google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

14 setembro 2008

Naufrágio de ferry na Turquia

Um ferry com 150 pessoas a bordo naufragou hoje à noite pouco depois de zarpar do porto turco de Badırma, noroeste da Turquia, com destino a Istambul, noticiou a agência Anatólia.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal Yeni Şafak, muitos passageiros saltaram do barco e foram resgatados, mas há ainda 30 desaparecidos.
A agência Doğan indicou que há pelo menos um morto e 10 pessoas que foram transportadas para o hospital.
O naufrágio terá ocorrido a cerca de 300 metros da costa e, segundo as autoridades locais, a bordo estavam 150 pessoas e 75 veículos, incluindo muitos camiões.

(Fonte: Lusa)

Ankaraspor vence com Neca no onze

Neca foi titular na vitória do Ankaraspor no reduto do Istanbul Büyükşehir (1-2). O médio português acabaria por ser substituído ao minuto 59, quando a sua equipa estava em desvantagem no marcador.
Bahtiyaroğlu marcou na próxima baliza, inaugurando a contagem a favor do Istanbul Büyükşehir. A equipa da casa ficaria reduzida a dez elementos, por expulsão de Hasagic, no lance que terminou com o empate do Ankaraspor, graças à grande penalidade convertida por Çakır.
Em cima do minuto 90, Tosun deu a vitória à equipa de Neca.

(Fonte: IOL Diário)

Orhan Pamuk: Ganhar o Prémio Nobel tornou tudo político


Antecipando a Feira do Livro de Frankfurt, que este ano tem a Turquia como país convidado, o escritor Orhan Pamuk falou sobre o seu novo livro e sobre a atenção política que o Prémio Nobel lhe trouxe.

DW: Há cerca de dois anos recebeu a notícia de que seria vencedor do Prémio Nobel da Literatura. Ao olhar para trás, diria que a sua vida mudou?
Orhan Pamuk: Quando o meu agente me contou sobre o Prémio Nobel, o meu primeiro impulso, forte e instintivo, foi dizer-lhe que isso não mudaria a minha vida. Agora eu vejo que estava a ser optimista. O prémio mudou a minha vida mas não mudou os meus hábitos de trabalho. Eu ainda me dedico a uma disciplina rígida, que envolve acordar cedo, escrever, ter um cronograma e por aí. Mas, sim, o prémio mudou a minha vida. Tornou-me mais conhecido, trouxe-me muitos leitores novos e tornou as coisas um pouco mais difíceis e mais políticas. Tornou tudo o que eu faço mais político do que eu esperava.
DW: Há três anos, em Frankfurt, no discurso que fez ao receber o Prémio da Paz do Comércio Livreiro Alemão falou sobre as relações entre a Europa e a Turquia. Disse que a Turquia sonha com a Europa e a Europa não se pode definir sem a Turquia. Ainda é da mesma opinião?
Orhan Pamuk: Infelizmente, as negociações entre a Europa e a Turquia abrandaram nos últimos dois anos. Talvez isso seja por causa da ala de extrema-direita e do Exército, que estão a bloquear o caminho da Turquia para a União Europeia. E também há a resistência das nações europeias. Os mais conservadores na França e na Alemanha resistem, como todos nós sabemos, à entrada da Turquia como membro pleno da UE. Portanto, a questão é problemática, e as perspectivas não são tão optimistas como há dois anos. Acredito fortemente que a Turquia será, mais cedo ou mais tarde, parte integrante da Europa. Mas, neste momento a situação não parece tão boa, e isso preocupa-me. Mas não me faz chorar, porque, essencialmente, sou um escritor de ficção. Se um dia eu chorar, vai ser porque estou preocupado com a beleza do meu livro.
DW: A respeito da beleza dos seus livros, você, assim como outros escritores da Turquia, tem sofrido muita intimidação por parte de grupos ultranacionalistas ou ultra-religiosos. Isso tem efeitos sobre a sua vida e sobre a vida intelectual na Turquia no momento?
Orhan Pamuk: Sim, claro, tem efeitos sobre a minha vida. Vivo com guarda-costas praticamente o tempo todo, o que não é nada bom. Eu tenho que ter essa preocupação. Por outro lado, a ala de extrema-direita, e às vezes alguns jornais, continuam a atacar-me e a fazer campanhas contra mim, o que também me preocupa. Eu ensino na Universidade de Columbia um semestre por ano. Agora que os meus livros estão a ser publicados, eu também gosto de ir a conferências. Então tenho passado metade do meu tempo fora da Turquia, ou mais de metade, infelizmente – ou felizmente, sei lá. Foi assim nos últimos dois anos. Isso deve-se em parte ao Prémio Nobel, pois a minha fama cresceu muito. Foi em Istambul que testemunhei a humanidade, eu sei o que é a humanidade em Istambul. Não consigo imaginar uma vida sem Istambul – seja com guarda-costas no meio da noite, ou estando sozinho, tanto faz – o que importa é que eu esteja nas ruas de Istambul, observando e aproveitando. As minhas histórias vão continuar a falar sobre o mundo através de Istambul.
DW: Parece que está a tentar encontrar um equilíbrio na sua vida entre viver em Istambul e viajar, entre ser uma figura política e ser um artista... É isso?
Orhan Pamuk: Sim, tenho de fazer isso. Mas não sou um exilado. Quando me tentam rotular de exilado, digo que não, não sou um exilado, eu saio da Turquia por conta própria. Se quisesse, poderia viver aqui 365 dias por ano. Mas viver em Nova Iorque durante alguns semestres é bom, e viajar também é bom. Não quero fazer-me de vítima. Talvez por eu vir de uma cultura que nunca foi colonizada, nunca foi vitimada. Não gosto de me representar como vítima – nem de poderes internacionais, nem de um Estado turco. Estou de pé, feliz, vivendo, tendo prazer em escrever livros e por aí. É assim que eu olho para a minha vida.
DW: E não quer construir pontes?
Orhan Pamuk: Construir pontes é um cliché imposto sobre mim só porque sou Turco, e, claro, a primeira coisa que toda a gente diz sobre a Turquia é que está entre o Oriente e o Ocidente. Mas, antes de se ser uma ponte, tem de se entender a humanidade da cultura, as suas sombras, pontos escuros, visões insensatas, as suas esperanças para o futuro, os seus momentos quotidianos, as suas fraquezas, a sua miséria. O meu papel é ver isso, antes de declarar que "sou uma ponte" ou coisa parecida. Esse tipo de agenda ou representação política – eu não tenho isso. Sou essencialmente um ser literário, que escreve histórias. Sim, os meus livros também têm um lado filosófico. Sou um ensaísta, faço julgamentos sobre culturas, política. Mas em primeiro lugar sou um contador de histórias, e principalmente de histórias sobre pessoas.
DW: E agora está a trazer uma nova história para a Feira do Livro de Frankfurt de 2008, chamada "O Museu da Inocência". É um livro sobre o amor, uma bela história de amor, sobre Istambul, claro, e também sobre museus. Acho que é o primeiro romance da história da literatura a ter o seu próprio museu...?
Orhan Pamuk: Sim, "O Museu da Inocência" conta a história de amor de Kemal, uma pessoa da classe alta. Ele tem 30 anos em 1975 e conta a sua paixão por uma parente distante – uma prima afastada, Fusun, que trabalha como vendedora numa loja e é lindíssima. Para compensar o fracasso em conquistá-la, ele colecciona tudo em que Fusun toca, e no fim faz um museu com os objectos que estão associados à sua história. O meu "museu da inocência" é também um museu real, que procura reunir todos esses objectos. Eu tenho coleccionado coisas para esse museu há quase seis anos. Há 10 anos, comprei uma casa, que na verdade é onde parte da história acontece, e transformei-a num museu. Então o "museu da inocência" é um museu e um livro. A apreciação do livro e a apreciação do "museu" são duas coisas completamente diferentes. O museu não é uma ilustração do livro, e o livro não é uma explicação do museu. Talvez eles sejam duas representações de uma mesma história.
DW: E quando formos ao museu, poderemos reviver a história simplesmente vendo e tocando as pequenas coisas que aparecem no livro. É como uma memória vivida. E no fim o seu herói diz que todos devem saber que ele viveu uma vida feliz. Você está a viver uma vida feliz, Orhan Pamuk?
Orhan Pamuk: Estou a viver uma vida muito feliz. Dirijo-me a leitores em 58 línguas, a milhões de leitores. Estou a escrever livros do coração, sobre o que eu quero, e eles estão a lê-los. "Pode haver uma vida mais feliz?", eu pensava, quando tinha 25 anos e decidi largar a pintura para me tornar um escritor. Às vezes eu penso que todas as minhas fantasias sobre fama e sucesso – que é mais do que eu esperava – foram satisfeitas. Devo confessar que sou um autor feliz.

(Fonte: Deustsche Welle)

10 setembro 2008

Turquia empatou em casa contra a Bélgica

Uma grande penalidade convertida por Emre Belözoğlu, aos 74 minutos, evitou que a Turquia perdesse em casa contra a Bélgica, em jogo do Grupo 5 de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2010.

Golo de Sonck
A selecção belga tinha-se adiantado no marcador durante a primeira parte do jogo realizado no Estádio Şükrü Saracoğlu, mas teve de se contentar com um empate, que deixa as duas equipas igualadas com quatro pontos, após terem realizado os dois primeiros jogos na caminhada para o Mundial da África do Sul.

Mão na bola
A primeira má notícia para os adeptos turcos surgiu aos 13 minutos, quando o avançado Tuncay Şanlı se lesionou, sendo substituído por Halil Altıntop. E depois de um início de encontro bastante lento, a Bélgica chegou mesmo ao golo, com Sonck a marcar de cabeça após um livre apontado por Jan Vertonghen. A selecção de Fatih Terim pressionou imenso na segunda parte e acabou por evitar a derrota graças a uma mão na bola de Axel Witsel dentro da sua área. Chamado a converter o penálti, o médio do Fenerbahçe SK, Emre, garantiu a conquista de um ponto.

(Fonte: UEFA)

08 setembro 2008

Seis mortos em confrontos com o PKK

Seis membros de forças de segurança da Turquia foram mortos em vários confrontos com rebeldes do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) na província de Hakkari, informou hoje a imprensa turca.
As fontes disseram que o primeiro confronto aconteceu ontem quando uma patrulha de guardas rurais e soldados localizou um grupo de guerrilheiros do PKK enquanto vigiava a região fronteiriça com o Iraque.
No combate morreram três membros da Guarda Rural, formada no final da década dos anos 80 por voluntários curdos leais a Ancara e destinada a proteger os povos do sudeste dos ataques do PKK.
Após esta primeira troca de fogo, soldados turcos enfrentaram os milicianos num combate em que morreram três militares, entre eles um tenente. Outros dois soldados ficaram feridos.
Unidades especiais do Exército turco sobrevoaram a região com helicópteros do tipo Sikorsky para bloquear as rotas de escape dos membros do PKK, segundo informaram fontes militares.
Essas fontes manifestaram que se mantém o dispositivo militar para capturar os rebeldes que se encontram refugiados nas zonas montanhosas da região.

(Fonte: EFE)

Turquia confirmou superioridade frente à Arménia

Tuncay Şanlı e Semih Şentürk marcaram os golos que permitiram à Turquia, semifinalista do EURO 2008, começar a fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2010 com um triunfo na Arménia.

Golos na última meia-hora
A selecção turca demorou a atingir os seus objectivos no Estádio Hrazdan, já que se adiantou no marcador apenas aos 60 minutos, através do avançado Tuncay, do Middlesbrough FC. A 13 minutos do final, Semih, autor de tantos golos cruciais pelo Fenerbahçe SK e pela selecção no último Europeu, assinou o 2-0 e garantiu a conquista dos três pontos.

Primeiras oportunidades
O início do encontro ficou marcado pela postura atacante das suas equipas, o que proporcionou um duelo muito interessante neste Grupo 5. Logo aos dois minutos, Semih esteve perto do golo, mas o guarda-redes da Arménia, Roman Berezovsky, impediu a festa do avançado. A resposta da selecção da casa surgiu por Hamlet Mkhitaryan, que obrigou Bolkan Demirel a defesa muito atenta.

Erdinç perdulário
Mevlüt Erdinç foi o mais perdulário dos Turcos na primeira parte, com destaque para um remate ao lado à meia-hora e um falhanço incrível já perto do intervalo. Depois do descanso, o seleccionador da Turquia, Fatih Terim, apostou em mais um avançado - Kazim Kazim - e a entrada do ponta-de-lança acabou por ser decisiva.

Superioridade confirmada
O dianteiro de 22 anos fez o passe para o primeiro golo do encontro, assinado por Tuncay, aos 61 minutos e o tento deu mais tranquilidade à selecção forasteira. Por isso, não surpreendeu que conseguisse ampliar a vantagem na cobrança de um livre, aos 77 minutos. Emre Belözoğlu encontrou Mehmet Aurélio na área e o médio nascido no Brasil serviu Semih, que se limitou a confirmar a vitória turca.

(Fonte: UEFA)

07 setembro 2008

Diplomacia do futebol aproxima Turquia e Arménia

O Presidente da Turquia, Abdullah Gül, fez ontem uma visita histórica à Arménia, a primeira de um líder turco ao país vizinho, que é independente desde 1991. O pretexto foi o jogo de futebol entre os dois países integrado na fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2010.
A iniciativa diplomática dos dois países foi muito elogiada pela presidência francesa da UE e surge no âmbito de contactos secretos que já decorriam anteriormente. A partida terminou da forma previsível, com um triunfo turco, por dois a zero. No plano político, este episódio de diplomacia desportiva teve grande significado. Gül foi recebido pelo homólogo arménio, Serge Sarkissian, que visitará a Turquia no jogo da segunda mão. Ambos prometeram cooperar e resolver os problemas bilaterais, que além da questão histórica do alegado genocídio arménio entre 1915 e 1917, envolve também o conflito do Nagorno-Karabakh, enclave arménio em território do Azerbaijão, país turcófono, que esteve em guerra com a Arménia e é apoiado pela Turquia. A aproximação entre os vizinhos não será fácil. À chegada ao estádio de Erevan, Gül foi assobiado pelo público da casa, o que também aconteceu quando soou o hino da Turquia. Na cidade, houve um protesto pacífico, que reuniu milhares de pessoas. E, na Turquia, a visita do Presidente (um político islâmico moderado) foi muito criticada pela oposição republicana. Os republicanos turcos têm origens históricas no grupo de oficiais do exército que, durante a Primeira Guerra Mundial terá conduzido a alegada repressão da minoria arménia (cristã) do império Otomano. A Arménia alega que durante dois anos foram mortos mais de 1,5 milhões de Arménios. Ancara nega a tese do genocídio, pondo em causa os números e dizendo que o massacre resultou de uma revolta armada dos nacionalistas arménios, apoiados, na altura, pela Rússia.

(Fonte: DN)

05 setembro 2008

Os Alevitas continuam invisíveis na Turquia

O Governo turco adoptou uma iniciativa importante relativamente à comunidade alevita na Turquia ao nomear um conselheiro especial para se ocupar dos seus problemas, mas Reha Çamuroğlu, um Alevita e mentor do projecto governamental de "abertura aos Alevitas", diz agora que as promessas feitas aos Alevitas não foram honradas. No entanto, mantém-se como deputado do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, no Governo). 

Face a esta situação, o presidente do Directorado dos Assuntos Religiosos, Ali Bardakoğlu, declarou que está pronto para apoiar qualquer iniciativa relativa à comunidade alevita. "Vamos adoptar todas as medidas para não deixar a Europa dividir a nossa sociedade. Se alguém foi ofendido ou pensa ter sido ofendido então temos de remediar isso," disse Bardakoğu ao diário Milliyet ontem, referindo-se aparentemente aos Alevitas. Bardakoğlu disse que se os Alevitas querem rezar nas "cemevi," a sua casa de oração, eles devem continuar a rezar lá, mas então não deviam perguntar-lhe se rezar numa "cemevi" significa a mesma coisa que rezar no Islamismo sunita. "Toda a gente sabe que rezar numa cemevi é uma prática que faz [os Alevitas] felizes, mas não é uma alternativa a rezar [no Islamismo sunita]," disse, em oposição a quaisquer mudanças radicais às práticas estabelecidas do Islão.

Um grupo de legisladores alemães, incluindo consultores veteranos de igrejas e religiões e o plenipotenciário da Igreja Evangélica da Alemanha, encontrou-se na passada terça-feira com Bardakoğlu. Antes de uma paragem em Ancara, o grupo visitou Tarso a cidade onde nasceu o apóstolo São Paulo. O Dr. Otmar Oehring, o presidente do departamento Missio-Aachen para os direitos humanos, disse que quando regressasse à Alemanha teria "infelizmente" de escrever um relatório negativo sobre a liberdade religiosa na Turquia. Disse que uma das suas queixas é o facto de Ancara não ter alterado a sua posição relativamente à reabertura do seminário Heybeliada numa ilha perto de Istambul. 

A Turquia tem sido pressionada pela União Europeia para reabrir o seminário Heybeliada, encerrado em 1971. Este seminário permaneceu aberto até 1985, quando os últimos cinco estudantes se licenciaram. Oehring acolheu bem a lei das fundações que passou recentemente no Parlamento turco classificando o facto de "melhor que nada," mas disse que há muito ainda a ser feito, tal como na questão alevita, uma vez que "os Alevitas não têm nenhum estatuto legal na Turquia". Referiu ainda que o Estado não aceita a existência dos Alevitas, o que torna impossível que estes reclamem direitos.

03 setembro 2008

Síria e Israel realizam na Turquia quinto encontro para acordo de paz

Representantes de Síria e Israel realizarão no próximo Domingo, na Turquia, o quinto encontro com a mediação de Ancara para tentarem chegar a um acordo de paz.
"A reunião acontecerá no início da próxima semana", afirmou à Agência Efe uma fonte oficial israelita que pediu para não ser identificada.
A próxima rodada de negociações será de "suma importância", já que tratará da demarcação da fronteira entre os dois países e determinará se um futuro acordo de paz se basearia na divisão internacional de 1923 ou na fixada em 1967, após a Guerra dos Seis Dias.
O jornal árabe editado em Londres "Al-Hayat" confirmou a informação e destaca que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, mostrou interesse em mediar as conversações entre Israel e Síria quando as negociações forem directas, o que terá sido aceite pelos dois países.
De acordo com outro jornal árabe com sede em Londres, "Asharq Alawsat", a França recebeu o sinal verde dos Estados Unidos e de Israel para actuar como mediador.
Israel e EUA aceitaram que a França co-patrocinasse tais conversas com Washington e que garantisse o cumprimento da parte do acordo relacionada com a segurança.
Síria e Israel, oficialmente em guerra, iniciaram em Abril conversações indiretas com a mediação da Turquia, segundo um acordo alcançado dois meses antes pelo primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, e o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdoğan.
Com estas negociações, Israel espera que a Síria se distancie do Irão e corte vínculos com o grupo Hisbolá e o movimento palestiniano Hamas, enquanto a principal reivindicação de Damasco é a devolução das Colinas do Golã.
O presidente sírio disse, na terça-feira, que as negociações indirectas com Israel haviam "aberto a possibilidade da paz", mas reconheceu que os dois países ainda têm um longo caminho a percorrer para alcançar esse objetivo.

(Fonte: EFE)

01 setembro 2008

Turquia impõe restrições comerciais à Rússia

A Turquia impôs restrições comerciais à Rússia e intensificou as suas inspeções fronteiriças sobre as mercadorias provenientes desse país, depois de uma decisão similar aplicada pela alfândega russa, informou a agência de notícias turca Anatólia.
Alguns especialistas interpretaram estes controles russos como uma medida de represália contra a Turquia por ter deixado passar recentemente navios de guerra americanos pelo estreito de Dardanelos e o estreito de Bósforo para o Mar Negro para entregar ajuda humanitária à Geórgia.
A Rússia é o maior parceiro comercial da Turquia, com intercâmbios avaliados no ano passado em 28,2 bilhões de dólares, e é também o seu principal fornecedor de gás.

(Fonte: AFP)