google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

22 janeiro 2009

Cerca de 20 pessoas foram presas hoje na Turquia por suspeita de pertencerem à Ergenekon, uma rede ultra-nacionalista que pretendia derrubar o Governo islamita moderado liderado por Recep Tayyip Erdoğan.
Entre os detidos encontra-se um jornalista, um líder sindical e o presidente de uma empresa de análise política, informaram os meios de comunicação turcos.
A operação desenvolveu-se em simultâneo em 13 províncias e um dos detidos mais conhecidos é o presidente do sindicato metalúrgico turco, Mustafa Özbek, que também é proprietário do canal de televisão Eurasia TV.
O canal de informação NTV assegurou que também foram detidos cerca de 20 polícias e membros do Exército envolvidos na conspiração golpista.
Estes polícias e membros do Exército terão estado às ordens de İbrahim Şahin, um ex-responsável de operações especiais da polícia, preso no princípio de Janeiro por suspeita de pertencer também à Ergenekon.
Anteriormente, os investigadores encontraram vários depósitos de armas e explosivos que presumivelmente estariam ligados à conspiração.
Até agora, foram detidas no total mais de 200 pessoas, das quais 86 já estão a ser julgadas.
O polémico julgamento dividiu a sociedade turca, porque parte considera-o um processo político contra a oposição, enquanto outra parte o qualifica como um avanço no processo de democratização porque revela as implicações criminais de parte da antiga cúpula militar na «guerra suja».
Segundo o Ministério Público turco, a Ergenekon, formada por chefes militares reformados, jornalistas, políticos e académicos, pretendia semear o caos com atentados terroristas para provocar um ambiente favorável a um golpe de Estado do Exército que depusesse o Governo.

(Fonte: Diário Digital / Lusa)

13 janeiro 2009

Dez feridos palestinianos foram transportados para hospitais da Turquia

Dez palestinianos feridos gravemente no conflito na Faixa de Gaza foram levados para a Turquia através do Egipto, anunciou hoje o Governo turco.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse, em discurso perante o grupo parlamentar do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, no Governo), que mais feridos palestinianos serão levados para clínicas turcas nos próximos dias.
A maioria das vítimas, acompanhadas por um parente cada, transferidas hoje têm graves queimaduras causadas pelos bombardeamentos israelitas.
O chefe de Governo turco disse que a aeronave usada para a transferência foi transformada num avião ambulância, que levará feridos para a Turquia e depois voltará para a zona de conflito com ajuda humanitária.
Erdogan disse hoje que o seu Governo continuará com os esforços de paz e lembrou que o seu emissário especial, Ahmet Davutoglu, se encontra na Síria para conseguir um cessar-fogo.
Davutoglu, que deve estar em contacto com o grupo islâmico palestiniano Hamas na Síria, enviou uma mensagem a Ancara dizendo que está "optimista" sobre um cessar-fogo em breve, afirmou hoje o jornal pró-governamental "Yeni Safak".
A Turquia lançou várias iniciativas para colocar fim à ofensiva israelita em Gaza, e inclusive está disposta a enviar soldados para uma possível futura força internacional de interposição que separe os dois lados.
Segundo informa hoje a imprensa turca, a ministra dos Negócios Estrangeiros de Israel, Tzipi Livni, tinha previsto viajar para Ancara esta semana.
No entanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ali Babacan, ter-lhe-á lembrado a actual animosidade contra Israel na Turquia, aconselhando-a a só se deslocar à capital turca se quiser falar sobre as condições de um cessar-fogo.

(Fonte: EFE)

Arménia e Turquia recebem “Prémio Fair Play”

A FIFA distiguiu com o prémio de “Fair Play” as Federações de Futebol da Arménia e da Turquia, durante a Gala da FIFA que se realizou no Palácio da Ópera de Zurique, na Suíça. Na origem da distinção esteve o facto de as selecções dos dois países se terem defrontado recentemente, ultrapassando dissidências políticas.

(Fonte: O Jogo)

08 janeiro 2009

República Checa defende entrada da Turquia na UE

O ministro checo dos Negócios Estrangeiros, Karel Schwarzenberg, defendeu hoje a adesão a prazo da Turquia à União Europeia, denunciando os "preconceitos" de muitos países do Ocidente contra os Turcos. "A República Checa está convencida de que um dia, a Turquia pode tornar-se membro da UE", declarou durante um encontro com jornalistas em Praga. "Mas devo insistir no facto de que, lamentavelmente, existem preconceitos na Europa Ocidental". Muitos países da Europa Ocidental têm "preconceitos contra os Turcos", continuou o ministro. "Devíamos tentar deixar cair esses preconceitos", salientou. Vários "antigos" Estados membros da UE, em particular a França, a Áustria e em menor medida a Alemanha, figuram entre os mais hostis à entrada da Turquia no bloco europeu. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, considera que a Turquia não tem lugar na UE. Chegou mesmo a vetar a abertura de cinco dos 35 capítulos temáticos que balizam as suas negociações de adesão, por achar que estes capítulos estão directamente ligados a uma adesão. "A Turquia é de uma importância estratégica para a UE", continuou Schwarzenberg. Mas reconheceu que Ancara tem ainda um caminho a percorrer. "O processo de reformas perdeu vigor nos últimos anos, persistem problemas que têm de ser resolvidos", disse. "A Turquia deve aceitar as condições para se tornar um Estado europeu e cumprir os critérios", exortou. A Turquia começou em Outubro de 2005 a negociar a adesão à UE mas o ritmo dessas negociações é muito lento.

(Fonte: Lusa / Sic)

07 janeiro 2009

Solana deslocou-se à Turquia para impulsionar o plano egípcio em Gaza

O alto representante para a Política Externa e Segurança Comum da União Europeia (UE), Javier Solana, continuará em Israel e na Turquia os esforços diplomáticos para impulsionar o plano defendido pelo Egipto, a fim de superar a crise na Faixa de Gaza, informaram hoje fontes oficiais.
A porta-voz de Solana, Cristina Gallach, disse à Agência Efe, em conversa telefónica, que Solana se reunirá hoje com representantes israelitas, incluindo o ministro da Defesa, Ehud Barak, e à noite irá à Turquia para se encontrar com o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ali Babacan.
O presidente egípcio, Hosni Mubarak, depois de se reunir ontem à noite com o chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, anunciou um plano que busca uma trégua imediata entre Israel e os palestinianos da Faixa de Gaza, e posteriores consultas para resolver a crise a longo prazo.
Essas negociações incluem a possibilidade de se permitir a assistência humanitária para os habitantes de Gaza e a suspensão do bloqueio sofrido por esse território palestino há um ano e meio.
O plano do Egipto foi levado até ao Conselho de Segurança da ONU e, a princípio, conta com o apoio do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, dos Estados Unidos e do Reino Unido, entre outros países.
Com as conversações que realizará em Israel e Turquia, Solana "ajudará a impulsionar as ideias expostas pelo presidente Mubarak para encorajar os responsáveis israelitas a aceitarem-nas", disse a porta-voz.
Gallach acrescentou que Solana participou ontem à noite da reunião entre Mubarak e Sarkozy na localidade turística egípcia de Sharm el-Sheikh, "para ajudar a construir os elementos do plano" do presidente egípcio.
O chefe da diplomacia europeia juntou-se na segunda-feira a uma missão da "troika" da UE no Oriente Médio presidida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros checo, Karel Schwarzenberg, que se deslocou pelo Egipto, Israel, Cisjordânia e Jordânia.
Depois, Solana viajou a Damasco e Beirute, para analisar com as autoridades sírias e libanesas as vias para conseguir um cessar-fogo em Gaza, e ontem à noite retornou ao Egipto.
"O objetivo de voltar a Israel é acompanhar os esforços diplomáticos de ontem", acrescentou a porta-voz de Solana.
O plano defendido pelo Egipto propõe, em uma primeira fase, aliviar a situação humanitária dos palestiniaos em Gaza por meio de uma trégua, e iniciar negociações entre Israel e Egipto, por uma parte, e entre o Egipto e o movimento palestiniao Hamas, por outra.
Nessas conversas, destacou Gallach, haverá a tentativa de "estabelecer claramente os elementos do cessar-fogo e o funcionamento dos acessos a Gaza, incluindo o tema dos controles dos acessos ilegais".
A intenção é que, mais adiante, as partes envolvidas desenvolverão outras negociações para analisar a fundo as causas que geraram esta crise e evitar que exploda novamente no futuro.
"Agora, é preciso ser colocado em andamento", acrescentou a porta-voz de Solana.

(Fonte: EFE)

06 janeiro 2009

Governo turco "devolve" nacionalidade ao poeta Nazim Hikmet

O governo turco aboliu hoje por decreto a decisão que, em 1951, retirou a nacionalidade turca ao poeta Nazim Hikmet, falecido em Moscovo em 1963.
A iniciativa equivale na prática a "devolver" a nacionalidade ao poeta depois de morto.
Nascido em 1901, Hikmet é considerado o mais famoso dos poetas turcos e um dos mais destacados do século XX.
Além de poeta, foi também dramaturgo, novelista e biógrafo. Activista político, passou no exílio ou na prisão muito tempo da sua vida adulta.
A sua detenção nos anos 40 deu origem a uma campanha mundial para a sua libertação em que participaram artistas e intelectuais como Pablo Picasso e Jean Paul Sartre.
No ano em que lhe retiraram a nacionalidade recebeu o Prémio Internacional da Paz atribuído pelo Conselho Mundial da Paz.
Segundo o vice-primeiro-ministro e porta-voz do governo de Ancara, Cemil Cicek, após a decisão de hoje, o túmulo de Hikmet poderá ser trasladado para a Turquia, "quando o desejar a sua família".
Num dos seus poemas, Hikmet escreveu que desejava ser enterrado num cemitério na Anatólia, e que não precisaria de lápide se ficasse debaixo de uma árvore.

(Fonte: Expresso)

31 dezembro 2008

Mais de 25 mil turcos já pediram desculpa pelo genocídio arménio

Mais de 25 mil turcos adicionaram o seu nome ao texto que está a correr on-line, pedindo perdão em nome da Turquia pelo alegado genocídio arménio cometido ainda pelo império otomano, no fim da Primeira Guerra Mundial.
"Estamos a iniciar a erosão de um dos grandes tabus da Turquia. Ainda assim, vem com décadas de atraso", disse à revista alemã Der Spiegel Baskin Oran, o professor de Ciência Política da Universidade de Ancara que dinamiza a iniciativa.
Os nacionalistas turcos dizem que a campanha está a danificar a imagem do país, e o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan concorda. O académico acha que, pelo contrário, a imagem da Turquia vai melhorar: "Os turcos que agora estão a pedir desculpa não têm culpa dos pecados de 1915. Não há um crime colectivo, mas uma consciência colectiva."
Além do mais, os netos dos arménios que escaparam ao massacre vão finalmente ouvir um pedido de desculpas - "vindo de um país como a Turquia, onde não existe uma cultura de pedir perdão", sublinhou à Der Spiegel.
No entanto, apesar da adesão à iniciativa, a maioria das reacções que Oran tem tido ao pedido de desculpas, da parte de cidadãos turcos, é negativa. "Muitos acusam-me de ter insultado o povo turco. Mas é preciso recordar que aqui as crianças aprendem na escola que foram os arménios que mataram muçulmanos. A culpa é do nosso sistema de educação."
 
(Fonte: Público)

30 dezembro 2008

Parlamento turco discute participação dos SoD no Festival Eurovisão da Canção

O Parlamento turco discutiu esta segunda-feira as medidas a tomar perante a possível participação dos System of a Down (SoD) no festival Eurovisão da Canção. Em causa está o teor do tema a apresentar pela banda, de ascendência arménia, que retrata o alegado genocídio arménio alegadamente levado a cabo pelos Turcos durante a I Guerra Mundial.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, foi questionado pelo deputado do CHP Akif Ekici, que sublinhou que os bilhetes da banda proíbem a entrada a "cães e Turcos".
O grupo, que ainda não confirmou a sua participação, poderá competir com o tema "The Holy Mountains" que alude ao alegado genocídio e que, segundo Ekici, ofende o "povo turco".

(Fonte: Diário Digital)

29 dezembro 2008

Diálogo sírio-israelita impossível após ataques em Gaza

A ofensiva aérea israelita na Faixa de Gaza torna impossíveis as negociações de paz indirectas que Israel e a Síria mantêm com a mediação da Turquia, declarou hoje o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Ali Babacan. "Continuar com as conversações nestas condições é, naturalmente, impossível", afirmou Babacan à imprensa depois de se encontrar com o seu homólogo egípcio, Ahmed Abul Gheit, de visita à Turquia.
O ministro turco considerou que não é possível "fazer a guerra no caso israelo-palestiniano e, ao mesmo tempo, fazer a paz no caso sírio-israelita".
Na véspera, uma fonte do governo sírio emitiu a mesma opinião dizendo que as negociações de paz indirectas entre Síria e Israel não podem continuar depois da "agressão israelita" contra a Faixa de Gaza. "A agressão israelita contra Gaza fecha por si só a porta para qualquer acção no processo político entre a Síria e Israel", afirmou a fonte.


(Fonte: Diário Digital)

Diálogo sírio-israelita impossível após ataques em Gaza

A ofensiva aérea israelita na Faixa de Gaza torna impossíveis as negociações de paz indirectas que Israel e a Síria mantêm com a mediação da Turquia, declarou hoje o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Ali Babacan. "Continuar com as conversações nestas condições é, naturalmente, impossível", afirmou Babacan à imprensa depois de se encontrar com o seu homólogo egípcio, Ahmed Abul Gheit, de visita à Turquia.
O ministro turco considerou que não é possível "fazer a guerra no caso israelo-palestiniano e, ao mesmo tempo, fazer a paz no caso sírio-israelita".
Na véspera, uma fonte do governo sírio emitiu a mesma opinião dizendo que as negociações de paz indirectas entre Síria e Israel não podem continuar depois da "agressão israelita" contra a Faixa de Gaza. "A agressão israelita contra Gaza fecha por si só a porta para qualquer acção no processo político entre a Síria e Israel", afirmou a fonte.


(Fonte: Diário Digital)