google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

24 maio 2007

Explosão mata cinco soldados turcos na fronteira com o Iraque

Cinco soldados turcos morreram e outros nove ficaram hoje feridos na explosão de uma mina na província de Şırnak, na fronteira com o Iraque e a Síria.
O incidente ocorreu perto de uma região onde o exército turco lançou operações contra o ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Os soldados pertenciam ao Comando da Terceira Brigada e realizavam uma operação de busca na região, suspeitando-se que tenha sido o PKK a instalar a mina.
Cerca de 50 mil soldados turcos estão posicionados naquela zona, onde a actividade da minoria curda é intensa.

23 maio 2007

Durão Barroso avisa Sarkozy: "As promessas feitas à Turquia têm de ser mantidas"

Durão Barroso, o presidente da Comissão Europeia, disse à revista alemã "Focus", esta semana, que as promessas feitas à Turquia relativamente ao processo de adesão à União Europeia, têm de ser mantidas.
Respondendo a uma questão sobre as declarações do presidente francês recentemente eleito, relacionadas com o possível cancelamento das conversações com a Turquia que serão reabertas no próximo mês, Barroso disse: "Deve ser mostrado respeito para com as promessas feitas no passado. Houve um voto unido para o recomeço das negociações com a Turquia. Parar as conversações porque a administração de um país mudou, seria mau para todas as partes envolvidas. Não decidimos ainda se a Turquia deverá ser membro da UE ou não. Eu também penso que neste momento a Turquia não está preparada para se tornar membro, nem nós estamos preparados para ter a Turquia como membro. A decisão final relativamente à total adesão terá a ver com os resultados das conversações, e precisamos de tempo para isso".

22 maio 2007

Violenta explosão em Ancara faz pelo menos seis mortos e dezenas de feridos


Uma violenta explosão, ocorrida cerca das 18 horas de hoje, numa das áreas mais movimentadas de Ancara, causou a morte a pelo menos seis pessoas e feriu cerca de 60. No entanto, estes números continuam a ser actualizados.
A brigada anti-terrorismo presente no local disse ter encontrado vestígios de explosivos de plástico tipo A4.
A explosão oconteceu em plena hora de ponta, na zona histórica da cidade, na entrada de um dos mais antigos centros comerciais de Ancara, localizado muito próximo de várias paragens de autocarro.
Investigadores tentam averiguar se a bomba foi colocada no local ou se foi detonada por um bombista suicida.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, que se deslocou de imediato ao local, classificou a ocorrência de ataque terrorista e disse que o "infeliz incidente" aconteceu apesar de terem sido adoptadas "elevadas medidas" contra tais ataques. "Temos de unir-nos contra o terrorismo", disse. "Temos de criar uma plataforma global contra o terrorismo".
A polícia revelou que os explosivos A4 são normalmente utilizados por militantes do partido separatista radical PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão. Há vários anos que os militantes do PKK levam a cabo ataques contra a Turquia a partir do Sudeste do país e da região curda do Iraque.
Erdoğan confirmou seis mortos, um dos quais paquistanês e os restantes de nacionalidade turca. Quatro dos mais de 60 feridos serão também de nacionalidade paquistanesa, segundo declarações do primeiro-ministro.
Para além de Erdoğan, acorreram ao local da explosão, o Comandante das Forças Armadas, Yaşar Büyükanıt, assim como o ministro dos Negócios Estrangeiros Abdullah Gül, o líder do principal partido da oposição (CHP), Deniz Baykal, o governador de Ancara, Kemal Onal, o chefe da polícia de Ancara, Ercument Yilmaz, e muitos outras outras figuras da cena política turca.
Erdoğan disse ainda: "Nunca se sabe quem será atingido pelo terrorismo, ou porquê, ou mesmo quando. O que estes acontecimentos nos mostram é que somos obrigados a criar uma frente mais forte contra o terrorismo."
O General Büyükanıt, respondeu a algumas questões dos jornalistas e declarou que a autoria da explosão deverá ser de um grupo terrorista organizado. Mais tarde, à saída do Hospital Hacettepe, onde visitou algumas das vítimas do incidente, disse: "Precisamos de pensar bem sobre quem pode ter estado por trás desta explosão. É provável que possamos ver mais explosões como esta nas nossas outras grandes cidades."

20 maio 2007

Cerca de 80 000 secularistas reuniram-se em Samsun


Cerca de 80 00 pessoas reuniram-se hoje em Samsun, uma cidade do norte da Turquia localizada junto ao Mar Negro, para defenderem uma vez mais o Estado secular.
Repetiram-se as palavras de ordem, e o mar vermelho e branco de bandeiras turcas invadiu a principal praça da cidade e as avenidas circundantes. Foram exibidos novamente cartazes de apoio ao secularismo e de oposição ao partido do governo, o AKP.
Esta manifestação seguiu-se a várias outras que ocorreram noutras cidades da Turquia nas semanas anteriores.
Em Samsun marcaram presença os líderes do partido Repşublicano do Povo (CHP) e do Partido da Esquerda Democrática (DSP). Tratou-se da sua primeira aparição conjunta, após o anúncio oficial de uma aliança de centro-esquerda entre os dois partidos para as eleições que se avizinham. Ambos falaram ao povo durante este encontro em Samsun. Recordo que esta coligação de esquerda foi muito solicitada pela ala secularista turca.

19 maio 2007

FMI concede empréstimo de 1.100 milhões de dólares a Ancara

O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) pôs sexta-feira à disposição da Turquia um empréstimo de 1.100 milhões de dólares depois de aprovar a sexta revisão do acordo de crédito conjunto.
O organismo decidiu alargar o crédito apesar do país não ter cumprido com todas as condições a que se tinha comprometido quando assinou o acordo com o FMI a 11 de Maio de 2005.
O número dois do Fundo, John Lipsky, disse num comunicado que o desempenho macro-económico do país continua "robusto" e que os investimentos estrangeiros aumentaram. "Não obstante, a inflação continua acima das metas, o défice da conta corrente é alto e aproximam-se as eleições", alertou Lipsky. Disse também que a disciplina fiscal e monetária "será essencial para manter a confiança dos mercados".
O Fundo apoiou o objectivo do governo de obter um superavit fiscal primário (as contas públicas antes do pagamento da dívida) de 6,7 por cento do Produto Nacional Bruto (PNB) este ano.
Lipsky exortou o Banco Central a continuar uma política de ajuste monetário para reduzir a inflação.
A Turquia não foi capaz de cumprir com as metas de política fiscal marcadas no acordo com o Fundo, tais como o resultado primário do sector público e o resultado das instituições de segurança social, de acordo com o comunicado. Ancara também não conseguiu apoio da legislatura para a reforma do sistema tributário, como o governo prometera.

(Fonte: RTP)

18 maio 2007

Os dois maiores partidos de centro-esquerda formaram coligação


Os dois maiores partidos turcos de centro-esquerda, formaram ontem uma aliança para as eleições de 22 de Julho, após um período prolongado de conversações, em reposta aos milhões de pedidos de uma união da esquerda para derrubar o partido do governo, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP).
Os líderes do Partido Republicano do Povo (CHP) e do Partido da Esquerda Democrática (DSP), respectivamente Deniz Baykal e Zeki Sezer, anunciaram ontem aquilo a que chamaram de "decisão histórica”, numa conferência de imprensa conjunta. “Este é um importante passo para uma unificação histórica da esquerda”, disse Baykal. “Vamos fazer a campanha eleitoral juntos. Vamos manter valores comuns. Vamos caminhar lado a lado para fortalecer o nosso país como república secular e democrática. Este é um marco histórico”.
Segundo o acordo, o DSP vai ter pelo menos 20 assentos no Parlamento para poder formar um grupo, e os candidatos do DSP não serão obrigados a abandonar os seus partidos para serem incluídos nas listas eleitorais do CHP. Os dois partidos vão estabelecer uma comissão conjunta para organizar a campanha eleitoral.
Baykal agradeceu a Zeki Sezer e a Rahşan Ecevit, uma importante figura do DSP e esposa de Bülent Ecevit, pela sua contribuição durante as conversações. “Zeki Sezer demonstrou a sua liderança”, disse Baykal. Pediu-lhe para rever a sua decisão de não integrar o Parlamento como deputado, mas Sezer disse que não iria alterar a sua decisão. “Trata-se da minha posição pessoal. Não vou alterá-la".
Baykal também elogiou o anterior líder do DSP e antigo primeiro-ministro, Bülent Ecevit, dizendo, “eu sempre quis esta cooperação enquando ele estava entre nós mas só a conseguimos na sua ausência. Agora sinto que estou a abraçar Bülent Ecevit”.
Baykal disse igualmente que os candidatos do DSP que quiserem concorrer às eleições, não devem desvincular-se do seu partido. “Nós não estamos a pressionar ninguém a fazer parte do CHP. Esperamos entrar juntos no Parlamento, e mesmo que depois nos separemos devemos trabalhar para uma integração futura”, disse Baykal, sublinhando que não existe nenhum obstáculo legal para esta cooperação.
Por seu lado, Sezer partilhou o mesmo ponto de vista de Baykal, de que a Turquia está a viver um dia histórico. “A democracia secular, a república e a nossa unidade estão ameaçadas. Para eliminar essas ameaças, precisamos de uma estrutura forte. Isso só se pode obter com a cooperação entre os nossos dois partidos”.
Zeki Sezer disse que vai pedir ao corpo executivo do seu partido a aprovação do acordo, acrescentando que se trata apenas de um acto simbólico. À pergunta sobre quantos assentos serão dados ao DSP, Sezer recusou comentar números, dizendo, “não discutimos detalhes sobre a distribuição de assentos, mas não há problema relativamente a tratamento justo”.
Uma comissão conjunta para a organização da campanha eleitoral começou a trabalhar ontem, logo após o anúncio da aliança.
Baykal, confirmando que os dois partidos vão fazer campanha eleitoral juntos e que as duas bandeiras vão estar lado a lado, disse: “Nós somos partidos irmãos".

16 maio 2007

Alunos de escolas europeias, nomeadamente da Turquia, visitaram escolas portuguesas

A Escola Secundária da Baixa da Banheira recebeu alunos de escolas da Bulgária, Roménia, Turquia, Itália, Espanha e Finlândia, no âmbito da 1ª acção do Programa Sócrates, no dia 3 de Maio.
A Acção Comenius deste programa europeu tem como objectivos gerais melhorar a qualidade e reforçar a dimensão europeia no ensino escolar, contribuir para a promoção da aprendizagem de línguas e promover a consciência intercultural.
Segundo Henrique Pinto, professor da escola da Baixa da Banheira, “este é um programa que se vai prolongar até 2009, havendo em cada escola um trabalho de pesquisa sobre as características culturais de cada país”.
Os parceiros deste programa passaram o dia em trabalho, enquanto os alunos estiveram a fazer um peddy-paper, e durante a tarde participaram em alguns jogos tradicionais portugueses. Sempre bem dispostos e com vontade de aprender, os alunos visitantes não tiveram problemas e juntaram-se aos portugueses, em vários jogos tradicionais.
As comitivas também estiveram em Alcochete, na Escola D. Manuel I, igualmente inserida neste programa, onde teve lugar um jantar de recepção.

(Fonte: Jornal Regional)

15 maio 2007

Orhan Pamuk recebeu doutoramento "honoris causa"


O escritor turco Orhan Pamuk, galardoado com o Nobel da Literatura em 2006, recebeu o doutoramento "honoris causa" da Universidade do Bósforo (Boğaziçi Üniversitesi), em Istambul, uma das mais prestigiadas da Turquia.
"Não há outro lugar no mundo, nem na Turquia, mais distinto do que este para receber um doutoramento honorífico", afirmou o escritor, confessando que pensou não se emocionar, "mas não conseguia dormir com a emoção".
A instituição académica atribuiu esta distinção a Pamuk pelo seu "contributo para a literatura turca e mundial e pela divulgação da língua e da literatura turcas".
Depois da atribuição deste título, a Universidade do Bósforo vai organizar um simpósio sobre a figura de Pamuk, com a participação de vários intelectuais turcos e da tradutora das suas obras para Inglês, Maureen Freely.

14 maio 2007

Mais uma gigantesca manifestação secularista


Depois das manifestações em Ancara, Istambul e em outras cidades do Oeste da Turquia, aconteceu ontem em Izmir mais uma gigantesca manifestação de apoio ao Estado secular, que reuniu cerca de 1 milhão de pessoas.
A explosão de uma bomba numa feira, no Sábado de manhã, no bairro Bornova em Izmir, que causou a morte a uma pessoa e feriu outras 16, não impediu a afluência das pessoas, que chegaram também de outras cidades da Turquia, para enviarem uma mensagem clara ao partido do governo, o partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) de tendência islamita.
As pessoas começaram a chegar depois das 9:30 horas locais com bandeiras da Turquia e fotografias de Mustafa Kemal Atatürk, o fundador da República, proferindo frases contra o partido do governo. Ocuparam toda a Avenida Kordon (Kordon Caddesi), desde a Praça da República (Cumhuriyet Meydanı) até ao porto de Izmir. Os seus cartazes diziam: “A Turquia é secular e vai continuar secular” e “Unam-se”, uma mensagem directa aos partidos de centro-esquerda para unirem as suas forças contra o AKP na eleição que se avizinha.
Esta manifestação foi organizada por mais de 60 organizações não-governamentais, e teve um significado especial para a população de Izmir, a terceira maior cidade da Turquia. Os habitantes de Izmir não gostaram de uma frase proferida pelo primeiro-ministro, que apelidou a cidade de “Gavur [infiel] Izmir”, no ano passado.
Os protestantes também enviaram uma mensagem através dos cartazes: “Não vá de férias antes de 22 de Julho, vote contra o AKP”, reflectindo as preocupações relativas à data das eleições, em pleno Verão e período de férias.
Os edifícios que ladeiam a Avenida Kordon, estavam decorados com bandeiras turcas gigantescas.
O protesto foi organizado no Dia da Mãe, celebrado ontem na Turquia, e os manifestantes gritavam “Viemos com a nossa mãe, onde estás [primeiro-ministro Erdoğan]?”. O primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan, durante uma visita a Mersin, uma cidade do Sul da Turquia, disse a um agricultor: “Leve a sua mãe e saia daqui”, quando este se queixava das precárias condições de vida.

Mensagem de coligação para os partidos políticos
Deniz Baykal, líder do Partido Republicano do Povo (CHP), Zeki Sezer, líder do Partido da Esquerda Democrática (DSP), Murat Karayalçın, líder do Partido Social Democrata Popular (SHP) e Doğu Perinçek, o líder do Partido Trabalhista (İP) também participaram na manifestação de ontem. Quando os líderes destes partidos entraram na área da manifstação, a multidão começou a gritar “unam-se!”
Esperava-se que o líder do CHP e o líder do DSP anunciassem uma coligação. Contudo, Baykal, que chegou de barco à manifestação, partiu pouco depois.
O Partido do Movimento Nacionalista (MHP) não compareceu ao encontro. Quando recebeu a informação de que o DSP e o CHP iriam anunciar a sua coligação em Izmir, anunciou que não iria estar presente por a manifestação ser politizada.
Fortes medidas de segurança

A polícia de Izmir esteve de alerta total, especialmente depois da explosão do passado Sábado. De acordo com os organizadores da manifestação, a explosão no Sábado tentou desencorajar a presença das pessoas. Nenhuma organização reivindicou o atentado.
Durante a manifestação, a polícia adoptou fortes medidas de segurança. Fechou o espaço aéreo na área da baía de Izmir. Os manifestantes entraram na área da manifestação por nove pontos de verificação localizados em diferentes partes da cidade e cada pessoa foi revistada pela polícia. Mais de 3 000 polícias estiveram na manifestação.

Apoio dos empresários e industriais

As associações de negócios, que normalmente não estão presentes neste tipo de demonstrações, anularam essa regra em Izmir.
A Associação de Industriais e Empresários do Egeu (ESIAD) também esteve presente na manifestação. O presidente da ESİAD, Mehmet Ali Kasalı, anunciou na semana passada que iriam estar prsentes na manifestação e pediu o a poio de todas as pessoas.

13 maio 2007

José Saramago em Istambul

Numa iniciativa conjunta do município de Istambul e do Leitorado do Instituto Camões na Turquia, José Saramago irá visitar Istambul entre os próximos dias 14 e 19 de Maio.
O escritor português terá oportunidade de debater com jornalistas e escritores turcos os conflitos culturais e civilizacionais que tão vincadamente se espelham hoje no país. Terá ainda lugar uma conferência sobre o papel dos escritores nas crises do mundo contemporâneo. Paralelamente, e assinalando o lançamento da edição turca do livro As Intermitências da Morte, será inaugurada uma exposição sobre a sua obra e sobre as múltiplas traduções que a têm divulgado pelo mundo.
José Saramago tem um total de 11 obras editadas na Turquia, todas elas publicadas no país após 1998, ano em que foi galardoado com o prémio Nobel da Literatura, sendo o autor português com mais livros traduzidos na Turquia. Prova do seu sucesso junto do público turco é a tradução local do Ensaio Sobre a Cegueira, que acaba de atingir a sexta edição.
Para além de Saramago, também Fernando Pessoa e José Luís Peixoto marcam presença nas estantes das livrarias turcas: Fernando Pessoa com seis obras traduzidas e José Luís Peixoto com o livro Nenhum Olhar.