22 dezembro 2006
Novo embaixador de Portugal na Turquia apresentou credenciais
17 dezembro 2006
Behiç Aşçı em greve de fome contra o isolamento nas prisões turcas

Para protestar contra as condições de isolamento nas prisões turcas, Behiç Aşçı, um advogado que representa os prisioneiros políticos, está prestes a entrar no nono mês de uma greve de fome.
Durante 257 dias só ingeriu água com sal e açúcar para publicitar a sua oposição às denominadas prisões tipo F, introduzidas na Turquia no ano 2000 para albergarem prisioneiros ao abrigo das leis turcas anti-terrorismo.
Na Turquia, é ilegal uma ou mais pessoas pertencerem a uma organização com o objectivo de modificarem as características da República tal como estão especificadas na Constituição.
Uma jornalista do jornal diário "Turkish Daily News" entrevistou Behiç Aşçı na sua casa.
"Quando estava prestes a entrar no elevador que me levaria ao seu apartamento nos arredores de Istambul, em Şisli, a ideia de voltar para trás passou-me pela cabeça. No entanto, deparei comigo numa espaçosa sala de estar, sentada num sofá com um gato letárgico, a olhar para um placar coberto com notícias de jornal sobre a sua greve de fome. Agarrada a um urso de peluche sujo, uma criança de quatro anos com um vestido cor de rosa, corria de uma ponta à outra da sala, ao mesmo tempo que cantava. Estava a acompanhar a mãe numa visita a Aşçı. Ao mesmo tempo que esta pequena vida irradiava força pela sala, eu lia cartas dos seus apoiantes a encorajarem-no a continuar com a sua caminhada para a morte [...] e olhava para os 122 rostos afixados na parede, retratos daqueles que já se renderam na luta para alterar o "sistema F" na Turquia. Quando entrei no quarto, perguntou-me como é que eu estava. Como é que eu podia responder a uma pergunta daquelas? Seria possível sorrir e perguntar, 'como está?' Ele disse que há sete meses que não saía daquele quarto. 'A única diferença entre mim e os meus colegas, é que eu não estou no tribunal. Eu estou na cama a fazer o meu trabalho,' disse. Junto à sua cama estava uma fotografia de Fatma Koyupınar, a última oponente ao isolamento nas prisões tipo F a morrer de fome. Koyupınar era sua cliente e amiga e morreu na mesma casa após um ano de greve de fome. Behiç disse que sofria de insónias durante a noite, perda de visão no olho esquerdo, fadiga, batimento cardíaco irregular, queimamento nas mãos e baixa pressão arterial. Pesava 86 quilos antes da greve de fome. Quando entrei no seu quarto pesava 50 quilos".
O secretário-geral da Câmara dos Médicos de Istambul, Hüseyin Demirdizen, disse à revista "Tempo", que mesmo que Aşçı termine a greve de fome, já provocou danos irreversíveis no seu sistema nervoso, cérebro, músculos, ritmo cardíaco, coração e rins. Explicou que não era fácil uma tomada de posição neste confronto e que "foi um longo processo de decisão que começou em 2000". Destacou que ele estava a fazer o seu trabalho defendendo os direitos dos seus clientes, a maior parte culpados ao abrigo de leis anti-terroristas.
Na entrevista que concedeu, Aşçı pede mais condições humanitárias nas prisões de tipo F, em que as celas são para um a três prisioneiros. Disse que "o problema é os prisoneiros não terem oportunidade de interagirem com outras pessoas na prisão. A socialização é um direito humano básico." Ele também esteve numa prisão de tipo F durante 25 dias. Disse ainda que "uma pessoa sofre psicologicamente, porque a única coisa que se pode fazer é pensar. Não se tem livros, ar fresco, jornais, só o sentimento de vazio".
Os protestos com greve de fome começaram a 20 de Outubro de 2000, depois do início do plano de Estado para a transferência dos prisioneiros de grandes salas para as celas tipo F, à semelhança do que acontece nos Estados Unidos, com um ou três ocupantes. A 19 de Dezembro desse ano, para terminar com as greves de fome de centenas de prisioneiros, soldados turcos entraram nas 48 prisões de toda a Turquia. Durante essa operação, denominada pelo Governo de "Regresso à Vida”, pelo menos 31 presos e dois soldados morreram, e 426 presos ficaram feridos. Desde o ano 2000, 1005 prisioneiros foram transferidos para celas tipo F, 122 pessoas morreram em resultado de greves de fome e centenas permanecem incapacitadas em resultado das greves de fome.
O Partido/Frente Revolucionária de Libertação Popular (DHKP/C) considera a greve de fome como uma forma de activismo. De acordo com afirmações de alguns meios de comunicação social, polícia e fontes do Governo, o DHKP/C foi acusado de administrar várias das prisões tipo dormitório onde os seus "militantes” estavam alojados, tendo sido classificado como grupo terrorista pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Os defensores dos direitos humanos, os partidos de esquerda, a Associação Médica Turca (TTB), o Sindicato dos Advogados Turcos (TBB) e a Associação dos Engenheiros e Arquitectos (TMMOB), manifestaram-se contra o desenho cruel das prisões tipo F. Um relatório conjunto do TTB, TBB e TMMOB, concluiu que as prisões tipo F foram criadas para derrubar psicologicamente os prisioneiros através do isolamento.
Este sistema foi criado um ano depois da Turquia se ter tornado oficialmente um país candidato à adesão à União Europeia. Numa atitude que pareceu estar de acordo com o caminho para a adesão à União Europeia, a Turquia começou a implementar o desenho das prisões de tipo F, de acordo com os modelos da União Europeia e dos Estados Unidos. Convenientemente, talvez, a separação dos prisioneiros ajudou a resolver o desagrado do Governo relativamente a uma situação que descreviam como “prisioneiros a governarem a prisão”. Muitos alegam que se foi mais além da utilização do isolamento como um estilo ocidental de “confinamento solitário” ou instrumento de punição, tornando-se em vez disso o modelo de procedimento para os prisioneiros políticos.
Na situação actual, os prisioneiros não se opõem ao sistema tipo F, mas à ênfase dada ao isolamento. Apesar do sistema turco se basear nas prisões dos Estados Unidos e Europa, os prisioneiros das prisões tipo F turcas dizem que contrariamente à maior parte dessas prisões, não têm espaço ou tempo para se socializarem. É o grau e a qualidade da interacção que muitos dizem ser incompatível com o sistema europeu e americano.
Algumas associações de direitos humanos e alguns políticos, têm relacionado os pedidos dos prisioneiros com a fórmula “três portas, três fechaduras”. Na arquitectura turca das prisões tipo F, existem celas para três pessoas em cada corredor. Os prisioneiros e os seus apoiantes, pedem para que as portas de cada corredor permaneçam abertas durante o dia. Aşçı disse que a concordância com esta fórmula, ou qualquer outra acordada entre o Governo e os prisioneiros, acabaria com a sua greve de fome.
O jornalista do diário "Hürriyet", Ahmet Hakan, também visitou Aşçı no início da passada semana. Escreveu uma carta aberta a Aşçı na passada quinta-feira pedindo-lhe para terminar a sua greve de fome. Escreveu: “Meu amigo Behiç, tens de acabar com isso porque triunfaste.” Hakan diz que mesmo que o Governo não faça nada, Aşçı renovou uma consciência pública que tinha sido perdida. De acordo com Hakan, o facto das organizações não governamentais e de grupos de defesa dos direitos humanos se estarem a manifestar publicamente sobre este assunto, faz com que Aşçı tenha atingido o seu objectivo.
Organizações não governamentais, artistas e cidadãos anónimos, participaram numa conferência sobre as prisões tipo F, a 4 de Dezembro em Istambul. Se por um lado a consciência pública aumentou significativamente, o Ministério da Justiça e o Directorado Geral das Prisões permanece em silêncio sobre o assunto. Ece Temelkuran, jornalista e autora do livro "O Que Mais Posso Dizer", sobre as greves de fome na Turquia como forma de protesto contra as prisões tipo F, diz que não aprova as greves de fome como forma de activismo, mas acredita que as condições que levam as pessoas a usar este método são importantes. "Ignorar 122 mortes e um advogado que está a morrer é mais terrível do que as próprias greves de fome," disse. Referiu ainda que "se não fosse este tipo de activismo radical, o isolamento nunca teria feito parte da agenda".
A jornalista que entrevistou Behiç só esteve com ele durante 13 minutos porque, "senti a necesidade de limitar a nossa conversa às suas necessidades mais imediatas. Não quis gastar a sua energia, que estava visivelmente limitada." Diz que pretende juntar a sua voz à de Ahmet Hakan, felicitando-o pela sua vitória e pedindo-lhe que termine a sua greve de fome: "O sistema judicial não vai ser salvo com a sua morte, mas com a sua vida. Tem clientes para defender no tribunal."
15 dezembro 2006
Cimpor negoceia na Turquia maior aquisição dos últimos sete anos
A cimenteira turca tem uma capacidade de produção de dois milhões de toneladas por ano e representa cerca de sete por cento da produção do país. A Yitibaş é controlada pelo grupo francês Lafarge, um dos principais accionistas da Cimpor, com cerca de 12 por cento. Esta será, pelo menos, a terceira grande aquisição da empresa portuguesa ao parceiro estratégico francês, a quem já comprou a Portland, na África do Sul, e activos vários no mercado espanhol.
A administração da Cimpor já tinha revelado a possibilidade de realizar uma grande aquisição ainda este ano. O administrador Manuel Faria Blanc adiantou, em Setembro, que a empresa tinha como objectivo investir em média 150 milhões de euros por ano em novas aquisições, mas adiantava que a capacidade financeira da Cimpor era muito superior e podia suportar operações de maior dimensão.
Apesar de qualificaram esta operação de "estrategicamente positiva", por reforçar a presença num dos principais mercados do Mediterrâneo, analistas do BPI consideram o preço avançado pela imprensa turca muito elevado - 266 euros por tonelada -, um valor muito acima da média dos negócios concretizados naquela região.
Os mercados alvo para novas aquisições são a China, a Índia, América Latina, bacia do Mediterrâneo e Estados Unidos, uma estratégia que procura também contrariar o quinto ano consecutivo de quebra no consumo de cimento em Portugal. Em Outubro, a Cimpor anunciou a entrada na China, com a compra de uma unidade na província de Shangdong, que está a ser alvo de uma duplicação da capacidade de produção.
O ano fica também marcado por desinvestimentos por imposição: a alienação de 49 por cento da Cimangola por 74 milhões de dólares (56 milhões de euros, no quadro de um acordo para resolver um conflito com o Governo de Luanda e a venda de 26 por cento da Sul-Africana Portland, por imposição legal, negócio a realizar, em parte, até ao final do ano, com um encaixe esperado de 80,5 milhões de euros.
(Fonte: DN)
Embaixadora da Turquia em Portugal faz balanço da sua missão
Além do desconhecimento e natural reserva mútua, outro óbice a um melhor relacionamento empresarial é "a distância entre os dois países". Na opinião de Zergün Korutürk, o turismo seria um bom investimento, até porque, em 2005, indicou, "cerca de 20 000 portugueses visitaram a Turquia, um país com 70 milhões de habitantes que também gostam de viajar." Em 2005 foi criada uma parceria entre as companhias aéreas turca (Turkish Airlines) e portuguesa (TAP) para voos directos entre os dois países, três vezes por semana.
A diplomata reconheceu que a "situação nas relações económicas bilaterais está melhor, embora não reflicta o potencial da Turquia, um mercado imenso e muito dinâmico".
Desde 2001, o crescimento sustentado acumulado da Turquia é de 35 por cento e, nos últimos três anos, de 7,8 por cento.
Zergün Korutürk condenou "a tendência para avaliar tudo pela bitola das relações Turquia-União Europeia (UE)". "As relações económicas Portugal-Turquia não têm de passar obrigatoriamente pela esfera da UE," frisou.
Em números do ICEP-Portugal, o saldo da balança comercial portuguesa com a Turquia é amplamente deficitário, sendo as exportações para aquele país menos de metade das importações anuais, que rondam os 250 milhões de euros. As principais exportações portuguesas para a Turquia são veículos automóveis para transporte de mercadorias, hidrocarbonetos, papel, resinas e aparelhos de precisão. As importações mais significativas são ferro, cimento, algodão e televisores.
No sector do ensino, foi criado um curso de Língua e Cultura Turca na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, como cadeira optativa e com duração de quatro anos, ministrada por um professor turco enviado pelo Ministério da Educação de Ancara. Em contrapartida, a Língua e Cultura Portuguesa é ensinada por um professor destacado pelo Instituto Camões na Universidade de Ancara. Bolsas de estudo para os alunos mais distinguidos são concedidas pelos dois países para que os jovens aprofundem conhecimentos na Turquia, ou em Portugal. "O Português, língua de mais de 200 milhões de pessoas no mundo, e o Turco de outras tantas, estão a par no universo de falantes que englobam," valorizou a embaixadora.
A embaixada promoveu ainda exposições, nomeadamente de livros, em Turco e Inglês, alguns dos quais textos científicos.
Uma palavra final foi deixada por Zergün Korutürk para expressar "tristeza" ao deixar Portugal e "tantos amigos", que sempre lhe dispensaram um "caloroso acolhimento".
"Portugal é um firme defensor da adesão da Turquia à UE," congratulou-se, não deixando passar em claro que, durante a sua missão, visitaram Lisboa dois presidentes, dois chefes de Governo e vários ministros turcos.
(Fonte: RTP)
14 dezembro 2006
Presidente Sezer pediu ao Governo a realização de eleições antecipadas

O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan rejeitou ontem um pedido feito pelo presidente da República para a realização de eleições antecipadas, e insistiu que tanto as eleições presidenciais como as eleições gerais devem ser realizadas nas datas previstas. “O Parlamento actual irá eleger o presidente,” disse Erdoğan, numa reunião do seu Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP).
As declarações de Erdoğan, surgiram depois do presidente Ahmet Necdet Sezer ter juntado a sua voz aos pedidos de eleições antecipadas que têm surgido no âmbito da tensão política crescente sobre quem irá suceder Erdoğan em Maio.
Referindo-se àqueles que pedem eleições antecipadas, mas sem mencionar nomes, Erdoğan disse: “Dizem que este Parlamento não deve ou não pode eleger o presidente. Deviam ser leais ao Parlamento e à Constituição. O que é que vos aconteceu? O nosso povo vai fazer esta pergunta. Não vamos deixar que a estabilidade seja perturbada.”
Erdoğan reiterou que as duas eleições, presidenciais e gerais, devem ser realizadas nas datas previstas.
Os partidos da oposição também pediram eleições antecipadas, alegando que o Parlamento precisa de um mandato renovado para eleger o próximo líder do Estado. O líder de um dos partidos da oposição, Mehmet Ağar do Partido do Caminho Verdadeiro (DYP), argumentou que Abril é demasiado tarde para a realização de eleições gerais.
Embaixadora da Turquia em Portugal: "Bruxelas é um instrumento nas mãos de Nicósia"
Zergün Korutürk, de origem cipriota grega, falava à agência Lusa no rescaldo do Conselho de Ministros da UE da passada segunda-feira, que sufragou uma proposta da Comissão Europeia de suspender oito de 35 capítulos a negociar para a adesão da Turquia. Na base dessa decisão está o incumprimento da extensão do Acordo de Livre Comércio à República de Chipre, com a qual Ancara está de relações cortadas há mais de três décadas.
"A UE está a ser muito injusta com a Turquia," declarou a diplomata, frisando que a resolução do contencioso cipriota nunca fez parte dos critérios exigidos por Bruxelas a Ancara. "Quando a candidatura turca à UE foi oficialmente aceite, na Cimeira de Helsínquia de 1999, Ancara recebeu garantias de que o contencioso cipriota não seria um critério exigido nas negociações para a adesão," realçou. Todavia, ao subscrever (Julho de 2005) a extensão do acordo aduaneiro à dezena de novos membros comunitários desde Maio de 2004, Ancara ficou obrigada a abrir os seus portos e aeroportos à República de Chipre, o que não fez desde o início das negociações oficiais para a adesão (Outubro de 2005). Como medida sancionatória, a UE decidiu suspender oito dos 35 capítulos a negociar para a adesão turca, motivo pelo qual a representante diplomática de Ancara em Portugal acusou Bruxelas de ser "um instrumento nas mãos de Nicósia".
"A República de Chipre está escudada na UE para nunca resolver o contencioso da ilha," denunciou, aludindo à divisão insular que persiste desde 1974, entre a comunidade cipriota grega, a sul, e a cipriota turca radicada na República Turca de Chipre do Norte (RTCN).
A RTCN, só reconhecida por Ancara, foi auto-proclamada independente em 1983 e está sob bloqueio internacional desde 1994.
"Mesmo que uma maioria de países comunitários esteja contra a posição do Conselho de Ministros da passada segunda-feira, nunca afectará a decisão final da UE," lamentou Zergün Korutürk. A diplomata insurgiu-se por Bruxelas só ouvir "um lado da história, na versão da República de Chipre", incumprindo a promessa de levantamento do bloqueio à RTCN feita a 26 de Abril de 2004, dois dias depois do referendo ao Plano (Kofi) Annan (secretário-geral das Nações Unidas) para a reunificação insular e adesão como um todo à UE, "chumbado" pelos Cipriotas gregos, mas aprovado pelos Cipriotas turcos.
"A promessa da UE durou cinco dias exactamente, até 1 de Maio de 2004, quando aderiu a República de Chipre, apesar do não ao Plano Annan, ficando de fora a RTCN," ironizou.
Zergün Korutürk confessou estar "céptica" em relação à causa dos Cipriotas turcos, que foram as vítimas das hostilidades dos Cipriotas gregos a partir de 1963, até à invasão militar turca da ilha em 1974, para impedir a sua anexação à Grécia e a "limpeza étnica" da população muçulmana local.. A propósito, a embaixadora perguntou quem na UE, entre políticos e opinião pública, conhece estes antecedentes para se pronunciar com razão e admitiu que "o bloqueio à RTCN persistirá se Bruxelas não se impuser para Nicósia arrepiar caminho".
"A Turquia nunca abandonará a RTCN," vincou, justificando que o seu país "não pode abdicar da política de defesa intransigente dos direitos dos cipriotas turcos".
Para a diplomata, porque "até os países pouco favoráveis à adesão turca concordam ser do interesse comunitário não deixar descarrilar o processo", a Turquia não deverá abandonar as negociações.
"O processo não passa só pelo contencioso cipriota, e a UE jamais permitiria que Ancara se retirasse," assegurou, lançando um repto: "Bruxelas deverá decidir quais são os benefícios, ou desvantagens, em ter a Turquia dentro, ou fora."
Zergün Korutürk concluiu: "No seu tratado de adesão, a República de Chipre comprometeu-se a alcançar uma solução global para o contencioso insular no quadro da ONU e a evitar qualquer atitude passível de infligir danos à economia cipriota turca. Nunca cumpriu."
13 dezembro 2006
Única revista "gay" da Turquia acusada de crime de obscenidade
10 dezembro 2006
Jornalista condenado a pagar cerca de 2500 euros por ter "insultado" o primeiro-ministro
09 dezembro 2006
Orhan Pamuk discursou em Estocolmo
Orhan Pamuk, o autor turco vencedor do Prémio Nobel da Literatura deste ano, num discurso proferido na quinta-feira em Estocolmo, revelou como se tornou escritor, o que sente quando escreve, e como se sentiu ao viajar com uma mala que lhe foi entregue pelo seu pai, que morreu em 2002.O discurso, que Orhan Pamuk intitulou "A Mala do Meu Pai", incluiu as palavras que o seu pai, Gündüz Pamuk, lhe disse antes de morrer: um dia Orhan Pamuk receberia o prémio Nobel. Pamuk concluiu o seu discurso dizendo: "Gostaria tanto que o meu pai estivesse aqui entre nós neste dia."


