google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

24 janeiro 2015

Erdoğan diz que a UE deve aceitar a Turquia se estiver contra a islamofobia

"Pode a Europa digerir uma Turquia cujo povo é islâmico? Poderá acolhê-la como membro? Está contra a islamofobia ou não? Se está contra deve aceitar a Turquia", diz o presidente turco, Erdoğan.

O Presidente da Turquia, Recep Tayip Erdoğan, afirmou hoje que a União Europeia (UE) deve aceitar o seu país como membro se quiser demonstrar que é contra a islamofobia.
Numa conferência de impresa, transmitida em dirceto pela cadeia NTV em Djibouti, onde se encontra em viagem oficial, Erdoğan disse: "Estamos a pôr à prova a Europa. Pode a Europa digerir uma Turquia cujo povo é islâmico? Poderá acolhê-la como membro? Está contra a islamofobia ou não? Se está contra deve aceitar a Turquia. De outro modo, confirmar-se-ia a tese de que a UE é uma união cristã", acrescentou o chefe de Estado turco.
Erdoğan também sublinhou que "não é importante se a UE aceita ou não a Turquia" e que o país "não está a bater à porta a pedir um favor".
O Presidente turco iniciou na quinta-feira uma visita pela África oriental, passando pela Etiópia e Djibouti, mas cancelou a sua viagem à Somália depois da morte do rei Abdullah da Arábia Saudita, em cujo funeral esteve presente na sexta-feira.

(Fonte: DN)

21 janeiro 2015

Dez anos de prisão para polícias turcos que mataram manifestante

Dois polícias turcos foram condenados a dez anos de prisão depois de terem espancado até à morte um estudante em Junho de 2013. Aconteceu durante os protestos contra o Governo do país. Os familiares da vítima afirmam que as penas são demasiado leves.
Ali Ismail Korkmaz, o estudante de 19 anos, entrou em coma e morreu após ter sido violentamente agredido na cabeça com cassetetes por, pelo menos, quatro homens.

Gravações de câmaras de vigilância mostram Ali Ismail a ser agredido na cabeça pelos polícias descaracterizados durante protestos na cidade de Eskişehir.

O Presidente da Turquia, Erdoğan, disse que os confrontos em Junho de 2013 foram uma tentativa de golpe de Estado.

Pelo menos outros cinco manifestantes e um polícia morreram e milhares de pessoas ficaram feridas nesta manifestação. Os protestos foram desencadeados quando se soube da intenção de demolir o parque Gezi, no centro de Istambul, para construir um centro comercial.
As autoridades recorreram a gás lacrimogéneo, depois de a sentença ter sido anunciada, para dispersar os manifestantes que se encontravam à porta do tribunal na cidade de Kayseri, na Turquia, escreve o jornal The Guardian.
Os condenados foram acusados de contribuírem para a morte do jovem estudante com penas que chegavam aos 13 anos de prisão.
 Os familiares de Ali Ismail dizem que as penas são demasiado leves e demonstraram raiva por as penas terem sido reduzidas para os dez anos. Já os defensores da polícia defendem que a sentença, ainda assim, é injusta.
Mevlut Saldoğan, um dos polícias condenados a dez anos e dez meses de prisão, disse ao tribunal que "os verdadeiros assassinos são aqueles que estão por trás dos protestos no parque Gezi, por terem enviado jovens inocentes para as ruas".
Cerca de 5.500 pessoas foram chamadas a depor em tribunal, algumas por acusações de terrorismo.
Três outros réus foram condenados a quase sete anos de prisão. Houve ainda um homem sentenciado a três anos de prisão, mas o tribunal decidiu absolvê-lo, dado o tempo que passou a aguardar sentença.
 
(Fonte: RTP)

20 janeiro 2015

Vítor Gomes assina pelo Balikesirspor

O Balikesirspor anunciou a contratação de Vítor Gomes, depois de ter chegado a acordo com o Moreirense para a transferência do médio português.
É o terceiro jogador que o clube turco "pesca" no Minho, depois de no início da época ter assegurado Nuno André Coelho, ex-Braga, e André Santos, ex-Vitória de Guimarães.
Vítor Gomes, de 27 anos, tinha chegado esta temporada a Moreira de Cónegos e era uma das peças influentes na equipa de Miguel Leal. O médio deixa o clube como um dos melhores marcadores, a par de André Simões, com três golos. O último que marcou foi no domingo, frente ao Arouca (1-0).
Esta será a terceira experiência de Vítor Gomes fora de Portugal, depois de ter passado pelos italianos do Cagliari e pelos húngaros do Videoton. O Balikesirspor é último classificado do campeonato turco, com 12 pontos. A equipa está a dois pontos do Rizespor, a primeira equipa em zona de manutenção.
 
(Fonte: Rádio Renascença)

16 janeiro 2015

Custódio deixa Braga para rumar à Turquia

Chegou ontem ao fim a relação entre Custódio e o Sporting de Braga: o médio defensivo de 31 anos rescindiu amigavelmente o contrato que o ligava ao clube de Braga, para assim ficar livre para abraçar uma nova aventura em terras estrangeiras.
O médio internacional, que ganhou fama ao vestir a camisola do Sporting, já não era uma opção regular nas escolhas de Sérgio Conceição e a rescisão por mútuo acordo revelou-se a melhor decisão para ambas as partes - o jogador irá rumar à Turquia para reforçar o contingente do Akhisar, treinado por Roberto Carlos.
Esta será a segunda ida de Custódio para terras distantes. Na sua primeira saída de Portugal, Custódio emigrou para Moscovo, na Rússia, onde representou o Dinamo Moscovo, sem grande sucesso. Ao regressar a terras lusas, assinou pelo Vitória de Guimarães, realizando toda a época de 2009/2010 pelos vimaranenses antes de ingressar nos rivais minhotos.
«Foi fantástico vestir a camisola deste Clube! Foram cinco anos fantásticos em que fiz parte de um grande Clube e de uma grande família. O SC Braga é um Clube que cresceu bastante, é um “Grande” e sei que irá continuar a crescer. Eu só tenho a agradecer a toda a gente que trabalhou comigo. Quero deixar um obrigado ao Presidente, treinadores, jogadores, todo o staff, todos os colaboradores do clube, bem como a todos os adeptos, eles que me acarinharam de uma forma que ao início não esperava. Foi sensacional fazer parte deste Clube», declarou ontem o médio na hora da despedida, ao site oficial do SC Braga.
 
(Fonte: Vavel)

14 janeiro 2015

Jornal turco publica caricaturas de Charlie Hebdo

O jornal turco Cumhuriyet é o único órgão da imprensa, num país muçulmano, a ousar publicar as caricaturas de Charlie Hebdo e já recebeu ameaças telefónicas.
Um jornal da oposição turca enfrentou hoje sozinho as pressões e ameaças que se multiplicam nos países muçulmanos, publicando caricaturas, incluindo de Maomé, da primeira edição do semanário Charlie Hebdo depois do atentado que dizimou a sua redação.
Depois de um controlo da polícia durante a noite, o diário Cumhuriyet, inimigo jurado do presidente islamo-conservador turco Recep Tayyip Erdoğan, distribuiu na sua edição de hoje um encarte de quatro páginas em turco com o essencial do último número do Charlie Hebdo, incluindo a primeira página que suscitou novamente críticas do mundo islâmico.
Neste desenho de Luz, um Maomé de lágrima no olho segura uma folha com a frase 'Je suis Charlie', o 'slogan' de milhões de manifestantes que desfilaram em França e no estrangeiro para condenar os ataques 'jihadistas' que causaram 17 mortos em três dias em Paris.
O Cumhuriyet é, até agora, o único órgão da imprensa a ousar publicar aquelas caricaturas num país muçulmano.
"Publicámos este suplemento por solidariedade com o Charlie e por defender a liberdade de expressão", declarou à agência France Presse o chefe de redação do jornal, Utko Cakirozer.
O responsável adiantou que por respeito pela "sensibilidade religiosa da sociedade turca" o Cumhuriyet não reproduziu toda a primeira página do jornal satírico francês, onde a caricatura do profeta Maomé tinha por cima a frase "Tudo está perdoado".
"Repito-o mais uma vez, o terrorismo é um crime contra a Humanidade, seja qual for a sua origem. É por isso que ele (o profeta) tem na sua mão um cartaz 'Je suis Charlie'", escreveu Cakirozer na sua coluna, adiantando "esta caricatura não tem nada a ver com o profeta Maomé, é um símbolo de humanidade e justiça".
Fundado em 1924 por um próximo do fundador da Turquia moderna e laica Mustafa Kemal Ataturk, o Cumhuriyet (A República em turco) é resolutamente contra o regime do presidente Erdoğan, tendo sido alvo de vários processos nos últimos anos, bem como de atentados. Vários dos seus jornalistas foram detidos.
Cakirozer disse à AFP que desde terça-feira tem recebido ameaças telefónicas.
Efectivos da polícia foram destacados para junto dos escritórios do jornal em Istambul e em Ancara.

(Fonte: DN)

12 janeiro 2015

Travelport anuncia novos investimentos na Turquia

A Travelport, que em Portugal colabora com a grande maioria das agências de viagens, vai avançar com uma série de novos investimentos no mercado turco. A multinacional de turismo passa a contar com uma nova subsidiária operacional em Istambul que representa e distribui os sistemas de reservas Galileo e Worldspan da Travelport, substituindo a Turkish Airlines. Ibrahim Koyman – profissional com mais de 15 anos de experiência no sector do Turismo, quer no mercado turco quer nas regiões envolventes, e que trabalhou em empresas como FlyDubai e Vodatech – será responsável pelas operações no terreno, assumindo a gestão e controlo da estratégia de negócio da Travelport.
A operar há 20 anos na Turquia, a Travelport aposta na melhoria das infraestruturas e serviço ao cliente, reforçando a sua presença no mercado turco e acompanhando o crescimento da indústria, sendo que a despesa turca em viagens ultrapassou os 29 mil milhões de dólares em 2013, de acordo com a Timetric. Estes investimentos permitem aos parceiros da Travelport acederem a soluções tecnológicas pioneiras e produtos inovadores, contando com uma equipa local que vai prestar o apoio necessário para o incremento de negócio de agências, empresas de gestão de viagens e consolidadores.
Rabih Saab, responsável da Travelport pelos mercados de África, Mediterrâneo, Médio Oriente e sul da Ásia, explica a opção da multinacional: “A Turquia é um dos mercados estratégicos para a Travelport, até pelo crescimento acelerado que regista, nomeadamente na componente tecnológica”. O responsável acrescenta que “estes investimentos reforçam o compromisso da Travelport em fornecer aos parceiros locais as mais recentes soluções e produtos”. Ibrahim Koyman reforça o profissionalismo e experiência da multinacional: “Temos uma equipa muito competente, com um conhecimento muito aprofundado do mercado, que incrementará o negócio de cada parceiro, indo ao encontro das suas necessidades específicas”.
 
(Fonte: Publituris)

09 janeiro 2015

Canoagem: Inês Esteves junta-se a Carlos Marques e vai representar a selecção da Turquia

A canoísta Inês Esteves vai representar em 2015 a selecção da Turquia, juntando-se ao igualmente ex-internacional português Carlos Marques, que, também 'tapado' na equipa das 'quinas', aceitou em 2014 o convite para representar aquele país.
Inês Esteves, de 24 anos, partiu em Outubro com a frustração de entender que merecia mais: "Faço parte da selecção desde 2005, fui uma atleta sempre assídua em estágios, com alguns altos e baixos, mas sempre me levantei e nunca baixei os braços, pois é realmente canoagem que gosto de fazer. Sempre lutei, no entanto, nunca me deram a devida oportunidade."
Em declarações à Lusa, o vice-presidente da federação e diretor técnico nacional, Ricardo Machado, descarta qualquer responsabilidade nas opções -- "em momento algum lhes dissemos que não contávamos com eles" -- e assume que a federação "não tem capacidade financeira para lhes oferecer as mesmas condições de outros países".
"Independentemente do nível competitivo e dos objectivos desportivos definidos, qualquer selecção nacional baseia-se no topo da pirâmide desportiva. Não sendo possível a participação de todos os atletas, há naturalmente necessidade de escolher os melhores, em consequente detrimento de outros", justificou.
Apesar de entender a "natural frustração" dos atletas, Ricardo Machado recorda "tudo o que a federação lhes proporcionou ao longo de vários anos" e insiste que a política desportiva da canoagem na última década "tem sido a mais bem-sucedida em Portugal": "Só em 2014 conquistamos 18 medalhas entre Europeus e Mundiais."
"A nossa equipa técnica já deu provas de que faz bem o seu trabalho, por isso, tem a nossa total confiança, em todas as opções que toma", insiste o dirigente. Mais novo, Carlos Marques partiu há um ano resignado à competitividade do grupo: "A selecção de Portugal tem as vagas ocupadas para os próximos oito anos. O nível da equipa neste momento é muito alto para atletas jovens como eu terem uma oportunidade. A situação económica do país também não permite dedicar-me a tempo inteiro à modalidade, preciso de um emprego. Na Turquia posso concentrar-me apenas na canoagem."
Além dos portugueses, a Turquia está a apetrechar a selecção com canoístas de vários outros países, incluindo da Hungria, a maior potência da modalidade. "O nível alcançado até ao momento, por um lado, e as restrições financeiras, por outro, impõem essa criteriosa seleção dos atletas para disputar as competições internacionais. Acedemos a que representassem outro país, apenas porque não queremos cortar-lhes o sonho internacional", completou Ricardo Machado.
A dupla terá a oportunidade de mostrar competência nos Europeus de Maio na República Checa e, principalmente, nos Mundiais de Agosto, que apuram para o Rio2016.
 
(Fonte: Record)

01 janeiro 2015

Mário Felgueiras no Konyaspor

O guarda-redes Mário Felgueiras vai reforçar os turcos do Konyaspor, num acordo válido até Junho de 2016.

O português, de 28 anos, era capitão do Cluj (Roménia), que representou durante duas temporadas e meia, tendo rescindido durante esta semana com a equipa que atravessa uma situação financeira delicada.

Mário Felgueiras começou nas escolas do Vianense mas foi no Sporting que completou a sua formação. O antigo internacional sub-21 conta ainda com passagens pelo Espinho, Portimonense, SC Braga, V. Setúbal, Rio Ave e Brasov (Roménia).
 
(Fonte: A Bola)

21 dezembro 2014

Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condena o tratamento dos Alevitas na Turquia

Num acórdão proferido a 2 de Dezembro de 2014, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou a Turquia por ter recusado ao culto Alevita os benefícios concedidos a outras religiões.
Muito embora seguida por 15 a 20 milhões de turcos, o Estado turco não considera o Alevismo como uma religião.
Os Alevitas são muçulmanos xiitas (Alevita significa "discípulo de Ali"), defensores de uma exegese profunda do Alcorão, e, da sua adaptação a todos os lugares e a todas as épocas. Não vão às mesquitas, mas praticam o ritual do semah (o dos "dervixes rodopiantes"). Crentes numa estrita igualdade entre homens e mulheres, promoveram o laicismo na Turquia embora continuem, ainda, sem beneficiar disso.
Desde o século XVI, o Estado, otomano ou o turco, reprime ou ostraciza os Alevitas. O último massacre teve lugar em 1993 (aquando do festival cultural de Sivas). Até à data, continua a não haver qualquer alto funcionário Alevita, apesar desta comunidade ser particularmente brilhante.
A 16 de Novembro de 2014, ao anúncio da sentença do Tribunal Europeu, o primeiro- ministro, Ahmet Davutoglu, anunciou querer resolver o problema Alevita. No entanto, o discurso do Presidente Recep Tayyip Erdoğan mantêm-se sempre marcado por desprezo em relação a eles. Por seu lado, o CHP, o partido de oposição, apresentou uma proposta de lei para tratar da questão. Ela prevê o reconhecimento dos locais de culto Alevitas, a retirada da menção da religião no bilhete de identidade, a revogação dos cursos de cultura religiosa, a adopção de um dia feriado para a grande festa Alevita, Ghadir Khumm, e a transformação do hotel Madimak (local do massacre de 1993) em museu.
 
(Fonte: Rede Voltaire)

19 dezembro 2014

Turquia pede prisão para o imã rival de Erdoğan

O Ministério Público turco pediu mandado de prisão para o imã Fethullah Gülen, que se tornou o arqui-rival do Presidente Recep Tayyip Erdoğan, e vive nos Estados Unidos desde 1998. Gülen, de 73 anos, é acusado de ser o líder de “uma organização criminosa, que se estrutura nos media, na economia e na burocracia, violando a leis e os regulamentos”.
Este é o passo mais ousado na ofensiva de Erdoğan lançada nos últimos dias contra sectores dos media ligados a Gülen, defensor da modernização do islão, que construiu a sua influência graças a uma rede de escolas e universidades que formaram boa parte da moderna elite turca e tem um especial peso na justiça e na polícia.
A 14 de Dezembro foram presos o director de um important
e jornal diário ligado a Gülen, o Zaman, e o director do grupo de televisão Samanyolu, bem como outras figuras ligada aos media, criticadas pela União Europeia.
Mas nesta semana foram também anulados processos por corrupção iniciados em Dezembro do ano passado contra 53 pessoas, que chegaram a membros do Governo e figuras importantes da administração de Erdoğan. O dinheiro apreendido na casa do filho do ex-ministro do Interior Muammer Güler (cerca de 300 mil euros) e 1,5 milhões de euros descobertos dentro de caixas de sapatos na casa de Süleyman Aslan, ex-director geral do banco Halkbank, confiscados na altura, vão ser-lhes devolvidos – e com pagamento de juros, noticia o jornal turco Hürriyet, na sua edição online em inglês.
Estes processos foram considerados a grande ofensiva dos sectores que apoiam Gülen contra Erdoğan. Agora, está-se a assistir à resposta de Erdoğan, que acusa o ex-aliado de conspirar para o derrubar.
Mas colocar a disputa no plano internacional não será o mais benéfico para Erdoğan. As relações da Turquia com os Estados Unidos, que teriam de extraditar Gülen, já não são as melhores, tanto pelo discurso nacionalista do agora Presidente turco como pelas posições turcas sobre a guerra na Síria, nem sempre as mais satisfatórias para os EUA.
 
(Fonte: Público)