
30 maio 2009
Navio encalhou em Istambul

29 maio 2009
Turquia afastou Portugal do campeonato da Europa de sub-19
A equipa, orientada por Ilídio Vale, precisava apenas de um empate, depois de ter ganho à Dinamarca (3-0) e à Grécia (1-0), para se qualificar para a fase final da competição que vai decorrer na Ucrânia enttre 21 de Julho e 2 de Agosto.
Além do país anfitrião, a Ucrânia, já estão qualificados para a fase final a Turquia, Sérvia, França e Espanha.
(Fonte: Mais Futebol)
Choque entre balões na Capadócia causa um morto e nove feridos
Couceiro empata e termina em oitavo
O Gaziantepspor de José Couceiro empatou a um golo com o Eskişehirspor na 34.ª e última jornada do campeonato turco, disputada esta sexta-feira, despedindo-se da época no oitavo lugar.
A equipa do técnico português esteve a perder a partir dos 53 minutos, depois de um jogo dividido, mas empatou a 20 minutos do fim, pelo avançado Beto. Em cima do apito, o mesmo protagonista teve nos pés o golo da vitória, porém, atirou por cima.
Recorde-se que Couceiro assumiu o comando do Gaziantepspor à 28.ª ronda, então também oitavo classificado.
Beşiktaş (68 pontos) e Sivasspor (66) jogam este Sábado o título turco fora de portas: o líder vai ao campo do Denizlispor, 14.º, enquanto o segundo defronta o Galatasaray, quinto da tabela.
28 maio 2009
Protestos contra os crimes de ódio na Turquia
Foram feitos protestos pacíficos em Istambul, na praça Taksim, e em Ancara, para atrair a atenção pública ao clima existente de fustigamento e ao aumento das agressões.
Na passada sexta-feira, mais uma transexual foi mortalmente esfaqueada. No ano passado, cinco gays desapareceram e foram posteriormente encontrados esfaqueados num poço. Os autores alegaram que cometeram os assassínios somente pela orientação sexual das vítimas. Representantes LGBT denunciam que muitos destes casos não são solucionados e nos que o são, os culpados argumentam simplesmente que foram "provocados", argumento geralmente aceite pelos juízes."Este é o resultado do discurso do ódio", afirmou Ali da revista Kaos GL, acrescentando que "a forma como os nossos amigos são assassinados e agredidos demonstra como os assassinos e agressores, mesmo a sociedade em geral, está cheia de ódio. Estamos decididos a lutar contra esse ódio com todos os meios que temos".
Reino Unido defende entrada da Turquia na União Europeia
Paulo Portas: "A União Europeia não é o concurso Eurovisão"
Já Nuno Melo pede que "se deixe de enganar a Turquia, criando expectativas que depois não serão correspondidas".
Alguns alunos do 12º ano, alguns deles já com idade para votar, e professores, quiseram ouvir a opinião dos responsáveis do partido sobre várias questões, europeias e não só. Nuno Melo e Paulo Portas responderam.
(Fonte: IOL Diário)
Foi inaugurado em Antália o hotel mais caro da Europa
24 maio 2009
Neca empatou em casa
O empate custou ao Ankaraspor a perda de um lugar na tabela classificativa, baixando da 9.ª para a 10.ª posição. A equipa de Neca soma 41 pontos. O líder isolado é o Beşiktaş, com 68 pontos, que este Domingo venceu (2-1) o clássico com o Galatasaray.
Liga Turca: Portugueses empataram
No clássico de Istambul, frente aos rivais do Galatasaray, o líder Beşiktaş conseguiu um triunfo sofrido (2-1), que só não permitiu fazer a festa porque o sensacional Sivasspor conseguiu dar volta à desvantagem inicial no jogo com o Gençlerbirliği, garantindo um triunfo por 3-2.
O Beşiktaş precisa agora de uma vitória na visita ao Denizlispor. Caso não a consiga, fica então dependente do resultado do Sivasspor na visita ao terreno do Galatasaray.
No que se refere a Portugueses, o Gaziantepspor, orientado por José Couceiro, caiu para o oitavo lugar, por força do empate (2-2) com o Bursaspor. O Ankaraspor, com Neca a titular, também não foi além de um empate (0-0) com o Antalyaspor, e caiu para o 10.º lugar, sendo ultrapassado pelo FC Istanbul.
23 maio 2009
Brasília-Istambul, uma parceria comercial
“Mantemos o interesse nesta parceria comercial. A viagem tem um cunho muito importante do ponto de vista político e económico. A Turquia consiste no principal elo para um mercado consumidor. Além disso, o país tem forte vocação para o turismo e abre-se para os setores de biocombustíveis e alimentos”, avaliou Rocha.
A visita oficial à Turquia é parte do roteiro que a delegação brasileira cumpre na Arábia Saudita e China. A última parte da viagem, iniciada ontem (21), em Istambul, tem a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Rocha, um facto importante ocorreu com a decisão da China de abrir as portas para as compras de carnes de frango e miudezas, principais produtos da pauta de exportação do Distrito Federal.
O programa oficial em Istambul, preparado pelo Ministério das Relações Externas em acordo com o Governo da Turquia, envolveu um seminário sobre o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios entre os dois países. Durante o encontro, as lideranças empresariais e governamentais do Brasil e da Turquia apresentaram as áreas de interesses bilaterais.
Um dos pontos destacados na reunião foi a integração das cadeias produtivas. Rocha avaliou que o País representa “uma ponte” para os mercados no Oriente e no Ocidente. Além disso, buscou-se mostrar o Brasil como destino para os turistas turcos. A Turquia tem um PIB superior a US$ 800 bilhões e renda per capita de US$ 10 mil. A localização deste país como polo de irradiação e penetração para os mercados da Ásia Central, do Cáucaso, do Oriente Médio e principalmente para a União Europeia.
A Turquia é o 16º PIB do mundo. No ano passado, ela importou US$ 204 bilhões de todo o mundo. Porém, somente 0,4% provenientes do Brasil, indicando enorme margem para a ampliação das exportações brasileiras para esse mercado. O comércio Brasil-Turquia, segundo dados do Governo federal, apresentou crescimento vertiginoso desde 2001. Em 2008, as exportações brasileiras para o País atingiram a cifra recorde de US$ 816 milhões.
As importações brasileiras provenientes da Turquia também registaram sua maior cifra em 2008 (US$ 337 milhões), resultando em superávit de US$ 478 milhões a favor do Brasil e em corrente de comércio bilateral de US$ 1,1 bilhão. Levantamentos preliminares de inteligência comercial apontam os sectores de infra-estrutura, alimentos, petroquímica, energia, mineração, auto-peças, automóvel, siderurgia e papel e celulose como sendo os mais promissores.
O presidente da Fibra explicou que o DF pode tornar-se um importante parceiro das indústrias da Turquia. Segundo Rocha, ao mesmo tempo que a capital brasileira se abre para receber investimentos estrangeiros, tem uma localização privilegiada na região Centro-Oeste, com renda per capita de R$ 37,6 mil e a oitava economia do Brasil. “Além disso, o DF dispõe de linhas de crédito e tem um mercado consumidor bastante atraente aos investimentos internacionais”, enfatizou Rocha.
Outro ponto destacado é a localização da capital brasileira, entroncamento de diversas rodovias e ferrovias, capaz de escoar a produção para portos situados nos estados das regiões Nordeste e Sudeste do País. O presidente da Fibra destacou também oportunidades que estão em curso nos sectores de construção civil, tecnologia da informação e fármacos.
“O GDF lidera projectos como a Cidade Aeroportuária e o Sector Noroeste. E, numa outra frente, a Fibra alinhava o projecto do Parque Tecnológico Capital Digital. Estes empreendimentos são suficientes para atrair empresas internacionais”, assegurou Rocha.
(Fonte: Revista Brasília em Dia)
Discurso de Lula da Silva durante jantar oferecido por Abdullah Gül
Turquia vence vizinhos gregos
O encontro, referente ao Grupo 3, o mesmo de Portugal, esteve empatado até aos 69 minutos, quando Sercan Yıldırım colocou a Turquia na frente do marcador. Quatro minutos depois, Eren Albayrak fez o 2-0 e o melhor que os Gregos fizeram foi reduzir por intermédio de Lefteris Matsoukas, perto do apito final. A Turquia vai agora medir forças com a Dinamarca, na segunda-feira, ao passo que os Gregos defrontam os anfitriões portugueses no mesmo dia.
22 maio 2009
Lula fecha visita à Turquia em busca de relançar elo centenário
Nedim Gürsel: Entre o Sena e o Bósforo
Acusado de blasfémia no país de origem, Turquia, depois de publicar o livro “Filhas de Alá” no ano passado, tem uma segunda audiência do julgamento no dia 26 Maio. O procurador retirou as acusações, mas o inquérito prossegue.
Euronews: Os europeus questionam se a Turquia é realmente um país laico e se merece fazer parte da União Europeia. Que responde a isto?
Nedim Gürsel – Bem, eu sou um firme defensor da adesão do meu país à integração na União Europeia. É verdade que agora, com este julgamento, tenho algumas interrogações… Será que a Turquia anda à deriva para um regime mais autoritário? O que não é, obviamente, compatível com a ideia de Europa expressa na Turquia.
Espero que o meu julgamento seja um acidente de percurso. Mas acho que a Europa tem razão em colocar estas questões, porque talvez a Turquia não esteja pronta para entrar na Europa.
EN – Será que a Europa, especificamente os europeus, não têm uma certa responsabilidade? No sentido de os Turcos se sentirem menosprezados quando falamos com eles e falarem de um “clube cristão”?
NG – Sim, penso que a rejeição é mal vista pelos Turcos porque, de algum modo, afecta o orgulho nacional. Eu…sou contra o nacionalismo.
Mas, há bastante tempo que a Turquia bate à porta da União Europeia e depara sempre com pretextos para justificar um discurso – digamos – de rejeição. Como é o caso neste momento com Merkel e Sarkozy.
A Turquia é um país muçulmano. Mas se a Turquia partilha valores europeus seria enriquecedor para a Europa ter um país como a Turquia no seu seio.
O que é difícil de admitir pelos europeus. Não dizem, mas a candidatura da Turquia reenvia a Europa face à própria imagem: a Europa afirma a identidade e rejeita o outro, a Turquia. Mas é necessária uma reconciliação.
EN – Há mesmo assim progressos no sentido de uma maior liberdade de expressão na Turquia nos últimos anos. Assistimos à restauração da nacionalidade do poeta Nazim Hikmet, e no ano passado, o famoso artigo 301 º que penaliza a difamação da nação turca foi reformulado. No entanto, há organizações, indivíduos que denunciam simples mudanças cosméticas. Concorda com a interpretação?
GN – Em qualquer caso, fez bem em evocar o caso de Nazim Hikmet, um dos grandes poetas turcos. A Turquia fez uma grande injustiça com este grande poeta preso durante 16 anos e condenado ao exílio. Morreu em 1963, em Moscovo. O nosso primeiro-ministro, que afirmou recentemente que Nazim Hikmet estava reabilitado, também disse que a Turquia é um país que já não julga os escritores. Fui o primeiro a congratular-me. Mas o meu processo é a negação evidente deste discurso. Falou de alterações cosméticas, pequenos retoques…talvez, mas é melhor assim, porque precisamos de ir mais longe na democratização da Turquia, e sem a perspectiva europeia não vai ser possível.
EN – O senhor é um dos signatários da carta de desculpas aos Arménios escrita por um grupo de intelectuais turcos. Ora, há pessoas que criticam esta carta porque não está lá palavra genocídio …
GN – Acho que a Turquia deve fazer um verdadeiro trabalho de memória. No que se refere à petição que assinei, penso que é uma coisa boa, porque vai mexer com os tabus. Vai quebrar tabus como a religião… o problema arménio continua a ser um tabu na memória colectiva dos Turcos.
O mesmo se aplica à questão curda. Ainda há uma dezena de anos , não podíamos falar nisso. Nem podíamos pronunciar a palavra “curdo”.
Agora, o presidente Abdullah Gül diz que a questão curda é a questão mais importante do nosso país, por isso, há uma evolução inegável.
EN – Sente-se no exílio?
GN – É um exílio voluntário. Não me sinto no exílio, porque vou muitas vezes à Turquia. Alimento-me… o meu imaginário é alimentado pela Turquia, pela história otomana. Escrevi romances históricos, estou muito ligado à cidade de Istambul.
Mas houve um tempo, especialmente depois do golpe militar de 12 de Setembro de 1980, em que não pude voltar ao meu país durante três anos. Portanto, estava verdadeiramente no exílio.
Por isso escrevi um livro chamado “O Último Eléctrico”, onde exprimi o sentimento de escritor turco no exílio: a vida nómada, o apego à pátria, à cidade, etc.
Agora não me sinto no exílio, estou um pouco a meio caminho entre Paris e Istambul. Digo sempre que, metaforicamente, sou como a ponte do Bósforo, que, não só liga duas margens de um rio, o rio asiático e o rio europeu, mas também os homens e as culturas, e acredito que esse é o papel do escritor, porque a literatura é universal, aproxima os homens entre si.


