, o Konyaspor mantém o 7.º lugar, mas pode descer para 12.º no final da jornada. Já o Ercyesspor continua em penúltimo.

(Fonte: Mais Futebol)

20 abril 2007

EUA e Turquia discutem operação no norte do Iraque

O coordenador do departamento de Estado norte-americano para o Iraque, David Satterfield, reuniu-se hoje em Ancara com membros do Estado-Maior do exército turco para abordar a questão da utilização do norte do Iraque pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) como posição de retaguarda.
No encontro, foi também abordada a conferência de países vizinhos do Iraque, que se realizará em Sharm el-Sheikh (Egipto) a 3 e 4 de Maio, e a luta contra o terrorismo.
Satterfield fez primeiro uma visita de cortesia ao vice-secretário dos Negócios Estrangeiros, Ertuğrul Apakan, e depois encontrou-se com o enviado especial da Turquia ao Iraque, Oğuz Çelikkol.
Fontes do ministério dos Negócios Estrangeiros revelaram à imprensa turca que uma possível operação militar, por parte do exército turco, para derrubar as bases do PKK no norte do Iraque não foi discutida durante o encontro. Fontes do ministério sublinharam que Satterfield é um coordenador para o Iraque, não um enviado para derrubar o PKK. Revelaram que a Turquia e os Estados Unidos trocaram pontos de vista sobre soluções pacíficas para os problemas enfrentados no Iraque na base do consenso.
Mais tarde, Satterfield visitou o gabinete do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Yaşar Büyükanıt.
Na semana passada, o general Yaşar Büyükanıt, assegurou que uma operação no norte do Iraque era necessária e traria benefícios ao país. No entanto, esta semana, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, demonstrou pouco interesse numa operação desse tipo, ao destacar que traria mais riscos ao país do que eventuais ganhos. O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, também manifestou objecções a uma operação deste tipo no norte do Iraque, alegando que "não resolveria o problema". Porém, disse entender as preocupações expressadas, dada a presença de bases do PKK no Iraque, utilizadas para matar pessoas na Turquia. Washington aconselha a Turquia a evitar qualquer acção unilateral contra o Iraque.

Detidos dez supeitos do ataque a editora cristã

Foram detidos mais cinco suspeitos do ataque sangrento à editora Zirve, aumentando para dez o número de detidos. Os suspeitos são todos homens da mesma faixa etária, com idades entre os 19 e os 20 anos, e não possuem registo criminal. A editora não tinha solicitado protecção ou informado sobre eventuais ameaças.

"Fizemos isto pelo nosso país"

Cópias de uma carta dizendo, “Nós os cinco somos irmãos e vamos morrer. Podemos não regressar,” foram endereçadas às famílias dos suspeitos e estavam na posse dos mesmos.
Os primeiros cinco suspeitos eram amigos e estavam alojados num dormitório, gerido por uma fundação religiosa, para estudarem para o exame de acesso à universidade. “Fizemos isto pelo país,” disseram no seu primeiro interrogatório, de acordo com o jornal diário "Milliyet".
O Governo e a polícia ainda não fizeram nenhuma declaração pública sobre a causa dos ataques, mas a imprensa questionava ontem se não existiria uma ligação entre o assassínio do padre católico Andrea Santoro no ano passado, do jornalista turco-arménio Hrant Dink em Janeiro deste ano, e dos trabalhadores da editora cristã Zirve. Mehmet Faraç, do jornal diário "Cumhuriyet", comentou que os assassínios em Malatya podem também ser interpretados como uma resposta às reacções no funeral de Dink, em que milhares de pessoas marcharam com cartazes dizendo, “somos todos Arménios”, e a crescente presença de actividades missionárias tanto no leste como no sudeste da Turquia.
Necati Aydın, uma das vítimas, era pastor da comunidade protestante de Malatya, informou o diário "Radikal". Foi preso por vender bíblias e acusado de insultar o Islão, há sete anos em Izmir, mas foi absolvido por testemunhas que disseram que ele unicamente deu a bíblia não mencionando nada sobre o Islão.
"Este crime é resultado de provocações contra as minorias na Turquia," disse Orhan Kemal Cengiz, o advogado de Necati Aydin. "A intolerância em geral tem crescido abruptamente na Turquia," disse.
Suzanne Geske, a mulher da vítima mortal de nacionalidade alemã, Tilmann Geske, disse querer que o seu marido seja enterrado em Malatya. Disse também adorar Malatya e desejar continuar a viver nessa cidade. A outra vítima mortal, Uğur Yüksel, foi a enterrar ontem na sua terra natal, Elazığ. O funeral de Necati Aydın será no sábado em Izmir.

18 abril 2007

Três homens foram assassinados numa editora cristã

Três pessoas foram degoladas num ataque armado contra a editora Turca Zirve, que publica bíblias e outros livros de temática cristã, na cidade de Malatya, no leste da Turquia.
As vítimas, atadas de mãos e pés foram encontradas degoladas na oficina da editora, cerca das 13.30 horas (hora local), explicou o governador de Malatya, Halil İbrahim Dasöz. Duas das vítimas são de nacionalidade turca, e a terceira é o Alemão Kirman Geske, que vivia na Turquia desde 2003.
As autoridades turcas condenaram o atentado. O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, falou em acto de "selvajaria". O embaixador alemão em Ancara, Eckart Cuntz, condenou o crime, considerando-o "brutal". Em Estrasburgo, o secretário-geral do Conselho de Europa, Terry Davis, declarou-se "horrorizado". "Estou horrorizado com este crime, cujos autores só me inspiram o mais profundo desprezo", declarou Davis num comunicado condenando o atentado, "que terá obedecido a motivos religiosos, porque as vítimas trabalhavam numa editora cristã."
A fundação de escolas "Imam-Hatip", onde se formam os teólogos muçulmanos da Turquia, afirmou que este crime "é incompatível com a humanidade e com o Islão. Cada indivíduo tem o direito de ser missionário da sua própria religião," revelou Ahmet Ağırbaşlı, director da fundação. O médico Murat Cem Miman, do Hospital Universitário Turgut Özal de Malatya, confirmou o internamento de dois feridos em estado muito grave. Um deles, identificado como Emre Günaydın, sofreu diversos ferimentos na cabeça depois de ter saltado pela janela da editora Zirve.
Segundo afirmou numa conferência de imprensa, o ministro turco do Interior, Abdulkadir Aksu, Günaydın é considerado suspeito do ataque, tendo sido disponibilizada protecção policial na unidade de cuidados intensivos onde se encontra. A polícia de Malatya efectuou várias detenções no local do crime e, até agora, quatro pessoas ficaram sob custódia da Direcção-Geral de Segurança para serem interrogadas.
As primeiras investigações sobre a autoria do ataque, que tirou a vida a três trabalhadores da editora, indicam que "não se trata de uma organização terrorista," afirmou num comunicado a Direcção-Geral de Segurança de Malataya.

(Fonte: Portugal Diário)

17 abril 2007

Turquia apresenta plano de preparação para aderir à UE em 2014

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Abdullah Gül, e o negociador-chefe para a adesão da Turquia à União Europeia, Ali Babacan, apresentaram hoje em Ancara um plano que prevê que a Turquia esteja preparada para aderir à UE em 2014.

O objectivo de Ancara é transcrever o direito comunitário da UE durante os próximos sete anos, sem levar em conta se no final o bloco aceitará ou não a sua adesão. "Este programa corresponde às nossas próprias prioridades e não foi imposto pela UE," assegurou o ministro.

Ali Babacan acrescentou que neste ano e no próximo serão realizadas 200 emendas às leis nacionais.
"O objectivo do plano, hoje apresentado, é equiparar o nível de vida dos Turcos ao da UE até 2013," disse Gul. Acrescentou que a Turquia continuará a trabalhar por iniciativa própria nos temas que tinham sido suspensos, para os poder reabrir quando for necessário, sem problemas.

As negociações de adesão entre a UE e a Turquia foram retomadas no final de Março, depois de uma interrupção em Junho do ano passado, devido à recusa da Turquia em abrir os seus portos aos Cipriotas gregos.

(Fonte: Diário Digital)

16 abril 2007

Gigantesca manifestação em Ancara contra o Governo


Centenas de milhar de pessoas participaram numa manifestação, no passado sábado, na capital da Turquia para tentarem impedir que o partido do Governo, o AKP, escolha o primeiro-ministro, Tayyip Erdoğan, como o seu candidato a presidente da República.
O AKP representa a política islâmica e a possibilidade de Erdoğan ser eleito presidente pelo Parlamento em Maio, tem dividido a Turquia.
"A Turquia é laica e continuará laica," gritavam os manifestantes, com bandeiras nacionais e fotos de Mustafa Kemal Atatürk, reverenciado fundador da república, que separou a religião do Estado.
Um comandante da polícia disse que mais de 300 mil pessoas estiveram na manifestação. Para os organizadores, os presentes foram mais de um milhão. Dez mil polícias garantiram a segurança, mas a manifestação foi marcada pela calma.
Dezenas de milhar de pessoas vieram de outras regiões do país para a manifestação na Praça Tandoğan, uma das maiores que a Turquia viu nos últimos anos.
"Esta é a maior manifestação política da história de Ancara," afirmou Deniz Baykal, líder do principal partido de oposição (CHP).
Milhares de pessoas concentraram-se no mausoléu de Kemal Atatürk, um lugar onde os Turcos normalmente vão em épocas tensas.
A elite secular de generais, juízes e reitores universitários temem que Erdoğan, como presidente, tente minar o Estado laico. Eles apontam os esforços do AKP para expandir o ensino religioso e para nomear religiosos para postos importantes da administração.
O AKP tem uma maioria suficiente no Parlamento para eleger Erdoğan ou qualquer candidato que escolher para o mandato de sete anos como chefe do Estado.
O nome do candidato deve ser definido ainda este mês, e a eleição será realizada pelo Parlamento em Maio.
Erdoğan nega que tenha uma agenda islâmica, e diz que rompeu com o seu passado, sendo agora um democrata conservador.



(Fonte: Reuters)

13 abril 2007

UE quer solução pacífica para o conflito entre a Turquia e os Curdos do norte do Iraque

A Comissão Europeia pediu hoje para que as diferenças entre a Turquia e os Curdos do norte do Iraque sejam resolvidas pacificamente. Este pedido surgiu na sequência das declarações do general turco, Yaşar Büyükanıt, que invocou a necessidade de uma operação militar para acabar com os rebeldes curdos no norte do Iraque.
"A nossa esperança e o interesse de todos os envolvidos é que as possíveis diferenças sejam discutidas de uma maneira pacífica e construtiva," disse a porta-voz do executivo da UE, Krisztina Nagy. Recusou comentar as declarações do chefe das Forças Armadas turcas, general Yaşar Büyükanit, proferidas numa conferência de imprensa na quinta-feira, em que disse que "do ponto de vista militar, tem de ser feita uma operação no norte do Iraque." Nagy disse que Bruxelas está a acompanhar de perto a situação na região. "A estabilidade do Iraque é do nosso interesse comum e a UE reconhece o papel construtivo que a Turquia tem na área, e neste contexto é importante que a Turquia continue a ter esse papel construtivo," disse.

(Fonte: Reuters)

Presidente Sezer: "O sistema secular da Turquia corre grande perigo"


O sistema de governo secular da Turquia depara-se com seu maior desafio desde a fundação da República turca, em 1923, afirmou hoje o presidente Ahmet Necdet Sezer, um dia depois do chefe do Estado-Maior general das Forças Armadas turcas ter defendido o secularismo.
Em declarações dadas na Academia de Guerra semanas antes das eleições presidenciais marcadas para Maio, e nas quais pode ser eleito o primeiro presidente turco com raízes islâmicas, Sezer disse também acreditar na existência de uma campanha para minar as Forças Armadas do país.
Os militares vêem-se como os últimos guardiões do sistema secular da Turquia, fundado por Mustafa Kemal Atatürk, e nos últimos 50 anos já tiraram do poder quatro governos.
"O regime político da Turquia não se depara com um perigo deste tipo desde a fundação da República," disse Sezer. "As acções dirigidas contra a ordem secular e os esforços para colocar a religião dentro da política estão a alimentar as tensões sociais," acrescentou.
Amanhã, dia 14 de Abril, está prevista uma manifestação de grandes proporções, organizada pelos partidários do secularismo, para protestar contra os planos do primeiro-ministro turco, Tayyip Erdoğan, de concorrer à presidência.
A elite secular do país teme a possibilidade de Erdoğan (um ex-activista islâmico) minar a separação entre o Estado e a religião caso seja eleito.
O Partido do Governo (AKP), deve nomear o seu candidato à presidência na próxima quarta-feira. Como possui uma folgada maioria no Parlamento, o seu candidato deve, quase certamente, substituir o secularista convicto Sezer, cujo mandato termina no dia 16 de Maio.
Na quinta-feira, o chefe das Forças Armadas do país, general Yaşar Buyukanıt, fez um alerta ao Partido AKP, afirmando que o próximo chefe de Estado do país deveria ser um seguidor fiel do sistema secular turco.

(Fonte: Reuters)

Orhan Pamuk regressou à Turquia para escrever novo romance


Apesar das ameaças dos ultranacionalistas, o escritor Orhan Pamuk, Nobel da Literatura em 2006, regressou a Istambul - cidade onde nasceu e que transformaria em grande protagonista da sua obra literária. E voltou para escrever o seu próximo romance. O escritor deixara a sua cidade sob escolta policial no dia 1 de Fevereiro, após o assassínio, por parte dos ultranacionalistas turcos, do jornalista de origem arménia Hrant Dink, ocorrido no passado dia 19 de Janeiro. A retirada do vencedor do Nobel, dias depois, foi justificada pelo facto do homem que a polícia suspeitava ter assassinado Dink - jornalista de quem o escritor era amigo - estar a planear um crime contra Pamuk. Sem fazer quaisquer declarações públicas, e num clima de descrição, Orhan Pamuk voltou à sua casa em Istambul, deixando assim os EUA, onde se instalara entretanto, alegadamente para dar aulas na Universidade de Columbia, Nova Iorque, com a qual tem um acordo. Segundo a sua editora, a Iletişim, Pamuk pretende ficar na Turquia pelo menos até Setembro, altura em que deverá dar por concluído o seu novo romance - "Masumiyet Muzesi" (que em Português significa "Museu da Inocência") - com edição prevista para o final deste ano. Há dois meses, quando abandonou o país, Orhan Pamuk foi acusado de "cobardia", nomeadamente pelo director do diário "Akşam", ao não admitir que a sua saída não se devia a um simples convite para dar aulas numa universidade norte-americana. No mesmo sentido, outro diário, o "Sabah", assegurava que o escritor levantara uma larga soma de dinheiro da sua conta pessoal, decidido "a não regressar por muito tempo". O que um e outro jornal sugeriam é que a saída de Pamuk se devia a ameaças pelo facto de ser um dos nomes mais odiados por parte dos ultranacionalistas turcos. Os mesmos que o haviam acusado de traição à pátria quando o escritor afirmou, numa entrevista a um jornal suíço, em 2005, que a Turquia fora responsável pelo genocídio do povo arménio durante a I Guerra Mundial. Pamuk teve de ir a tribunal, mas o julgamento seria anulado. Agora, dois meses depois de sair, Pamuk regressa e tenta que esse regresso fique no silêncio.

Fonte: (DN)