google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

24 outubro 2014

Consulados da Turquia evacuados devido a envelope com pó amarelo

A recepção de um envelope com um pó amarelo desencadeou a evacuação, como medida de prevenção, de três consulados da Turquia, o canadiano, o belga e o alemão, informou esta sexta-feira a emissora CNNTürk.
O primeiro a soar o alarme foi o consulado do Canadá, situado no distrito de negócios de Levent de Istambul, que avisou a polícia da chegada de um envelope com um estranho pó amarelo.
A polícia evacuou as dependências do consulado, situado num prédio de escritórios, e iniciou uma investigação na qual participam especialistas do serviço de emergências turco, com trajes especiais de protecção.
Do consulado alemão também chegou uma notícia muito similar e este foi igualmente evacuado, o mesmo acontecendo na delegação belga, assegurou a emissora.
Até ao momento não se sabem mais detalhes sobre a natureza do envio nem qual é a substância dentro dos envelopes.
 
(Fonte: Diário Digital)

20 outubro 2014

Turquia cede o mínimo e insiste que os EUA estão a armar curdos “terroristas”

Norte-americanos fazem primeira entrega de armas e munições aos combatentes que defendem a cidade síria de Kobani dos jihadistas.

À Turquia tem-se pedido muito: que autorize a entrada na Síria de combatentes turcos curdos, que permita a passagem pelo seu território de armas para reforçar os curdos que combatem os fundamentalistas do Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, e que deixe a coligação liderada pelos Estados Unidos usar as suas bases aéreas. Para Ancara, os riscos são altos – e daí todas as condições que tem colocado. O anúncio de que vai facilitar a entrada na Síria aos combatentes curdos iraquianos é um primeiro passo, mas também é uma forma de continuar a evitar entrar nesta guerra.
Os curdos que defendem Kobani, cidade síria junto à fronteira com a Turquia, cercada pelo EI por todos os lados menos por Norte, tiveram esta segunda-feira um dia de boas notícias. Primeiro, vieram os “27 fardos” largados por aviões de transporte C-130 norte-americanos: 21 toneladas de armas e munições fornecidas pelas autoridades do Curdistão iraquiano, incluindo armamento antitanques, dizem os curdos no terreno, que esperam novos carregamentos nos próximos dias.
O Presidente norte-americano, Barack Obama, telefonou ao primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, a avisá-lo desta operação, que não implicou a entrada no espaço aéreo turco. Horas depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Çavusoğlu, anunciava que o seu Governo ia “ajudar os peshmerga [combatentes] a passar para Kobani”.
Mas nada disto muda o facto de Ancara ver o YPG (Unidades de Defesa do Povo), a milícia do Partido da União Democrática (PYD, sírio) que defende Kobani, como igual aos seus aliados do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão, turco), que tanto a Turquia como os EUA e Bruxelas consideram um “grupo terrorista”, ou mesmo como igual ao EI.
“Nos últimos dias, começou a surgir a ideia de armar o PYD para combater o ISIL [outro acrónimo de EI]. “Para nós, PYD e PKK são o mesmo, uma organização terrorista”, disse Erdoğan este fim-de-semana. “Seria errado esperar um ‘sim’ como resposta da nossa parte se um país amigo e aliado da NATO nos pede colaboração e admite apoiar uma organização terrorista.”
Entretanto, as autoridades turcas libertaram os últimos curdos sírios dos 250 detidos há duas semanas. O grupo, vindo de Kobani, era acusado de ligações ao PKK, o movimento com o qual Ancara iniciou negociações há dois anos, após um conflito com mais de 30 anos que já fez mais de 40 mil mortos.
“Deixem-me dizer claramente aos nossos aliados turcos que compreendemos os fundamentos da sua oposição e os nossos a qualquer tipo de grupo terrorista, e são particularmente óbvios os desafios que eles enfrentam com o PKK”, afirmou o secretário de Estado norte-americano, John Kerry. Mas os membros do EI “escolheram este campo de batalha [Kobani], atacando um pequeno grupo que, apesar de estarem ligados às pessoas a que os nossos amigos turcos se opõem, estão corajosamente a combater o ISIL”.
Se o PYD e o seu exército são próximos do PKK – e são, muito próximos –, a lógica dita que Washington também se oporia. Mas a Síria e a ameaça dos jihadistas pôs em causa muitas lógicas. Com esta operação de entrega de armas, os EUA admitem pela primeira vez estar a armar directamente o YPG.
UE pressiona Ancara
Não é de agora que a Turquia teme o PYD. Este partido controla desde há muito várias zonas da Síria conquistadas ao regime de Bashar al-Assad. No final do ano passado, anunciou a criação de um governo para três distritos. Esta ambição territorial (que Ancara usa para sustentar a comparação com o EI) é o que mais preocupa um país onde vivem 14 milhões de curdos, muitos dos quais já protestaram violentamente pela ausência de mais ajuda a Kobani, razão que levou também o PKK a ameaçar desistir das negociações de paz.
Permitir a entrada de combatentes curdos iraquianos – Ancara acabou por se render à existência de um Curdistão iraquiano e tem boas relações com os seus líderes – e libertar os sírios são formas de aliviar um pouco a pressão sem ceder em nada no que são as suas linhas vermelhas.
Para mais cooperação, Erdoğan exige que o alvo se alargue do EI ao regime de Assad, que seja imposta uma zona de segurança na Síria junto à fronteira turca para os refugiados (a Turquia recebe pelo menos 1,5 milhões, incluindo quase 200 mil que fugiram de Kobani), a criação de uma zona de exclusão aérea no espaço sírio junto à Turquia para proteger os refugiados e os sírios que combatem Assad (Exército Livre da Síria) e que outros grupos da oposição (não ligados à Al-Qaeda nem ao EI) recebam treino e equipamento.
A pressão é que não vai parar. Já ao fim do dia, a União Europeia pediu a Ancara que “abra a sua fronteira para todos os reabastecimentos para a população de Kobani”. O comunicado, saído de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, não é claro, mas um diplomata ouvido pela AFP diz que o pedido se refere a bens de primeira necessidade, mas também a combatentes e armas.
 
(Fonte: Público)

17 outubro 2014

A Turquia e a questão curda

1.A Turquia é um Estado complexo, em termos de identidade e geopolíticos. Isso resulta da sua própria história, da extensão do seu território, superior a 780.000 Km2, mas também da heterogeneidade de uma população que ronda os 80 milhões.
Sendo, simultaneamente, Europa e Médio Oriente, o leste e o sudeste do país interligam-na com essa área geopolítica conturbada e os seus intrincados conflitos. Às suas portas decorrem a violenta guerra civil na Síria, a guerra intermitente no Iraque e as bárbaras atrocidades do ISIL (Estado Islâmico do Iraque e Levante, na sigla Inglesa), sobre as minorias cristãs, yazidis, xiitas e curdas. Consequência da instabilidade geopolítica e da crise humanitária gerada, a questão curda voltou a reentrar na política internacional. Como se pode ver pelas recentes e dramáticas imagens do cerco à cidade síria de Kobani, junto à fronteira turca, pelo ISIL, o problema curdo tem um perfil transnacional. O que explica a repartição das populações curdas por vários Estados? Como se chegou à questão curda actual, onde esta minoria étnica é alvo frequente de violência e sofrimentos provocados pelos próprios Estados onde vive? Impõe-se um breve enquadramento político e histórico.
2. Até à I Guerra Mundial os curdos encontravam-se essencialmente repartidos entre o Império Otomano e o Império Persa. Hoje encontram-se nos seus Estados sucessores, respectivamente Turquia, Iraque e Síria (Império Otomano) e Irão (Império Persa). A sua população total é estimada algures entre os 27,5 e os 35 milhões de pessoas. A seguir aos árabes, aos turcos e aos persas/iranianos, os curdos são o quarto maior grupo étnico do Médio Oriente. Não existem, todavia, estatísticas oficiais que permitam dar um número rigoroso, pelo que todos os valores que se possam apontar são meras aproximações. A dispersão territorial e política da população curda acentuou a sua heterogeneidade. Encontram-se repartidos por vários grupos religiosos e linguísticos, a par de divisões tribais e em clãs. Em termos religiosos, existe uma grande predominância de muçulmanos sunitas (rondará os 80% ou até um pouco mais). É significativo o número de alevis (estimado entre 12% a 15 %). Em termos mais residuais, encontram-se também yazidis, judeus e cristãos (na ordem dos 3% ou algo inferior). Quanto à língua curda contém vários dialectos: o curmanji, o sorani, o zaza e o gorani. Os dois primeiros são predominantes, existindo, também, diversos subdialectos. Importa notar que uma parte significativa dos curdos não fala curdo, em qualquer dos seus dialectos. As razões são essencialmente políticas e estão ligadas à proibição legal e/ou marginalização política e social do uso da língua curda, nos Estados onde vivem.
3. A história faz sentir o seu peso na questão curda. O Tratado de Sèvres, assinado em 1920, entre as potências vencedoras da I Guerra Mundial e o Império Otomano/Turquia previa a possibilidade de nascimento de um Estado curdo. À parte os interesses estratégicos das potências europeias na região, a ideia inseria-se na linha dos ideais do Presidente dos EUA, Woodrow Wilson e da fórmula do “direito das Nações disporem de si próprias”. O Tratado de Sèvres nunca chegou a ter validade jurídica, pois não foi ratificado pelo Império Otomano/Turquia. Todavia, o seu texto reflecte problemas bem actuais. No seu artigo 62.º, sob a epígrafe “Curdistão”, estabelecia a preparação da “autonomia local para as regiões predominantemente curdas, situadas a leste do Eufrates [...] e a norte da fronteira da Turquia com a Síria e a Mesopotâmia.” Previa, complementarmente, “garantias plenas para a protecção dos assírios-caldeus e outras minorias raciais ou religiosas no interior destas regiões”. Por sua vez, o artigo 64.º considerava uma possível independência: “Se, no prazo de um ano a contar da entrada em vigor do presente Tratado, a população curda [...] demonstrar que uma maioria da população dessas regiões deseja tornar-se independente da Turquia [...]” esta compromete-se “a executar essa recomendação e a renunciar a todos os direitos e títulos sobre essas regiões.” Não foi esse o rumo da história, após a vitoriosa campanha militar de Mustafa Kemal Atatúrk, em 1921-1922, que levou à fundação da moderna República da Turquia em 1923.
 
(Fonte: Público)

14 outubro 2014

Turquia quebra cessar-fogo e bombardeia PKK

Esta é a primeira grande falha num cessar-fogo de quase dois anos entre independentistas curdos e a Turquia. Tensões regressaram depois de Ancara ter recusado apoiar os curdos no combate aos avanços do autoproclamado Estado Islâmico.

Aviões F-16 e F-4 turcos bombardearam esta terça-feira duas bases militares do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), perto da fronteira com o Iraque. As acções desta terça-feira não deixam dúvidas acerca do momento de tensão vivido no cessar-fogo em vigor há quase dois anos.
Os ataques aéreos em Daglica, cidade próxima da fronteira com o Iraque, constituíram uma resposta ao bombardeamento de um posto militar turco pelo PKK, dizem as forças armadas, citadas pela BBC. Também o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoğlu, fez saber que as acções do exército turco constituem uma retaliação face a ataques do PKK na zona fronteiriça, de acordo com a agência Reuters.
Pelo menos 35 pessoas morreram em tumultos durante a semana passada quando membros da minoria turca (que conta cerca de 15 milhões) se insurgiam contra a inércia da Turquia no combate ao Estado Islâmico (EI), especialmente no combate travado no enclave sírio de Kobane, cidade que os jihadistas tentam tomar há quase um mês e da qual detêm agora a maior parte.
"Pela primeira vez em quase dois anos, uma operação aérea foi levada a cabo contra nós pelas forças do exército da ocupante República da Turquia", disse uma fonte do PKK, citada pela agência Reuters. "Estes ataques contra duas bases da guerrilha em Daglica violaram o cessar-fogo", declarou o membro do PKK.
Os curdos do PKK têm ajudado a milícia curda YPG (Unidades de Protecção Popular) no combate aos extremistas sunitas do EI. Já a Turquia não está disposta a abrir mão do combate de três décadas contra o movimento curdo independentista e nega firmemente armar as forças curdas ou permitir-lhes que atravessem a fronteira com a Síria através de território turco.
Ancara, como os EUA e a União Europeia, classifica o PKK como organização terrorista. O líder e cofundador dos rebeldes soberanistas, Abdullah Ocalan, está preso na Turquia desde 2012.
Ocalan terá dito esta semana que as conversações de paz entre o grupo e Ancara deveriam ocorrer até quarta-feira, segundo a agência Reuters. Citado pelo seu irmão, Mehmet, Ocalan terá avisado a partir da prisão: "Esperaremos até 15 de outubro... Depois nisso não haverá nada que possamos fazer".
Num funeral na cidade turca de Suruc (a cerca de 10 quilómetros da fronteira síria) de quatro mulheres combatentes do YPG, centenas de pessoas cantavam: "'Erdoğan [Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan] assassino" em turco e também 'longa vida ao YPG' em curdo", contava a Reuters esta terça-feira.
Relutante em juntar-se às fileiras de combate aos jihadistas, o Parlamento de Ancara aprovou a 2 de outubro a entrada do país na coligação internacional - liderada pelos EUA - que tem levado a cabo ataques aéreos no Iraque e na Síria. Contudo, o país não está disposto a abrir mão do combate ao regime sírio de Bashar al-Assad e aos separatistas curdos do PKK.
A Turquia põe como condição para um apoio real à campanha militar contra os jihadistas do EI uma luta paralela contra o regime de Damasco. Todavia, Washington opõe-se a esta medida, por dispersar a estratégia militar em curso, que visa unicamente destruir o autoproclamado EI.

(Fonte: Expresso)

13 outubro 2014

Afinal, ainda não há acordo entre EUA e Turquia para uso das bases aéreas turcas

Estados Unidos anunciaram o acordo no domingo, mas a Turquia negou-o esta segunda-feira, revelando que existem conversações e que se mantêm.
 
Falso alarme. O acordo entre Estados Unidos e Turquia para o acesso dos primeiros às bases aéreas turcas, com particular foco em Incirlik, foi negado pelo governo de Erdogan, avançou o New York Times esta segunda-feira. Ainda assim, as conversações existem e mantêm-se. Tudo não terá passado de um mal-entendido.
As negociações surgem no âmbito da campanha internacional liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico (EI), que quererá envolver a Turquia depois do grupo jihadista ter investido na conquista de Kobane, uma cidade síria próxima da fronteira turca.
O anúncio de domingo foi feito pela conselheira de Defesa, Susan Rice, na rede de televisão NBC, acrescentando que os norte-americanos teriam ainda autorização para treinarem “forças rebeldes moderadas” nessas mesmas instalações. “Este é um novo compromisso, e um acordo que é muito bem-vindo”, disse Susan Rice, referindo que ainda haveria detalhes sobre a utilização destas bases aéreas que estariam a ser acertadas entre os dois países. Sabe-se agora que serão mais do que detalhes, embora o diálogo continue de pé.
A base de Incirlik é atualmente utilizada por forças turcas e norte-americanas, uma situação que não está inserida no plano de coligação internacional contra o Estado Islâmico. Estas instalações têm especial interesse por se localizarem perto da fronteira entre a Turquia e a Síria.
A Turquia tem estado relutante em aderir a este esforço internacional devido às reservas em apoiar as forças curdas com quem manteve uma longa guerra civil. Com o avanço dos terroristas em Kobane, o país mobilizou tropas para aquela zona do território, mas pôs de lado qualquer intervenção terrestre. Mais de 200 mil pessoas já fugiram da cidade e estão agora refugiadas do lado turco.
 
(Fonte: Observador)

28 setembro 2014

Agrava-se a tensão na fronteira entre a Turquia e a Síria

Com a cidade curda de Kobani submetida a um intenso ataque dos radicais sunitas da organização Estado Islâmico, continua a aumentar a tensão na fronteira entre a Turquia e a Síria.
Enquanto do lado sírio, os jihadistas  mantêm o cerco à cidade curda de Kobani, as autoridades turcas procuram impedir que curdos turcos e sírios entrem na Síria, para se juntarem à resistência curda que procura defender Kobani.
A poucos quilómetros de Suruc, milhares de curdos forçam as barreiras fronteiriças, enquanto o exército turco tenta travá-los.
Para os curdos, esta atitude das autoridades turcas traduz um apoio claro aos jihadistas.
“Não temos provas de que o Governo turco está a apoiar diretamente a organização Estado Islâmico, mas a política e a diplomacia da Turquia têm consistido em isolar a revolução em Kobani”, disse o deputado curdo do Partido Republicano do Povo (CHP),Ertugrul Kürkcu.
As críticas à atuação do Governo chovem também do lado da oposição laica turca, que acusa as autoridades de terem permitido que combatentes e armamento tenham chegado aos jihadistas através de território turco.
As acusações de um apoio camuflado aos extremistas sunitas, foram rejeitadas pelo primeiro ministro turco, Ahmet Davutoğlu.
“Nós abrimos as nossas fronteiras aos nossos irmãos sírios e recentemente aos nossos irmãos e amigos iraquianos, sem perguntar se são árabes, curdos, yezidis, muçulmanos, cristãos, xiitas ou sunitas”, disse o chefe do Governo turco, acrescentando que “vamos continuar a fazer como até agora”.
Com receio de que os jihadistas massacrem a população civil, 150 mil curdos da Síria fugiram na última semana para a Turquia.
O Parlamento turco votará no dia 2 de outubro a participação da Turquia nas operações da coligação militar internacional.
 
(Fonte: Euronews)

Três franceses acusados de terrorismo na Turquia

Três cidadãos franceses detidos na Turquia, depois de viajarem para a Síria, foram acusados hoje de planearem actos terroristas, afirmou hoje o seu advogado.
Os três homens, que foram alvo de um inquérito judicial esta semana, após a sua prisão na Turquia, foram acusados por um juiz de "associação criminosa com o objectivo de planear actos terroristas", disse à AFP o advogado Pierre Dunac.
Do grupo faz parte um homem de 29 anos, de Toulouse, cunhado do 'jihadista' Mohamed Merah, que foi morto pela polícia depois que ter assassinado sete pessoas, incluindo três crianças, em 2012.
 
(Fonte: DN)

26 setembro 2014

Turquia admite integrar coligação contra jihadistas

O Presidente turco confirmou a mudança de posição do seu país em relação ao combate ao grupo Estado Islâmico e admitiu juntar-se em breve à coligação militar liderada pelos Estados Unidos da América.
Depois do seu regresso da Assembleia Geral da ONU, o Presidente turco Recep Tayyip Erdoğan confirmou perante os meios de comunicação a mudança de posição da Turquia, que está a ser relacionada com a libertação no sábado de 46 cidadãos turcos mantidos reféns pelo Estado Islâmico desde Junho. “A nossa posição mudou agora. O processo seguinte será totalmente diferente”, declarou à chegada a Istambul. “Como sabem, o projecto de mandato vai ser entregue no Parlamento. Será discutido em 2 de Outubro e espero que possam ser adoptadas as medidas necessárias após a sua votação. Este mandato autoriza a intervenção das forças armadas”, frisou o chefe de Estado.
O poder islamita-conservador turco recusou até agora integrar a coligação militar reunida pelos Estados Unidos para combater o EI, que esta semana iniciou os bombardeamentos de alvos Jihadistas em território sírio, após o início da ofensiva aérea no vizinho Iraque a 8 de Agosto. Ancara tinha designadamente excluído a utilização da base aérea de Incirlik (sul) e do seu espaço aéreo aos aviões com destino à Síria.
Suspeito de ter fornecido armamento durante um largo período aos movimentos mais radicais, incluindo o EI, que defrontam o regime do Presidente sírio Bachar al-Assad, o governo turco justificou a sua alegada “neutralidade” pela necessidade de proteger a vida dos seus 46 cidadãos sequestrados em Junho pelos jihadistas em Mossul, norte do Iraque. Estes reféns foram libertados há seis dias após negociações que — como referiram diversos meios de comunicação social turcos e não desmentidas por Ancara — implicaram a libertação de 50 jihadistas detidos na Turquia.
Já na terça-feira, Erdoğan tinha emitido um sinal sobre uma alteração da abordagem da Turquia face aos conflitos nos dois países vizinhos, quando saudou os primeiros ataques aéreos da coligação na Síria e assegurou que o seu país estava pronto “para qualquer forma de apoio, incluindo militar e político”.
 
(Fonte: Observador)

24 setembro 2014

Novos ataques aéreos atingem fronteira com a Turquia

Os EUA perpetraram esta madrugada novos ataques aéreos contra o Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria, junto da fronteira com a Turquia, obrigando à fuga de milhares de curdos da região. Barack Obama já avisou que a operação será longa: "Os ataques do início desta semana foram apenas o começo. Haverá mais", declarou o Presidente norte-americano, citado pela CNN.
Segundo o Pentágono, os ataques desta madrugada atingiram a região síria junto à fronteira com o Iraque, a noroeste de Al Qa'im, tendo sido destruídos oito veículos dos jihadistas do Estado islâmico do Iraque e da Síria (ISIS).
No Iraque registaram-se ataques aéreos na zona oeste de Bagdade. Foram destruídos dois veículos armados dos combatentes do ISIS e um esconderijo de armas. Outros dois ataques ocorreram a sudeste da cidade de Irbil, tendo sido anuladas posições de combate do Estado islâmico.
De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, a cidade de Kobani tem sido alvo de mais ataques, tendo-se refugiado cerca de 130 mil pessoas no território vizinho.
Desde agosto os EUA levaram a cabo cerca de 200 atques aéreos na região, contando neste momento com o apoio da  Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrain e Qatar.
Observatório Sírio dos Direitos Humanos diz que cerca de 130 mil pessoas se refugiaram no território vizinho. EUA avisam que a luta contra o Estado Islâmico "poderá durar anos".
Na terça-feira, contra-almirante John Kirby, porta-voz do Pentágono, já tinha avisado que o combate do Estado Islâmico "poderia durar anos". "Haverá um sério esforço por parte de todos os envolvidos. Nós acreditamos que a luta poderá durar anos", afirmou o responsável à BBC.
Entretanto, o Parlamento britânico anunciou que a participação do Reino Unido nos ataques aéreos contra o Estado Islâmico será discutida na próxima sexta-feira, depois de David Cameron ter defendido a necessidade de uma "forte coligação internacional" para destruir o ISIS. Cameron diz que é uma luta em que "ninguém pode escolher ficar de fora".
O Governo holandês pondera também participar na acção militar, estando agendada para esta quarta-feira uma reunião que abordará a eventual entrada em acção de quatro caças F16.
Já a Turquia, que sempre recusara envolver-se no combate contra o Estado Islâmico, mudou de posição pressionada pela comunidade internacional. "Daremos o apoio necessário à operação a nível militar ou logístico," afirmou o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan, em Nova Iorque, após a reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Durante o encontro, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, garantiu que mais de 50 países se associaram ao país na coligação internacional contra o Estado Islâmico.

(Fonte: Expresso)

21 setembro 2014

Cerca de 70 mil curdos sírios refugiam-se na Turquia para fugirem do Estado Islâmico

"O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) está a reforçar os seus esforços de ajuda ao Governo da Turquia para auxiliar os cerca de 70 mil sírios que fugiram para a Turquia nas últimas 24 horas", adiantou a organização, num comunicado publicado na noite de sábado.
Diz também que o "Governo turco e o ACNUR preparam-se para a possível chegada de centenas de milhares de refugiados nos próximos dias", enquanto os combates continuarem.
A Turquia abriu na quarta-feira as suas fronteiras aos refugiados sírios que, na quinta-feira, começaram a abandonar a localidade de Ain al-Arab, cercada pelos combatentes do grupo extremista sunita Estado Islâmico (EI).
Ain al-Arab, a terceira maior cidade curda da Síria, tinha sido relativamente poupada pelo conflito na Síria e chegou a servir de abrigo a cerca de 200 mil sírios deslocados, refere a ONU.
Mas o recente aumento da atividade dos jihadistas do EI na região e o cerco que fizeram à cidade, levou muitos moradores a fugirem, principalmente curdos.
"O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) está a reforçar os seus esforços de ajuda ao governo da Turquia para auxiliar os cerca de 70 mil sírios que fugiram para a Turquia nas últimas 24 horas", adiantou a organização, num comunicado publicado na noite de sábado.
Diz também que o "governo turco e o ACNUR preparam-se para a possível chegada de centenas de milhares de refugiados nos próximos dias", enquanto os combates continuarem.
A Turquia abriu na quarta-feira as suas fronteiras aos refugiados sírios que, na quinta-feira, começaram a abandonar a localidade de Ain al-Arab, cercada pelos combatentes do grupo extremista sunita Estado Islâmico (EI).
Ain al-Arab, a terceira maior cidade curda da Síria, tinha sido relativamente poupada pelo conflito na Síria e chegou a servir de abrigo a cerca de 200 mil sírios deslocados, refere a ONU.
Mas o recente aumento da atividade dos jihadistas do EI na região e o cerco que fizeram à cidade, levou muitos moradores a fugirem, principalmente curdos.