08 abril 2008
Durão Baroso: Turquia deve "convencer a Europa"
06 abril 2008
Erdogan está ameaçado e precisa da UE
Os prós e os contras podem ter sido calculados. O sistema burocrático nunca gostou do AKP. O processo de reformas tem sido consistentemente entendido como uma ameaça ao “sistema” que, aparentemente, queria uma erosão na maioria constitucional do AKP e a continuação de uma “velha ordem” sem os desafios de uma Constituição nova.
O caso começou quando o AKP perdeu apetite por mais reformas europeias e demorou tempo a modificar o artigo 301 [que criminaliza o insulto à “identidade turca”]. Ao mesmo tempo, a aparente obsessão do AKP com o véu islâmico, a falta de comunicação e sinais contraditórios ajudaram a aumentar a tensão interna. Este clima pode ter proporcionado as condições perfeitas para a acção legal.
Algumas sondagens do mês passado mostram que o AKP está agora acima dos 50 por cento.
É possível definir o papel de Deniz Baykal, líder da oposição social-democrata?
Se fizermos um flashback aos discursos muito ameaçadores de Baykal ficamos com a impressão de que ele sabia que o AKP ia ser acusado antes mesmo de se tornar público. Agora tem sido muito favorável à opção de banir tanto o AKP como o DTP. Não tem mostrado qualquer interesse em defender a democracia turca. A Internacional Socialista devia mesmo considerar expulsar o partido de Baykal por este motivo. O CHP não é um partido político, é parte do aparelho do Estado, serve os interesses dos burocratas. Não devia ser membro da Internacional Socialista porque não está a defender a democracia.
04 abril 2008
Protestos e detenções na passagem da chama olímpica por Istambul
Chipre: Ban Ki-moon saúda abertura da Rua Ledra
Um comunicado distribuído na sede da ONU em Nova Iorque destaca que esta artéria em pleno centro da capital cipriota foi encerrada em 1963, quando se começaram a agudizar as hostilidades entre as comunidades cipriotas grega e turca, escassos três anos depois da independência do Reino Unido.
O texto sublinha a determinação da ONU em contribuir para o "delicado processo" negocial recentemente retomado pelas partes, para a reunificação da ilha.
A Rua Ledra liga as partes grega e turca de Nicósia, através da "linha verde" (zona tampão) da ONU.
Chipre está dividido desde 1974, ano das duas invasões militares consecutivas da Turquia, para impedir a anexação à Grécia - como pretendiam golpistas cipriotas-gregos - e a "limpeza étnica" dos cipriotas-turcos por um grupo terrorista ultra-nacionalista helénico (EOKA-B).
O contencioso ficou desbloqueado com a eleição, há dois meses, do novo presidente cipriota, Demetris Christofias, que se reuniu com o líder cipriota-turco Mehmet Talat a 21 de Março, anunciando o reatar das negociações para Junho. (Fonte: RTP)
Chipre: Aberta passagem simbólica em Nicósia
Representantes das edilidades cipriota grega e turca assistiram à cerimónia de abertura do novo ponto de passagem na zona tampão de Nicósia, administrada pela ONU, que separa o norte e o sul da capital.
A vedação metálica que impedia o acesso à terra de ninguém do lado cipriota-grego de Nicósia foi retirada antes do amanhecer.
Em Março de 2007, as autoridades cipriotas-gregas demoliram o muro que separava os dois sectores norte e sul para o substituir por uma simples vedação em chapa metálica, dois anos depois do derrube do muro no sector turco.
Foi esta vedação, bem como um posto de guarda anexo, que foram desmantelados por uma dezena de soldados na rua Ledra, uma popular rua pedonal de comércio e cafés na parte antiga da dividida capital.
As barreiras desta rua foram a primeiras a ser erguidas em Nicósia na sequência das violências entre as duas comunidades cipriotas em 1963.
Estes incidentes levaram no ano seguinte à intervenção da ONU, que desde então mantém forças estacionadas na ilha.
Chipre está dividida desde 1974, após uma invasão da Turquia em resposta a um golpe de Estado de apoiantes da junção de Chipre com a Grécia. (Fonte: RTP)
01 abril 2008
Primeiro-ministro turco diz que o seu partido se defenderá das acusações
"Convocamos a nossa gente a não dar nenhuma oportunidade às provocações dos mercadores do medo. Desejamos e esperamos que a justiça, a democracia e a Turquia triunfem no final do processo", disse Erdogan ao grupo parlamentar do AKP.
"O nosso sistema democrático e judicial sairá fortalecido deste teste", afirmou o chefe do Governo. "Não pode haver uma diferença entre o Estado e a população. Trabalhamos para o bem do povo. O processo do Tribunal (Constitucional) foi iniciado. Não é um assunto pessoal. É um assunto da Turquia, um assunto do futuro do nosso povo", disse Erdoğan.
O Tribunal Constitucional da Turquia decidiu ontem realizar uma audiência sobre o processo de ilegalização do governante AKP, após solicitação, em 14 de Março, do Procurador Geral do Estado Abdurrahman Yalçınkaya.
O Procurador pede a ilegalização do AKP e a inabilitação política de 70 dos seus membros, incluindo o primeiro-ministro Erdoğan, com base no argumento de que o partido se transformou num núcleo de atividades contra o laicismo.
Turkish Airlines pode utilizar este Verão um A330 em resultado do aumento de passageiros
"Em Julho, Agosto e Setembro há já voos que estão completos", afirmou o executivo, à margem da Caravana dos Líderes, que arrancou ontem em Lisboa.
No Verão, a Turkish vai substituir o B-737-800 com que opera actualmente, pelo A321, aumentando a capacidade de 167 para 181 lugares.
Até Junho as reservas já estão em 70% e o número de passageiros aumentou 18,2%, referiu o executivo, demonstrando alguma esperança em que este valor se mantenha.
Um dos planos da companhia é manter três voos no Inverno. "Poderá ser uma possibilidade, mas ainda não está definido”, refere Metine Kalyoncu.
Em 2007, a Turkish Airlines transportou 30 mil passageiros de Lisboa para Istambul, e 10 mil passageiros de Istambul para Lisboa, com um load factor de 59%.
“Do total de bilehtes nesta rota, 27% são emitidos na Turquia, o resto é em Portugal”, acrescenta ainda o executivo. (Fonte: Presstur)
Milão vai organizar a Expo 2015 em detrimento de Izmir
A capital económica italiana centrou a sua campanha no tema "alimentar o planeta, energia para a vida", que recebeu, entre outros o apoio do ex-vice-presidente americano e Prémio Nobel da Paz, Al Gore.
Milão obteve 86 votos, e Izmir, 65, do total de 151 países participantes da votação, informou o seu dirigente, Jean-Pierre Lafon.
O presidente turco Abdullah Gül e o chefe de Governo italiano, Romano Prodi, estiveram ontem em Paris para defender a candidatura das suas cidades.
Tribunal Constitucional vai analisar pedido de ilegalização do partido no poder
A decisão de analisar as actividades do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) foi tomada por unanimidade entre os 11 juízes conselheiros do TC, reunidos, ontem de manhã, durante quase cinco horas na sede da instância. Foi ainda decidido, por maioria, incluir neste processo o Presidente da República, Abdullah Gül, que se desvinculou do partido desde que assumiu o cargo, mas que pertenceu durante anos aos quadros do AKP.
Em declarações aos jornalistas, o vice-presidente da instância, Osman Paksut, explicou que os juízes se limitaram a declarar que o recurso é admissível do ponto de vista formal, não tendo adoptado qualquer posição sobre o conteúdo do mesmo. Ainda assim, a iniciativa promete abrir um novo foco de tensão entre o AKP, um partido nascido nos meandros islamitas turcos, no poder desde 2002, e a elite militar e judicial do país, bastião do laicismo da República turca.
A petição no seio da discórdia foi apresentada, no passado dia 14, por Abdurrahman Yalçınkaya, procurador chefe do Tribunal de Recurso de Ancara, que acusa o AKP de se ter tornado “um foco de actividades contrárias à laicidade”, apresentando como exemplo o fim da lei que proibia o uso do véu islâmico nas universidades. Além da ilegalização do AKP, o procurador pede que 71 dos seus dirigentes sejam banidos da actividade política pelo prazo de cinco anos, incluindo Recep Tayyip Erdoğan, actual primeiro-ministro e líder do partido, e Abdullah Gül.
O tribunal vai analisar agora a questão de fundo, sendo que o AKP tem um mês para apresentar a sua defesa, um prazo que poderá ser prorrogado a pedido da formação.
Yalçınkaya apresentou a polémica petição semanas depois de o AKP, que detém maioria no Parlamento, ter aprovado uma reforma que autoriza o uso do véu islâmico nas universidades, pondo fim a uma proibição que durava há décadas. Desde então, várias universidades puseram em prática a nova legislação, mas algumas continuam a impedir as alunas de envergar o véu. Noutras instituições, os responsáveis adiantaram que vão manter a proibição até que a lei seja regulamentada, estipulando, por exemplo, se devem ser autorizados símbolos de um Islão mais radical como o chador (véu comprido que cobre a mulher dos pés à cabeça) ou a burqa (que tapa mesmo a cara).
A separação entre religião e política é um dos pilares da República turca, fundada após a I Guerra Mundial por Mustafa Kemal Atatürk, ainda que 99 por cento da população seja muçulmana.
Em 2002, a chegada ao poder do AKP, um partido conservador nascido nos meios islamitas turcos, desencadeou um conflito com as elites judiciais e militares, considerados os defensores da laicidade do Estado. Apesar de garantir que não pretende transformar a Turquia num Estado islâmico e das reformas que promoveu para aproximar o país da UE, o Governo de Erdoğan (cuja mulher enverga o véu islâmico) continua a ser acusado de ataques ao secularismo.
Na última década, o Tribunal Constitucional ilegalizou dois partidos islamitas (o Refah em 1998 e o Fazilet, em 2001), em cujos quadros militavam alguns dos actuais dirigentes do AKP.
Turkish Airlines é a partir de hoje membro da Star Alliance
"Com esta adesão, os clientes dispõem agora de mais 31 destinos à sua escolha, sobretudo na Turquia, Ásia Central e Médio Oriente, beneficiando assim da mais lata gama de opções de sempre oferecida pela Rede da Star Alliance. No conjunto, a aliança de companhias aéreas com mais experiência no mundo oferece agora aos seus clientes 18 mil voos diários para 965 aeroportos em 162 países", revela em comunicado.
Com esta entrada, a Turkish Airlines passa agora a oferecer uma série de novos serviços. É o caso do "check-in" e despacho de bagagem a partir do aeroporto de origem em viagens que envolvam mais do que uma companhia-membro da aliança.
