google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

07 novembro 2007

Comissão Europeia pede à Turquia para dar mais direitos à minoria curda

Multidão curda celebra o Nevruz


A Turquia deve eliminar as restrições à liberdade de expressão e melhorar a situação dos direitos da minoria curda para poder entrar na União Europeia (UE), afirmou ontem a Comissão Europeia.
A Comissão Europeia apresentou ontem o seu relatório anual sobre os progressos da Turquia e de outros países que querem entrar na UE. A eliminação dos artigos que restringem a liberdade de expressão "devem ser um elemento de referência" para abrir o capítulo das negociações sobre questões judiciais e direitos humanos, afirmou o comissário para o Alargamento da UE, Olli Rehn.

(Fonte: Efe)

Abdullah Gül diz que a Turquia já tomou uma decisão relativamente ao PKK


O presidente da Turquia, Abdullah Gül, disse ontem em Ancara que a Turquia "já tomou uma decisão" quanto à luta contra o PKK, e que "já a tinha tomado antes da visita do primeiro-ministro a Washington", na segunda-feira.
Em declarações à imprensa antes de iniciar uma visita oficial ao Azerbaijão, o presidente ressaltou que a ida de Erdoğan aos Estados Unidos serviu para comunicar a decisão às autoridades americanas.
"O objectivo da Turquia está claro. O país que dá mais importância à estabilidade do Iraque é a Turquia. Os EUA estão comprometidos com a luta contra o terrorismo. O objetivo da Turquia é acabar com o PKK. Os EUA estão comprometidos a colaborar", disse Gül.
Erdoğan reuniu-se na segunda-feira com o presidente dos EUA, George W. Bush, que prometeu mais apoio na luta contra o PKK, cujas bases se localizam no norte do Iraque.

(Fonte: Efe)

05 novembro 2007

O 2º tenente Furkan Işık

Furkan Işık, um jovem turco de 22 anos, concluiu os estudos universitários em 2006. No Verão desse mesmo ano, decidiu cumprir o serviço militar obrigatório. Digo decidiu, porque apesar do serviço militar ser obrigatório na Turquia, os homens turcos podem adiá-lo e fazê-lo na altura que melhor acharem conveniente, até um certo limite de idade.
Por ser licenciado, Furkan pôde escolher fazer o serviço militar durante 6 meses como soldado, ou durante doze meses como 2º tenente. Esta "escolha" foi depois sujeita à aprovação do Exército. Teve igualmente de aguardar a notícia do local onde deveria cumprir o serviço militar. Esse destino veio a revelar-se o pior possível: Şırnak, no sudeste da Turquia, na fronteira com o norte do Iraque, um dos palcos mais sangrentos das lutas entre o Exército turco e os terroristas do PKK. Furkan teria de cumprir o serviço militar nesse local, durante 12 meses, como 2º tenente.
No dia 1 de Setembro de 2006, quando patrulhava uma zona montanhosa com o tenente Ahmet Şevki Evin e com o soldado Mehmet Öztürk, às 5 da tarde, uma bomba foi detonada à distância. Não teve morte imediata como os seus dois companheiros, mas veio a falecer no Hospital Militar de Diyarbakır.

PKK libertou os oito soldados turcos que tinha capturado


Oito soldados turcos que tinham sido capturados pelos separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), no dia 21 de Outubro, regressaram ontem à Turquia depois de terem sido libertados pelo PKK.
O sequestro aconteceu durante um ataque do PKK no sudeste da Turquia, que causou a morte de 12 soldados turcos e gerou ameaças de intervenção militar turca no Iraque.
Os militares foram libertados às 7,30 horas locais, de acordo com Abdurrahman Cadirci, do PKK, que declarou que "a libertação se tornou possível com a mediação do governo do Curdistão iraquiano e de um dirigente do Partido para uma Sociedade Democrática" (DTP, partido pró-curdo da Turquia). "Eu entreguei pessoalmente os oito soldados às autoridades curdas iraquianas", disse.
"Nós fomos [no Sábado à noite] a uma região a cerca de três horas de Erbil - não sabemos se era na Turquia ou no Iraque - quando os membros do PKK chegaram com os soldados", disse Osman Özçelik, um deputado do DTP presente no momento da libertação.
"Eles estavam em boa condição de saúde. Depois, recuperámo-los e seguimos para Erbil, onde os entregamos às forças americanas", disse.
Os ex-prisioneiros embarcaram então num avião americano, informou o primeiro-ministro da região curda do Iraque, Nechirvan Barzani, numa entrevista à CNN-Türk. "Mas em seguida trocaram de avião e entraram na Turquia num aparelho turco", acrescentou.
Em comunicado, o governo autónomo do Curdistão iraquiano considerou que a libertação dos soldados aconteceu na sequência de "esforços pessoais do presidente da região curda, Massoud Barzani, do presidente Jalal Talabani e do primeiro-ministro da região curda, Nechirvan Barzani".
O Exército turco, que nunca confirmou a captura dos soldados, mas admitiu ter "perdido o contacto" com eles, anunciou em comunicado que os militares "reintegraram as forças turcas".
Esta libertação acontece nas vésperas de um encontro crucial em Washington entre o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, e George W. Bush.
Erdoğan afirmou no Sábado que pediria a Bush "medidas urgentes e substanciais" contra o PKK.
Os Estados Unidos congratularam, em comunicado do Departamento de Estado, os "esforços do governo iraquiano" que permitiram a libertação dos soldados. Além disso, pediram ao Iraque e à Turquia o "aprofundamento imediato da cooperação na luta contra o PKK, inimigo comum da Turquia, do Iraque e dos Estados Unidos".

(Fonte: AFP)

04 novembro 2007

Presidência portuguesa da UE considera "inaceitável" interrupção na adesão da Turquia


A presidência portuguesa está a trabalhar para a continuidade das negociações de adesão da Turquia à União Europeia e considera "inaceitável" uma interrupção brusca do processo, disse ontem o presidente do conselho de ministros da UE, Luís Amado.
"A presidência portuguesa está precisamente a fazer um esforço para que o processo não seja congelado", disse Luís Amado à imprensa, depois de se ter reunido com o presidente, o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, à margem da conferência de Istambul sobre o Iraque.
"Seria um erro interromper um processo que deve contar com boa fé das duas partes", acrescentou, frisando que "a Turquia tem feito um esforço para poder convergir com os critérios da UE".
Segundo Luís Amado, "seria inaceitável que se procedesse a uma interrupção brusca".
Ressalvando que o processo negocial "não depende da presidência mas de todos os Estados membros", o ministro dos Negócios Estrangeiros português disse ter dado "algumas garantias ao Governo turco" de que a presidência está a trabalhar para manter as negociações em curso.
Questionado se a Turquia tem razões para se sentir discriminada em relação a outros países candidatos, Amado considerou que não mas que há elementos que podem levar Ancara a duvidar da boa fé negocial da União Europeia.
"É conhecido que têm sido colocados alguns entraves, mas a pressão sobre o Governo turco para que haja continuidade no processo de reformas é justificada", disse.
Luís Amado acrescentou que os responsáveis turcos lhe manifestaram "a vontade de continuar nesse processo".
A adesão da Turquia à UE foi sempre apoiada por países como Portugal, Reino Unido ou a Espanha, mas conta com a oposição clara de países como a França ou a Áustria.
Depois de abertas as negociações em Outubro de 2005, o processo sofreu um grave revés em Dezembro de 2006 quando, devido à recusa de Ancara em abrir os seus portos ao Chipre (membro da UE desde 2004), Bruxelas decidiu congelar oito dos 35 capítulos da negociação.
Luís Amado afirmou que não abordou a questão da ameaça turca de invadir o Norte do Iraque com o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan. Mas disse-se confiante de que a visita de Erdoğan aos Estados Unidos, Domingo, permita "encontrar um quadro político e diplomático mais favorável para uma solução que impeça uma invasão".
"Queria sublinhar que a realização desta conferência é, em si, um elemento importante na avaliação da situação entre a Turquia e o Curdistão. As declarações que foram feitas e os compromissos assumidos por parte do Iraque e dos países vizinhos faz-me supor que esta conferência vai ter um efeito positivo", disse Luís Amado.
Luís Amado participou na reunião de Istambul que juntou representantes dos países vizinhos do Iraque - Turquia, Irão, Kuwait, Arábia Saudita, Bahrain, Jordânia e Síria - e do próprio Iraque, assim como a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Amado integrou a delegação da União Europeia que incluía, além do ministro português, na qualidade de presidente do conselho de ministros da União Europeia, a comissária europeia para as Relações Externas, Benita Ferrero-Waldner.

(Fonte: Diário Digital)

03 novembro 2007

Soldados turcos capturados pelo PKK serão libertados amanhã


Os oito soldados turcos feitos prisioneiros pelo PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), serão entregues no Domingo a deputados curdos do DTP (Partido para uma Sociedade Democrática) que viajaram até ao norte do Iraque, informou hoje a agência de notícias "Firat", ligada ao PKK.
Esses soldados estão nas mãos dos rebeldes curdos do PKK desde 21 de Outubro, quando o movimento insurgente cometeu um ataque no sudeste da Turquia que matou 12 soldados turcos.
Três deputados do principal partido pró-curdo da Turquia, o DTP (Partido para uma Sociedade Democrática), foram hoje ao Curdistão iraquiano para se assegurarem de que os soldados serão efectivamente soltos. De acordo com a agência, os rebeldes comprometeram-se a entregar os soldados a esses políticos.

(Fonte: AFP)

Iraque começou hoje a aplicar medidas contra o PKK


O Iraque começou hoje a aplicar novas medidas contra os rebeldes separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) refugiados na região norte do seu território, afirmou em Istambul o porta-voz do governo iraquiano, Ali Dabbagh.
"É um plano que começou hoje, Sábado, na região do Curdistão. Hoje é o primeiro dia da sua entrada em vigor", afirmou Dabbagh à margem da conferência internacional dos países vizinhos do Iraque, que está a decorrer em Istambul.
"Foram adoptadas medidas de segurança. O controle de qualquer pessoa suspeita de ser membro do PKK na região do Curdistão e em todo o Iraque", acrescentou.

(Fonte: AFP)

Foram encerrados no norte do Iraque escritórios de partido ligado ao PKK


As autoridades da região autónoma do Curdistão iraquiano (norte do país) fecharam hoje os escritórios de um partido ligado aos separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), na cidade de Erbil.

"Decidimos fechar os escritórios de partidos políticos simpatizantes do PKK", afirmou uma fonte dos serviços de segurança do governo do Curdistão iraquiano.
"Começamos esta manhã a fechar as bases do partido Al Hal (Partido para uma Solução Democrática no Curdistão), em Erbil, e prenderemos os membros deste movimento se continuarem com as suas actividades", declarou a mesma fonte.
Os escritórios do Al Hal também serão fechados em Suleimaniya e Dohuk, as outras duas principais cidades do Curdistão iraquiano.
O anúncio foi feito pouco depois do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, ter exigido a adopção de medidas urgentes contra os grupos terroristas que utilizam o território iraquiano para atacar os países vizinhos.
"O facto das organizações terroristas baseadas em certas regiões do Iraque provocarem danos nos Estados vizinhos é uma questão que precisa de medidas urgentes e substanciais", declarou Erdoğan no discurso de abertura da sessão de hoje da conferência ministerial dos países vizinhos do Iraque e das grandes potências, em Istambul.
A Turquia ameaça executar uma acção militar contra as bases que o PKK tem no norte do Iraque. Ancara acusa os Curdos do Iraque, aliados dos Estados Unidos, de oferecerem refúgio aos rebeldes do PKK, além de fornecerem aos mesmos armas e explosivos.
Também na conferência, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban ki-moon, afirmou ser inaceitável o uso, por parte dos rebeldes separatistas curdos, do território iraquiano para a execução de ataques na Turquia.
O secretário-geral defendeu ainda a criação de mecanismos de cooperação entre a Turquia e o Iraque para garantir a segurança da fronteira entre os dois países.
"É claramente inaceitável que o território iraquiano seja utilizado para que se cometam ataques, e compreendemos as inquietações da Turquia", disse Ban ki-moon, diante dos ministros dos Negócios Estrangeiros do Iraque, dos países vizinhos, dos países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, assim como do G8.

(Fonte: AFP)

Luís Amado está em Istambul para participar na II Conferência Ministerial dos Países Vizinhos do Iraque

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, partiu ontem para Istambul a fim de participar na qualidade de presidente do Conselho da UE na II Conferência Ministerial dos Países Vizinhos do Iraque.
Conforme informou o gabinete do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros em comunicado, para além da Presidência Portuguesa da UE, também o Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, os Secretários Gerais da Liga Árabe e da Conferência Islâmica, Condoleeza Rice, pelos Estados Unidos, Seguei Lavrov, pela Federação Russa e a Comissária europeia Benita Ferrero-Waldner estarão entre os participantes desta II Conferência que irá analisar os mais recentes desenvolvimentos da situação no Iraque e, naturalmente, a situação Turquia-Iraque. Presentes, ainda, estarão os ministros dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Canadá, Egipto, França, Alemanha, Irão, Iraque, Itália, Japão, Jordânia, Kuwait, Arábia Saudita, Síria, Turquia e Reino Unido.
À margem desta reunião, Luis Amado, terá hoje encontros de trabalho com as autoridades turcas: com o presidente Abdullah Gül, com o primeiro-ministro Tayyip Erdoğan e com o seu homólogo Ali Babacan e reunirá ainda com a comissária Benita Ferrero-Waldner.

(Fonte: Jornal Digital)

02 novembro 2007

Rice: EUA vão redobrar esforços contra o PKK


A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, prometeu esta sexta-feira redobrar os esforços norte-americanos para ajudar a Turquia a ultrapassar a questão dos rebeldes do PKK, depois de uma reunião com o chefe da diplomacia turca, Ali Babacan.
"Vai ser preciso perseverança. É um problema muito difícil (...). Erradicar o terrorismo é complicado", reconheceu Rice durante a conferência de imprensa conjunta com Babacan.
"Ninguém deve duvidar da determinação dos Estados Unidos sobre este problema. Temos um inimigo comum e precisamos de uma atitude comum", avisou ainda a secretária de Estado norte-americana.
Rice acrescentou que "o Iraque não será lugar onde uma organização terrorista encontre abrigo" e que, apesar do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) já existir antes da incursão norte-americana no Iraque, Washington tem agora "obrigações".
"Os Estados Unidos estão determinados a redobrar os esforços" de ajuda à Turquia, confirmou Condoleezza Rice.
A Secretária de Estado apelou contudo ao Exército turco para que não faça uma incursão militar no Curdistão iraquiano, base de apoio da acção rebelde em território da Turquia, para não "destabilizar mais" o Iraque.
Para Ali Babacan, "o tempo das palavras" terminou, sendo necessário passar à acção contra os rebeldes curdos refugiados no norte do Iraque.
"A administração norte-americana tem um papel crucial", disse ainda o ministro turco, sublinhando que Ancara "espera muito dos Estados Unidos".
A visita de Rice à Turquia antecede o encontro entre o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, e o presidente norte-americano, George W. Bush, segunda-feira, na Casa Branca.
Rice deve também encontrar-se com o presidente da Turquia, Abdullah Gül, antes de assistir à conferência internacional sobre o Iraque de hoje e Sábado em Istambul.
O governo turco mobilizou 100.000 soldados para a fronteira com o Iraque desde a Primavera passada e prepara-se para combater o PKK no norte iraquiano, acusando Bagdad de não fazer o suficiente para evitar as incursões rebeldes na Turquia.
A tensão mais recente entre a Turquia e os rebeldes do PKK começou com a emboscada a 21 de Outubro, em Hakkari, que matou 12 soldados turcos e fez oito prisioneiros.
Desde então, o exército turco afirma já ter morto 80 rebeldes curdos.
A luta armada entre o exército turco e o PKK teve início em 1984 e já matou mais de 35.000 pessoas.

(Fonte: Diário Digital)