google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

07 janeiro 2010

Papa pede Turquia secular e dialogante

Bento XVI destacou esta quinta-feira o papel da Turquia como "parceiro crucial" nas relações multilaterais entre a Europa e Ásia, bem como – “enquanto um Estado democrático secular” – entre o Islão e o Ocidente.
O Papa recebeu no Vaticano o novo embaixador turco, Kenan Gürsoy, convidando o país a “dar um contributo significativo no esforço de trazer paz e estabilidade ao Médio Oriente” e ajudar a resolver os conflitos que afectam a região há muito tempo.
“As disputas territoriais e as rivalidades étnicas só podem ser resolvidas satisfatoriamente quando as legítimas aspirações de cada parte são tidas em conta, se reconhecem as injustiças do passado e, quando possível, as mesmas são reparadas”, observou.
Bento XVI afirmou que a Santa Sé dá “alta prioridade à busca de soluções justas e duradouras para todos os conflitos da região” e está disposta a “colocar os seus recursos diplomáticos ao serviço da paz e da reconciliação”.
Recordando a visita que realizou à Turquia, em 2006, a primeira a um país “predominantemente muçulmano”, o Papa reiterou a sua “estima” pelos muçulmanos e assegurou o compromisso da igreja católica em “levar por diante um diálogo inter-religioso” de respeito mútuo e amizade.
O objectivo, assinalou, é que cresça uma “maior confiança entre indivíduos, comunidades e povos, especialmente nas áreas problemáticas do Médio Oriente”.

Um estatuto para os católicos

O 25.º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre a Turquia e a Santa Sé foi o mote para uma reflexão do Papa sobre a situação dos católicos neste país. Reconhecendo que “muito foi conseguido” neste quarto de século, Bento XVI deixou votos de que estas “relações ganhem em força e profundidade como resultado da colaboração contínua em muitas questões importantes.”
Os cristãos, assinalou, fazem parte da “república secular da Turquia”, ao lado da maioria muçulmana, “conscientes da sua antiga herança e do contributo significativo que deram à civilização, não só da vossa terra, mas de toda a Europa.”
O Papa assegurou que “os católicos na Turquia apreciam a liberdade de culto que é garantida pela constituição” e estão satisfeitos por “poder contribuir para o bem-estar dos seus concidadãos, especialmente através do envolvimento em actividades caritativas e de assistência sanitária.”
Neste contexto, Bento XVI pediu ao governo turco que “faça todos os possíveis” para que esta comunidade “receba todo o apoio de que necessita.”
“A igreja católica na Turquia espera pelo reconhecimento jurídico civil. Isto ajudaria a gozar de plena liberdade religiosa e a dar um contributo ainda maior para a sociedade”, alertou.

(Fonte: Agência Ecclesia)

06 janeiro 2010

Bulgária, um novo obstáculo para a Turquia

A Bulgária ameaça fazer malograr a adesão da Turquia à União Europeia. O antigo país comunista pede "milhões de euros de indemnização" pela expulsão étnica dos Búlgaros das suas terras na margem ocidental do Bósforo pelo império otomano, em 1913.
A Turquia, fundada em 1923 com o que restou do império, reconheceu os direitos dos Búlgaros deslocados num tratado de 1925, mas a Bulgária afirma que esse tratado nunca foi cumprido. Bojidar Dimitrov, membro do Governo e director da Agência dos Búlgaros no Estrangeiro, declarou que uma das condições para "a adesão da Turquia à UE é a resolução deste problema".
Avançando com valores na ordem dos 14 mil milhões de euros, o ministro búlgaro salienta que "a Turquia tem seguramente condições para pagar este montante, visto tratar-se, afinal de contas, da 16.ª maior economia mundial."

(Fonte: Expresso)

04 janeiro 2010

Erdoğan diz que Turcos perderam parte do entusiasmo pela UE

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, diz que o entusiasmo dos Turcos pela União Europeia (UE) diminuiu devido à "atitude de alguns líderes e países membros."
Em entrevista publicada nesta segunda-feira na revista mensal "Kriter", especializada nas relações entre Turquia e a UE, Erdoğan ressalta que o Governo de Ancara mantém sem mudanças a sua postura a favor da entrada do país na União, um objetivo estratégico que ele e o seu executivo estão decididos a alcançar.
"O processo de entrada na UE é o ponto que não muda na agenda das nossas reuniões semanais do Conselho de Ministros", assinalou Erdoğan. Advertiu, no entanto, que não basta o entusiasmo e a determinação só da parte da Turquia para alcançar a meta da integração. "O mesmo entusiasmo deveria estar presente do outro lado da mesa. Mas, isso que foi definido como uma perda de entusiasmo na parte turca é consequência de atitudes de alguns países e líderes da UE", disse o chefe do Governo da Turquia. Algumas "das declarações, atitudes e propagandas [não favoráveis à adesão de Ancara] tiveram uma inevitável" repercussão na Turquia e quebraram a confiança no processo de integração na UE", insistiu.
Neste contexto, Erdoğan expressou a sua satisfação pelas reacções oficiais ao referendo contra os minaretes realizado recentemente na Suíça, mas ressaltou que o simples facto da consulta popular já abriu as portas a um processo perigoso. "Os direitos e as liberdades fundamentais não podem ser violadas mediante um referendo. O referendo despertou preocupação não só entre os mais de 1,5 biliões de muçulmanos, mas num espaço geográfico muito mais amplo", assinalou Erdoğan.

(Fonte: EFE)

03 janeiro 2010

Choque de dois comboios na Turquia

Dois comboios de passageiros colidiram na Turquia. Uma pessoa morreu e outras sete ficaram feridas.
De acordo com a BBC, a vítima mortal trata-se do maquinista de um dos comboios.
O choque terá acontecido quando um dos comboios não parou perto da localidade de Bilecik, no noroeste do país, e embateu numa outra composição que estava parada na linha.
A BBC adianta que o governador da província atribuiu o acidente a uma falha eléctrica, mas o chefe regional dos caminhos de ferro garantiu que o sistema de sinalização estava em funcionamento.

(Fonte: Tvi24)

23 dezembro 2009

O dia em que as hesitações em Bruxelas irritaram a Turquia

Em Bruxelas há uma mão estendida à Sérvia e outra a acenar à Turquia. Ontem, enquanto Belgrado entregava a sua candidatura ao clube europeu, quebrando anos de isolamento, e Bruxelas abria as portas do espaço Schengen à Macedónia e ao Montenegro - dois países que ainda não iniciaram sequer os seus processos de adesão -, Ancara ficava com as migalhas. Apesar de aberto mais um capítulo na negociação da adesão turca, os decisores políticos de Ancara não escondem a ira por terem ficado fora da política de isenção de vistos concedida ao trio dos Balcãs. No domingo, a caminho de Estocolmo, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco rebentou a regra do politicamente correcto: "Um dia acabará por ser a União Europeia a pedir à Turquia que adira ao bloco, porque a Turquia não vai perder o entusiasmo por se tornar membro da União. Isto apesar do bloqueio em vários dossiês por motivos políticos", disse Ahmet Davutoglu, citado pelo diário "Today's Zaman".
Davutoglu, também conhecido como "Kissinger turco", fala directamente para o eixo franco-alemão, responsável, a par de Chipre, pela hibernação do processo de adesão: "A UE tem de fazer uma auto-crítica. Um país que atingiu o nosso nível nas negociações não deveria ter este tipo de problemas."
Apesar de ter negociações formalmente abertas desde 2004 - informalmente já duram há mais de três décadas -, o processo está para durar: a Turquia fechou apenas um de 35 capítulos. E apenas abriu negociações em 12. Na UE atiram-se as culpas para o governo de Recep Tayyip Erdogan, incapaz de levar a cabo o plano de duras reformas impostas por Bruxelas. Em Ancara atacam-se os preconceitos europeus e a falta de visão estratégica do velho continente. Resultado: o apoio da opinião pública turca à adesão está em queda livre (70% em 2004 e apenas 42% em 2008).
A frase de Herman Van Rompuy proferida em 2004, no parlamento belga, começa a fazer o seu caminho: "A Turquia não é nem nunca será parte da Europa." Recentemente eleito presidente permanente do Conselho Europeu, Rompuy deu a cara pelos "valores cristãos" da União, incompatíveis com os de um "grande país islâmico", e cavou ainda mais o fosso entre Ancara e Bruxelas.
Mesmo sendo membro da NATO desde 1952, e aliado crucial do Ocidente numa zona instável do globo, a maior potência do Islão moderado tem vindo a recalibrar a sua política externa com uma lógica de alianças que a faz olhar com mais atenção para Moscovo e para oriente. A relação com Israel foi a primeira vítima - o Estado judaico foi sempre visto como um aliado democrático numa área volátil - e a Turquia até já anunciou a criação de um Conselho de Cooperação Estratégica com a Síria, regime que Ancara acusava de financiar o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão). Para já, Davutoglu vai esticando a corda: "As coisas começam a atingir um ponto tal que eles vão dizer: 'Venham, tornem-se membros.' Temos um produto nacional bruto a aproximar-se do bilião de euros. Quem pode dizer não a uma Turquia como esta?"

(Fonte: ionline)

21 dezembro 2009

Turquia vê Balcãs acelerarem rumo à UE

A Turquia deu ontem mais um pequeno passo rumo à UE, com a abertura de um novo capítulo das negociações, o 12.º em 35, relativo à área do ambiente.
Apesar disso não obteve uma isenção de vistos para os seus cidadãos que queiram viajar para o espaço Schengen, como conseguiram a Sérvia, o Montenegro e a Macedónia - que ao contrário da Turquia nem sequer começaram ainda as suas negociações de adesão à UE.
Os líderes sérvios preparam--se aliás para apresentar hoje a sua candidatura oficial para entrar no clube europeu, depois de verem garantida a facilitação de vistos e o levantamento do bloqueio à aplicação de um acordo de livre comércio com os 27.
A Sérvia tem acelerado o seu caminho em direcção à UE, com a ajuda de vários Estados membros, como Portugal, nomeadamente desde que foi declarada a independência do Kosovo (que considerava uma província sua).
No capítulo dos países que já são considerados candidatos e estão a negociar a adesão à UE, a Croácia também avança: ontem, foram abertos mais dois dos capítulos de negociação. Vinte e oito em 35 foram até agora abertos e 17 já estão encerrados.
Este país deveria aderir em 2010, mas o processo atrasou-se um pouco para esperar pela entrada em vigor do Tratado de Lisboa e pela resolução de um diferendo fronteiriço entre Croácia e Eslovénia.
A Turquia, país islâmico, tenta há décadas entrar na UE, mas tem esbarrado sempre nas resistências dos defensores das raízes cristãs que estão na base do projecto europeu.

(Fonte: Diário de Notícias)

11 dezembro 2009

Justiça turca ilegaliza o maior partido pró-curdo

O Tribunal Constitucional da Turquia ordenou hoje a dissolução do principal partido pró-curdo por supostas ligações à guerrilha, uma decisão que ameaça a recente iniciativa de Ancara para reconhecer os direitos daquela minoria.
O Tribunal Constitucional alega que o DTP se transformou "num foco de actividades contra a unidade" do Estado.
Os 11 juízes da instância decidiram por unanimidade que o Partido para uma Sociedade Democrática (DTP) se transformou “num foco de actividades contra a unidade indivisível do Estado, do país e da nação”.
Em conferência de imprensa, o juiz presidente Hasim Kiliç anunciou que foi também decidido retirar a imunidade parlamentar aos dois dirigentes do movimento, Ahmet Turk e Aysel Tugluk, que juntamente com outros 35 dirigentes ficam proibidos de exercer actividades políticas durante cinco anos. Os bens do DTP foram também apreendidos.
O partido pró-curdo dispõe de 21 lugares no Parlamento de Ancara e os seus dirigentes tinham já anunciado que iriam abdicar dos seus mandatos, recusando permanecer no plenário como independentes.
A dissolução do partido, o último de várias formações curdas a serem ilegalizadas, foi criticada pela União Europeia, a que a Turquia ambiciona aderir, e ameaça a iniciativa de abertura ao povo curdo do AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento, islamitas no poder).
O objectivo do plano do executivo é minar a base de apoio do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), organização considerada terrorista pelos EUA, União Europeia e Turquia, em troca da atribuição de mais direitos à minoria curda.

(Fonte: Público/Reuters)

07 dezembro 2009

Makukula é o melhor marcador da liga turca

O internacional português Makukula voltou a ser a figura do triunfo caseiro do Kayserispor sobre o Bursaspor, ao apontar dois golos que deram a vitória por 3-0 aos agora líderes da Super Liga da Turquia.
Em jogo da 15.ª jornada, o avançado cedido pelo Benfica à equipa turca justificou o porquê de ser considerado uma peça fundamental no plantel do Kayserispor e o líder da lista de melhores marcadores do campeonato, onde já marcou 12 golos em 12 jogos disputados.
Makukula, tal como a sua equipa, tem despertado a atenção dos agentes do futebol turco impondo-se ainda como um dos responsáveis pela ascensão do Kayserispor, equipa que nos últimos cinco jogos venceu quatro e lidera a prova. Com 31 pontos, a formação de Makukula é candidata assumida ao título do campeonato.

(Fonte: DN)

05 dezembro 2009

Voleibol: Turquia no caminho de Portugal

A Selecção portuguesa de voleibol vai disputar com Grécia, Turquia e Áustria o acesso à final a quatro da Liga Europeia, ditou o sorteio hoje realizado.
Os jogos serão disputados em seis fins-de-semana consecutivos, a partir de 4 de Junho de 2010, começando por defrontar a Turquia fora de casa.
O sorteio, ao qual assistiu Teodemiro de Carvalho, secretário-geral da Federação, ditou ainda a composição do grupo A com Espanha, Eslováquia, Roménia e Grã-Bretanha.
Apuram-se para a final a quatro os vencedores dos dois grupos e ainda o segundo melhor classificado (na comparação dos dois grupos), que se juntam ao organizador, neste caso a Espanha.

(Fonte: A Bola)

03 dezembro 2009

Turismo português para a Turquia cresceu 28,7%

A Turquia recebeu 43 441 turistas portugueses nos dez meses de Janeiro a Outubro, mais 28,7% que no período homólogo de 2008 e 53% mais que em 2007, de acordo com as estatísticas do Ministério da Cultura e Turismo da Turquia.
Em relação ao mês de Outubro, as estatísticas indicam crescimentos das chegadas de turistas portugueses de 56,6% em relação a 2008 e de 88,7% face a 2007, para 4342.
Os dados de tráfego do aeroporto de Lisboa indicam que os voos de e para a Turquia somaram 5660 passageiros no mês de Outubro, o que traduz um aumento em 115% face ao mês homólogo de 2008, e de Janeiro a Outubro o crescimento é de 55,6%, para 45 175 passageiros.
A companhia turca Turkish Airlines, que opera voos regulares entre Lisboa e Istambul e tem code-share com a TAP, de acordo com os mesmos dados, transportou 3906 passageiros em Outubro, mais 48,3% que no mês homólogo de 2008, e soma 32 439 passageiros nos dez meses desde Janeiro, mais 28,4% que no ano passado.
Além destes voos da Turkish, o relatório indica que os charters para Antália transportaram em Outubro 1754 passageiros (ida e volta) e nos dez meses somam 8503 passageiros.

(Fonte: PressTur)