google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

28 fevereiro 2010

Turcos manifestam-se contra golpes de Estado

Milhares de pessoas manifestaram-se este Domingo em Istambul e outras cidades em defesa da democracia e contra os golpes de Estado.
As manifestações têm lugar num momento de tensões crescentes entre o Governo e os militares.
Após um encontro com o chefe de Estado-Maior, Ilker Başbuğ, este Domingo em Ancara, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan anunciou a intenção de apresentar até ao final de Março uma proposta de revisão constitucional.
O país atravessa uma crise que envolve o Governo e os militares, acusados de terem conspirado para derrubarem o executivo conservador em 2003.
Na semana passada cerca de 70 militares foram detidos e 33 foram acusados de conspiração.
Segundo observadores, Erdoğan poderá propor medidas para reforçar o poder civil.
Na Turquia os militares consideram-se como garante da laicidade do país tendo sido responsáveis pelo derrube de quatro governos em meio século.

(Fonte: Euronews)

27 fevereiro 2010

Onda de detenção de militares divide opinião pública

A detenção de antigos ou actuais altos quadros das Forças Armadas turcas está a dividir a opinião pública.
Por um lado, os militares são considerados o garante da laicidade do Estado, por outro, e devido ao longo historial de golpes de Estado, fazem reavivar receios passados.
Nos últimos dias dezenas de oficiais foram detidos e libertados. O poder judicial reage assim a uma alegada tentativa de golpe de Estado planeada em 2003.
Um Turco residente em Ancara afirma: “Estamos a seguir estas detenções de forma ansiosa, enquanto cidadãos. Como não somos informados, estamos todos a pensar no que vai acontecer. Estamos preocupados.”
Um outro residente na capital está mais optimista: “Acredito que as investigações e as acusações devem ser mais transparentes e o público deve ser informado.”
Ontem foram detidos mais 18 militares, entre os quais o chefe da polícia para militarizada de uma província feudo do islamismo político turco. Na segunda-feira passada, pelo menos 40 outros militares foram interpelados. Vários foram, entretanto, libertados.
A situação está a opor o Governo às Forças Armadas e a afectar a estabilidade da bolsa turca.

(Fonte: Euronews)

24 fevereiro 2010

Primeiro-ministro turco quase atingido por um sapato

Um homem de 27 anos, com passaporte sírio e de origem curda, foi detido, esta segunda-feira à noite, pela polícia espanhola, após tentar atingir com um sapato o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan. O incidente ocorreu após o chefe do governo turco ter recebido um prémio em Sevilha.
O homem, que gritava "Viva o Curdistão!", atirou o sapato, número 44, quando, Erdoğan se preparava para entrar no carro. Não conseguiu acertar no primeiro-ministro, mas atingiu um dos membros da sua comitiva. O objecto foi recolhido pelos seguranças de Erdoğan.
O homem, aparentemente embriagado, foi detido e será interrogado por tentativa de ataque contra um chefe de Estado.
Esta tentativa de agressão a Erdoğan coincidiu com a detenção de 50 altas patentes das forças armadas turcas que preparavam, alegadamente, um golpe de Estado.
Entre os detidos estão os ex-chefes da Força Aérea, da Marinha, do Exército e outros dez comandantes militares.
O grupo é suspeito de instigar a conspiração com o intuito de derrubar o governo de Ancara.


(Fonte: Visão)

Europeu de futsal: Portugal goleia Turquia

A selecção portuguesa somou esta terça-feira o 2.º triunfo na 2.ª edição do campeonato da Europa de futsal INAS-FID, que decorre na Guarda até sexta-feira, ao golear a Turquia por 32-3.
Depois de ter superado a França por 7-3, a formação das quinas fecha a sua participação na fase de grupos esta quarta-feira, face à Hungria, que superou o conjunto gaulês por 6-3.
O embate entre Portugal e Hungria está marcado para as 17 horas, seguindo-se, pelas 19 horas, o França-Turquia.

(Fonte: Record)

Explosão em mina causa 17 mortes

Uma explosão de gás metano numa mina de carvão no noroeste da Turquia, ocorrida esta terça-feira, provocou a morte de 17 mineiros, naquela que foi a segunda explosão mortal nesta mina em quatro anos.
A explosão na mina, situada próxima da cidade de Dursunbey, na província de Balıkesir, ocorreu 250 metros abaixo da superfície, disse o dono, Erhan Ortaköylü.
As operações de socorro foram interrompidas depois de terem sido evacuados 29 trabalhadores, adiantou o governador Yılmaz Arslan.
A explosão provocou a morte imediata de 11 mineiros e um engenheiro, com cinco outras mortes a registarem-se já no hospital.
Uma explosão similar tinha provocado a morte de 17 pessoas na mesma mina em Junho de 2006.
Já em Dezembro, um acidente do mesmo tipo matou 19 mineiros na província de Bursa, também no noroeste turco.
Desrespeito pelas regras de segurança e equipamento obsoleto têm provocado acidentes nas minas do país.
O pior acidente que já aconteceu nas minas turcas foi uma explosão de gás numa mina perto do porto de Zonguldak, no Mar Negro, que provocou a morte a 270 trabalhadores, em 1992.

(Fonte: Sic/Lusa)

23 fevereiro 2010

Crise político-militar na Turquia

O exército turco é o segundo maior na NATO, a seguir ao americano, e é o garante da república laica fundada por Atatürk há 86 anos.
Três golpes de Estado depois de 1960 cimentaram este poder. No mais recente, em 1980, redigiram a actual constituição. O motivo oficial do golpe foi instaurar a democracia, como justificou o general Kenan Evren: “Estamos aqui para reconstruir e melhorar a democracia, que não está a funcionar.”
Quando os islamitas moderados do AKP chegaram ao poder, depois de décadas de governo laico, começou o braço de ferro com os militares. A “gota de água” foi o uso do véu islâmico pelas mulheres do presidente e do primeiro-ministro, proibido nas istituições do Estado. Foi uma das razões que impulsionaram os militares a tentar impedir a eleição de Abdullah Gül como presidente da Turquia. O general Yaşar Buyukanıt, então chefe do Estado-Maior, faltou à tomada de posse de Abdullah Gül como presidente da República. Este é um exemplo da opinião crítica do exército em relação à política.
Em 2008, os militares apoiaram tacitamente a tentativa do procurador-geral de banir o AKP. Mas o Tribunal Constitucional decidiu noutro sentido, com um voto de diferença: seis em 11 juízes votaram a interdição.
Mas o governo do AKP respondeu aos ataques. Em 2004 reformou o Conselho de Segurança Nacional, um orgão misto, onde os militares tinham o habito de impôr a opinião aos civis, tornando-o simplesmente consultivo. Mas o que mais afectou o prestígio do exército turco, foi o caso Ergenekon, uma alegada tentativa de golpe de Estado. Foram interpelados 200 estudantes universitários, jornalistas e militares, no âmbito de um processo judicial muito controverso. Nenhuma condenação foi pronunciada.
Em Janeiro passado, o chefe de Estado Maior, Ilker Başbuğ, denunciou uma campanha de desacreditação contra o exército e afirmou que o tempo dos golpes de Estado passou.
O general, que tem sido o fiel da balança em todas as contendas, mostrou-se muito impaciente: “Pergunto-vos como é que um exército que vai para a guerra a gritar por Alá pode colocar bombas nas mesquitas. É mesmo injusto. Amaldiçoo-vos.

(Fonte: Notícias da Turquia com Euronews)

A polémica das detenções e o poder do Exército

in Euronews

As detenções na Turquia podem ser consideradas sem precedentes nos tempos modernos, não apenas pelo número de detidos mas pelas patentes de alguns deles.
Há comentadores que assistem ao que se passa no país há muitos anos e que dizem que até ao ano passado, o poder do Exército era tal que teria sido impossível.
Andrew Finkel, analista sobre os assuntos turcos, fala à Euronews a partir de Istambul onde vive há 21 anos.

Euronews:
Isto é tudo parte de uma luta entre o Governo e os secularistas ou há algo mais?

Andrew Finkel:
Se perguntasse a um procurador público, ele diria que este é um caso legítimo. Um número enorme de documentos foi apresentado nos tribunais. Estes documentos sugerem que estas altas patentes do Exército estão envolvidas nas fases de planeamento de um golpe de Estado horrendo contra o Governo eleito.

Euronews:
E claro que o partido doGgoverno tem que fazer algo sobre este alegado enredo para poder avançar com o seu pedido de adesão à UE.

Andrew Finkel:
É um dos obstáculos à adesão da Turquia e há muitos obstáculos… mas um deles é o facto de o Exército ter usufruído sempre de uma posição privilegiada na vida política turca. O Exército era o “controlo de último recurso.” Estas detenções são uma indicação bastante dramática de que este pode já não ser o caso.

Euronews:
É um passo para castrar o Exército turco, controlá-lo, pelo menos? Houve quatro golpes de Estado desde 1960. Pensa que esta é uma tentativa para lhes cortar as asas?

Andrew Finkel:
Esse é definitivamente o intuito. Não são só os quatro golpes militares da história recente da Turquia, nos últimos anos o Exército foi muito activo na tentativa de debilitar o actual Governo. Emitiram comunicados, até na internet, a criticar o Governo, tentando organizar uma resistência popular. Eles não gostam, claramente, do executivo e este é um Governo que está a dar-lhes luta. O Governo está a dizer “violaram as leis e vão pagar o preço por isso!” O que é invulgar não é que o Exército esteja a planear um golpe militar na Turquia mas que estejam a ser processados por isso.

Detenção de militares reabre tensões entre governo e exército

Quarenta militares turcos foram hoje presentes à justiça em Istambul, acusados de estarem implicados num plano para derrubar o actual governo.
No total, mais de 200 pessoas foram detidas nas últimas semanas no quadro do inquérito à alegada conspiração, entre militares, universitários e jornalistas próximos da oposição pró-laica.
Ontem a polícia tinha detido o ex-chefe das forças armadas, o ex-responsável da força aérea turca e o antigo comandante da marinha de guerra, entre mais de 40 membros do exército acusados de cumplicidade na conspiração.
Segundo os documentos revelados pela imprensa, o exército teria preparado um plano para organizar atentados contra várias mesquitas e criar o caos no país como pretexto para derrubar o governo.
O exército nega as acusações acusando o partido islamita no poder de perseguição aos sectores laicos da população.
Os militares que, segundo a constituição, são o garante da laicidade do Estado turco foram responsáveis pela queda de quatro governos nos últimos 50 anos.

(Fonte: Euronews)

Chefes militares consideram prisão de oficiais "situação séria"

As chefias militares turcas consideraram hoje "uma situação séria" a prisão, na segunda feira, de cerca de 40 oficiais de elevadas patentes por alegada implicação numa conspiração para derrubar o governo islamita.
Um comunicado hoje divulgado no sítio do Estado-Maior informou que hoje decorreu uma reunião de "todos os generais e almirantes das forças armadas turcas", no quartel general do Estado-Maior, para "avaliar a situação séria verificada no quadro de um inquérito conduzido pelo procurador da República de Istambul". O documento não dá mais detalhes.
Entre os 49 militares interpelados em toda a Turquia, e conduzidos a Istambul, por ocasião de um ofensiva nos círculos militares turcos, com uma dimensão inédita, estão 17 generais na reforma e quatro almirantes em actividade.

(Fonte: Lusa/Jornal de Notícias)

22 fevereiro 2010

Mais de 40 detenções por alegada conspiração contra o governo

Mais de 40 pessoas foram hoje detidas na Turquia no âmbito de uma investigação sobre uma presumível conspiração para derrubar o governo conservador, anunciou em Madrid o primeiro ministro turco, Recep Tayyip Erdogğan.
"As nossas forças de segurança iniciaram na segunda feira um processo de detenções. Até ao momento, mais de 40 pessoas foram detidas", declarou Erdoğan numa conferência de imprensa, por ocasião de uma visita oficial a Espanha.
De acordo com as cadeias de televisão NTV e CNN-Türk, vários antigos dirigentes do exército turco foram hoje detidos pela polícia no âmbito desta investigação.
Os média turcos noticiaram que entre os detidos se encontram o antigo chefe do Estado Maior da Força Aérea general Ibrahim Fırtına, o ex-número dois do Estado Maior Ergin Saygun, e os antigos comandantes da marinha almirante Ahmet Feyyaz Ögütçü e o almirante Özden Örnek.
Outras altas patentes do Exército na reserva e militares no activo foram detidos e levados para Istambul, onde foram interrogados pela polícia. Em seguida, serão ouvidos por procuradores que poderão apresentar os casos num tribunal para os acusar de "pertencer a uma organização armada".
Estas detenções ocorreram no âmbito do inquérito sobre um plano designado "Balyoz" (martelo de forja), divulgado em Janeiro por um jornal liberal, cujo objetivo seria organizar uma série de atentados bombistas contra mesquitas para incitar os fiéis a sair à rua em manifestações violentas.
Estas atividades de desestabilização seriam seguidas por iniciativas para aumentar o caos, tal como um incidente aéreo entre a Turquia e a Grécia para demonstrar a incompetência do governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), islamita e no poder desde 2002.
Informações sobre várias alegadas conspirações contra o governo, datadas de 2003 e 2004, foram divulgadas pela imprensa, causando uma sucessão de processos judiciários que aumentaram as tensões entre apoiantes do governo, acusado de ter um plano secreto de islamização do país, e os seus opositores.
Fırtına e Örnek foram ouvidos na qualidade de suspeitos em Dezembro, em Istambul, pelos procuradores em diferentes inquéritos por conspiração, no âmbito do caso Ergenekon, uma rede que alegadamente planeava um golpe militar.
Cerca de 200 pessoas de todos os quadrantes (mafiosos, advogados, jornalistas, universitários, militares) estão a ser julgadas desde 2008 no caso Ergenekon.
O Exército, que depôs quatro governos desde 1960 e é considerado a espinha dorsal do regime laico constituído por Atatürk, fundador da Turquia moderna, declarou recentemente que o tempo dos golpes de Estado tinha acabado.

(Fonte: Lusa/DN)