google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

12 maio 2007

Paulo Portas não quer Turquia na UE

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, rejeitou hoje a entrada da Turquia na União Europeia (UE), e condicionou a defesa de um referendo sobre o futuro tratado europeu a uma significativa transferência de soberania nacional.
Paulo Portas escolheu hoje o bar BBC, em Belém, para apresentar a sua moção de estratégia global ao congresso do partido, que se realiza em Torres Novas entre 18 e 20 deste mês.
O presidente do CDS-PP falou da moção, intitulada "Directos ao Futuro", durante cerca de uma hora, perante uma plateia de jovens delegados ao congresso, sentado num sofá com o líder da Juventude Popular (JP), João Almeida.
Portas quis tomar posição sobre a adesão da Turquia à UE, considerando que existem "argumentos interessantes pró e contra" essa possibilidade, e defendeu que o país "deve ter um estatuto muito especial, de proximidade" da União, mas sem ser um estado-membro.
"Trata-se de um estado laico, mas só porque tem uma tutela militar. Não é propriamente o regime político ideal para ser membro da UE. E se deixar de ter tutela militar passará a ser, mais década, menos década, um estado religioso", justificou.

(Fonte: Lusa)

Explosão de bomba em Izmir faz um morto e 16 feridos


A explosão de uma bomba numa feira num bairro de Izmir, no oeste da Turquia, fez este Sábado um morto e 16 feridos.
A bomba terá sido colocada numa bicicleta estacionada na área da feira, e o impacto da explosão quebrou as janelas das casas circundantes e de alguns veículos estacionados nessa área. Não estava muita gente na feira na altura da detonação por ser ainda muito cedo, sendo a maioria dos feridos feirantes.
Até ao momento, o atentado não foi reivindicado por qualquer organização terrorista.
Está prevista para este fim-de-semana uma grande manifestação nesta cidade, a terceira maior da Turquia.
Tal como já aconteceu em Istambul, Ancara, Manisa, Çanakkale e Marmaris, são esperadas centenas de milhar de pessoas, que querem manifestar-se a favor de uma Turquia laica e contra a islamização do país.

11 maio 2007

Abdullah Gül mantém candidatura à presidência

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Abdullah Gül, que retirou a sua candidatura no recente processo de eleição presidencial fechado pelo Parlamento, disse que voltará a disputar a chefia do Estado caso a decisão seja feita por voto popular.
"Quando o Parlamento estava paralisado, dissemos que apelaríamos ao voto do povo, e as mudanças constitucionais ocorreram", disse Gül hoje aos jornalistas. Sobre se voltaria a ser candidato, Gül deu uma resposta positiva. "A minha candidatura continua", afirmou.

Parlamento turco aprovou sistema directo para eleger presidente

O Parlamento da Turquia aprovou hoje uma emenda à Constituição que permite que o presidente do país passe a ser eleito por votação directa, em vez do sistema de eleição parlamentar, em vigência actualmente. Outras seis modificações foram também aprovadas.
O pacote de emendas à Constituição foi apresentado pelo partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), o partido do governo.
Participaram 377 deputados na votação do Parlamento, num total de 550, e o pacote de emendas foi aprovado com 376 votos a favor. No entanto, para que a lei modificada entre em vigor, é preciso ainda a aprovação do presidente, Ahmet Necdet Sezer, e da população, através de referendo, se Sezer vetar o pacote. O referendo teria sido constitucionalmente necessário, caso as emendas não tivessem obtido o mínimo de votos requeridos, de dois terços das cadeiras. Quando as remodelações entrarem em vigor, a população poderá pela primeira vez escolher directamente o presidente em eleições de dois turnos. A duração do mandato do chefe de Estado também será alterada para cinco anos, em vez dos sete actuais.

Cimpor motiva protestos em Ancara


A cimenteira portuguesa Cimpor, que comprou a fábrica turca Yibitaş Lafarge por 535 milhões de euros em Dezembro passado, vai construir uma fábrica em Ancara na região de Hasanoğlan, em Elmadağ. O início da construção está agendado para daqui a alguns dias, e está a preocupar os habitantes das áreas circundantes, que alegam que "já existem 30 pedreiras na região, e esta fábrica de cimento vai causar ainda mais poluição".
No início desta semana foi organizado um protesto na área de construção da fábrica. Os manifestantes defenderam que não querem ali a cimenteira e que o seu funcionamento pode vir a causar doenças nos moradores, nomeadamente cancro do pulmão. Disseram ainda que aguardam ajuda por parte das entidades responsáveis.
O presidente da Câmara de Hasanoğlan disse que o caso vais ser entregue ao tribunal. Por outro lado, o ministro das Florestas e do Ambiente, Osman Pepe, declarou que vão ser tomadas medidas no sentido de serem resolvidos os danos ambientais causados pelas pedreiras.

09 maio 2007

Foi concluída oficialmente a eleição presidencial pelo Parlamento

O processo de eleição do presidente da Turquia por parte do Parlamento chegou hoje ao fim, dia em que o único candidato, o ministro dos Negócios Estrangeiros Abdullah Gül, notificou oficialmente a retirada da sua candidatura, após a sua eleição ter fracassado duas vezes.
Gül, número dois do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, de tendência islâmica, no poder), entregou à presidência do Parlamento uma carta a confirmar a sua retirada, que já havia sido anunciada no passado Domingo, dia da repetição da primeira voltas das eleições presidenciais. O segundo turno da votação, previsto para hoje, foi cancelado.
A retirada de Gül encerra um complicado processo eleitoral iniciado a 27 de abril, que provocou uma crise política e levou o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan a convocar eleições antecipadas para 22 de julho.
A perspectiva de um muçulmano moderado como Gül, cuja esposa usa o véu islâmico, chegar à presidência deste país muçulmano fundado sobre os princípios de um Estado laico, desencadeou muitos protestos do sector secular, incluindo o Exército, que ameaçou intervir para defender o legado de Mustafa Kemal Atatürk, fundador da República em 1923, sobre as ruínas do império otomano.
Incapaz de eleger o novo presidente no Parlamento, o AKP propôs uma reforma constitucional que prevê a eleição do chefe de Estado por voto universal. A reforma foi aprovada numa primeira volta, na terça-feira, no Parlamento e deve ser submetida à segunda e última votação na quinta-feira. Caso seja aprovado definitivamente, o projecto deverá ser remetido ao presidente Ahmet Necdet Sezer, que, segundo os analistas, deverá vetar as propostas.

(Fonte: AFP)

Clima de crispação entre Erdoğan e a maior associação de empresários do país

Uma declaração feita pela mais importante associação de empresários turcos, TÜSIAD, a aconselhar o Parlamento a adiar as emendas à Constituição, suscitou ontem uma reacção do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan.
“O nosso Parlamento sabe o seu trabalho muito melhor do que eles”, disse Erdoğan aos jornalistas.

A Associação de Industriais e Empresários (TÜSIAD), pediu, na segunda-feira, ao Parlamento para suspender o debate sobre o pacote de reformas da Constituição, e para deixar que seja o próximo Parlamento a fazê-lo.

Comissão Eleitoral rejeitou pedido de antecipação das eleições para 24 de Junho

Um requerimento a solicitar a realização das eleições gerais a 24 de Junho, em vez de 22 de Julho foi indeferido ontem pela Comissão Eleitoral (YSK).
O partido da Juventude (GP) apresentou o requerimento à Comissão Eleitoral, argumentando que o "chumbo" da eleição do preseidente abriu caminho a eleições gerais imediatas.
A Comissão Eleitoral (YSK) analisou o requerimento. O presidente do YSK, Ahmet Başpınar, em declarações aos jornalistas depois da reunião, lembrou a decisão adoptada pelo Parlamento no sentido da realização das eleições a 22 de Julho. “Esta é a data possível para eleições gerais. É impossível ser mais cedo. Portanto, o requerimento do GP foi rejeitado”.

Presidente do Curdistão iraquiano adverte que não aceitará solução militar turca

O presidente da região autónoma do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, advertiu hoje no Parlamento Europeu que a Turquia deve abdicar de uma "solução militar" face às reivindicações nacionalistas curdas.
"Não aceitaremos uma solução militar", afirmou Barzani, acrescentando que Ancara utiliza com frequência o ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) como "pretexto" para combater as aspirações curdas.
Barzani, que compareceu perante a Comissão de Assuntos Exteriores do Parlamento Europeu, respondeu a perguntas de vários eurodeputados sobre a possibilidade, recentemente ventilada por autoridades militares turcas, de que o Exército do país intervenha no Curdistão iraquiano para combater as milícias do PKK, que estariam na região. O dirigente iraquiano voltou a afirmar hoje que a população curda iraquiana deseja a "união" e a constituição de um Estado, embora tenha assegurado que tais objetivos são perseguidos "sem violência".
Em relação às minorias curdas presentes na Turquia e noutros países vizinhos, Barzani defendeu que são elas mesmas "que devem decidir as suas próprias reivindicações".
Quanto à situação de Kirkuk, a rica cidade petrolífera do norte do Iraque na qual convivem Árabes, Turcomanos e Curdos, Barzani defendeu a convocação de um plebiscito, como uma "solução pacífica e legal para o problema".

(Fonte: EFE)

Orhan Pamuk vai testemunhar no âmbito do assassínio de Hrant Dink

O escritor turco Orhan Pamuk, Prémio Nobel da Literatura em 2006, foi convocado a depor como testemunha no julgamento relativo ao assassínio do jornalista turco de origem arménia Hrant Dink, cometido em Janeiro passado, em Istambul, por um menor de idade.
A imprensa turca informou hoje que Pamuk foi chamado a testemunhar no caso pelo 14º Tribunal Penal de Istambul, a pedido da acusação.
Dink foi morto a tiro pelo jovem Ogün Samast em frente do edifício da redacção do jornal Agos, uma publicação em turco e arménio dirigida pelo jornalista em Istambul.
Desde que abandonou a sua cidade natal, Istambul, no início do ano após ameaças de ultranacionalistas turcos, Pamuk não manifestou o desejo expresso de querer voltar à Turquia.
O Nobel da Literatura foi convidado como orador principal no congresso mundial do Instituto Internacional de Imprensa (IPI), a ser realizado em Istambul de 12 a 15 de Maio, mas pouco depois o seu nome foi retirado do programa oficial, sem que lhe tivesse sido comunicado o motivo do cancelamento.

(Fonte: EFE)