O empate custou ao Ankaraspor a perda de um lugar na tabela classificativa, baixando da 9.ª para a 10.ª posição. A equipa de Neca soma 41 pontos. O líder isolado é o Beşiktaş, com 68 pontos, que este Domingo venceu (2-1) o clássico com o Galatasaray.
24 maio 2009
Neca empatou em casa
O empate custou ao Ankaraspor a perda de um lugar na tabela classificativa, baixando da 9.ª para a 10.ª posição. A equipa de Neca soma 41 pontos. O líder isolado é o Beşiktaş, com 68 pontos, que este Domingo venceu (2-1) o clássico com o Galatasaray.
Liga Turca: Portugueses empataram
No clássico de Istambul, frente aos rivais do Galatasaray, o líder Beşiktaş conseguiu um triunfo sofrido (2-1), que só não permitiu fazer a festa porque o sensacional Sivasspor conseguiu dar volta à desvantagem inicial no jogo com o Gençlerbirliği, garantindo um triunfo por 3-2.
O Beşiktaş precisa agora de uma vitória na visita ao Denizlispor. Caso não a consiga, fica então dependente do resultado do Sivasspor na visita ao terreno do Galatasaray.
No que se refere a Portugueses, o Gaziantepspor, orientado por José Couceiro, caiu para o oitavo lugar, por força do empate (2-2) com o Bursaspor. O Ankaraspor, com Neca a titular, também não foi além de um empate (0-0) com o Antalyaspor, e caiu para o 10.º lugar, sendo ultrapassado pelo FC Istanbul.
23 maio 2009
Brasília-Istambul, uma parceria comercial
“Mantemos o interesse nesta parceria comercial. A viagem tem um cunho muito importante do ponto de vista político e económico. A Turquia consiste no principal elo para um mercado consumidor. Além disso, o país tem forte vocação para o turismo e abre-se para os setores de biocombustíveis e alimentos”, avaliou Rocha.
A visita oficial à Turquia é parte do roteiro que a delegação brasileira cumpre na Arábia Saudita e China. A última parte da viagem, iniciada ontem (21), em Istambul, tem a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Rocha, um facto importante ocorreu com a decisão da China de abrir as portas para as compras de carnes de frango e miudezas, principais produtos da pauta de exportação do Distrito Federal.
O programa oficial em Istambul, preparado pelo Ministério das Relações Externas em acordo com o Governo da Turquia, envolveu um seminário sobre o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios entre os dois países. Durante o encontro, as lideranças empresariais e governamentais do Brasil e da Turquia apresentaram as áreas de interesses bilaterais.
Um dos pontos destacados na reunião foi a integração das cadeias produtivas. Rocha avaliou que o País representa “uma ponte” para os mercados no Oriente e no Ocidente. Além disso, buscou-se mostrar o Brasil como destino para os turistas turcos. A Turquia tem um PIB superior a US$ 800 bilhões e renda per capita de US$ 10 mil. A localização deste país como polo de irradiação e penetração para os mercados da Ásia Central, do Cáucaso, do Oriente Médio e principalmente para a União Europeia.
A Turquia é o 16º PIB do mundo. No ano passado, ela importou US$ 204 bilhões de todo o mundo. Porém, somente 0,4% provenientes do Brasil, indicando enorme margem para a ampliação das exportações brasileiras para esse mercado. O comércio Brasil-Turquia, segundo dados do Governo federal, apresentou crescimento vertiginoso desde 2001. Em 2008, as exportações brasileiras para o País atingiram a cifra recorde de US$ 816 milhões.
As importações brasileiras provenientes da Turquia também registaram sua maior cifra em 2008 (US$ 337 milhões), resultando em superávit de US$ 478 milhões a favor do Brasil e em corrente de comércio bilateral de US$ 1,1 bilhão. Levantamentos preliminares de inteligência comercial apontam os sectores de infra-estrutura, alimentos, petroquímica, energia, mineração, auto-peças, automóvel, siderurgia e papel e celulose como sendo os mais promissores.
O presidente da Fibra explicou que o DF pode tornar-se um importante parceiro das indústrias da Turquia. Segundo Rocha, ao mesmo tempo que a capital brasileira se abre para receber investimentos estrangeiros, tem uma localização privilegiada na região Centro-Oeste, com renda per capita de R$ 37,6 mil e a oitava economia do Brasil. “Além disso, o DF dispõe de linhas de crédito e tem um mercado consumidor bastante atraente aos investimentos internacionais”, enfatizou Rocha.
Outro ponto destacado é a localização da capital brasileira, entroncamento de diversas rodovias e ferrovias, capaz de escoar a produção para portos situados nos estados das regiões Nordeste e Sudeste do País. O presidente da Fibra destacou também oportunidades que estão em curso nos sectores de construção civil, tecnologia da informação e fármacos.
“O GDF lidera projectos como a Cidade Aeroportuária e o Sector Noroeste. E, numa outra frente, a Fibra alinhava o projecto do Parque Tecnológico Capital Digital. Estes empreendimentos são suficientes para atrair empresas internacionais”, assegurou Rocha.
(Fonte: Revista Brasília em Dia)
Discurso de Lula da Silva durante jantar oferecido por Abdullah Gül
Turquia vence vizinhos gregos
O encontro, referente ao Grupo 3, o mesmo de Portugal, esteve empatado até aos 69 minutos, quando Sercan Yıldırım colocou a Turquia na frente do marcador. Quatro minutos depois, Eren Albayrak fez o 2-0 e o melhor que os Gregos fizeram foi reduzir por intermédio de Lefteris Matsoukas, perto do apito final. A Turquia vai agora medir forças com a Dinamarca, na segunda-feira, ao passo que os Gregos defrontam os anfitriões portugueses no mesmo dia.
22 maio 2009
Lula fecha visita à Turquia em busca de relançar elo centenário
Nedim Gürsel: Entre o Sena e o Bósforo
Acusado de blasfémia no país de origem, Turquia, depois de publicar o livro “Filhas de Alá” no ano passado, tem uma segunda audiência do julgamento no dia 26 Maio. O procurador retirou as acusações, mas o inquérito prossegue.
Euronews: Os europeus questionam se a Turquia é realmente um país laico e se merece fazer parte da União Europeia. Que responde a isto?
Nedim Gürsel – Bem, eu sou um firme defensor da adesão do meu país à integração na União Europeia. É verdade que agora, com este julgamento, tenho algumas interrogações… Será que a Turquia anda à deriva para um regime mais autoritário? O que não é, obviamente, compatível com a ideia de Europa expressa na Turquia.
Espero que o meu julgamento seja um acidente de percurso. Mas acho que a Europa tem razão em colocar estas questões, porque talvez a Turquia não esteja pronta para entrar na Europa.
EN – Será que a Europa, especificamente os europeus, não têm uma certa responsabilidade? No sentido de os Turcos se sentirem menosprezados quando falamos com eles e falarem de um “clube cristão”?
NG – Sim, penso que a rejeição é mal vista pelos Turcos porque, de algum modo, afecta o orgulho nacional. Eu…sou contra o nacionalismo.
Mas, há bastante tempo que a Turquia bate à porta da União Europeia e depara sempre com pretextos para justificar um discurso – digamos – de rejeição. Como é o caso neste momento com Merkel e Sarkozy.
A Turquia é um país muçulmano. Mas se a Turquia partilha valores europeus seria enriquecedor para a Europa ter um país como a Turquia no seu seio.
O que é difícil de admitir pelos europeus. Não dizem, mas a candidatura da Turquia reenvia a Europa face à própria imagem: a Europa afirma a identidade e rejeita o outro, a Turquia. Mas é necessária uma reconciliação.
EN – Há mesmo assim progressos no sentido de uma maior liberdade de expressão na Turquia nos últimos anos. Assistimos à restauração da nacionalidade do poeta Nazim Hikmet, e no ano passado, o famoso artigo 301 º que penaliza a difamação da nação turca foi reformulado. No entanto, há organizações, indivíduos que denunciam simples mudanças cosméticas. Concorda com a interpretação?
GN – Em qualquer caso, fez bem em evocar o caso de Nazim Hikmet, um dos grandes poetas turcos. A Turquia fez uma grande injustiça com este grande poeta preso durante 16 anos e condenado ao exílio. Morreu em 1963, em Moscovo. O nosso primeiro-ministro, que afirmou recentemente que Nazim Hikmet estava reabilitado, também disse que a Turquia é um país que já não julga os escritores. Fui o primeiro a congratular-me. Mas o meu processo é a negação evidente deste discurso. Falou de alterações cosméticas, pequenos retoques…talvez, mas é melhor assim, porque precisamos de ir mais longe na democratização da Turquia, e sem a perspectiva europeia não vai ser possível.
EN – O senhor é um dos signatários da carta de desculpas aos Arménios escrita por um grupo de intelectuais turcos. Ora, há pessoas que criticam esta carta porque não está lá palavra genocídio …
GN – Acho que a Turquia deve fazer um verdadeiro trabalho de memória. No que se refere à petição que assinei, penso que é uma coisa boa, porque vai mexer com os tabus. Vai quebrar tabus como a religião… o problema arménio continua a ser um tabu na memória colectiva dos Turcos.
O mesmo se aplica à questão curda. Ainda há uma dezena de anos , não podíamos falar nisso. Nem podíamos pronunciar a palavra “curdo”.
Agora, o presidente Abdullah Gül diz que a questão curda é a questão mais importante do nosso país, por isso, há uma evolução inegável.
EN – Sente-se no exílio?
GN – É um exílio voluntário. Não me sinto no exílio, porque vou muitas vezes à Turquia. Alimento-me… o meu imaginário é alimentado pela Turquia, pela história otomana. Escrevi romances históricos, estou muito ligado à cidade de Istambul.
Mas houve um tempo, especialmente depois do golpe militar de 12 de Setembro de 1980, em que não pude voltar ao meu país durante três anos. Portanto, estava verdadeiramente no exílio.
Por isso escrevi um livro chamado “O Último Eléctrico”, onde exprimi o sentimento de escritor turco no exílio: a vida nómada, o apego à pátria, à cidade, etc.
Agora não me sinto no exílio, estou um pouco a meio caminho entre Paris e Istambul. Digo sempre que, metaforicamente, sou como a ponte do Bósforo, que, não só liga duas margens de um rio, o rio asiático e o rio europeu, mas também os homens e as culturas, e acredito que esse é o papel do escritor, porque a literatura é universal, aproxima os homens entre si.
Portugal e Turquia presentes no segundo Festival Europeu de Futebol de Rua
Declaração conjunta por ocasião da visita do presidente Lula à Turquia
"Declaração conjunta - visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à república da Turquia - 21 a 22 de Maio de 2009. A convite de Sua Excelência o presidente Abdullah Gül, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma visita oficial à república da Turquia, nos dias 21 e 22 de Maio de 2009, a primeira ao mais alto nível de um chefe de Estado brasileiro. A visita insere-se no contexto da determinação dos dois chefes de Estado de intensificar e aprofundar os históricos laços de amizade e de cooperação entre o Brasil e a Turquia.
2. Os dois presidentes reafirmaram os valores que o Brasil e a Turquia compartilham quanto ao respeito pelo direito internacional, pelos princípios democráticos, pela garantia da paz e segurança internacionais, defesa dos direitos humanos e promoção do desenvolvimento com justiça social.
3. Durante a visita, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Abdullah Gül discutiram formas de aprofundar o relacionamento bilateral em distintas áreas e passaram em revista os principais temas de interesse comum da agenda global.
4. Os dois chefes de Estado enfatizaram a sua determinação de alçar a cooperação bilateral ao mais elevado patamar. Neste sentido, destacaram a importância dos trabalhos da comissão conjunta de alto nível, estabelecida em 2006, sob a co-presidência dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países, como mecanismo de coordenação e de promoção das relações bilaterais, tanto na esfera do aprofundamento do diálogo político, como na dinamização do relacionamento nos sectores económico, comercial, financeiro, científico e tecnológico, cultural, bem como nas áreas de defesa e turismo.
5. Durante as conversas, foi concedida atenção especial ao comércio e à cooperação económica. Os dois presidentes registaram com satisfação o contínuo aumento da corrente comercial bilateral e decidiram envidar esforços para que o relacionamento se desenvolva de forma a reflectir as dimensões e o dinamismo das economias do Brasil e da Turquia, dois membros do G-20.
6. Os dois presidentes encorajaram as suas respectivas instituições a intensificar o trabalho relativo ao incremento do comércio e investimentos, particularmente nos setores automóvel, de energia e da indústria de defesa. Nesse sentido, destacaram a necessidade de a comissão económica conjunta e o conselho empresarial bilateral funcionarem activamente.
7. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Abdullah Gül saudaram a realização, em Istambul, no contexto da visita, do Seminário Económico Brasil-Turquia, com expressiva participação de empresários de diversos setores dos dois países. No seu pronunciamento no referido seminário, o presidente Lula destacou o interesse em dinamizar os investimentos mútuos e o comércio bilateral.
8. Os dois chefes de Estado expressaram o seu agrado quanto à cooperação já existente entre os dois países na área de energia. Expressaram a sua satisfação com a parceria entre a Turkish Petroleum Company (TPAO) e a Petrobrás, consolidada com a assinatura, no contexto da visita, de novos contratos entre as duas empresas, relativos à prospecção de petróleo na zona económica turca no mar Negro. Durante a visita do presidente Lula, também foram discutidas energias renováveis, área prioritária para os governos de ambos os países.
9. Os dois presidentes acolheram com satisfação a inauguração, em Abril de 2009, de voos regulares da companhia aérea Turkish Airlines, no eixo Istambul-São Paulo e reafirmaram a sua importância para estimular os fluxos de comércio e turismo entre os dois países. Nesse contexto, o presidente Lula saudou a decisão da Turquia de abrir um consulado geral em São Paulo e comunicou a disposição de reciprocar o gesto mediante a instalação de um consulado geral em Istambul.
10. Os dois presidentes reiteraram também o compromisso de estimular as relações nas áreas da ciência e cultura entre o Brasil e a Turquia. Com esse espírito, saudaram a inauguração do centro de estudos latino-americanos estabelecido na Universidade de Ancara. Os dois chefes de Estado discutiram ainda a possibilidade de organizar reciprocamente semanas do Brasil na Turquia e da Turquia no Brasil, de forma a promover uma maior visibilidade mútua e propiciar maior interacção cultural entre os povos do Brasil e da Turquia.
11. Os dois líderes também abordaram as relações entre a Turquia e o Mercosul e reiteraram o seu apoio ao êxito das negociações do acordo de livre comércio Mercosul-Turquia. O presidente Gül expressou a expectativa no apoio do Brasil ao estabelecimento de um mecanismo de diálogo político entre a Turquia e o Mercosul.
12. O presidente Lula cumprimentou o presidente Abdullah Gül pelo êxito da organização pela Turquia, do segundo fórum da Aliança das Civilizações, realizado em Istambul, nos dias 6 e 7 de Abril de 2009. Ao sublinhar a importância do trabalho da Aliança das Civilizações, os dois presidentes destacaram o significado das conclusões do fórum de Istambul e expressaram a sua convicção de que a terceira edição do fórum, a realizar-se no Brasil, em 2010, constituirá um passo significativo para a consecução dos objectivos da Aliança, assim como para a sua expansão em sentido universalizante.
13. Os dois líderes também compartilharam opiniões sobre os grandes desafios internacionais. Ao discutir a necessidade de resposta global à actual crise económica, enfatizaram a importância do fortalecimento do G-20 como uma plataforma altamente representativa que inclui importantes países desenvolvidos e economias emergentes. Expressaram acolher, com satisfação, as decisões e iniciativas adoptadas na cúpula do G-20, realizada em Londres, em Abril último, e reiteraram o compromisso de trabalhar conjuntamente com outros líderes do G-20 para recuperar a estabilidade económica e financeira internacional.
14. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Abdullah Gül reafirmaram também o empenho dos seus governos em prol do fortalecimento do multilateralismo. Sublinharam, nesse contexto, a necessidade de avançar no processo de reforma do conselho de segurança das Nações Unidas, de forma a torná-lo mais eficaz e representantivo. Recordaram a necessidade de que o Conselho reflicta mais acuradamente as realidades internacionais contemporâneas, em particular por meio de uma mais ampla representação de países em desenvolvimento. Os dois presidentes reiteraram também o seu compromisso com a conclusão positiva da cimeira de Doha.
15. Os dois líderes analisaram com especial interesse a situação no oriente médio, no quadro do engajamento mútuo na promoção da paz, da estabilidade e do desenvolvimento na região. Sublinharam a necessidade de avanço no processo negociador do conflito israelo-palestiniano que conduza à criação de um Estado palestino, convivendo em harmonia e segurança com o Estado de Israel.
16. Os presidentes Lula e Gül, ao discutirem os efeitos da mudança do clima, convergiram quanto à necessidade de ampla cooperação em âmbito global, com base na convenção-quadro das Nações Unidas sobre mudança do clima (UNFCCC) e o seu protocolo de Quioto, reconhecendo as respectivas capacidades dos países e reafirmando os princípios consagrados na UNFCCC, inclusive o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, dos Estados.
17. Os dois presidentes expressaram especial satisfação com os entendimentos alcançados durante a visita e reiteraram o empenho de aprofundar e diversificar os laços de amizade entre os governos e os povos do Brasil e da Turquia".
