google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

12 outubro 2007

Turquia retira o seu embaixador nos EUA para consultas

A Turquia convocou, nesta quinta-feira, o seu embaixador em Washington, Nabi Şensoy, para consultas, após uma comissão do Congresso norte-americano ter adoptado um texto que reconhece como genocídio o massacre de Arménios pelo Império Otomano.
Sensoy irá a Ancara para responder a questões sobre o processo que deve ser aberto após a adopção desse texto, aprovado em comissão na quarta-feira passada por 27 votos a favor e 21 contra, na assembleia plenária da Câmara de Representantes.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, afirmou nesta quinta-feira que o seu gabinete fará o possível para impedir a adopção do texto e que está a estudar quais serão as medidas tomadas caso os esforços não surtam efeitos.

(Fonte: AFP)

11 outubro 2007

Parlamento turco vai votar operação militar turca no Curdistão iraquiano

O primeiro-ministro turco anunciou nesta quarta-feira, na cadeia televisiva CNN-Türk o envio ao Parlamento, na quinta-feira, de uma autorização para uma operação militar transfronteiriça no Curdistão iraquiano, contra a guerrilha do PKK.

Recep Tayyip Erdoğan explicou que o documento está a ser trabalhado visando permitir aos militares avançar para uma operação de limpeza dos santuários do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque. 

A "luz verde" do Parlamento para esta operação tem a validade de um ano, para que os militares possam avançar quando julgarem mais oportuno. Caberá então ao poderoso exército turco, o segundo da Aliança Atlântica (NATO), depois dos Estados Unidos, dar o passo em frente imediatamente, ou esperar para ver o que os norte-americanos e os seus aliados conseguem, mediante a cooperação das autoridades iraquianas.

(Fonte: AngolaPress)

Ban Ki-moon condenou os "massacres" de Arménios

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou esta quinta-feira "os massacres" de Arménios pelo Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial, mas recusou pronunciar-se sobre o uso do termo "genocídio".
"Não faço nenhum comentário sobre as leis adoptadas em país algum. Trata-se de um assunto entre Estados Unidos e Turquia", afirmou Ki-moon. "Mas é extremamente triste e trágico ter visto tais massacres durante a Primeira Guerra Mundial", comentou. "Isso deveria constituir um antecedente histórico, mas, na actualidade, não estou em posição de fazer um comentário oficial", disse. "Impedir os genocídios ou as atrocidades em larga escala é uma das maiores responsabilidades das Nações Unidas", destacou Ban Ki-moon.

(Fonte: AFP)

Congresso norte-americano reconheceu o genocídio arménio numa primeira votação parlamentar


A Casa Branca declarou-se hoje "desiludida" com uma primeira votação parlamentar reconhecendo o genocídio arménio do início do século XX e manifestou a intenção de prosseguir os esforços para impedir uma aprovação final pelo Congresso.
"Estamos desiludidos com a votação de ontem", quarta-feira, disse um porta-voz da Casa Branca, Scott Stanzel, depois do Congresso norte-americano ter dado um primeiro passo para este reconhecimento e ignorado, quer as advertências ameaçadoras da Turquia, quer a hostilidade do presidente George W. Bush, preocupado com represálias diplomáticas turcas.
Segundo um outro porta-voz, Gordon Johndroe, Bush vai "reafirmar a sua oposição" a este texto, que foi aprovado em comissão e deverá agora ser submetido a votação pelo plenário da Câmara de Representantes.
Bush e a sua administração desenvolveram uma intensa actividade para convencer os parlamentares a renunciar a este projecto e garantem que continuarão a fazê-lo "enquanto esta resolução existir", disse Johndroe.
A comissão dos Negócios Estrangeiros adoptou o texto na quarta-feira, apesar da mobilização da administração.
O texto não terá um carácter vinculativo para o governo, mas provocou a cólera da Turquia.
A administração norte-americana teme que, como resposta, a Turquia deixe de facilitar o trânsito pelo seu território do reabastecimento das missões no Iraque e no Afeganistão e de colocar à disposição dos Estados Unidos a base aérea de Incirlik, placa giratória do reabastecimento norte-americano.
Stanzel reafirmou que a Turquia desempenhava um "papel essencial na guerra contra o terrorismo" e que a adopção do texto pela Câmara, que parece possível, provocaria "danos consideráveis" aos esforços norte-americanos.
A aprovação do texto pela comissão motivou também uma reacção do governo turco, que em comunicado divulgado hoje apelou para que a Câmara de Representantes não dê andamento a um texto "irresponsável" e "susceptível de pôr em perigo" as relações bilaterais.
"Ainda temos esperança de que a Câmara de Representantes tenha suficiente bom-senso para não dar seguimento a esta resolução", afirmou o governo de Ancara.
"Dar seguimento a esta resolução, que colocará em perigo, num período extremamente sensível, uma parceria estratégica desenvolvida ao longo de anos, e relações com um país aliado e amigo, será uma atitude irresponsável", acrescentou o governo da Turquia.

(Fonte: Diário Digital)

Protestos um pouco por toda a Turquia contra os ataques do PKK

Ataque do PKK matou um polícia e feriu cinco pessoas


Um polícia morreu e cinco pessoas ficaram feridas esta quarta-feira num ataque com bomba dentro de uma loja em Diyarbakır, no sudeste da Turquia.
"O ataque foi cometido na loja de um alfaiate, onde estavam polícias. Um agente foi morto e cinco pessoas ficaram feridas, entre elas dois polícias e uma menina de 12 anos", anunciou o governador da cidade.
Uma testemunha tinha dito antes que uma granada tinha sido atirada contra um veículo da polícia.
O atentado terá sido cometido pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e aconteceu após o anúncio do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, de que o seu governo está a preparar um texto para pedir ao Parlamento que autorize o exército turco a conduzir operações militares no Curdistão iraquiano contra os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

(Fonte: AFP)

09 outubro 2007

Abdullah II destaca "papel estratégico" da Turquia no Médio Oriente

O rei Abdullah II da Jordânia destacou hoje o "papel estratégico" da Turquia para resolver os problemas do Médio Oriente, em reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ali Babacan.
O monarca ressaltou "o papel estratégico da Turquia para tratar os assuntos do Médio Oriente, assim como para fomentar a estabilidade e a segurança na região". O rei elogiou os esforços da Turquia para aproximar Israelitas e Palestinianos, a fim de estimular o processo de paz.
Babacan, que realiza uma viagem pela região que já o levou à Síria e Israel, debateu com o rei Abdullah e com o primeiro-ministro da Jordânia, Marouf Bakhit, "meios para apoiar os contínuos esforços internacionais e regionais para assegurar o êxito da conferência para o Médio Oriente". Durante a reunião, o monarca insistiu na necessidade de que a cúpula, prevista para Novembro em Maryland (EUA), represente um "avanço real e tangível" no processo de paz, que deve incluir o reconhecimento dos direitos legítimos e a criação de um Estado palestiniano. O rei pediu aos países vizinhos do Iraque para ajudarem o Governo e o povo iraquiano "a acabar com a violência no país". Babacan expressou ao rei Abdullah a vontade do presidente turco, Abdullah Gül, de estreitar os laços económicos bilaterais com medidas como a assinatura de um acordo para a criação de uma área de livre-comércio entre os dois países.

(Fonte: Efe)

A Turquia chora a morte dos 15 jovens soldados





PKK matou 15 soldados turcos em 48 horas


Os separatistas curdos mataram 15 soldados turcos em 48 horas no leste e sudeste da Turquia, o balanço mais elevado desde 1995. O governo turco reuniu-se para discutir um reforço do dispositivo contra o ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Treze soldados morreram no Domingo num ataque perpetrado pelos rebeldes contra uma unidade em missão na província de Şirnak, na fronteira com o Iraque.
O Exército informou que foi lançada uma operação para encontrar os terroristas em território turco e dirigiram disparos "contra pontos de passagem fora do país", ou seja, o Iraque, onde os membros do PKK se infiltram a partir das suas bases no Curdistão iraquiano.
Este é o saldo mais elevado de vítimas sofrido pelo exército turco em 12 anos, já que, em Junho de 1995, um ataque custou a vida de 15 militares em Şemdinli, na fronteira entre o Irão e o Iraque.
No Sábado outro soldado morreu em confrontos com o PKK em Başkale (leste), também na fronteira com o Irão. A explosão de uma mina na passagem de uma patrulha militar na madrugada desta segunda-feira em Lice, na província de Diyarbakır, elevou o saldo de mortos para 15.
O PKK tem intensificado os seus ataques desde o início deste ano.

(Fonte: AFP)

05 outubro 2007

Pena de prisão de cerca de 19 anos para o assassino do padre católico italiano

O Supremo Tribunal condenou ontem a 18 anos e 10 meses de prisão, o adolescente que matou a tiro o padre católico italiano Andrea Santoro, enquanto este rezava numa igreja em Trabzon, na região do Mar Negro, em Fevereiro de 2006.
Há cerca de um ano, o jovem foi considerado culpado de assassínio premeditado, posse ilegal de arma de fogo e de perigo para a segurança pública, mas a sua família recorreu da sentença. Ontem, o tribunal confirmou a sentença.
Testemunhas dizem que o jovem, na altura com 16 anos, gritou “Deus é grande” ("Allahu Akbar") antes de atirar contra o padre.
O governo turco condenou fortemente o ataque, que coincidiu com o aumento da tensão religiosa em todo o mundo após a publicação de uma caricatura de Maomé num jornal dinamarquês.
O Papa Bento XVI, que visitou a Turquia em Novembro passado, prestou uma homenagem ao padre Santoro durante uma missa no Vaticano.
Alguns políticos da UE, disseram que este caso demonstrou que a Turquia deve fazer mais para proteger os padres cristãos e os missionários no país.
Em Abril deste ano três pessoas foram degoladas numa editora de Bíblias em Malatya. O julgamento ainda está a decorrer.
Na passada quarta-feira, dirigindo-se ao Conselho da Europa em Estrasburgo, o Presidente Abdullah Gül disse que os cristãos podiam praticar a sua fé livremente e com segurança na Turquia. Questionado pelos deputados sobre os ataques aos cristãos no país, Gül disse: “Não existem ataques contra cristãos na Turquia, mas sim crimes políticos, e um deles foi contra um padre cristão. O assassino foi capturado e está a ser julgado por tribunais independentes.”