google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

24 outubro 2007

Aviação turca bombardeou alvos do PKK junto à fronteira iraquiana


A aviação turca bombardeou esta tarde alegadas posições dos rebeldes curdos no sudeste do país, junto à fronteira com o Iraque, noticiou a agência Anatólia.
Segundo a mesma fonte, caças e helicópteros de combate descolaram ao início da tarde de Diyarbakir, principal cidade da região de maioria curda no sudeste da Turquia, tendo atacado e destruído “vários esconderijos” dos guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) na região. A agência de notícias turca adianta que os bombardeamentos se estenderam a quatro províncias (duas junto à fronteira com o Iraque e outras duas próximas do Irão) do sudeste de Anatólia e visaram também caminhos de montanha habitualmente usados pelos guerrilheiros. A aviação turca bombardeia com regularidade posições dos rebeldes nas zonas montanhosas do sudeste do país, mas a operação de hoje ocorre numa altura de grande tensão junto à fronteira iraquiana, depois do Governo de Ancara ter ameaçado lançar uma ofensiva contra as bases do PKK na Norte do Iraque. Os militares turcos calculam que 3500 rebeldes estejam refugiados no Iraque e outros dois mil mantenham as suas posições nas montanhas do sudeste do país, atravessando com frequência uma fronteira porosa que lhes é familiar. No Domingo passado, uma emboscada dos rebeldes, alegadamente vindos do Iraque, custou a vida a 12 militares, agravando a pressão da opinião pública turca para o lançamento da ofensiva, ainda que o Executivo esteja a dar prioridade a negociações com o Governo iraquiano e a Administração norte-americana. Esta manhã, duas bombas accionadas à distância explodiram à passagem de patrulhas militares na província de Tunceli, um dos bastiões do PKK, mas o incidente não provocou feridos.

(Fonte: Público)

Filme germano-turco conquista deputados do Parlamento Europeu


"Auf der anderen seite" do realizador alemão de origem turca Fatih Akin, conquistou o Prémio Lux, Prémio Europeu de Cinema, ultrapassando Belle Toujours, de Manoel de Oliveira, que também concorria.
O galardão, instituído este ano e atribuído pelos deputados europeus que visionaram as três películas finalistas àquele que na sua opinião é o filme de produção europeia que melhor difunde "a construção europeia ou a diversidade de culturas", foi entregue hoje em Estrasburgo (França) durante a sessão plenária do Parlamento Europeu, numa cerimónia que também contou com a presença de Manoel de Oliveira.
Na ocasião, o presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pottering, classificou Manoel de Oliveira como "um dos grandes nomes do cinema europeu" e felicitou-o pelo "seu compromisso em prol deste prémio".
Em declarações aos jornalistas, o realizador português, de 98 anos, saudou a iniciativa do Parlamento Europeu, afirmando que "é sempre interessante tudo o que seja feito em prol do cinema, uma expressão artística inigualável".
Relativamente à atribuição do galardão ao realizador alemão de origem turca Fatih Akin, Manoel de Oliveira comentou com um sorriso que nunca foi feliz "nos bilhetes de sorte grande", e desta vez também "não saiu", para de seguida garantir que não ficou "nada, nada" desapontado e apontar que se deslocou a Estrasburgo "não para receber o prémio, mas sim honrar quem ganhasse".
O filme de Fatih Akin tem como pano de fundo as diferenças culturais entre Turcos e Alemães, acompanhando a vida de seis personagens de uma comunidade turca na Alemanha. Este filme será o candidato da Alemanha ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro da Academia de Hollywood.
"Belle Toujours", também o candidato de Portugal ao Óscar da Academia de Hollywood para Melhor Filme Estrangeiro, é uma homenagem de Manoel de Oliveira, de 98 anos, ao realizador Luís Buñuel e ao argumentista Jean-Claude Carrière, que assinaram "Belle de Jour".
O terceiro filme nomeado era o vencedor da Palma d´Ouro no Festival de Cannes de 2007 "Quatro Meses, três Semanas e dois dias", do Romeno Cristian Mungiu, e que constitui um retrato da Roménia durante o regime comunista de Ceaucescu, tendo como pano de fundo a história de uma rapariga que tenta fazer um aborto clandestino.

(Fonte: Sol)

Partido curdo pede aos rebeldes do PKK para libertarem os oito soldados turcos

O principal partido curdo da Turquia (DTP) pediu hoje aos rebeldes curdos do PKK para libertarem os oito militares turcos que afirmam ter em seu poder, e declarou-se disposto a mediar a libertação.
"Há informações substanciais de que os oito soldados estão nas mãos do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão)", afirmou Ahmet Türk, presidente do Partido da Sociedade Democrática (DTP), à agência de notícias Anatolia. "Os jovens deveriam ser entregues às suas famílias", afirmou o político turco. "Quando as condições forem boas, faremos alguns esforços nesse sentido", acrescentou.

(Fonte: Diário Digital)

A Turquia tem como único alvo o PKK


A Turquia não tem ambições territoriais sobre o Iraque. A garantia foi dada, esta terça-feira, pelo primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, em Londres. Durante uma conferência de imprensa com o homólogo britânico, o governante turco frisou que uma eventual intervenção no norte do Iraque tem como único alvo o ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). "Continuamos ao lado do povo iraquiano, que tem passado por momentos difíceis e não temos aqui qualquer ambição, seja de natureza política ou territorial. Bem pelo contrário, gostaríamos que o Iraque seguisse o caminho da democracia."

Gordon Brown, diz compreender a revolta dos Turcos, mas alerta que qualquer intervenção no Iraque deve contar com o apoio do governo do país e dos aliados, como é caso dos Estados Unidos. Em declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro britânico justificou a operação com a necessidade de prevenir a movimentação de rebeldes que afirma serem "uma ameaça para os cidadãos turcos". O Iraque já se comprometeu a colaborar com a Turquia no combate aos rebeldes curdos no norte do país. No passado dia 17, o parlamento turco autorizou uma incursão nos campos do PKK no norte do Iraque. Uma acção, que, segundo Recep Tayyip Erdoğan, poderá acontecer a qualquer momento. Esta terça-feira, foram a enterrar alguns dos soldados turcos, que no Domingo morreram no sudeste da Turquia, num dos mais mortíferos ataques atribuídos ao PKK. Cerimónias, que acabaram transformadas em manifestações contra o PKK.

(Fonte: Euronews)

23 outubro 2007

Foram hoje a enterrar os soldados mortos no Domingo pelo PKK

















Sobre o PKK


O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) é, desde sua fundação, em 1978, um dos maiores problemas da Turquia, que novamente analisa a possibilidade de lançar uma ofensiva militar contra as bases do movimento no norte do Iraque.

De inspiração marxista-leninista, o PKK foi fundado por Abdullah Ocalan para que fossem reconhecidos os direitos dos 15 milhões de curdos da Turquia, alguns tão básicos como o uso do próprio idioma. O movimento iniciou a luta armada para conseguir a independência do Curdistão em 1984, e, desde então, cerca de 37 mil pessoas morreram num conflito que também deixou dezenas de milhar de aldeias destruídas e centenas de milhar de deslocados no sudeste e no leste da Turquia, de maioria curda. As reivindicações independentistas do PKK, foram alteradas na década de 90 pelas de uma forte autonomia, uma amnistia para os milhares de presos e a possibilidade de participar na vida política. Ocalan foi detido em 1999 no Quénia, após vários anos de exílio na Síria, de onde teve de fugir devido a pressões turcas. Foi condenado à morte, mas teve a pena comutada para prisão perpétua. Na primeira audiência do seu julgamento, Ocalan pediu perdão aos familiares dos mortos pelo PKK e pediu à guerrilha que depusesse as armas. A captura de Ocalan marcou uma nova época no PKK, que decretou um cessar-fogo unilateral e adoptou várias medidas destinadas a melhorar a sua imagem internacional. Após mudar várias vezes de nome, acabou retomando o original. A Turquia, que, assim como os Estados Unidos e União Europeia, considera o PKK uma organização terrorista, negou-se a reconhecer a trégua e a negociar. O grupo armado retomou os ataques em 2004 e, após uma nova trégua unilateral em 2006, intensificou as suas acções violentas nos últimos meses. Actualmente o principal responsável militar do PKK é Murat Karayilan, que tem a sua base nas montanhas do norte do Iraque, enquanto a ala política está representada pelo Parlamento curdo no exílio, com sede em Haia. A Turquia já realizou operações no norte do Iraque, onde Ancara acredita que o PKK tem cerca de 3.500 combatentes. As acções foram realizadas em 1992, 1995 e 1997, desta vez em grande escala, com 50 mil soldados a cruzarem a fronteira. Nas regiões montanhosas, que o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein não conseguiu dominar, também se acredita que estejam escondidos milicianos do Pejak, organização que luta pelos direitos dos curdos no Irão.

(Fonte: EFE)

Lisboa condena PKK e apela ao diálogo Turquia-Iraque

A presidência portuguesa da UE condenou ontem o ataque do PKK, saldado em 12 soldados turcos mortos, saindo em apoio da luta anti-terrorismo da Turquia e apelando ao diálogo Ancara-Bagdad para evitar a guerra no norte do Iraque.
Em comunicado, a presidência da União Europeia reprovou a "violência terrorista" do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão, a operar em território turco a partir de bases de retaguarda no norte do Iraque.
Em nome dos 27, foram enviadas "sentidas condolências aos familiares dos mortos" e uma mensagem de "solidariedade" aos feridos.
A presidência "lamenta profundamente o sofrimento infligido pelos actos terroristas e a perturbação causada ao país em geral".
O documento apela à comunidade internacional e, em particular, aos actores regionais para "apoiarem o esforço turco no combate ao terrorismo e protecção da população, dentro do respeito pela lei".
O apelo é extensivo à preservação da "paz e estabilidade internacional e regional", insistindo na "contenção" em "acções militares desproporcionadas".
Para a presidência da UE, qualquer passo em falso "será uma vitória para a estratégia de violência do PKK".
Lisboa considera da maior importância o "fortalecimento do diálogo e da cooperação entre os governos turco e iraquiano para resolver o problema".
Bagdad e o executivo regional do Curdistão são instados a "fazerem respeitar a inviolabilidade da fronteira turca" e a garantir que "o território iraquiano não será usado para acções violentas" contra o vizinho do norte.
Além dos 12 soldados turcos mortos Domingo na emboscada perto da localidade de Daglica (sudeste da Anatólia), o PKK capturou mais oito militares, que segundo os guerrilheiros separatistas estão a ser tratados de acordo com a Convenção de Genebra, relativa a prisioneiros de guerra.
Um comunicado do exército turco precisa que 32 guerrilheiros também foram mortos no decurso de uma operação militar de grande envergadura lançado na sequência da emboscada.
O exército está desde a semana passada autorizado pelo Parlamento turco a lançar, no período de um ano, uma operação de limpeza das bases do PKK no Curdistão iraquiano.

(Fonte: Diário Digital)

Protestos em toda a Turquia contra o PKK





Sucedem-se os protestos, um pouco por todo o país. A opinião pública turca está revoltada e quer combater o PKK. A situação está ao rubro com pessoas a quererem oferecer-se como voluntárias para combaterem na fronteira e no norte do Iraque.

Ambiente de consternação na Turquia pela morte de mais 12 soldados


A Turquia vive momentos de profunda tristeza e revolta pela morte de mais 12 jovens soldados.
Os soldados que morreram no último mês no sudeste da Turquia, estavam todos a cumprir o serviço militar obrigatório. Não possuem qualquer experiência militar e muitas vezes são comandados por outro jovem como eles que adquire o estatuto de tenente, por ter uma licenciatura, mas que também não possui qualquer experiência militar. Entre estes 12 mortos, está um desses tenentes. Também entre estes 12 mortos está um jovem curdo. Sim, porque os Curdos que vivem na Turquia estão integrados na sociedade turca e também cumprem o serviço militar obrigatório e também estão a chorar estes mortos e este conflito. Por outro lado, ainda ontem um Turco de ascendência curda, será melhor dizer assim, me dizia que era Curdo e que começava a sentir medo de dizer que o era porque a opinião pública está de tal forma revoltada que pode confundi-los com os rebeldes do PKK.

22 outubro 2007

Governo e Exército turco apelam à união nacional


Ontem à noite decorreu uma reunião de emergência, em Ancara, entre o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan, o presidente da República, Abdullah Gül e o chefe do Estado-Maior general das Forças Armadas Yaşar Büyükanıt. Esta reunião foi convocada na sequência do ataque do PKK na fronteira entre a Turquia e o norte do Iraque, que provocou a morte de 12 soldados e ferimentos em 16.
Um comunicado apresentado após a reunião revelou que "é óbvio que o PKK está a tentar quebrar a unidade e a integridade da sociedade turca com ataques hediondos. Embora a Turquia respeite a integridade territorial do Iraque, não vai tolerar nenhum apoio ao terrorismo e pagará qualquer preço para proteger os seus direitos, leis, integridade e cidadãos. Contudo, acreditamos que a nossa nação, embora reaja, evitará atitudes e comportamentos que possam atentar contra sentimentos de amizade, manterá o seu bom senso sob quaisquer circunstâncias, agirá com unidade e dará uma resposta significativa ao terrorismo com uma unidade e integridade revigoradas.”