google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

15 novembro 2008

O limbo turco

[...] As diferenças entre as duas cidades [Lisboa e Istambul] e os dois países [Turquia e Portugal] estão longe de terminar no reino animal, mas apontam-se algumas coincidências. Como os Portugueses há mais de vinte anos, antes da adesão à Comunidade Económica Europeia em 1986, os Turcos querem ser aceites no clube da União Europeia (UE). Com o estatuto de país candidato desde 1999, sente-se a frustração pelo adiamento de uma promessa de Bruxelas. Trata-se, porém, de um sentimento ambivalente. Na Fundação de Escritores e Jornalistas, o dirigente Erkam Aytav dizia que – "como cidadão europeu" – mantém sérias dúvidas sobre os benefícios para a UE e para a Turquia, ainda que seja um fervoroso apoiante da adesão enquanto "cidadão turco". Com uma população de mais de 75 milhões de habitantes, a Turquia é isto mesmo: um encontro de civilizações, ponte de ligação entre a Europa e a Ásia, o Cristianismo e o mundo muçulmano, o passado e o futuro. Ninguém parece ter perdido a esperança, mas muitos dirigentes políticos desconfiam do que chamam "traição europeia". É difícil encontrar uma posição definitiva sobre o assunto, sendo certo que Istambul perderá parte do seu encanto babilónico se tiver de submeter-se aos decretos e regulamentos de Bruxelas. Porém, manter o país de Atatürk nesta espécie de limbo europeu, entre o céu de Bruxelas e o inferno da ameaça fundamentalista, é muito perigoso e poderá ter consequências imprevisíveis. Para a Turquia e para o futuro da União Europeia.

14 novembro 2008

Sapateiro turco quer oferecer um par de sapatos a Barack Obama

O sapateiro Hüseyin Batı, dono de uma fábrica de calçado na cidade de Konya, na Turquia, admira tanto o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que decidiu criar um par de sapatos sob medida para ele e presenteá-lo, segundo informou hoje a agência Anadolu. Batı declarou-se "muito emocionado" com o resultado das eleições norte-americanas. "Para mim, Obama será muito mais activo do que os seus predecessores. Durante toda a campanha eleitoral prometi a mim mesmo que faria um par de sapatos sob medida para ele, caso fosse eleito. Quando se soube do resultado, comecei logo a estudar um modelo especial", explica Batı. "Informei-me sobre o número do seu sapato e comecei a trabalhar num par de pura pele de couro número 45 (segundo o padrão norte-americano)", declarou o sapateiro turco. Batı explicou também que pretende enviar o presente por meio da embaixada dos Estados Unidos em Ancara, e já anunciou que a sua empresa "produzirá o mesmo modelo também para o mercado interno".

(Fonte: ANSA)

13 novembro 2008

Cidade turca chamada Batman processa o filme "Batman" e os estúdios Warner Brothers

O presidente da câmara da cidade turca de Batman processou o realizador Christopher Nolan e a Warner Brothers alegando direitos de autor da saga "Batman".
Hüseyin Kalkan, de um partido pró-curdo, acusa os produtores do filme de usarem o nome da cidade sem pedirem autorização, noticia a revista Variety.
"Há apenas um Batman no mundo, e os produtores americanos usaram o nome da nossa cidade sem nos informarem", disse Kalkan.
O autarca diz ainda que o sucesso do filme teve um impacto psicológico nos residentes de Batman, culpando a película por vários homicídios por resolver e pelo aumento do suicídio entre as mulheres da cidade.

(Fonte: Diário Digital)

12 novembro 2008

Navio cisterna turco desviado por piratas ao largo do Iémen

Um navio cisterna turco, que transportava produtos químicos para a Índia, foi sequestrado esta tarde por piratas quando navegava no golfo de Áden, ao largo do Iémen. Segundo a autoridade marítima turca, o “Karacol”, com 14 tripulantes a bordo, foi abordado por um grupo armado quando se encontrava a 16 milhas das costas do Iémen, em águas consideradas muito perigosas para o comércio marítimo internacional. A agência de notícias turca Anatólia adianta que o Governo de Ancara já pediu ajuda à força naval da NATO que se encontra na região para conseguir a libertação do navio e carga. O navio, adianta a mesma fonte, pertence à companhia marítima YDC, sediada em Istambul, e transportava 4500 toneladas de produtos químicos, destinados ao porto indiano de Bombaim. Este é o segundo navio turco a ser desviado por piratas no golfo de Áden (estreita faixa de mar entre o Iémen e a Somália) em menos de um mês. A 20 de Outubro, piratas sequestraram o “Yasa Neslihan”, um navio mercante turco que partira do Canadá com destino à China. Já esta semana, um representante da empresa proprietária revelou que os sequestradores exigiam um avultado resgate para libertar os tripulantes e deixar o navio partir. Segundo a Organização Marítima Internacional, desde o início do ano foram atacados 81 navios no golfo de Áden e em outras regiões do Índico, dos quais 32 acabaram por ser desviados, um número que representa o dobro do registado em 2007. A maioria destes ataques ocorre em águas próximas da Somália, país que subsiste há década e meia sem um governo capaz de controlar todo o seu território – uma situação que permitiu já aos piratas assumir o controlo de dois portos nacionais, com o apoio dos rebeldes islamitas. A NATO e vários países da União Europeia já enviaram navios para a região, por onde passa um terço do comércio marítimo internacional, vinda ou a caminho do Canal do Suez, mas estas forças têm sido insuficientes para travar os piratas, geralmente descritos como bem equipados e preparados.

(Fonte: Público)

Turquia propõe ter papel de mediador na crise do nuclear iraniano

A Turquia diz estar disposta a ter um papel de mediador entre o Irão e as grandes potências ocidentais, como os Estados Unidos, sobre a questão do nuclear iraniano, afirmou hoje o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdoğan, numa entrevista publicada no “New York Times”.“Estamos dispostos a ser mediadores”, declarou Erdoğan, que deverá chegar amanhã aos Estados Unidos para participar numa cimeira sobre a crise económica mundial. “Penso que poderemos ser muito úteis. Olhamos as relações entre o Irão e os Estados Unidos com muita preocupação”, acrescentou. “Esperamos que essas questões possam vir a ser resolvidas à mesa (das negociações). As guerras não são solução para os nossos tempos”. Erdoğan considera ainda que a mensagem de felicitações dirigida na semana passada pelo Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad a Barack Obama, Presidente eleito norte-americano, como “um avanço do qual temos de tirar proveito”. No final de Julho, a Turquia anunciou que iria assumir, a pedido das partes, um papel informal “de consolidação e de facilitação” das negociações entre o Irão e o grupo dos Seis (China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha) sobre o dossier nuclear iraniano. Ahmadinejad salientou que não se tratava de uma mediação mas saudou os esforços turcos “para diminuir as tensões e estabelecer um diálogo construtivo”. Os Seis tentam que o Irão suspenda o seu enriquecimento de urânio em troca da oferta de cooperação. Caso o acordo não se verifique, ameaçam com o agravamento das sanções internacionais. A comunidade internacional receia que o Irão possa transformar o seu programa nuclear civil num programa militar.

(Fonte: Público)

09 novembro 2008

Cerca de 50.000 Turcos alevitas protestaram em Ancara por igualdade religiosa

Cerca de 50.000 Turcos alevitas, uma comunidade muçulmana moderada, manifestou-se hoje em Ancara para denunciar a discriminação de que diz ser vítima por parte do governo islamita e para reclamar o respeito do laicismo e igualdade religiosa. Procedentes de todas as regiões da Turquia, os manifestantes concentraram-se no centro da capital turca cantando slogans contra o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, no poder), acusado de questionar o laicismo. Os Alevitas, cujos ritos são muito diferentes dos dos Muçulmanos sunitas, seguem uma interpretação moderada do Corão, defendem o laicismo e reclamam a abolição das aulas obritatórias de religião. A Turquia, um país maioritariamente sunita, conta com cerca de 14 milhões de Alevitas. Apesar de representarem um quinto da população, essa comunidade não dispõe de nenhum status especial e não beneficia de subvenções como as que são concedidas às instituições culturais sunitas.

(Fonte: AFP)

05 novembro 2008

Erdoğan acredita que eleição de Obama não alterará as relações bilaterais entre os EUA e a Turquia

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, felicitou hoje Barack Obama pela vitória nas eleições presidenciais norte-americanas e assegurou que as relações entre a Turquia e os Estados Unidos não mudarão com a chegada de um novo Governo a Washington.
Em declarações à imprensa em Ancara, Erdoğan disse que os vínculos entre a Turquia e EUA "são determinados pelo interesse estratégico dos dois países" e que essa relação "deveria continuar assim". Afirmou igualmente que alguns assuntos abordados durante a campanha eleitoral devem ser esquecidos. Sem citar expressamente, Erdoğan referia-se assim ao apoio manifestado por Obama ao reconhecimento do alegado genocídio arménio, alegadamente cometido pelo Império Otomano entre 1915 e 1918. Erdoğan manifestou que "um resultado eleitoral como este indica que se chegou a um ponto de ruptura, num país onde a divisão entre negros e brancos foi vivida de forma extrema e onde se pagou um alto preço por essa discriminação". Assinalou ainda que a eleição de Obama como presidente mostra que o problema racial já não existe. Anunciou igualmente que viajará para os EUA a 15 de Novembro e que espera poder reunir-se com Obama.
Por seu lado, o presidente turco, Abdulah Gül, assegurou que seguiu "com grande interesse o processo de escolha de Obama". Em declarações à imprensa no Azerbaijão, onde realiza visita oficial, Gül mostrou "esperança no começo de um novo período no mundo que seja bom para a paz" do planeta.

(Fonte: EFE)

01 novembro 2008

Explosão atinge sede do AKP no sudeste da Turquia

Uma explosão na sede do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, no Governo) na província de Hakkari, no sudeste da Turquia, pode ter deixado vários feridos, informou a cadeia de televisão NTV.
Segundo a NTV, as autoridades locais ainda não sabem o que provocou a explosão, que, aparentemente, deixou muitos feridos.
O incidente coincide com uma polémica visita do primeiro-ministro, o islamita moderado Recep Tayyip Erdoğan, à província de Van, vizinha a Hakkari.
Centenas de manifestantes curdos, contrários ao AKP, queimaram sete veículos e, com pedras, enfrentaram hoje a polícia da cidade de Van.
No confronto, os polícias usaram bombas de gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, que acusam o primeiro-ministro de promover as mais recentes operações contra o ilegalizado Partido dos Trabalhadores de Curdistão (PKK).
Face à proximidade das próximas eleições municipais, no início de 2009, Erdoğan está a visitar o sudeste do país, maioritariamente habitado por Curdos.

(Fonte: Diário Digital)

31 outubro 2008

Meira e Neca empatam

O Galatasaray de Fernando Meira, adversário do Benfica na fase de grupos da Taça UEFA, empatou nesta quinta-feira com o Ankaraspor de Neca, a um golo.
Em encontro relativo ao Grupo B da Fortis Turkiye Kupasi, Taça da Turquia, o internacional Umit Karan colocou o Galatasaray em vantagem à passagem do nono minuto. Apesar da vantagem precoce, o adversário do Benfica não conseguiu partir para uma exibição tranquila.
Com Fernando Meira no eixo da defesa, o Galatasaray viria a permitir o empate. De Nigris anulou a desvantagem do Ankaraspor. Neca foi suplente utilizado, com um registo curioso. Entrou aos 12 minutos e saiu aos 85.

(Fonte: IOL Diário)

Portugal e Turquia são líderes em injustiça social

Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) com maiores desigualdades na distribuição dos rendimentos dos cidadãos, ao lado dos Estados Unidos e apenas à frente da Turquia e México.
No seu relatório "Crescimento e Desigualdades", hoje divulgado, a OCDE afirma que o fosso entre ricos e pobres aumentou em todos os países membros nos últimos 20 anos, à excepção da Espanha, França e Irlanda, e traduziram-se num aumento da pobreza infantil.
Os autores do estudo colocam a Dinamarca e a Suécia à frente dos países mais justos, com um coeficiente de 0,32, e o México no topo da tabela dos mais injustos (0,47), seguido da Turquia (0,42) e de Portugal e dos Estados Unidos (ambos com 0,23).
"Em três quartos dos 30 países da OCDE, as desigualdades de rendimentos e o número de pobres aumentaram durante as duas últimas décadas" - lê-se no relatório.
Todavia, alguns países registaram melhores resultados do que outros: desde 2000, por exemplo, o fosso entre ricos e pobres aumentou sensivelmente no Canadá, Alemanha, Noruega, Estados Unidos, Itália e Finlândia, mas diminuiu no México, Grécia, Austrália e Reino Unido.
Nos países onde as diferenças sociais são mais importantes, o risco de pobreza é maior e a mobilidade social mais baixa, segundo a organização.
"As famílias ricas melhoraram muito a situação" em relação às mais pobres e, por outro lado, "o risco de pobreza deslocou-se das pessoas idosas para as crianças e os jovens adultos".
A OCDE define como situação de pobreza quando os rendimentos são inferiores a 50 por cento da média de cada país.
A pobreza das crianças, que aumentou nos últimos 20 anos, "situa-se hoje acima da média geral" e "deveria chamar a atenção dos poderes públicos", sublinha a OCDE.
"A Alemanha, a República Checa, o Canadá e a Nova Zelândia são os países onde a pobreza das crianças mais aumentou", segundo um dos principais autores do estudo, Michael Foerster.
Em contrapartida, a faixa etária entre 55 e 75 anos "viu os seus rendimentos aumentar mais nos últimos 20 anos", sendo a pobreza entre os pensionistas actualmente inferior à média do conjunto da população da OCDE.
A organização pede aos países membros para "fazerem muito mais" para que as pessoas trabalhem mais, em vez de viverem na dependência das prestações sociais, sendo que a taxa de pobreza das famílias sem emprego é quase seis vezes superior à das famílias activas.
Mas embora o trabalho seja "um meio muito eficaz para lutar contra a pobreza", não chega para a evitar: "mais de metade dos pobres pertencem a famílias que recebem fracos rendimentos de actividade".
A OCDE encoraja a implementação de medidas preventivas, nomeadamente a promoção do acesso a um trabalho remunerado.
"Ajudar as pessoas a inserirem-se no emprego e a converterem-se em cidadãos autónomos tem um papel preventivo que evita o agravamento das desigualdades", considera.
De facto, a organização assinala ser nos países com maiores taxas de emprego que o número de pobres é menor.
"O que importa não é a igualdade das situações, mas a igualdade das oportunidades", afirma-se no relatório, que preconiza também esforços em matéria de educação e saúde para reduzir as disparidades.

(Fonte: Lusa)