google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

01 junho 2007

IVA cobrado no sector turístico e alimentar será reduzido em 2008 de 18% para 8%

O Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) cobrado a todos os serviços turísticos (hotéis e restaurantes) na Turquia, será reduzido em 2008 do seu valor actual de 18% para 8%.
O IVA sobre a maioria dos alimentos também terá uma redução de 18% para 8%, embora a medida não afecte produtos de primeira necessidade como o pão.
Analistas associam esta medida às eleições gerais que serão realizadas no dia 22 de Julho. Vários sectores da economia do país solicitaram uma baixa nos impostos como incentivo às empresas, particularmente na área do turismo.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) já criticou a medida.

Embaixador da Turquia em Portugal reconhece que a Turquia não está preparada para entrar na UE

O embaixador da Turquia em Portugal, Kaya Türkmen, classificou hoje como "realistas e responsáveis" as declarações do presidente da Comissão Europeia de que ainda não estão reunidas as condições para a Turquia entrar na União Europeia.
"Neste momento [a Turquia] não está preparada para entrar [na UE], nem nós preparados para a acolher", disse o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, numa entrevista hoje publicada no Jornal de Notícias.
Durão Barroso referiu ainda que a "atitude mais responsável é continuar as negociações" para ajudar ao progresso da Turquia "no sentido da modernização de um Estado democrático europeu".
Em declarações à agência Lusa, o embaixador turco em Lisboa referiu que as afirmações de Durão Barroso são uma "prova de responsabilidade e realismo" considerando-as "positivas" e "optimistas".
Kaya Türkmen adiantou também estar convencido de que dentro de "alguns anos" a União Europeia e a Turquia acordarão a entrada do país na UE.
O embaixador especificou que a Turquia aponta como data possível de entrada, 2014.

Embaixador da Turquia em Portugal de acordo com Durão Barroso sobre entrada do país na UE

O embaixador da Turquia em Portugal, Kaya Turkmen, classificou hoje como "realistas e responsáveis" as declarações do presidente da Comissão Europeia de que ainda não estão reunidas as condições para a Turquia entrar na União Europeia (UE).
"Neste momento (a Turquia) não está preparada para entrar (na UE), nem nós preparados para a acolher", disse o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, numa entrevista hoje publicada no Jornal de Notícias.
Durão Barroso referiu ainda que a "atitude mais responsável é continuar as negociações" para ajudar ao progresso da Turquia "no sentido da modernização de um Estado democrático europeu".
Em declarações à agência Lusa, o embaixador turco em Lisboa referiu que as afirmações de Durão Barroso são uma "prova de responsabilidade e realismo" considerando-as "positivas" e "optimistas".
Kaya Turkmen adiantou também estar convencido de que dentro de "alguns anos" a União Europeia e a Turquia acordarão a entrada do país na UE.
O embaixador especificou que a Turquia aponta como data possível de entrada, 2014.

(Fonte: Jornal de Notícias)

Parlamento voltou a aprovar o pacote de reformas vetado pelo presidente


O Parlamento turco aprovou novamente a reforma constitucional que integra o polémico artigo que prevê a eleição do presidente por sufrágio directo, após duas voltas de escrutínio.
A medida foi proposta pelo partido do governo (AKP), após não ter conseguido eleger o seu candidato e actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Abdullah Gül.
A reforma foi vetada na semana passada pelo actual presidente da República, Ahmet Necdet Sezer, mas o Parlamento acabou por aprovar hoje o pacote de emendas à Constituição, que prevê ainda legislativas de quatro em quatro anos em vez dos actuais cinco.
A eleição do presidente provocou uma crise na Turquia, com milhões de cidadãos nas ruas para defenderem a laicidade, e acabou por levar à antecipação das legislativas para 22 de Julho.


31 maio 2007

Quatro pessoas assassinadas por rebeldes curdos

Quatro pessoas foram assassinadas hoje e outras três ficaram feridas num ataque supostamente perpetrado por um grupo de rebeldes curdos na província turca de Bingöl, no sudeste do país.
As vítimas eram trabalhadores florestais que estavam a destruir árvores, com a permissão das autoridades, nos arredores da aldeia de Çiçekdere, quando foram atacadas por um grupo ligado ao ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Há 15 dias, um grupo de membros do PKK sequestrou, no mesmo local, dois trabalhadores florestais, que foram libertados dias mais tarde.
Os militares turcos estão a realizar operações em grande escala nas províncias do sudeste da Turquia, onde reside grande parte da minoria curda, e ao longo da fronteira com o Iraque.
O Exército aguarda ordens do Governo de Ancara para atravessar a fronteira e entrar no norte do Iraque, para combater os activistas do PKK que actuam nessa região.
O PKK optou pela luta armada em 1984, em nome da independência dos 12 milhões de curdos que vivem na Turquia. Cerca de 35 mil pessoas já foram assassinadas desde então, numa guerra não declarada entre o PKK e as forças de segurança da Turquia. O povo curdo vive na Turquia, Iraque e Síria, constituindo minorias em cada um desses três países.

(Fonte: EFE)

Presidente do Tribunal Constitucional anuncia acção contra o primeiro-ministro


A presidente do Tribunal Constitucional turco, Tülay Tuğcu, disse ontem que vai entrar com uma acção contra o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan, por insultos ao organismo a que preside. Tuğcu disse que Erdoğan intensificou os ataques contra o Tribunal Constitucional para limites intoleráveis, com ironias, e ultrapassando o limite da crítica ao recorrer ao insulto.
Como chefe do Governo, Erdoğan goza de imunidade, por isso a acção judicial não terá efeito prático algum, mas evidencia as relações cada vez mais tensas entre o presidente e o Tribunal Constitucional, tradicional bastião dos sectores laicos.
Na noite de terça-feira, Erdoğan criticou duramente a decisão do Tribunal Constitucional de estabelecer em 367 o quórum de deputados para iniciar a sessão de votação de escolha presidencial. O primeiro-ministro definiu a decisão como "uma vergonha para a justiça", tomada por "pressão política" e com falta "de base científica". Segundo Tuğcu, a declaração viola a regra que determina de que as decisões do alto Tribunal não podem ser discutidas."Aqueles que devem respeitar a lei e transformar-se num exemplo, estão a obscurecer a sua respeitabilidade com comportamentos como este", disse a presidente do Tribunal Constitucional.
O Partido da Justiça e o Desenvolvimento (AKP, no poder) apresentou como candidato presidencial o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abdullah Gül, que acabou por retirar a sua candidatura devido ao boicote da oposição.

Vaticano favorável à entrada da Turquia na União Europeia

A Igreja católica é favorável à entrada da Turquia na União Europeia pois este país "percorreu um longo caminho" e "respeita as regras fundamentais da vida comum", declarou o número dois do Vaticano, Tarcisio Bertone.

Interrogado pelo La Stampa, à margem de uma conferência sobre o tema "Cristianismo e Secularismo", o secretário de Estado da Santa Sé considerou que "a Turquia é um país que é definitivamente laico". "Na Europa exalta-se a laicidade enquanto laicismo. E em nome deste laicismo, rejeita-se qualquer referência às raízes judaico-cristãs [da Europa]", indicou. "Mas a Turquia também percorreu um longo caminho e continua a fazê-lo [...]. As posições são naturalmente muito diferentes, mas com os povos e os governos que respeitam as regras fundamentais da vida em comum pode-se dialogar e construir em conjunto um bem comum na esfera europeia e na esfera da comunidade mundial", considerou Bertone. Questionado sobre se tal incluía "uma entrada na UE", Bertone respondeu: "Incluindo uma entrada na Europa".

As relações entre o Vaticano e a Turquia ficaram perturbadas quando em 2004 o papa Bento XVI, na altura ainda cardeal Joseph Ratzinger, se pronunciou contra a entrada da Turquia na UE. Posteriormente as relações normalizaram-se, tendo o Vaticano precisado que o cardeal Ratzinger falava a título pessoal. Mas uma nova crise ocorreu em Setembro de 2006, após o discurso do papa em Ratisbona, durante uma viagem à Alemanha, em que parecia associar o Islão à violência, desencadeando uma violenta polémica. 

Bento XVI conseguiu reduzir igualmente este foco de tensão, efectuando uma viagem histórica em Dezembro último à Turquia, durante a qual rezou na Mesquita Azul de Istambul, gesto excepcional que permitiu virar a página uma vez mais. Em Janeiro deste ano, o papa homenageou o "compromisso da Turquia em favor da paz", lembrando o seu "papel de ponte" entre a Ásia e a Europa e de "cruzamento entre as culturas e as religiões".

(Fonte: Diário dos Açores)

Foram presos 11 suspeitos dos atentados de 2003 em Istambul

A polícia turca prendeu ontem, em Istambul, 11 pessoas suspeitas de ligações à rede terrorista Al-Qaeda. Também apreendeu vários passaportes falsos e documentos ilícitos durante operações simultâneas em quatro bairros dos subúrbios de Istambul.
Estas pessoas são suspeitas de terem planeado os atentados ocorridos em Novembro de 2003 em Istambul. As autoridades da Turquia atribuíram a uma célula turca da Al-Qaeda quatro atentados suicidas contra duas sinagogas, o consulado britânico e o banco britânico HSBC, que provocaram 63 mortos e centenas de feridos. Um tribunal da cidade condenou em Fevereiro sete membros desta célula à prisão perpétua pelo seu envolvimento nos atentados. Também condenou outros 41 suspeitos a penas de três anos e nove meses a 18 anos de prisão.

Foi inaugurada a réplica da arca de Noé construída pela Greenpeace no monte Ararat

Uma réplica da arca de Noé, construída por voluntários da Greenpeace, foi hoje inaugurada oficialmente, na Turquia.

A construção fica no monte Ararat, próximo de Doğubeyazıt, e tem o objectivo de alertar os países membros do G8 relativamente às mudanças climáticas.

Segundo o relato da Bíblia, foi exactamente no local onde a embarcação do Greenpeace foi montada que pousou a embarcação de Noé quando as águas do dilúvio secaram.

Uma caravana com 40 cavalos levou ao Ararat 12 m³ de madeira pré-fabricada para a construção da estrutura.

30 maio 2007

Bartolomeu I pede reconhecimento dos direitos das minorias na Turquia


O Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, pediu o reconhecimento de "todos os direitos civis" das minorias na Turquia.
Defendendo o princípio da reciprocidade, o líder ortodoxo lembrou que os muçulmanos são protegidos no resto da Europa. Os cristãos na Turquia deveriam, por isso, gozar dos mesmos direitos que os muçulmanos têm no país e na Europa. "Não queremos apenas a liberdade de celebrar a nossa fé dentro das igrejas, mas também o reconhecimento de todos os direitos civis, tal como os nossos irmãos muçulmanos na Turquia, os mesmos direitos civis que eles têm, justamente, na Europa", disse.
Aproveitando a presença de eurodeputados do Partido dos Verdes, o Patriarca indicou ser "motivo de celebração ver os nossos irmãos muçulmanos participarem activamente na vida civil dos países europeus".
Em relação à exigência da Turquia de que o Patriarca de Constantinopla seja turco de nascimento, o que condiciona em grande medida a eleição da figura primeira do Patriarcado Ortodoxo, Bartolomeu I lembra que, por várias vezes, se dirigiu ao governo de Ancara sem nunca ter obtido qualquer resposta. A sua proposta passa pela possibilidade de ser oferecida a nacionalidade turca ao Patriarca que for eleito.
Em relação às eleições de 22 de Julho, Bartolomeu I deixa votos de que o novo governo "leve por diante reformas radicais para o bem do nosso país".

(Fonte: Agência Ecclesia)