google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

21 outubro 2010

F.C. Porto joga hoje com o Beşiktaş



O F. C. Porto já está na Turquia, onde terá de dobrar dois adversários: o Beşiktaş e o ambiente do Estádio Inönü, um dos mais infernais do futebol europeu, onde os adeptos cantam, gritam e saltam do primeiro ao último minuto.
Os dragões precisaram de quatro horas de voo para chegar a Istambul, a cidade mais populosa da Europa, onde hoje defrontam o Beşiktaş, com quem dividem a liderança do Grupo L da Liga Europa. Já era noite cerrada quando o avião se fez à pista, mas o céu escuro é a antítese do estado de espírito do F. C. Porto, que respira confiança e está muito perto de dar um passo importante rumo aos 16 avos-de-final. Basta vencer o conjunto turco, desfalcado pelas ausências dos lesionados Quaresma e Guti.
Numa cidade que está dividida pelo estreito do Bósforo, que separa a Europa da Ásia, a equipa terá de saber contornar as dificuldades impostas pelo ambiente infernal do Estádio Inönü. A 24 de Outubro de 2007, o conjunto turco recebeu o Liverpool e esse jogo entrou na história por se ter batido o recorde mundial de ruído numa partida de futebol. O som incessante produzido pelos cerca de 30 mil adeptos atingiu a marca dos 132 decibéis, algo inimaginável, quando um avião a descolar emite um som entre os 100 e os 120 decibéis.
Coincidência ou não, o Beşiktaş ganhou esse desafio por 2-1, ajudado pelo fanatismo e pela crença dos adeptos. "É um estádio pequeno e as bancadas ficam junto ao relvado. O ambiente é espectacular e muito difícil. O guarda-redes não consegue comunicar com os defesas porque não nos ouvimos uns aos outros", conta, ao JN, Carlos, o dono da baliza do Bucaspor. "É um recinto complicado e as equipas turcas também se matam para ganhar. Jogam com muita raça", adianta Makukula, avançado do Manisaspor, que derrotou o Beşiktaş (3-2), no fim-de-semana.
O F. C. Porto terá apenas de fazer ouvidos moucos ao ambiente, porque do outro lado esconde-se uma equipa acessível e desmoralizada pelo sétimo lugar no campeonato. Além disso, Quaresma e Guti estão lesionados. "É uma equipa que depende muito desses dois jogadores. Quando não jogam, torna-se previsível. A defesa é muito desconcentrada", sublinha Carlos. Por isso, os dragões partem em vantagem. "São favoritos por aquilo que jogam", diz Makukula.
Os portistas até sabem o que lhes espera no Estádio Inönü, onde em 2007/08 venceram por 1-0, levando os adeptos a aplaudiram de pé um golo magistral de Quaresma. O público pode ser ruidoso, mas tem fair-play...

(Fonte: Jornal de Notícias)

15 outubro 2010

Quaresma sobre o Beşiktaş: "Foi a melhor escolha que já fiz"



Ricardo Quaresma iniciou um novo ciclo na sua carreira. O extremo transferiu-se para o Beşiktaş em Junho, depois de uma passagem pelo Inter de Milão, e diz sentir-se "em casa". O Português tinha milhares de pessoas à sua espera no aeroporto e no estádio e é a estrela da equipa turca.
O jogador falou com o Maisfutebol e com a TVI sobre a sua vida em Istambul, o Beşiktaş (uma relação "de amor" que começou em 2007), o campeonato português, a selecção nacional e os encontros da Liga Europa entre a sua actual equipa e o F.C. Porto, clube onde actuou durante quatro temporadas.

Esperava ser recebido daquela forma em Istambul?
"Sinceramente, não. Quando me avisaram que ia estar tanta gente à minha espera pensei que era uma brincadeira. Depois de sair do avião e ver tanta gente à minha volta... Não estava a acreditar. Foi uma emoção. Nem sei explicar o que senti naquele momento. A única coisa que posso dizer é que fiquei feliz por sentir que as pessoas acreditavam no valor que tenho".

Esta loucura dos adeptos já começou em 2007, quando jogou no estádio Inönü pelo F.C. Porto. Como foi ser aplaudido pelos adeptos do clube adversário?
"É estranho ir à casa de um rival e ser aplaudido. Para mim foi um pouco estranho, mas, como jogador, senti-me feliz, porque senti que os adeptos admiraram o meu futebol e que gostaram da atitude que tive perante eles. Foi a partir daí que começou a existir o respeito e a admiração que sentem por mim. Quando percebi que poderia ir para o Beşiktaş tudo isso mexeu comigo, dando-me também forças para ir para a Turquia".

Esta é a sua melhor experiência no estrangeiro?
"Acredito que sim... De todos os sítios por onde já passei este é aquele em que me sinto mais feliz e onde me sinto em casa, sem dúvida. Se calhar, por isso é que estou a jogar aquilo que sei e as coisas estão a correr da maneira que sempre quis".

Que objectivos é que definiu para esta época?
"Ali o primeiro objectivo era reencontrar o que perdi no Inter: a alegria, a confiança e a felicidade. Reencontrei isso e agora quero ajudar o Beşiktaş a ganhar títulos".

Chegou a falar-se na possibilidade de jogar em Espanha [At. Madrid]. O que correu mal?
«Não correu nada mal. Decidi ir para a Turquia, porque senti que era ali que ia ser feliz. O meu empresário meteu-me na mesa o que tinha de meter e quem tinha de decidir era eu. Decidi por mim... Sinceramente, foi a melhor escolha que fiz na vida".

Admite regressar ao futebol português?
"Por agora? Por agora não. Um dia mais tarde, quem sabe?"

Tem alguma preferência?
"Agora não, porque não estou a pensar nisso. Mais tarde falaremos sobre isso".

Pelos vistos, a adaptação ao futebol foi fácil. E ao país?
"Estou muito feliz com o país. Tratam-me muito bem, transmitem-me muita confiança. Sinto o respeito e o carinho que as pessoas têm por mim. Sinceramente, estou a gostar muito do país e estou muito feliz".

Que palavras sabe dizer em Turco?
"Nenhumas! É muito difícil... 'Merhaba' é 'olá' - tenho de dizer sempre quando entro no clube - e 'afiyet olsun' que é 'bom apetite'. Estou sempre com fome. Estou sempre a ouvir isso!"

(Fonte: Mais Futebol)

12 outubro 2010

França afirma que avanço das negociações com a UE depende da Turquia

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, estimulou hoje a Turquia a avançar na via das reformas para que se possam abrir novos capítulos de negociações com a União Europeia.
Kouchner, que falava numa conferência de imprensa em Ancara com o homólogo turco, Ahmet Davutoğlu, afirmou que o capítulo sobre a concorrência "devia poder ser aberto até ao fim do ano" e o capítulo sobre a política social e o emprego "no próximo ano". Quanto ao terceiro, sobre a reforma dos mercados públicos, "não deve colocar problemas". Mas "é necessário que um determinado número de reformas seja concretizado pelo vosso país para que esses três capítulos possam ser abertos e, desde logo, a concorrência", disse. "De momento, a bola está do vosso lado", sublinhou.

(Fonte: Lusa)

11 outubro 2010

Embaixadora de Portugal na Turquia apresentou cartas credenciais



A nova Embaixadora de Portugal na Turquia, Luísa Bastos de Almeida, apresentou as cartas credenciais ao Presidente da República da Turquia, Abdullah Gül, no Palácio Presidencial.
 

10 outubro 2010

Polémica leva Emir Kusturica a abandonar festival de cinema na Turquia


O realizador sérvio Emir Kusturica anunciou hoje a sua decisão de abandonar um festival de cinema na Turquia, onde era convidado de honra, depois de uma polémica em torno de declarações que fez sobre a guerra da Bósnia.
Os média turcos noticiaram nos últimos dias que o realizador e músico sérvio minimizou repetidamente o número de mortos na guerra da Bósnia e a violação de mulheres muçulmanas. Os jornais não explicitaram quando foram feitas essas declarações e, segundo o diário Milliyet, Kusturica negou-as.
A guerra da Bósnia (1992-1995) envolveu as forças sérvias da antiga Jugoslávia e ficou nomeadamente marcada por massacres de muçulmanos bósnios.
Segundo as agências turcas, o cineasta anunciou a decisão numa conferência de imprensa na estância de Antália, onde decorre o festival, e lamentou as críticas que lhe foram feitas pelos órgãos de comunicação social e por responsáveis políticos.
O ministro turco da Cultura, Ertuğrul Günay, criticou no sábado "as controversas tomadas de posição" de Emir Kusturica. "Considero o ministro da Cultura deste país um inimigo, porque ele merece-o", disse o realizador.

(Fonte: Diário Digital)

09 outubro 2010

Merkel e Erdoğan acordam intensificar esforços para integração dos turcos na Alemanha

A chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, acordaram hoje, sábado, intensificar os esforços para a integração dos cerca de 2,5 milhões de turcos residentes na Alemanha, repetidamente considerada insuficiente.
Merkel e Erdoğan falaram também da entrada da Turquia na União Europeia, processo sobre o qual a chanceler alemã se comprometeu a agir como facilitadora.
"Relativamente à integração, ainda há claramente problemas que vamos resolver", disse Merkel à imprensa após um encontro com Erdoğan.
"Do lado turco há uma forte vontade de ajudar tanto quanto possível e de estar ao nosso lado de forma construtiva", acrescentou.
O primeiro-ministro turco disse-se "evidentemente favorável" à integração dos turcos na Alemanha, "para o seu próprio bem-estar e para o bem-estar e o futuro da sociedade alemã".
Os dois chefes de governo anunciaram a intenção de aproveitar o 50.º aniversário do acordo de 1961 sobre "trabalhadores convidados" (Gastarbeiter), através do qual entraram na Alemanha milhões de turcos desejosos de beneficiar da reconstrução do pós-guerra. Erdoğan disse que visitará a Alemanha para assinalar esse aniversário.
"Propomos que em cada cidade onde há pessoas de origem turca, aproveitemos esse acontecimento para fazer o ponto da situação, ver em que ponto estamos e o que ainda pode ser feito", disse Merkel.
O primeiro-ministro turco retomou hoje perante a imprensa algumas posições que tem assumido e que têm provocado polémica na Alemanha.
Uma das declarações que mais críticas suscitou foi proferida em Fevereiro de 2008, num discurso em Colónia, no qual Erdoğan afirmou que "ninguém pode exigir (dos turcos) a assimilação", que "é um crime contra a humanidade" porque corresponde "a obrigar" uma pessoa a abandonar a sua cultura e as suas tradições.
Hoje, ao lado de Merkel, Erdogan frisou as diferenças entre assimilação e integração.
A integração dos imigrantes, em especial dos muçulmanos, voltou a estar no centro do debate público na Alemanha depois da divulgação em Agosto de um documento de um antigo dirigente do Banco Central onde se afirma que os muçulmanos improdutivos e mal educados tornam o país "mais estúpido".
O debate voltou a inflamar-se quando o presidente alemão, Christian Wullf, afirmou que o Islão faz parte da Alemanha, no discurso por ocasião dos 20 anos da reunificação, a 3 de Outubro.
Sobre o processo de adesão da Turquia à EU, Merkel afirmou: "Naquilo que pudermos ajudar, lá estaremos. Não se podem permitir atrasos neste processo".
Merkel acrescentou todavia que se trata de um processo com final aberto e sem prazos nem resultados estabelecidos.

(Fonte: Jornal de Notícias)

07 outubro 2010

Estudantes turcos à descoberta de Gaia

Mário Fontemanha, vereador da câmara municipal de Vila Nova de Gaia, deu as boas-vindas a um grupo de alunos e professores turcos e polacos e, também da escola EB2/3 Soares dos Reis, esta tarde, na assembleia municipal de Gaia, no âmbito do projecto europeu "Comenius".

Maria Lurdes Pinto, coordenadora do projecto e professora de Inglês na EB 2/3 Soares dos Reis, explicou que, integrado no "Comenius" (um sub-programa sectorial do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida), criaram o "I Hug You In My World" (Abraço-te no Meu Mundo), um programa que envolve estudantes de Portugal, da Polónia e da Turquia que comunicam entre si em Inglês. Cada país tem como objectivo principal dar a conhecer a respectiva realidade cultural, a nível histórico, arquitectónico e gastronómico, a par com os costumes e as tradições: "Levámos os meninos a Istambul, onde fomos muito bem recebidos. Em Maio, vão ter a oportunidade de ir à Polónia. Agora coube-nos recebê-los. E recebemo-los de braços abertos, tal como o nosso projecto diz: Abraçá-los no nosso mundo!"

São objectivos do referido projecto europeu reforçar o contributo da aprendizagem ao longo da vida para a coesão social, a cidadania activa, o diálogo intercultural, a igualdade entre homens e mulheres e a realização pessoal. O projecto europeu pretende igualmente promover a aprendizagem de línguas, além de apoiar o desenvolvimento de conteúdos, serviços, pedagogias e práticas inovadoras, baseado nas Tecnologias de Informação e Comunicação.

Tendo em conta que um dos objectivos do projecto é a mobilidade, Maria Lurdes Pinto acrescentou; "Só convivendo com os outros e estando em contacto com outras realidades diferentes é que conseguimos perceber que, na verdade, apesar das diferenças, somos todos iguais. E só assim aceitamos os outros."

"Quando visitámos a Turquia, o grupo foi recebido pelo ministro da Educação Regional. Trazê-los à assembleia municipal tem a ver com a comunidade e as entidades que deverão estar presentes nestes projectos e deverão mostrar que também fazem parte dessa abertura e desse abrir os braços e querer que os outros façam parte do nosso mundo. Por isso, quisemos que eles fossem recebidos por uma personalidade municipal", concluiu Maria Lurdes Pinto.

(Fonte: Gaia Global)

05 outubro 2010

Embaixador da Turquia em Portugal: "Sistema antimíssil deve abranger todos os países da NATO"

O sistema de defesa antimíssil deverá abranger, sem excepção, todos os países da NATO, mas o diálogo permanece como principal prioridade para a resolução de conflitos, disse em entrevista à Lusa o embaixador da Turquia em Portugal.
"Consideramos que a totalidade dos territórios da Aliança deveriam ser cobertos por este sistema. Nenhum país aliado deverá ser deixado à margem. Isto é importante," referiu Ali Kaya Savut, 56 anos, e representante diplomático de Ancara em Lisboa desde Agosto.
Ao analisar as ameaças que têm sido delineadas pela Aliança, e numa óbvia referência ao diferendo em torno do programa nuclear do Irão, manifestou-se pela necessidade de se privilegiar a abordagem política e diplomática. "Não deverá existir qualquer declaração que torne ainda mais difícil a solução diplomática de problemas que possam existir com outros países," precisou.
Em Maio, a Turquia, Brasil e Irão firmaram um acordo sobre a troca de urânio enriquecido, criticado no Ocidente e que não implicou o levantamento das sanções internacionais a Teerão ou o congelamento do programa nuclear de Teerão. Apesar de garantir que Ancara respeita as sanções económicas decretadas pela ONU, Ali Savut também reconheceu que a Turquia está a "tentar reforçar" as relações económicas com o seu vizinho. "Tal como sucede com alguns países da UE, temos boas relações económicas com o Irão porque a interdependência económica também fomenta a paz e estabilidade na região. Não apenas em relação ao Irão, também para outros países. E este é um princípio da UE, promover a interdependência económica para garantir paz e estabilidade numa região. É o que fazemos com o Irão, é a nossa abordagem face ao Irão."
Em paralelo, o embaixador turco confirmou o reforço das relações bilaterais com o Brasil, recordando que Ancara "tem uma política de abertura em relação aos países da América Latina", e disse que os dois países já integram o G20. "Somos o que se designa por países emergentes, somos populares destinos turísticos e entre os nossos políticos também existem relações de amizade que facilitam as relações bilaterais."
Numa referência específica ao Afeganistão, outra questão onde a Turquia permanece envolvida, Ali Savut recordou os "laços históricos e tradicionais" entre os dois países, e admitiu que na cimeira da NATO em Lisboa vão ser tomadas decisões sobre o anunciado "período de transição". Mas não deixou de revelar apreensão face ao actual cenário: "Após o período de transição, digamos entre 2011 e 2013, o Afeganistão não deve ser abandonado. Por isso, estamos a organizar um conjunto de iniciativas com actores regionais focadas no Afeganistão e que incluem, por exemplo, o Paquistão. A Turquia também possui o maior programa de cooperação internacional com o Afeganistão, para nós é uma questão especial. Após o período de transição o Afeganistão não será abandonado." O representante de Ancara admite ainda que "a grande questão é saber se a intervenção no Afeganistão foi um sucesso ou um falhanço". Um assunto também agendado para a cimeira da NATO de 19 e 20 de Novembro. "Não penso que tenha sido um falhanço, mas o assunto será debatido em Lisboa," confirmou.

(Fonte: Lusa)

28 setembro 2010

Um dia a Turquia conduzirá a UE


A Turquia ainda nem sequer é membro da UE, mas o vice-primeiro-ministro turco, Ali Babacan, já reivindica um papel de primeiro plano para o seu país. E com o seu crescimento económico e demográfico, arrisca-se mesmo a consegui-lo, escreve Die Presse.
“Se a Turquia se tornar membro da UE, não ficará na segunda fila e é por isso mesmo que a nossa adesão preocupa tanto alguns países como a Alemanha e a França”, declarou orgulhosamente o vice-primeiro-ministro turco, Ali Babacan, à margem da assembleia geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Este desejo de ver a Turquia desempenhar um papel de relevo baseia-se em factos sólidos: com um crescimento económico que, este ano, deverá atingir os 7%, uma influência crescente no sector energético, onde é uma placa giratória, e um potencial praticamente inesgotável de recursos humanos, o país passou recentemente para a via rápida da Europa.
Actualmente, a Turquia é a 17.ª economia do mundo. Na opinião dos especialistas, dentro de 20 anos deverá estar entre as dez primeiras e ultrapassar países como a Espanha e a Itália. Ao mesmo tempo que irá, segundo as previsões da IIASA [Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados] e do Vienna Institute of Demography [Instituto Demográfico de Viena], contar com 85,5 milhões de habitantes e ultrapassar o maior país da Europa, a Alemanha, no que diz respeito à população.
Se a Turquia conseguir entrar na UE, apesar da resistência de países como a Áustria, a Alemanha ou a França, dominará a orientação política das instituições europeias. Actualmente, já seria a segunda maior influência no parlamento europeu e estaria em pé de igualdade com os grandes países no conselho da UE.
Apesar de as estruturas do poder deverem, nos próximos anos, adaptar-se progressivamente às regras do Tratado de Lisboa, nada disso mudaria grande coisa para a Turquia. A sua influência deverá até aumentar por causa do grande crescimento da sua população, porque o número de lugares no parlamento ou as novas maiorias no conselho dependem, antes de mais, do número de habitantes.
Na sua qualidade de grande país, a Turquia poderia não apenas fazer passar as suas decisões, como também bloquear as que não lhe conviessem. O Tratado de Lisboa prevê que, a partir de 2014, os países que representem, em conjunto, 35% da população da UE constituirão uma minoria de bloqueio. Isto significa que Ancara poderia, por exemplo, a par de Londres, Madrid e Varsóvia, levantar obstáculos a todas as medidas apresentadas por Paris e Berlim. O domínio do eixo franco-germânico seria quebrado.
O que é que a entrada da Turquia na UE mudaria politicamente? A política externa e a segurança virar-se-iam ainda mais para os Estados Unidos, dizem os diplomatas europeus. Em matéria de política comercial, Ancara defenderia ainda mais o comércio livre do que os países que estão há mais tempo na UE. Ancara promoveria, muito provavelmente, uma maior cooperação em matéria de segurança interna, mas seria um travão no que diz respeito aos direitos civis, nomeadamente na proteção de dados informáticos.
Babacan disse, em Nova Iorque, que a União Europeia ganharia importância na cena internacional com a entrada da Turquia. “O peso da economia europeia no mundo é pequeno e vai continuar a diminuir. Só com o alargamento a UE será capaz de preservar o seu poder e a sua influência."
Uma opinião também defendida por Gerhard Schröder num artigo para o Welt-Online. “Sem a Turquia, a UE mergulhará na mediocridade”, declarou o antigo chanceler social-democrata, lembrando as altas taxas de crescimento daquele país. Só este ano a economia turca crescerá quatro vezes mais do que a da França e duas vezes mais do que a da Alemanha. Schröder afirma que, dentro de 20 anos, a Turquia será a quarta ou quinta economia europeia. Seremos, então, obrigados a passar por ela.

(Fonte: Presseurop)

24 setembro 2010

Embaixadora de Portugal na Turquia admite encerrar temporariamente a embaixada

A embaixadora de Portugal na Turquia, Luísa Bastos de Almeida, admite propor o encerramento temporário das instalações diplomáticas naquele país se o governo não resolver alguns dos problemas com que se depara, avança a agência Lusa.
A questão tem sido suscitada pela diplomata através de telegramas enviados para o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). "Lamento, mais uma vez, dever voltar à questão da precariedade da prestação serviços desta embaixada", lê-se num dos telegramas a que a Lusa teve acesso. "Face à ausência de reacção das autoridades portuguesas, vejo cada vez mais próximo o momento em que me verei obrigada a propor a V.Exa o encerramento temporário desta secção consular e embaixada por estarmos, afinal, nestas circunstâncias, a contribuir para uma imagem que considero indigna do nosso país", afirma Luísa Bastos de Almeida na mensagem.
A Agência Lusa tentou falar com a diplomata para esclarecer quais os problemas com que se depara e qual a gravidade da situação para colocar em cima da mesa a possibilidade de se encerrar temporariamente a embaixada, mas a embaixadora remeteu quaisquer explicações para o MNE.
Contactada pela Lusa, a assessora do MNE confirmou apenas que "há problemas, cuja resolução está em curso." A mesma fonte disse ainda que "Estão a encontrar-se soluções para resolver os problemas" daquela embaixada, não adiantando, no entanto, quais os problemas.
A assessora não confirmou que o MNE tenha recebido o telegrama em que a embaixadora admite que poderá propor em breve o encerramento temporário da representação diplomática portuguesa em Ancara.

(Fonte TVI24)