As modificações da Lei Fundamental foram preparadas pelo Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, de inspiração islâmica, no poder), e adoptadas no dia 10 de Maio. Se o Parlamento adoptar outra vez a sua primeira decisão, Sezer não poderá opor-se uma segunda vez, mas pode convocar um referendo.
25 maio 2007
Presidente da Turquia vetou a eleição do seu sucessor por sufrágio universal
As modificações da Lei Fundamental foram preparadas pelo Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, de inspiração islâmica, no poder), e adoptadas no dia 10 de Maio. Se o Parlamento adoptar outra vez a sua primeira decisão, Sezer não poderá opor-se uma segunda vez, mas pode convocar um referendo.
Paris mantém "não" à entrada da Turquia na UE
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que não mudou de ideias quanto a ser contra uma possível adesão da Turquia à União Europeia, mas disse que o assunto só deverá ser discutido quando a UE tiver reformado as suas instituições. "Acredito que a Turquia não tem lugar na União Europeia e não mudei de opinião", disse Sarkozy durante a sua primeira visita à Comissão Europeia. O presidente não quis dizer o que a França fará relativamente à continuidade das negociações de Ancara com a UE, iniciadas em 2005, argumentando que a sua prioridade é conseguir um acordo para um tratado simplificado sobre as reformas institucionais da União Europeia. Essa prioridade passa por fazer uma nova redacção, simplificada, da Constituição da União Europeia, cujo texto foi rejeitado na França e Holanda em 2005. Sarkozy disse que há avanços nessa redacção, "o que é um bom sinal".
(Fonte: JN)
Foram detidas duas pessoas e apreendidos explosivos no sul do país
O governador de Adana, İlhan Atış, disse que a operação foi levada a cabo pelo esquadrão turco anti-terrorismo. Disse que um táxi que transportava dois passageiros e que estava a ser seguido pela polícia, tentou fugir depois dos passageiros se terem apercebido que estavam a ser seguidos. A polícia deteve os dois passageiros e interrogou o condutor do táxi.
Um deles, uma mulher, foi identificada pelo governador como “bombista suicida”. Atış disse que a polícia vai fornecer mais informações assim que finalizar a investigação.
24 maio 2007
Ataque em Ancara perpetrado por bombista suicida
O governo reforçou as medidas de segurança em todo o país para prevenir ataques semelhantes. A explosão aconteceu em plena hora de ponta no distrito de Ulus, uma zona com muito comércio e movimento, destruindo parcialmente um dos mais antigos centros comerciais de Ancara e cerca de 100 metros de área circundante. Entre os feridos, oito são cidadãos paquistaneses que estavam em Ancara para participar numa feira internacional de defesa que ainda está a decorrer. Inicialmente foi avançado que um dos mortos teria nacionalidade paquistanesa, facto que foi desmentido mais tarde.
O governador de Ancara, Kemal Önal, anunciou os nomes dos seis mortos, todos eles com idades entre os 19 e os 32 anos de idade. Quase todos trabalhavam no interior do centro comercial ou eram vendedores que estavam na área adjacente ao edifício. O governador de Ancara disse também que a polícia encontrou dois dedos pertencentes a um indivíduo de 28 anos com cadastro e que não figurava na lista dos mortos e feridos. O suspeito, identificado como Güven Akkuş, terá efectuado o ataque com explosivos de plástico colocados à volta do corpo.
As partes do corpo de Akkuş estão a ser investigadas por uma equipa forense. Membros da família de Akkuş foram também levados sob custódia, ontem em Istambul, mas foram mais tarde libertados por não terem sido encontradas conexões com organizações terroristas.
Em declarações breves, que precederam as do governador de Ancara, o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdoğan, disse que o ataque aconteceu após a comissão anti-terrorismo do país ter concluído que o PKK poderia levar a cabo ataques com bombas nas cidades mais importantes. “A comissão, que teve uma das suas reuniões de rotina há três dias, estava preocupada com o facto da organização terrorista poder perpetrar tais ataques nas cidades mais importantes e nas regiões turísticas", revelou Erdoğan em Istambul.
Explosão mata cinco soldados turcos na fronteira com o Iraque
Cinco soldados turcos morreram e outros nove ficaram hoje feridos na explosão de uma mina na província de Şırnak, na fronteira com o Iraque e a Síria.
O incidente ocorreu perto de uma região onde o exército turco lançou operações contra o ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Os soldados pertenciam ao Comando da Terceira Brigada e realizavam uma operação de busca na região, suspeitando-se que tenha sido o PKK a instalar a mina.
Cerca de 50 mil soldados turcos estão posicionados naquela zona, onde a actividade da minoria curda é intensa.
23 maio 2007
Durão Barroso avisa Sarkozy: "As promessas feitas à Turquia têm de ser mantidas"
Durão Barroso, o presidente da Comissão Europeia, disse à revista alemã "Focus", esta semana, que as promessas feitas à Turquia relativamente ao processo de adesão à União Europeia, têm de ser mantidas.
Respondendo a uma questão sobre as declarações do presidente francês recentemente eleito, relacionadas com o possível cancelamento das conversações com a Turquia que serão reabertas no próximo mês, Barroso disse: "Deve ser mostrado respeito para com as promessas feitas no passado. Houve um voto unido para o recomeço das negociações com a Turquia. Parar as conversações porque a administração de um país mudou, seria mau para todas as partes envolvidas. Não decidimos ainda se a Turquia deverá ser membro da UE ou não. Eu também penso que neste momento a Turquia não está preparada para se tornar membro, nem nós estamos preparados para ter a Turquia como membro. A decisão final relativamente à total adesão terá a ver com os resultados das conversações, e precisamos de tempo para isso".
22 maio 2007
Violenta explosão em Ancara faz pelo menos seis mortos e dezenas de feridos
A brigada anti-terrorismo presente no local disse ter encontrado vestígios de explosivos de plástico tipo A4.
A explosão oconteceu em plena hora de ponta, na zona histórica da cidade, na entrada de um dos mais antigos centros comerciais de Ancara, localizado muito próximo de várias paragens de autocarro.
Investigadores tentam averiguar se a bomba foi colocada no local ou se foi detonada por um bombista suicida.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, que se deslocou de imediato ao local, classificou a ocorrência de ataque terrorista e disse que o "infeliz incidente" aconteceu apesar de terem sido adoptadas "elevadas medidas" contra tais ataques. "Temos de unir-nos contra o terrorismo", disse. "Temos de criar uma plataforma global contra o terrorismo".
A polícia revelou que os explosivos A4 são normalmente utilizados por militantes do partido separatista radical PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão. Há vários anos que os militantes do PKK levam a cabo ataques contra a Turquia a partir do Sudeste do país e da região curda do Iraque.
Erdoğan confirmou seis mortos, um dos quais paquistanês e os restantes de nacionalidade turca. Quatro dos mais de 60 feridos serão também de nacionalidade paquistanesa, segundo declarações do primeiro-ministro.
20 maio 2007
Cerca de 80 000 secularistas reuniram-se em Samsun
19 maio 2007
FMI concede empréstimo de 1.100 milhões de dólares a Ancara
O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) pôs sexta-feira à disposição da Turquia um empréstimo de 1.100 milhões de dólares depois de aprovar a sexta revisão do acordo de crédito conjunto.
O organismo decidiu alargar o crédito apesar do país não ter cumprido com todas as condições a que se tinha comprometido quando assinou o acordo com o FMI a 11 de Maio de 2005.
O número dois do Fundo, John Lipsky, disse num comunicado que o desempenho macro-económico do país continua "robusto" e que os investimentos estrangeiros aumentaram. "Não obstante, a inflação continua acima das metas, o défice da conta corrente é alto e aproximam-se as eleições", alertou Lipsky. Disse também que a disciplina fiscal e monetária "será essencial para manter a confiança dos mercados".
O Fundo apoiou o objectivo do governo de obter um superavit fiscal primário (as contas públicas antes do pagamento da dívida) de 6,7 por cento do Produto Nacional Bruto (PNB) este ano.
Lipsky exortou o Banco Central a continuar uma política de ajuste monetário para reduzir a inflação.
A Turquia não foi capaz de cumprir com as metas de política fiscal marcadas no acordo com o Fundo, tais como o resultado primário do sector público e o resultado das instituições de segurança social, de acordo com o comunicado. Ancara também não conseguiu apoio da legislatura para a reforma do sistema tributário, como o governo prometera.
(Fonte: RTP)
18 maio 2007
Os dois maiores partidos de centro-esquerda formaram coligação
Os líderes do Partido Republicano do Povo (CHP) e do Partido da Esquerda Democrática (DSP), respectivamente Deniz Baykal e Zeki Sezer, anunciaram ontem aquilo a que chamaram de "decisão histórica”, numa conferência de imprensa conjunta. “Este é um importante passo para uma unificação histórica da esquerda”, disse Baykal. “Vamos fazer a campanha eleitoral juntos. Vamos manter valores comuns. Vamos caminhar lado a lado para fortalecer o nosso país como república secular e democrática. Este é um marco histórico”.
Segundo o acordo, o DSP vai ter pelo menos 20 assentos no Parlamento para poder formar um grupo, e os candidatos do DSP não serão obrigados a abandonar os seus partidos para serem incluídos nas listas eleitorais do CHP. Os dois partidos vão estabelecer uma comissão conjunta para organizar a campanha eleitoral.
Baykal agradeceu a Zeki Sezer e a Rahşan Ecevit, uma importante figura do DSP e esposa de Bülent Ecevit, pela sua contribuição durante as conversações. “Zeki Sezer demonstrou a sua liderança”, disse Baykal. Pediu-lhe para rever a sua decisão de não integrar o Parlamento como deputado, mas Sezer disse que não iria alterar a sua decisão. “Trata-se da minha posição pessoal. Não vou alterá-la".
Baykal também elogiou o anterior líder do DSP e antigo primeiro-ministro, Bülent Ecevit, dizendo, “eu sempre quis esta cooperação enquando ele estava entre nós mas só a conseguimos na sua ausência. Agora sinto que estou a abraçar Bülent Ecevit”.
Baykal disse igualmente que os candidatos do DSP que quiserem concorrer às eleições, não devem desvincular-se do seu partido. “Nós não estamos a pressionar ninguém a fazer parte do CHP. Esperamos entrar juntos no Parlamento, e mesmo que depois nos separemos devemos trabalhar para uma integração futura”, disse Baykal, sublinhando que não existe nenhum obstáculo legal para esta cooperação.
Por seu lado, Sezer partilhou o mesmo ponto de vista de Baykal, de que a Turquia está a viver um dia histórico. “A democracia secular, a república e a nossa unidade estão ameaçadas. Para eliminar essas ameaças, precisamos de uma estrutura forte. Isso só se pode obter com a cooperação entre os nossos dois partidos”.
Zeki Sezer disse que vai pedir ao corpo executivo do seu partido a aprovação do acordo, acrescentando que se trata apenas de um acto simbólico. À pergunta sobre quantos assentos serão dados ao DSP, Sezer recusou comentar números, dizendo, “não discutimos detalhes sobre a distribuição de assentos, mas não há problema relativamente a tratamento justo”.
Uma comissão conjunta para a organização da campanha eleitoral começou a trabalhar ontem, logo após o anúncio da aliança.
Baykal, confirmando que os dois partidos vão fazer campanha eleitoral juntos e que as duas bandeiras vão estar lado a lado, disse: “Nós somos partidos irmãos".




