google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

06 agosto 2007

Sezer pede a formação de novo governo

O presidente da Turquia, Necdet Ahmet Sezer, pediu hoje ao primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan, para formar um novo governo. O pedido aconteceu dois dias depois da posse do novo Parlamento. Erdoğan tem 45 dias para apresentar uma lista de ministros para a aprovação de Sezer. O Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), de Erdoğan, com raízes no movimento islâmico da Turquia, conquistou 341 das 550 cadeiras do Parlamento nas últimas eleições. Erdoğan renunciou de imediato para permitir que o presidente lhe solicitasse a formação de um novo governo.

04 agosto 2007

O novo Parlamento tomou posse


Um novo Parlamento turco dominado pelo partido de orientação islâmica do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan foi empossado hoje, abrindo caminho para um novo governo que foi lembrado no discurso de abertura da sua obrigação de proteger os princípios seculares da nação.
No início da cerimónia, o presidente provisório do Parlamento, Şukru Elekdağ, do oposicionista Partido Republicano do Povo (CHP), disse que Erdoğan deveria agir com bom senso a fim de evitar a polarização política."Desenvolver uma política para proteger valores seculares e democráticos ajudará o país no seu objectivo de alcançar o nível contemporâneo de civilização", afirmou Elekdağ. O seu partido e os militares fortemente seculares do país têm sublinhado nos últimos dias que o próximo presidente, que será eleito pelo Parlamento ainda este mês, deve defender sinceramente o secularismo. O Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), de Erdoğan, detém 341 das 550 cadeiras do actual parlamento, 10 a menos do que no anterior, mas ainda com uma maioria folgada. O presidente Ahmet Necdet Sezer deverá pedir na segunda-feira a Erdoğan para formar um novo governo. O partido da oposição, o Partido Republicano do Povo (CHP), terá 99 cadeiras. O Partido do Movimento Nacionalista (MHP), de extrema direita, retornou ao parlamento com 70 deputados, depois de cinco anos de ausência. O centro-esquerdista Partido Democrático de Esquerda conquistou 13 cadeiras (DSP). Um renovado partido curdo, o Partido da Sociedade Democrática (DTP), ficou com 21 assentos. Para muitos Curdos, o novo Parlamento marca uma nova era na sua luta por mais direitos. Mas muitos Turcos temem que a agremiação curda seja influenciada pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado terrorista pelos Estados Unidos e União Europeia e que luta pela formação de um Estado curdo independente. É a primeira vez que o grupo é representado no Parlamento desde a sua expulsão em 1994 por supostos laços com rebeldes separatistas curdos. Líderes do partido prometeram não provocar tumultos na cerimónia de posse, como fizeram os seus antecessores. Mas um deputado do partido, Ahmet Türk, numa entrevista à televisão turca, recusou-se a considerar o PKK uma organização terrorista, alegando que isso iria contra seu papel de procurar a paz. Todos os partidos no Parlamento recusam uma cooperaração com os deputados curdos enquanto eles não denunciarem o PKK como um grupo terrorista.

01 agosto 2007

Começaram hoje os cortes de água em Ancara


A Turquia enfrenta grandes cortes no fornecimento de água e de eletricidade em função de uma grave seca que atinge o país e que provocou a redução do nível de água dos reservatórios até níveis críticos.
Em Ancara começou hoje o racionamento de água ordenado pela Câmara Municipal, e cada freguesia da capital, de forma alternada, disporá de dois dias de água e dois dias sem água durante os próximos cinco meses.
Após a divulgação do plano, o preço do garrafão de água potável de 5 litros aumentou 40% na última semana.
O nível dos reservatórios que abastecem Ancara é de 4,8%, enquanto em Istambul é de 28%, quantidade de água que os especialistas consideram suficientes apenas para os próximos três meses.
Caso não sejam registradas chuvas, Istambul deverá adoptar as mesmas medidas de Ancara.
Os especialistas criticam a demora do Governo e Municípios nas aplicação de restrições ao uso de água, algo que atribuem às eleições legislativas realizadas em Julho.
"Não só este Governo, mas também os anteriores fracassaram ao investir no sector energético durante os últimos 20 anos e, por outro lado, perderam tempo a falar vagamente sobre a energia nuclear", criticou o membro da Câmara de Engenheiros Eléctricos de Ancara, Cengiz Göltas, em declarações ao jornal Milliyet.
Outro dos problemas enfrentados na Turquia por causa da seca é o risco de uma crise energética por causa da dependência da eletricidade de procedência hídrica e do rápido aumento no consumo.
As primeiras províncias afectadas pelo corte de electricidade foram Denizli, Isparta e Antália, situadas nas regiões Egea e Mediterrânea, todas com grande volume turístico.
A produção eléctrica das represas dos rios Tigre e Kızılırmak, dois dos maiores da Turquia, registrou um total de 49% e 20%, respectivamente, o que representa uma perda de 12% da produtividade com relação ao ano passado.
O Governo turco prometeu a construção de novas represas e recentemente aprovou uma lei que permitirá pela primeira vez a abertura de fábricas nucleares no país.
Outra das soluções estudadas é a privatização da gestão de rios e lagos por um período de 29 a 49 anos.
Os concursos para as privatizações, que estarão abertos a investidores estrangeiros, incluirão um total de 12 ou 13 rios entre os quais estão o Tigre, o Eufrates e o Kızılırmak.
O aumento global das temperaturas e um ano com poucas chuvas são apontados como razões para a grave seca, embora alguns especialistas a atribuam ao mau uso dos recursos hídricos.
"O aquecimento global implica um aumento das precipitações. Se na Turquia vivemos uma seca não é culpa do clima e sim da falta de conhecimento ao usar a água", disse o professor de Ciências do Mar da Universidade de Izmir, Doğan Yaşar, em declarações publicadas na edição de hoje do jornal Sabah.

(Fonte: EFE)

31 julho 2007

EUA preparam operação contra os rebeldes curdos da Turquia


A Administração Bush quer evitar a abertura de uma nova frente de violência no Iraque e, por isso, está a preparar uma operação encoberta para ajudar os Turcos a neutralizar os independentistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
O plano foi ontem especificado no jornal Washington Post, na coluna do jornalista Robert D. Novak, o mesmo que revelou a identidade da agente da CIA Valerie Plame como operacional em armas de destruição maciça. O caso acabou por levar à condenação de Lewis 'Scooter' Libby, assessor do vice-presidente Dick Cheney.
Há meses que o Exército da Turquia anda a ameaçar invadir militarmente o Norte do Iraque para combater os rebeldes do PKK. Estes preparam ataques a alvos turcos com o apoio dos Curdos iraquianos, que por sua vez são aliados dos EUA. O próprio primeiro-ministro turco, o islamita moderado Recep Erdoğan, sugeriu uma eventual incursão contra os Curdos no Iraque antes da sua reeleição nas legislativas do dia 22. "Esperamos não ter de fazê-lo. Esperamos que os nossos aliados comecem a fazer alguma coisa, mas caso não façam não temos escolha. Os nossos aliados devem ajudar-nos com esta ameaça, que é clara e presente", afirmou o conselheiro de Erdoğan para a política externa, Egemen Bağış, citado pelo Sunday Telegraph. Ancara vive alarmada com o exemplo iraquiano, ou seja, o desenvolvimento de uma entidade autónoma curda dentro do Iraque, possível graças ao derrube do regime de Saddam Hussein em 2003. À medida que o poder dos Curdos cresce dentro do Iraque, lembra Novak, a Turquia teme o regresso da antiga ideia de criar um Curdistão. Isto implicaria perder o controlo sobre algumas zonas do seu país, uma vez que os Curdos se encontram espalhados pela Turquia, Iraque, Irão, Síria, Azerbaijão e Arménia.
A Turquia conta com 20 milhões de Curdos em 70 milhões de habitantes. Nas últimas três décadas a guerra com o PKK matou 40 mil Turcos, tendo 76 soldados morrido este ano. A questão curda tem sido um dos argumentos usados pelo Presidente da França, Nicolas Sarkozy, para rejeitar a adesão da Turquia à UE. "Ninguém na Europa quer um problema chamado Curdistão", disse em Maio, num debate televisivo. Neste momento a Turquia tem 250 mil militares bem treinados na fronteira com o Iraque, e o PKK quatro mil rebeldes escondidos nas montanhas do Norte desse país. Qualquer intervenção turca em território iraquiano levaria o Governo regional do Curdistão a alinhar com o PKK , o pior pesadelo dos EUA. É por isso que estão a preparar uma operação enconberta para evitar um confronto de consequências desastrosas entre dois aliados seus. A intervenção, revelada a um grupo restrito de senadores americanos, na semana passada, em Capitol Hill, prevê a captura dos líderes do PKK. O briefing foi feito por um ex-assessor de Cheney, Eric Edelman, actualmente subsecretário para a polícia de defesa americana.
(Fonte: DN)

25 julho 2007

Irão considera a vitória do AKP na Turquia um "despertar islâmico"

O Irão felicitou o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) pela vitória nas eleições de Domingo, que considerou um "sinal do despertar islâmico no mundo todo".
O presidente do Parlamento iraniano, Gholamali Haddad Adel, afirmou que nestas eleições "os muçulmanos da Turquia deram um voto positivo a favor da cultura islâmica".
Adel ressaltou que "o que aconteceu na Turquia pode ocorrer em qualquer outro país livre", referindo-se à maioria obtida pelo AKP.
O ministro iraniano dos Negócios EStrangeiros, Manushehr Mottaki, já tinha felicitado o seu homólogo turco, Abdullah Gül, a quem expressou o desejo de Teerão de fortalecer as relações de cooperação política e económica bilateral.

(Fonte: EFE)

24 julho 2007

Férias

Este blogue tem estado de férias e assim vai continuar até ao dia 12 de Agosto. Até breve!

23 julho 2007

Durão Barroso felicita Erdoğan


O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, felicitou hoje Recep Tayyip Erdoğan pela "impressionante vitória" alcançada Domingo nas eleições legislativas turcas, recordando o compromisso pessoal do primeiro-ministro turco relativamente à União Europeia.
Numa mensagem hoje divulgada em Bruxelas, José Manuel Durão Barroso salienta que esta maioria absoluta de Erdoğan "ocorre num momento importante para o povo da Turquia, quando o país leva a cabo reformas políticas e económicas".
Lembrando o "compromisso pessoal" do primeiro-ministro turco relativamente a um "movimento sustentado rumo à União Europeia", Durão Barroso desejou a Recep Tayyip Erdoğan "todo o sucesso neste seu novo mandato".
De acordo com resultados ainda provisórios, quanto está praticamente concluída a contagem dos votos, o AKP, partido islâmico no poder na Turquia, obteve 46,3 por cento dos votos nas legislativas de Domingo.
Segundo as cadeias televisivas, o AKP de Erdoğan terá 339 deputados no Parlamento de 550 lugares, uma maioria absoluta que lhe permitirá formar o próximo governo.
Nas últimas legislativas, em 2002, o AKP tinha obtido 34 por cento dos votos.

(Fonte: Portugal Diário)

Washington congratula-se com a vitória de Erdoğan

A administração norte-americana considerou hoje que as eleições legislativas na Turquia foram "livres e justas" e excluiu a hipótese das Forças Armadas turcas contestarem os resultados.
"Trata-se de eleições livre e justas e a Turquia permanece um aliado importante dos Estados Unidos, pelo que a felicitamos", declarou o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow.
Questionado sobre se Washington teme uma possível reacção dos militares turcos, ligados à laicidade da Turquia, depois da vitória do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), saído do movimento islamita, Snow respondeu que nada faz antever uma reacção do Exército.
O AKP, do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, venceu as eleições legislativas de Domingo com maioria absoluta, ao obter 46,4% dos votos, o que lhe permite controlar 340 dos 550 assentos do Parlamento.
Na sequência das eleições, Erdoğan apresentou hoje a demissão, uma formalidade para que o presidente lhe peça para formar um novo governo.

(Fonte: Diário Digital)

22 julho 2007

Vitória esmagadora de Erdoğan nas eleições legislativas


O primeiro-ministro da Turquia congratulou-se com a vitória esmagadora alcançada pelo Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) nas legislativas de hoje e apelou aos Turcos para se unirem e respeitarem os valores republicanos.
"Não iremos fazer qualquer concessão sobre os princípios base da República", afirmou Recep Tayyip Erdoğan na sua primeira intervenção pública após o fecho das urnas. Erdoğan prometeu ainda avançar com medidas económicas e reformas democráticas, de forma a aproximar a Turquia dos critérios da União Europeia, cujas negociações de adesão estão num impasse desde 2005.
Segundo resultados não oficiais anunciados pelas televisões CNN-Türk e NTV, o partido no poder na Turquia, com origem no movimento islamita, obteve uma vitória esmagadora nas legislativas de hoje face à oposição pró-laica. O Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan (53 anos) estava com uma votação de 47,6 por cento quando estavam contados 80 por cento dos votos, obtendo maioria absoluta no Parlamento, segundo as mesmas fontes. Em segundo lugar aparecia o principal partido da oposição pró-laica, o Partido Republicano do Povo (CHP, social-democrata), com 20 por cento dos votos. O Partido do Movimento Nacionalista (MHP), que tem posições duras contra a União Europeia, entre outras, ficou em terceiro, com 14,4 por cento dos votos, o que lhe permitirá voltar ao Parlamento.
As projecções das televisões mostram que o AKP deverá eleger 334 deputados na Assembleia Nacional, num total de 550 lugares. Estes resultados vão permitir ao AKP formar governo sozinho. Nas legislativas de 2002, tinha conseguido 34 por cento dos votos e 351 deputados.
Os partidos têm de conseguir um mínimo de dez por cento dos votos ao nível nacional para poderem estar representados no Parlamento turco.

Turquia vai a votos

As eleições gerais que hoje decorrem na Turquia são vistas como um teste vital à secularidade do país. O sufrágio foi antecipado pelo primeiro-ministro, Recep Erdoğan, que tenta assim pôr fim à crise política iniciada em Maio passado quando o Parlamento falhou sucessivamente a nomeação de um candidato presidencial.
Na altura o Partido da Justiça e do Desenvolvimento, AKP, de raiz muçulmana moderada, visto pela oposição como um bastião do radicalismo islâmico num país secularista – acusações sempre negadas por Erdoğan –, tentou que o escolhido fosse Abdullah Gül, que tem a pasta dos Negócios Estrangeiros. A tentativa falhou e atirou o país laico para uma crise política, onde até as altas chefias do exército ameaçaram pegar em armas caso Gül fosse o eleito.
Agora a Turquia encontra-se novamente numa encruzilhada, com os especialistas a vaticinarem, que estas são as eleições mais importantes dos últimos 25 anos.
Uma vez que a Turquia é um eterno candidato a fazer parte da UE, Bruxelas que acompanha toda esta movimentação já disse que não vai tolerar a asfixia dos valores democráticos, nem tão pouco dar qualquer tipo de encobrimento às ameaças dos militares, que se encaram como a guarda pretoriana do laicismo turco.
Os 42 milhões de eleitores também sabem que há muito em jogo, alguns deles interromperam as férias para dar o seu contributo no que defendem ser “a protecção dos valores seculares”, segundo afirmou um repórter da BBC.

São 14 os partidos que lutam pelos 550 lugares no parlamento de Ancara, mas unicamente os laicos do Partido Republicano do Povo, CHP, e os extremistas de direita do Partido do Movimento Nacional, MHP, devem ultrapassar a fasquia dos 10 por cento. As previsões apontam ainda alguns lugares no parlamento que deverão ser garantidos por candidatos independentes pró-curdos. No fim deverá ganhar o AKP de Erdoğan, por quanto é que ainda não se sabe.
O partido, acusado de querer paulatinamente transformar o estado laico turco numa teocracia ao estilo iraniano, continua a gozar de um grande apoio popular. Foi debaixo do seu governo que a economia do país mais floresceu e que finalmente se iniciaram conversações para a entrada da Turquia na UE, algo que o país tentava há décadas sem grande sucesso.
Os partidos, especialmente os mais extremistas, valem-se do sentimento crescente de descontentamento em relação à UE, bem como dos enraizados valores nacionalistas contra os separatistas curdos e de uma cada vez mais eminente invasão do norte do Iraque.

(Fonte: Expresso)