google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

08 novembro 2013

Turquia admite reforçar laços económicos com Portugal

No final da sua visita à Turquia, José Pedro Aguiar-Branco diz que este país "vê em Portugal uma situação optimista no sentido da evolução portuguesa mesmo do ponto de vista financeiro".

A Turquia admitiu reforçar os seus laços económicos com Lisboa, uma vez que reconhece o esforço feito por Portugal de recuperação económica e financeira, indicou o ministro português da Defesa.
De visita à Turquia, José Pedro Aguiar-Branco explicou que o tema da crise em Portugal não escapou às conversas tidas com o Governo turco, empresários e possíveis investidores, mas foi falado "numa perspectiva positiva".
"Não obstante Portugal estar a atravessar um período de grandes exigências do ponto de vista financeiro, o facto de ter sido mantido o seu nível de participação nos compromissos internacionais, nomeadamente no Afeganistão, foi reconhecido como um gesto de grande solidariedade e sentido de responsabilidade por parte de Portugal", acrescentou.
Aguiar-Branco, que disse ter recebido "palavras de grande satisfação e agrado", adiantou ainda que o factor crise em Portugal não está a afastar potenciais investidores.
"Outra expressão que tive de dimensão positiva é que Turquia vê em Portugal uma situação optimista no sentido da evolução portuguesa mesmo do ponto de vista financeiro", concluiu.

(Fonte: TSF)

Aguiar-Branco destaca papel das forças turcas na NATO

O ministro português da Defesa Nacional sustentou hoje que a intervenção da NATO no Afeganistão pode ser considerada "um sucesso" pela "diminuição da ameaça do terrorismo" e destacou o papel das forças turcas na Aliança Atlântica.
José Pedro Aguiar-Branco visitou hoje o 3rd Corps Command, nos arredores de Istambul, Turquia, uma unidade histórica do Exército turco, atualmente quartel-general da Força de Reacção Rápida. Após um encontro com o comandante da unidade, Aguiar-Branco assistiu a uma apresentação das missões realizadas pela força, incluindo no Afeganistão, no âmbito da Força Internacional de Apoio à Segurança no Afeganistão (ISAF), na qual Portugal também participa com um contingente de 128 militares até final de 2014, em missões de treino e formação. Aguiar-Branco defendeu junto do comando dos militares turcos a importância de, até à saída da ISAF do Afeganistão, sublinhar, junto das comunidades internacionais e europeias, o "que pode ser considerado o sucesso da missão". "É importante que as opiniões públicas internacionais e europeias saibam que quando estivermos para sair, no final de 2014, a situação é muito diferente, para melhor, e que foi diminuída a ameaça do terrorismo", argumentou o ministro, em declarações aos jornalistas, depois da visita. Aguiar-Branco elogiou o caráter de "grande solidariedade" das Forças Armadas turcas nas missões que desempenham no âmbito da NATO, destacando em particular o "papel de grande relevo nos teatros de operações como o Afeganistão". "A posição relativa da Turquia na NATO é importante, pelo peso das Forças Armadas turcas na Aliança, pela forma e atitude que têm tido de grande solidariedade, que mostram o empenho desta Aliança no reforço da sua própria potencialidade como instrumento de combate a todas as formas de ameaça que existem à escala global", considerou.
Aguiar-Branco termina hoje uma visita oficial de dois dias a Ancara e Istambul, Turquia, durante a qual foi também assinado um acordo de cooperação que visa dar um impulso político à criação de parcerias entre empresas dos dois países nas áreas das tecnologias e sistemas de informação, entre outras. O ministro da Defesa Nacional adiantou que convidou o seu homólogo turco, Ismet Yılmaz, a visitar Portugal no próximo ano, manifestando-se convicto de que as negociações irão progredir em 2014.
 
(Fonte: Diário Digital com Lusa)

Aguiar-Branco na Turquia: Indústria da Defesa pode ajudar Portugal a sair da crise

O Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, em visita oficial a Turquia, defendeu que a indústria da defesa pode ajudar Portugal a sair da crise. Aguiar-Branco anuncia que a partir de agora, as empresas portuguesas vão ter mais facilidades para entrar no mercado turco na área específica da indústria de defesa. As barreiras burocráticas foram ultrapassadas e a própria Turquia diz que Portugal não deve desperdiçar esta oportunidade. Uma oportunidade muito valiosa. É assim que as autoridades turcas definem a hipósese agora aberta, com a assinatura de um Acordo entre os dois países na área da indústria da defesa. Portugal precisa de vender e a Turquia, com uma forte aposta na indústria da defesa, com um orçamento que de ano para ano aumenta nesta área, precisa de comprar. O ministro da Defesa assinou com o seu homólogo turco um Protocolo que permite às empresas portuguesas entrarem mais facilmente nesta oportunidade. Às PME basta que estejam registadas na Base Industrial e Tecnológica e, diz o ministro, que se atrevam a entrar neste mercado das indústrias da Defesa. Uma saída para a crise. Os Turcos querem software português, sistemas de comunicação e pediram também informaçoões sobre a possibilidade de negócios na indústria naval.
 
(Fonte: TSF)

07 novembro 2013

Turkish Airlines Open: Golfista Ricardo Santos brilha em Antália














Ricardo Santos ocupava a quarta posição do Turkish Airlines Open quando a primeira volta foi interrompida ao anoitecer, depois de um atraso de três horas, por trovoada.
O Português somava 6 pancadas abaixo do par com 15 buracos jogados no The Montgomerie Maxx Royal (par 72), em Antália, tendo a desvantagem mínima para o trio de líderes, composto pelos ingleses Paul Casey e Steve Webster e o Sul-Africano Darren Fichardt, todos com 7 abaixo. O n.º 1 mundial, Tiger Woods, era 50.º, com 1 abaixo após 10 buracos.
Iniciando a sua prestação no buraco 10 e integrado num grupo com o sueco Alex Noren (seguia com -2) e o alemão Maximilian Kieffer (-5), Santos nem começou bem, já que marcou um bogey 6 logo no buraco 11. Mas depois cometeu a proeza de marcar seis birdies nos oito buracos seguintes, incluindo quatro consecutivos entre o 12 e o 15. E faria o seu sétimo birdie do dia no 5. Nesta sexta-feira de manhã jogará o 7, o 8 e o 9 para concluir a primeira volta.  
Esta é a penúltima prova das Final Series do European Tour, a anteceder o DP World Tour Championship, no Dubai, onde competem apenas os 60 primeiros na ordem de mérito do circuito. Santos ocupa a 63.ª posição na tabela monetária (com 489 mil euros em prémios) e precisa de facturar pelo menos 33.274 euros na Turquia para reentrar no top 60. Com 78 jogadores a competir em Antália, o primeiro prémio vale 848 mil euros, o último pouco mais de 5 mil.
Santos encontrava-se nesta quinta-feira empatado no quarto lugar com sete jogadores, sendo que deste apenas o Argentino Ricardo Gonzalez e o Dinamarquês Thorbjorn Olesen tinham fechado a primeira jornada, com 66. Do trio de líderes, todos têm pelo menos mais quatro buracos pela frente.
No grupo mais mediático do dia, Tiger Woods e o Inglês Justin Rose (n.º 5 mundial e detentor do título) mostravam-se desinspirados (ambos com -1) e o Sueco Henrik Stenson (n.º 3 mundial e vencedor da FedEx Cup 2013) somava com -4.
Ricardo Santos está a jogar o seu segundo torneio com Tiger Woods entre a concorrência. No primeiro, em Janeiro, deu boa conta de si ao concluir em quarto lugar, o que lhe valeu um prémio de 101 mil euros, em contraste com Woods, que foi eliminado pelo cut. Agora o Algarvio parece voltar a crescer com a ocasião.
 
(Fonte: Público)

Protestos contra a construção de muro na Síria

A polícia de choque turca usou esta quinta-feira gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar milhares de pessoas que se manifestavam contra a construção de um muro na fronteira com a Síria.
Na cidade fronteiriça de Nusaybin, no sudeste da Turquia, a multidão atirou ‘cocktails’ Molotov e garrafas de plástico aos guardas fronteiriços.
A presidente da Câmara de Nusaybin, situada numa zona maioritariamente curda, esteve em greve de fome nos últimos nove dias, também em protesto, e classificou o procjeto como um “muro da vergonha”.
O Governo turco, que receia que os cidadãos de etnia curda na Turquia se juntem aos curdos do outro lado da fronteira para reclamar a criação de um estado autónomo, negou estar a construir um muro e disse que se tratava de uma vedação de arame farpado.

(Fonte: Euronews)

05 novembro 2013

Adesão da Turquia à UE foi relançada numa conferência em Bruxelas

Com a abertura do capítulo sobre desenvolvimento regional, a União Europeia (UE) e a Turquia esperam encetar uma fase mais dinâmica das negociações com vista à adesão daquele país, iniciadas em 2005.
A conferência ministerial em Bruxelas, esta terça-feira, pôs fim a um longo período de congelamento, realçado pelo ministro turco para os Assuntos Europeus, Egemen Bağış.
“Abrimos este capítulo depois de 40 meses de espera, mas durante esses 40 meses continuámos a trabalhar. Implementámos várias reformas. Uma andorinha não faz a primavera. O capítulo é aberto tardiamente, mas é também sinal de um recomeço. Para a abertura dos restantes capítulos, esperamos o levantamento dos obstáculos políticos”, disse o ministro.
A violência policial contra protestos da oposição, no verão, fez reflectir sobre como ajudar a Turquia no processo de democratização, nota a analista Amanda Paul.
“É muito importante que sejam abertos em breve os capítulos 23 e 24 porque tratam das questões fundamentais dos direitos humanos e da justiça. A UE pede à Turquia que percorra esse caminho, mas mantém aceso o semáforo vermelho. A UE tem que desbloquear esses capítulos e dar à Turquia os parâmetros adequados o mais rapidamente possível”, explicou.
Mas ainda há muito caminho a percorrer, como refere a correspondente em Bruxelas, Gülsum Alan: “A Turquia iniciou o processo de negociação ao mesmo tempo que a Croácia, que já é estado-membro, mas até agora só fechou um dos 35 capítulos da negociação. Para se tornar um membro pleno da UE terá de negociar e fechar os restantes 34”.
 
(Fonte: Euronews)

01 novembro 2013

Ireneu Barreto recebeu embaixadora da Turquia

O Representante da República para a Madeira recebeu hoje, pelas 10 horas, no Palácio de São Lourenço, em audiência, a embaixadora da República da Turquia em Portugal, Ebru Barutçu Gokdenizler.

(Fonte: dnotícias)

31 outubro 2013

Escola Profissional da Póvoa de Lanhoso esteve em Izmir

De 19 a 25 de Outubro, uma equipa da EPAVE - Escola Profissional do Alto Ave, da Póvoa de Lanhoso, marcou presença na Turquia, no âmbito do projecto Comenius, onde também estiveram presentes parceiros da Turquia, Itália, Roménia, e Hungria.
Recorde-se que o Comenius é Programa financiado pela Comunidade Europeia junto da PROALV e pela Agência Nacional de Aprendizagem ao Longo da Vida. “A visita a este país tinha como objectivo apresentar trabalhos, workshops e acções de voluntariado elaborados por cada um dos países envolvidos sobre “Aprender a ser Cidadão Activo na UE”. Neste contexto, as equipas visitaram uma Livraria/Editora para invisuais gerida por voluntários, e levaram a cabo uma acção de voluntariado num Lar de Idosos em Narlidere”, referiu a coordenadora do projecto na EPAVE, Amélia Veloso. A visita completou-se com um programa cultural conduzido pelos parceiros anfitriões à sua cidade: Izmir.
“Os resultados desta experiência são um enorme enriquecimento pessoal e profissional para todos os elementos da equipa, a imputar no desenvolvimento das respectivas a actividades estudantil e profissional”, destaca Amélia Veloso.
 
(Fonte: Correio do Minho)

Sonae Sierra entra na Turquia

A Sonae Sierra anunciou hoje a entrada na Turquia através da Sierra Reval, uma nova empresa criada em parceria com os Turcos da Reval e que passa, desde já, a gerir e comercializar 10 centros comerciais no país. Para a empresa do grupo Sonae, o interesse no mercado turco é justificado pelo crescimento" a um ritmo sustentável" dos centros comerciais na Turquia, "acompanhando o aumento do poder de compra da população". Em comunicado, a empresa nortenha refere ainda que a estrutura etária do país, com 43% da população abaixo dos 24 anos e outros 43% entre os 25 e os 54 anos, coloca a Turquia como "um dos destinos mais populares para as marcas internacionais e investidores estrangeiros". "A entrada no mercado turco é um passo significativo que consolida a nossa diversificação geográfica e expande o nosso negócio de fornecimento de serviços com um portefólio sólido", comenta o presidente executivo da Sonae Sierra, Fernando Guedes de Oliveira. Com 10 contratos já assinados na Turquia e um portfólio de mais de 215 mil metros quadrados de área bruta locável, a Sierra Reval nasce com vocação para pré-desenvolver, desenvolver, comercializar e gerir centros comerciais, combinando o seu know how internacional da Sonae Sierra com o conhecimento do parceiro escolhido naquele mercado, onde soma mais de 20 anos de experiência.
A entrada na Turquia surge um dia depois da Sonae Sierra Brasil inaugurar o Passeio das Águas Shopping, o maior centro comercial do centro-oeste brasileiro, desenvolvido em Goiânia com um investimento de 150 milhões de euros que criou 6300 empregos diretos. Proprietária de 49 centros comerciais e presente em 12 países, a Sonae Sierra é responsável pela gestão e comercialização de 85 centros comerciais com um valor de mercado superior a 5,8 mil milhões de euros. Com cinco projectos em desenvolvimento, quatro dos quais para clientes, e cinco novos projectos em carteira, a empresa registou uma subida de 2,8% nas vendas dos seus centros comerciais em Setembro, comparativamente com o mês anterior. Depois da Sonae Sierra ter registado uma quebra de 2,5% nas vendas entre Janeiro e Julho face a período homólogo, este resultado permitìu fechar os primeiros nove meses do ano com alguns sinais de recuperação: até Agosto a redução nas vendas foi de 2% e entre Janeiro e Setembro a quebra desacelarou para 1,8%.
 
(Fonte: Expresso)

Deputadas entram pela primeira vez com véu islâmico no Parlamento turco

Três deputadas do partido islâmico-conservador no poder participaram hoje na sessão do Parlamento usando o véu islâmico, um facto inédito há 14 anos na Turquia.
As deputadas foram eleitas nas legislativas de 2011 nas listas do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, islamita moderado) do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan.
Erdoğan aboliu recentemente a proibição de usar véu islâmico na função pública.
Em 1999, a deputada turco-americana Merve Kavakci foi ao parlamento com véu islâmico para a sua cerimónia de posse, da qual foi excluída. Posteriormente, abriu mão da nacionalidade turca.
 
(Fonte: Diário Digital)

30 outubro 2013

Dia da Turquia foi assinalado na Madeira

Por ocasião do Dia Internacional da Turquia e com a participação da embaixadora da Turquia, Ebru Baratçu Gökdenizler, e do cônsul honorário da Turquia na Madeira, Abdurrahman Can, será realizado um convívio promovido pelo Consulado Turco na Madeira, no Forte de São Tiago, amanhã, às 18h30, para assinalar esta data.
O secretário Regional da Educação e Recursos Humanos, Jaime Freitas, estará presente em representação do presidente do Governo Regional da Madeira.
 
(Fonte: dnotícias)

29 outubro 2013

Primeira ligação ferroviária submarina intercontinental liga Europa à Ásia no centro de Istambul

Perto de falha sísmica de alto risco, megaprojecto de Erdoğan é afirmação de dez anos no poder a pensar em novos objectivos eleitorais.
 
A primeira ligação ferroviária submarina intercontinental foi inaugurada nesta terça-feira em Istambul. Bastam quatro minutos a cerca de 60 metros de profundidade sob o Bósforo, o estreito que separa a Europa e a Ásia na grande metrópole que é Istambul, e cruza-se de um continente para outro. “Foi um sonho durante 150 anos e finalmente tornou-se realidade”, afirmou o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, na inauguração do primeiro dos seus megaprojectos para a cidade de Istambul.
O novo túnel ferroviário Marmaray, que atravessa o esteito do Bósforo junto ao mar de Mármara, usa tecnologia japonesa resistente a sismos — que permite aos arranha-céus tremer sem quebrar. Essa é uma necessidade imperiosa, pois o túnel fica a menos de 20 quilómetros da falha sísmica onde se tem acumulado mais stress sísmico e onde os cientistas calculam existir 68% de probabilidade de que se venha a registar um sismo de magnitude 7 ou superior nos próximos 30 anos. Aliás, a Turquia, e em especial Istambul, é uma zona de grande risco sísmico.
 
A estrutura mais segura de Istambul?
 
 
A Câmara dos Arquitectos e Engenheiros turcos deu hoje uma conferência de imprensa chamando a atenção para a vulnerabilidade do túnel, que poderá transportar mais de um milhão de pessoas diariamente. “Eu não viajaria nos comboios do Marmaray, e ninguém devia viajar”, afirmou Süleyman Solmaz, porta-voz da organização, citando um engenheiro que trabalhou no projecto durante anos. Kadir Topbaş, presidente da Câmara de Istambul, adianta a edição em inglês do jornal turco Hurriyet, respondeu garantindo que “todas as possibilidades foram levadas seriamente em consideração”, depois de se ter encontrado com o primeiro-ministro japonês, que esteve de visita a Istambul, para ver a inauguração, em que há interesses japoneses em jogo — além da tecnologia nipónica, grande parte da obra foi financiada pelo Banco Japonês para a Cooperação Internacional.
O ministro dos Transportes turco, Binali Yildirim garantiu que o projecto Marmaray é “a estrutura mais segura de Istambul”, com portas estanques para isolar cada secção, e será capaz de suportar um sismo de magnitude 9.
As grandes obras de engenharia, como o túnel Marmaray, são encaradas como uma forma de comemoração da década do partido islamo-conservador de Erdoğan no poder — e também de campanha para as eleições de 2014 (locais em Março e presidenciais em Junho) e 2015 (legislativas). O movimento de contestação do Parque Gezi, em Istambul, foi desencadeado em resposta a um projecto descaracterizador para esta praça do centro da cidade. O espírito de contestação tem continuado — nos últimos dias, mais em Ancara, com protestos em torno das condições favoráveis dadas ao réu no julgamento de um polícia que matou um estudante nos protestos de Junho. Ainda este mês, foi também criado o Partido do Parque Gezi, fundado por artistas e intelectuais.
 
(Fonte: Público)

Menos 5,1% de turistas portugueses na Turquia em Setembro

A Turquia recebeu 4.870 turistas portugueses em Setembro, menos 5,1% ou menos 260 turistas que no mês homólogo do ano passado, agravando o decréscimo no acumulado dos nove meses do ano até Setembro para -1,2%, ou menos 456 turistas que no período homólogo de 2012.
  
Os dados divulgados pelo Ministério turco da Cultura e Turismo mostram que a chegada de turistas portugueses em Setembro também é inferior relativamente ao mesmo mês de 2011, em 21,2% ou 1.312 turistas.
 
No mês de Setembro, a Turquia recebeu 4,266 milhões de turistas estrangeiros, o que corresponde a um aumento de 6,9% ou 274,7 mil relativamente ao mês homólogo do ano passado.
 
Nos nove meses de Janeiro a Setembro, as chegadas de turistas estrangeiros à Turquia estão com um aumento de 10,1% ou mais 2,598 milhões, para 28,355 milhões de turistas.
 
Neste período, a Turquia soma 37.265 turistas portugueses, menos 1,2% ou menos 456 que no período homólogo do ano passado e menos 17,1% ou menos 7.702 visitantes que entre Janeiro e Setembro de 2011.

(Fonte: PressTur)

25 outubro 2013

Nasceu um novo partido turco no Parque Gezi

 
Depois das manifestações do Verão, os grupos críticos de Erdoğan passaram à acção e fundaram o Partido do Parque Gezi, que pretende mudar a Constituição turca.
 
Inspirado pelos protestos do Verão em Istambul, o Partido do Parque Gezi (GZP) foi fundado esta quarta-feira. O objectivo é tornar-se numa alternativa ao Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, islamita) do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan, no poder desde 2002. O partido nega a existência de uma liderança orgânica. “No Partido Gezi, presidente significa porta-voz. Gezi não aceita qualquer líder”, afirmou um dos fundadores, o músico de heavy metal, Cem Koksal, através da sua conta do Twitter. O símbolo do Partido do Parque Gezi será uma árvore estilizada em que o tronco será representado por uma pessoa. O próximo passo será a criação de uma página na Internet. O partido quer manter vivo o “espírito de Gezi”, não dizendo se pretende participar nas eleições do próximo ano. Para Março estão marcadas as eleições locais, mas é provável que o partido apresente listas para as legislativas de 2015. O objectivo primário do novo partido é influenciar o processo de revisão constitucional, promovendo os valores defendidos durante os protestos no Parque Gezi. “Sabemos que não podemos ter uma Constituição democrática sem luta. Ninguém irá dizer ‘aqui estão os direitos humanos para vocês, aqui está uma Constituição justa que permite que vivam todos juntos’. Entrar no Parlamento é necessário para mudar a Constituição”, pode ler-se na página do Facebook do partido, actualmente a única fonte de informação disponível, de acordo com o diário Hurriyet. "Queremos todos viver num país democrático. Para fazer valer as nossas reivindicações, descemos às ruas e perdemos vidas", diz ainda o comunicado divulgado na rede social.
Os protestos no Parque Gezi tiveram, de início uma origem ambientalista, quando um grupo de pessoas se manifestou contra a construção de um centro comercial no local. No entanto, as manifestações depressa passaram para o campo político, com milhões de Turcos a saírem às ruas contra Erdoğan, a quem acusavam de autoritarismo e de tentativas de islamizar o Estado turco. Um relatório recente da Amnistia Internacional considerou que a repressão dos protestos em Istambul foi desproporcional e condenou a acção da polícia e do Governo de Erdoğan. Seis pessoas morreram e mais de 8 mil terão ficado feridas durante os confrontos com a polícia. Desde então, a oposição ao AKP não tem conseguido capitalizar o descontentamento despertado durante os protestos. O partido de Erdogan continua a liderar as sondagens, num sinal de que a oposição existente não merece o crédito do eleitorado descontente. A paisagem política do país é dominada há mais de uma década por Erdoğan e pelo seu partido. Apesar do crescimento económico e da modernização que a Turquia vem assistindo, o conservadorismo propalado por Erdoğan, assim como os seus tiques ditatoriais, são criticados por uma fatia cada vez maior da população, especialmente entre os jovens. No entanto, é nas zonas rurais da parte asiática do país que Erdoğan continua a recolher apoio, permitindo a sua continuação no poder.
 
(Fonte: Público)

22 outubro 2013

União Europeia reabre negociações sobre adesão da Turquia

A União Europeia vai reabrir as negociações sobre o processo de adesão da Turquia, decidiram os ministros dos Negócios Estrangeiros que reuniram esta terça-feira no Luxemburgo.
"Desenvolvimentos recentes na Turquia sublinham a importância do compromisso com a União Europeia, que continua a ser o ponto de referência para as reformas naquele país. Com esse fim, as negociações para a adesão devem ganhar novo impulso", disse aos jornalistas o comissário responsável pelas adesões, Stefan Fule.
"Parabéns meus amigos turcos: abre-se um novo capítulo nas conversações de adesão à UE depois de uma pausa de três anos. É o momento de nos pormos em dia", escreveu no Twitter o chefe da diplomacia da Lituânia (país que detém a presidência rotativa da UE), Linas Linkevicius.
Em concreto, as negociações serão retomadas na próxima reunião sobre novos alargamentos, no dia 5 de Novembro.  E são retomadas após meses de tensão entre Bruxelas e Ancara sobre a matéria e sobre as políticas do Governo turco, chefiado por Recep Tayyip Erdoğan. Crucial para o desbloqueamento foi a mudança de posição da Alemanha, um dos países que mais obstáculos colocava à entrada da Turquia, que aceitou o retomar do processo. Fundamental foi também a publicação do relatório anual da Comissão Europeia sobre os países candidatos, que deu parecer positivo à Turquia.
O documento, publicado na semana passada, voltou a  criticar o uso excessivo da força contra os manifestantes turcos. Mas considera de forma muito positiva as reformas anunciadas por Erdoğan, que lhes deu o nome de "pacote democratizante". O primeiro-ministro turco centrou este primeiro pacote na minoria turca, concedendo aos Curdos alguns direitos, como o ensino da sua língua nas escolas privadas, e nas mulheres que vão ser autorizadas a usar o véu islâmico nos empregos que tenham no Estado. O juramento nacionalista obrigatório nas escolas públicas desaparece e será criada uma comissão anti-discriminação.
A Turquia foi membro associado da UE quando esta ainda se chamava Comunidade Económica Europeia. Pediu acesso em 1987 e o processo de negociação da adesão começou em 2005. Dos 35 capítulos estabelecidos para serem cumpridos por Ancara, apenas um foi completado até agora.
O reconhecimento, por parte de Ancara, da República Turca do Norte do Chipre, e falhas no respeito dos direitos humanos (entre eles a liberdade de expressão e de informação e os direitos das minorias) tornaram-se obstáculos ao avanço das negociações.
 
(Fonte: Público)

20 outubro 2013

Foram libertados os reféns turcos e libaneses

Os dois pilotos turcos raptados em Agosto no Líbano chegaram esta noite ao aeroporto de Istambul, na sequência daquele que parece ser o primeiro acordo internacional desde o início da guerra civil na Síria. Os dois Turcos tinham sido sequestrados em Beirute pelos familiares de um grupo de Libaneses raptados na Síria. Acolhido pelo primeiro-ministro turco, um dos pilotos, Murat Akpinar garante: “não fomos mal tratados, não sofremos qualquer violência física ou verbal. Se tal tivesse acontecido não estaríamos aqui hoje”. A libertação dos dois homens ocorre depois do grupo de peregrinos libaneses, raptados em Abril na Síria ter regressado a Beirute. A troca de reféns ocorre graças às negociações entre as autoridades da Turquia, Líbano, Qatar e Síria. Ao contrário dos Turcos, os libaneses afirmam ter sido maltratados pelos rebeldes, que os terão confundido com membros do Hezbollah, aliados de Damasco. “Graças a Deus, não posso dizer mais nada do que agredecer a Deus e a todos os que trabalharam para conseguir a minha libertação e a dos meus camaradas”, afirmou Rabih Saleh, um dos reféns, à chegada ao aeroporto de Beirute. O acordo com os rebeldes incluiu como contrapartida a libertação de 200 prisioneiros políticos das cadeias sírias, embora até ao momento não haja qualquer informação sobre se Damasco terá cumprido a sua parte do acordo.
 
(Fonte: Euronews)