google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

27 junho 2008

Terminou o sonho turco


A Alemanha é a primeira finalista do EURO 2008 depois de ter batido a Turquia, por 3-2, na meia-final disputada em Basileia, no St. Jakob-Park. Os Turcos adiantaram-se no marcador, por intermédio de Uğur Boral, mas Bastian Schweinsteiger e Miroslav Klose operaram a reviravolta para os Germânicos. Semih Şentürk ainda fez o 2-2 a quatro minutos dos 90, mas Lahm confirmou a vitória alemã mesmo ao cair do pano.

Panoramas diferentes
O seleccionador germânico, Joachim Löw, apostou na mesma equipa que afastou Portugal nos quartos-de-final, ao passo que o treinador dos turcos, Fatih Terim, apresentou algumas alterações em relação ao seu habitual “onze” titular, já que se debateu com inúmeros castigos e lesões.

Turquia perigosa
Como seria de esperar, os Alemães entraram decididos em controlar as operações desde o apito inicial. Ainda assim, os Turcos foram os primeiros a criar perigo, primeiro com um remate de Kazım Kazım, aos seis minutos, e depois com um disparo de Hamit Altıntop, que obrigou o guarda-redes Jens Lehmann a aplicar-se para negar o primeiro golo do jogo. Aos 12 minutos, a Turquia esteve muito perto de marcar, após uma bola perdida no lado direito. Kazım Kazım rematou de primeira, após cruzamento de Ayhan Akman, com a bola a embater com estrondo na barra da baliza germânica.

Surpresa geral
Depois de muito ameaçar, a Turquia chegou mesmo ao golo aos 22 minutos, por intermédio de Uğur Boral. O jogador turco aproveitou da melhor forma um cruzamento do lado direito, que ainda embateu na trave. O esférico acabou por sobrar para Boral, que rematou de pronto. Lehmann ainda tocou na bola antes de esta se anichar no fundo das redes, num lance em que não ficou isento de culpas.

Não baixar os braços
Ainda assim, a Alemanha respondeu da melhor forma e chegou à igualdade quatro minutos depois. Lukas Podolski cruzou do lado esquerdo e Bastian Schweinsteiger desviou com êxito para fazer o 1-1. A Turquia não baixou os braços e continuou a criar perigo junto da área alemã. A equipa comandada por Terim ia trocando muito bem a bola no meio-campo e, na altura certa, desenhava lances de apuro para a defensiva contrária. A Alemanha limitava-se a explorar o contra-ataque e, aos 34 minutos, Podolski poderia ter colocado a sua equipa em vantagem, com um remate forte, do lado esquerdo. Contudo, a bola saiu por cima.

Jogo pausado
Após o descanso, Löw apostou na entrada de Torsten Frings para o lugar de Simon Rolfes, que se havia lesionado ainda no primeiro tempo. O conjunto germânico entrou mais afoito na segunda parte, mas a qualidade de jogo caiu relativamente aos primeiros 45 minutos, que foram bastante intensos. Ambas as equipas revelaram mais cautelas após o reatamento e não arriscaram tanto. Aos 73 minutos os alemães poderiam ter desfeito a igualdade, mas o remate de Thomas Hitzlsperger, fora da área, passou a centímetros do alvo, numa das raras ocasiões do segundo tempo.

Emoção no final
Aos 79 minutos, os Alemães conseguiram finalmente colocar-se na frente do marcador, após um cruzamento do lado esquerdo. Miroslav Klose saltou mais alto do que os opositores e, de cabeça, assinou o 2-1 para delírio dos adeptos alemães presentes no St. Jakob-Park. Ainda assim, os Turcos, à imagem do que já tinham feito anteriormente no torneio, chegaram ao empate nos minutos finais. Sabri Sarıoğlu cruzou do lado direito e Semih Şentürk, ao primeiro poste, desviou com sucesso. Estavam decorridos 86 minutos. Só que desta vez coube aos Germânicos operar a reviravolta em cima do minuto 90, graças a um golo de Philipp Lahm.

(Fonte: UEFA)

26 junho 2008

Alemanha e Turquia apelam à amizade e entendimento

Os dois jornais com maior tiragem na Alemanha e na Turquia, o “Bild” e o “Hurriyet”, respectivamente, apelaram aos leitores na edição de ontem para que o encontro entre as duas selecções nas meias-finais do Europeu seja celebrado com amizade. “Não sabemos que equipa vai ganhar hoje [quarta-feira]. Mas nós, os chefes de redacção do ‘Hurriyet’ e do ‘Bild’ sabemos como se devem chamar os vencedores: amizade e bom entendimento”, escrevem Kai Diekmann, do “Bild”, e Ertuğrul Özkök, do “Hurriyet”. Os dois jornalistas acrescentam que a amizade entre a Alemanha e a Turquia deverá estar em primeiro lugar, independentemente da equipa que conseguir marcar presença na final do Europeu. “No Mundial de 2006 assistimos a cenas maravilhosas na Alemanha: os Turcos, envoltos em bandeiras turcas e alemãs, celebrando a equipa da Alemanha. Desejamos que essas imagens se repitam hoje [quarta-feira]: os Alemães e os Turcos a festejarem juntos”, lê-se ainda no texto conjunto. Os jornais realçam ainda o facto de cerca de 2,4 milhões de pessoas originárias da Turquia viverem na Alemanha e de mais de três milhões de alemães escolherem passar as suas férias anualmente na Turquia.

(Fonte: O Jogo)

24 junho 2008

Turcos indomáveis fazem milagres


Os adeptos turcos começam a acreditar em milagres. Sorteada no grupo de Portugal, um dos favoritos ao título à partida para o torneio, da experiente República Checa e da co-anfitriã Suíça, poucos apostariam na selecção comandada por Fatih Terim como uma das surpresas da prova.
Mas depois de três recuperações consecutivas no marcador, a seguinte sempre mais impressionante do que a anterior, a Turquia está entre as quatro melhores selecções da Europa e a um jogo apenas de atingir a sua primeira final de uma grande competição, apesar de se ter estreado no EURO 2008 com uma derrota por 2-0, frente a Portugal. De seguida, deu a volta ao encontro com a Suíça, depois de estar a perder por 1-0, graças a golos de Semih Şentürk e Arda Turan na segunda parte. Frente à República Checa, recuperou de uma situação ainda mais delicada e acabou por vencer 3-2, quando perdia por 2-0 a 15 minutos do apito final, garantindo assim a passagem aos quartos-de-final. Nesta fase da prova, frente à Croácia, o nulo manteve-se até aos últimos instantes do prolongamento, altura em que a Turquia se viu em desvantagem. No entanto, os Turcos responderam com um golo de Semih no último remate do jogo e acabaram por vencer por 3-1 no desempate por grandes penalidades. Mas com lesões e castigos pelo meio a missão da Turquia nas meias-finais, frente à Alemanha, deverá ser ainda mais complicada. Fatih Terim terá de apelar mais uma vez ao indomável espírito da sua equipa. Certamente não será fácil, como não o é qualquer milagre.

Registo em meias-finais

Esta é a estreia dos Turcos em meias-finais de um Campeonato da Europa. Contudo, estiveram presentes nas meias-finais do Mundial de 2002, onde perderam com o Brasil.

Momento-chave
O golo do empate apontado pelo suplente Semih frente à Suíça, ao que se seguiu o tento de Arda Turan que deu a vitória nesse encontro. O triunfo transfigurou a participação da Turquia na prova e deu o mote para recuperações ainda mais notáveis frente à República Checa e à Croácia.

Jogador em destaque
Embora não vá actuar nas meias-finais, devido a lesão, o jogador mais influente tem de ser o ponta-de-lança Nihat Kahveci, que assumiu a braçadeira de capitão da equipa após o afastamento do lesionado Emre Belözoğlu. Algo discreto frente a Portugal, no primeiro jogo, o atacante do Villarreal CF não começou bem o EURO 2008, mas a sua sorte mudou e de forma contundente. Os golos decisivos marcados frente à República Checa, no último jogo da fase de grupos, carimbaram a passagem dos Turcos aos quartos-de-final e o seu trabalho incansável durante os 117 minutos que esteve em campo no jogo ante os Croatas, até sair lesionado, comprovam a sua importância.

Lesões e castigos
Quatro jogadores estão suspensos: Volkan Demirel cumpre o segundo de dois jogos de castigo, enquanto o defesa Emre Aşık e os médios Tuncay Şanlı e Arda Turan também vão falhar o embate com a Alemanha depois de terem visto o segundo cartão amarelo na prova, frente à Croácia. Após a indisponibilidade de Emre Güngör (já ausente da prova), a lesão sofrida por Nihat na partida com a Croácia juntou mais um nome à lista de lesionados, da qual já constavam Servet Çetin (anca e joelho) e Tümer Metin (virilha). Todos eles estão em risco de falhar o desafio das meias-finais.

Tácticas
Depois de apostar no 4-2-3-1, com Mehmet Aurélio e Mehmet Topal a ocuparem o papel de médios de contenção, Fatih Terim alterou o sistema frente à República Checa e mudou para uma frente de ataque com dois jogadores, Semih e Nihat. Mas esta alteração não pareceu nunca produzir os efeitos desejados e o seleccionador turco optou por trocar Semih por Sabri Sarıoğlu, utilizado como médio-direito na segunda parte, regressando assim à táctica inicial. O crescente número de lesões e castigos têm, também, condicionado os planos de Terim. Ayhan Akman é o único jogador de campo que ainda não actuou qualquer minuto neste EURO e, para o embate com a Alemanha, Terim tem apenas neste momento 12 jogadores de campo em perfeitas condições físicas e disponíveis para o encontro, pelo que deverá apostar em Gökdeniz Karadeniz e Kazım Kazım no meio-campo.

Registo no desempate por penalties
A vitória nos penalties sobre a Croácia foi o primeiro desempate deste género que a Turquia disputou numa grande competição.

Reacções• "Nada é impossível. Apenas demora algum tempo a acontecer". - O seleccionador Fatih Terim transmitindo uma mensagem positiva à sua equipa.
• "Agora percebo por que razão nos chamam de 'Turcos Loucos'". - Emre Aşık, referindo-se ao título de um livro de enorme êxito com o mesmo nome.
• "Vai ser um bom jogo para os adeptos neutros assistirem". - Kazım Kazım na antevisão do encontro dos quartos-de-final com a Croácia, o que acabou por se confirmar.

O que escreveu a imprensa• "Vamos para Viena" - título do Hürriyet, depois da vitória por 3-2 sobre a República Checa, que selou a passagem aos quartos-de-final do Ernst-Happel-Stadion, frente à Croácoa.
• "Obrigado pela ajuda, Čech" - título do Akşam, referindo-se ao erro do guarda-redes da República Checa que possibilitou o golo do empate à Turquia.
• "Quem tem mais coração que nós?" - título do Milliyet, elogiando a determinação turca em lutar até ao último minuto frente à Croácia.
• "A Turquia não vos esquecerá!" - título do Sabah, na manhã seguinte à vitória nos quartos-de-final.

(Fonte: UEFA)

Turquia à imagem de Terim


O seleccionador turco, Fatih Terim, acredita que a sua paixão e fé inabalável nas capacidades dos seus pupilos é a principal razão pela qual a Turquia conseguiu superar tantas adversidades e atingir as meias-finais do EURO 2008. "Penso que esta equipa reflecte o meu carácter", afirma Fatih Terim. "Temos uma mistura de fé, desejo, técnica, cultura táctica e bravura. Talvez não tenhamos jogadores conhecidos nos quatro cantos do mundo, mas temos jogadores que mostraram a sua inteligência e a sua vontade. Para mim isto é muito importante - os jogadores têm de suar a camisola".
Provavelmente o treinador do futebol turco que menos esconde as suas emoções em campo, Terim demonstra durante os encontros o mesmo nível de empenho que exige aos seus jogadores. "Levo sempre duas ou três camisas para cada jogo", revelou o técnico de 54 anos. "Quero ver o jogo descontraído, mas muitas vezes vejo-me obrigado a intervir. Concentro-me mesmo muito nos nossos jogos e é por essa razão que no final das partidas a minha camisa está encharcada em suor. E não se esqueçam que a zona entre o banco de suplentes e a linha lateral no Ernst-Happel-Stadion é muito longa".
Contudo, o antigo jogador e treinador do Galatasaray AS consegue manter a cabeça fria junto ao relvado. E tal foi vital na miraculosa recuperação da Turquia no prolongamento do jogo dos quartos-de-final contra a Croácia. "Os jogos começam e acabam com o apito do árbitro", lembrou Terim, que também já orientou o AC Milan e a ACF Fiorentina em Itália. "Às vezes uma equipa marca no primeiro minuto e noutras consegue marcar nos derradeiros instantes. Mas os golos de que se fala sempre mais são os marcados nos minutos finais. Muitos dos meus jogadores deitaram-se no chão após o golo da Croácia. Contudo, disse ao Arda Turan para ir buscar a bola ao fundo da baliza e disse aos nossos defesas para se levantarem e irem para o ataque, apesar de só faltar um minuto. E, como se viu, ainda era possível".
Antes do início do torneio, Terim afirmou que a sua equipa estava na Áustria e Suíça para lembrar às pessoas o seu valor. Agora, acredita que deram um passo mais além. "Ninguém nos vai esquecer", garantiu. Isto apesar de considerar que a Turquia tem sido a selecção mais infeliz do torneio, dados os problemas com castigos e lesões com que se tem deparado. E o seleccionador turco mostra-se convicto que as exibições no EURO 2008 são apenas o início para esta nova geração de jogadores. "Esta equipa tem muita capacidade e estou certo que vão voltar a brilhar no Campeonato do Mundo de 2010 e no EURO 2012, juntamente com outros jogadores que estão agora a surgir", acrescentou.
O encontro das meias-finais contra a Alemanha, quarta-feira, no St. Jakob-Park, em Basileia, colocará a Turquia perante a sua mais "séria" ameaça até ao momento. "É um adversário muito forte", admitiu Terim. "É o jogo mais importante para nós na história dos Campeonatos da Europa. Mas a Alemanha está habituada a disputar este tipo de jogos em grandes competições. Temos muitas baixas na equipa, enquanto eles não têm nenhuma. Mas podem ter a certeza que os nossos jogadores não se vão dar por satisfeitos apenas por já terem chegado até aqui. Quer ganhem ou percam, vão dar o seu melhor. Não temos medo da Alemanha, mas temos respeito".

(Fonte: UEFA)

21 junho 2008

A Turquia está nas meias-finais do Euro 2008


A Turquia vai defrontar a Alemanha nos quartos-de-final do EURO 2008 após ter batido a Croácia por 3-1 no desempate por grandes penalidades, fruto do empate a uma bola registado nos 120 minutos regulamentares. O suplente Ivan Klasnić parecia ter decidido o encontro quando deu vantagem aos Croatas aos 119 minutos, mas Semih Şentürk empatou nos descontos do prolongamento, antes dos falhanços croatas nos penalties decidirem a emocionante partida do Ernst-Happel-Stadion, em Viena.
As duas equipas encaixaram perfeitamente uma na noutra desde o apito inicial, com o primeiro remate digno desse nome a surgir no minuto cinco, quando o Turco Hamit Altıntop tentou a sua sorte de fora da área, mas a bola saiu ao lado. A Croácia respondeu praticamente na jogada seguinte, mas a excelente incursão de Ivan Rakitić pelo lado esquerdo, cuminada com um passe a pedir o toque final de Darijo Srna, foi providencialmente cortada para canto por Hakan Balta. Apesar desses dois lances, o equilíbrio continuou a ser a nota dominante, tornando-se cada vez mais evidente que teria de ser o talento individual a fazer a diferença sobre o colectivo.
E foi, porventura, o jogador mais talentoso em campo a estar na origem da maior ocasião de golo do primeiro tempo, estavam decorridos 19 minutos. Luka Modrić, o "culpado" do pico de emoção em Viena, esgueirou-se pelo lado direito da área turca, antes de cruzar na perfeição para Ivica Olić, que fez o mais difícil, ao acertar na barra quando estava a pouco mais de um metro da linha de golo. O "excesso" de pontaria do avançado croata encerrou quase por completo o capítulo perigo até ao intervalo, excepção feita a um potente remate de longa distância assinado por Mehmet Topal, que chegou a assustar o guarda-redes croata Stipe Pletikosa.
Quem esperava uma segunda parte mais movimentada não demorou muito tempo para perceber que o cenários dos primeiros 45 minutos estava destinado a imperar. O guardião turco Rüştü Reçber ainda proporcionou um momento de emoção aos 50 minutos, quando uma sua hesitação quase resultou num golo de Olić, mas Modrić parecia mesmo ser o único com capacidade para "agitar as águas". A sua deliciosa assistência para Niko Kranjčar, aos 57 minutos, foi concluída com um remate fraco e à figura do guardião Rüştü Reçber.
Revelando quase sempre maior capacidade para chegar à baliza contrária, a Croácia pode queixar-se da falta de inspiração de Rakitić, que, aos 70 minutos, tabelou bem com Olić, antes de disparar muito por cima da barra quando estavam em boa posição. E se a partida já estava "morna", o avançar do cronómetro foi refreando ainda mais o ímpeto das duas equipas, face ao receio de sofrer um potencialmente fatal golo. No entanto, a Croácia esteve prestes a resolver a questão a seis minutos dos 90, quando Rüştü fez a defesa da noite, em resposta a um livre directo cobrado com precisão por Srna. E quando Olić voltou a não conseguir bater Rüştü em cima do minuto 90, na sequência de mais um cruzamento mortífero de Modrić, já não havia forma de evitar o prolongamento.
Tuncay Şanlı obrigou Pletikosa a mostrar toda a sua atenção aos 95 minutos, cinco antes de Semih Şentürk rematar ligeiramente por cima da barra. Os jogadores croatas acusaram mais cedo o cansaço e começaram a sentir dificuldades para fazer face ao domínio turco a meio-campo, com Tuncay a errar por muito pouco o alvo aos 102 minutos. O suplente Ivan Klasnić parecia destinado a ser o herói da partida quando fez o 1-0 para a Croácia aos 119 minutos, cabeceando para golo após um centro de Modrić, mas Semih Şentürk respondeu já em tempo de compensação com um excelente remate de pé esquerdo, dando origem à lotaria dos penalties. E quis o destino que fosse Modrić a tentar e falhar a primeira conversão, atirando para fora, antes de Rakitić fazer o mesmo e Mladen Petrić permitir a defesa de Rüştü. Estavam lançadas a festa turca e o desespero croata.

(Fonte: UEFA)

19 junho 2008

Famosa cantora transexual turca acusada de desvirtuar o Exército


Um tribunal de Istambul começou a julgar nesta quarta-feira Bülent Ersoy, a cantora transexual turca acusada de ter causado danos ao prestígio do Exército por ter afirmado na televisão que se tivesse tido um filho, nunca o teria deixado cumprir o serviço militar.
"Se tivesse tido um filho, imaginam se eu o levaria ao túmulo porque alguém sentado na outra ponta de uma mesa diz: 'deve fazer isso'?", declarou a artista no final de Fevereiro, em plena operação do Exército turco contra as bases dos rebeldes curdos no norte do Iraque.
"Não sou mãe e nunca serei. Mas sou um ser humano e levá-los ao túmulo...", prosseguiu a cantora num programa de entretenimento, antes de classificar de "cliché" enganoso o lema "os mártires são imortais, a pátria é indivisível" entoado na Turquia nos funerais dos militares.
Bulent Ersoy, de 56 anos, pode ser condenada a até três anos de prisão, com base no artigo 318 do código penal turco, que estipula o crime de "dissuadir do serviço militar através da imprensa".
Bülent Ersoy é uma cantora muito famosa e respeitada na Turquia.

(Fonte: AFP)

Volkan Demirel suspenso por dois jogos


A UEFA castigou Volkan Demirel com dois jogos de suspensão na sequência da expulsão do guarda-redes frente à República Checa no final da reviravolta épica que colocou a Turquia nos quartos-de-final do Euro 2008.
A Turquia perde assim o seu guarda-redes para o jogo dos quartos-de-final com a Croácia, bem como para a meia-final, se a equipa se apurar. O lugar na baliza deve ser ocupado pelo veterano Rüştü Reçber.
A UEFA aplicou ainda uma multa de 27190 euros à Federação turca, por conduta imprópria dos adeptos, jogadores e "staff" da equipa.

(Fonte: Mais Futebol)

Duas pessoas sofreram um enfarte durante o último jogo da selecção turca

O cardiologista Kaan Kıralı, do Hospital Koşuyolu, em Istambul, recomendou às pessoas com problemas cardíacos que não acompanhem os jogos da selecção turca no Euro 2008, informou nesta quarta-feira o jornal "Sabah". O doutor Kıralı fez essa recomendação em virtude de duas pessoas terem morrido de enfarte durante o jogo entre a República Checa e a Tuquia que esta venceu por 3-2. "Àqueles que não conseguem controlar a emoção, recomendo que procurem outra forma de saber o resultado, sem terem de acompanhar o jogo na televisão", disse o cardiologista turco. Em todo caso, para as pessoas com problemas cardíacos que vão ver o jogo apesar de todas as contra-indicações, o doutor Kıralı recomendou que acompanhem o jogo com um comprimido contra o enfarte sob a língua, para que possam tomá-lo imediatamente caso haja uma crise.

(Fonte: Globo)

18 junho 2008

Erdoğan quis a camisola de Nihat Kahveci

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, mal terminou o jogo da Turquia contra a República Checa fez saber que queria a camisola do jogador Nihat Kahveci e recebeu-a depois das mãos do Ministro do Desporto.

Espírito turco recompensado

Num dos mais dramáticos finais de jogos de Campeonatos da Europa, a Turquia recuperou de uma desvantagem de dois golos e venceu a República Checa, por 3-2, garantindo a qualificação para os quartos-de-final de Viena ante a Croácia.
Reis das reviravoltasFoi a segunda vez que a selecção turca teve de recuperar de um resultado negativo neste torneio e, após 18 jogos, é a única equipa que se pode gabar desse feito. As estatísticas podem dizer muito sobre o evoluir de um jogo de futebol, mas a crença e a coragem são muito difíceis de medir numa formação que nunca se dá como vencida. E enquanto os checos vão continuar a perguntar como foi possível desperdiçar uma vantagem de dois golos, o registo turco de cinco remates nos últimos 15 minutos - incluindo três à baliza e, claro, dois golos - mostra quem é que acabou o jogo mais forte.
Para tornar o dramatismo ainda maior, a Turquia terminou o jogo com o avançado Tuncay Şanlı, que fez mais remates do que qualquer outro jogador, a assumir a posição de guarda-redes, depois da expulsão de Volkan Demirel - apenas o segundo cartão vermelho deste EURO 2008.
A questão de quem se juntaria a Portugal no lote de apurados do Grupo A parecia estar definida ao minuto 74, quando a República Checa vencia por 2-0, graças a golos de Jan Koller e Jaroslav Plašil. No entanto, o tento de Arda Turan, após um cruzamento desviado de Hamit Altintop, lançou a incerteza no jogo de Genebra. Foi a primeira de três assistências para golo feitas pelo lateral-direito turco, muito embora no segundo lance uma intervenção falhada de Petr Čech tenha sido fundamental para o empate, obtido por Nihat Kahveci. E apenas dois minutos depois, o avançado do Villarreal CF isolou-se após excelente passe de Hamit e castigou ainda mais Čech com um golo simplesmente sensacional.
Os checos tinham dominado a primeira parte, conseguindo dez remates, dois dos quais à baliza. A estratégia de cruzar bolas para o gigante Koller deu frutos e a Turquia, apesar de ter tido mais tempo de posse de bola, conseguiu apenas metade dos remates: cinco, um dos quais à baliza de Čech.
A entrada, ao intervalo, do extremo-direito Sabri Sarıoğlu animou o ataque turco e foi a equipa de Fatih Terim que passou a criar mais perigo pelos flancos. No entanto, foram os checos a ampliar a vantagem, contra a corrente de jogo, mas numa análise final não se pode dizer que a vitória lhes tenha sido roubada. Afinal, a Turquia acabou o jogo com mais posse de bola (57 contra 43 por cento), mais cantos (seis contra dois), mais remates (8/5 bem enquadrados e 16/14 para fora) e com os jogadores que mais correram e melhor passaram. Arda foi quem correu mais - 11.34 quilómetros -, conseguindo ainda o melhor registo de passes bem-sucedidos, num total de 86 por cento, enquanto Hamit e o defesa esquerdo Hakan Balta se seguiram nestas duas categorias.

(Fonte: UEFA)